Maduro, Igreja e Políticos

Gustavo Hoffay – Agente Social

A beligerante situação pela qual passou a nossa rica e linda vizinha Venezuela, fez genuíno eco às aspirações e felicidade da grande maioria da população mundial e foi um golpe mortal na estrambótica utopia madurenha, onde o socialismo caminhava a passos decididos e sempre mais fortes rumo a um sistema politico comunista, dominando e ameaçando milhões de pessoas com as suas aparências- máscaras, discursos e armas. Qualquer sistema totalitário ou seja qualquer estrutura governamental que se apregoe suficiente o bastante para responder a todas e quaisquer indagações do homem e trazer-lhe a felicidade…é falsa, pois é impossível satisfazer ao homem tão somente dentro dos parâmetros de uma organização social. Aprofundo minhas críticas ao ex-ditador Maduro na qualidade, principalmente, de um católico praticante e de ministro da eucaristia, enquanto afirmando que todo ser-humano tem aspirações ao infinito e ao transcendental, de modo que só as proposições da fé poderiam respeitar cabalmente aos anseios do homem. É a fé que compete propor o sentido pleno da vida humana e as perspectivas que devem nortear a ordem politica e social. E os ditos socialistas contemporâneos -aqueles que já estão a meio passo de adotarem o comunismo como a sua doutrina política, não falam de Deus, talvez sequer O aceitem! Mas pode-se lhes reconhecer o mérito de haver explicitado a insatisfação dos homens contemporâneos diante das ideologias ou de ídolos da politica e da filosofia social. O caso Maduro e outras aberrações socialistas/comunistas por todo o mundo, contestações destituídas de modelo positivo, podem até ser uteis pois incitam cristãos a propor um novo modo à Grande Proposta que o Evangelho apresenta ao homem sôfrego de nossos dias. Observemos que o ideal de uma sociedade regida unicamente por um homem, sem intervenções de leis que o contrariem ou de ordem jurídica vem, sim, seduzindo alguns agentes políticos; era esse o ideal de Nicolas Maduro enquanto respaldado, principalmente, pela China e a Rússia. Mas o mundo civilizado e ordeiro está insatisfeito com os ídolos do totalitarismo e diante dos paraísos que estes prometem, como por exemplo a “justiça social” que idealizam e que ilude o proletariado; um modelo de governança que mostra-se em cabal decadência em países como na própria Venezuela e em Cuba. No Brasil o padre Júlio Lancellotti teve suas transmissões de missa e redes sociais temporariamente suspensas pelo Cardeal Dom Odilo Scherer, dado às suas exacerbadas inclinações políticas de esquerda e o que terminava por provocar contrárias e manifestas reações populares de direita, o que contrariava a tese de que a Igreja veio para unir e não para criar rachas entre os cristãos. Claramente Lancellotti foi Ideologicamente influenciado por grupos como “Cristãos para o Socialismo”, “Cristãos para Libertação”, “Comitê Intercultural para o Diálogo e a Ação na América Latina” e “Comitê de Sacerdotes e Religiosos para a Defesa dos Direitos Humanos”, ente outras. Diante disso é grande o numero de pessoas que se dizem religiosas mas que, muitas vezes ingenuamente, deixam-se contagiar por isso que também é conhecido por psicopolitica e que, aos poucos, vem enraizando-se em território latino americano – o que faz que percam mais e mais o fervor religioso e passem a adotar atitudes que reduzem a vida consagrada a simples compromissos de ordem temporal e que, além do mais, concebem de modo errôneo. No seu desenfreado compromisso em favor do extremismo de esquerda, Nicolas Maduro declarava sem escrúpulos a sua opção pelo “Socialismo Marxista” e que o sacerdote que não se empenhasse em prol da revolução bolivariana, era infiel à sua missão e se tornava cumplice de contra-testemunho imperdoável. Meu Deus! E a Santa Igreja Católica, ali, também não se calava diante de relatos de perseguições e ataques a igreja , difamações, prisões arbitrárias e vigilância contra lideres eclesiásticos. Em fevereiro último integrantes da Igreja Católica venezuelana disseram-se preocupados com as restrições à liberdade religiosa imposta por Maduro e com a possibilidade de fieis enfrentarem uma atroz perseguição e já vivenciada pelo povo nicaraguense. Mesmo após a canonização dos venezuelanos José Gregório Hernandez e de Carmem Rendiles, Maduro manteve a repressão contra os católicos. A ONG Foro Penal registrou novos presos políticos na Venezuela nos dias seguintes às cerimonias de canonização no Vaticano, enquanto aproximadamente outros oitocentos presos políticos eram mantidos prisioneiros de Maduro. No Brasil mil e quatrocentas pessoas foram presas em oito de janeiro último por motivos políticos e, dessas, cento e quarenta e uma continuam na cadeia e quarenta e quatro cumprem pena em prisão domiciliar, numa clara violação aos direitos humanos e à dignidade humana, além de falhas em processos de investigação! E o povo brasileiro sendo iludido com uma variedade de “vales” e outros benefícios mequetrefes, para deixar de criticar um governo que não lançou sequer uma grande obra de infraestrutura e que não tivesse sido iniciada no governo de Bolsonaro. A grande maioria do povo está abespinhada com a corrupção, enquanto os agentes da revolta de oito de janeiro tiveram suas vidas duramente impactadas, julgadas arbitrariamente e punidas, de maneira que as dosimetrias aplicadas em suas respectivas penas ultrapassam o limite da indignação. Uma situação extremamente preocupante ….E quem diria que um dia , politicamente, tivéssemos inveja da Argentina!

