Do direito da criança e do adolescente à natureza

Hugo Amaral – Advogado

Em 23/09/2026 foi publicada no Diário Oficial da União a Lei Federal nº 15.512/2026, que “dispõe sobre princípios e diretrizes para a formulação e a implementação de políticas públicas com vistas à efetivação, com absoluta prioridade, do direito da criança e do adolescente à natureza”.

Nos termos da oportuna lei o direito da criança e do adolescente à natureza compreenderá:

I – o acesso a áreas naturais saudáveis e ecologicamente equilibradas;

II – o exercício da convivência familiar e comunitária e das manifestações e atividades culturais e o estabelecimento de vínculos socioafetivos com a natureza;

III – o brincar livre e em contato com a natureza;

IV – a educação baseada na natureza;

V – a defesa, a conservação e a recuperação da natureza e a garantia de seus benefícios para as presentes e futuras gerações, por parte da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, da sociedade, das comunidades, das famílias, das crianças e dos adolescentes.

Capítulo especialmente merecedor de destaque é o dedicado à “educação baseada na natureza”, dado o seu impacto na formação da criança e do adolescente.

Segundo o art. 17 da lei “A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios deverão estimular a efetivação de medidas com vistas à adoção da educação baseada na natureza na rede de ensino.”

No parágrafo único do citado artigo 17 há a definição do que entende-se por educação baseada na natureza, sendo esta compreendida como “a convergência da educação ambiental e climática com estratégias de educação que fomentem o acesso e o vínculo à natureza, a promoção da biodiversidade, a valorização da interdependência de todas as formas de vida e medidas de resiliência climática”.

Por fim, a lei estabelece que a educação baseada na natureza deverá promover ações, projetos e programas, entre outros, nas seguintes dimensões:

I – educação ambiental, que promova o contato dos estudantes com a natureza e o desenvolvimento de habilidades verdes e contemple temas relacionados às mudanças do clima e à proteção da biodiversidade, conforme diretrizes estabelecidas pelo Conselho Nacional de Educação, no uso de suas atribuições legais;

II – promoção de espaço escolar que contribua para a adaptação climática e a resiliência urbana a partir de soluções baseadas na natureza, com vistas à sustentabilidade socioambiental e ao desenvolvimento de atividades pedagógicas no âmbito da educação ambiental;

III – promoção de espaços naturais no entorno escolar, asseguradas condições adequadas de mobilidade e de segurança viária;

IV – prioridade às escolas no recebimento de soluções de políticas de adaptação e mitigação climática, nos planos de ação de redução de riscos e respostas a desastres, bem como em outras políticas urbanas.

Percebe-se que almeja a nova lei aprofundar os vínculos das crianças e adolescentes com o ambiente natural, mediante a criação de mecanismos que viabilizem um foco na natureza durante o processo educacional.

Cuida-se de uma lei oportuna, como dito acima, pois propicia meios que assegurem formação ambiental crítica (quem conhece e respeita a natureza durante seu processo de formação escolar tende a levar esta visão de tutela ambiental para cada recanto de sua vida adulta), assegura condições de saúde física e mental, advindas do contato com o meio natural, confere à criança e ao adolescente o status de um agente protetor do ambiente natural e impõe ao poder público a tomada de providências que permitam o atingimento das ambiciosas metas mencionadas acima.

Para quem desejar acessar o texto integral da lei, basta clicar no link abaixo:

