Uma estória de amor

Ana maria Coelho carvalho – Bióloga

Certa vez, escrevi sobre um drama canino envolvendo minhas duas filhotes de yorkshire : a Duda, grandalhona e destrambelhada e a Sissy, minúscula e meiga. No meio de tudo, a minha família revoltada com a Duda porque ela maltratava a Sissy. Um belo dia, a Sissy encontrou o portão aberto e fugiu, decerto para se livrar da Duda. Com lágrimas nos olhos, acabei trocando a Duda pela “Duda Outra”, mais calma e educada, filha de mãe e pai com pedigree e com irmãos comportados.

Ela cresceu saudável e encontrou um namorado, o Nick. Foi amor à primeira vista. Cruzaram inúmeras vezes e como resultado nasceram cinco filhotes: Lolla, Sissy, Tobias, Apollo e Roque. Pretinhos, brilhantes e limpinhos. A mãe os lambia dia e noite, deve ter gasto litros de saliva. E de leite também, não sei como conseguia tanto. Eles ficaram gordinhos e saudáveis e ela, pequenina e acabada, era possível sentir os ossos da costela. As tetas, em número de dez, matematicamente seriam duas para cada filhote, muito simples. Mas a natureza é complexa. Os cinco filhotes empurravam uns aos outros disputando as tetas, todos queriam a mesma. Quando a Duda enfezava, saia andando com os cinco dependurados. Foi uma mãe incrível, impressionante como sabia tudo o que tinha a fazer, cachorro é assim. Defendia os filhotes das pessoas que não conhecia, latia, avançava e não deixava passar a mão. Tentava carregá-los pelo pescoço quando caiam da caminha, mas não tinha forças e nem jeito pra isso. Quando ouvia um ganindo, corria pra acudir, saia derrapando pelo caminho. Pariu sozinha, cortou o cordão umbilical de todos, comeu as placentas sanguinolentas, limpou os filhotinhos, deitou em cima deles para aquecer e já começou a amamentar. Deve ter ficado encantada com tanto cachorrinho saindo do seu corpo. Não sei se ela conseguiu perceber o desenvolvimento deles. Levaram 12 dias para abrir os olhos e no começo só dormiam e mamavam. Depois passaram a se arrastar e, na sequência, a caminhar devagar e a tentar brincar uns com os outros. A Lolla era a maior e bem tranquila, deveria estar roubando o leite dos outros. O Roque era pequenino, espevitado e chorão, deveria estar estressado com a competição pelas tetas. Logo os dentinhos iriam aparecer, machucar as tetas e a Duda iria empurrá-los.

Foi lindo ver e acompanhar essa estória de amor incondicional de uma cadelinha com seus filhotes. Mas logo ela não quis mais saber deles, começou a ignorá-los e seguiu com sua vidinha de cão, decerto sem nem se lembrar que eles existiram. Na mãe humana não, o amor pelo filho é para sempre. Por isso cachorro é cachorro e gente é gente. Sei que existem muitos cães abandonados e maltratados, uma maldade e injustiça com o melhor amigo do homem. Mas existem também muitas crianças que necessitam de um lar, outras que são espancadas pelos pais, outras que passam fome, outras que tem pais que oferecem tudo, menos tempo com os filhos, talvez o que eles mais precisem. E também existem os velhinhos. Penso que muitos gostariam de alguém para segurar suas mãos enrugadas e escutar suas estórias, com paciência e sem pressa. Segundo Rubem Alves, “história” é diferente de “estória”. “História” é aquilo que aconteceu uma vez, pertence ao tempo, é ciência; quem ouve uma “história” fica do mesmo jeito. “Estória” é aquilo que acontece sempre, pertence à eternidade, é magia; quem ouve uma “estória” pode ficar outro.

Quem sabe um dia encontraremos tempo para ouvir as estórias dos velhinhos, que por certo serão mais bonitas que a estória da Duda com seus filhotes.

Prazo para entrega de declarações anuais de uso de Recursos Hídricos termina em 31/3

Declaração é obrigatória e reúne informações sobre a utilização da água em Minas Gerais

O prazo para que usuários de recursos hídricos em Minas Gerais enviem a Declaração Anual de Uso de Recursos Hídricos (DAURH) termina no próximo dia 31/3. Obrigatória, a declaração reúne informações sobre a utilização da água em todo o estado e deve ser apresentada por pessoas físicas e jurídicas que realizaram uso de recursos hídricos ao longo de 2025.