Insegurança

Gustavo Hoffay – Agente Social

O Brasil tem sentido brutal e dolorosamente os golpes infligidos a toda sua sociedade por marginais dos mais diferentes tipos. Detenho-me especialmente, aqui, à mentalidade daqueles que praticam a violência política e, não raro, tida como ação “ justificada”; pior: os que a praticam passam-se não raras vezes por heróis movidos por nobres ideais. Interessante é que a violência política nem sempre distingue entre pessoas consideradas como culpadas e pessoas inocentes, mas frequentemente atinge (também) aqueles aos quais não toca responsabilidade alguma, por exemplo, crianças. O que considero uma violência política é aquela que se dirige contra as estruturas e mais do que propriamente contra pessoas; por isso ela pode ser tão ou mais cruel do que a clássica violência exibida diariamente pela imprensa, considerando-se ainda a grande quantidade de pessoas atingidas. Além do mais, o fato de que todo e qualquer cidadão em trânsito pelas ruas da sua cidade possa ser vítima de violência, contribui para gerar um clima de insegurança e mesmo de pânico. É então natural que perguntemos: quais as principais causas desse lamentável e crescente fenômeno? Particularmente destaco a escala de valores da sociedade de consumo e que professa a predominância do ter sobre o ser, a corrida à produção e ao consumo, o apetite pelo poder, o subjetivismo e o individualismo. Sinto que considerável parcela da sociedade fomenta o desprezo pela vida humana e enquanto privilegia o que lhe trás satisfações imediatas. Ora…uma sociedade onde os legisladores são contra a pena de morte mas desejam reconhecer a legitimidade do aborto, não tem qualquer autoridade sequer moral para contestar a violência ocorrente nas ruas ou a falta de ações políticas que debelem essa trágica omissão. O fato de que no caso do aborto se trate da vida de um ser humano em formação, um homicídio não constitui diferença essencial entre um e outro, pois em ambos os casos se trata sempre do ser humano e que, evidentemente, não muda de natureza pelo fato de viver dentro ou fora do seio materno. Vê-se, pois, que se a sociedade deseja opor um dique à violência deve, entre outras medidas, procurar restaurar a consciência do valor da pessoa; reafirmo a lamentável primazia do ser humano pelo dinheiro, poder e prazer; que reverencie-se a dignidade da convivência humana fundada sobre a fraternidade, a solidariedade e a justiça, que sejam adotadas medidas que diminuam acentuadamente a morosidade dos processos criminais, aumente-se a capacitação de profissionais da segurança pública e combata-se com vigor a incitação ao crime e à violência policial como forma de controle social. Deve-se salientar que a imagem pública do governante é crucial para a manutenção do poder. Na democracia contemporânea brasileira, essa premissa ganha contornos éticos: a conduta dos políticos deve servir de exemplo social, conforme preconiza o princípio da moralidade na Administração Pública, presente na Constituição de 1988. Contudo, a persistente ocorrência de escândalos de corrupção e desvios éticos por parte de representantes eleitos rompe esse ideal. Desse modo, a falta de idoneidade da classe política não apenas corrói a confiança nas instituições, mas também gera um efeito cascata que banaliza a má conduta na sociedade

