Livre pensar

Tania Tavares – Professora –
Será que ao anunciar que Comando Vermelho(CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC), classificando-os como fações ou organizações terroristas e, portanto, podendo atacá-los, o governo americano quer forçar um bom acordo sobre as terras raras?

A Síndrome de Estocolmo!

Autor: Rafael Moia Filho – Escritor, Acadêmico da ABLetras, Blogger, Analista Político e Graduado em Gestão Pública.

Desde 2018, um fenômeno permanece sem explicação no Brasil. Porque os eleitores de Bolsonaro ainda o apoiam, mentem e aceitam mentiras? Votaram nele em 2018, viveram nos quatro anos seguintes uma gestão medíocre que nada fez pelo país e por eles, no entanto, permaneceram apoiando e votando na sua tentativa de reeleição em 2022. Com a derrota, fingiram acreditar em fraude das urnas eletrônicas e em tudo aquilo que o Bolsonaro dizia. Milhares foram para as estradas e portas de quartéis, culminando com a invasão a Praça dos Três Poderes. Pediam Intervenção Militar enquanto oravam para pneus e clamavam por ajuda de ETs.
Essa situação permanece nos dias atuais mesmo depois do golpe ter sido desvendado pela Polícia Federal, milhares terem sido condenados e presos pelo STF. Os zumbis continuam acreditando no Mito e indicam nas pesquisas que votariam no seu filho ungido – Flávio.
Como explicar que um aposentado, idoso, mesmo sendo roubado no governo Bolsonaro por esquemas no INSS ainda assim apoie o bolsonarismo?
Como conceber que um brasileiro não enxergue que o escândalo do Banco Master tenha o DNA completo do bolsonarismo em seus tentáculos?
Só podemos imaginar que estes milhões de eleitores possuem a síndrome de Estocolmo. O que seria isso?
A síndrome de Estocolmo é um fenômeno psicológico em que uma pessoa que está em situação de ameaça, abuso ou sequestro passa a desenvolver sentimentos positivos, de empatia ou até afeto pelo agressor. O nome vem de um caso ocorrido em 1973, em Estocolmo (Suécia), quando reféns de um assalto a banco passaram a defender seus sequestradores e resistiram a depor contra eles depois do ocorrido.
É como se o cérebro, para lidar com o medo e o perigo, criasse uma espécie de “aliança emocional” com quem está causando a ameaça. Alguns fatores que ajudam a explicar:
• Instinto de sobrevivência: aproximar-se do agressor pode reduzir o risco de violência.
• Isolamento: a vítima depende apenas do agressor naquele contexto.
• Pequenos atos de “bondade” do agressor (como dar comida ou não machucar) podem ser interpretados como gentileza.
• Medo constante que confunde as emoções.
Apesar de ser mais conhecido em casos de sequestro, pode aparecer em:
• Relações abusivas (emocionais ou físicas)
• Situações de violência doméstica
• Ambientes de controle psicológico intenso
A síndrome de Estocolmo não é oficialmente classificada como um transtorno mental nos manuais de diagnósticos, mas é um conceito usado para descrever esse tipo de comportamento.
O comportamento dos brasileiros transformados em verdadeiros zumbis, pode ser classificado desta forma como Síndrome de Estocolmo. Porque nunca, em tempo algum, isso aconteceu na política brasileira. Nem com Jânio, Maluf ou Collor.

6 X 1 ou bico

Tania Tavares – Professora – SP

Sim, todos os trabalhadores(as) necessitam de descanso de dois dias, mas como foi proposta eleitoreira, assim como o desenrola, logo, logo vamos ver o trabalhador fazendo “bico” no dia de folga para ajudar no salário!!!