GOV. MG

A partir dos dados declarados, o Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam) obtém informações essenciais para o planejamento e a gestão das águas no território mineiro. Entre os principais dados exigidos estão os volumes de água captados e as cargas de poluentes lançadas em corpos d’água de domínio estadual.

De acordo com a gerente de Instrumentos Econômicos de Gestão do Igam, Camila Zanon, a declaração é estratégica para garantir o uso sustentável do recurso. “São informações fundamentais para o planejamento, o controle e a promoção do uso sustentável da água”, destaca.

Além de subsidiar a gestão hídrica, a DAURH é um instrumento essencial para viabilizar a cobrança pelo uso de recursos hídricos. A partir das informações prestadas, o Igam consegue mapear os diversos tipos de utilização da água em Minas Gerais, fortalecendo o controle e o monitoramento do recurso.

Quem deve declarar

Devem prestar informações todos os usuários que utilizaram recursos hídricos de domínio do Estado de Minas Gerais no ano anterior ao da declaração. Na maior parte dos casos, é exigido que o uso tenha sido acompanhado por sistemas ou equipamentos de medição.

Os dados solicitados variam conforme o tipo de intervenção realizada, como captação de água ou lançamento de efluentes, classificados de acordo com o modo de uso.

Algumas intervenções, no entanto, não precisam ser declaradas. É o caso de barramentos sem captação, desvios de curso d’água, perfurações de poços tubulares, travessias e canalizações, entre outras situações em que não há retirada de água ou lançamento de poluentes.

Também não precisam enviar a DAURH os usos considerados insignificantes; os destinados à satisfação das necessidades de pequenos núcleos populacionais no meio rural; o consumo final de água por residências e estabelecimentos atendidos por prestadores de serviço público de saneamento; os efluentes lançados em corpos hídricos de domínio da União; os efluentes lançados fora de corpos hídricos, como em solo, sumidouros ou redes de esgoto; e as outorgas fora da validade no ano-base da cobrança e sem pedido formal de renovação.

Como enviar

A declaração deve ser feita por meio do Portal Ecossistemas, onde o usuário deve acessar o sistema da Declaração Anual de Uso de Recursos Hídricos (DAURH). No ambiente digital estão disponíveis orientações e o formulário para envio das informações.
O manual da DAURH também pode ser consultado para auxiliar no preenchimento correto dos dados.

Consulte o manual DAURH aqui.

Clique aqui para fazer a Declaração Anual de Uso de Recursos Hídricos (DAURH)

Cobrança pelo uso da água

As informações fornecidas na declaração também subsidiam o cálculo da cobrança pelo uso da água, conforme metodologia aprovada pelos comitês de bacias hidrográficas.

A cobrança tem como objetivo incentivar o uso racional dos recursos hídricos e estimular práticas sustentáveis em Minas Gerais. Além disso, os dados declarados possuem relevância estratégica e podem apoiar a elaboração de planos, projetos e estudos técnicos voltados à gestão das bacias hidrográficas no estado.

Mais informações sobre a cobrança podem ser obtidas, clicando aqui.

DER-MG inicia obras emergenciais na ponte entre Minas Gerais e São Paulo, no Triângulo Mineiro

Previsão é que o tráfego sobre o Rio Grande seja liberado em cerca de 60 dias

O Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG) iniciou ações emergenciais para recuperação da ponte Volta Grande, sobre o Rio Grande, na divisa entre os estados de Minas Gerais e São Paulo. A autarquia reforça o alerta para que motoristas respeitem integralmente a interdição total do tráfego no local, inclusive para pedestres, até a conclusão dos serviços.

GOV. MG

A estrutura, localizada entre as rodovias AMG-2540 e SP-413, na região do Triângulo Mineiro, passa por intervenções que começam com a instalação de anéis metálicos nos pilares que apresentaram danos. A medida foi adotada após vistorias técnicas identificarem trincas em um dos apoios, comprometendo a segurança da ponte.

A previsão do DER-MG é de que o tráfego seja restabelecido em até 60 dias.

Interdição total segue necessária

A ponte permanece totalmente interditada para todos os tipos de veículos desde o dia 5/2, decisão tomada após uma segunda inspeção técnica apontar risco à integridade da estrutura, substituindo a liberação anterior que permitia apenas o tráfego de veículos leves.

