Lula e Bolsonaro são vinho do mesmo barril

Ivan Santos- Jornalista

Vivemos em plena era das “fakes News” ou simplesmente das notícias falsas. Tanta mentira em todas as direções que está difícil acreditar em algum político, destacadamente em tempo de eleição.
Só para destacar o tema das “fakes News” basta atentar para as ilusões proclamadas pelo candidato Lula que brada com força para dizer que foi ele que levou água para matar a sede crônica dos nordestinos. Ou as falas do Mito da direita, Capitão Bolsonaro, conhecido entre os políticos da direita como Mito. Bolsonaro tem dito que, não Lula, foi ele que levou água do Rio São Francisco para o Nordeste.
O jornal “O Estado de São Paulo” mandou um repórter percorrer o Nordeste e contar a verdadeira história da transposição da água do Rio São Francisco para livrar os nordestinos da tragédia secular provocada pelas secas. Na edição hoje o Estadão narra:
“Na Zona Rural de Oeiras, no Piauí, famílias de pequenos agricultores ainda enfrentam o velho drama da falta de acesso à água potável. Não deveriam. O município foi um dos contemplados por uma ‘força-tarefa das águas” anunciada pelo governo de Jair Bolsonaro (PL) para o Nordeste e Norte de Minas. Dois anos depois, no entanto, poços abertos pelo programa estão lacrados. As obras pararam pela metade e bombas de retirada de água não foram instaladas”. O presidente Mito esteve no Piauí e percorreu o Nordeste só para tirar fotos e aparecer em filmes para propaganda nas redes sociais. Água real continuou nos sonhos dos nordestinos.
Nossa realidade atual nos faz lembrar o estadista alemão, Otto von Bismarck, que disse: “Nunca se mentiu tanto como antes de uma eleição, durante uma guerra e depois de uma caçada”. Lula e Bolsonaro são duas faces de uma moeda. Um é “cara” e o outra é “corona”. Acredite num ou no outro quem quiser. Para mim ambos são vinho do mesmo barril.

A propaganda eleitoral vai começar amanhã

Ivan Santos – Jornalista

Não temos intenção de criticar o senhor Lula da Silva, ex-presidente do Brasil nem o atual presidente, senhor Capitão Mito Bolsonaro. No entanto é precisa atentarmos para uma dura realidade: a Educação no Brasil, a cargo do governo federal, dos governos estaduais e das prefeituras, neste momento, é de baixa qualidade e insuficiente para formar cidadão preparada para a vida moderna em constante transformação.
Não só a Educação é deficiente, mas também o desemprego continua alto com mais de 10 milhões de pessoas economicamente ativas sem ocupação remunerada. Sem emprego e sem renda ninguém pode viver com dignidade. A crise social que há no Brasil começou antes do atual governo e agravou-se com a pandemia do coronavírus.
Entre outros problemas sociais nacionais destacam-se a violência alta e crescente recheada de criminalidade, a escassez de moradias populares, a saúde precária, a falta de saneamento e agora a fome que atinge mais de 30 milhões de viventes do Brasil segundo o IBGE.
O investimento em Educação no Brasil é baixo. A Educação, nos governos do PT priorizou a Educação Superior e não a educação fundamental. Para vários especialistas que se manifestaram pela imprensa tradicional, a Era Lulopetista cometeu erros na Educação. No atual governo a Educação foi relegada a segundo plano e está com deficiências visíveis e graves.
O governo navega em mar revolto sem um timoneiro que acene com soluções para problemas crônicos. A propaganda eleitoral começará oficialmente amanhã e ate hoje ninguém viu um candidato a presidente com propostas viáveis para criar melhores condições de vida para a sociedade. Espetamos que a partir da amanhã os candidatos digam claramente o que pretendem fazer para enfrentar os principais problemas nacionais da Educação, Saúde, Segurança e Economia. Por enquanto o que já vimos foi o mais do mesmo. Sem novidade.

Carta em defesa da democracia, da lei e da ordem

Ivan Santos – Jornalista

Ao contrário do Capitão Mito Bolsonaro que levantou suspeitas contra o Sistema Eleitoral e contra a democracia do Brasil diante de embaixadores de nações estrangeiras, a respostas de representantes da sociedade que assinaram uma Carta em defesa das tradições da Nação Brasileira no dia 11 de agosto foi contundente.
A Careta lida no pátio da Faculdade de Direito de São Paulo e em outras capitais do Brasil lançou um grito em defesa da jovem democracia brasileira e do estado de direito democrático. Foi uma resposta aos defensores de um regime autoritário e de um retrocesso político inaceitável pela maioria da população do Brasil.
Os signatários da Carta- quase 1 milhão – disseram aos defensores do autoritarismo que no Brasil a democracia é um regime inegociável e que neste país, neste momento, não á clima para a implantação de um regime autoritário como foi o de 1964 que mandou e desmandou até 1985. Hoje o Brasil é uma república democrática e assim é um país respeitado em todo o mundo.
A Carta foi a resposta dos democratas do Brasil ao Capitão Mito que neste momento é o presidente do Brasil que sem medir consequências tem atacado o sistema eleitoral do País e as urnas eletrônicas que toram testadas ao longo de 25 anos e aprovadas pelo Congresso Nacional. Os signatários da Carta disseram ao presidente que todos no Brasil são obrigados a respeitar as decisões do Poder Legislativo e as leis em vigor no País.

