O projeto de lei foi aprovado na Camara por votação simbólica.

Projetos de lei são aprovados em segunda votação durante a décima (última) reunião ordinária plenária de junho

Segunda votação e redação final

01.Projeto de Lei Ordinária N°. 1283/2023 – de autoria da vereadora Cláudia Guerra, que considera patrimônio cultural imaterial, para fins de registro, o Festival de Dança do Triângulo e determina outras providências. O projeto deve ser aprovado por votação simbólica. Maioria simples.

O projeto de lei foi aprovado por votação simbólica.

Maioria simples.

02.Projeto de Lei Ordinária N°. 1525/2024 – de autoria do vereador Gilberto Rezende, que institui e insere no Calendário Oficial do Município de Uberlândia a data “Novembro Azul”, dedicado às ações de prevenção do câncer de próstata e de promoção da saúde do homem. O projeto deve ser aprovado por votação simbólica. Maioria simples.

De acordo com a proposta, o símbolo do Novembro Azul, dedicado às ações de prevenção do câncer de próstata e de promoção da saúde do homem, será representado por um laço na cor azul.

“Novembro é o mês mundial de combate ao câncer de próstata e tem por objetivo alertar a todos sobre a importância do conhecimento sobre essa doença e da realização do diagnóstico precoce”, explica o vereador.

Ele conta que esse mês foi o escolhido porque o dia 17 de novembro é o Dia Mundial de Combate ao Câncer de Próstata. E que assim, durante todo o mês, ações são realizadas com o objetivo de alertar a todos sobre a doença.

“O câncer de próstata é o tipo de câncer que mais ocorre em homens em todas as regiões do nosso país depois do câncer de pele não melanoma”, conclui.

O projeto de lei foi aprovado por votação simbólica.

Maioria simples.

Em tempo: a próxima reunião ordinária plenária do ano, somente presencial, a primeira reunião plenária do sexto período da quarta sessão ordinária, deverá ser realizada no próximo mês, dia 01º de julho, em horário regimental, com início provável às 9 horas, no Plenário Homero Santos da Câmara Municipal de Uberlândia.

POLVOROSA POLÍTICA DE 1895 (11.4.18/12.06.2024-Ivan-Diário- crônicas)