Construída em 1974, a ponte tem 540 metros de extensão e é um importante elo logístico entre Minas Gerais e o interior paulista, especialmente para o acesso a municípios como Barretos.

Parceria entre estados

Paralelamente às obras, o DER-MG mantém tratativas com o Departamento de Estradas de Rodagem de São Paulo para a formalização de um termo de parceria que prevê a manutenção integral da ponte, com foco em uma solução definitiva para a estrutura.

Rotas alternativas
Enquanto a interdição estiver em vigor, os motoristas devem utilizar rotas alternativas devidamente sinalizadas:

• Via Planura: seguir pela MG-427 até Planura, acessar a BR-364 (SP-326 em São Paulo), seguir até Barretos e depois pela SP-425 até Guaíra;
• Via Uberaba: seguir pela MG-427 até Uberaba, depois pela BR-050 até Delta, acessando na sequência a SP-330 até Ituverava e, posteriormente, a SP-385 até Miguelópolis.

Segurança em primeiro lugar

O DER-MG destaca que desrespeitar a interdição representa risco grave à vida. A sinalização de bloqueio e orientação de desvios foi implantada para garantir a segurança dos usuários e a fluidez do tráfego nas rotas alternativas.

O órgão reforça que a colaboração dos motoristas é fundamental neste momento. A liberação da ponte ocorrerá somente após a conclusão das obras e a garantia plena das condições de segurança estrutural.

Detran-MG orienta cidadãos sobre como apresentar defesa prévia e recorrer de multas de trânsito

Condutores e proprietários de veículos têm direito a contestar autuações em diferentes etapas do processo administrativo

Condutores e proprietários de veículos têm o direito de contestar autuações de trânsito em diferentes fases do processo administrativo, sempre que identificarem possíveis erros no auto de infração ou tiverem justificativas previstas em lei.

GOV. MG

Para orientar a população, o Departamento Estadual de Trânsito de Minas Gerais (Detran-MG) explica de forma facilitada como funcionam as três possibilidades de contestação previstas nesse processo: a defesa prévia, o recurso à Junta Administrativa de Recursos de Infrações (Jari) e o recurso ao Conselho Estadual de Trânsito (Cetran). O objetivo é garantir que o cidadão conheça seus direitos, os prazos e o momento adequado para utilizar cada procedimento ao questionar uma autuação ou penalidade.

Os pedidos podem ser feitos de forma digital no atendimento virtual do site www.detran.mg.gov.br, mediante login com conta Gov.br, nos níveis prata ou ouro. Para localizar o serviço no site basta acessar a aba “Infrações”. O Detran-MG também disponibiliza a consulta ao prontuário do condutor, andamento da defesa prévia e dos recursos de forma on-line, sem necessidade de deslocamento até uma unidade de atendimento.

Defesa Prévia

A defesa prévia é a primeira etapa para quem identifica possíveis erros ou inconsistências no auto de infração. Ela deve ser apresentada após o recebimento da notificação da autuação ou da publicação em edital, sempre antes de a multa ser confirmada, no prazo de até 30 dias. Nessa fase, o cidadão pode apontar, por exemplo, informações incompletas, falhas no preenchimento do auto, insuficiência no campo de observações ou qualquer outra irregularidade que possa comprometer a validade da autuação.

Caso a defesa prévia não seja apresentada ou seja indeferida, e a penalidade de multa seja aplicada, o cidadão ainda pode recorrer à Jari, que corresponde à primeira instância recursal.

Recurso da multa O recurso da multa, ocorre quando o questionamento é feito com base penalidade imposta. A notificação de penalidade é o documento que confirma a multa e informa as demais sanções, como o registro de pontos na habilitação e, conforme o caso, a emissão do boleto para pagamento. O prazo para recorrer também é de até 30 dias após essa notificação, e o serviço é gratuito, podendo ser solicitado tanto pelo proprietário quanto pelo condutor do veículo.

Contestação ao Cetran

Se o recurso for negado pela Jari, o cidadão ainda tem o direito de apresentar nova contestação ao Cetran, que funciona como segunda e última instância administrativa. Esse novo pedido permite a reavaliação do caso antes do encerramento da via administrativa, garantindo mais uma oportunidade de análise da autuação e da penalidade aplicada. Em todas essas etapas, é importante acompanhar os prazos e reunir documentos, argumentos e provas que ajudem a fundamentar a contestação.

