COISAS DA FARINHA PODRE

Antônio Pereira*

O padre Antônio José da Silva, mais conhecido na História como Vigário Silva, nasceu em Ouro Preto, não se sabe quando. Morreu no Rio de Janeiro em 1858.
Foi para Uberaba como Vigário Encomendado em 1815. Em 1825 foi nomeado Vigário Colado da Matriz e aí permaneceu até 1855. Entre 1837 e 1843 foi Agente Executivo (Prefeito) de Uberaba e deixou uma obra valiosa.
Entre 1824 e 1826 escreveu a “História Topográfica da Freguesia do Uberaba – vulgo Farinha Podre” – que só foi publicada em 1895, muitos anos depois de sua morte. É um dos documentos mais antigos sobre a história do Triângulo Mineiro. Aí, ele conta as aventuras do sargento-mor Antônio Eustáquio da Silva, um furador do sertão, nomeado em 1809, Comandante Regente dos Sertões da Farinha Podre.
Sua obra faz uma síntese da história de Uberaba até 1820, mais ou menos. Fala dos animais existentes, das florestas e das árvores, dos rios, das povoações e dos portos.
O sargento-mor Antônio Eustáquio da Silva promoveu duas incursões pelos sertões, rumo ao pontal do Triângulo, pontilhadas de perigos pelos animais, pelas doenças, pelas dificuldades em atravessar rios e pântanos, pelos indígenas ainda moradores na zona.
O Vigário Silva conta-nos episódios estarrecedores vividos nessas viagens. Antônio Rodrigues da Costa topou subitamente com uma onça que avançou sobre o cavalo em que estava montado e agarrou o animal com suas unhas e dentes. Não pode usar a espingarda porque no ataque a onça arrancou-lhe o gatilho. Costa, com destreza, defendeu-se com a espada dando algumas estocadas na bicha que fugiu acoitando-se num capão acuada pelos cachorros. Daí a pouco mataram-na a tiros. O fato ensejou o nome de Capão da Onça para o lugar onde foi morta.
Em 1812, Eustáquio fez a segunda incursão. Dessa vez, o famoso padre Hermógenes Cassimiro de Araújo, que montou uma família enorme na região do Sacramento, acompanhou-o. A comitiva foi maior porque, além de levar companheiros da primeira, conseguiu novos participantes, já que o povoado crescera.
Dessa vez, o sargento-mor dormia ao lado do padre quando uma enorme jararacuçu passou por cima dos dois. Percebida, expulsaram-na com a colcha e mataram-na. Conta o sacerdote que, antes de acabar, a cobra picou um cachorro que morreu na hora.

*Jornalista e escritor – Uberlândia – MG

Expressões populares e seus significados

José C. Martelli*

Há inúmeras expressões em nossa língua que, vez ou outra, gostaríamos de conhecer o significado. No sentido de ajudar nossos caros leitores, aqui vão algumas delas e os respectivos significados:
Jurar de pés juntos – “Mãe, eu juro de pés juntos que não fui eu”. A expressão surgiu através das torturas executadas pela Santa Inquisição, nas quais o acusado de heresias tinha as mãos e os pés amarrados (juntos) e era torturado pra dizer nada além da verdade. Até hoje o termo é usado pra expressar a veracidade de algo que uma pessoa diz.
MOTORISTA BARBEIRO – “Nossa, que cara mais barbeiro!” No século XIX, os barbeiros faziam não somente os serviços de corte de cabelo e barba, mas também tiravam dentes, cortavam calos etc…, e por não serem profissionais, seus serviços mal feitos geravam marcas. A partir daí, desde o século XV, todo serviço mal feito era atribuído ao barbeiro, pela expressão “coisa de barbeiro”. Esse termo veio de Portugal. Contudo a associação de “motorista barbeiro”, ou seja, um mau motorista, é tipicamente brasileira.

TIRAR O CAVALO DA CHUVA – “Pode tirar seu cavalinho da chuva porque não vou deixar você sair hoje!”. No século XIX, quando uma visita iria ser breve, ela deixava o cavalo ao relento em frente à casa do anfitrião e se fosse demorar, colocava o cavalo nos fundos da casa, em um lugar protegido da chuva e do sol. Contudo, o convidado só poderia pôr o animal protegido da chuva se o anfitrião percebesse que a visita estava boa e dissesse: “pode tirar o cavalo da chuva”. Depois disso, a expressão passou a significar a desistência de alguma coisa.