BEM-ESTAR SOCIAL

João Batista Domingues Filho
Cientista Político – Professor UFU/INCIS

O capitalismo de mercado, em sua forma competitiva e produtora de riqueza, é incompatível com a igualdade social plena, fonte de bem-estar na sociedade. A pobreza relativa impede o bem-estar social. Uma sociedade mais igualitária produz maior sensação coletiva de bem-estar, dependendo da percepção da maioria da população quanto à riqueza e à pobreza de seus concidadãos.
Não é apenas o aumento da renda dos pobres que vai gerar bem-estar numa população. Ricos e pobres serão mais felizes se a desigualdade entre eles diminuir, sobretudo quando houver distribuição mais justa da renda e das oportunidades sociais. Reduzir a desigualdade causa bem-estar; o crescimento econômico, sozinho, não.
Não haverá bem-estar social apenas aumentando a renda dos pobres, se os ricos ficarem ainda mais ricos e a distância entre eles continuar crescendo. Pense se essa bela ideia pode ser verdadeira. Essa tese está em The Spirit Level, livro publicado em 2010, de Richard Wilkinson e Kate Pickett, resenhado de maneira brilhante pelo economista André Lara Resende, no jornal Valor Econômico, em 28, 29 e 30 de janeiro de 2011, no caderno EU & Fim de Semana.
Vamos expor e explorar as consequências dessa ideia. Bem-estar social define o bem-estar da sociedade como um todo. Não ocorre bem-estar se uma parte da sociedade melhora de vida e a parte mais rica fica tão bem quanto antes, ou ainda mais rica, com o passar do tempo. Está equivocado associar automaticamente crescimento econômico, aumento de renda e bem-estar social. No plano individual, ainda está em aberto se a riqueza aumenta ou não a felicidade. No plano social, porém, a elevação da renda da maioria só se transforma em bem-estar duradouro quando diminui a distância entre pobres e ricos.
Apenas reduzir a pobreza, mantendo uma grande distância entre ricos e pobres, não aumenta suficientemente o bem-estar social. A pesquisa social desses autores nega o senso comum segundo o qual o crescimento econômico aumenta a renda e, por consequência, aumenta o bem-estar social. O crescimento econômico é importante para o progresso material da nação. Não devemos ser contra o crescimento econômico, mas não devemos confundi-lo com justiça social nem imaginar que o bem-estar coletivo tenha origem apenas nele.
Diminuir a distância entre a maioria pobre e a minoria rica é buscar o bem-estar social. O determinante do bem-estar social é a redução das desigualdades de um país, com distribuição de renda, acesso a direitos, oportunidades reais e reconhecimento da dignidade de todos os cidadãos.
Em 2026, essa discussão permanece atual. O Brasil avançou em alguns indicadores recentes: dados do IBGE mostram queda da pobreza e da extrema pobreza entre 2023 e 2024, além de redução do índice de Gini, que mede a concentração de renda. Ainda assim, a desigualdade brasileira continua profunda: o rendimento dos grupos mais ricos permanece muitas vezes superior ao dos mais pobres. Essa combinação revela o ponto central do problema: melhorar a renda é necessário, mas não basta; é preciso enfrentar a estrutura da desigualdade.
O Estado oferecer comida, renda mínima e proteção social ao cidadão que não consegue sozinho garantir sua sobrevivência é um dever. Programas de transferência de renda, como o Bolsa Família, cumprem papel importante na redução imediata da pobreza e na proteção das famílias vulneráveis. Mas não devem ser entendidos como política suficiente para diminuir estruturalmente as desigualdades e criar bem-estar social no Brasil.
O aumento do poder aquisitivo dos pobres brasileiros melhora condições imediatas de vida, amplia o consumo básico e reduz sofrimentos urgentes. Contudo, não produz, por si só, bem-estar social duradouro se a concentração de renda, patrimônio, educação de qualidade, acesso à saúde, moradia, saneamento e oportunidades continuar profundamente desigual.
O mercado competitivo depende, muitas vezes, da má distribuição de renda, impedindo o bem-estar social. Uma sociedade mais igualitária possibilita bem-estar para a maioria da população do país. O Brasil pode crescer, pode reduzir a pobreza extrema e pode ampliar o consumo dos mais pobres; ainda assim, continuará distante do bem-estar social enquanto a riqueza socialmente produzida permanecer concentrada em poucas mãos.
Para se ter bem-estar social no Brasil, é preciso acabar com a pobreza relativa: maioria pobre, minoria rica; concentração da riqueza socialmente produzida. Existe correlação forte entre bem-estar social e igualdade. Isso tudo causa medo aos defensores do liberalismo clássico: o igualitarismo depende da intervenção do governo para viabilizar esse bem-estar social, implicando, para eles, a ameaça de negação da liberdade individual.
Mas a defesa da igualdade não exige Estado autoritário. O desafio contemporâneo é distinguir intervenção democrática de experiências totalitárias que, no século XX, sacrificaram liberdades em nome de projetos ideológicos de poder. A saída liberal clássica é aceitar uma única igualdade: a igualdade de oportunidades. Mas, numa sociedade muito desigual, até a igualdade de oportunidades se torna ilusória, porque os pontos de partida são radicalmente diferentes.
Ainda existe outra saída para gerar bem-estar social pela intervenção governamental: o Estado de direito democrático, capaz de combinar liberdade, igualdade, direitos sociais, responsabilidade fiscal, políticas públicas eficientes e controle cidadão sobre o poder.

Acontece no Brasil, democracia inabalada…

Marília Alves Cunha – Educadora e escritora

*O governo petista comandado por Lula, em meio a grandes problemas na saúde pública que parecem sem solução, resolveu distribuir uma Caderneta de Gestante às futuras mamães. Mãe – uma palavra tão linda, tão significativa, tão festejada. Para a esquerda não! Ensejam acabar com a palavrinha que devem considerar nefasta, excluindo-a da cartilha e adotando como usual a expressão “pessoa que gesta”. Acreditam também que deve ser abolida a expressão “leite materno” e ser adotado no lugar “leite humano”. E vai por aí afora o conjunto de besteiras que, por agradar e satisfazer uma pequena parcela da sociedade, deve ser implantado. São novidades que apenas, na minha humilde opinião, expressam o radicalismo e ideologismo que suplantam qualquer raciocínio lógico.

