PORNOGRAFIA E CULTURA

Ivan Santos – Jornalista

Nem só de besteirol, mensalão e corrupção vivem os representantes do povo em Brasília. O jornal espanhol El País – um dos mais conceituados do mudo informou, no ano passado que um senador da República do Brasil iniciou uma séria discussão para classificar a pornografia como cultura. Se a intenção do sisudo senador vingar, os operadores de sistemas pornográficos se habilitarão a requerer verbas dos Programas Nacionais de Cultura operados pelo Ministério da Cultura. Comentou El País que “não se trata de uma discussão bizantina, mas prática, atual e se refere a uma decisão de alto nível para oferecer cultura aos trabalhadores que ganham menos de R$ 2000. Estes terão direito a uma “Bolsa Cultura” para pagar cinema, teatro, concerto ou comprar livros e revistas”. O jornal acrescentou que “quem quiser poderá gastar a Bolsa Cultura com revistas pornográficas”. Comentou ainda El País que “a discussão levanta polêmicas entre os austeros senadores do Brasil que deixaram entender que há grande interesse de editores de revistas pornográficas no Programa da Bolsa Cultura, naturalmente se o Senado aprovar “publicações pornográficas como cultura”. Informou também o diário espanhol que a Associação Nacional de Editores de Revistas (ANER) informou que somente 3% de mais de 4000 revistas publicadas no Brasil não são culturais”. “O Vale Cultura” deverá ser pago 90% por empresas e 10% por trabalhadores”.
As empresas que publicam revistas pornográficas estão interessadas no assunto e esperam que as publicações eróticas sejam instrumentos de cultura no Brasil.

Comentam alguns parlamentares federais que depois da Bolsa Família que ajuda 12 milhões de pobres no Brasil e a Bolsa Cultura – estas duas iniciativas – são importantes para os trabalhadores brasileiros cujo salário base é muito baixo. A novidade é vista por políticos da Situação como uma ação eficaz e positiva para a inclusão social.

Celular (telemóvel) também é cultura. Por isto o Governo prevê a distribuição de uma linha, aparelho e crédito para facilitar as comunicações entre beneficiários dos Programas sociais. O Plano ainda está em estudo, mas poderá ser viável a partir de 2028. O Programa visa beneficiar 12 milhões de lares pobres no Brasil.

FHC- 95 anos!

Tania Tavares – Professora – SP

O artigo “História, memória….e FHC” ,do ex-ministro da fazenda Pedro S. Malan (A4;14/06) em homenagem aos 95 anos de Fernando Henrique Cardoso (FHC) é uma aula de como estar preparado, ter objetivos concretos e acabar com a superinflação (Plano Real). FHC se propôs a vários desafios e cumpriu ” 1) O Brasil só consolidará sua democracia e reafirmará sua unidade como nação soberana se superar as carências agudas e os desequilíbrios sociais que infernizam a população;…..Merece ser lido e repassado para que lembremos que tivemos um Estadista governando o Brasil!

O sorriso do Moisés

Ana Maria Coelho Carvalho – Bióloga

Esse Moisés não é o profeta da Bíblia, que nasceu no Egito, foi colocado em um cestinho no rio Nilo e adotado pela filha do faraó. Esse Moisés é o meu neto número 11 que nasceu em novembro/2012, em Serra Grande, perto de Ilhéus, o terceiro rebento da minha filha.

Ele veio ao mundo de parto natural (natural demais), assistido apenas por uma parteira de origem indígena e pelo meu genro. A filha, que não tem medo das dores, depois de dez horas de contrações e nenhuma anestesia, deu a luz de cócoras e realizou o sonho de ter um bebê quase sozinha. Aliás, parece que na Bahia isso é muito normal. O motorista de táxi, que me conduziu até a praia de Algodões, contou-me que já nasceram duas crianças dentro do seu táxi, no caminho entre Itacaré e Ilhéus. Ele fez o parto tão direitinho que a família o chamou para padrinho. Também a Elizabeth, mãe do meu genro e que tem nome de rainha, teve onze filhos, sozinha e Deus.

Mas, voltando ao Moisés, parecia que tudo estava bem. Ele era forte, chorou ao nascer, era moreninho e a cara do pai. Apenas não tinha tanta vontade de mamar e no primeiro dia de vida já estava um pouco amarelinho. No segundo dia, assim que o conheci, a filha e eu o levamos a uma pediatra em um hospital em Ilhéus. A médica o diagnosticou com icterícia do recém nascido que ocorre antes das 24h de vida, por incompatibilidade do sistema ABO (mãe tipo sanguíneo O e Moisés tipo B) e indicou imediata internação hospitalar. Feito o exame de sangue, verificou-se que a taxa de bilirrubina dele estava em 27 mg/100ml , quando o normal seria em torno de 1 a 5. Muito perigoso, pois a bilirrubina pode se impregnar no cérebro, causando surdez, paralisia cerebral, retardo mental e mesmo a morte. E não é possível saber a que momento do processo isso vai acontecer. Ele estava no limite para fazer a exsanguineotransfusão, ou seja, trocar todo o sangue, um procedimento arriscado. Se tivesse nascido no hospital, poderia ter sido socorrido mais cedo. Em Ilhéus não havia como, teríamos que ir às pressas para algum hospital em Salvador. Tentou-se então a fototerapia intensiva, mas com aparelhos precários, mesmo sendo o melhor hospital de Ilhéus. Assim, a Ilhéus que vivenciei não foi aquela do Jorge Amado, da Gabriela que tinha o cheiro do cravo e a cor de canela. Passamos lá, a filha e eu, muita aflição, muita dor e muita angústia. Depois de quatro dias de fototerapia, o bebê teve alta com bilirrubina ainda de 20 (ou seja, não poderia ter saído do hospital). Enfrentamos uma estrada de chão horrível, o Moisés com seis dias e a mãe cheia de pontos, dirigindo. Fomos para casa e ficamos um dia apenas, pois o bebê não estava bem. Depois de contatos com outros médicos, levamos o Moisés para Salvador, mais sete horas de viagem, a mãe dirigindo. Mais angústia, sofrimento, internação hospitalar (a bilirrubina estava a 21,7) e fototerapia intensiva, porém desta vez com aparelhos apropriados. No terceiro dia, felizmente o Moisés teve alta, mas continuou amarelinho por um bom tempo.