À BEÇA – O mesmo que abundantemente, com fartura, de maneira copiosa. A origem do dito é atribuída às qualidades de argumentador do jurista alagoano Gumercindo Bessa, advogado dos acreanos que não queriam que o Território do Acre fosse incorporado ao Estado do Amazonas.

DAR COM OS BURROS N’ÁGUA – A expressão surgiu no período do Brasil colonial, onde tropeiros que escoavam a produção de ouro, cacau e café, precisavam ir da região Sul á Sudeste sobre burros e mulas. O fato era que muitas vezes esse burros, devido á falta de estradas adequadas, passavam por caminhos muitos difíceis e regiões alagadas onde os burros morriam afogados. Daí em diante o termo passou a ser usado pra referir a alguém que faz um grande esforço pra conseguir algum feito e não consegue ter sucesso naquilo.

GUIARDAR EM SETE CHAVES – No século XIII, os reis de Portugal adotavam um sistema de arquivamento importantes das cortes através de um baú que possuía quatro fechaduras, sendo que cada chave era distribuída a um alto funcionário do reino. Portanto eram apenas quatro chaves. O número sete passou a ser utilizado devido ao valor mítico atribuído a ele, desde a época das religiões primitivas. A partir daí começou-se a utilizar o termo “guardar a sete chaves” pra designar algo muito bem guardado..

Ok – A expressão inglese “OK” (okay), que é mundialmente conhecida pra significar algo que está tudo bem, teve sua origem na Guerra da SECESSÂO, NO EUA. Durante a guerra, quando os soldados voltavam para as bases sem nenhuma morte entre a tropa, escreviam numa placa “0 killed” (nenhum morto), expressando sua grande satisfação. Daí surgiu o termo “OK”.

ONDE JUDAS PERDEU AS BOTAS – Existe uma história, não comprovada, de que após trair Jesus, Judas enforcou-se em uma árvore sem nada nos pés, já que havia posto o dinheiro que ganhou, por entregar Jesus dentro de suas botas. Quando os soldados viram que Judas estava sem as botas, saíram em busca delas e do dinheiro da traição. Numa ninguém ficou sabendo se acharam as botas de Judas. A partir daí surgiu a expressão, usada pra designar um lugar distante, desconhecido e inacessível.

PENSANDO NA MORTE DA BEZERRA – A história mais aceitável para explicar a origem do termo é proveniente das tradições hebraicas, onde os bezerros eram sacrificados para Deus como forma de redenção de seus pecados. Um filho do rei Absalão tinha grande apego a uma bezerra que foi sacrificada. Assim, após o animal morrer, ele ficou lamentando e pensando na morte da bezerra. Após alguns meses o garoto morreu.

PARA INGLÊS VER – A expressão surgiu por volta de 1830, quando a Inglaterra exigiu que o Brasil aprovasse leis que impedissem o tráfico de escravos. No entanto, todos sabiam que essas leis não seriam cumpridas, assim essas leis eram criadas apenas “pra inglês ver”. Daí surgiu o termo.

RASGAR SEDA – A expressão, que é utilizada quando alguém elogia grandemente outra pessoa, surdiu através da peça de teatro do teatrólogo Luís Carlos Martins Penha. Na peça, um vendedor de tecido usa o pretexto de sua profissão pra cortejar uma moça e começa a elogiar exageradamente sua beleza, até que a moça percebe a intenção do rapaz e diz: “Não rasgue a seda, que se esfiapa”.

O PIOR CEGO É O QUE NÃO QUER VER – Em 1647 em Nimes na França na universidade local o doutor Paul D’Argent fez o primeiro transplante de córnea em um aldeão de nome Angel. Foi um sucesso da medicina da época, menos pra Angel, que assim que passou a enxergar ficou horrorizado com o mundo que via. Disse que o mundo que ele imaginava era muito melhor. Pediu ao cirurgião que arrancasse seus olhos. O caso foi acabar no tribunal de Paris e no Vaticano. Angel ganhou a causa e entrou pra história como o cego que não quis ver.

