Servidor estadual terá folga adicional por trabalho nas eleições

Gov. MG

Medida é parte das ações de cooperação do Governo de Minas junto ao TRE-MG para realização do processo eleitoral deste ano

O Governo de Minas Gerais publicou, na edição de sábado (26/9) do Diário Oficial do Estado, decreto do governador Romeu Zema que autoriza um dia adicional de dispensa do trabalho para o servidor público estadual que atuar como mesário ou presidente de seção nas eleições municipais deste ano, além dos dois dias já garantidos pela Justiça Eleitoral.
O decreto prevê, também, que, se as eleições ocorrerem em dois turnos, o servidor terá direito a um segundo dia adicional de folga. A dispensa ocorrerá sem descontos nos vencimentos e quaisquer outras vantagens a que a pessoa tiver direito.
Vale lembrar que, para garantir o benefício, os servidores deverão apresentar à unidade de Recursos Humanos de seu órgão, autarquia ou fundação a declaração da Justiça Federal que comprove o trabalho realizado como mesário ou presidente de seção na data das eleições.

Cooperação técnica

A ação é parte do acordo de cooperação técnica assinado pelo governador Romeu Zema junto ao Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG). O termo prevê diversas medidas de apoio do governo estadual para que o processo eleitoral ocorra com segurança em Minas Gerais, sobretudo no cenário atípico de pandemia.
O Governo do Estado também vai atuar ativamente na captação de mesários voluntários, apoio logístico e de segurança, entre outras iniciativas.

Ministro Ricardo Salles passou a boiada e nós entramos no abatedouro

Daniel Marques*

Absolutamente retrógrada e destrutiva decisão do Conama desprotegendo
restingas, manguezais e permitindo queima de lixo tóxico em fornos
industriais. Restingas e manguezais são berçários naturais de 80% das
espécies de importância econômica, atenuam a erosão, protegem o
litoral, servem de filtro biológico, retenção de sedimentos e combatem
o aquecimento global. Por outro lado derrubou uma regra do ano de 1999
que proibia queima de lixo tóxico em fornos usados para a produção de
cimento, contrariando a recomendação da Organização Mundial da Saúde
(OMS) que estabelece que seja feito em ambiente controlado para evitar
danos á saúde da população. Desnecessário ser especialista para saber
que a região dos fornos que queimam lixo tóxico serão contaminadas,
inclusive gerando prejuízo às empresas e seus funcionários. É
incompreensível que a sociedade brasileira e suas instituições
permaneçam alheios a destruição de nossas maiores e mais valiosas
riquezas, apenas para permitir que o ministro do Meio Ambiente,
Ricardo Salles, passe a boiada. Em última análise, somos nós a boiada
que caminhamos para o abatedouro, liderados por presidente Bolsonaro e
sua sanha destrutiva que nenhuma vantagem traz ao Brasil.

*Historiador

Vans tentativas

Paulo Henrique Coimbra de Oliveira*

Guedes esqueceu tudo que aprendeu sobre economia. Se nivela a Bolsonaro, que nada entende, e para espanto de todos está “aprendendo” com ele. Triste fim de carreira. Está dando razão a Lula. Estudar para que ? Este joguinho de tentativas e desistências está minando a pouca credibilidade que o Brasil tem a nível internacional.

