por uberlandiahoje | jul 18, 2026 | Ponto de Vista |
Gustavo Hoffay – Agente Social 
Há anos ouvimos comentários a respeito da educação sobre prevenção ao uso de drogas ilícitas em escolas públicas e particulares, a partir de pessoas que não concordam e por julgarem uma provocação, algo inconveniente, desnecessário. Esta consideração pode ter sido oportuna em seu contexto histórico pois, em não poucos ambientes, evitava-se mesmo falar publicamente de drogas, enfim, um tabu. Nos tempos atuais e visto que o universo de ocorrências que envolve a grave questão drogatícia chama a atenção da grande maioria dos cidadãos -desde a puberdade, afirmo a necessidade de uma sadia e bem orientada educação sobre o tema ser aplicada naqueles estabelecimentos e desde que, naturalmente, o educando evidencie interesse; algo do tipo extracurricular. Com efeito, penso, é preciso que a criança ao despertar para a triste realidade das drogas, aprenda o quanto antes (e na medida da sua capacidade de assimilação) a comportar-se diante das mesmas, de forma a tomar consciência das responsabilidades que lhe tocam diante de uma notável, explicita e crescente oferta daquelas substâncias. Há pessoas que acreditam não haver necessidade da transmissão de conhecimentos a esse respeito e por imaginarem que o instinto dos jovens estaria propenso ao reto uso da sua razão; por outro lado há a teoria do quietismo e que admite, sim, a desordem das concupiscências instintivas dos jovens, mas julgam que a consciência dos mesmos encontre o caminho da virtude, mesmo sem qualquer intervenção dos pais e mestres. Tal quietismo justificaria, do seu modo, o absoluto silencio de educadores no tocante às drogas. Ora, a minha genuína posição situa-se entre os dois extremos. Sim, assevero que a natureza da juventude é sedenta de impulsos instintivos e cegos; por conseguinte necessita de educação e sem dispensar, porém, a mediação de educadores e familiares responsáveis. Por outro lado não se pode dizer que a natureza humana seja, por si mesma, propensa tão somente ao bem! Todos nós viemos ao mundo trazendo um potencial de qualidades positivas não plenamente desabrochadas e, portanto, mescladas de deficiências ou más tendências. Esse potencial ainda não maduro tem que amadurecer, ser burilado, testado e para tanto necessita da ação de pessoas tecnicamente aptas ao pleno desabrochamento das boas qualidades da criança e do adolescente., quanto o assunto é “drogas”, ao mesmo tempo que a ajudem a se desvencilhar de possíveis inclinações ao uso daquelas substâncias, tanto a nível genético quanto ao meio facilitador em que vivem. Francamente….., o papel do educador ou de algum profissional da saúde mental incluiria profundo respeito ao educando e à matéria ministrada. E o amor a si mesmo e à sua família, com todas as suas expressões, deve então aparecer ao adolescente como algo belo, respeitável ou mesmo sagrado. A educação sobre drogas, penso, tem de ser dividida entre pais e escola, na prática a partir de exemplos e na teoria a partir da ciência. Os pais, mais que nunca, devem adquirir ao menos um conhecimento razoável sobre as drogas e vencer a timidez que muitas vezes os impedem de exercer a sua sagrada missão. O silencio dos pais nesse particular, pode tornar-se grave omissão e dado que o assunto “drogas” está sempre presente na vida das crianças e dos adolescentes.
por uberlandiahoje | jul 18, 2026 | Ponto de Vista |
Ana Maria Coelho Carvalho – Educadora e escritora
Como escreveu Cora Coralina, nós somos feitos de retalhos, de pedaços coloridos de cada vida que passa pela nossa e que vamos costurando na alma. Nem sempre são felizes, nem sempre são bonitos, mas sempre acrescentam algo e fazem de nós o que somos. Em cada retalho, uma lição, um carinho, uma saudade, uma lembrança que nos torna mais pessoas, mais humanos, mais completos. E de retalho em retalho, tornamo-nos um imenso bordado de nós mesmos.
Na minha colcha de retalhos, os que mais gosto são os acrescentados pelas crianças da minha vida. São retalhos bem coloridos, divertidos e originais. Por exemplo, há um retalho acrescentado pela Lia, minha netinha que mora nos States. Ela é uma artista: faz desenhos e artes incríveis, combina as roupas como uma estilista, confecciona cartões lindos todo dia para o pai, enfeita a casa com bilhetes coloridos, faz toucas e cachecóis de crochê. Uma graça. Mas, quando ela perdeu seu primeiro dentinho de leite, foi uma confusão. No começo, com o dente bem mole, estava entusiasmada esperando a chegada da fadinha do dente que iria pegar o dentinho debaixo do travesseiro e trocá-lo por uma nota de cinco dólares. No entanto, quando a fadinha chegou na calada da noite e fez exatamente isso, Lia caiu em prantos na manhã seguinte. Queria o dentinho de volta para guardá-lo para sempre. Então, tentou cativar a fadinha. Fez uma espécie de altar para ela, com flores, guloseimas, bugigangas e escreveu uma cartinha (com alguns errinhos de inglês) pedindo o dentinho de volta. A fadinha aceitou.