https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-

Flavio, Luís e a incógnita

Gustavo Hoffay – Agente Social

Porque Flavio Bolsonaro vem crescendo nas pesquisas de intenção de voto? Penso que a influência dos programas de propaganda eleitoral foi decisiva, ao transmitirem os ataques do candidato petista àquele seu opositor e ao contrário de objetivamente ele apresentar propostas de governo. Pergunto: propaganda negativa sobre o concorrente tem alguma eficácia junto ao eleitorado? Ora, quando esse tipo de “propaganda” envolve questões sistemáticas de personalidade e caráter, torna-se algo que muito estranhamente agrada os eleitores; quando impropérios atingem diretamente a honra do oponente e extrapola pelos porões da baixaria, então a ofensa é rejeitada pela grande maioria de cidadãos política e sabiamente informados. No caso das porradas desferidas por Lula contra o Flávio, as mesmas, em sua essência, abrigam comportamentos e atitudes que precisam ser de conhecimento dos eleitores, mesmo porque em relação ao atual governo implica não apenas a duvidosa eficácia de programas mas, também, a real qualidade de liderar. E essa questão de controle de gestão, convenhamos, tem tudo a ver com atitudes, caráter, estilo e personalidade do comandante. A grande maioria dos eleitores não é chegada a insinuações maldosas e que tentam denegrir o candidato oponente por meio da crítica adjetivada, amparadas em meras presunções ou fofocas e futricas da sua vida pessoal. Sinceramente penso que os eleitores deveriam saber separar aspectos da vida particular e da vida pública dos candidatos, mesmo sabendo-se que tais limites são muito e muito tênues. Os ataques de Luís a Flávio parecem levar em consideração situações onde o filho do ex-presidente se parece mais a um ex-presidiário, desferindo pontadas que provocam milhões de eleitores. A campanha de Lula, sem querer, estabeleceu uma dissonância cognitiva e que é a dúvida massificada. E quando esse fenômeno acontece, os eleitores tendem naturalmente a equilibrar os seus pensamentos; em outras palavras é o feitiço voltando-se contra o feiticeiro. As palavras de Luís Inácio, colocadas em xeque, funcionam como a um bumerangue contra ele. Quanto ao Flávio o seu erro foi abrir demasiadamente o flanco e enquanto os erros de Luís Inácio ficaram gravados na memória da maioria dos eleitores e entre eles, claro, as suas mentiras e total descompostura. Ora, francamente….! Flávio passa pelo caminho da sua campanha quase que incólume e mesmo depois de ataques desferidos pelo seu opositor, o auto declarado “homem mais honesto do Brasil”. Penso que a nítida retirada de apoio à candidatura de Luís Inácio por parte de seus aliados era algo previsível; ninguém consegue ser enganado por tanto tempo, exceto aqueles que são tratados no cabresto e também por conta de notícias negativas de grande repercussão ou seja, o candidato petista está sendo enforcado aos poucos pela corda que ele mesmo criou durante todo o tempo em que permaneceu no Palácio do Planalto. É possível que Luís Inácio recupere a liderança nas pesquisas de intenção de voto, mas tudo irá depender da forma como irá se comportar diante de fatos tornados públicos pelo exército de Eduardo Bolsonaro. A condição de vítima com a ancoragem aparentemente carismática de artistas diversos é uma faca de dois gumes que poderá espetar o atual presidente e poderá, até, convencer uma parcela de eleitores, mas irá conflitar aqueles votantes orgânicos situados em espaços de formação de opinião na internet e que, sabe-se, estão abandonando barco circense. Mesmo às vésperas do Segundo Turno, é cedo a qualquer pessoa apontar a vitória de Flavio e muito embora ele conte com a simpatia de grande parte da mídia de quase todo o país e de fortes núcleos de formação de opinião. Quem será o vencedor dessa contenda ainda é uma incógnita. A posição olímpica de Eduardo Bolsonaro nas mais recentes pesquisas eleitorais, não deve ser comemorada pelos bolsonaristas pois Luís Inácio vem, aos poucos, transformando-se de leão raivoso em cachorro amoroso, vem abrindo sorrisos e já desfila com as cores verde e amarela. A única certeza é a de que quem for eleito terá , forçosamente, de obter um colchão social monumental. Se for o Luís Inácio, não terá o apoio do Congresso e por isso estará de mãos atadas, exceto se for governar exclusivamente por decretos; se for o Flávio, lhe faltará a experiência de ocupar a chefia do poder executivo. Façam as suas apostas!