ANDAR À TOA – Toa é a corda que uma embarcação reboca a outra. Um navio que está à toa é o que não tem leme nem rumo, indo pra onde o navio que o reboca determinar.

QUEM NÃO TEM CÃO, CAÇA COM GATO – Na verdade, a expressão, com passar dos anos, se alterou. Inicialmente se dizia quem não tem cão caça como gato, ou seja, se esgueirando, astutamente, traiçoeiramente, como fazem os gatos.

DA PÁ VIRADA – A origem do ditado é em relação ao instrumento, a pá. Quando a pá está virada para baixo, voltada pro solo, está inútil, abandonada de correntemente pelo homem vagabundo, irresponsável, parasita.

NHENHEMHÉM – Nheë, em tupi, quer dizer falar. Quando os portugueses chegaram ao Brasil, os indígenas não entendiam aquela falação estranha e diziam que os portugueses ficavam a dizer “nhen-nhen-nhen”.

VAI TOMAR BANHO – Em “Casa Grande & Senzala”, Gilberto Freyre analisa os hábitos de higiene dos índios versus os do colonizador português. Depois das Cruzadas, como corolário dos contatos comerciai, o europeu se contagiou de sífilis e de outras doenças transmissíveis e desenvolveu medo ao banho e horror á nudez, o que muito agradou á Igreja. Ora, o índio não conhecia a sífilis e se lavava da cabeça aos pés nos banhos de rio, além de usar folhas de árvore pra limpar os bebês e lavar no rio as redes nas quais dormiam. O cheiro exalado pelo corpo do português, abafado em roupas que não eram trocadas com frequência e raramente lavadas, aliado à falta de banho, causava repugnância aos índios. Então os índios, quando estavam fartos de receber ordens dos portugueses, mandavam que fossem “tomar banho”.

ELES QUE SÃO BRANCOS QUE SE ENTENDAM – Esta foi das primeiras punições impostas aos racistas, ainda no século XVIII. Um mulato, capitão de regimento, teve uma discussão com um de seus comandados e queixou-se a seu superior, um oficial português. O capitão reivindicava a punição do soldado que o desrespeitara. Como resposta, ouviu do português a seguinte frase: “Vocês, que são pardos, que se entendam”. O oficial ficou indignado e recorreu à instância superior, na pessoa de dom Luís Vasconcelos (1742-1807), 12º vice-rei do Brasil. Ao tomar conhecimento dos fatos, dom Luís mandou prender o oficial português, que estranhou a atitude do vice-rei. Mas, dom Luís se explicou: “Nós somos brancos, cá nos entendemos”.

A DAR COM O PAU – O substantivo “pau” figura em várias expressões brasileiras. Esta expressão teve origem nos navios negreiros. Os negros capturados preferiam morrer durante a travessia e, pra isso, deixavam de comer. Então, criou-se o “pau de comer” que era atravessado na boca dos escravos e os marinheiros jogavam sopa e angu pro estômago dos infelizes, a dar como o pau. O povo incorporou a expressão.

ÁGUA MOLE EM PEDRA DURA TANTO BATE QUE FURA – Um de seus primeiros registros literários foi feito pelo escritor latino Ovídio (43 a.C. – 18 d.C.), autor de célebres livros como “A arte de amar” e “Metamorfoses”, que foi exilado sem que soubesse o motivo. Escreveu o poeta: “A água mole cava a pedra dura”. É tradição das culturas dos países em que a escrita não é muito difundida formar rimas nesse tipo de frase pra que sua memorização seja facilitada. Foi o que fizeram com o provérbio, portugueses e brasileiros.
Sem eira nem beira – detalhe na inserção do telhado que antigamente era relacionado a classe social.

FEITO NAS COXAS – Telha que era feita nas coxas dos escravos. Por isso ficava cada uma de um tamanho e ao serem utilizadas não se encaixavam direito. Termo utilizado hoje para coisas mal feitas, mal acabadas.

CONVERSA FIADA – Conversa que acontecia entre as pessoas enquanto fiavam a lã.

