Quanto custa aos nossos bolsos manter os deputados federais?

Autor: Rafael Moia Filho – Escritor, Acadêmico da ABLetras, Blogger, Analista Político e Graduado em Gestão Pública.

Todos sabemos que manter os deputados federais em Brasília custa muito caro. São ao todo 513 deputados eleitos para mandatos de quatro anos. Essa afirmação verdadeira sempre aparece em discussões sobre salários, benefícios e privilégios da classe política brasileira. Mas, para entender quanto custa um deputado federal, é preciso olhar além da remuneração mensal.
O funcionamento desta engrenagem que consegue moer milhões de reais anualmente envolve salários de assessores, estrutura de gabinete, passagens aéreas, deslocamentos, comunicação institucional e recursos destinados à atividade parlamentar. Além disso, deputados também participam da distribuição de emendas parlamentares, que movimentam bilhões de reais do Orçamento da União.
Embora a maioria dos brasileiros não utilize, essas informações estão à disposição de todos para consulta pública. Nos últimos anos, a transparência sobre gastos parlamentares, emendas e execução orçamentária se tornou tema central de debates entre Congresso, Executivo, órgãos de controle e Supremo Tribunal Federal.
É vital entender quanto gastam os deputados e quanto eles custam aos cofres públicos, já que são bancados pelos recursos de nossos impostos. Cada deputado federal recebe atualmente um salário bruto de R$ 46.366,19 por mês, conforme informações da Câmara dos Deputados no ano de 2026.
Apesar de ser um salário aviltante se compararmos com os vencimentos dos professores, médicos, engenheiros e demais profissões esse custo não se limita apenas à remuneração de cada parlamentar. Além do salário, cada gabinete dispõe de recursos destinados à contratação de assessores parlamentares. A Câmara disponibiliza uma verba mensal de R$ 227.000,00 para custear a equipe de apoio ao mandato. Com esse valor, os deputados podem contratar entre 5 e 25 secretários parlamentares, responsáveis por atividades legislativas, atendimento à população, comunicação e acompanhamento de projetos.
A justificativa dada pelos políticos é que essa estrutura existe porque a atuação parlamentar vai além das sessões realizadas em Brasília. Deputados participam de comissões, acompanham políticas públicas, recebem demandas de municípios e realizam atividades em seus estados de origem. Isso é obviamente muito discutível e carece de informações que as comprovem.
Então, já sabemos que cada deputado federal recebe R$ 46.000,00 + R$ 227 mil de verba de gabinete, somados, fazem com que o valor mensal destinado à remuneração de um deputado chegue a obscena casa dos R$ 273 mil. Em um ano, esse valor supera R$ 3,2 milhões. Como a Câmara possui 513 deputados representantes dos nossos Estados esse gasto anual salta para R$ 1.680.000.000 (Um bilhão, seiscentos e oitenta milhões de reais). Como o mandato dura quatro anos o custo aproximado seria de R$ 6.723.000,00 (Seis bilhões e setecentos e vinte e três milhões aproximadamente.
Esse cálculo, porém, não inclui outras despesas vinculadas ao exercício do mandato, como recursos da cota parlamentar, passagens aéreas, auxílio-moradia em situações previstas pelas regras da Câmara e demais estruturas administrativas disponibilizadas pela instituição.
O que são as cotas parlamentares?
Outro componente importante dos gastos parlamentares é a Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (CEAP), conhecida como cota parlamentar ou, até mesmo, “cotão”.
Esse recurso é destinado a despesas relacionadas ao exercício do mandato, incluindo:
• passagens aéreas
• aluguel de escritórios de apoio
• hospedagem
• combustível
• serviços postais
• divulgação da atividade parlamentar
• contratação de consultorias
• despesas de transporte
O valor da cota varia de acordo com o estado representado pelo deputado, considerando fatores como distância de Brasília e custos logísticos. A utilização desses recursos precisa ser comprovada por meio de notas fiscais e documentos apresentados à Câmara dos Deputados. Nem sempre isso é garantia de probidade, tem parlamentar que apresentas NFs de combustíveis em dois estados ao mesmo tempo.
O deputado pode gastar o dinheiro como quiser?
Não. As despesas precisam estar relacionadas ao exercício do mandato e obedecer às regras estabelecidas pela Câmara dos Deputados. Os gastos devem ser comprovados por documentação fiscal e ficam sujeitos à análise administrativa.
No entanto, existem questionamentos sobre reembolsos de passagens, locação de veículos e despesas vinculadas ao exercício dos mandatos. Essas suspeitas já motivaram operações da Polícia Federal investigando supostos desvios envolvendo recursos da atividade parlamentar, além de pedidos de apuração encaminhados ao Tribunal de Contas da União (TCU) e ao Senado.
Essas informações deveriam servir de alerta aos eleitores que votam e elegem ou reelegem políticos que ao longo de quatro anos não cumprem suas promessas, não trabalham pela sociedade, fingem lutar por pautas que dizem ser relacionadas a família, enquanto na verdade estão enriquecendo suas próprias famílias as nossas custas.