FLORENCE VERGUEIRO

José C. Martelli – Advogado e professor- Espirito Santo do Pinhal – SP

“Quem não preserva o passado não vive o presente e, por consequência, não tem futuro.”
Essas palavras vieram-me à mente quando em visita à Escola Estadual Cardeal Leme, deparei-me, em seu pórtico de entrada, com uma exposição, em dois quadros caprichosamente montados pela Senhora Elvira Florence Vergueiro, com documentos, fotografias e jornais que remontam à época da fundação da escola, em 05.05.1930, sob o nome de Gymnasio Pinhalense, fundado por obra e graça de pinhalenses ilustres e que ora leva o nome do Cardeal Leme.
A exposição passa por várias fases da história daquela casa de ensino, inclusive com a criação e eleição da Diretoria do Grêmio Estudantil Dr. Francisco Álvares Florence, em 1947. É uma história linda da qual tive a honra de participar como aluno e Diretor de seu primeiro jornal “A Juventude”.
Pois bem, sobre essa história que é longa e bela pretendo escrever algumas crônicas. Mas hoje quero escrever uma outra história. Provavelmente não tenha palavras para transportar para o papel toda sua importância, mas vou tentar, por que ele é tão bela quanto a história do Cardeal Leme.
Então, em rápidas “pinceladas” vou tentar, como disse, coloca-la aqui.
Vou escrever sobre a autora dessa exposição, que espero se torne permanente, na entrada da vetusta escola, porque quem não preserva o seu passado, não tem futuro.
Vou escrever sobre a Sra. Elvira Florence Vergueiro, mais conhecida como Dona Elvirinha.
Não há o risco de confundi-la com outras porque ela é singular.
Se não me engano era o ano de 1970. Começava ali o meu conhecimento dessa criatura impar e singular, Senhora Elvira Florence Vergueiro. Sua vida, como percebi na sequência de nosso conhecimento, foi muito árdua e, muitas vezes sofredora, mas ela não deixava que os tropeços que a vida lhe reservara a esmorecesse. Era e é uma daquelas criaturas que não se abatem diante das dificuldades. Pelo contrário, as dificuldades dão-lhe força.
Viúva, muito nova, ficou com a responsabilidade de ser pai e mãe de três pequerruchos, Paula, Cristiane e Tito. Além disso tinha que administrar uma fazenda com todos os problemas daí advindos. Eu fui testemunha de muitos desses problemas, porque funcionário da Carteira Agrícola do Banco do Brasil, tive oportunidade de acompanhar sua labuta nas relações banco e sua propriedade rural. Nunca esmoreceu.
Por outro lado é muito longa a história de sua vida na preservação das artes e da cultura em nosso passado.
Mas, como merecida homenagem a ela e até para comprovar as palavras que iniciam esta crônica vou trazer aqui um pouco da Associação Cultural Antonio Benedicto Machado Florence cuja existência e atividades muito se deve a ela, reproduzindo artigo publicado em 7 de outubro de 2017 no jornal “O Pinhalense”.
Ei-lo: “Corria o ano de 1978 e o senhor Antonio Benedicto e sua esposa Maria Angélica resolveram doar parte das terras que possuíam no Vale do Paraíba à Prefeitura de Espírito Santo do Pinhal para que o produto de sua venda fosse aplicado em alta cultura literária, pictórica, musical e científica, pela ordem acima ou todas ao mesmo tempo, inclusive na construção ou aquisição de imóvel para abrigar tais eventos. O imóvel doado era constituído de três glebas. A Prefeitura aceitou a doação com a condicionante acima. O tempo passou, a prefeitura vendeu a sua parte na primeira gleba. Depois em 2006 vendeu o quinhão da terceira gleba, cujo dinheiro encontra-se depositado para a finalidade a que se destina, enquanto que a terceira gleba ainda não foi vendida, estando à disposição da municipalidade. Mas a grande verdade é que o desejo dos doadores, via prefeitura, não se consumou ainda. Nesta fase, representando a viúva codoadora, Senhora Maria Angélica, entrou em cena, com o entusiasmo e a garra que lhe são peculiares a Senhora Elvira Florence Vergueiro e, juntamente com uma plêiade de pessoas que sabem que a cultura é o alicerce das civilização, constituiu, em 31.03.2012 a ACBMF que, com 48 sócios fundadores, elegeu sua primeira diretoria e aprovou o respectivo estatuto. A associação, recém criada passo a colaborar com a Senhora Maria Angélica que, com o falecimento do marido, resolvera tomar providências pra que a vontade de ambos se consumasse. Isto feito, em 10.08.2012 Dona Maria Angelica adquiriu, com recursos próprios, o imóvel situado na Praça da Independência ,161, conhecido como Casarão e o doou à associação. Hoje – 07.10.2017 – abriga, além da própria diretoria, danças de salão, exposições de pintura, yoga, aulas de italiano e coral, ao mesmo tempo em que cede espaço à Casa do escritor Pinhalense Edgard Cavalheiro, ao Grupo Amor Exigente e Você, à Associação Eco-Mantiqueira e a outras atividade culturais consentâneas com o desejo dos doadores. E tudo isso graças a perseverança de Dona Maria Angélica na busca de seus ideias e de seu finado marido e, sobretudo, do incansável trabalho de D. Elvirinha e seus colaboradores para que tudo acontecesse. Dessa forma os desejos do casal de doadores estão sendo alcançados, enquanto se espera uma parceria com a prefeitura. Hoje a Associação está sob a presidência do professor Eliseu Martins que certamente dará sequência ao belíssimo trabalho até aqui realizado.”
Eis a importância de D. Elvira Florence Vergueiro, para Espírito Santo do Pinhal, em rápidas pinceladas