Aos dois meses, com olhos espertos cor de jabuticaba e dobrinhas de gordura nas pernas e braços, ele sorriu seu primeiro e lindo sorriso, que a tudo iluminou (seu nome significa “aquele que dá a luz”). Sei que ele não realizará grandes feitos como seu xará, o da Bíblia, aquele Moisés que liderou os hebreus para fugir da escravidão, abriu uma passagem no Mar Vermelho e recebeu os 10 mandamentos. Mas, mesmo quando tão pequenino, o meu Moisés venceu uma grande batalha. Hoje está com 13 anos, bonitão, forte e saudável. Que Deus o ilumine sempre e o proteja.

”Tapa na cara”

Tania Tavares Professora – SP

Estou pasma com os títulos das matérias do Estadão de hoje 22/05/26: 1) “Abuso de poder econômico é legalizado”: com apoio informal do governo, o Congresso avaliza o uso descarado da máquina pública em troca de votos.”(pag.A3/22/05). 2) Na mesma página “Punir o mensageiro não basta” : PF contra perito que vazou a ligação de Moraes e esposa com Vorcaro. Já na( pag A6/22/05) a desfaçatez é total “Congresso libera emenda para dar cesta básica, trator e dinheiro durante a ELEIÇÃO”!!! POLÍTICOS, avacalhou fecha!!!

Governo de Minas coloca à venda 20 imóveis

Lances podem ser feitos até 2/7; imóveis estão localizados em Belo Horizonte, Uberlândia, Divinópolis, Montes Claros, Patos de Minas e também no estado do Rio de Janeiro

GOV. MG

A Minas Gerais Participações S.A. (MGI), entidade vinculada à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede-MG), publicou, nesta quarta-feira (20/5), o edital de leilão público destinado à venda de 20 imóveis do Estado com valor total de R$ 24,2 milhões.
O certame inclui terrenos, lotes urbanos, salas comerciais, imóveis residenciais e um prédio de grande porte. Os valores iniciais variam entre R$ 16 mil e R$ 11 milhões, com oportunidades tanto para investidores quanto para cidadãos interessados na aquisição de imóveis.
Para participar do processo licitatório, os interessados deverão realizar cadastro no site de leilões da MGI, como pessoa física ou jurídica. Os lances estão disponíveis para o público até o dia 2/7.
Segundo o diretor-presidente da MGI, Gustavo Nogueira, a iniciativa integra a estratégia estadual de aprimoramento da gestão do patrimônio público.
“A realização do leilão permite dar destinação a imóveis que não estão sendo utilizados, ao mesmo tempo em que cria oportunidades de investimento e gera recursos que podem ser revertidos em políticas públicas”, afirma.
Destaques no certame
Os imóveis estão localizados em Belo Horizonte, Uberlândia, Uberaba, Lagoa da Prata, Manhuaçu, Divinópolis, Montes Claros, Ubá e Patos de Minas. Na capital mineira, há uma sala comercial com potencial para a implementação de atividades comerciais.
Em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, o destaque vai para um prédio com mais de 3 mil m², localizado em área central que pode atender empreendimentos.
Já em Divinópolis, há um terreno desocupado de 3.660 m², que tem como atrativo a localização próxima ao Aeroporto Brigadeiro Cabral, facilitando o acesso aéreo para a região.
Gestão estratégica de imóveis gera receitas no estado
Desde 2024, a Sede-MG é responsável pela identificação, administração e execução da política de alienação onerosa de imóveis de propriedade do Estado de Minas Gerais.
Essa é uma medida estratégica para aprimorar a gestão dos recursos públicos, já que reduz os custos com manutenção e possíveis encargos judiciais, ao mesmo tempo em que viabiliza a destinação de recursos para as principais políticas públicas do estado.
“O Governo de Minas atua para dar uma destinação eficiente aos ativos que não possuem mais utilidade pública. A partir de análises criteriosas, conseguimos estruturar leilões com segurança e atratividade para o mercado”, destaca o diretor de Alienação e Destinação de Imóveis da Sede-MG, Wesley da Silva Lourenço
Entre 2024 e 2025, a Sede-MG coordenou a alienação onerosa de mais de 80 imóveis sem utilidade para o Estado, viabilizando a arrecadação de aproximadamente R$ 20 milhões em receitas para os cofres públicos.
Sobre a MGI
A MGI é uma empresa estatal do Estado de Minas Gerais que conta com uma equipe especializada para fornecer todas as informações necessárias durante as etapas de aquisição.
Em caso de dúvidas sobre os editais, os usuários podem entrar em contato por meio do e-mail: vendas@mgipar.com.br ou pelos telefones: (31) 3965-2611 e (31) 97320-0480.