O ENCONTRO DE LULA E TRUMP E A DEMOCRACIA

Ivan Santos – Jornalista

O conversa de Lula e Trump na Malásia foi num encontro diplomático acertado previamente por representantes do Brasil e dos Estados Unidos. Não houve documento assinado nem decisão sobre tarifas. Foi uma conversa entre chefes de Estado para avaliar situações e definir rumos a seguir. Algum acerto entre as duas nações será discutido a acertado por diplomatas e negociadores indicados pelos dois presidentes. Tais acertos são difíceis e, às vezes, demorados. Portanto, não há o que comemorar agora.
Diz o noticiário internacional que Trump elogiou Lula e aceitou negociar acordos comerciais entre o Brasil e os Estados Unidos, duas nações que são parceira comerciais há mais de dois séculos.
A nós, viventes da massa popular do Brasil, resta esperar com paciência para ver que bicho vai dar depois das negociações. O Brasil quer continuar a vender commodities para os Estados Unidos e comprar artigos de alta tecnologia. Se não puder comprar e vender para Tio Sam, o fará para o Tigre Chinês ou para outros da Malásia.
As negociações comerciais entre representantes brasileiros e americanos já começaram nesta segunda-feira. Uma Comissão de Negociadores chefiada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin está em Washington para começar a negociar. O pesidente Lula, em várias entrevistas na Malásia, demonstrou entusiasmo com e esperança de bons resultados.
O encontro na Malásia não foi para discutir politicalha de politiqueiros nem politiquice de Bolsonaro. Este cidadão hoje é um personagem cuidado pelo Supremo Tribunal Federal. Se for anistiado pelo Congresso e a anistia for considerada legal pela mais alta Corte de Juatiça do País e tiver seus direitos políticos restabelecidos, poderá ser candidato a presidente da República em 2026. Se for escolhido pela maioria dos eleitores tomará posse e governará por quatro anos. O Brasil é uma democracia.

MAGIA DOS ELEFANTES BRANCOS

Ivan Santos – Jornalista

Conta a Enciclopédia Wikipédia que a expressão “elefante branco” significa algo enorme, incomum, que incomoda e ninguém sabe para que serve. E Explica o que é um hipotético elefante branco. Na verdade, refere-se a um paquiderme cinzento, original do Reino do Sião (atual Tailândia). Lá, segundo uma lenda, o monarca poderoso dava um elefante cinzento de presente aos súditos bajuladores que o incomodavam. Como o presente era real e o animal sagrado, o contemplado não podia vendê-lo nem sacrificá-lo. Tinha que gastar dinheiro para alimentá-lo e dar-lhe banhos diários porque o monarca costumava visitar o súdito para verificar se o bicho estava bem tratado. Era um meio cruel de o monarca se vingar dos adversários e levá-los à falência. Em 1861 o rei Rama IV, um irônico monarca, criou a Excelsa Ordem dos Elefantes Brancos – uma condecoração honorífica da Tailândia, para homenagear, por decreto real, personalidades de destaque na sociedade. No Brasil atual, o atual Presidente da República. Luiz Inácio Lula da Silva, precisa abrir vagas no Governo para dirigentes de Partidos que aceitarem apoiá-lo na campanha da reeleição no ano que vem. Aos demitidos, companheiros de várias caçadas de votos, Lula dará um elefante branco. O Planalto, a um ano da eleição geral, verá desfila belíssimos elefantes brancos. É tempo de criar no Brasil uma Ordem do Elefante Branco para homenagear políticos coroados que vão ficar sem cargo antes da eleição.
O governo vai precisar de centenas de paquidermes enormes que servirão para encantar políticos que ficarão sem carto e sem bondades para distribuir aos eleitores
Alguém, por acaso, já se deu conta de quanto hm contemplado com um paquiderme branco terá que gastar por mês para alimentar o elegante animal? Vai ser um espetáculo espetacular.

