por uberlandiahoje | set 22, 2026 | Política Nova |
Recordanto Clarmundo Campos, o brilhante cronista que viveu muitos anos em Uberlândia
“Fiquei sabendo que a unificação do portugues ta perto de se tornar realidade. Não fiquei nem um tiquinho estusiasmado com aquela bobagem. Axo que devemos criar a nossa Lingua Brasileira, deixando pra la Portugal, Cabo Verde, Angola, Moçambique, Guiné Bissau, Sao Tome e Principe e Timor Leste. A Lingua Brasileira sera tao boa, logica e simples que os paises acima mencionados vao adota-la tambem, se nao forem bobos.
Estive para pedir a ajuda de um gramatico para fazer propaganda da Lingua Brasileira. Mas, pensei bem e saltei de banda: o divino, certamente, viria acompanhado de uma tal Etimologia. Vou dar poucos exemplos, ja que tou lidando com pessoas inteligentes, para as quais um pingo e letra. Ademais, o sentido do texto leva a pronuncia das palavras, como neste caso: gosto de ovo de coco e de agua de coco. Sera que voce tem coragem de comer coco, trem nojento e fedido?
O antipatico trema ja vai tarde, todos os acentos irao catar coquinhos bem longe. TODOS!!! A letra h sera empregada em palavras como telha, milha, enquanto o x vai trabalhar a beça: xato, xamar, xuxu… Nao se usara mais o ifem: exmarido, vicepresidente, arcoiris, predatado, antinflamatorio, preIstoria. Estoria nunca existiu e istoria e conto. Vamos imitar o alemão como em Volkswagen, escrevendo cinquentanos. Usaremos omem, com o plural omems.
Ha muita frescura no idioma dos portugueses. As tais concordancias… ta na hora de se misturar voce com te, como neste exemplo: “Voce axa que vou te contar onde a Maria mora?” O verbo estar vai virar tar: eu tou, voce ta, nos tamos.
As girias serao acatadas de bom grado na Lingua Brasileira. Muitas palavras estrangeiras serao abrasileiradas: site sera saite, que ninguem e obrigado a saber ingles, quando a diplomacia brasileira ta jogando ele pras baratas.
Uma vez topei uma dona muito letrada. Era uma sabia que sabia que sabia e um passaro que canta bonito pra xuxu. O amigao Popo deu-nos o prazer de sua visita. A Dalva nao pode oferecer-lhe um cafe. Nao tinhamos po. Agora, Popo, voce ta intimado a nos dar a onra de sua presença. E tomar um moca: ja temos po. Tamos te esperando.
Que beleza de patriotice, que lindo ufanismo quando o doutor onoris causa e outras causas Luiz Inacio Lula da Silva, em seus discursos de todos os dias, referindo-se ao Bush, afirmar: “Eu sou mais eu. Ele so fala inglês. Eu falo brasileiro em todas as linguas”, conforme uma tirada do genial Millor, na qual substitui portugues por brasileiro”.
por uberlandiahoje | set 22, 2026 | Ponto de Vista |
Marília Alves Cunha – Educadora e escritora 
Após o espetáculo que assistimos em reunião plenária do STF, realizada no último dia 15\9, para resolver questão relativa ao Ministro Alexandre de Moraes e suas incursões ao mundo podre de Vorcaro e Banco Master, a gente fica um pouco desanimada. Será possível continuar acreditando que um democrático, poderoso e justo Brasil poderia surgir, a continuarem estes acontecimentos que deturpam qualquer regime, qualquer capacidade de entendimento, qualquer significativo sinal de que as coisas vão dar certo, vão melhorar?
Para falar a verdade, nem parecia uma reunião do STF para deliberar sobre qualquer coisa. Gilmar mendes, Flávio Dino e o próprio Alexandre de Moraes acabaram por destruir restos de reputação da Corte quando, com a máxima imprudência e insensatez uniram-se para defender imperiosamente não a honestidade e honra de uma instituição, mas de um membro da Alta corte ou a si mesmo. Jogaram por terra tudo que se espera de um guardião da nossa Constituição.