O boi Diamante

Ana Maria Coelho Carvalho – Bióloga

Já aceitei o fato de que jamais vou obter algum lucro com minha fazendinha. Mas terei muitas histórias para contar. Por exemplo, o caso do boi Diamante.
Tudo começou quando precisei de um boi para cruzar com as vacas que comprei. São onze: sete já prenhes, duas com bezerros e duas entrando no cio. Não seria possível recorrer à inseminação artificial, pois seria necessário um curral adequado, com tronco, e lá não tem. Aliás, não tem nada, só problemas! Além da ausência do curral adequado, a vaca pode ficar muito brava e dar coices no veterinário. Do jeito que as coisas andam por lá, provavelmente isso aconteceria.
Além do mais, eu queria conhecer o boi que seria o pai de todos os bezerrinhos da fazenda. Queria saber se seriam parecidos com ele, se herdariam sua boa genética e assim por diante. A inseminação artificial é muito vaga, muito abstrata! E, como vaca não se reproduz por partenogênese, o encarregado e eu começamos a procurar um boi bom e barato.
Um absurdo o preço de um reprodutor: de R$15.000,00 a R$20.000,00 e sem P.O. -puro de origem, com registro genealógico que atesta sua procedência. Por sorte, encontramos uma fazendeira vizinha que precisava vender um boi. Grande, bonitão, orelhas bem compridas, nelore, todo branco, com três anos. Negociei por R$8.500,00, para pagar quando ele fosse entregue.
Fiz uma votação na família para escolher o nome: Araújo, Bumbá ou Sansão. Ganhou Araújo. No entanto, a vizinha contou que ele já se chamava Diamante, era manso e atendia pelo nome. Resolvi não trocá-lo, para não causar confusão mental no animal.
O tempo foi passando, e o boi não chegava. Avisaram que ele estava escondido no pasto do vizinho e ninguém conseguia encontrá-lo. Um mês e meio depois da negociação, finalmente o Diamante chegou à minha fazendinha. Justamente em um dia quando eu lá estava. Fiquei emocionada!
Ele veio tocado pela estrada por dois cavaleiros, acompanhado de duas vacas no cio. Sozinho, não viria de forma alguma.
Prenderam o Diamante no curral e tentaram colocar as minhas vacas junto dele, para que fossem se enturmando. Mas elas dispararam, e ele ficou sozinho. Depois que os cavaleiros foram embora, não havia como buscar as fujonas novamente, pois o encarregado não conseguiria trazê-las a pé. Pois o bendito Canarinho, meu único cavalo, tinha fugido pela oitava vez! Ele passa debaixo de qualquer cerca.
Aproveitei para apreciar o Diamante e tirar fotos de todos os ângulos, enquanto ele estava sozinho, bufando no curral. E, não sei por quê, o encarregado abriu a porteira e soltou o boi, sem qualquer tipo de adaptação ao novo ambiente.
Ele saiu trotando majestoso, olhando para lá e para cá, até parar perto da casa da sede. Da varanda, olhei nos olhos dele. Ele olhou nos meus. Depois, vagarosamente, virou a traseira para mim e, balançando o rabo, entrou no pasto sujo, cheio de árvores e arbustos e desapareceu.
Ainda falei para o encarregado:
_Tião, este boi vai sumir!
Ele argumentou que não, que o boi iria procurar as vacas e o cocho de água. Como meu conhecimento nessa área é zero, acreditei.
E não é que o boi sumiu mesmo? Desapareceu sem deixar rastros.
O pior é que, sem o Canarinho, como procurar o Diamante? Resolvi oferecer uma recompensa a quem devolvesse o cavalo. Colocamos fotos dos dois em todos os grupos de WhatsApp da região.
Em dois dias, o Canarinho apareceu. Paguei uma recompensa de R$300,00. Voltou de crina feita e com os cabelos da orelha aparados, todo bonitinho! O encarregado montou nele e passou quatro dias procurando o Diamante.
Com a graça de Deus, o boi foi encontrado, junto com vacas no cio, em uma fazenda vizinha. Parece que havia pulado a cerca, e tudo indicava que estava bem e feliz.
Quando recebi a notícia, em Uberlândia, que o Diamante havia sido encontrado, fiquei em êxtase. Contei para todos que estavam torcendo para ele aparecer. Regozijo geral!
Mas a alegria durou pouco: apenas 3 horas.
Recebi várias fotos do Diamante morto, mortinho, caído no chão! E uma imagem tétrica: um furo perto do pescoço, de onde saia sangue. Haviam tentado sangrá-lo para ver se ainda seria possível aproveitar a carne.
Contaram que ele estava sendo tocado, junto com duas vacas paridas, para o curral. De repente, começou a tremer as pernas, caiu no chão, estrebuchou, virou os olhos e morreu!! Um filme de terror. Consternação geral.
A primeira suspeita foi a de que tivesse sofrido um ataque cardíaco. Especulando-se sobre as possíveis causas da morte, levantaram-se cinco hipóteses: estresse por ter sido separado das vacas no cio; excesso de ingestão de sal com ureia; paralisia respiratória causada por botulismo; picada de cobra; ingestão de ervas venenosas seguida de excesso de movimento, como corrida.
Analisando-se os sintomas e as circunstâncias, a mais provável “causa mortis” é a ingestão de ervas venenosas. Ou então o estresse. O Diamante havia mudado de fazenda, ficou perdido, deve ter passado sede, foi arrancado dos seus amores.
Jesus, será que o boi morreu de paixão?
Descobri que o estresse pode, sim, provocar consequências graves nos bovinos. Há relatos de boi que morre quando é amarrado ao tronco, sofre ataque cardíaco.
Enfim, lá se foi o Diamante, não aproveitamos nem a carninha dele. E eu ainda fiquei traumatizada e com pesadelos. Lembrei-me do Zé, meu finado marido: mandava cinquenta bois de uma só vez para o matadouro e dormia feliz, sonhando com o dinheiro que iria ganhar.
Eu, não! Só faltou receber pêsames pela morte do boi…
Agora, não quero mais comprar reprodutor. Vou alugar algum quando precisar e esperar meu bezerro, o Príncipe Houdini, crescer. Ele já está com um ano, saudável, bem adaptado à fazenda e conseguindo escapar das inúmeras cobras venenosas que rastejam por lá.
Quem sabe, um dia, nasçam lindos bezerrinhos e eu possa olhar para eles, cheia de orgulho, e dizer:
-Parece com o pai!
A esperança é a última que morre.