Muita hipocrisia

Paulo Henrique Coimbra de Oliveira – Economista –

O governo tenta sabotar a aposentadoria dos agentes de saúde falando do impacto negativo que vai de ser de 30 bilhões de reais ao longo de vários anos. É a chamada pauta bomba.Não defendo privilégio de nenhuma classe. Afinal a constituição diz que todos são iguais perante a lei. Mas ninguém fala nada do impacto causado pelos penduricalhos aos poderes judiciário, MP e órgãos assemelhados da elite do funcionalismo que custam mais de 30 bilhões POR ANO.É muita hipocrisia , cara de pau. e incompetência junto. Brasil é um país sem passado , sem presente e sem futuro. Esses dados financeiros são amplamente divulgados pelas mídias e pelo próprio governo.

Zombaria…

Tania Tavares= Professora

O governo Lula colabora com a zombaria dos Correios, pois além de já ter ajudado os desgovernos dos Correios quer que outras estatais entrem nesta fria como o Banco do Brasil. Qualquer governante sério e comprometido com as contas públicas já teria privatizado os Correio$. Se o governo PT ainda não fez isto é porque algum lucro tem!

A FORÇA DO AMOR

Gustavo Hoffay – Agente Social

Nasci na fé católica e fui batizado no Santuário Nossa Senhora da Boa Viagem, primeira catedral da arquidiocese da capital mineira, minha terra natal. Por uma série de circunstâncias perdi a fé e o contato com Deus logo início da minha fase adulta, quando comecei a dedicar a maior parte do meu tempo à responsabilidade dos afazeres que assumi, em razão de um cargo de alta confiança a mim delegado pelo governo de Minas, enquanto funcionário de uma grande empresa de economia mista e graças a interferência direta de um senador biônico. Sem moral centrada em Deus e impulsionado por firme dedicação a muito do que as minhas funções laborais exigiam, inclusive representar o estado e mais especificamente a secretaria da Agricultura em alguns eventos oficiais em algumas cidades interioranas, cumpri com desvelo o que me cabia. Almoços, jantares, recepções e reuniões diversas lá estava eu, com os meus vinte e poucos anos, engalanado pelas incumbências a mim delegadas pelo Estado. Corriam os anos setenta. Então recém-casado acumulei as funções de professor de Segundo Grau Técnico em uma escola particular, quando então comecei a colocar-me a serviço do pior e mais completo dos males: o ataque à própria vida; sim, por meio de uma existência entregue à luxúria e aos prazeres imediatos originados das bebidas alcoólicas. Sem descer a detalhes que julgo não serem necessários reportar, falhei como marido e pai de duas crianças e ainda na honrosa qualidade de representante do governo estadual em minha área de atuação na secretaria de Estado da Agricultura. Foram duas décadas suportando um peso moral intolerável, inimaginável, psicologicamente esgotado. Passados poucos anos a mão de Deus ajudou-me e um sacerdote franciscano, em Uberlândia(MG), impulsionou-me a sair do nada. Um dia, quando em tratamento da minha saúde física e mental em uma comunidade terapêutica, aquele religioso perscrutou-me e em seguida fez um convite para que o procurasse assim que eu concluísse aquele meu tratamento, ao qual estava submetendo-me de maneira voluntária. Eu aceitei! Ele era Santo Puglisi , atendia pelo nome religioso “Frei Antonino de Bronte” e já contava quase oitenta anos de idade. A partir daquele breve encontro nasceu entre nós uma profunda e respeitosa amizade e mesmo que mal interpretada e mal avaliada por alguns dos seus confrades; nossa proximidade era admirada e mesmo invejada por muitos. A nossa relação de amizade, sadia e diariamente cultivada ao longo de toda uma década….até o seu falecimento, aos oitenta e oito anos de