Antônio Pereira – Jornalista e escritor – Uberlândia – MG

Essa foi brava!
Era Agente Executivo o José Lélis de França, mais conhecido como Zeca Major. O Presidente da Câmara Municipal era João Moreira Ribeiro.
Últimos dias de 1895. Preparavam-se os festejos para a inauguração da estação da Mogiana.
O ex-Agente Executivo, Augusto César Ferreira e Souza, e o Juiz de Direito, dr. Duarte Pimentel de Ulhoa, por algum motivo, tinham caído no desagrado dos coronéis Manoel Alves dos Santos e Severiano Rodrigues da Cunha. Manoel era neto do entrante pioneiro João Pereira da Rocha.
Os Pereira, bastante enfronhados na política por essa época, eram correligionários dos desagradados.
A pequenina cidade entrou em polvorosa. Os Pereira mais os Vereadores Severiano e Manoel queriam porque queriam que aquelas autoridades fossem banidas. Os Pereira faziam a pitoresca exigência de que o Juiz saísse da cidade montado numa égua.
São Pedro do Uberabinha teria o que de habitantes na sede? Uns três mil? Nem isso. As ruazinhas enoveladas do Fundinho transformaram-se em praça de guerra. Várias residências abrigavam policiais e amigos que tentavam proteger as autoridades e fazer o lugar voltar à legalidade.
Já os rebeldes colocaram verdadeiras fortalezas nos extremos da cidade: Manoel Alves dos Santos aquartelou-se lá no alto da Lagoinha com a jagunçada fortemente armada, aguardando o que desse e viesse, e Severiano Rodrigues da Cunha, cá em baixo, com seu magote de marimbondos (jagunços), ali na sua chácara, onde, depois, foi o Asilo das Velhas.
Padre Pio Dantas Barbosa, político prudente, previdente, ordeiro, amante dos seus paroquianos, montava no “Zoeira”, um alazão mansinho que sabia de cor as paradas do padre nas suas andanças pela paróquia, mas que instigado virava um foguete, e corria daqui prali tentando apaziguar os ânimos.
Muita gente de posse, mandou a família pra longe, esperando o pior dos desfechos. Arlindo Teixeira enviou sua gente para Uberaba e procurou o Juiz. Convenceu-o a afastar-se e levou-o até a estação da Irara. Há quem diga que o dr. Duarte foi até Ouro Preto (Belo Horizonte, que se chamava Cidade de Minas, ainda estava em construção), onde o Presidente do Estado, Crispim Jacques Bias Fortes, deu-lhe mão forte devolvendo-o à Comarca protegido por forte contingente policial. Outros dizem que foi só até Uberaba onde entrou em contato com o Batalhão de Polícia que o escoltou de volta.
De Ouro Preto, ou de Uberaba, o contingente saltou do trem na estação e desceu marchando pela trilha arenosa que seria a futura avenida Afonso Pena, sob o comando do tenente José Francisco da Silva, ao toque de corneta, e desfilou pela cidade impondo a regularidade pelo medo.
Augusto César produziu grave acusação que registrou nos anais da Câmara, no dia 18 de outubro de 1895, única prova dos acontecimentos. Com a cidade recolhida, só compareceram à Câmara, além dele, o português José Loureiro Bexiga, João Batista Vieira da Motta, Joaquim Pinto Alves e Domiciano José de Castro. Não havia quorum. Augusto César assumiu a direção, já que o Presidente não estava, mesmo sem o quórum legal, dizendo que a cidade era tomada por graves acontecimentos, desde o começo do mês, que espalhavam o terror e a desolação. Fez o registro de uma Moção gravíssima. Entre outras coisas, anotou que os revoltosos queriam a deposição de autoridades judiciárias e policiais, que violentavam e desonravam donzelas e famílias e que saqueavam estabelecimentos comerciais. Nomeou, na Moção, os Vereadores responsáveis pela baderna: o coronel Manoel Alves dos Santos, o capitão Francisco Luiz da Costa e Jacintho Antônio Filho.
Serenados os ânimos foram abertos diversos inquéritos que, afinal, se puniram alguém, certamente não foram os acusados por Augusto César. (Fontes: Atas da Câmara, Waltercides Silva).

A FINITUDE DA VIDA TERRENA

José C Martelli – Advogado e professor – Espírito Santo dp Pinhal – SP

Uma das dificuldades que tenho tido ultimamente é a de buscar assuntos interessantes para comporem minhas crônicas dominicais.
Ao mesmo tempo em que a vida busca seu ocaso, quando se tem a felicidade de ter boa saúde, ela vai se tornando cada dia mais simples. Os amigos vão ficando pelo caminho e a gente vai ficando só.
Há os filhos, mas estes, cada um com as respectivas famílias, têm outros compromissos a se juntarem aos das visitas ao seu pai.
Então não há mais aquela profusão de assuntos que permeavam nossa mente em anos não muito longínquos.
O jeito é improvisar. E o melhor jeito de improvisar e requentar escritos, alguns dos quais não perdem a atualidade como o que fui buscar em 29.08.2021, sob o título que encima esta crônica e que ora repito.
A FINITUDE DA VIDA TERRENA
“Sempre tive vontade de ser uma pessoa do bem.
E, nessa busca, um de meus exercícios, se bem que esporádicos, eram visitas ao cemitério de minha cidade natal, Espírito Santo do Pinhal, para prantear meus mortos, além de aproveitar para reflexões sobre a vida terrena de muitos dos que ali jaziam, centenas deles, com os quais convivi.
Nesse perambular, não podia deixar de me lembra dos últimos versos de um soneto, cujo autor desconheço, mas que aqui reproduzo:

“são da vida apenas dois destroços,
ricos e pobres igualados pela morte,
na confusão dos vermes e dos ossos”