Depois veio a confusão do terrário. Tudo começou quando estive lá e construímos nós três – ela, o irmão Enzo e eu- um terrário fechado para observar aranhas, minhocas, insetos, a formação da chuva e o crescimento das plantinhas. Eles adoravam coletar os animais e colocar dentro do terrário, mas Lia ficou com pena das minhocas, remexeu a terra e soltou todas. Antes, porém, fez uma casinha de folhas e barro para elas. Enzo ficou indignado.
O problema piorou no dia em que foram ao parque e encontraram um besouro bonito, grande e preto, de asas luzidias. O pai teve que carregar o inseto na mão por vários quarteirões. Lia não quis colocá-lo dentro do terrário; preferiu montar um local especial para ele, decorado com pedrinhas, flores e grama. O Enzo ficou bravo novamente.
A mãe foi apaziguar a briga e dar uma olhada no besouro, todo confortável no seu recanto florido. E, surpresa: na verdade era uma barata- e das grandes! Foi a vez de ela ficar brava e indignada com o marido, que nem conhecia uma barata e ainda levara uma para dentro de casa. Ele, por sua vez, ficou com nojo de ter carregado a barata na mão.
Lia caiu em prantos novamente porque não queria que matassem a barata. Depois que os ânimos se acalmaram, optaram por soltá-la no parque onde a haviam encontrado.
Minha outra netinha, Maíra, também é uma graça e sempre acrescenta retalhos coloridos à minha colcha. No almoço do Dia das Mães, estávamos quatro mães reunidas para tirar a foto clássica quando ela chegou rapidamente e se posicionou bem à frente do grupo para aparecer na fotografia. A turma, indignada, pediu que ela saísse, pois não era mãe . Ela respondeu que era uma futura mãe e não arredou pé. Foi, inclusive, a mais sorridente do grupo.
Enfim, parafraseando a poetisa, é assim mesmo que a vida se faz: de pedaços de outras gentes que vão se tornando parte da gente também. E nunca estaremos prontos e acabados, pois sempre haverá um retalho novo a ser acrescentado à alma.
Oxalá nossas colchas de retalhos fiquem bem bonitas e coloridas, com muitos retalhos acrescentados pelas crianças de nossa vidas.
por uberlandiahoje | jul 16, 2026 | Ponto de Vista |
Autor: Rafael Moia Filho – Escritor, Acadêmico da ABLetras, Blogger, Analista Político e Graduado em Gestão Pública.
Todos sabemos que manter os deputados federais em Brasília custa muito caro. São ao todo 513 deputados eleitos para mandatos de quatro anos. Essa afirmação verdadeira sempre aparece em discussões sobre salários, benefícios e privilégios da classe política brasileira. Mas, para entender quanto custa um deputado federal, é preciso olhar além da remuneração mensal.
O funcionamento desta engrenagem que consegue moer milhões de reais anualmente envolve salários de assessores, estrutura de gabinete, passagens aéreas, deslocamentos, comunicação institucional e recursos destinados à atividade parlamentar. Além disso, deputados também participam da distribuição de emendas parlamentares, que movimentam bilhões de reais do Orçamento da União.
Embora a maioria dos brasileiros não utilize, essas informações estão à disposição de todos para consulta pública. Nos últimos anos, a transparência sobre gastos parlamentares, emendas e execução orçamentária se tornou tema central de debates entre Congresso, Executivo, órgãos de controle e Supremo Tribunal Federal.
É vital entender quanto gastam os deputados e quanto eles custam aos cofres públicos, já que são bancados pelos recursos de nossos impostos. Cada deputado federal recebe atualmente um salário bruto de R$ 46.366,19 por mês, conforme informações da Câmara dos Deputados no ano de 2026.
Apesar de ser um salário aviltante se compararmos com os vencimentos dos professores, médicos, engenheiros e demais profissões esse custo não se limita apenas à remuneração de cada parlamentar. Além do salário, cada gabinete dispõe de recursos destinados à contratação de assessores parlamentares. A Câmara disponibiliza uma verba mensal de R$ 227.000,00 para custear a equipe de apoio ao mandato. Com esse valor, os deputados podem contratar entre 5 e 25 secretários parlamentares, responsáveis por atividades legislativas, atendimento à população, comunicação e acompanhamento de projetos.