Programa do Governo de Minas, coordenado pela Secretaria de Estado de Educação, oferece 130 cursos e chega a 181 municípios; alunos recebem ajuda de custo

GOV. MG

As inscrições para a 7ª edição do Trilhas de Futuro começaram na manhã desta quinta-feira (15/10). Serão oferecidas cerca de 50 mil vagas gratuitas em 130 cursos técnicos, com oportunidades distribuídas em 181 municípios de Minas Gerais.

Os interessados devem realizar a inscrição pelo site www.trilhasdefuturo.mg.gov.br, onde também é possível consultar os cursos disponíveis e as cidades participantes. O cadastro estará disponível até 30/10/2026.

O programa oferece ajuda de custo de R$ 20 por dia para alimentação e transporte, mediante comprovação de frequência nas aulas.

Coordenado pela Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE/MG), o programa busca aproximar a formação profissional das oportunidades existentes em cada região do estado. Ou seja, forma mão de obra qualificada com base no que as regiões precisam e permite que jovens tenham melhores oportunidades no mercado de trabalho sem que eles precisem migrar para outras localidades.

Podem participar estudantes que, em 2027, estarão matriculados no 2º ou 3º ano do ensino médio, incluindo Ensino Médio em Tempo Integral (EMTI) e Educação de Jovens e Adultos (EJA).