NO PARLAMENTO E PRESIDENTE IMITA O PASSASO

Ivan Santos – Jornalista

Quem tiver tempo, interesse e paciência ligue na TV Câmara a assustas as discursos e Manifestações dos deputados e deputadas. Talvez por falta de temas políticos interessantes para discutir, os parlamentares federais ocupam-se de temas populares em busca de notoriedade. Na prática, no Parlamento da República, correm cenas e fatos semelhantes aos das Câmaras Municipais. Por exemplo: Há pouco tempo, na Comissão de Seguridade Social alguns deputados examinaram em atenção e interesse uma proposta que reservava 1% das vagas em estacionamentos públicos e privados para as pessoas com mais de 60 anos. A proposição previa multa para quem estacionasse seu veículo nas vagas reservadas. A fiscalização seria rigorosa d da responsabilidade do Poder Executivo. O deputado autor do projeto destacou que a sugestão era oportuna, pois o Estatuto do Idoso (Lei 10.741/03) determina a garantia de vagas nos estacionamentos públicos e privados a pessoas com idade igual ou superior a 60 anos. E ele declarou: “Foi muito bem pensada a inserção do assunto no Estatuto do Idoso, pois as pessoas, à medida que vão envelhecendo, perdem um pouco a coordenação motora e os reflexos, sendo natural que encontrem maior dificuldade para estacionar o veículo”. Também em Brasília, na Câmara, a meia-entrada é tratada a espetáculos é tratada com vivo interesse. A Câmara Federal vai analisar um Projeto de Lei que institui a meia-entrada para portadores de deficiência em estabelecimentos culturais, esportivos, de lazer e entretenimento. Pelo texto, as informações sobre o desconto serão afixadas de modo visível nos locais de venda dos ingressos. De acordo com a proposta, os estabelecimentos não poderão impor restrições de horário aos beneficiários da medida. O descumprimento da determinação sujeitará os infratores às seguintes penalidades: advertência, multa de 500 Ufirs, suspensão ou cancelamento do alvará de funcionamento. Um deputado eu está preocupado com a própria reeleição no ano que vem disse que “a integração das pessoas portadoras de deficiências ao conjunto da vida social é um grande desafio, pois implica em facilitar seu acesso a todo tipo de atividade”. Palavras lançadas ao vento. A Câmara Federal está a ser fonte de inspiração para vereadores pelo Brasil afora. Os parlamentares descobriram que é preciso transformar a vontade de grupos da sociedade em projetos de lei e usar as reuniões e debates em temas para lacrar nas redes sociais. Isto rende votos na próxima eleição.