PIB de Minas Gerais atinge recorde de R$ 1,157 trilhão em 2025

Crescimento real de 1,4% foi puxado pelo desempenho da agropecuária, da indústria extrativa mineral e dos serviços

Minas Gerais encerrou 2025 com o Produto Interno Bruto (PIB) estimado em R$ 1,157 trilhão, um recorde na série histórica e alcançando um crescimento real de 1,4% em relação a 2024, quando o resultado do indicador econômico do estado foi de R$ 1,06 trilhão. O PIB mineiro ultrapassou R$ 1 trilhão pela primeira vez em 2023.

GOV. MG

O resultado do ano passado foi publicado pela Fundação João Pinheiro (FJP), nesta terça-feira (17/3), e as informações detalhadas do relatório estão disponíveis no Informativo Técnico da instituição.

Os resultados positivos da agropecuária, das indústrias extrativas e de transformação, do comércio e transportes e dos serviços contribuíram para o resultado recorde da economia. Na média anual, Minas teve uma participação de 9,1% no PIB brasileiro. No quarto trimestre do ano passado, o PIB foi estimado em R$ 287,2 bilhões, com um crescimento nominal de 3,5% em relação ao mesmo período de 2024.

Para a secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Sede-MG), Mila Corrêa da Costa, a análise publicada pela FJP acompanha outros resultados alcançados pelo Governo de Minas no ano passado. “O ano de 2025 foi excepcional para a economia mineira, em que pudemos alcançar as marcas de mais de R$ 500 bilhões em investimentos privados atraídos e 1 milhão de empregos gerados desde o início desta gestão. Assim, conquistamos um objetivo primordial que é converter crescimento econômico em geração de oportunidades para a população mineira”, celebra.

Agropecuária lidera o crescimento da economia mineira

Em 2025, a agropecuária registrou expansão real de 3,2%, com valor adicionado bruto (VAB) estimado em R$ 98,2 bilhões. Apesar da retração nas colheitas anuais das safras de café, feijão e cana-de-açúcar, o setor foi compensado pela produção mais elevada de soja, milho, batata-inglesa, leite, abate de suínos, ovos e insumos para a fabricação de papel e celulose e para metalurgia.

Respondendo por quase dois terços da economia estadual, os serviços acumularam R$ 635,6 bilhões em VAB no ano passado, registrando um crescimento real de 1,6% em relação ao ano anterior. Todas as quatro atividades apresentaram alta: comércio (+1,7%) – com destaque para o aumento de vendas em produtos farmacêuticos, médicos e cosméticos –, transportes (+2,3%), administração pública (+0,5%) e outros serviços (+2,1%) – alta registrada nas atividades imobiliárias e serviços financeiros, de informação e comunicação.

Já as atividades industriais apresentaram crescimento médio de 0,3% no acumulado do ano, com destaque para as indústrias extrativas (+3,1%) e as indústrias de transformação (+0,6%). A produção de minério de ferro, a fabricação de alimentos e a metalurgia predominaram no setor que, ao todo, teve o VAB estimado em R$ 278,1 bilhões em 2025.

Rodovias concessionadas de Minas Gerais já resgataram cerca de 270 animais em 2025

Entre os casos está o resgate de uma coruja ferida no Sul de Minas; maioria dos atendimentos envolve animais domésticos nas rodovias

GOV. MG

Uma coruja ferida após ser atropelada no trecho da BR-459 entre os municípios de Caldas e Ipuiúna, no Sul de Minas, foi socorrida por equipes da concessionária responsável pelo trecho e recebeu atendimento veterinário especializado de forma agilizada. O caso é um entre os 270 exemplos de resgates de animais silvestres e domésticos em rodovias concessionadas pelo estado.
A ave é uma jacurutu, espécie conhecida como corujão-orelhudo (Bubo virginianus), e foi resgatada pela EPR Sul de Minas. Encontrada com fratura em uma das asas, ela foi atendida por equipes operacionais da concessionária, que realizaram o resgate e providenciaram imediatamente o encaminhamento para atendimento veterinário.

Situações como essa são acompanhadas pelo Governo de Minas, por meio da Agência Reguladora de Transportes do Estado de Minas Gerais (Artemig), e reforçam a importância do trabalho regulatório e do cumprimento dos contratos de concessão.