*Economista

Pátria em miniatura

Marília Alves Cunha*

Cheguei àquele ponto da vida em que, pelo menos teoricamente, nada é obrigatório. Nada de trabalhar pesado, nada de ser bonzinho aos olhos de todo mundo, nada de ficar fazendo tudo que não se quer. A história já vivida credenciando ao afastamento de múltiplas obrigações e ao aconchego maior com a própria alma.
Mas de algumas coisas não abro mão, dentre elas o direito de votar. No dia 15 de novembro, domingo de luz e consciência (Deus queira) tenho um encontro marcado com as urnas. Opinião minha: votar não é um dever, votar é um direito da qual não podemos abrir mão, sob pena de abrirmos mão de escolher caminhos que afetarão e muito, a vida de cada um.
No momento em que votarmos em Prefeito e Vereadores, estaremos nos manifestando a respeito dos rumos que desejamos para nosso município. O lugar em que vivemos, a nossa cidade é de crucial importância para todos. Aqui criamos família, trabalhamos, nos divertimos, amamos, vivemos o nosso dia a dia com todas as belezas e as dificuldades que a vida apresenta. Aqui deixamos nossas impressões digitais como cidadãos, no cumprimento dos deveres e na fruição de direitos. No município torna-se muito maior a visão da atuação dos governantes e parlamentares e mais fácil se torna a cobrança intransigente de melhorias prometidas e fiscalização constante das políticas adotadas, que afetam o cotidiano de cada eleitor.
Almejamos muitas coisas importantes para nossas cidades: segurança, saúde pública que atenda as necessidades de todos, educação de qualidade, trânsito tranqüilo e ordeiro, ruas limpas e arborizadas, meio ambiente bem cuidado com políticas sérias de sustentabilidade, transporte público decente e moderno, que nos permita deixar carros na garagem e de lambuja prestar um serviço ao meio ambiente. Queremos dignidade para todas as pessoas, com trabalho, habitação e tudo que for necessário à qualidade de vida dos cidadãos. Desejamos com todas as forças que idosos, crianças, deficientes, recebam um tratamento condigno e que lhes oportunizem uma vida melhor. E que os animais não sejam esquecidos, pois também fazem parte da vida da comunidade e merecem respeito.
Queremos mais, muito mais, mas esperamos pelo menos que nossos governantes, nossos vereadores, tenham a competência e o bom senso para estabelecer prioridades, trazendo a primeiro plano o que é fundamental para o município.
Políticos que nada constroem de positivo, que oscilam entre a crítica infundada e a demagogia, fazem da política um meio de vida e defendem mais seus próprios interesses do que os da coletividade, certamente não constarão da minha agenda no domingo de luz e consciência (Deus queira) no qual escolheremos nossos governantes municipais.
Um jornalista carioca escreveu certa vez, com muita propriedade: ”O município é a Pátria em miniatura, é a escola primária da liberdade”. E nesta imagem reduzida da pátria devemos focar nossos pensamentos, para que nada ou ninguém nos impeça na construção de nosso futuro. Futuro que pode estar em nossas mãos, como seres políticos e instituídos de liberdade. Futuro que deve obedecer não a interesse de alguns, mas a interesse de todos que aqui vivem e labutam em busca de uma vida melhor. Para o bem de Uberlândia, esta cidade que cresce a olhos vistos e propicia a todos tantas oportunidades, escolham bem seus candidatos. A cidade merece!

*Educadora e escritora – mariliacunha16@hotmail.com

Prefeitura adota novo modelo de consulta médica com especialistas

Secom/PMU

Médicos foram direcionados para as unidades básicas de saúde; com o novo modelo, já foi possível retomar 52% dos atendimentos

O termo distanciamento social passou a ser uma regra na vida de todos e trouxe uma nova realidade. Com o “novo normal”, vários hábitos foram transformados ou substituídos para que a pessoas fiquem protegidas. Pensando nisso, a Prefeitura de Uberlândia tem remodelado vários serviços como, por exemplo, o das consultas médicas com especialistas. A iniciativa já contribuiu para uma retomada de 52% dos atendimentos realizados antes da pandemia.

Anteriormente, as consultas médicas nas várias especialidades, como cardiologia, neurologia, nefrologia, endocrinologia, ortopedia, reumatologia, geriatria, dentre outros, aconteciam nos ambulatórios das Unidades de Atendimento Integrado (UAI). Com o início da pandemia, os atendimentos foram suspensos.

A retomada dos atendimentos foi possível após a Prefeitura de Uberlândia adotar um novo modelo em que a grande maioria destes profissionais foram remanejados para as unidades de saúde da Atenção Primária espalhados por todo território da cidade. Com isso, as consultas em cardiologista, por exemplo, já representam 45% em comparação com antigamente. O mesmo acontece com ortopedia (62,2%), endocrinologia (66,7%) e urologia (54,2%).

Outro benefício desta mudança é a possibilidade de integração entre os profissionais da atenção básica com a especializada, já que o atendimento passa a acontecer em conjunto, garantindo uma maior integração entre os profissionais e o paciente, conforme explicou a coordenadora da Atenção Primária, Karina Kelly de Oliveira. “Nesse modelo que adotamos conseguimos garantir que a população continue sendo atendida e de forma segura. Além disso, estando na unidade básica, o clínico geral participa das consultas e acompanha de perto o que está sendo repassado ao paciente”.

A coordenadora ainda ressaltou que, mesmo neste formato de atendimento na unidade básica, a Central de Regulação Médica continua sendo responsável pelos agendamentos das consultas especializadas. Ou seja, para ter acesso às consultas especializadas, o paciente precisa passar pelo clínico geral da sua unidade de referência que, identificando a necessidade de uma consulta com especialista, fará o encaminhamento para a Central efetivar o agendamento.