Falhas nos trens!

Tania Tavares – Professora – SP

Sendo um ano eleitoral as falhas nas Linhas: 11-Coral,12-Safira e 13-Jade, que causaram tantos transtornos para as pessoas que moram longe dos seus empregos, e necessitam deste transporte precisam ser investigadas e de quem é a culpa. Há necessidade de saber o que causou o fogo e todos os prejuízos a estas pessoas, aos empregadores e á população em geral. Aí tem!

Narrativas mentirosas que somente os patriotários creem como verdadeiras!

Autor: Rafael Moia Filho – Escritor, Acadêmico da ABLetras, Blogger, Analista Político e Graduado em Gestão Pública.

Uma das características marcantes dos bolsonaristas é o fato de criarem narrativas falsas sobre seus crimes e imputá-las a Lula ou à esquerda. O fazem por dois motivos: 1º São sem vergonhas. 2º Sabem que muitos vão acreditar piamente e disseminar nas redes sociais e grupos de comunicação.
Os exemplos são muitos e aparecem diariamente na mídia, geralmente produzidos por deputados, candidatos e aliados. E podem ter certeza que daqui a muitos anos ainda terá pessoas desprovidas de inteligência repetindo as mesmas coisas.
Vou citar alguns exemplos:
1. Lula é ladrão. Verdade: Nem Moro nem ninguém na justiça ou fora dela conseguiu provar um ato ilícito de Lula. Não tem dinheiro em contas do exterior, nunca comprou 51 imóveis com dinheiro, não possui mansões nem tampouco roubou joias de R$ 16 milhões.
2. Quem invadiu a Praça dos 3 Poderes eram petistas infiltrados. Verdade: Essa afirmação é de uma desfaçatez sem tamanho. Ao chegarem ao local, os incautos sem inteligência e movidos por ódio, usaram a senha do WiFi que pedia o número do CPF. Logo, todos que estavam ali foram fichados e eram bolsonaristas raiz. Se fossem petistas porque então pedir Anistia ou Dosimetria?
3. A esquerda é corrupta: Verdade: Quem governou o país nos períodos desde o descobrimento? Como podem acreditar ou mentir sobre os fatos que são reais? 1500-1822 – Direita 1823-1889 – Direita 1890-1946 Direita 1947 a 1960 – Direita 1961-1964 – Esquerda 1964-1985 Direita 1986 a 2002 – Direita 2003-2016 – Esquerda 2016-2022 Direita 2023 a 2026 – Esquerda.
4. Lula tem Fazendas no Interior de SP: Verdade: Lula nunca teve fazenda ou nenhuma grande propriedade, exceto seu apartamento em São Bernardo do Campo – SP. Essa mentira usava uma foto da fachada da Faculdade Esalq da USP em Piracicaba.
5. Lulinha tem um Câmaro de ouro. Verdade: Quando não conseguem atingir Lula com suas mentiras, partem para difamar seu filho, que ao contrário dos filhos do Bolsonaro não vive nas tetas do Estado mamando na política e nas rachadinhas em gabinetes.
6. Escândalo do INSS: Verdade: O roubo dos aposentados e pensionistas começou na gestão Bolsonaro, quando roubaram muito. A PF chegou aos envolvidos que eram todos bolsonaristas. Até hoje, patriotários dizem que Lula estava envolvido ou não pagou os aposentados. Outra mentira. Lula foi quem mandou a PF apurar tudo e o INSS devolver o que foi roubado.