“A presença de animais nas rodovias representa risco tanto para a fauna quanto para os usuários. O acompanhamento dessas ações pela agência garante que as concessionárias adotem medidas efetivas de prevenção, manejo adequado e preservação da vida, alinhadas às diretrizes de segurança viária e sustentabilidade”, destaca o diretor-geral da Artemig, Breno Longobucco.

Atuação das concessionárias

As concessionárias seguem protocolos operacionais que incluem afugentamento para áreas seguras ou resgate com encaminhamento para atendimento veterinário. Os animais domésticos podem ser destinados à adoção, enquanto os silvestres passam por reabilitação e, quando possível, são devolvidos ao habitat natural.

No caso da coruja, durante o período de recuperação a ave permaneceu sob cuidados especializados providenciados pela concessionária na cidade de Congonhal. Depois do tratamento, a jacurutu recebeu um novo destino e viverá em segurança no Parque dos Falcões, localizado na cidade de Itabaiana, em Sergipe, referência nacional na conservação de aves de rapina.

Balanço de resgates

Histórias como essa fazem parte do balanço de atendimentos envolvendo animais domésticos e silvestres registrados em 2025 nas rodovias estaduais concedidas de Minas Gerais, que incluem as concessionárias do grupo EPR, da Via Nascentes, da Ecovias Norte Minas e do lote Via Liberdade.

Nas concessões do grupo EPR, foram realizados mais de 170 resgates de animais em 2025. A EPR Triângulo contabilizou 69 atendimentos, sendo 44 de animais domésticos. Ainda, a EPR Vias do Café registrou 59 ocorrências, das quais 49 envolveram animais domésticos. Já a EPR Sul de Minas realizou 52 resgates, com 37 animais domésticos. Ao longo do ano, as concessionárias também promoveram treinamentos específicos para capacitar as equipes operacionais no manejo e resgate de animais nas rodovias.

A Via Nascentes informou o resgate de 99 animais ao longo de 2025, conforme levantamento da área de operações, sendo 90 domésticos e 9 silvestres, destacando o trabalho na identificação, manejo e destinação adequada dos animais encontrados nas faixas de domínio.

Na Ecovias Norte Minas, o balanço do ano registra um resgate de animal silvestre, uma seriema, além de uma ocorrência de afugentamento, com a devolução segura de um cavalo ao seu proprietário.

Já no lote Via Liberdade, as ações relacionadas à fauna integram as diretrizes permanentes do contrato de concessão. O cuidado com animais domésticos e silvestres faz parte das medidas ambientais associadas ao processo de licenciamento e será implementado de forma progressiva, dentro do prazo contratual de até 12 meses.

A Artemig reforça que o abandono de animais em rodovias é crime, passível de penalidades, e representa um risco grave à segurança viária. A conscientização da população é fundamental para reduzir acidentes e proteger a vida nas estradas mineiras.

Filhote de tamanduá é acolhida no Cetras de Patos de Minas e segue em reabilitação para retorno à natureza

Animal resgatado na zona rural de Tiros (MG) recebe cuidados especializados e deve ser monitorado após soltura

Um filhote de tamanduá-bandeira, fêmea, foi resgatado na zona rural do município de Tiros, no Alto Paranaíba, e agora está sob cuidados do Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres (Cetras) de Patos de Minas. O animal foi encontrado ainda agarrado ao dorso da mãe, que morreu após um atropelamento, e encaminhado para atendimento especializado.

GOV. MG

Apesar das circunstâncias, o animal deu entrada na unidade em boas condições de saúde e segue estável. Como ainda está em fase inicial de desenvolvimento, permanecerá no Cetras para receber os cuidados necessários até que esteja apto a viver de forma independente na natureza. Para assegurar o bem-estar e, ao mesmo tempo, evitar a associação com o contato humano, a equipe adotou o uso de um bicho de pelúcia durante o manejo. Dessa forma, a estratégia oferece suporte físico e conforto, sem comprometer o comportamento natural.

Batizado como Lúcia, o filhote pesa cerca de 2,1 quilos e apresenta comportamento típico da espécie nessa fase da vida, permanecendo abraçado durante grande parte do tempo. Esse instinto, inclusive, tem sido considerado em todas as etapas do manejo, o que garante um processo de reabilitação mais adequado e respeitoso.