Quem já concluiu o ensino médio e deseja realizar uma formação técnica também está apto. Importante ressaltar que os cursos não são exclusivos para alunos e ex-alunos da rede estadual.

“Nesta 7ª edição, ampliamos a oferta de cursos e chegamos a novos municípios, fortalecendo uma formação técnica conectada às demandas do mercado de trabalho e às perspectivas de desenvolvimento de Minas Gerais. É mais uma forma de preparar nossos jovens e demais públicos atendidos pelo programa para construir seus projetos de vida e ampliar suas possibilidades profissionais”, destaca o secretário de Estado de Educação, Daniel Medrado.

Expansão

A 7ª edição aumentou a oferta de cursos em 21 municípios mineiros. Entre as cidades que agora oferecem o programa estão Conceição das Alagoas, Salto da Divisa, Serra do Salitre e Tiros.

Outro destaque da nova edição é a diversificação das formações disponíveis. A base de cursos habilitados passa de 118 para 130, com a inclusão de opções como Artesanato, Fruticultura, Imagem Pessoal, Metrologia, Rádio e Televisão, Serviços Públicos, Serviços de Restaurante e Bar e Terapias Holísticas.

Também estão na grade de opções cursos técnicos de Administração, Enfermagem, Açúcar e álcool, Agricultura, Biocombustíveis, Estética, Farmácia, Eletrônica, Automação industrial, Manutenção e suporte de informática e Cuidados com idosos.

Formação profissional

A definição da oferta do Trilhas de Futuro utiliza uma metodologia de priorização que reúne informações sobre emprego e renda, vínculos formais de trabalho, dinâmica econômica, investimentos previstos, setores estratégicos e oferta existente de Educação Profissional e Tecnológica.

Esse trabalho envolve a atuação integrada da SEE/MG, da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede) e da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social. A articulação conecta as informações sobre educação, mercado de trabalho e desenvolvimento econômico para direcionar a formação profissional às necessidades de Minas Gerais.
Sobre o Trilhas

Lançado em 2021, o Trilhas de Futuro já contabiliza 1,9 milhão de inscrições e mais de 112 mil profissionais formados, enquanto outros 91,4 mil estudantes estão com a formação em andamento.

Ao longo das seis primeiras edições, o programa alcançou 178 municípios, com 397 instituições credenciadas e 115 cursos disponíveis, a partir de um investimento total de R$ 2,7 bilhões.

Para 2027, estão previstas cerca de 50 mil vagas. Após o período de inscrições, o processo de alocação dos candidatos está previsto para ocorrer de 17/11 a 2/12. As matrículas regulares com as instituições deverão ser realizadas entre 3 e 21/12/2026, e o início das aulas está previsto para abril de 2027.

Vacinação em dia é a principal forma de prevenir a febre amarela, reforça Governo de Minas

Identificação do vírus em primatas não humanos no estado alerta para o risco de transmissão da doença à população

GOV. MG

A febre amarela é considerada uma doença viral aguda, que pode evoluir para óbito. Não há transmissão direta, de pessoa para pessoa, sendo ocasionada pela picada do mosquito Aedes aegypti infectado. A principal forma de prevenção é a vacinação e o Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), reforça a importância de manter o cartão de vacinas atualizado, especialmente no período de maior ocorrência de casos da doença, entre dezembro e maio.

Em 2026, ainda não foram confirmados casos da doença em humanos em Minas e 69 casos foram notificados como suspeitos para febre amarela. Em relação aos primatas não humanos infectados, foram notificadas 632 epizootias, das quais 33 foram confirmados para o vírus da febre amarela.

Segundo o subsecretário de Vigilância em Saúde da SES-MG, Eduardo Prosdocimi, a febre amarela é uma doença imunoprevenível e a vacina é fundamental para proteger a população e evitar a ocorrência de casos e óbitos. “A melhor medida de prevenção é a vacina, que está disponível de forma gratuita em todas as unidades de saúde e nos vacimóveis”, destaca.