7. Escândalo do Banco Master: Verdade: Falam de Lula porque ele recebeu Vorcaro no Palácio do Planalto. Nesta reunião Lula mandou o mesmo procurar o Banco Central. Os envolvidos são todos bolsonaristas, como deputados, governadores e os filhos do presidiário, Flávio Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro.
8. Tarifas impostas pelos EUA: Verdade: os bolsonaristas culpam Lula, mas a verdade é que Flávio e Eduardo Bolsonaro pediram ao governo dos EUA essas tarifas contra o Brasil. Existem provas, vídeos e áudios a respeito da traição. Depois que foi taxado de traidor da pátria, Flávio resolveu criar narrativa falsa imputando a Lula os crimes por ele cometidos.
9. Imputar aos adversários os seus crimes é a tática bolsonarista: Verdade: Tudo, absolutamente tudo que tentam imputar aos adversários de esquerda são crimes por eles cometidos.
Os institutos de pesquisas nas mãos de empresários de direita, omitem aquilo que o governo faz de positivo, manipulam pesquisas e tentam desesperadamente mostrar algo que nas ruas não está acontecendo. Nos três anos de seu terceiro mandato Lula já promoveu o seguinte:
 A pobreza e a extrema pobreza caíram aos menores patamares da série histórica;
 O desemprego caiu ao menor nível da história;
 Geração de empregos com carteira assinada bateu recorde;
 Tirou pela segunda vez o Brasil do Mapa da Fome;
 Abriu novos institutos federais, criou o Pé de Meia, investiu em novas creches e escolas em tempo integral;
 Fortaleceu o Programa Minha Casa, Minha Vida. E destinou um percentual de unidades para pessoas em situação de rua;
 Ampliou o Mais Médicos e o Farmácia Popular;
 Criou o Agora tem Especialistas;
 Incluiu quilombolas e povos indígenas no orçamento e nas mais diversas políticas públicas;
 Avançou na luta contra a injustiça tributária. A partir de janeiro de 2026, quem recebe até R$ 5 mil não vai mais pagar imposto de renda. Quem ganha entre R$ 5 mil e R$ 7.350 vai ter desconto e pagar menos do que paga atualmente. A compensação virá da taxação maior dos super-ricos, que representam menos de 1% da população e ganham até 100 vezes mais que 99% da população brasileira. E que pagam em média apenas 2,5% de imposto de renda, enquanto a classe média e os trabalhadores chegam a pagar 27,5 %.
Em resumo, Lula segue trabalhando ao lado do povo brasileiro, sem utilizar o Cartão Corporativo para realizar Motociatas e outras bobagens pelo país. A ciência segue sendo respeitada e entregando vacinação em dia. Claro que tem muito por fazer, afinal de contas foram seis anos (2018-2022) onde o país ficou estagnado e sendo governado para os ricos e poderosos da sociedade.