O que temos visto no Brasil nos últimos tempos? Uma inundação de corrupção e escândalos inimagináveis varre o Brasil e, o pior, membros da Suprema corte e da PF envolvidos até o pescoço nestes acontecimentos. Momentos de vitória contra esta inundação se revelavam, quando André Mendonça, um Ministro terrivelmente evangélico, punha à mostra fatos que denunciavam a participação de membros da Suprema Corte no maior crime financeiro já visto no país. Mas neste país de peripécias jurídicas imperdoáveis, os investigadores tornam-se também investigados e muitas vezes são sujeitos a processos e situações que nada fizeram para promover.
A situação de Alexandre de Moraes face às investigações feitas, era o assunto principal do dia. A defesa do Ministro constava de 44 páginas, um amontoado de palavras muito criticadas, com um amontoado de erros de português, escrita parecida a mensagens de WhatsApp (deve ter sido feira por um estagiário inexperiente) e acusações a Mendonça de coisas que ele mesmo fez muitas vezes, desrespeitando o devido processo legal.
Tudo desabou quando Flávio Dino, intransigente na defesa do colega, percebendo que não iriam obter vitória, pediu vista do processo, mesmo já tendo declarado seu voto, tendo já encerrado sua participação, num gesto de suprema proteção e autoproteção. Moraes deve estar aliviado, respirando fundo. Se Flávio Dino não tivesse pedido vista, penso que o próprio Moraes teria pedido… Absurdo o que estou dizendo? Não! Alexandre de Moraes, o intocável, expediu voto em processo do qual ele era o julgado… E tudo bem! Você quer uma coisa mais absurda do que isto?
Um ministro, por enquanto, salvou a pele do outro. Já disse e repito: isto é colocar a autoproteção acima dos preceitos e regras constitucionais e acima de qualquer investigação quando se trata de ministros do STF e acima de qualquer tentativa de serem investigados. Que me perdoem os inocentes no caso, enquanto tivermos certos elementos manchando a grandiosidade de uma Suprema Corte, certamente não haverá maneiras de se fazer uma boa política e ver nosso país singrando por águas tranquilas.
As eleições estão aí, batendo à nossa porta. O último recurso do povo é eleger bons candidatos, aqueles que mostraram-se lutadores contra poderes que, indisfarçadamente ou não, mostraram a incompetência e a ânsia de poder pelo poder, aqueles que trabalharam contra o Brasil e não a favor dele. A minha esperança é que façamos escolhas inteligentes e que não morra nas urnas a esperança de um país mais iluminado e gentil para os brasileiros. O Brasil exige mudanças, com urgência.
por uberlandiahoje | set 19, 2026 | Ponto de Vista |
Diógenes Pereira da Silva – Oficial da Reserva da PMMG
Há perguntas que precisam ser feitas, principalmente quando envolvem dinheiro, poder e instituições da República.
O caso Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, revela uma extensa rede de relações com políticos, empresários e autoridades. Reportagens já vinham mostrando essa aproximação. A jornalista Malu Gaspar, de O Globo, foi uma das profissionais que investigaram o assunto e trouxeram informações importantes ao conhecimento público.
Com o avanço das investigações, novas mensagens e documentos apreendidos pela Polícia Federal ampliaram as dúvidas. Vieram a público informações sobre contatos com autoridades, eventos milionários, viagens internacionais e utilização de aeronaves relacionadas ao grupo empresarial.
Nada disso, isoladamente, comprova crime. Ter amizade, participar de um evento ou viajar em determinada aeronave não significa, por si só, corrupção ou tráfico de influência. Cabe às autoridades investigar e separar fatos comprovados de suspeitas.
Mas uma pergunta é inevitável: por que um banqueiro, cujo negócio busca lucro, gastaria tanto dinheiro para construir relações tão próximas com pessoas que ocupam posições estratégicas na República?
Outro episódio chama atenção: o financiamento do filme Dark Horse, produção realizada nos Estados Unidos sobre Jair Bolsonaro. Segundo informações divulgadas pela imprensa, Vorcaro teria destinado milhões de dólares ao fundo relacionado ao projeto. Novos dados divulgados em 1º de setembro apontam para mais um repasse de US$ 1,6 milhão, elevando o total atribuído a Vorcaro para cerca de US$ 12,3 milhões, aproximadamente R$ 63,7 milhões.
Também foram divulgadas informações sobre negociações envolvendo valores ainda maiores para a produção.