idade, foi-me algo fantástico, extraordinário. Nossas conversas diárias serviram-me, também, para que eu pudesse basear mais firmemente as minhas convicções a favor da vida e, em pouco tempo, na fundação que ele criou e levava o nome da sua mãe, sra. Giuseppina Saitta, fui convidado a exercer as funções de Coordenador e poucos anos depois aceitei assumir um cargo na sua diretoria. Ali, nos anos 90 e inicio dos anos 2.000, tive a grata oportunidade de poder atender a centenas de pessoas necessitadas de orientações a respeito da doença dependência química e enquanto, também, encaminhava-as a cuidados específicos junto a profissionais da saúde física e mental, fundamentado em conhecimentos práticos e também teóricos, esses últimos adquiridos por meio de três cursos universitários e em diferentes estados, além de conhecimentos técnicos que obtive por meio de quatro viagens a clinicas de reabilitação de dependentes químicos nos Estados Unidos. Hoje, passadas todas essas fantásticas experiências e analisando friamente muito daquilo que amarguei, suportei e venci, percebo o quanto a mão de Deus trabalhou de maneira silenciosa a meu favor para que eu pudesse alcançar as funções de diretor do Conselho Municipal Antidrogas de Uberlândia, presidente do Conselho Deliberativo da Fundação Frei Antonino Puglisi, ter editado por dez anos consecutivos o único jornal (Palavra-Vida) que tratava da prevenção ao uso de drogas nesse mesmo município e ter sido convidado para promover mais de uma centena de palestras em escolas e empresas diversas no Triangulo Mineiro. Com o auxílio da minha esposa Eliane, a trinta anos saí da condição em que encontrava-me, apostei na minha capacidade de dar a vota por cima e recomecei a minha vida, mesmo desacreditado por muitos. Apostei na certeza de que eu podia e merecia ser feliz ao lado dela. Permitam-me concluir esse breve testemunho, dizendo-lhes que o amor é o poder mais duradouro deste mundo; essa força criadora e tão formosamente exemplificada na vida de Jesus Cristo é, sim, o instrumento do qual dispomos para buscar e fazer acontecer a paz e a justiça. Uma força que serviu para reestruturar a minha família, ser pai de uma moça cujo coração é maior que ela própria, rever meus filhos do primeiro casamento e obter a graça de ser avô de duas lindas norte-americanas. Creiam: o amor tudo pode!

Eleição/2026

Tania Tavares – Professora – SP

Dúvida atroz: e se nas pesquisas para Presidente da República as pessoas estiverem blefando esperando uma terceira via? E se o voto nulo for o ganhador, leva?

A guerra continua…

Marília Alves Cunha – Educadora e escritora

A guerra não esmoreceu entre Rússia e Ucrânia. Pessoas continuam morrendo, famílias se separam, cidades são destruídas, bombas explodem em clarão no céu. Choros escorrem, lamentos se levantam e morrem sem ecos, animais assustados são sacrificados ou morrem de fome…

Nós, de longe, quase não ouvimos mais falar dela, da guerra. Notícias poucas, a mídia tem outras manchetes, guerra velha e feia não tem mais lugar nos centro das atenções. Ficou natural, banalizou-se, acabou-se a novidade, mesmo que a morte e a violência, o desamparo e o medo continuem seu trabalho. É assim hoje, tudo rápido como o raio que corta o céu ou como a exígua vida de um girassol. Como a nossa ânsia besta por um acúmulo de informações que levam a nada…

Deixo aqui, completando o texto, tristes palavras de Mahmoud Darwish, poeta e escritor palestino já falecido.

“A guerra terminará e o líderes apertarão as mãos. Ficará aquela velha á espera do filho mártir, aquela mulher á espera do marido e aquelas crianças á espera do pai herói.
Não sei quem vendeu o país, mas vi quem pagou o preço.”