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*Muita coisa e gente no Brasil envolvidas com aquele banqueiro com cara e pose de malandro da zona norte carioca… Fez favor a muitos: financiou os filmes de Lula e Temer. Fez várias reuniões com o presidente Lula, tudo fora da agenda oficial, reuniões estas nas quais compareceram eminentes figuras do governo; contratou ministro e ex-ministros de Lula para dar consultoria, por milhões de reais. Não se sabe que tipo de consultoria, pois o serviço prestado não apareceu claramente. Contrato grande foi celebrado com o escritório da esposa de Moraes, ministro do STF, pela exorbitante quantia de R$129.000.000,00 não se sabe também por quais serviços prestados, pois até o momento não houve nenhuma explicação e o ajudante de ordens do ministro, o PGR Gonet, diz que está tudo em perfeita ordem…Quero dizer, quase todo mundo das altas esferas políticas e sociais esteve de alguma forma envolvido com o tal do banqueiro. Inclusive o ministro Toffoli, aquele que perdoa dívidas da Odebretch e da JBS com muita generosidade, usando para isto seu poder e o dinheiro alheio. Mas, bastou o Flávio Bolsonaro pedir financiamento ao mecenas Vorcaro ( exercia também o mecenato, pelo que ouvi falar, para aparecer na foto,após) para que o caos se instalasse. Petistas, dominados pela histeria e regozijo, soltaram seu grito de guerra e sem qualquer investigação do fato exigiam o “prende, mata, arrebenta, tira do jogo, é bandido”. Flávio Bolsonaro não fugiu da raia, deu explicações, prometeu mostrar provas, o filme sobre a vida de Jair Bolsonaro está quase pronto e dizem, é uma obra maravilhosa e emocionante. Flávio também pediu insistentemente a abertura de uma CPMI que poderá elucidar tudo que está em questionamento. A esquerda foge desta CPMI como o diabo da cruz. Que coisa, né? Quem não deve, não teme. Aguardemos! Quanto ao banqueiro, com cara e pose de malandro da zona norte carioca, impressiona pela facilidade que tem de distribuir dinheiro entre variadas pessoas. Tudo se espera de um sujeito que, usando da sua desonestidade e confiando na desonestidade dos outros, decidiu comprar o Brasil. Não só comprar, subjugar com ruidosas festas, caríssimas bebidas, belas mulheres, viagens inesquecíveis em portentosos e modernos jatos que transportavam ao paraíso.

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*Quando se fala tanto em democracia, impossível não lembrar as eleições que se aproximam. E a ocasião é propícia para que Lula ponha em prática seu mais importante trabalho de campanha: calar a voz do povo.

Para isto apresentou à Câmara doo Deputados o Projeto de Lei 2.630/2020, que cria um marco legal definitivo, com diretrizes amplas sobre transparência, moderação de conteúdo e combate à desinformação. O Comitê Gestor da Internet no Brasil (reparem que nome pomposo) terá diretrizes amplas sobre o assunto.

Sinceramente! Com a popularidade abalada e sem nada de bom e positivo para mostrar a um Brasil quebrado, desorientado, desorganizado e repleto de inquietações, não acredito nas boas intenções do governo nesta regulação. Já temos leis demais, suficientes para enfrentamento de crimes em processos penais e civis. Eleições estão próximas e, pelo andar da carruagem, presume-se que será disputadíssima. Regulação acaba virando censura e, adivinha quem será crucificado “legalmente” por estas normas…

*Vivemos num país onde não existe isenção por parte de algumas alas importantes da justiça, onde o espectro político do lado do governo quase sempre leva a melhor em disputas judiciais, em que um juiz não apenas aplica a lei, mas encena também o papel que cabe a outros atores do processo, uma regulação torna-se facilmente censura. Em questão tão subjetiva que envolve variado fatores, quem será tão extraordinariamente cerebral para ditar a uma nação inteira o que é verdade e o que é mentira ou Fake News? Existem criadores de conteúdo brilhantes nas redes sociais,como existem jornalistas nada brilhantes ou simplesmente éticos nos grandes jornais. Há pessoas que nunca entraram ou participaram das redes sociais e apoiam a regulação. Desconhecem que a internet democratizou a informação. E esta democratização pode ser simplesmente enterrada sob o peso de uma “regulação”, que impedirá a opinião, a crítica, a fiscalização e os princípios de liberdade vigentes na Constituição Federal.

STF grande demais

Paulo Henrique Coimbra de Oliveira – Economista – RJ

Lula deveria ser informado que a suprema corte americana funciona com apenas 9 juízes. E funciona bem. Estudiosos sobre a matéria reportam que a dedicação daqueles beiram ao fanatismo. Trabalham demais e falam de menos. Devido a não exposição seus votos são curtos e objetivos. E não tem as mordomias dos nossos . Dirigem seus próprios carros, férias reduzidas, passagens pagas do próprio bolso e centenas de outras. Lula deveria era esperar mais um sair para encaminhar ao Congresso proposta de emenda constitucional visando reduzir a quantidade de membros para 9. Idéia se concretizada ajudará sobremaneira o ajuste fiscal . E estaríamos caminhando para o primeiro mundo.