É preciso esclarecer: quem recebeu o dinheiro? Onde ele foi aplicado? Quais serviços foram efetivamente prestados? E por que um banqueiro decidiu investir tamanhos recursos em uma produção ligada à família de um ex-presidente?
São perguntas legítimas, independentemente de ideologia.
O mesmo vale para festas, viagens, aeronaves, contratos e relações com autoridades. Não se trata de condenar ninguém antecipadamente, mas de exigir transparência quando dinheiro privado e poder público passam a conviver tão proximamente.
E a régua precisa ser igual para todos.
Se o banqueiro fosse aliado de Lula, Bolsonaro, de um ministro do STF ou de qualquer outro grupo político, a pergunta deveria ser a mesma: até onde pode chegar a influência do dinheiro privado sobre as instituições públicas?
Que se investigue tudo. Sem proteger amigos e sem perseguir adversários.
Porque a República não pertence a banqueiros, políticos, ministros ou empresários.
Pertence ao cidadão.
E quando o dinheiro chega perto demais do poder, a sociedade tem o direito de perguntar:
Até onde esse dinheiro consegue chegar?
por uberlandiahoje | set 18, 2026 | Ponto de Vista |
Ana Maria Coelho Carvalho – Bióloga 
Fazenda lembra leite e queijo fresquinhos, gado no curral, cheiro de mato, canto de passarinhos, jabuticaba no pé, comida no fogão de lenha, céu estrelado. Natureza, paz e amor. Mas não é bem assim.
Por exemplo, só a viagem para chegar até a fazenda pode se transformar em uma epopeia. Como da vez que fui com o Zé (meu finado marido) dois filhos, dois netos, três cachorras e uma tranqueira. Começou com o planejamento: quem vai, no carro de quem, quantos cabem, sai e volta quando, quantidade de bagagem (item que inclui desde pneu de trator até veneno de rato). Os filhos médicos só poderiam sair à tarde e o Zé não concordou. Nunca transitaria à noite nos buracos enormes, tipo cratera, que existem na BR 365 nas proximidades de Pirapora, perigoso demais. Fomos e o Zé ficou, justo quem mais precisava ir. Iria à noite, de ônibus, pois assim passaria pelos buracos de manhã. Levamos a bagagem dele, só ficou um saquinho com os remédios para ele levar. Fomos bem, no carro Kia de sete lugares, com a cachorras perdigueiras Dama e Fiona quietinhas dentro da gaiola, a Duda latindo esporadicamente e o Breno, de dois anos, puxando o cabelo e dando uns beliscões na Maíra, de oito anos. Chegamos às 22 h na fazenda Água Verde, onde dormimos para continuar a viagem para a fazenda Olhos D’Agua no dia seguinte. Arrumei as camas, ajeitei a casa, as crianças e as bagagens. Os dois filhos saíram de madrugada, em outro carro, para uma fazenda onde eles têm um reflorestamento de eucaliptos, dormiriam por lá. Fiquei sozinha com os netos e com a incumbência de buscar o Zé na rodovia às seis horas, quando o ônibus passaria na porteira da fazenda. Acordei os netos e peguei a estradinha de terra. Esperamos um bom tempo e ele não chegou. Daí consegui receber uma mensagem do filho – lá o sinal de celular é muito ruim -, avisando que não precisava esperar porque o ônibus havia batido! Felizmente complementou que o Zé estava bem. E só, mais nada. O Zé chegou às 11h, de carona, nem sei como. Desceu do carro abatido e mancando. Perguntei: – “Nossa, Zé, você se machucou? ” E ele: -“Não, é a gota”. Cruzes, foi a primeira vez em 30 anos que ele foi de ônibus, o ônibus desta linha nunca havia batido, trombou em outro numa reta com asfalto sem buracos e a gota ainda “atacou” o joelho dele! Muito azar, e tudo porque se negou a ir de carro conosco. Para piorar, levou o saquinho de remédios errado, trocou tudo.
