Caras de pau!

Tania Tavares*

Ver o ministro da Saúde Pazuello,dar entrevista pousando de responsável por termos a vacina CORONAVAC é de um descaramento e cara de pau igual a do seu chefe(inho) que sempre desdenhou a vacina.Parabéns ao Butantan, ao governador de São Paulo e a todos que se voluntariaram para que hoje pudéssemos vacinar a 1ª brasileira. Viva 17/01/2021!

*Professora

AS MÚMIAS DE UBERABINHA

Antônio Pereira da Silva*

Já tivemos mentirosos históricos, inesquecíveis. Não eram pessoas más. Gostavam de se divertir e de divertir os amigos. Foram substituídos lentamente pelo rádio, pelo cinema e pela televisão. Pra que mentirosos hoje? É só ligar o computador.
Nas primeiras décadas do século passado, a mentira grassava. Além das notícias falsas, que os jornais publicavam “A Pedidos”, geralmente fofocas políticas, havia publicações que eram totalmente espúrias. Jornais que não existiam, mas que circulavam pelas madrugadas com todo o aparato de publicação séria. Só com besteiras e boatos.
Nos começos do século XIX circulou mentira do tamanho da que vamos contar com consequências mais graves. Uma expedição de bandeirantes circulou por anos nos sertões da Bahia e acabou topando com uma cidade abandonada, com praças, ruas, monumentos, estátuas, palacetes. O relato desses bandeirantes foi publicado na revisa do Instituto Histórico Brasileiro e estimulou muitos aventureiros a se meterem pelas matas baianas. Só que ninguém achou coisa alguma.
A professora Maria Antonieta Borges Lopes, da Academia de Letras do Triângulo Mineiro, no dia 12 de janeiro de 2019, repassou-me mensagem, emitida por André Borges Lopes, falando da publicação de uma carta pelo jornal “O Estado de São Paulo”, enviada pelo uberabense Marçal Ferri, em 9 de dezembro de 1916, sobre fato curioso ocorrido em Uberabinha. No dia 14, o “Lavoura e Comércio”, de Uberaba, republicou a notícia.
A carta dizia que seu autor tinha recebido correspondência do conhecido uberabinhense, fazendeiro e vereador, José Camin, que lhe relatava uma estranha descoberta. Transcrevo trecho da mesma:
“O raizeiro José Gomes da Fonseca, apelidado Zé Creca, buscava raízes nas terras de uma fazenda a seis léguas do centro da cidade, quando topou com uma gruta escondida, cuja entrada estava obstruída por espinheiros e infestada de marimbondos. Com ajuda do seu irmão, espantou os insetos, abriram a entrada e, munidos de tochas, adentraram num túnel com cem braças de extensão. No final, encontraram uma habitação abandonada com 14 cômodos. Havia mobília variada, feita em aroeira e pintada com gosto, além de pratos de barro claro trazendo pinturas esquisitas. Pelo estilo, os objetos demonstravam ser de período pré-histórico, talvez até do período antediluviano. ”
“O relato não parava aí: das paredes pendiam, imitadas em massa duríssima, cabeças humanas e felinas ricamente enfeitadas com ornamentações em ouro. Por fim, a cereja do bolo: descobriram 17 cadáveres mumificados muito bem conservados (…) que, pelo que se pode concluir de sua extraordinária estatura, pertencem a um tipo de índios até hoje desconhecido.”
Pressionado, o “Estadão” mandou repórteres a Uberabinha para conferir a bizarra notícia. Ninguém da região conhecia a tal gruta. Dias depois, não encontrando nada, o Estadão desmentiu a nota. Seus repórteres descobriram que não existia o autor da notícia, Marçal Ferri, que José Camin não tinha escrito carta nenhuma sobre esse assunto a quem quer que seja e que o José Gomes, raizeiro, não era Fonseca nem tinha o apelido de Zé Creca nem tinha encontrado coisa alguma exótica.
Procurei no “Lavoura e Comércio” o desmentido, mas não encontrei. Pura mentira que o “Estadão” engoliu. Os tempos avançaram, as mentiras mudaram. Hoje só espalham terror e preconceito, ódio e diferenças.
Bons tempos de boas mentiras…
…que acabaram.