Segundo o médico-veterinário do Cetras, Keniker Borges, a técnica é fundamental para o desenvolvimento saudável e para o sucesso da reabilitação. “Uma forma de o animal não se apegar ao contato humano é oferecer um bicho de pelúcia, já que ele é naturalmente apegado ao dorso da mãe. Assim, conseguimos garantir mais conforto durante o manejo, respeitando o comportamento da espécie”, explica.

Ainda de acordo com o veterinário, o acompanhamento seguirá até que esteja plenamente apto para retornar ao ambiente natural. “Ela vai permanecer com a gente até estar pronta para a soltura, passando por todas as etapas necessárias de reabilitação”, destaca.
A expectativa é que, após esse período, Lúcia seja devolvida à natureza com o suporte de tecnologia de monitoramento. Em parceria com o Projeto TamanduASAS, deverá utilizar um colete com GPS, permitindo o acompanhamento de sua adaptação ao habitat natural e contribuindo para estudos sobre a espécie.

Por se tratar de um animal em fase inicial de vida, esse período de cuidado é essencial para garantir o desenvolvimento de autonomia suficiente para a sobrevivência em vida livre, aumentando as chances de sucesso na reintegração ao ambiente natural.

Cuidado e reabilitação da fauna silvestre

O Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres (Cetras) desempenha papel fundamental na proteção da fauna em Minas Gerais, atuando no recebimento, tratamento e reabilitação de animais silvestres vítimas de diferentes impactos.

As unidades recebem animais provenientes de resgates, apreensões e entregas voluntárias e, assim, garantem atendimento especializado e acompanhamento técnico em todas as etapas do processo. O objetivo é promover a recuperação dos animais e, sempre que possível, viabilizar o retorno seguro ao habitat natural.

Além do cuidado direto com a fauna, o trabalho do Cetras também contribui para a conservação das espécies, para a geração de conhecimento e para o fortalecimento das políticas públicas voltadas à proteção da biodiversidade no estado.

MGI promove leilão com 13 imóveis em Belo Horizonte

Interessados podem participar com envio de lances até o dia 12/5, conforme edital

A Minas Gerais Participações S.A. (MGI), empresa estatal integrante da Administração Pública Indireta do Governo do Estado de Minas Gerais, lançou o edital 002/2026, que trata da venda de 13 imóveis de propriedade do Instituto de Previdência dos Servidores Militares do Estado de Minas Gerais (IPSM).

GOV. MG

O certame, que segue aberto até o dia 12/5, reúne lojas comerciais, casas com uso residencial e comercial, além de terrenos, todos localizados em Belo Horizonte. Os valores iniciais dos imóveis variam entre R$ 37 mil e R$ 16 milhões.

Entre os destaques do edital estão nove lojas comerciais situadas no Centro de Belo Horizonte, com metragens que variam de 17,50 m² a 420,00 m². Os imóveis estão próximos à Estação Central do metrô e à Praça Sete de Setembro, em uma região de grande circulação e potencial comercial. As unidades serão ofertadas de forma individual, permitindo que o interessado adquira uma ou mais lojas, conforme sua estratégia de investimento.

As casas também se destacam pela localização privilegiada. Uma delas está situada no bairro Santo Agostinho, com área construída de 314,00 m² distribuída em dois pavimentos. A outra, localizada no bairro Funcionários, possui 176,80 m² de área construída, também em dois pavimentos, além de vaga de garagem para três veículos.

O edital conta ainda com duas oportunidades de terrenos: um com área de 47.745,00 m², no bairro Jardim Vitória, e outro com 123.119,86 m², no bairro Jardim Belmonte. Inseridos em regiões com infraestrutura consolidada e em expansão, os imóveis apresentam amplo potencial para diferentes tipos de aproveitamento.

Como participar Para participar do processo licitatório é necessário se cadastrar no site da MGI Leilões, como pessoa física ou jurídica. Após esta etapa, os interessados poderão conferir os imóveis no mesmo endereço eletrônico e formalizar seus lances.

O comprador deverá cientificar-se previamente das exigências e restrições de uso eventualmente impostas pela legislação e/ou por órgãos públicos municipais, estaduais e federais, inclusive no tocante à preservação ambiental, saneamento, uso do solo e zoneamento, bem como das obrigações e direitos decorrentes de Convenções de Condomínio e de Regimentos Internos de conjuntos habitacionais ou comerciais a que venha a se obrigar em face da arrematação do imóvel.