CENSURA AOS POLÍTICOS EM SÉCULO XXI

Ivan Santos – Jornalista

Não sabemos quais foram os critérios que adotaram os editores dos principais telejornais de Uberlândia em relação aos fatos que envolvem os políticos da região e as ações deles, com exceção, naturalmente, de alguns chefes de Executivo. Os que atuam no Legislativo, em qualquer esfera, têm sido ignorados, inexplicavelmente. Os políticos municipais são agentes ativos e importantes no processo social em qualquer país do mundo. Por isto, o que eles falam, fazem ou pensam é importante para a sociedade. Portanto, não podem ser ignorados pela mídia tradicional. Não valem as desculpas, segundo as quais, não se divulgam notícias nem comentários envolvendo políticos porque a lei eleitoral não permite. Isto é equívoco inexplicável. A lei eleitoral não proíbe a nenhum jornalista entrevistar políticos nem aos editores de divulgarem os fatos a eles relacionados, sejam ocorrências, criticas ou manifestações de qualquer natureza. O que não pode ser divulgado é pedido de voto numa campanha eleitoral. Aqui a desinformação a respeito das atividades dos políticos locais e regionais chega ao absurdo de haver determinação expressa para não mencionar nome de vereador ou deputado no noticiário tradicional. Se um vereador apresentar um projeto de lei para dificultar o direito de pessoas idosas andarem de graça nos ônibus urbanos, por exemplo, não é noticia de interesse público na visão de alguns jornalistas e editores. Isto é absurdo sem precedentes porque não há proibição neste sentido em lei alguma.
Aqui em Uberlândia, as emissoras de televisão ignoram os políticos e as ações deles ou os tratam como personagem de pouca importância. Isto é ruim para o fortalecimento do processo democrático e da representação do Triângulo no Congresso Nacional, na Assembleia e na Câmara Municipal. Em São Paulo, as emissoras de televisão, mesmo com preconceitos visíveis, não deixaram de entrevistar os políticos. Um vereador em Uberlândia pode falar de política, administração e de outros assuntos de interesse dos moradores do município. Afinal, ele é representante do povo de município no parlamento municipal. Um vereador pode comentar, elogiar ou criticar a política econômica do governo da União ou do Estado ou do município. O processo político em todos os níveis não pode ser ignorado pela mídia tradicional para que os brasileiros se conscientizem e se preparem para as próximas eleições. Uma emissora de televisão ignorar um político da esquerda é preconceito declarado e aberto. Queiram ou não, o melhor enfoque do cenário político no Brasil de hoje ainda é produzido pela TV Globo. Lá, Lula, um esquerdista conhecido, não só aparece nas desgraças, mas também, nas vitórias. A omissão em relação ao processo político praticada pelos veículos de comunicação eletrônica em Uberlândia, é inexplicável. A censura do regime militar acabou. Ficou a censura dos jornalistas d

Padre Eustáquio no Triângulo

Ivan Santos – Jornalista

Há alguns anos a sociedade de Belo Horizonte reuniu-se para assistir à cerimônia de beatificação do Padre Eustáquio. O que me espantou foi a indiferença da gente católica do Triângulo Mineiro. Padre Eustáquio, depois que deixou a Holanda chegou ao Triângulo. O ex-deputado federal constituinte, Luiz Alberto Rodrigues, pesquisou a vida do beato e, no joral Corrêio de Uberlândia, publicou um texto no qual narrou assim a trajetória do holandês nesta região: “Em 15 de junho de 2006, dia de Corpus Christi, ás 16 horas, acontecerá no estádio Mineirão a cerimônia de beatificação do Padre Eustáquio. Será a primeira celebração no gênero, na América do Sul, com a previsão da presença de 70 mil fiéis. Padre Eustáquio viveu em Belo Horizonte pouco mais de um ano, mas é venerado na cidade. É nome de bairro, de rua, de colégio. Está sepultado na igreja que recebe milhares de devotos, o que ainda não acontece com vigor no Triângulo Mineiro. Para católicos e interessados seguem informações que obtive a respeito da vida deste sacerdote abençoado: Padre Eustáquio van Lieshout nasceu na Holanda em 1890. Em 1905 ingressou no Seminário da Congregação dos Sagrados Corações, em Grave, (Holanda) e foi ordenado presbítero em 1919. Em 1920 assumiu a pastoral da comunidade de famílias belgas refugiadas nas periferias de Roterdam por causa da primeira guerra mundial. No ano de 1925, veio para Brasil, e foi designado para a Arquidiocese de Uberaba, como vigário da paróquia de Nova Ponte, e de todas suas distantes capelas, que visitava viajando a cavalo. Na época foi reitor do Santuário de Nossa Senhora da Abadia de Água Suja, em Romaria, e titular de três paróquias no Triângulo Mineiro. Também foi nomeado Conselheiro da Congregação dos Sagrados Corações, fundadora do Colégio Regina Pacis, em Araguari, e do Ginásio Dom Lustosa, em Patrocínio”. Iniciou a vida sacerdotal no Triângulo Mineiro.” Por aqui, por indiferença ou desinformação, a população das principais cidades não vê santidade o Padre Eustáquio. Romaria, onde ele foi reitor do Santuário, Nova Ponte e Patrocínio onde foi pároco e Uberaba a cuja diocese serviu, ignoram a importância religiosa do religioso. Por aqui ele atendia a todos com bondade, sobretudo os pobres, os enfermos e os excluídos, mas hoje praticamente ninguém se lembra dele por aqui.
Conta Luiz Alberto Rodrigues que “Padre Eustáquio tratava com o mesmo respeito pessoas instruídas, ou simples, falava mal o Português, mas entre padres holandeses era o que melhor entendia o povo. Carregava sempre o “Manual de saúde no Campo”, e procurava aprender com médicos e conhecedores o poder curativo das plantas”. Esse conhecimento poderá levar o saudoso padre à santidade no século XXI.
Depois de atuar em São Paulo – segundo Luiz Alberto Rodrigues – Padre Eustáquio foi transferido para Araguari onde encantou “centenas de fiéis e amigos vindos de Romaria, Iraí de Minas, Patrocínio, Monte Carmelo, Estrela do Sul, Uberaba, Uberlândia, Patos de Minas, Araxá, Ibiá, e de cidades do sul de Goiás”. Depois foi para o Rio de Janeiro. Continua até hoje ignorado no Triângulo e idolatrado em Belo Horizonte.
Informou Luiz Alberto que “em abril de 1942 Padre Eustáquio foi para Belo Horizonte onde faleceu em agosto de 1943. Inscrito pelo Papa no catálogo dos bem-aventurados, Padre Eustáquio tinha o dom da cura, e foi um sacerdote dedicado aos pobres, aos sofredores e aos enfermos” Venerado em Belo Horizonte o piedoso holandês será declarado beato e caminha para a santificação. O povo do Triângulo ignora a beatificação de Eustáquio.

