MIMIMI do racismo no Brasil.

Diógenes Pereira da Silva

Algumas postagens sobre o “MIMIMI” do racismo, nas redes sociais, deixam muito claro o radicalismo e a correlação política que alguns criticam, mas que, sem nenhuma noção, o praticam da mesma forma, o que não é salutar para um debate necessário e urgente. Não se trata de direita ou esquerda, pois o racismo no Brasil não é de agora e nem pertence às ideológicas normativas partidárias. Não é ficção, ele existe!

É claro, ninguém está afirmando que todos os brasileiros são racistas, mas apenas que não há a menor possibilidade de ignorar sua existência. Estão dogmatizando tudo como certo e errado. Desculpem-me discordar da maioria dos vídeos, inclusive com alguns personagens negros. Cada um tem seu ponto de vista e o respeito é fundamental para a colocação e compreensão das ideais.

A própria mídia brasileira está perdida em um tema de extrema relevância. A mídia deve informar seu público, sem lado ou sensacionalismo. Caso contrário, o debate, com sua importância e também por ser fonte de obtenção de conhecimento, será totalmente prejudicado por questões óbvias.

Vive-se, no Brasil, o aprendizado de aceitação, principalmente em relação às manifestações do pensamento. Parece-me que falta a muitas pessoas o necessário conhecimento de temas relevantes para a sociedade. Muitos, inclusive alguns negros, desconhecem os fatos em relação à verdadeira conceituação de racismo estrutural, assunto que é o tema central da maioria dos vídeos postados na Web. Não quero polemizar mais do que já está.

No caso da morte daquele homem no estabelecimento comercial Carrefour, houve uma super valorização da imprensa, o que serviu de palanque político. Por outro lado, também acredito que, certamente, se a mesma ação fosse contra um homem branco, a reação seria outra.

Por fim, concordo ainda que nós, negros, devemos valorizar e expor à sociedade todas as conquistas obtidas sem qualquer auxílio de outras etnias, mas sim por nossa própria capacidade, sem, contudo, deixar de cobrar o que nos é devido desde outrora. A verdade é que falta muito conhecimento da sociedade sobre o verdadeiro sentido do que se busca.

*Tenente do QOR da PMMG.
diogenespsilva2006@hotmail.com

Não à satanização da vida

Cesar Vanucci *

“Sim à esperança!”
(Joseph Biden, 46º Presidente
da República dos Estados Unidos da América)

Mas que eleição! Parece ter sido produzida por Hollywood, num momento de suprema inventividade. Galvanizando compreensivelmente as atenções universais, a eleição nos Estados Unidos proporcionou, em inesperados desdobramentos, arrebatadoras emoções de toda ordem. Não faltaram, nem mesmo, “suspenses” de tirar fôlego do mais imperturbável espectador. A realidade nua e crua desse marco histórico na política internacional atraiu todos os olhares para um enredo e protagonizações em condições de suplantarem, sem sombra de dúvida, as cenas mais criativas e empolgantes das clássicas superproduções fílmicas. Aquelas que têm o condão de deixar marcas duradouras na lembrança.

Mas o que de melhor e mais altamente positivo ocorreu e está sendo efusivamente celebrado no eletrizante acontecimento – que conferiu dimensão global a uma jornada cívica concentrada num só país – foi mesmo a mensagem de cunho definitivo deixada pelos eleitores nas urnas. Foi dito ali, alto e bom som, com todas as letras, pontos e vírgulas, um categórico e sonoro NÃO ao nefasto esquema de satanização da política e da vida.
O triunfo de Biden, político experiente, de índole democrática, aberto ao diálogo, conciliador, deu voz ao inconformismo da maioria consciente da coletividade, rechaçando os impulsos belicosos, as propostas negacionistas, de mórbido antagonismo à ciência e às conquistas humanísticas, de Donald Trump. O pleito teve, sim, caráter plebiscitário. Foram objeto de julgamento, avaliação e inapelável condenação as reações frisantes, diante da vida, do ainda ocupante da cadeira presidencial na Casa Branca. A arrogância do birrento Trump, seu despreparo intelectual, sua retórica monótona e inconsistente, sua visão distorcida das causas ambientais, seu solene desprezo aos direitos fundamentais, sua forma de tratar imigrantes, de lidar com as minorias, com as diversidades comportamentais, seu empedernido racismo – tudo isso pesou, pra valer, na decisão contrária à recondução. E não há como ignorar que do resultado do referendo brotou uma sensação de alívio enorme, tanto dentro quanto fora dos Estados Unidos. Haviam temores de que às agruras presentemente vividas pela sociedade, à conta de uma escolha errada, pudesse se juntar a penosa permanência, numa posição influente em termos mundiais, de um cidadão emocionalmente instável. E justamente numa quadra da existência humana e do processo civilizatório que exigem lideranças capazes e competentes, sintonizadas com o sentido da vida.