Não caberá à MGI qualquer responsabilidade quanto à conservação ou reparos no imóvel, assim como, quando for o caso, de eventuais despesas ou atos necessários para a desocupação do mesmo, que correrão por conta e iniciativa do adquirente.
Em caso de dúvidas, os usuários podem entrar em contato por meio do e-mail: vendas@mgipar.com.br ou pelos telefones: (31) 3965-2611 e (31) 97320-0480.

Sobre a MGI

A MGI, com 50 anos de experiência no mercado, é uma empresa estatal integrante da Administração Pública Indireta de Minas Gerais, dedicada a trazer soluções financeiras ao Estado.

A instituição utiliza estratégias para a comercialização de imóveis em não uso no estado de Minas Gerais e nas diversas regiões do país, sempre com ética e transparência em suas negociações.

A empresa conta com uma equipe especializada que fornece todas as informações necessárias durante as etapas de aquisição. Na fase de pós-venda, oferece suporte na obtenção da documentação, visando garantir a completa satisfação do arrematante.

Governo de Minas apresenta balanço das ações para o crescimento e o fortalecimento do agro

Prestação de contas foi realizada pelo Executivo estadual durante evento que celebrou a força do agronegócio mineiro

O governador Romeu Zema e o vice-governador Mateus Simões apresentaram, nesta quarta-feira (18/3), durante o evento Agro – A Força de Minas, o balanço das ações do Governo de Minas para o desenvolvimento e o crescimento do agronegócio mineiro, um dos principais motores da economia do Estado.

GOV. MG

O encontro, promovido pelo Sistema Faemg Senar, reuniu cerca de 5 mil produtores rurais mineiros de todas as cadeias produtivas do estado, que mostraram a força e a organização do setor agropecuário, que garante a segurança alimentar e o superávit da balança comercial de Minas Gerais.

O chefe do Executivo mineiro reconheceu o avanço realizado no setor agropecuário e a melhoria proporcionada na vida de quem produz em Minas Gerais.

“Só quem acompanha sabe como este Estado mudou nos últimos anos, e tudo isso graças ao diálogo com quem está no campo, na lida e na linha de frente da produção agrícola. Com a ajuda da Faemg, a minha gestão conseguiu melhorar a vida de muitos mineiros, e isso vai continuar acontecendo em Minas”, afirmou Romeu Zema.

A Força do Agro

O agronegócio é um dos propulsores da economia mineira, sendo essencial para a geração de riqueza e empregos no estado. Em 2024, pela primeira vez, o agro superou a mineração em exportações, com receita recorde de US$ 17,1 bilhões.

No mesmo ano, o `Produto Interno Bruto (PIB) do agro de Minas alcançou R$ 235 bilhões, elevando a contribuição do agronegócio para 22,2% do PIB estadual.

Em 2025, as exportações do agronegócio de Minas alcançaram o valor recorde de US$ 19,8 bilhões de dólares, com aumento de 15,5% em relação ao ano anterior. O resultado manteve o agro como o principal setor exportador do estado.

A pauta exportada pelo agro mineiro englobou um mix de 650 diferentes produtos agropecuários, que foram enviados para 178 países. O café foi o carro-chefe das exportações, representando 57% da receita total das exportações do agro mineiro.

“Estamos aqui para poder repetir o compromisso que este governo tem com o agro. Durante a atual gestão, vimos o setor dobrar sua participação no PIB e superar as exportações da mineração. E eu tenho expectativas muito positivas de que a gente possa continuar crescendo”, destacou o vice-governador Mateus Simões.

“Hoje, somos a terceira maior economia agrícola do país, com plenas condições de que, logo, possamos nos tornar a segunda”, completou o vice-governador.

Trabalho em parceria com o produtor rural

Os resultados alcançados são consequência de uma articulação coordenada pelo Governo de Minas, que vem adotando medidas para fortalecer a produção, agregar valor e ampliar mercados para os produtores mineiros.

A Secretaria Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) atua de forma integrada com os demais órgãos do Sistema Agricultura para fortalecer toda a cadeia produtiva, com ações voltadas ao fomento da agroindústria, ampliação de mercados, desburocratização e incentivo à inovação.