Continuando a saga, fiz almoço com o que tinha e fiquei por ali com os netos para o Zé dormir e descansar antes de seguirmos para pegar a balsa, atravessar o São Francisco e chegar ao destino final. Coloquei o Breno e a Maíra em cima de um trator velho. O Breno esbarrou o braço em uma caixa de marimbondos atrás do banco e foi um ataque em massa. Ele despencou, aos gritos, lá de cima. Eu fui muito ágil e consegui aparar a queda. Mas só no bracinho ele levou 27 ferroadas. Eu levei várias também. A Maíra correu como nunca e levou só uma, mas gritou como se fossem 50. Coitadinho do Breno, se fosse alérgico, teria morrido! Coloquei-o debaixo do chuveiro e dei novalgina, fazer o que . Com o berreiro, o Zé nem dormiu. Resolvemos seguir viagem e pegar a balsa das 15h. Colocamos as tranqueiras no carro novamente e lá
fomos, com o Breno apaixonado e choroso, mostrando com o dedinho o local das ferroadas. Tivemos que parar em uma cidadezinha para o Zé comprar os seus remédios, demorou muito e quase perdemos a balsa. Durante a travessia, quando estávamos quase na outra margem, olhei para o horizonte e vi uma tempestade escura se aproximando. Tão rápida quanto pude, coloquei os netos dentro do carro e a cachorrinha. Mas a chuva foi mais rápida e como era uma chuva de pedras, levei umas boas pedradas antes de conseguir entrar no carro.
Depois, pegamos uma estradinha de terra, com o Zé todo feliz por estar chovendo na fazenda. Quando chegamos, nem deu tempo de pensar:- “até que enfim!”-, pois a casa estava toda inundada, tinha goteira pra todo lado, descia água pelas paredes. A casa da sede é agradável e bonita, a Globo até filmou lá o curta metragem “Dia de Reis”. Mas neste dia estava um caos.
Tudo isso foi apenas para chegar. Teve muito mais. Por exemplo, a Dama tem medo de boi e de vaca. Encontrou alguns pelo pasto e saiu em disparada, desapareceu. Foi uma tristeza geral e muita busca, até que um dia, como mágica, ela apareceu na varanda, esfomeada. E a Fiona parece que pegou alguma virose por lá e morreu 15 dias depois que voltamos. Quando estava doente, nem tinha ânimo de sair atrás dos ninhos de galinha de Angola, que existem no condomínio onde meu filho mora. Pois a Dama encontrou um ninho, pegou um ovo com a boca e levou para a Fiona. Foi o último ovo que ela comeu. Coisas de cortar o coração.
Bem, sempre é bom prevenir antes de viajar para a fazenda. Pois sossego, paz e amor, só em sonhos.
por uberlandiahoje | set 18, 2026 | Ponto de Vista |
Paulo Henrique Coimbra de Oliveira – Economista – RJ
Não é necessário ter formação ou conhecimento jurídico para fazer uma avaliação do que se passa no judiciário brasileiro. E simplifico minha teoria com uma única máxima. Hoje no Brasil não se faz justiça. Os representantes do judiciário estão na verdade se servindo da justiça em todos os aspectos desde o corporativismo até a locupletação. Então fica fácil para qualquer cidadão opinar sobre o caos instalado. O decano do STF estabeleceu que a régua para avaliar seus colegas do STF é a ética da Máfia . Então acabou o STF e em cadeia todo o sistema de justiça do país. Talvez nossa última esperança sejam as próximas eleições ou, não desejável, uma interferência externa. Que Deus nos proteja.
por uberlandiahoje | set 17, 2026 | Ponto de Vista |
Autor: Rafael Moia Filho – Escritor, Acadêmico da ABLetras, Blogger, Analista Político e Graduado em Gestão Pública.
Os políticos de partidos de extrema direita no Congresso Nacional, alguns Ministros do Supremo Tribunal Federal, algumas autoridades, alguns empresários nefastos que vivem criticando o governo, enquanto se beneficiam das isenções fiscais, transformaram Brasília e todo o andar de cima da República numa enorme orgia.
Uma orgia com tentáculos poderosos que consegue protege-los e ainda lhes dão impunidade plena. As denúncias se multiplicam, são áudios de candidato à presidência pedindo R$ 64 milhões ao então dono do Banco Master.
São áudios de deputado federal por MG, conversando com o dono do banco Master, onde demonstra tanta intimidade, que se refere a Daniel Vorcaro como “Dani”. Vejam que coisa meiga a relação entre corruptos. Ao povo desprezo ao banqueiro suspeito, o carinho e a doçura na voz melosa do deputado federal Nikolas.