Essa é a verdade! Nua e crua! Deste mundo nada se leva. Ali termina tudo. Abaixo da linha da terra, tudo se iguala.
LEDO ENGANO.
Ficam as obras. Ficam o amor ao próximo e a caridade. Ficam a disponibilidade em servir e em se doar. Fica o desapego a coisas materiais.
Na memória e no coração dos que aqui permanecem, tudo isso fica.
Era o que sempre constatava nessas minhas reflexões.
Pois é. Mas como Deus tem me permitido uma vida longa, juntamente com ela, estou aprendendo a ser feliz.
Desligo-me do passado e procuro viver intensamente o presente, buscando nele momentos prazerosos. Não penso no futuro, a não ser para trazê-lo, em sonhos e desejos, para o meu presente, que é tudo que me importa.
O futuro, como bem diz a sabedoria popular, a Deus pertence.
Descarto, ou se quiserem uma linguagem mais atual, deleto tudo que possa tisnar um presente que pretendo seja tão gratificante quanto possível.
Busco a companhia de pessoas agradáveis, otimistas, que transpirem não apenas disponibilidade, amor e querências mas, sobretudo, sabedoria que me acrescente algo.
Para os que conhecem o Evangelho de Jesus Cristo, hoje, as palavras de Marcos, nos alertam para que estejamos sempre vigilantes. A qualquer momento e qualquer que seja nossa idade, poderemos deixar esta vida terrena.
Então há que estar preparados e nele está implícito: não importa o passado, não importa o futuro, o que importa é o hoje. Que sejamos felizes HOJE e que estejamos sempre preparados e merecedores das bênçãos divinas.

QUATRO CANDIDATOS PODEM DISPUTAR A PREFEITURA DE UBERLÂNDIA NESTE ANO

Ivan Santos – Jornalista

Muita gente diz que para ser prefeito de uma cidade grande com grandes problemas sociais e em forte crescimento demográfico como Uberlândia é preciso ter experiência na administração pública.
Esta é apenas meia verdade. Na prática, o prefeito de uma cidade como Uberlândia precisa ter capacidade administrativa e apoio político para governar. Precisa ter, antes de tudo, apoio partidário para escolher uma equipe de pessoas habilitadas a administrar serviços públicos complexos. Escalar um incompetente para administrar saúde e outros complexos serviços sociais levará a administração à breca.
Entre os pre-candidatos a prefeito de Uberlândia, o que tem mais experiência política é o deputado estadual Leonídio Bouças que já foi vice-prefeito da cidade e está na Assembleia Legislativa, com bom desempenho, há mais de 20 anos. Outro experiente é o vice-prefeito Paulo Sérgio Ferreira, que está com o atual prefeito há oito anos e conhece todos os serviços públicos do município.
Os outros dois pré-candidatos são destaque não área legislativa, sem passagem pela administração da prefeitura: a deputada federal Dandara começou como vereadora e se elegeu deputada federal. Ela conta com a estrutura municipal do PT para montar a administração caso seja eleita. O deputado estadual Cristiano Caporezzo, como Dandara, só tem experiência legislativa e também começou como vereador. Os quatro pré-candidatos a prefeito de Uberlândia têm experiência política para exercer bem o mandato de prefeito. Só lembro aqui o título de um livro clássico do saudoso Joelmir Betting: “Em política, na prática, a teoria é outra”.
Lembro aqui que experiência administrativa nunca foi sinônimo de boa gestão. Há elementos de “primeira viagem, executivos e legislativos que já fizeram bom trabalho e outros, com muitos anos de experiência legislativa se revelaram administradores medíocres.
Se quisermos uma sociedade democrática é preciso pensar que para fortalecer o processo sucessório recomendado pela democracia, é preciso fazer novas experiência e por isto os eleitores de Uberlândia, na eleição deste ano, terão a oportunidade de escolher um, entre os quatro possíveis candidatos para governar a cidade. Todos eles estão bem qualificados.

CINISMO!

Tania Tavares – Professora – SP – taniatma@hotmail.com

Quando se fala em Educação Sexual para alunos do Ensino Fundamental II das Escolas Públicas temos, em pleno século XXI, o absurdo de famílias e religiões se opondo a que seja explicado como funciona nosso corpo e que profissionais esclareçam as inúmeras dúvidas que eles têm, inclusive as mais elementares como: se beijar, eu engravido? Em vez de discutir educar corretamente sobre esses temas, nossos políticos preferem o caminho do cinismo e do machismo. Que parem de insistir em criminalizar as mulheres e meninas que se tornam “culpadas” de uma gravidez por terem sido vítimas de estupro sem ter o poder de decidir o que podem fazer. Mulheres, fiquem atentas em quem vocês votam. Haja crueldade!