Os “crimes” de Bolsonaro

Marília Alves Cunha – Educadora e escritora

Jair Bolsonaro é o foco principal dos petistas, psolistas e toda aquela turma esquerdista, apesar de estar preso, incomunicável até às pessoas mais próximas, impedido de usar redes sociais e celular, enfim, de mesmo respirar se fosse possível manter-se sem ar. É impressionante a importância que dão a ele, mesmo estando nesta situação. O STF idem, vigia e controla o homem em cada minuto de sua dura existência. O homem deve ter poder, muito…

Os únicos crimes pelos quais o ex-presidente foi acusado e sentenciado foram: 1- abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação (reunião com diplomatas). Por este fato sem pé nem cabeça, pois com outros presidentes sempre foi considerado normal reunir-se com diplomatas, Bolsonaro foi considerado inelegível. Que pena! Não havia amigos como os de Dilma Roussef que, mesmo impichada por fatos graves, continuou com seus direitos políticos intocáveis. 2- O GOLPE – aquela história até hoje mal explicada, questionável, mal feita, com documentos e vídeos desaparecidos, um GI estranho que parecia estar comandando o golpe, gente desarmada que nem sabia que estava dando um golpe e milhares de presos desordenadamente, por uma manifestação ocorrida na Praça dos 3 Poderes. Inútil alongar-me neste assunto. A quem não cometeu crimes, torna-se complicado e até bizarro atribuir-se crimes. Coisas graves no atual governo acontecem e são cuidadosamente desprezadas pelas autoridades competentes, mostrando que a parcialidade existe em alto grau e que, definitivamente, a justiça tem tapado os olhos e amordaçado bocas, dependendo da conveniência.

Tentaram atribuir outros crimes a Bolsonaro, na tentativa de manchar o seu currículo, como: o caso das joias sauditas,
fraude em cartão de vacina, interferência na PF, acusações na CPMI do Covid. Nada foi à frente por absoluta falta de provas ou pela inconsequência das narrativas que, na verdade, nada de importante ou errado apontavam e nunca passaram de meras narrativas.

Escrevo esta página no Dia dos Pais. Infelizmente, assim como Bolsonaro, deve haver gente honesta pagando por crimes que não cometeu, impedidos de se relacionar com os filhos e deles receber homenagens. Mas nem tudo é para sempre. Algum dia e não é um dia remoto, teremos a oportunidade de rever todos os erros e injustiças e nos congraçarmos numa festa de muita alegria, na qual não faltarão liberdade e democracia.

DEBATES!

Tania Tavares – Professora – SP

O candidato Luís Inácio Lula da Silva (PT), diz que não irá nos debates com os seus adversários… Será que é porque
seu programa não tem nada de novo a acrescentar e tem cheiro de ranço e já te vi sem futuro?

uma cidade violenta?Seria Brasília

Dr. Flávio de Andrade Goulart – Médico, professor de Medicina na UFU e na UNB, secretário de Saúde em Uberlândia e sobrinho do poeta Carlos Drummond de Andrade