*Jornalista e escritor – Uberlândia – MG – apis.silva@terra.com.br

Responsáveis?!

Tania Tavares*

1) Ah, se o povo aprendesse a exigir dos seus govenantes as suas prioridades Manaus não teria feito o estádio Arena da Amazônia para copa de 2014, em detrimento de uma melhora da Saúde. O estádio custou R$ 669,5 milhões em que muitos lucraram e poucos aproveitaram, continua dando prejuízos mensais de manutenção de R$ 1 milhão por mês.Que tal cobrar dos exs governador(Omar Aziz) e presidentes (Dilma/Lula) que proporcionaram estes disparates em vez de priorizar as pessoas?
Aprendam a votar!

2) Pois é, vamos priorizar e exigir dos governantes, escolher Saúde e Educação (pão) em vez de Estádios super faturados (circo).Manaus que o diga!

*Professora

EXPRESSÕES CURIOSAS

José C. Martelli*

Há inúmeras expressões em nossa língua que, vez ou outra, gostaríamos de conhecer o significado. No sentido de ajudar nossos caros leitores, aqui vão algumas delas e os respectivos significados:
Jurar de pés juntos – “Mãe, eu juro de pés juntos que não fui eu”. A expressão surgiu através das torturas executadas pela Santa Inquisição, nas quais o acusado de heresias tinha as mãos e os pés amarrados (juntos) e era torturado pra dizer nada além da verdade. Até hoje o termo é usado pra expressar a veracidade de algo que uma pessoa diz.
Motorista barbeiro – “Nossa, que cara mais barbeiro!” No século XIX, os barbeiros faziam não somente os serviços de corte de cabelo e barba, mas também tiravam dentes, cortavam calos etc…, e por não serem profissionais, seus serviços mal feitos geravam marcas. A partir daí, desde o século XV, todo serviço mal feito era atribuído ao barbeiro, pela expressão “coisa de barbeiro”. Esse termo veio de Portugal. Contudo a associação de “motorista barbeiro”, ou seja, um mau motorista, é tipicamente brasileira.
Tirar o cavalo da chuva – “Pode tirar seu cavalinho da chuva porque não vou deixar você sair hoje!”. No século XIX, quando uma visita iria ser breve, ela deixava o cavalo ao relento em frente à casa do anfitrião e se fosse demorar, colocava o cavalo nos fundos da casa, em um lugar protegido da chuva e do sol. Contudo, o convidado só poderia pôr o animal protegido da chuva se o anfitrião percebesse que a visita estava boa e dissesse: “pode tirar o cavalo da chuva”. Depois disso, a expressão passou a significar a desistência de alguma coisa.
À beça – O mesmo que abundantemente, com fartura, de maneira copiosa. A origem do dito é atribuída às qualidades de argumentador do jurista alagoano Gumercindo Bessa, advogado dos acreanos que não queriam que o Território do Acre fosse incorporado ao Estado do Amazonas.
Dar com os burros n’água – A expressão surgiu no período do Brasil colonial, onde tropeiros que escoavam a produção de ouro, cacau e café, precisavam ir da região Sul á Sudeste sobre burros e mulas. O fato era que muitas vezes esse burros, devido á falta de estradas adequadas, passavam por caminhos muitos difíceis e regiões alagadas onde os burros morriam afogados. Daí em diante o termo passou a ser usado pra referir a alguém que faz um grande esforço pra conseguir algum feito e não consegue ter sucesso naquilo.
Guardar a sete chaves – No século XIII, os reis de Portugal adotavam um sistema de arquivamento importantes das cortes através de um baú que possuía quatro fechaduras, sendo que cada chave era distribuída a um alto funcionário do reino. Portanto eram apenas quatro chaves. O número sete passou a ser utilizado devido ao valor mítico atribuído a ele, desde a época das religiões primitivas. A partir daí começou-se a utilizar o termo “guardar a sete chaves” pra designar algo muito bem guardado..
