Marília Alves Cunha – Educadora e escritora

*O governo petista comandado por Lula, em meio a grandes problemas na saúde pública que parecem sem solução, resolveu distribuir uma Caderneta de Gestante às futuras mamães. Mãe – uma palavra tão linda, tão significativa, tão festejada. Para a esquerda não! Ensejam acabar com a palavrinha que devem considerar nefasta, excluindo-a da cartilha e adotando como usual a expressão “pessoa que gesta”. Acreditam também que deve ser abolida a expressão “leite materno” e ser adotado no lugar “leite humano”. E vai por aí afora o conjunto de besteiras que, por agradar e satisfazer uma pequena parcela da sociedade, deve ser implantado. São novidades que apenas, na minha humilde opinião, expressam o radicalismo e ideologismo que suplantam qualquer raciocínio lógico.

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*Muita coisa e gente no Brasil envolvidas com aquele banqueiro com cara e pose de malandro da zona norte carioca… Fez favor a muitos: financiou os filmes de Lula e Temer. Fez várias reuniões com o presidente Lula, tudo fora da agenda oficial, reuniões estas nas quais compareceram eminentes figuras do governo; contratou ministro e ex-ministros de Lula para dar consultoria, por milhões de reais. Não se sabe que tipo de consultoria, pois o serviço prestado não apareceu claramente. Contrato grande foi celebrado com o escritório da esposa de Moraes, ministro do STF, pela exorbitante quantia de R$129.000.000,00 não se sabe também por quais serviços prestados, pois até o momento não houve nenhuma explicação e o ajudante de ordens do ministro, o PGR Gonet, diz que está tudo em perfeita ordem…Quero dizer, quase todo mundo das altas esferas políticas e sociais esteve de alguma forma envolvido com o tal do banqueiro. Inclusive o ministro Toffoli, aquele que perdoa dívidas da Odebretch e da JBS com muita generosidade, usando para isto seu poder e o dinheiro alheio. Mas, bastou o Flávio Bolsonaro pedir financiamento ao mecenas Vorcaro ( exercia também o mecenato, pelo que ouvi falar, para aparecer na foto,após) para que o caos se instalasse. Petistas, dominados pela histeria e regozijo, soltaram seu grito de guerra e sem qualquer investigação do fato exigiam o “prende, mata, arrebenta, tira do jogo, é bandido”. Flávio Bolsonaro não fugiu da raia, deu explicações, prometeu mostrar provas, o filme sobre a vida de Jair Bolsonaro está quase pronto e dizem, é uma obra maravilhosa e emocionante. Flávio também pediu insistentemente a abertura de uma CPMI que poderá elucidar tudo que está em questionamento. A esquerda foge desta CPMI como o diabo da cruz. Que coisa, né? Quem não deve, não teme. Aguardemos! Quanto ao banqueiro, com cara e pose de malandro da zona norte carioca, impressiona pela facilidade que tem de distribuir dinheiro entre variadas pessoas. Tudo se espera de um sujeito que, usando da sua desonestidade e confiando na desonestidade dos outros, decidiu comprar o Brasil. Não só comprar, subjugar com ruidosas festas, caríssimas bebidas, belas mulheres, viagens inesquecíveis em portentosos e modernos jatos que transportavam ao paraíso.

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*Quando se fala tanto em democracia, impossível não lembrar as eleições que se aproximam. E a ocasião é propícia para que Lula ponha em prática seu mais importante trabalho de campanha: calar a voz do povo.

Para isto apresentou à Câmara doo Deputados o Projeto de Lei 2.630/2020, que cria um marco legal definitivo, com diretrizes amplas sobre transparência, moderação de conteúdo e combate à desinformação. O Comitê Gestor da Internet no Brasil (reparem que nome pomposo) terá diretrizes amplas sobre o assunto.

Sinceramente! Com a popularidade abalada e sem nada de bom e positivo para mostrar a um Brasil quebrado, desorientado, desorganizado e repleto de inquietações, não acredito nas boas intenções do governo nesta regulação. Já temos leis demais, suficientes para enfrentamento de crimes em processos penais e civis. Eleições estão próximas e, pelo andar da carruagem, presume-se que será disputadíssima. Regulação acaba virando censura e, adivinha quem será crucificado “legalmente” por estas normas…

*Vivemos num país onde não existe isenção por parte de algumas alas importantes da justiça, onde o espectro político do lado do governo quase sempre leva a melhor em disputas judiciais, em que um juiz não apenas aplica a lei, mas encena também o papel que cabe a outros atores do processo, uma regulação torna-se facilmente censura. Em questão tão subjetiva que envolve variado fatores, quem será tão extraordinariamente cerebral para ditar a uma nação inteira o que é verdade e o que é mentira ou Fake News? Existem criadores de conteúdo brilhantes nas redes sociais,como existem jornalistas nada brilhantes ou simplesmente éticos nos grandes jornais. Há pessoas que nunca entraram ou participaram das redes sociais e apoiam a regulação. Desconhecem que a internet democratizou a informação. E esta democratização pode ser simplesmente enterrada sob o peso de uma “regulação”, que impedirá a opinião, a crítica, a fiscalização e os princípios de liberdade vigentes na Constituição Federal.