Já tratei de tal assunto aqui no blog outras vezes, geralmente aproveitando a edição periódica do Anuário Brasileiro de Segurança Pública. É hora de atualizarmos as informações, portanto. A primeira linha deste post propõe a questão e a resposta para ela é a negação. Brasília (e o DF como um todo), NÃO são lugares violentos. Mas não devemos nos contentar com tal resposta, pois ela vale apenas para a realidade brasileira. Na comparação com outros países estamos muito mal na fita, ou seja, bem posicionados apenas quando nos comparamos com o resto do país. Não nos é possível, realmente, bater no peito e dizer amém, a não ser, na melhor das hipóteses, por ingenuidade, ou, na pior, por má fé. Vamos aos dados. Primeiro no Brasil: nosso país registrou 40.775 mortes violentas intencionais (MVI) em 2025, o que representa uma taxa de 19,1 mortes por 100 mil habitantes, aliás, a menor taxa na última década, representando queda de pouco mais de 8% em relação ao ano de 2024. Isso parece ser o resultado de políticas públicas adequadas, embora contrabalançadas pela tendência armamentista bancada pelo governo anterior. Apesar de tal queda no âmbito nacional, algumas das UF tiveram na verdade aumento das MVI, como foi o caso de RN, RO, RR, AC, MS e RJ, além do próprio DF. Aqui em nossa casa foram registradas nada menos do que 287 MVI, um aumento de 5,8% em relação ao ano anterior, representando uma taxa de 9,6 por 100 mil habitantes, contudo bem abaixo da média nacional, que foi 19,1. No DF, foi também expressiva a variação entre homicídios de mulheres e feminicídios, estes últimos os crimes realizados por razões de gênero. Aqui, dois terços de tais crimes pertencem a esta segunda categoria, estando acima da média nacional. Quanto a este aspecto, em 2025, em termos nacionais, houve redução de 5,5% nos homicídios contra mulheres, enquanto os feminicídios propriamente ditos cresceram 4%, com o feminicídio perfazendo 44% do total, a maior proporção desde a emissão da Lei do Feminicídios em 2025. Vejamos agora os dados mundiais.
Panorama Mundial
• Média global: 6,2 homicídios por 100 mil habitantes;
• Total global: em torno de 437 mil vítimas por ano.
• Em 2021 foram 458 mil mortes.
• “Epidemia de violência”: taxa superior a 10 por 100 mil
Por região
(Região – Taxa por 100 mil – Total de vítimas)
• *América* 16,3 157.000
• *África* 12,5 135.000
• *Europa* 3,0 22.000
• *Oceania* 3,0 1.100
• *Ásia* 2,9 122.000
• As Américas têm a taxa mais alta do mundo; na América Latina e Caribe a taxa chega a 19,6 por 100 mil.
Sub-regiões mais violentas
• América Central: 41,0
• África Austral: 30,5
• África Oriental: 21,9
• América do Sul: 20,0
• Caribe: 16,9
Taxas mais baixas
• Europa Ocidental 1,0,
• Ásia Oriental 1,3,
• Polinésia 0,1
Países com maiores taxas
• – São Cristóvão e Nevis: 124,96 por 100 mil
• – Equador: 84,51 – cidade de Durán: 148 por 100 mil, a mais violenta do mundo
• – Bahamas: 62,03
• – Belize: 51,25
• – Jamaica: 49,3 – maior taxa do mundo em 2023
• – Colômbia: 46,95
• – Brasil: 34,66 homens / 3,92 mulheres. Taxa geral em 2021: 21,3
Onde se concentra a violência
• Apenas 5 países respondem por 40% dos homicídios do mundo: Brasil, Nigéria, México, Índia e África do Sul.
• Só o Brasil teve 47.060 assassinatos em 2023 – recorde mundial.
Perfil das vítimas
• Homens jovens: risco muito maior. Média mundial homens: 11,9 por 100 mil vs mulheres: 2,6
• No Brasil 2023: 34,66 homens vs 3,92 mulheres por 100 mil
• Arma de fogo: nas Américas quase 3/4 dos homicídios são com arma de fogo vs 21% na Europa
Tendências
• 2021 foi um ano “excepcionalmente letal” com aumento ligado à Covid-19 e crime organizado
• Na América Latina e Caribe em 2023 a mudança foi pequena: +0,4%, mas o Caribe subiu 31%. Haiti +119% e Equador +69%

 

Banco de Brasília – BRB!!!

Tania Tavares – Professora – SP

Estorinha. Era uma vez um morador que há tempos dava calote no pagamento do boleto do Condomínio, que resolveu intimá-lo. Ao ser intimado a pagar tudo de uma vez, ele então achou que todos os moradores deviam ajudá-lo a sair do seu descontrole. O Banco Regional de Brasília- BRB usou errado suas “aplicações no banco MASTER”, e agora quer ajuda de todos? Punam quem o levou a esta situação!!!