PUXAR UMA PALHA – Antigamente o colchão era feito de palha de milho. Era preciso puxar as palhas para afofar o colchão para se deitar.

FAZER QUITANDA – Aos sábados era dia de fazer pães, bolos.
Engenho – Quem fazia o engenho era engenhoso, daí a palavra engenheiro.

*Advogado e professor – Espírito Santo do Pinhal – SP

LIBERDADE DE CULTO, TOLERANCIA RELIGIOSA E TERRORISMO MORAL

Amauri Paixão*

A pandemia do coronavírus19, em 2021, novamente, expõe a barbaridade de um governo federal que tem uma simpatia genocida pelo instinto de morte; que sabe manipular as emoções num arroubo populista e capitalizar o anseio das massas carentes de verdade e sentimento vivencial próximo da realidade e cheio de encantos, como um dom quixote, pé de chinelo, fantasticamente provindo dos malignos sertões das terras brasileiras, com a magia mística que define seu líder como um “mito”! Esse exército Brancaleone, análogo ao filme de Mario Monicelli5 , que assaltou o planalto, e procede de uma rale de milicianos mercenários, não se inspira num outro miliciano do século XVI, mercenário combatente Miguel de Cervantes, figura relevante no âmbito da latinidade e hispano-esfera, ao propor uma visão de mundo que se enraíza na liberdade pragmática do ser humano e que apresenta a razão literária como recurso de compreensão fora da clausura metafisica e idealista, conforme ensinamentos do professor catedrático da universidade de Vigo, Galícia , Espanha, Jesus Gonzalez Maestro. De um mesmo caldo secular de cultura, os mercenários milicianos, combatentes profissionais avulsos, muito comum nos séculos XVI e XVII, inclusive na formação do Brasil, procede um agente literário da envergadura de Cervantes, amante da liberdade, e um outro “mito’, oriundo do corpo de oficiais inferiores do exército, castrense amante do fascismo e das pulsões de morte, índole genocida. Instalado na presidência da república, capaz de difundir o terrorismo moral até nas práticas sociais da infectologia, de combate a pandemia da covid 19, 2020-2021. Esse terrorismo moral6 , vitorioso nas eleições de 2018, quer engessar a diversidade de culto e religiosa numa pauta moralista conservadora, reacionária, e explodir ,com suas bombas Fake News nas redes sociais, a liberdade subjetiva e autonomia corporal das pessoas, aniquilando os avanços e conquistas dos últimos séculos. Não se pode confundir esse nefasto terrorismo moral com a tradição política conservadora, de direita. A partir do século XVIII, da revolução francesa, existe um direito e uma doutrina filosófica que são afirmativas de um pensamento 5 Em 1965, o diretor italiano Mario Monicelli mostrou ao mundo o satírico filme O Incrível Exército de Brancaleone, baseado no Dom Quixote, de Cervantes. Contextualizado na baixa idade média, convive com o trinômio “peste, guerra e fome”. Nos perigos que enfrenta, revolve as relações feudais, o poder da igreja católica, o enfrentamento com sarracenos, bizantinos e bárbaros. Fonte poder 360 6 Habermas chama de uma “refeudalização” da vida pública. O conflito entre o poder político e a vida concreta dos indivíduos vai produzir sintomas patológicos, o atual ressurgimento das campanhas morais reacionárias no ocidente.

*Padre católico e advogado

Cadê os outros?

Tania Tavares – Professora – SP

Na Câmara dos deputados foram eleitos 513 deputados, em exercício 512. Se tivemos 408 votos à favor e 67 contra Á Lei de Improbidade Administrativa. Onde estão os outros 37 deputados?

 

Votar!

Tania Tavares – Professora

Estou indignada, como muitos brasileiros, com a decisão tomada por 408 Deputados Federais, dos quais PSL e PT,que são maioria, votaram à favor destas alterações na Lei de Improbidade Administrativa. Não me dou por vencida, pois nós temos a nossa arma que é o ” Voto”. Fiz o levantamento de todos os deputados de todos os partidos de São Paulo, nos quais não votarei e ainda repassarei para amigos, familiares e outros. Se as pessoas em todos os estados fizessem este levantameto e divulgassem para seus contatos, quem sabe teríamos melhores pessoas como nossos representantes em 2022!