Alguns jornalistas dizem que nos processos em mãos da Polícia Federal existem “ainda” vídeos alusivos às festas em resort com beldades estrangeiras, bebidas importadas e muita esbórnia. Voos em avião do banqueiro criminoso. O mesmo banqueiro que na eleição passada doou R$ 3 milhões a Jair (O presidiário) e R$ 2 milhões, ao atual governador de São Paulo, que agora concorre à reeleição.
Em comum, em todas as denúncias, estão três fatos que se repetem para nossa infelicidade:
1º Nada os atingem, por mais imoral que sejam os fatos e as denúncias, não serão investigados, julgados e condenados;
2º Os eleitores que diziam votar contra a corrupção, em 2014, 2018, 2022 e agora em 2026 irão dar seus votos a estes mesmos políticos corruptos enquanto recebem e espalham mentiras sobre Lulinha e o governo federal;
3º São estas pessoas do alto escalão da vida nacional que além da corrupção, querem perpetuar golpes em na nossa democracia, trair nossa pátria oferecendo riquezas aos EUA. São estes sanguessugas que não trabalham pela pátria nem pela sociedade em momento algum de seus mandatos.
A única solução para o Brasil é justamente aquela que obrigatoriamente tem de passar pelas mãos dos deputados federais e senadores, que jamais darão aval a uma reforma política completa nos três poderes da república. Começando por uma reforma política com a redução de 40% da Câmara Federal, com corte de assessores, redução de gastos e benefícios diversos aos deputados e senadores.
Enquanto isso, assistimos um enorme contingente da sociedade vivendo alheio a tudo isso e dando apoio e voto aos corruptos. Gente que acredita em mensagens disseminadas por aplicativos de mensagens espalhados pelos próprios políticos de direita, pastores e padres de suas igrejas, porém, não querem acreditar na verdade dos fatos.
por uberlandiahoje | set 17, 2026 | Ponto de Vista |
Paulo Henrique Coimbra de Oliveira – Economista – RJ
Gilmar Mendes, dedo em riste, bradou em alto e bom som que o posicionamento de André Mendonça tinha cunho político partidário . Em 2022 , o STF fez o quê ? Gilmar mesmo declarou , e está registrado na mídia, que o STF foi responsável pela recondução de Lula ao poder. É a mesma moeda ou estou enganado ? Afora aquela frase do Barroso – ” eleição não se ganha, se toma ” Chamo isso de Karma ou o feitiço virando contra o feiticeiro. Aguenta Mané !!! Tem medo do que ?
por uberlandiahoje | set 16, 2026 | Ponto de Vista |
Dr. Flávio de Andrade Goulart – Médico, professor de Medicina na UFU e na UNB, secretário de Saúde em Uberlândia e sobrinho do poeta Carlos Drummond de Andrade
Ser letrado (ou não ser) em questões de saúde vai muito além de conseguir interpretar uma receita médica. Muito menos tem a ver diretamente com entender a proverbial caligrafia dos médicos, coisa que nem os balconistas de farmácia às vezes são capazes de fazer. Podemos dizer que ultrapassa até mesmo a capacidade de ler uma bula, uma página de livro, um anúncio, um folheto, uma mensagem na TV ou no rádio, ou seja lá o que for, que contenha informações relevantes relativas à saúde. A literacy (como se diz em inglês) tem a ver, sim, mas não é o equivalente, ao analfabetismo funcional, categoria dentro da qual as pessoas podem ser até capazes de soletrar, mas não de compreender e aplicar, na prática o que acabam de ler. No campo da saúde, esta é uma questão difusa e relevante hoje em dia, não só em um meio como o nosso, mas também em países com níveis educacionais mais refinados. Tudo isso dentro de um contexto de notícias alarmistas ou negacionistas que afetam diretamente o campo da saúde e que permeiam maciçamente a internet. Inclua-se, também, em tal categoria, a dificuldade de compreensão não só de mensagens escritas, mas de informações em áudio, acompanhadas ou não de imagens em vídeo. Trago aqui uma reflexão sobre tal assunto, baseada em minhasideias próprias e também em dois textos cujos links estão relacionados no texto que segue em anexo.