Ok – A expressão inglese “OK” (okay), que é mundialmente conhecida pra significar algo que está tudo bem, teve sua origem na Guerra da SECESSÂO, NO EUA. Durante a guerra, quando os soldados voltavam para as bases sem nenhuma morte entre a tropa, escreviam numa placa “0 killed” (nenhum morto), expressando sua grande satisfação. Daí surgiu o termo “OK”.
Onde judas perdeu as botas – Existe uma história, não comprovada, de que após trair Jesus, Judas enforcou-se em uma árvore sem nada nos pés, já que havia posto o dinheiro que ganhou, por entregar Jesus dentro de suas botas. Quando os soldados viram que Judas estava sem as botas, saíram em busca delas e do dinheiro da traição. Numa ninguém ficou sabendo se acharam as botas de Judas. A partir daí surgiu a expressão, usada pra designar um lugar distante, desconhecido e inacessível.
Pensando na morte da bezerra – A história mais aceitável para explicar a origem do termo é proveniente das tradições hebraicas, onde os bezerros eram sacrificados para Deus como forma de redenção de seus pecados. Um filho do rei Absalão tinha grande apego a uma bezerra que foi sacrificada. Assim, após o animal morrer, ele ficou lamentando e pensando na morte da bezerra. Após alguns meses o garoto morreu.
Para inglês ver – A expressão surgiu por volta de 1830, quando a Inglaterra exigiu que o Brasil aprovasse leis que impedissem o tráfico de escravos. No entanto, todos sabiam que essas leis não seriam cumpridas, assim essas leis eram criadas apenas “pra inglês ver”. Daí surgiu o termo.
Rasgar seda – A expressão, que é utilizada quando alguém elogia grandemente outra pessoa, surdiu através da peça de teatro do teatrólogo Luís Carlos Martins Penha. Na peça, um vendedor de tecido usa o pretexto de sua profissão pra cortejar uma moça e começa a elogiar exageradamente sua beleza, até que a moça percebe a intenção do rapaz e diz: “Não rasgue a seda, que se esfiapa”.
O pior cego é o que não quer ver – Em 1647 em Nimes na França na universidade local o doutor Paul D’Argent fez o primeiro transplante de córnea em um aldeão de nome Angel. Foi um sucesso da medicina da época, menos pra Angel, que assim que passou a enxergar ficou horrorizado com o mundo que via. Disse que o mundo que ele imaginava era muito melhor. Pediu ao cirurgião que arrancasse seus olhos. O caso foi acabar no tribunal de Paris e no Vaticano. Angel ganhou a causa e entrou pra história como o cego que não quis ver.
Andar à toa – Toa é a corda que uma embarcação reboca a outra. Um navio que está à toa é o que não tem leme nem rumo, indo pra onde o navio que o reboca determinar.
Quem não tem cão, caça com gato – Na verdade, a expressão, com passar dos anos, se alterou. Inicialmente se dizia quem não tem cão caça como gato, ou seja, se esgueirando, astutamente, traiçoeiramente, como fazem os gatos.
Da pá virada – A origem do ditado é em relação ao instrumento, a pá. Quando a pá está virada para baixo, voltada pro solo, está inútil, abandonada de correntemente pelo homem vagabundo, irresponsável, parasita.
Nhenhenhém – Nheë, em tupi, quer dizer falar. Quando os portugueses chegaram ao Brasil, os indígenas não entendiam aquela falação estranha e diziam que os portugueses ficavam a dizer “nhen-nhen-nhen”.
