por uberlandiahoje | jun 4, 2026 | Ponto de Vista |
Paulo Henrique Coimbra de Oliveira – Economista – RJ
Querem atribuir ao clã Bolsonaro o dom de interferir junto ao governo Trump nas mazelas que recaem sobre o país. É dar louros a quem não faz por merecer. E também é desfazer da capacidade dos americanos de chegarem às suas próprias conclusões e decidirem o que fazer. Com isso tentam se livrar da pecha da incompetência com que gerem o Brasil. Essa atitude apenas dá aos Bolsonaros uma visibilidade ainda maior. É um marketing gratuito e eles agradecem. Nem as conversas inconvenientes com Vorcaro influenciarão na votação que terão, assim como as ladroagens dos diversos governos do PT em nada influíram em seus eleitores.. Infelizmente para o Brasil.
por uberlandiahoje | jun 2, 2026 | Ponto de Vista |
Marília Alves Cunha – Educadora e escritora
Tão interessante quanto conhecer a geografia de um país é conhecer a situação geopolítica. Pouco letrada neste assunto, aproveito o ChatGPT para adquirir algum conhecimento de como fatores geográficos, econômicos e políticos influenciam o poder e a relação entre os países. Enquanto a geografia estuda a descrição do mapa, a geopolítica explica porque o mapa é assim e como as nações competem por recursos e influência territorial.
A China é um grande país em extensão territorial, tendo 9.600.000 de quilômetros quadrados. Sua população hoje é de
1,412 bilhão de habitantes. É um poderoso país, sem nenhuma dúvida, tendo alcançado projeção por seu desenvolvimento extraordinário, tornando-se uma potência militar e econômica reconhecida no mundo inteiro. Apesar disto, enfrenta alguns desafios importantes, entre os quais podemos citar: ENERGIA – o país depende do carvão (60 a 70%),o que torna o país o maior emissor mundial de gazes de efeito estufa; GRANDE VULNERABILIDADE CLIMÁTICA – Secas prolongadas reduzem a capacidade das usinas hidroelétricas e a indústria fica sujeita a apagões constantes; ÁGUA – Escassez e má distribuição. Sessenta por cento (60%)das cidades chinesas sofrem com a falta constante do precioso líquido, causando um enorme desequilíbrio hídrico; POLUIÇÃO SEVERA – Estima-se que até 90% das águas subterrâneas estejam contaminadas. Grande parte dos rios e lagos apresentam água imprópria ao consumo humano, sem tratamento pesado. MEIO AMBIENTE – dezenas de cidades contam entre as mais poluídas do mundo; DESERTIFICAÇÃO DO SOLO – pela rápida urbanização e mudanças climáticas. Grandes obras, como barragens colossais, trazem benefício energético, mas também impactos ambientais e obrigam o reassentamento de milhões de pessoas. Importante:a crise no fornecimento de energia está causando apagões em casas e forçando as fábricas a cortar a produção e desacelerar a vasta produção econômica do país, colocando ainda mais pressão na cadeia de fornecimento global.
A China também enfrenta queda na taxa de natalidade e rápido envelhecimento da população. Por seguidos anos foram violados direitos humanos e reprodutivos dos cidadãos. Mas a partir de 2023 o governo chinês aprovou uma lei que formaliza o direito aos casais a terem até 03 filhos. É lei! Marília Alves Cunha
Ciente de suas dificuldades e pondo a inteligência para funcionar, a grande potência se empenha para manter seu poderio e não perder a força econômica e militar, capacidade tecnológica e industrial que duramente alcançou. Olhou em volta, estudou o mapa, analisou os aspectos geopolíticos, percebeu grandes possibilidades a serem exploradas nos países da América latina, principalmente no Brasil. E mãos à obra, começaram a luta pela grandeza de seu país. No Brasil, discussões se fazem como futrica de comadres, o presidente Lula chora pela perseguição aos “nossos” criminosos e não consegue (ou não interessa) entender que nada nunca foi feito para impedir o crescimento da violência e controle territorial pelas facções criminosas, muito ao contrário. Enquanto isto o país asiático trabalha silencioso e com objetivo. A China não está comprando o Brasil, nem investindo a não ser em si própria. Está fazendo coisa mais inteligente: compra infraestrutura. Reconhece as próprias dificuldades apesar de sua grandeza e, nitidamente, corre atrás de soluções. E repito: A China não trabalha para dar interesse a outros países, a história é testemunha. Trabalha sim, à busca de realizar suas próprias finalidades e resolver seus próprios problemas. Outros países que se cuidem!
O Brasil usa (mal) e abusa de seus recursos naturais, nunca preocupou-se com o desenvolvimento tecnológico, vive às custas de vender commodities e depois pagar caro pelo produto acabado. Tem tudo em abundância: água, floresta, minério, ar ainda oxigenado e espaço mais do que suficiente para implantação de muito benefício para os brasileiros, os donos do Brasil, aos quais deveria ser perguntado sobre venda ou aluguel do país a estrangeiros. O Brasil bem aproveitado, sem achaques de corrupção, sem políticos que consideram seus cargos uma maneira esperta de ganhar dinheiro e dar-se bem na vida, sem desperdício vultoso do erário, falta de criatividade e vontade de progredir poderia estar numa situação excepcional. Tem tudo para isto. Mas, infelizmente, as más políticas, um fraco desenvolvimento como nação, uma certa tendência ao macunaísmo (preguiça, esperteza, capacidade de adaptar-se), levam-nos cada vez mais a regredir e sermos apenas o quintal terceiro mundista de países desenvolvidos. Algum dia aprenderemos a lição?