Para início de conversa aponto algumas categorias pertinentes ao tema do Letramento em Saúde. Como se verá, existem entre eles, os iletrados, sejam totais ou parciais, diferentes tipos, que poderão ser apreciados a seguir.
Em primeiro lugar, um grupo mais notório, não necessariamente o mais numeroso, ao qual eu denominaria de iletrados clássicos, ou seja, indivíduos que mostram dificuldade não só em entender o que está escrito ou de alguma forma exposto, mas igualmente em aplicar isso concretamente em sua vida cotidiana. É a situação quase anedótica de alguém que sai de uma consulta com uma receita de medicamento tópico para dor de ouvido e ato contínuo ingere 20 ou 30 gotas do mesmo – ou vice versa – alguém que pinga as gotas de Dipirona em seu conduto auditivo. Qualquer pessoa que trabalha em serviços de saúde conhece casos assim, mas não é só isso. Tal iletramento pode se estender a situações menos comezinhas, mas de impacto inquestionável, em termos de orientações terapêuticas, dietéticas, preventivas, higiênicas e outras, chegando mesmo à própria noção de direitos e de cidadania. Pra arrematar, os iletrados em sua versão clássica são especialmente sujeitos à sanha de charlatães e outros vigaristas e aproveitadores, tanto no campo sanitário propriamente dito, como no campo político. Em um ano eleitoral, como o presente, então, nem se fala.
Há um segundo grupo, ao qual eu chamaria de catastrofistas: gente que pensa que tudo caminha para o pior dos mundos e que nada ou ninguém a salvará (ou mesmo à humanidade) do cataclisma que nos atingirá a todos. Sendo assim, porque valorizar o conhecimento trazido pela ciência? Corolário disso é aderir ao que estiver mais próximo ou seja capaz de provocar mais impacto, por força, mais uma vez, de algum charlatanismo, seja na modalidade individual, religiosa ou corporativa, principalmente na transmissão de promessas místicas ou sobrenaturais, além do mais não prováveis e imunes ao pensamento científico. Para tal grupo, a presença no cenário de letrados verdadeiros longe de se constituir em uma luz, representa uma ameaça, que deve ser denunciada e extirpada, além de muitas vezes ser acusada de ingênua, mal informada ou herética.
Existem também, entre os iletrados, aqueles que eu denomino de otimistas panglossianos, numa referência à obra de Voltaire, Cândido, na qual um tal Dr. Pangloss defende que ninguém precisa se preocupar com coisas como a farmacologia, por exemplo, porque na vida tudo sempre caminha para o melhor dos mundos. Estes acreditam que detêm a revelação das coisas, porém sem qualquer base em evidências, acreditando que em termos de saúde e doença estarão a salvo ou imunes, independente do que “os outros” acreditem ser os benefícios da ciência ou da razão. Por via das dúvidas, ingerem chazinhos de flores do campo, aplicam cristais sobre o corpo, participam de sessões de purificação, iluminam seus ambientes em diferentes cores do espectro, acreditam em energias, além de se reunirem em torno de xamãs e terapeutas naturistas de colorações diversas.
Há ainda os negacionistas, uma praga contemporânea. Estes acreditam que sabem das coisas em matéria de saúde e outros assuntos, embora não percebendo que na verdade são enganados por informações e evidências falsas e, mais do que isso, por verdadeiros sistemas de propagação de tais aberrações. São adeptos do conhecimento que circula nas redes sociais, muito mais do que aquele que é fruto das pesquisas e publicações científicas verdadeiras. Ao contrário dos panglossianos acima referidos, que são quase inofensivos, representam grande risco para a saúde pública, por contarem com fortes mecanismos de repercussão, embasados por ideologias políticas, com ramificação atual por todo o mundo, principalmente nos EUA. Não preciso falar do estrago que tais ideias causaram ao Brasil, desde o fatídico quadriênio 2019–22.