Entregar o poder para um “comunista”, nem pensar

Ivan Santos – Jornalista

O Capitão Mito Bolsonaro, hoje presidente do Brasil e candidato à reeleição, tem confiança de que a maioria do eleitorado brasileiro vai depositar o nome dele nas urnas no dia 3 de outubro e, se ele não se reeleger no primeiro tuno, disputará o segundo turno coma confiança de que será presidente reeleito.
Hoje a principal preocupação do Capitão-presidente é a contagem dos votos no Tribunal Superior em Brasília. O Mito desconfia que alguns agentes comunistas afinados com a esquerda, infiltrado no TSE possam desviar votos para um candidato da esquerda anticristã e inimiga do povo do Brasil e inviabilizem a reeleição mitológica.
Talvez para tranquilizar o Mito que poderá passar noites de sono preocupado com a reeleição, correm notícias de que Sua Excelência defende uma apuração paralela dos votos. Hoje o jornal “O Estado de São Paulo” publicou uma nota com o seguinte título: “Militares já avaliam fazer contagem extraordinária de votos”. No texto o jornal paulista informou:
“O mais provável até agora é que a apuração paralela (dos votos da eleição presidencial) use os boletins impressos pelas urnas eletrônicas após o encerramento da votação. Representantes das Forças Armadas já discutem como realizar uma contagem paralela de votos nas eleições deste ano – medida que o presidente Jair Bolsonaro tem cobrado desde abril”.
Segundo o jornal paulista, “Em conversas reservada, integrantes do Ministério da Defesa admitiram, pela primeira vez, que estão se preparando para a tarefa (recontagem paralela dos votos). O mais provável é que uma contagem patrocinada pelos militares use os boletins impressos pelas urnas eletrônicas após o encerramento da votação”.
Não há dúvida: hoje a maior preocupação do Capitão Mito Presidente do Brasil é a futura eleição de presidente da República na qual ele espera votos dos eleitores nacionais para continuar mais quatro anos no poder. A possibilidade de haver eventuais fraudes que o prejudiquem e a grande preocupação de Sua Excelência. Entregar o poder para um “comunista”, nem pensar!

Propaganda eleitoral vai começar na semana que vem

Ivan Santos – Jornalista

Representantes de emissoras de rádio e televisão já se reuniram no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com representantes de partidos político e de plataformas digitais para acerar as normas e modelos de distribuição de propaganda eleitoral que vai começar na semana que vem, dia 16 de agosto.
A propaganda será para presidente da República, senador (um terço do Senado), governador, deputado federal e deputado estadual. Já está formado um pool de emissoras e projetada a mídia para começar o barulho. Por enquanto, a massa popular parece completamente sem interesse no assunto e continua a se divertir com mentiras e fantasias divulgadas por redes digitais via telemóveis (celulares).
O assunto ainda não foi concluído. Está marcada uma audiência pública para o próximo dia 18 para debater a minuta de uma resolução que vai regulamentar o pool de emissoras. A Resolução que brotar da reunião será regulamentada e depois apreciada pelo plenário do TSE.
No Primeiro Turno da Eleição o horário da propaganda eleitoral no rádio e na televisão exibido de 26 de agosto a 29 de setembro. Se houver segundo turno, a propaganda eleitoral será veiculada no rádio e na televisão de 7 a 28 de outubro.
O pool de emissoras para a propaganda eleitoral deste ano, em princípio, será formado por TV Globo, SBT, Record, Band, Rádio Câmara, Rádio Senado, TV Câmara e TV Senado. O horário eleitoral é conhecido como “Horário Eleitoral Gratuito”. Gratuito nada. Os contribuintes, de mamando a caducando vão pagar essa propaganda através de descontos para as emissoras quando elas forem declarar o Imposto de Renda. O horário não é gratuito.

O Mito só aceita resultado da eleição se o mais votado for ele

Ivan Santos – Jornalista

É impressionante a campanha movida pelo Capitão Mito Bolsonaro contra as urnas eletrônicas de votação e contra o Sistema Eleitoral Brasileiro. O Capitão Mito que preside da República do Brasil critica o Superior Tribunal Eleitoral porque este não modifica o Sistema Eletrônico de Votação. O Mito não diz que o modelo eleitoral brasileiro foi aprovado pelo Congresso Nacional e não pelo STF.
No ano passado o Mito apoiou o projeto de uma parlamentar bolsonarista que propôs ao Congresso a criação de votação por cédula de papel para conferir a votação. A proposta foi rejeitada e o Congresso manteve o atual modelo com urnas eletrônicas.
Não é preciso lembrar que o Brasil é uma república democrática e que aqui, decisão do Congresso precisa ser respeitada por gregos, troianos e baianos. E o presidente da República, ao assumir o cargo jurou respeitar a Constituição e o regime democrático.
É lamentável ter que ouvir numa semana e na outra também, o presidente lançar suspeitas e críticas sem fundamento contra o modelo eleitoral em vigor no País há mais de um quarto de século. Ao lançar descrédito às urnas eletrônicas o Capitão Mito desrespeita o Congresso que as aprovou e lança desconfiança na democracia brasileira.
As manifestações do Capitão contra a Justiça Eleitoral e contra ministros do Supremo Tribunal Federal são graves e preocupantes. Pior ainda é a insistência do ilustre Capitão em falar sobre um assunto que já está a cansar todos os viventes humanos do Brasil. Sua Excelência dá a entender que as próximas eleições só serão válidas se ele foi o vencedor. Se qualquer outro candidato tiver mais voos do que ele a eleição será considerada uma fraude. Isto é besteirol, senhoras e senhores do Conselho da República. Besteirol ilimitado!