De acordo com os dados da Vigilância Epidemiológica Estadual, a cobertura vacinal contra a febre amarela em Minas Gerais, foi de 84,91% em 2025 e chegou 87,50% em 2026. Apesar do aumento, o índice permanece abaixo da meta estipulada pelo Ministério da Saúde, que é de 95%.

Prevenção

Além da imunização, é importante adotar medidas de proteção contra a picada de mosquitos, como o uso de repelentes, roupas de manga longa, calças compridas e calçados fechados, principalmente durante atividades ao ar livre.

Outra medida essencial é a notificação imediata e investigação de casos humanos suspeitos e de primatas não humanos encontrados mortos ou doentes, considerando seu papel como sentinelas da circulação viral.

“A vacina está disponível pelo SUS, é eficaz e segura. Nosso grande objetivo é de alcançar a meta de cobertura para evitar casos em humanos no nosso estado. Portanto, procure a vacina em seu município e garanta a sua proteção”, ressalta Prosdocimi.

Quem pode se vacinar?

O estado de Minas Gerais em sua totalidade é Área com Recomendação de Vacina (ACRV) contra Febre Amarela desde 2008 e a vacina é indicada conforme recomendações do Programa Nacional de Imunizações (PNI), seguindo os seguintes critérios:

– Crianças, ao completarem 9 meses de vida, devem receber uma dose;

– Crianças, ao completarem 4 anos de idade, devem receber uma dose de reforço;

– Pessoas de 5 a 59 anos de idade, não vacinadas ou sem comprovante de vacinação, devem receber uma dose;

– Pessoas que receberam apenas uma dose da vacina antes de completarem 5 anos de idade devem receber uma dose de reforço.

– Pessoas com 60 anos e mais, o serviço de saúde deverá avaliar a pertinência da vacinação

– Viajantes internacionais e viajantes não vacinados que se deslocarão para áreas com evidência de circulação do vírus febre amarela (em humanos ou epizootias). A recomendação é que seja administrada uma dose da vacina com pelo menos com 10 dias de antecedência da viagem

Políticos!!!

Tania Tavares – Professora – SP

Em época de eleição, para ganhar, tem candidato que já fez o diabo, outros no exterior prometem dar U$5.000,00 para quem
votar em candidatos do seu partido e aqui são tantas as benesses de última hora e sem estudos das consequências monetárias que vamos estourar qualquer orçamento, e nossos bolsos!!!

BDMG possibilita investimento de R$ 2,5 milhões em modernização da infraestrutura do Mercado Central de BH

Cartão-postal da capital vai trocar toda a rede elétrica para se adequar ao crescimento constante do espaço, que recebe 15 milhões de visitantes ao ano

O Mercado Central de Belo Horizonte, um dos principais pontos turísticos da cidade, vai modernizar sua infraestrutura. Serão investidos R$ 2,5 milhões em uma nova rede elétrica para dar suporte ao crescimento do espaço, que reúne 400 lojas.

GOV. MG

As melhorias são viabilizadas por meio de financiamento do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) em linha de crédito específica para fortalecer empreendimentos do setor de turismo no estado.

O financiamento permitirá a ampliação da capacidade elétrica instalada com a troca dos quadros elétricos e transformadores por modelos mais potentes. Os últimos investimentos na rede elétrica ocorreram há 23 anos.

As ações vão reforçar a infraestrutura para atender os cerca de 15 milhões de visitantes que circulam pelos corredores que traduzem a cultura e a gastronomia de Minas Gerais. Elas também integram o projeto de avanços para o centenário do espaço, a ser celebrado em 2029.

O presidente do BDMG, Gabriel Viégas Neto, destaca que o banco atua para fomentar o turismo, que é um importante motor da economia mineira, responsável por gerar empregos, fortalecer a cultura e a identidade do estado.