Dissipados, felizmente, tais receios, a opinião pública mundial coloca-se na espera de acenos convidativos e promissores por parte da dupla apontada para liderar a grande potência. É relevante consignar o fato de que a vice-presidente eleita, Kamala Harris, detentora de currículo fulgurante, primeira mulher a exercer a função, é negra, filha de pai jamaicano e mãe indiana, sendo casada com um judeu. Todas essas realçantes referências são de molde, sabido é, a desagradar fundamentalistas, “supremacistas brancos”, milicianos da KKK e de outras organizações que pregam ódio e preconceito. Mas, com inabalável certeza, servem para exaltar a transcendência deste momento de renovação política que engrandece a crônica americana e repercute, de forma imensamente simpática, em todos os cantos do planeta onde os democratas batalham em favor da igualdade social e da dignidade humana.

As primeiras palavras dos que chegam vêm ressoando de forma a gerar universalmente radiosa expectativa e ardente esperança. O tom do papo é outro. As propostas anunciadas expressam fé, confiança, solidariedade, paz, união, concórdia. Diferem da prosa boquirrota e vociferações do presidente que, mesmo contra a vontade, vai ter que passar a faixa ao sucessor. A tragicômica disposição de Trump em contestar a vontade popular, agredindo irracionalmente as instituições democráticas de seu país, não passa de show de bravatices a ser brevemente interrompido. A lei, a consciência cívica da nação e as opiniões de influentes vozes da própria facção republicana, compartilhadas pela opinião pública internacional, reconhecem sem tergiversações a legitimidade dos resultados. Trump vai ter que deixar o palco. Os protagonistas agora são outros. O enredo mudou.

Por derradeiro, uma menção ao sistema de votação dos EUA. Incompreensível demais da conta, o anacronismo do processo ainda vigente num país vanguardeiro em tecnologia de ponta. As narrativas dos pormenores do esquema deixaram a impressão estranha de que os expedientes de votação e apuração utilizados implicam numa mescla de eleição a bico de pena com eleição na base da “marmita de cédulas”. Coisas, cá pra nós, de maneira a deixar-nos ufanos, bastante recuadas na linha do tempo quando se tem em mira a avançada experiência eleitoral brasileira.

* Jornalista (cantonius1@yahoo.com.br)

A Nova Política cada vez mais se parece com a Velha

Ivan Santos*

O que o Governo do Capitão Bolso pratica hoje não é um programa de transferência de renda administrado pelo Governo para reduzir desigualdades sociais.

Com o avanço da Pandemia do Coronavírus no Brasil, o Governo preocupou-se com a situação financeira das pequenas e médias empresas e, para mantê-las vivas, decidiu dar algum poder de compra à massa desempregada e na informalidade. Em um país com uma crise de desemprego deixada pelo governo anterior e com a paralisação de muitas atividades produtivas por causa do isolamento social imposto pelas autoridades sanitárias para enfrentar a Pandemia, o Governo do Capitão decidiu criar um Auxílio Emergencial de R$ 600 por quatro meses e, agora de R$ 300 até dezembro. Este auxílio visou 12 milhões de desempregados e mais de 20 milhões que sobrevivem na informalidade. Com isto a dívida pública cresceu e está em, 80% do PIB ou mais de R$ 5,6 Trilhões. Esta dívida o povo vai pagar amanhã ou depois.
No Governo do presidente Fernando Henrique também houve uma transferência de dinheiro para os sem poder de compra.

Foi uma transferência emergencial de renda como agora.
Após a criação do Real, para conter a inflação, houve uma drástica política de austeridade orçamentaria. Muitos pobres ficaram sem emprego e sem renda. O Banco Mundial (BIRD), que apoiou o Plano Real, recomendou ao Governo que pagasse um auxílio emergencial aos sem renda para que eles tivessem alguma capacidade de consumir bens econômicos e assim girar a economia. FHC criou os programas Bolsa Escola e Vale Gás. O primeiro para que as famílias pobres pudessem manter os filhos na escola e o segundo, para comprar um botijão de gás por mês.