A justificativa dada pelos políticos é que essa estrutura existe porque a atuação parlamentar vai além das sessões realizadas em Brasília. Deputados participam de comissões, acompanham políticas públicas, recebem demandas de municípios e realizam atividades em seus estados de origem. Isso é obviamente muito discutível e carece de informações que as comprovem.
Então, já sabemos que cada deputado federal recebe R$ 46.000,00 + R$ 227 mil de verba de gabinete, somados, fazem com que o valor mensal destinado à remuneração de um deputado chegue a obscena casa dos R$ 273 mil. Em um ano, esse valor supera R$ 3,2 milhões. Como a Câmara possui 513 deputados representantes dos nossos Estados esse gasto anual salta para R$ 1.680.000.000 (Um bilhão, seiscentos e oitenta milhões de reais). Como o mandato dura quatro anos o custo aproximado seria de R$ 6.723.000,00 (Seis bilhões e setecentos e vinte e três milhões aproximadamente.
Esse cálculo, porém, não inclui outras despesas vinculadas ao exercício do mandato, como recursos da cota parlamentar, passagens aéreas, auxílio-moradia em situações previstas pelas regras da Câmara e demais estruturas administrativas disponibilizadas pela instituição.
O que são as cotas parlamentares?
Outro componente importante dos gastos parlamentares é a Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (CEAP), conhecida como cota parlamentar ou, até mesmo, “cotão”.
Esse recurso é destinado a despesas relacionadas ao exercício do mandato, incluindo:
• passagens aéreas
• aluguel de escritórios de apoio
• hospedagem
• combustível
• serviços postais
• divulgação da atividade parlamentar
• contratação de consultorias
• despesas de transporte
O valor da cota varia de acordo com o estado representado pelo deputado, considerando fatores como distância de Brasília e custos logísticos. A utilização desses recursos precisa ser comprovada por meio de notas fiscais e documentos apresentados à Câmara dos Deputados. Nem sempre isso é garantia de probidade, tem parlamentar que apresentas NFs de combustíveis em dois estados ao mesmo tempo.
O deputado pode gastar o dinheiro como quiser?
Não. As despesas precisam estar relacionadas ao exercício do mandato e obedecer às regras estabelecidas pela Câmara dos Deputados. Os gastos devem ser comprovados por documentação fiscal e ficam sujeitos à análise administrativa.
No entanto, existem questionamentos sobre reembolsos de passagens, locação de veículos e despesas vinculadas ao exercício dos mandatos. Essas suspeitas já motivaram operações da Polícia Federal investigando supostos desvios envolvendo recursos da atividade parlamentar, além de pedidos de apuração encaminhados ao Tribunal de Contas da União (TCU) e ao Senado.
Essas informações deveriam servir de alerta aos eleitores que votam e elegem ou reelegem políticos que ao longo de quatro anos não cumprem suas promessas, não trabalham pela sociedade, fingem lutar por pautas que dizem ser relacionadas a família, enquanto na verdade estão enriquecendo suas próprias famílias as nossas custas.
por uberlandiahoje | jul 16, 2026 | Ponto de Vista |
Paulo Henrique Coimbra de Oliveira – Economista – 
O governo tenta sabotar a aposentadoria dos agentes de saúde falando do impacto negativo que vai de ser de 30 bilhões de reais ao longo de vários anos. É a chamada pauta bomba.Não defendo privilégio de nenhuma classe. Afinal a constituição diz que todos são iguais perante a lei. Mas ninguém fala nada do impacto causado pelos penduricalhos aos poderes judiciário, MP e órgãos assemelhados da elite do funcionalismo que custam mais de 30 bilhões POR ANO.É muita hipocrisia , cara de pau. e incompetência junto. Brasil é um país sem passado , sem presente e sem futuro. Esses dados financeiros são amplamente divulgados pelas mídias e pelo próprio governo.
por uberlandiahoje | jul 16, 2026 | Ponto de Vista |
Tania Tavares= Professora
O governo Lula colabora com a zombaria dos Correios, pois além de já ter ajudado os desgovernos dos Correios quer que outras estatais entrem nesta fria como o Banco do Brasil. Qualquer governante sério e comprometido com as contas públicas já teria privatizado os Correio$. Se o governo PT ainda não fez isto é porque algum lucro tem!