Finalmente, existem aqueles de fato sabem e conhecem as coisas e valorizam suas evidências, mas não estão nem aí com as consequências. Provavelmente são menos numerosos que os demais, além de quase inofensivos, a não ser para si mesmos. Talvez nem sejam iletrados verdadeiros, pois leem e conhecem temas ligados à saúde, podendo até se interessar em compreendê-los, embora de modo peculiar e particular. Fazem par com aqueles catastrofistas, mas seu raciocínio se restringe ao plano individual, ou seja, deles mesmos, sem envolver algum entorno. Creio que poderiam ser também chamdos de niilistas; não acreditam em nada. São tipos emblemáticos de suicidas potenciais, gente desgostosa com a vida em geral e descrente da humanidade, não apenas da ciência, que de fato não se importa que o mundo lá fora exploda, desde que não os deixe para trás.
por uberlandiahoje | set 16, 2026 | Notícias |
Primeira e segunda votação
01.Projeto de Lei Complementar N°. 94/2026 – de autoria dos vereadores Antônio Carrijo – PP, Abatênio Marquez – PP, Ângela Do Postinho – Solidariedade, Antônio Augusto Queijinho – PSDB, Delegada Lia Valechi – União Brasil, Dr. Maciel Amorim Democrata, Elinho da Academia – Mobiliza, Gláucia da Saúde – PL, Ivan Nunes – PP, Jair Ferraz – PP, Janaína Guimarães – PL, Liza Prado – Cidadania, Professor Conrado Augusto – MDB, Professor Ronaldo – PT, Sérvio Túlio – PSDB e Zezinho Mendonça – PP, que altera a Lei Complementar Nº. 745, de 28 de dezembro de 2022, que “dispõe sobre o Programa de Regularização de Edificações – Pred – no Município de Uberlândia e seus distritos, revoga a Lei Complementar Nº. 622, de 09 de agosto de 2017, e suas alterações e dá outras providências”. O projeto, que apresenta substitutivo, deve ser aprovado por votação nominal. Maioria absoluta.
O projeto de lei tem por objetivo alterar a legislação vigente, especificamente quanto à data de corte utilizada para fins de comprovação da existência de edificações nas modalidades Pred Fácil e Pred Simples. O projeto propõe a modificação da data de 31 de dezembro de 2020 para 31 de dezembro de 2025.
O projeto de lei foi aprovado por 19 votos favoráveis.
Dois votos contrários.
Cinco ausências.
O projeto de lei foi aprovado também, em segunda votação, por 17 votos favoráveis.
Dois votos contrários.
Sete ausências.
Apreciação de parecer contrário
01.Projeto de Lei Complementar N°. 97/2026 – de autoria do vereador Antônio Carrijo – PP – que dispõe sobre o regime de adaptação razoável e flexibilização técnica de acessibilidade em reformas de edificações aprovadas ou concluídas até a publicação da Norma Brasileira ABNT NBR 9050:2020 e decretos regulamentadores correlatos no âmbito do Município de Uberlândia e dá outras providências. O parecer contrário deve ser mantido ou rejeitado por votação nominal. Maioria simples.
De acordo com a Comissão de Legislação, Justiça e Redação, no exame da legalidade, juridicidade, constitucionalidade e técnica legislativa, o projeto não reúne condições jurídicas para prosseguir em sua tramitação.
“O vício está na técnica normativa escolhida, que cria uma autorização municipal para dispensar ou mitigar requisitos de acessibilidade que já se encontram disciplinados por legislação federal, inclusive em matéria de alvará e licenciamento”, explica.
A comissão atesta que o parecer opina pela ilegalidade, injuridicidade e inconstitucionalidade, restando igualmente prejudicada a sua adequação à técnica legislativa em razão das inconsistências apontadas.
O parecer contrário foi rejeitado por 18 votos contrários.
Oito ausências.
O projeto foi aprovado, em primeira votação, por 14 votos favoráveis.
Dois votos contrários.
Dez ausências.
O projeto de lei foi aprovado também, em segunda votação, por 15 votos favoráveis.
Dois votos contrários.
Nove ausências.