Vai tomar banho – Em “Casa Grande & Senzala”, Gilberto Freyre analisa os hábitos de higiene dos índios versus os do colonizador português. Depois das Cruzadas, como corolário dos contatos comerciai, o europeu se contagiou de sífilis e de outras doenças transmissíveis e desenvolveu medo ao banho e horror á nudez, o que muito agradou á Igreja. Ora, o índio não conhecia a sífilis e se lavava da cabeça aos pés nos banhos de rio, além de usar folhas de árvore pra limpar os bebês e lavar no rio as redes nas quais dormiam. O cheiro exalado pelo corpo do português, abafado em roupas que não eram trocadas com frequência e raramente lavadas, aliado à falta de banho, causava repugnância aos índios. Então os índios, quando estavam fartos de receber ordens dos portugueses, mandavam que fossem “tomar banho”.
Eles que são brancos que se entendam – Esta foi das primeiras punições impostas aos racistas, ainda no século XVIII. Um mulato, capitão de regimento, teve uma discussão com um de seus comandados e queixou-se a seu superior, um oficial português. O capitão reivindicava a punição do soldado que o desrespeitara. Como resposta, ouviu do português a seguinte frase: “Vocês, que são pardos, que se entendam”. O oficial ficou indignado e recorreu à instância superior, na pessoa de dom Luís Vasconcelos (1742-1807), 12º vice-rei do Brasil. Ao tomar conhecimento dos fatos, dom Luís mandou prender o oficial português, que estranhou a atitude do vice-rei. Mas, dom Luís se explicou: “Nós somos brancos, cá nos entendemos”.
A dar com o pau – O substantivo “pau” figura em várias expressões brasileiras. Esta expressão teve origem nos navios negreiros. Os negros capturados preferiam morrer durante a travessia e, pra isso, deixavam de comer. Então, criou-se o “pau de comer” que era atravessado na boca dos escravos e os marinheiros jogavam sopa e angu pro estômago dos infelizes, a dar como o pau. O povo incorporou a expressão.
Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura – Um de seus primeiros registros literários foi feito pelo escritor latino Ovídio (43 a.C. – 18 d.C.), autor de célebres livros como “A arte de amar” e “Metamorfoses”, que foi exilado sem que soubesse o motivo. Escreveu o poeta: “A água mole cava a pedra dura”. É tradição das culturas dos países em que a escrita não é muito difundida formar rimas nesse tipo de frase pra que sua memorização seja facilitada. Foi o que fizeram com o provérbio, portugueses e brasileiros.
Sem eira nem beira – detalhe na inserção do telhado que antigamente era relacionado a classe social.
Feito nas coxas – Telha que era feita nas coxas dos escravos. Por isso ficava cada uma de um tamanho e ao serem utilizadas não se encaixavam direito. Termo utilizado hoje para coisas mal feitas, mal acabadas.
Conversa fiada – Conversa que acontecia entre as pessoas enquanto fiavam a lã.
Puxar uma palha – Antigamente o colchão era feito de palha de milho. Era preciso puxar as palhas para afofar o colchão para se deitar.
Fazer quitanda – Aos sábados era dia de fazer pães, bolos.
Engenho – Quem fazia o engenho era engenhoso, daí a palavra engenheiro.

*Advogado agrarista e professor

Cruz credo

Iria de Sa Dodde*

Ninguém precisa torcer para o Bolsonaro se dar mal. Ele mesmo se encarrega disto. Foi um péssimo militar. Ia ser expulso por insubordinação. Protegido pela sorte e pelas ridículas leis militares foi reformado. Deputado por 7 legislaturas nunca fez nada a não ser perseguir LGBT e pedir aumento para os militares. Eleito para realizar , só conseguiu acabar com o PT. Prometeu mundos e fundos e não cumpriu. Tumultuou a pandemia, só fala besteiras perturbando o ambiente político interno e degradando a imagem do Brasil no exterior. Torço para chegar 2022. Cruz credo

*Professora