DEMOCRACIA, CAPITAL NATURAL E SUSTENTABILIDADE

João Batista Domingues Filho – Cientista Político – Professor UFU/INCIS

A democracia se mostra pelo grau de desenvolvimento dos fatores de liberalização (contestação pública do governante) e inclusividade (participação do cidadão na riqueza da nação). Não existe vontade política consistente para a construção de uma democracia brasileira estruturada na sustentabilidade e no controle estratégico do capital natural. Existe dinâmica de interesse, correlação de forças e capacidade de realização de políticas ambientais. Entretanto, a conservação da biodiversidade ainda não se consolidou como eixo estruturante do modelo de desenvolvimento brasileiro. Interesse econômico e capacidade de realização permanecem, em grande medida, associados a atividades intensivas em recursos naturais. Nesse contexto, a produção econômica sustentável não constitui o núcleo organizador da estratégia de crescimento nacional.
Critérios baseados em biodiversidade e sustentabilidade para nortear os investimentos públicos precisam ser criados no Brasil, dado o padrão de pressão sobre os ecossistemas. Preservação da biodiversidade e desenvolvimento humano, atrelando os ecossistemas ao debate climático, é caminho necessário para a proteção da natureza. O financiamento da conservação da biodiversidade deve advir dos benefícios econômicos da própria exploração sustentável. Interesse econômico, mediado pelo Estado democrático, produzindo lucros para os capitalistas e conservação da biodiversidade, é possível. O Brasil dispõe de arcabouço normativo ambiental relevante — como o Sistema Nacional de Unidades de Conservação e legislações complementares —, porém enfrenta dificuldades históricas de financiamento, implementação e integração dessas normas a uma estratégia econômica de larga escala. A liberalização política e a inclusividade econômica ainda não se traduziram plenamente em acesso equitativo aos benefícios gerados pelo capital natural brasileiro.
O Brasil não tem uma política ambiental integrada e transversal ao conjunto da estratégia econômica do país, apesar de apresentar compromissos internacionais relevantes. O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) desenvolve diagnósticos sobre o potencial econômico das unidades de conservação da biodiversidade brasileira. Dados recentes do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) — autarquia federal responsável pela gestão das Unidades de Conservação federais — indicam que, em 2024, essas áreas receberam aproximadamente 25,5 milhões de visitantes, número recorde que revela demanda crescente pelo turismo de natureza. Esse fluxo evidencia que a biodiversidade, quando estruturada para uso público sustentável, constitui ativo econômico significativo, ainda subdimensionado na política nacional de desenvolvimento.
Estados Unidos, para o turismo nessas áreas, investem valores superiores por hectare na gestão de parques e reservas. No Brasil, historicamente, o valor investido é reduzido. Levantamentos comparativos indicam que o orçamento agregado de agências federais norte-americanas responsáveis por parques e áreas protegidas alcança cerca de US$ 12,5 bilhões anuais, enquanto o orçamento do ICMBio situa-se na faixa de aproximadamente US$ 64 milhões anuais. Em termos proporcionais, estima-se investimento próximo a R$ 273 por hectare protegido nos Estados Unidos, contra cerca de R$ 4,42 por hectare no Brasil. O turismo ecológico gera, nos EUA, centenas de milhares de empregos e bilhões de dólares por ano nessas áreas. Conservar a biodiversidade, além dos benefícios econômicos, depende da mobilização do governo e de todos os setores da sociedade. Depende da mudança do modelo econômico: produção e consumo. Isto é mudança estrutural.
As mudanças no Brasil ficam, muitas vezes, restritas a metas formais. Reduzir o desmatamento da Amazônia e do Cerrado é necessário, mas insuficiente. O que vivemos no Brasil paralelamente à pressão sobre a biodiversidade? Crescimento econômico, aumento da população e maior poder de compra das classes baixas. Apesar de oscilações recentes nas taxas de desmatamento e recomposição parcial do orçamento ambiental federal, persistem pressões estruturais associadas à expansão agropecuária, à mineração e à infraestrutura, indicando que o padrão de crescimento permanece intensivo no uso de recursos naturais.
Governança mundial é necessária para enfrentar a perda de biodiversidade e as mudanças climáticas. Problema global, solução coordenada. Frente às mudanças climáticas provocadas pelo homem, a governança política do planeta deve buscar transição energética progressiva, reduzindo a dependência de petróleo, gás natural e carvão. O carvão é fonte de energia mais barata do que alternativas renováveis em muitos contextos. Política energética de baixo carbono versus interesse econômico poluidor. A transição energética tornou-se imperativo estratégico internacional, mas ainda convive com fortes assimetrias entre compromissos formais e implementação efetiva. EUA, China e Índia, para arrastarem o resto do mundo, devem transitar para economias de baixas emissões de dióxido de carbono. Sem integração entre democracia, inclusão econômica e valorização estratégica do capital natural, a sustentabilidade tende a permanecer periférica no modelo de desenvolvimento brasileiro.

Tapa na Cara!

Tania Tavares – Professora – SP

Alguém que governa este País não se sente envergonhado ao ver quanto recebem os Professores de 1°,2°,3° graus e outros com Mestrado, Doutorado etc….ao ver o que os jogadores de futebol brasileiros ganham,como Vini Jr. recontratado pelo Real Madri por R$129 milhões por ano (22 milhões de Euros), e Bruno Guimarães recontratado pelo Arsenal- Inglaterra por R$ 514 milhões ou ( 75 milhões de libras)!!!