“Essa operação com o mercado demonstra o potencial de transformação de um crédito quando ele é acessível à realidade do negócio. Para o BDMG é um orgulho contribuir para o projeto de crescimento desse cartão-postal”, afirma.

Desde 2023, o banco liberou R$ 250 milhões em financiamentos por meio da linha Fungetur, atendendo micro, pequenos e médios negócios desse setor em todas as regiões do estado.

Para o presidente do Mercado Central, Geraldo Campos, as condições de prazo e de taxa do BDMG foram determinantes para viabilizar o projeto. “Acessar o recurso nas condições que nos foi ofertado vai nos permitir manter um fluxo de caixa equilibrado e fazer esses investimentos”, afirma Campos.

Carros elétricos

Campos explica que as melhorias, previstas para começarem a ser implementadas no primeiro semestre de 2027, são essenciais para que o lugar se adeque à demanda atual e esteja preparado para atender as futuras gerações de lojistas e visitantes.

“Vamos dobrar a capacidade da subestação de energia localizada aqui. O mercado cresceu muito. As lojas passaram a utilizar mais refrigeradores, pequenos aparelhos de ar-condicionado, e o próprio mercado instalou 90 climatizadores de ar para dar mais conforto aos visitantes”, completa Geraldo Campos.

Ele ainda cita que, nas atuais condições, o mercado não teria condições estruturais para instalar um ponto de reabastecimento para carros elétricos. “Isso pode acontecer no futuro após a conclusão das mudanças”, conclui.

Minas tem recusa familiar menor que média nacional e pode ultrapassar recorde de 2025 em número de transplantes

Ações contínuas do MG Transplantes para capacitar equipes dos hospitais contribuem para resultados positivos na doação de órgãos

GOV. MG.

“Eu sabia que o meu filho não ia partir sem deixar um legado. Tive o Kaio durante 19 anos, sei o que ele representou para mim. Sei o que é uma fila de espera. Eu imaginei o meu filho podendo salvar outras vidas. Fácil não vai ser, mas só de pensar que o seu filho vai ser luz em outras vidas, que vai levar sorrisos para outras famílias. Isso traz uma paz muito grande”.

A frase carregada de dor, empatia e solidariedade, da técnica de enfermagem Rosangela Firmino, revela o impacto do sim em um momento tão crucial para a vida de várias pessoas.

Há pouco mais de oito meses, ela decidiu pela doação dos órgãos e tecidos do filho Kaio, após a constatação de sua morte encefálica, em 2/1 deste ano, após um acidente de trânsito.

Seu consentimento reforça a tendência de queda da taxa de recusa familiar para a doação de órgãos e tecidos em Minas – que reduziu de 33,09%, em 2024, para 29,4%, em 2025. Número menor que a média nacional de 45%. Além disso, a expectativa é superar o número de transplantes realizados no ano passado. Em 2025, foram feitas 2.094 cirurgias. Neste ano, até 9/10, já foram realizadas 1.678 operações.

Segundo Rosangela, a abordagem da enfermeira – especialista em doação de órgãos e tecidos e membro da equipe Hospitalar de Doação para Transplantes (e-Dot) do Hospital Risoleta Tolentino Neves, Priscila Xavier – foi fundamental para a sua decisão de doar e a ajudou a convencer o marido. Ela conta que o acolhimento recebido lhe trouxe paz.

“Mesmo eu sendo da área da saúde, nós nunca tivemos essa conversa sobre doação de órgãos. A importância desses profissionais é gigantesca. A hora que a Priscila chegou, para mim foi mais fácil, porque eu queria o Kaio em outras vidas. Para o meu marido, foi mais difícil. Como teve essa abordagem de uma forma humana, que soube escutar e esperar, o sim veio 100%”, conta Rosangela.