BOM GOVERNO DE ESQUERDA


João Batista Domingues Filho – Cientista Político – Professor UFU/INCIS

Governo de esquerda é bom quando tem a crença na economia de mercado, submetida a regras democráticas, e na democracia. As rotas singradas apontam a bússola da administração pública para o papel do Estado na economia, o Estado de Direito, a propriedade, a transparência, a liberdade e a justiça social. A democracia como valor universal.
O objetivo último da boa esquerda é a construção do Estado de bem-estar: vida boa para a maioria da sociedade civil. Bom governo identificado com o bem comum. Sem esses ideais colocados em prática, não se governa bem. No bom governo, o governante exerce o poder em conformidade com as leis, atuando para reduzir desigualdades e ampliar oportunidades.
O bom governo de esquerda deve perseguir o bem comum; o mau governo busca o bem próprio. O conflito aqui é estabelecido entre o interesse comum e o interesse particular, entre vantagem pública e vantagem privada: qual fim deve ser perseguido?
O cientista político Peter Gourevitch, professor da Universidade da Califórnia, em estudo citado pelo jornal Valor Econômico em fevereiro de 2011, ao analisar a política econômica de diversos países, chegou a uma conclusão contrária à visão tradicional: governos de esquerda também podem atrair capital e investimentos.
Um bom governo de esquerda entra em harmonia com os interesses do “capital”, quando este se apresenta como investimento produtivo e benéfico à sociedade civil. Governos de esquerda podem ser bons para os investidores quando oferecem estabilidade institucional, segurança jurídica, políticas sociais consistentes e condições favoráveis ao desenvolvimento econômico.

O argumento apresentado por Gourevitch questiona a concepção tradicional de que capital e trabalho estão sempre, necessariamente, em conflito. Isso não ocorre quando a esquerda realiza um bom governo para a sociedade civil, conciliando desenvolvimento econômico, proteção ao trabalho e redução das desigualdades.
De fato, determinados setores do “capital doméstico” podem rejeitar o “capital estrangeiro”, evitar a concorrência e buscar o protecionismo estatal. O nacionalismo é usado, em algumas circunstâncias, para proteger os interesses do capital nacional.
A esquerda e a direita, quando não realizam o bem comum, refugiam-se, por meio do Estado, na proteção de interesses particulares e na concessão de privilégios, impedindo a criação de mais empregos, maior produtividade e mais prosperidade.
No contexto em que este artigo foi originalmente escrito, os dois primeiros governos Lula eram apresentados como exemplo de uma esquerda que procurava atender aos trabalhadores e aos mais pobres, sem deixar de atrair investimentos estrangeiros.
Esse tipo de eficiência da gestão estatal pode reduzir a influência excessiva e a concentração de poder dos grupos econômicos nacionais, desde que o Estado preserve a concorrência, fiscalize os mercados e submeta os investimentos ao interesse público.
A distinção entre esquerda e direita, feita de maneira tradicional, não explica quando a esquerda realiza um bom governo. A aliança entre o capital doméstico e o trabalho se expressa no nacionalismo em qualquer governo de esquerda que não tenha sucesso em relação às demandas da sociedade civil.
Peter Gourevitch afirma que “há um tipo de esquerda que os investidores não gostam, assim como há um tipo de direita que eles também não querem”. Investidores e cidadãos tendem a rejeitar governos autoritários, instáveis, corruptos ou personalistas, independentemente de sua identificação com a esquerda ou com a direita.

É bom para a sociedade civil e para os investimentos produtivos que o governo seja democrático, moderado, transparente e comprometido com o bem comum. A qualidade do governo não deve ser medida apenas por sua identificação ideológica, mas por sua capacidade de transformar princípios em resultados sociais.
Para atender melhor às necessidades da sociedade civil, atraindo investimentos nacionais e estrangeiros, os bons governos de esquerda tentam estabilizar a economia, criar políticas para o mercado, investir na educação e na saúde, facilitar a vida econômica e ampliar os investimentos sociais em infraestrutura, comunicação e estradas.
Também devem assegurar trabalho digno, proteção social, responsabilidade na administração dos recursos públicos e condições para que o crescimento econômico alcance a maioria da população.
O bem-estar dos cidadãos é o objetivo do bom governo de esquerda, independentemente da origem do capital mobilizado para promover o desenvolvimento do país.

País do futuro?

Marília Alves Cunha – Educadora e escritora

Mais que um país do futuro (já não acredito tanto nisto), hoje é um país de contrastes, dominado por antagonismos, corrupção, perseguição, autoritarismo, injustiças. Neste ano, daqui a poucos dias, teremos importantíssimas eleições, pois podem mudar completamente o ritmo deste andar: ou continua como está, dando passos atrás em todos os aspectos, com um governo fraco, incompetente, sem realizações, minado de corrupção ou persegue um novo modelo, onde reine absoluta a vontade de andar em frente, perseguir não oponentes, mas a vontade de prosperar, de desenvolver-se. Um Brasil que caminhe firme em busca da prosperidade, não de alguns, mas de toda a nação.