Assim falava Einstein

Cesar Vanucci *

“A imaginação é mais importante que o conhecimento.”
(Albert Einstein)

Alguém pediu a Albert Einstein que explicasse, de forma didática, acessível à patuleia ignara, a Teoria da Relatividade. O fabuloso cientista foi autor de ditos e feitos salpicados de refinado humor. Seu estilo literário de dar voz às ideias, outra faceta de sua incomparável capacidade intelectual, situava-o no patamar de alguns mestres consagrados do ofício do humor, como Chaplin, Woody Allen, Mark Twain, Bernard Shaw, Millôr Fernandes. A definição achada para a Teoria da Relatividade, baseada em metáfora saborosíssima, revela faculdade assombrosa na lida da palavra: “Se você permanecer, por duas horas seguidas, ao lado de uma linda garota, parecerá que se passaram apenas dois minutos. Se você encostar o bumbum numa chaleira quente por dois minutos parecerá que se passaram duas horas. Isso é a Relatividade.”

E não é que me chega às mãos, neste justo momento, pela Internet, uma coletânea preciosa de frases, extraídas de livros, discursos, entrevistas, deste fascinante personagem da história! A leitura de cada uma dessas frases constitui lucro certo para o espírito. Donde a incontrolável tentação de aqui reproduzi-las.

 Sobre o fato de ser alemão e judeu: “Se minha teoria da relatividade resultar exitosa, a Alemanha me reclamará como alemão, e a França declarará que sou um cidadão do mundo. Se minha teoria resultar equivocada, a França dirá que sou alemão, e a Alemanha declarará que sou judeu.”

 Ensinamentos: “Quando recebemos um ensinamento devemos receber como um valioso presente e não como uma dura tarefa. Eis aqui a diferença que transcende.”
“A educação é aquilo que permanece quando alguém esquece tudo o que aprendeu no colégio.”

 Deus e o mistério da vida: “Ante Deus somos todos igualmente sábios, igualmente tontos.”
“A coisa mais perfeita que podemos experimentar é o misterioso. É a fonte de toda arte e de toda ciência verdadeira.”

 Matemática: “Uma razão pela qual a matemática goza de especial estima sobre todas as demais ciências, é que suas leis são absolutamente certas e indiscutíveis, enquanto que as das outras são, até certo ponto, debatíveis e com o perigo constante de ser derrotadas por fatos recém descobertos.”

 Sentido das coisas: “É possível que tudo possa ser descrito cientificamente, mas não teria sentido. É como se uma sinfonia de Beethoven fosse descrita como uma variação nas pressões de onda. Como seria descrita a sensação de um beijo ou o “te amo” de uma criança?”

 Coisas infinitas: “Só há duas coisas infinitas: o Universo e a Estupidez Humana, mas não estou muito seguro da primeira. Da segunda pode-se observar como nos destruímos só para demonstrar quem pode mais.”

 Estupidez das guerras: “Não sei com que armamento se combaterá a Terceira Guerra Mundial, mas a Quarta Guerra Mundial será combatida com paus e pedras.”

 Preconceito: “É mais fácil destruir um átomo do que um preconceito.”

 Conveniência de se manter a boca fechada: “Se A é igual ao êxito, então a fórmula é A=X+Y+Z, onde: X é trabalho, Y é julgar e Z é manter a boca fechada.”

 Sonhos: “O segredo da criatividade está em dormir bem e abrir a mente às possibilidades infinitas. O que é um homem sem sonhos?”

 Inteligência e mediocridade: “Os grandes espíritos sempre encontrarão violenta oposição por parte dos medíocres. Estes últimos não podem entender quando um homem não sucumbe impensadamente a prejuízos hereditários senão quando, honestamente e com coragem, usa sua inteligência.”

 Descrição da verdade: “Se vais sair à frente para descrever a verdade, deixa a elegância para o alfaiate.”

 Segredos da Terra: “Cada um de nós visita a Terra involuntariamente sem ser convidado. Para mim é suficiente perguntar-me por seus segredos.”

 Ciência e religião: “A ciência sem religião, é aleijada: a religião sem ciência é cega.”

* Jornalista (cantonius1@yahoo.com.br)