ÁLCOOL PENALIZA CONSUMIDORES

Ivan Santos – Jornalista

Certa vez ouvi Alfredo Júlio Rezende – um dos mais lúcidos empresários que conheci – dizer que o Programa do Álcool Carburante não o entusiasmava porque era uma commoditie sujeita às flutuações do mercado. Alfredo Resende entendia que o mercado do açúcar regularia a produção de álcool. Segundo esta teoria, se os preços do açúcar crescessem arrastariam preço do álcool para cima e os consumidores seriam castigados. Não deu outra: certa vez, depois de subir 13,42%, o preço do álcool deve continuou subindo enquanto o preço do açúcar permanece alto mercado internacional. Num clima como este, os usineiros, simplesmente decidem produzir mais açúcar do que álcool e o resultado é o aumento dos preços do etanol nos postos de distribuição. As distribuidoras alegaram que o litro do etanol subiu 21,8% no atacado e esse aumento ainda não foi integralmente repassado para as bombas. Isto é: mais aumento. No Brasil o consumo de etanol cresceu por causa do aumento de carros flex no mercado. A gasolina vendida no Brasil, além da alta internacional do petróleo foi onerada com a adição de 25% de etanol caro. A gasolina subiu 2,35% e, se a Petrobrás tivesse repassado parte da alta do petróleo ocorrida depois da
E uma revolta no exterior, a gasosa poderá teria subido ainda mais. Ss guerras no Oriente continuam coo na Faixa de Gaza, no Irã e na Ucrânia. Esta situação poderá resultar em alta do barril de petróleo até o fim deste ano. Fiquem de antenas ligadas.
Dizem os especialistas que a autonomia de um veículo com álcool é 30% menor do que outro com gasolina. Logo, a relação de preço e resultado deve ser observada atentamente pelos motoristas que não quiseram arcar com prejuízo. Então, o álcool carburante (etanol) não pode custar mais de 70% do valor da gasolina. Esta relação hoje é incerta.
A maioria dos proprietários de carros flex já percebeu que deixou de ser vantajoso consumir etanol. Na média nacional, o litro do álcool carburante já custa 81,9% do preço da gasolina. Neste percentual é mais vantajoso consumir gasolina nos preços ainda praticados hoje no Brasil.