O governo atual continua fazendo sua propaganda enganosa, andando pelo Brasil, tentando mostrar o que não existe, tentando seduzir por palavrório populista um povo que não se ilude mais. Dia desses tivemos um impressionante exemplo de como este governo age para mentir aos eleitores que está realizando, que obras não estão paradas. A princípio não acreditei no que estava vendo: Lula apressou-se em inaugurar uma ponte que não existe, um trecho de estrutura hidráulica que desmanchou-se aos olhos de todos ao primeiro pingo de água e um triste túnel feito de um container velho e enferrujado. Santo Deus, julgam mal o povo brasileiro, subestimam o povo brasileiro, abusam de sua boa vontade. Lula exige respeito, mas não se dá ao respeito, como fica patente nesta exibição esdrúxula de obras…

O Brasil já tem leis demais, muitas completamente esquecidas ou desrespeitadas. A própria Constituição Federal tem sido jogada de lado quando interesses escusos se adiantam e mais vale desrespeitar as regras constitucionais. Afinal de contas, “os fins justificam os meios”, este o lema dos governos petistas para mantença do poder. A liberdade de expressão, por exemplo, pedra angular do Estado Democrático de Direito, indispensável para o exercício da cidadania e à manutenção de uma sociedade livre e plural, tem sofrido livres interpretações, dependendo da ocasião e das pessoas que a ela se sujeitam. A Constituição Federal não é uma concessão, uma coisa que se dá e tira quando necessário a certos interesses. É um pilar solidamente construído pelos constituintes originários na Constituinte de 1988. A intromissão do judiciário impondo sobre o assunto, suscita graves questionamentos sobre o ativismo judicial e a usurpação de competências do poder legislativo. Um super dimensionamento do poder judiciário, contrastando com um encolhimento absurdo do poder legislativo e, em consequência, a castração da voz do povo que, de acordo com nossa Lei maior, deveria ser soberana.

Uma prova inigualável dos contrastes existentes neste país, prova imbatível da diferença de tratamento com que trata a nossa justiça pessoas que estão submetidas a sua égide, vemos claramente no momento presente: em 2018 Lula foi preso, acusado de crimes gravíssimos, sentenciado a mais de 12 anos de prisão. Ficou preso em departamento da PF em Curitiba. Neste tempo (pouco) em que esteve preso Lula comportou-se e foi tratado como se estivesse hospedado em um hotel: recebeu inúmeras visitas, inclusive de autoridades estrangeiras como José Mujica e outros, namorou à vontade com dona Janja, deu entrevistas a rodo, fazendo política com Haddad e outros petistas de alto escalão. Teve a sua porta um pequeno grupo de petistas fazendo barulho, gritando obstinados “Lula livre” e fazendo discursos desarrazoados. Com Bolsonaro tudo se diferencia, por decisão de Alexandre de Moraes e silêncio do plenário do STF. É tratado como se fosse o maior criminoso do mundo por faltas que não cometeu. Sua prisão domiciliar virou uma masmorra, onde nem família pode entrar, onde a casa é vigiada diuturnamente por policiais, onde tem que imperar o silêncio e duros castigos para quem é respeitado e amado pelo seu povo. Aliás, a história de Bolsonaro e a perseguição contra sua pessoa só tem um objetivo: impedir sua participação na política brasileira, pelo perigo que representa à esquerda. Pelo perigo que representam suas ideias e ações patrióticas, seus propósitos democráticos e sua acolhida pelo povo brasileiro que, há muito tempo, cansou-se de ouvir o discurso vazio e lenga-lenga da esquerda, baseados apenas em pautas ideológicas. E abraçou com fé seu líder maior, Bolsonaro.

Isto é um país do futuro? Quem acredita mais nesse engodo? São assim os países socialistas: enquanto o povo sofre, cala e consente, através de suas atitudes reprimidas e obscurecidas pelo medo, os donos do poder se regalam, conscientes da impunidade que é marca registrada deste país.