02.Projeto de Lei Ordinária N°. 1251/2026 – de autoria dos vereadores Antônio Carrijo – PP, Abatênio Marquez – PP, Ângela Do Postinho – Solidariedade, Antônio Augusto Queijinho – PSDB, Delegada Lia Valechi – União Brasil, Edinho Combate ao Câncer (in memoriam) – Democrata, Elinho da Academia – Mobiliza, Ivan Nunes – PP, Janaína Guimarães – PL e Zezinho Mendonça – PP, que altera a Lei Nº. 10700, de 09 de março de 2011, que “dispõe sobre a política de proteção, controle e conservação do meio ambiente, revoga a Lei Complementar Nº. 17, de 04 de dezembro de 1991, e suas alterações e dá outras providências”. O parecer contrário, que apresenta substitutivo, deve ser mantido ou rejeitado por votação nominal. Maioria simples.
A Comissão de Legislação, Justiça e Redação concluiu que, embora o município possua competência para legislar sobre matérias relacionadas à proteção e conservação do meio ambiente no âmbito do interesse local, a presente proposição apresenta vícios que impedem o seu regular prosseguimento.
“O projeto, de iniciativa parlamentar, interfere diretamente na forma de atuação dos órgãos municipais responsáveis pela fiscalização ambiental, estabelece procedimentos administrativos específicos, disciplina fluxos internos da administração pública, circunstâncias que suscitam vício relacionado à iniciativa legislativa e à separação dos poderes”, justifica.
A comissão também afirma que são encontrados problemas de legalidade e juridicidade, assim como a utilização de conceitos juridicamente imprecisos ou indeterminados, especialmente sob o aspecto da técnica legislativa. Por fim, destaca que a proposição apresenta vício evidente e relevante para não prosseguir.
O parecer contrário foi rejeitado por 14 votos contrários.
Três votos favoráveis.
Nove ausências.
O projeto de lei foi aprovado, em primeiro turno, por votação simbólica.
Maioria simples.
O projeto de lei foi aprovado, em segundo turno, por votação simbólica.
Maioria simples.
03.Projeto de Lei Ordinária N°. 1252/2026 – de autoria dos vereadores Liza Prado – Cidadania, Adriano Zago – Avante, Ângela do Postinho – Solidariedade, Antônio Carrijo – PP, Delegada Lia Valechi – União Brasil, Edinho Combate ao Câncer (in memoriam) – Democrata, Ivan Nunes – PP, Janaína Guimarães – PL e Professor Ronaldo – PT, que altera a Lei Nº. 10.741, de 06 de abril de 2011, que “institui o Código Municipal de Posturas de Uberlândia e revoga a Lei Nº. 4744, de 05 de julho de 1988, e suas alterações”. O parecer contrário, que apresenta substitutivo, deve ser mantido ou rejeitado por votação nominal. Maioria simples.
De acordo com a Comissão de Legislação, Justiça e Redação, o projeto apresenta impedimentos jurídicos e regimentais ao seu regular prosseguimento, além de vício de constitucionalidade, bem como inconstitucionalidade dos dispositivos que estabelecem obrigações e penalidades diretamente aplicáveis às concessionárias e prestadoras de serviços de energia elétrica e telecomunicações.
“Do outro lado, encontramos impedimento regimental decorrente da identidade do objeto com proposição já em tramitação nesta Casa. Por esses e outros motivos, manifestamos pela ilegalidade e inconstitucionalidade do projeto de lei em discussão, o qual não recomendamos a sua apreciação e aprovação”, ressalta a Comissão de Legislação, Justiça e Redação.
O parecer contrário foi rejeitado por 18 votos contrários.
Oito ausências.
O projeto de lei foi aprovado, em primeiro turno, por votação simbólica.
Maioria simples.
O projeto de lei foi aprovado, em segundo turno, por votação simbólica.
Maioria simples.
Em tempo: a próxima reunião ordinária plenária do ano, somente presencial, a primeira reunião plenária do nono período da segunda sessão ordinária, deverá ser realizada no próximo mês, dia 01º de outubro, em horário regimental, com início provável às 9 horas, no Plenário Homero Santos da Câmara Municipal de Uberlândia.
por uberlandiahoje | set 16, 2026 | Ponto de Vista |
Tania Tavares – Professora -SP
As defesas dos ministros Dino, Zanin seguindo Gilmar é vergonhoso, pois todos sabemos
que Alexandre de Morais fez e recebeu milhões dos acordos com Vorcaro, o maior comprador de “aliados” nas suas falcatruas. Querer atrelar seus processos ao de André Mendonça é querer safar dos graves feitos na sua relação de milhões com Vorcaro.