Conta errada

Iria de Sá Dodde – Professora – RJ

Em 2018 o preço do Barril do petróleo bateu 150 dólares ( hoje 70 ) . O dólar custava em média R$ 3,80 ( hoje 5,20 ). E a gasolina em média 4,30 ( hoje 6,50 ). Fazendo as operações necessárias a gasolina deveria estar custando no máximo R$ 5,00 ou 20% a menos. Nada tem lógica. Ou não sei fazer contas ou as autoridades monetárias não entendem nada de Economia. Eu administro muito bem o meu lar. Não falo o mesmo dos economistas cheios de PHDs sem serventia.

Centrão, ANS e Planos de Saúde!

Tania Tavares – Professora – SP

Li o artigo do Professor- Doutor Mário Scheffer (A5,17/09), e concordo com ele que a CPI teria que aprofundar o comportamento dos Planos de Saúde nesta pandemia. Não só neste momento, mas também quando estes planos se misturam com os políticos e governo para se beneficiarem de decisões que os protegem, *aumentos de mensalidades, alterações no Estatuto dos idosos, aumentos acima da inflação… * Com o Centrão no comando e ANS presidida por um ex-chefe de gabinete do sr. Ricardo Barros, e o sr. Arthur Lira (PP-AL) que instalando comissão especial na Câmara para mudar a lei dos planos de saúde, etc… A quem recorrer?

Piso do Professor!

Tania Tavares – Professora – SP

A Organização para Cooperação do Desenlvolvimento Econômico (OCDE) diz que o piso salarial do professores brasileiros é o mais baixo entre 40 países. Se não bastasse isto, o que eles diriam se soubessem que aposentados de São Paulo estão tendo descontos (ilegais) nas suas aposentadorias? Enquanto isto os deputados estaduais de São Paulo não aprovam já o PDL22!

Instalação de biodigestores nas comunidades mineiras

Daniel Marques – Historiador – MG

Só temos a agradecer ao instituto cenibra por ter instalado
gratuitamente um sistema de fossa séptica biodigestora em nossa
propriedade rural e em outras comunidades da região leste de minas
Gerais. Esse novo sistema segue o modelo da EMBRAPA e preserva o solo,
a água, evita proliferação de doenças e ainda produz biofetilizante
que pode pode ser utilizado na agricultura, diminuindo o uso de
fertilizantes químicos e os custos para o produtor rural. Tal
iniciativa reforça o compromisso dessa empresa com as comunidades onde
atua, enquanto preserva o ativo ambiental tendo uma visão estratégica
para uma melhoria futura para todos. Outras empresas, organizações e
administrações públicas e privadas podem e devem seguir esse exemplo
que só trará lucro ao meio ambiente e a todos os seres vivos.

Cabresto!

Tania Tavares – Professora – SP

Vacinas em menores: Alô ministro Queiroga, quem é o médico ai? O sr., ou o presidente Bolsonaro? Se ele mandar o sr. pular de um edifício, o sr. pula? Em que mãos estamos!

O TEATRO RONDON PACHECO

Antônio Pereira*

Para mim, um divisor de águas. O primeiro espaço construído na cidade com características típicas de um teatro foi o Rondon Pacheco, embora não tenha sido criado com esse objetivo. Era para ser, e foi, um espaço destinado às solenidades e festas do Grupo Escolar, hoje Escola Estadual Bueno Brandão.
Se foi um divisor de águas, é porque havia um teatro diferente antes dele. Não havia nenhum prédio que se pudesse dizer que fosse um teatro. Havia os cineteatros. Casas construídas para serem cinemas e eventualmente teatros. Certamente não atendiam todas as exigências do palco. Havia os salões de clubes sociais, os salões de instituições profissionais, os salões de escolas. E havia o problema do preconceito, coisa muito em moda na cidade. O sucesso estava garantido, para qualquer espetáculo, de qualquer qualidade, se fosse apresentado no Uberlândia Clube. O espectador ia lá, não para assistir um espetáculo, mas para estar no Uberlândia Clube.
Teatro sempre existiu na cidade. Desde os seus princípios. Honório Guimarães, José Teixeira de Santana, Salazar Moscoso e outros eram promotores de espetáculos teatrais, além das trupes que passavam por aqui. No correr dos tempos, tivemos alguns grupos interessantes como o do Adalberto Pajuaba, o dos França, que lançaram o “Isto é Uberlândia”, até hoje citado, como grande sucesso. Dele saiu o Hino do Município.
O teatro Rondon Pacheco foi construído nos anos 960. Eu era Secretário Municipal de Ação Social que, à época, incluía Cultura, Educação, Saúde e Ação Social propriamente dita. Um dia, fui visitar a obra (que era do Estado) e percebi que se cometia um erro grave: o palco era cimentado. Falei com o engenheiro que não me deu muita atenção e concluiu a obra com o erro. Tempos depois fizeram a correção. Subiram o palco para que se criasse um porão entre o palco e o piso de cimento. Para isso foi necessário reduzir o espaço da plateia porque o palco ficou bem mais alto do que era e avançou sobre ela. As primeiras fileiras não viam o que se passava no palco ou viam só a metade.
No começo, a casa era usada para as finalidades escolares, mas começou a chamar a atenção dos grupos que se formavam e um deles, o Cinterartes, tanto insistiu que conseguiu apresentar o primeiro espetáculo teatral no Rondon Pacheco: a Casa de Bernarda Alba, de Garcia Lorca. Em 1977. Foi sucesso.
Nesses anos, 960, 970, 980 e mais outros, ocorreram fatos importantes para a história do teatro: primeiro, a construção do Rondon Pacheco, depois, o desenvolvimento de grupos jovens (os grupos de antes do Rondon eram de gente madura), a decadência do Uberlândia Clube, a criação da Secretaria de Cultura pelo prefeito Zaire Rezende, o início de uma vida universitária intensa.
A Secretaria de Cultura foi entregue à professora Yolanda de Freitas que deu impulso ao desenvolvimento da cultura artística local principalmente a popular. Impôs respeito às manifestações das instituições negras, das religiosas, das folclóricas. Estimulou todas as manifestações culturais e transformou o Cine Teatro Vera Cruz em espaço teatral apenas com o nome mudado para Teatro Grande Otelo. Apesar de limitado pelo preconceito, foi um reforço ao estímulo que o Rondon Pacheco deu ao teatro. A Universidade trouxe diretores e técnicos de alta capacidade para trabalharem a arte da representação.
A Associação do Teatro de Uberlândia- ATU pressionou para que o Estado cedesse o teatro para a Prefeitura. Foi em 1983.
Com o passar do tempo a sala entrou em decadência. Além de condições que se deterioravam, o Corpo de Bombeiros não permitiu seu uso com apenas uma saída. Era finais de 2016. Por fim, o Estado não renovou o contrato de comodato que cedia o Teatro para o uso da Secretaria de Cultura.
Hoje é um templo esquecido.

*Jornalista e escritor – Uberlândia – MG