por uberlandiahoje | jul 15, 2026 | Ponto de Vista |
Gustavo Hoffay –
Agente Social
Nasci na fé católica e fui batizado no Santuário Nossa Senhora da Boa Viagem, primeira catedral da arquidiocese da capital mineira, minha terra natal. Por uma série de circunstâncias perdi a fé e o contato com Deus logo início da minha fase adulta, quando comecei a dedicar a maior parte do meu tempo à responsabilidade dos afazeres que assumi, em razão de um cargo de alta confiança a mim delegado pelo governo de Minas, enquanto funcionário de uma grande empresa de economia mista e graças a interferência direta de um senador biônico. Sem moral centrada em Deus e impulsionado por firme dedicação a muito do que as minhas funções laborais exigiam, inclusive representar o estado e mais especificamente a secretaria da Agricultura em alguns eventos oficiais em algumas cidades interioranas, cumpri com desvelo o que me cabia. Almoços, jantares, recepções e reuniões diversas lá estava eu, com os meus vinte e poucos anos, engalanado pelas incumbências a mim delegadas pelo Estado. Corriam os anos setenta. Então recém-casado acumulei as funções de professor de Segundo Grau Técnico em uma escola particular, quando então comecei a colocar-me a serviço do pior e mais completo dos males: o ataque à própria vida; sim, por meio de uma existência entregue à luxúria e aos prazeres imediatos originados das bebidas alcoólicas. Sem descer a detalhes que julgo não serem necessários reportar, falhei como marido e pai de duas crianças e ainda na honrosa qualidade de representante do governo estadual em minha área de atuação na secretaria de Estado da Agricultura. Foram duas décadas suportando um peso moral intolerável, inimaginável, psicologicamente esgotado. Passados poucos anos a mão de Deus ajudou-me e um sacerdote franciscano, em Uberlândia(MG), impulsionou-me a sair do nada. Um dia, quando em tratamento da minha saúde física e mental em uma comunidade terapêutica, aquele religioso perscrutou-me e em seguida fez um convite para que o procurasse assim que eu concluísse aquele meu tratamento, ao qual estava submetendo-me de maneira voluntária. Eu aceitei! Ele era Santo Puglisi , atendia pelo nome religioso “Frei Antonino de Bronte” e já contava quase oitenta anos de idade. A partir daquele breve encontro nasceu entre nós uma profunda e respeitosa amizade e mesmo que mal interpretada e mal avaliada por alguns dos seus confrades; nossa proximidade era admirada e mesmo invejada por muitos. A nossa relação de amizade, sadia e diariamente cultivada ao longo de toda uma década….até o seu falecimento, aos oitenta e oito anos de idade, foi-me algo fantástico, extraordinário. Nossas conversas diárias serviram-me, também, para que eu pudesse basear mais firmemente as minhas convicções a favor da vida e, em pouco tempo, na fundação que ele criou e levava o nome da sua mãe, sra. Giuseppina Saitta, fui convidado a exercer as funções de Coordenador e poucos anos depois aceitei assumir um cargo na sua diretoria. Ali, nos anos 90 e inicio dos anos 2.000, tive a grata oportunidade de poder atender a centenas de pessoas necessitadas de orientações a respeito da doença dependência química e enquanto, também, encaminhava-as a cuidados específicos junto a profissionais da saúde física e mental, fundamentado em conhecimentos práticos e também teóricos, esses últimos adquiridos por meio de três cursos universitários e em diferentes estados, além de conhecimentos técnicos que obtive por meio de quatro viagens a clinicas de reabilitação de dependentes químicos nos Estados Unidos. Hoje, passadas todas essas fantásticas experiências e analisando friamente muito daquilo que amarguei, suportei e venci, percebo o quanto a mão de Deus trabalhou de maneira silenciosa a meu favor para que eu pudesse alcançar as funções de diretor do Conselho Municipal Antidrogas de Uberlândia, presidente do Conselho Deliberativo da Fundação Frei Antonino Puglisi, ter editado por dez anos consecutivos o único jornal (Palavra-Vida) que tratava da prevenção ao uso de drogas nesse mesmo município e ter sido convidado para promover mais de uma centena de palestras em escolas e empresas diversas no Triangulo Mineiro. Com o auxílio da minha esposa Eliane, a trinta anos saí da condição em que encontrava-me, apostei na minha capacidade de dar a vota por cima e recomecei a minha vida, mesmo desacreditado por muitos. Apostei na certeza de que eu podia e merecia ser feliz ao lado dela. Permitam-me concluir esse breve testemunho, dizendo-lhes que o amor é o poder mais duradouro deste mundo; essa força criadora e tão formosamente exemplificada na vida de Jesus Cristo é, sim, o instrumento do qual dispomos para buscar e fazer acontecer a paz e a justiça. Uma força que serviu para reestruturar a minha família, ser pai de uma moça cujo coração é maior que ela própria, rever meus filhos do primeiro casamento e obter a graça de ser avô de duas lindas norte-americanas. Creiam: o amor tudo pode!