Capacitar para captar

O diretor do MG Transplantes – órgão vinculado à Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), Omar Cançado, avalia que a diminuição da recusa é multifatorial. Pode ser creditada à gradativa conscientização da sociedade e ao contínuo treinamento dos profissionais dos hospitais para comunicar situações críticas, explicar o diagnóstico de morte encefálica e solicitar a doação às famílias em um momento tão difícil.

Omar ressalta que Minas Gerais tem investido, de forma progressiva, na capacitação das equipes de saúde. De 2018 até agora (com a pandemia da covid-19, os treinamentos foram temporariamente suspensos e retomados em 2022) foram treinados quase 5 mil profissionais de hospitais públicos, privados e filantrópicos.

“O Brasil está no caminho certo. Estamos crescendo aos poucos. Depois da pandemia, temos alcançado níveis de transplantes realizados que não havíamos alcançado antes. A evolução é visível”, garante Omar.

Comunicação

Segundo o diretor, a qualificação dos profissionais dos hospitais para atuarem desde a identificação precoce de possíveis doadores, à comunicação com as famílias, possibilita maiores taxas de sucesso para a resposta positiva à doação.

“Precisamos aprender a falar sobre isso e aprender a comunicar. Uma vez que a gente se comunica com as famílias da maneira correta, elas se sentem mais seguras para tomarem a decisão que acham que deve ser tomada: tanto positiva quanto negativa. Quando elas entendem o diagnóstico e a situação, tendem a doar os órgãos”, explica Omar Cançado.

Outra questão essencial, que contribui para a decisão das famílias, é saber que o parente decidiu doar seus órgãos e tecidos. Por isso, é necessário que a conversa sobre esse assunto seja realizada entre familiares.

Milhares aguardam

O MG Transplantes reforça seu apelo às famílias para ajudarem a reduzir a lista de espera pela cirurgia que irá salvar a vida de quem aguarda por um transplante de órgãos e tecidos.

Em Minas, conforme a última atualização do Ministério da Saúde, em 9/10, a lista de espera registrava 9.257 pessoas na fila para um transplante.

Desse total, 4.207 pacientes (95,1%) da lista de órgãos aguardavam um rim. Enquanto outros 110 esperavam por um fígado, 65 por pâncreas/rim, 33 por coração, seis por pâncreas e três por pulmão. A lista de córnea reunia 4.833 pessoas no início deste mês.

Governo de Minas publica mais de 1,5 mil concessões de progressão e promoção na carreira de servidores da Educação

GOV. MG

Mais de 56 mil servidores já foram beneficiados neste ano com avanços na carreira, reforçando a valorização profissional na rede estadual

O Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE/MG), divulgou mais um lote de atos de evolução na carreira de servidores da rede estadual. Ao todo, foram divulgadas 1.518 novas concessões de progressão e promoção, beneficiando profissionais que atenderam aos critérios legais estabelecidos para o avanço funcional.

A lista completa com os nomes dos servidores contemplados está disponível na edição do Diário Oficial de Minas Gerais. Dentre os atos publicados, 987 são referentes a progressões e 531 a promoções.

Em 2026, o número de benefícios concedidos já chega a 56.657, reafirmando o compromisso do Estado com a valorização e o desenvolvimento dos servidores da Educação.

Carreira e critérios de evolução

A evolução na carreira dos servidores da SEE/MG segue as diretrizes do Plano de Carreira dos Profissionais da Educação Básica, instituído pela Lei nº 15.293/2004. O plano prevê dois tipos de avanço: progressão horizontal e promoção vertical.

A progressão ocorre quando o servidor permanece por dois anos no mesmo grau e obtém, no mínimo, 70% de desempenho satisfatório em duas avaliações consecutivas. Já a promoção exige cinco anos no mesmo nível, com cinco avaliações satisfatórias e escolaridade compatível com o novo nível.

Para garantir que os direitos sejam devidamente assegurados, a SEE/MG reforça a importância da atualização dos dados funcionais no Sistema de Administração de Pessoal (Sisap), atribuição das Superintendências Regionais de Ensino (SREs) e da Unidade Central da pasta.