PCC, CV e os Riscos para o Brasil

Diógenes Pereira da Silva – Tenente Quadro de Oficiais da Reserva Remunerada da PMMG

A decisão dos Estados Unidos de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas gerou reações diversas no Brasil. À primeira vista, muitos enxergam a medida como mais uma ferramenta de combate ao crime organizado. E, de fato, ninguém em sã consciência defende facções criminosas que há anos espalham violência, corrupção e medo pelo país.

Mas a questão vai muito além disso.

O que está em debate não é a defesa do PCC ou do Comando Vermelho. O que está em debate é até onde um país estrangeiro pode influenciar decisões que dizem respeito exclusivamente ao Brasil. Quando os Estados Unidos classificam organizações brasileiras como terroristas, eles não apenas ampliam mecanismos de investigação e sanções financeiras. Também criam um precedente que merece atenção e reflexão.

Especialistas alertam que bancos, empresas e instituições financeiras poderão ser submetidos a controles ainda mais rigorosos, sob pena de sofrer restrições ou sanções internacionais. Isso pode gerar impactos econômicos importantes e aumentar a dependência de decisões tomadas fora das fronteiras brasileiras.

Confesso que vejo com preocupação o apoio irrestrito de alguns candidatos à Presidência da República, aos governos estaduais, ao Senado e à Câmara dos Deputados a essa iniciativa americana. Combater o crime é obrigação do Estado. Contudo, entregar a terceiros o poder de definir quem são nossos inimigos e quais instrumentos devem ser utilizados para combatê-los pode abrir um precedente extremamente perigoso.

Hoje a medida atinge facções criminosas. Amanhã, quem garante que o mesmo entendimento não será utilizado para pressionar instituições, setores econômicos ou até autoridades brasileiras?

O Brasil precisa enfrentar o crime organizado com firmeza, inteligência e dentro da lei. Mas essa luta deve ser conduzida pelas instituições brasileiras, respeitando nossa Constituição, nossa legislação e, acima de tudo, nossa soberania.

Defender a soberania nacional não é proteger criminosos. É defender o direito de o Brasil decidir seu próprio destino, sem interferências externas e sem abrir mão da independência que caracteriza uma nação verdadeiramente livre.

PORNOGRAFIA E CULTURA

Ivan Santos – Jornalista

Nem só de besteirol, mensalão e corrupção vivem os representantes do povo em Brasília. O jornal espanhol El País – um dos mais conceituados do mudo informou, no ano passado que um senador da República do Brasil iniciou uma séria discussão para classificar a pornografia como cultura. Se a intenção do sisudo senador vingar, os operadores de sistemas pornográficos se habilitarão a requerer verbas dos Programas Nacionais de Cultura operados pelo Ministério da Cultura. Comentou El País que “não se trata de uma discussão bizantina, mas prática, atual e se refere a uma decisão de alto nível para oferecer cultura aos trabalhadores que ganham menos de R$ 2000. Estes terão direito a uma “Bolsa Cultura” para pagar cinema, teatro, concerto ou comprar livros e revistas”. O jornal acrescentou que “quem quiser poderá gastar a Bolsa Cultura com revistas pornográficas”. Comentou ainda El País que “a discussão levanta polêmicas entre os austeros senadores do Brasil que deixaram entender que há grande interesse de editores de revistas pornográficas no Programa da Bolsa Cultura, naturalmente se o Senado aprovar “publicações pornográficas como cultura”. Informou também o diário espanhol que a Associação Nacional de Editores de Revistas (ANER) informou que somente 3% de mais de 4000 revistas publicadas no Brasil não são culturais”. “O Vale Cultura” deverá ser pago 90% por empresas e 10% por trabalhadores”.
As empresas que publicam revistas pornográficas estão interessadas no assunto e esperam que as publicações eróticas sejam instrumentos de cultura no Brasil.

Comentam alguns parlamentares federais que depois da Bolsa Família que ajuda 12 milhões de pobres no Brasil e a Bolsa Cultura – estas duas iniciativas – são importantes para os trabalhadores brasileiros cujo salário base é muito baixo. A novidade é vista por políticos da Situação como uma ação eficaz e positiva para a inclusão social.

Celular (telemóvel) também é cultura. Por isto o Governo prevê a distribuição de uma linha, aparelho e crédito para facilitar as comunicações entre beneficiários dos Programas sociais. O Plano ainda está em estudo, mas poderá ser viável a partir de 2028. O Programa visa beneficiar 12 milhões de lares pobres no Brasil.