Para o secretário de Agricultura, Thales Fernandes, os resultados alcançados nos últimos anos no agro mineiro é um trabalho realizado lado a lado com o produtor do campo.

“Nosso governo é um governo chão de fábrica, que ouve para errar menos. Ouvimos os sindicatos, as associações e tudo que nós fizemos e todas as políticas aprovadas foram discutidas lá na Assembleia e em audiências públicas. Temos, ainda, um caminho grande para percorrer, mas esta parceria forte, este trabalho conjunto, com todos puxando para o mesmo lado, é que nós precisamos” explicou.

Com apoio do Governo de Minas, estudantes representam estado em uma das maiores feiras científicas do Brasil

Projeto de escola estadual de Nova Resende ganha destaque na edição 2026 da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace)

GOV. MG

Estudantes da Escola Estadual Professor Caio Albuquerque, em Nova Resende, no Sul de Minas, estão participando da 24ª edição da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace) 2026, uma das maiores mostras científicas do país.

A apresentação do projeto “Pulso d’Água: Proteção das Nascentes de Minas” ocorre até sexta-feira (20/3), na Universidade de São Paulo (USP), no campus Butantã, reunindo jovens talentos de todo o Brasil.

A participação dos estudantes conta com o apoio do Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE/MG), que investiu cerca de R$ 10 mil para custear as despesas da equipe e garantir a presença dos alunos no evento.

O projeto finalista reforça o compromisso dos estudantes com a preservação ambiental e o uso consciente dos recursos naturais. Desenvolvida ao longo do ano letivo de 2025, a iniciativa ganhou força dentro da escola até alcançar reconhecimento nacional.

Com objetivo de representar o Pulso d’Água, as alunas do 3º ano Amanda Lourenço, Sarah Ribeiro e Layne Eduarda foram selecionadas para participar da feira na capital paulista.

“É muito importante para a escola. A gente vê o trabalho dos alunos se materializando. A Febrace é a conclusão de um ano muito positivo, de um projeto que começou pequeno e foi crescendo. É extremamente gratificante”, afirma o diretor da unidade, Claudinei Donizete Tibúrcio.

Ele acredita que a conquista tem gerado um efeito positivo. “Os alunos acompanharam o Pulso d’Água desde o seu surgimento, e ver que essa iniciativa se tornar finalista é uma grande conquista. Com isso, eles ficam empolgados com os próximos projetos que a escola e os professores pretendem desenvolver ao longo de 2026”, destaca.

A professora de matemática Edenilce Andreia de Oliveira, que acompanha as alunas durante a feira, destaca o significado da experiência. “Essa participação representa a realização de ver o conhecimento saindo dos livros, e também a prova de que o esforço em sala de aula gera frutos reais e transforma a visão de mundo das estudantes”, afirma.

Segundo a professora, o impacto da participação em um evento nacional como a Febrace é direto na autoestima e no desenvolvimento dos estudantes. “Isso ocorre por meio do reconhecimento e da valorização, oferecendo aos alunos a oportunidade de demonstrar seu potencial e suas capacidades”, pontua.

Pulso d’Água

Desenvolvido a partir do segundo bimestre de 2025, o projeto envolveu estudantes do 2º ano do ensino médio e contou com a co-orientação do vice-diretor Marcos Antônio Reis Farias.

A iniciativa foi premiada no Instituto Federal do Sul de Minas – Campus Muzambinho, conquistando o primeiro lugar na categoria Ciências Biológicas e primeiro lugar geral e, posteriormente, indicada para a Febrace 2026.

Ao idealizar a iniciativa, a equipe buscou unir a preservação ambiental ao contexto vivido pelos próprios estudantes. Dessa forma, os alunos pensaram em práticas para ensinar a comunidade escolar, e os moradores do município, sobre a importância das nascentes.

Eles desenvolveram diferentes estratégias para ampliar a conscientização, como cursos sobre preservação ambiental, palestras em escolas, oficinas educativas e apresentações teatrais.

Febrace

Criada em 2003, a Feira Brasileira de Ciências e Engenharia é realizada anualmente na USP e reúne projetos científicos e tecnológicos de estudantes de todo o Brasil.

O programa estimula a cultura científica, o saber investigativo, a inovação e o empreendedorismo, além de aproximar escolas públicas e privadas das universidades e da comunidade científica.