Quando assumiu a Presidência da República em 2003, o Programa Social do presidente Lula era “Fome Zero” (distribuição de alimentos para pobres). O Governo não conseguiu controlar a roubalheira de mercadorias no transporte e na distribuição de alimentos. Então Lula cancelou o “Fome Zero” e reuniu os programas Bolsa Escola e Vale Gás de FHC num só: o Bolsa Família. O programa, segundo o Banco Mundial, era temporário, mas Lula o transformou em ação política permanente. Dilma, Temer e Bolsonaro o mantiveram com o mesmo objetivo.

O Auxílio Emergencial atual, segundo o ministro da Economia, Paulo Guedes, vai acabar em dezembro, mas o Capitão Mito quer criar um novo programa para turbinar e mudar a cara do Bolsa Família. O Capitão Mito teme perder popularidade sem o Auxílio. O maior temor dele é perder votos em 2022 para se reeleger Presidente. A Nova Política, a cada dia mais se parece com a Velha.

*Jornalista

Prefeitura de Araguari constrói muro no Aeroporto local

Ascom/PMA

A prefeitura de Araguari, através da secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo iniciou as obras de construção do muro ao redor do aeroporto. Nessa fase acontece a fundação. Ao todo serão 2400m² de construção.

“A construção do muro faz parte das ações de revitalização do aeroporto. Ela trará mais segurança aos moradores próximos do local e a todos que circulam por lá. Estamos com o projeto de recapeamento e ampliação da pista elaborado e aprovado”, disse o secretário de Desenvolvimento, Domingos Brunetto.

“Nosso objetivo sempre foi aliar a segurança e o bem-estar da população ao desenvolvimento da cidade. Estamos satisfeitos em dar início a mais uma etapa da revitalização do aeroporto Santos Dumont”, destacou o prefeito, Marcos Coelho (PSB).

Zema se reúne com governador do Espírito Santo para conhecer Corredor Centro-Leste

Crédito das fotos: Gil Leonardi / Imprensa MG

Construção do Contorno Ferroviário da Serra do Tigre, em Minas, com parte dos recursos da renovação da concessão da Ferrovia Centro-Atlântica, visa aumentar competitividade logística e econômica
O governador Romeu Zema se reuniu, nesta segunda-feira (23/11), com o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, para conhecer o projeto de construção do Corredor Centro-Leste. Um dos objetivos é a melhoria da malha ferroviária que liga os portos da Região Metropolitana de Vitória aos estados de Goiás e Minas Gerais pela Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) e pela Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM).
O projeto consiste na execução da obra do Contorno Ferroviário da Serra do Tigre, em Minas, orçada em R$ 3,1 bilhões. A intervenção é uma antiga reivindicação para resolver um gargalo ferroviário histórico no estado. A obra faz parte do Plano Estratégico Minas Gerais e Espírito Santo, criado em fevereiro deste ano para promover o desenvolvimento econômico e industrial dos dois estados.
A proposta é que seja implantado um novo trecho ferroviário com extensão estimada de 450 quilômetros entre Patrocínio, no Alto Paranaíba, e Sete Lagoas, na região Central do estado. Os recursos seriam provenientes de parte da renovação da concessão ferroviária da FCA.
Vocação
Após a apresentação, Romeu Zema mostrou-se interessado pelo potencial econômico que a obra pode trazer aos três estados. “Além de resolver um entrave na nossa malha ferroviária, o Contorno Ferroviário da Serra do Tigre interligará regiões com fortes vocações para agronegócio, setor que está movimentado as exportações brasileiras”, afirmou.
Por ser íngreme e sinuoso, o atual traçado é prejudicial para a competitividade do transporte ferroviário, uma vez que os trens perdem desempenho ao transitar no local.
Capacidade
A obra possibilitaria aumento da velocidade média no trecho de 16 km/h para 60 km/h, além da ampliação da capacidade de transporte em cerca de 21 milhões de toneladas anuais e a redução da distância entre o Triângulo Mineiro e os portos do Espírito Santo em, aproximadamente, 120 quilômetros.
O governador Casagrande agradeceu a oportunidade de contar com o apoio do Governo de Minas para um projeto que promove a integração e aumenta a competitividade e a eficiência logística. “O Corredor Centro-Leste é uma excelente oportunidade para o Brasil, com pouco investimento e que viabiliza logística de transporte de grãos e produtos industriais com muita produtividade”, disse.