Na próxima semana apresentarei, com uma certa preocupação, o “Realidade Brasil – China II, com os grandes progressos que a China tem feito no Brasil, para proteger, manter e aumentar o seu já enorme poderio mundial. E o Brasil que se cuide!
por uberlandiahoje | jun 2, 2026 | Ponto de Vista |
Paulo Henrique Coimbra de Oliveira – Economista – RJ
Até hoje não vi nenhum órgão de imprensa informar quem paga as passagens , diárias de hotel e inscrição ou qualquer outro penduricalho aos participantes , membros dos governos em todos os níveis e poderes para participarem deste regabofe lusitano organizado pelo dublê de empresário e ministro Gilmar Mendes. E ainda nunca vi nenhuma justificativa plausível de tal acontecimento, para que serve e que benefícios teriam para o país. O Brasil nunca vai dar certo e ainda falam na maior cara de pau em soberania.
por uberlandiahoje | jun 1, 2026 | Ponto de Vista |
Tania Tavares – Professora – SP
Interessante. Os deputados(as) tiveram 4 anos na Câmara para pensaram e legislarem em prol dos trabalhadores e redução de suas jornadas, que são legítimas, mas só agora em ano eleitoral veem cinicamente vilanizar os empresários que produzem e pagam impostos, que sustentam seus salários? Aposto que muitos destes deputados não são capazes de serem dono de um negócio próprio com um único trabalhador e seus encargos. Nos poupem!
por uberlandiahoje | maio 29, 2026 | Ponto de Vista |
Tania Tavares – Professora – SP
Muito bom a volta da Mafalda (C8; 27/05). Em SP aprendi a gostar dela após ler “Mafalda- a contestatória”, publicação em capa dura do autor Joaquín Salvador Lavado Tejón, conhecido por QUINO. Mafalda criada por Quino, na década de setenta, é uma garotinha de 6 anos que brinca, dança, mas tem consciência do mundo do em que vive, cheio de injustiças, guerras e intolerância. Ela e sua turma gostam dos Beatles, mas questionam o insano universo dos adultos, suas manias e suas maneiras de encarar o mundo e a realidade. Em suas tirinhas mostra com humor, que ser politizado e consciente não significa ser pessimista, e, principalmente, não significa ser adulto.
por uberlandiahoje | maio 29, 2026 | Ponto de Vista |
Ana Maria Coelho Carvalho – Bióloga
O livro intitulado “1808”, de Laurentino Gomes, conta como uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a história de Portugal e do Brasil. O livro é o resultado de doze anos de investigação jornalística, apresentando uma extensa lista das fontes consultadas e narrando fatos de uma maneira divertida e interessante.
Por exemplo, a mudança de Dom João VI e sua corte para o Brasil foi simplesmente uma fuga apressada e atabalhoada: ou ele fugia ou muito provavelmente seria preso e deposto por Napoleão. A pressa foi tanta que na confusão da partida, centenas de caixas repletas de prata das igrejas e milhares de volumes da preciosa Biblioteca Real ficaram esquecidos no cais de Belém, em Lisboa.
Assim, no dia 29 de novembro de 1807, os portugueses acordaram com toda a corte fugindo para o Brasil, sob proteção da Marinha Britânica. Reis e rainhas europeus já haviam sido destronados e decapitados, mas nenhum tinha cruzado o oceano para morar e governar em uma colônia. Os portugueses ficaram órfãos de sua monarquia e os brasileiros, acostumados a serem apenas uma colônia extrativista de Portugal, ficaram encantados com a chegada da corte.
No dia sete de março de 1808, a esquadra de D.João VI aportou na baia de Guanabara, depois de três meses em alto mar. As condições da viagem foram péssimas, pois os navios eram autênticas saunas flutuantes. O excesso de passageiros e a falta de higiene favoreciam a proliferação de pragas. No navio onde viajava a princesa Carlota Joaquina aconteceu uma infestação de piolhos. Todas as mulheres rasparam a cabeça e lançaram as perucas ao mar. Quando desembarcaram no Rio, usaram turbantes. Ao verem as princesas assim cobertas, as mulheres do Rio pensaram que era a moda da Europa. Em pouco tempo, passaram a cortar o cabelo e a usar turbante para imitar a nobreza.
D. João desembarcou do navio Príncipe Real com sua vasta casaca sebosa de galões velhos, puída nos cotovelos. Era baixo e gordo, tinha de aristocrata apenas as mãos e os pés muito pequenos. O rosto era redondo e sem majestade, com o lábio inferior grosso e pendente. O povo do Rio ficou decepcionado com a aparência da corte, mas lhe prestou todas as homenagens que estavam a seu alcance. O cortejo com a nobreza portuguesa, cansada e desfigurada pela longa viagem, caminhou vagarosamente para a catedral da cidade.
Embora feio, inseguro, tímido, separado da mulher, com medo de caranguejos e trovoadas, D. João foi um rei popular, que passou para a história como um monarca bonachão, sossegado e paternal, sendo considerado o fundador da nacionalidade brasileira. A colônia ganhou muito com sua vinda, a começar pela independência. Mas os custos da família real no Brasil foram enormes. Era preciso alimentar e pagar as despesas de uma numerosa corte ociosa, corrupta e perdulária. Começou com o sequestro das casas para alojar a nobreza, que eram marcadas com PR, de ”Príncipe Regente”, mas que o povo interpretava “Ponha-se na Rua’. No dia 24 de abril de 1821, quando regressou a Portugal, depois de treze anos, D. João ainda raspou os cofres do Banco do Brasil. Assim, a corte, que viveu na corrupção, ainda fez um assalto ao erário brasileiro ao partir, deixando o país à míngua. Duzentos anos depois, ainda convivemos com heranças desse passado, como apropriação indevida de bens, roubo e corrupção, que continuam assombrando o presente e o futuro dos brasileiros.