por uberlandiahoje | mar 2, 2026 | Ponto de Vista |
Paulo Henrique Coimbra de Oliveira – Economista – RJ
Como são tolas as pessoas que se acham acima de tudo e de todos por serem vazias e acreditarem apenas no seu próprio endeusamento. É assim como pensam os aiatolás e os ditadores de um modo geral. É assim que vejo nossos ministros do STF em suas decisões monocráticas quando se mostram incapazes de dialogar. Querem decidir e pronto. Ignoram o colegiado. Isso não é defesa da democracia. É ditadura. Podem errar, porém, nada pode ser feito. Isso deve acabar. E somente o Senado pode fazer alguma coisa. Mas não temos senadores e não temos um Trump ou Netanyahu.
por uberlandiahoje | mar 1, 2026 | Ponto de Vista |
Gustavo Hoffay – Agente Social
Entre homens, mulheres e jovens (de ambos os sexos) existem relações de dependência, serventia, quando o assunto envolve drogas ilícitas e desde a sua produção, manipulação, comércio e consumo, mas nunca um vínculo de amor. Prevalece ali, muito pelo contrário, o egoísmo, a ambição, a dominação, a cobiça….. Lembro que o grande filosofo Aristóteles, que chegou a dizer que o “Ser humano nem sequer conhece o mundo e o homem, porque esses são finitos; se Deus os conhecesse, seria contaminado pela finitude da realidade contingente”. Ora é sobre esse fundo de cena que faço uso deste espaço para ressoar o quanto ainda existe de ignorância em homens que, mesmo diante de uma obviedade tal, ainda insistem em apregoar a proibição do uso de determinados e populares entorpecentes em nosso país (aliás, já fui um deles). Temos assistido ao longo dos anos a uma guerra titânica, trágica em todos os sentidos, envolvendo policiais e traficantes e que, quase sempre, culmina em morte ou outras desagradáveis consequências para uma considerável quantidade de pessoas envolvidas. Além dos custos sociais de toda a tragédia decorrente do tráfico e do combate às drogas ilícitas, ainda corremos o sério risco de ver tornar rotineira todas essas trágicas ocorrências. Há mais de trinta anos atuando na seara Dependência Química, ter concluído quatro cursos de extensão universitária, participado de diversos seminários e palestras no Brasil e nos Estados Unidos, ter ocupado cargos de diretoria em duas fundações e em um conselho municipal antidrogas e, portanto, convivido de muito perto com quase todas as realidades inerentes a esse grave assunto, cheguei à conclusão de que não mais adianta a sociedade continuar dando “murros em ponta de faca” e jogar dinheiro público “pelo ralo” em quantidade abundante, em se tratando de combate ao tráfico e ao comércio varejista de drogas ilícitas, pois essas e todos aqueles que lucram com tudo o que delas deriva de maneira ilegal, jamais serão vencidos! A aceitação ( ou reafirmação) definitiva de que a sociedade brasileira está irremediavelmente rendida e entregue às reiteradas ações criminosas oriundas do tráfico daquelas substancias torna-se, sim, cada vez mais evidente, iniludível, enquanto agrava-se de maneira constante e profundamente a presença das mesmas em nosso meio, mesmo considerando-se todos os esforços das policias civil e militar, além de ações pontuais das Forças Armadas no sentido de combate-las. Falta ao Brasil, imagino, assimilar e gravar a nossa total incompetência diante de uma obviedade tão exposta, tão explícita: as drogas jamais serão vencidas e também a dependência pelas mesmas. Afirmo sim, sem medo algum de errar: mais que nunca as nossas autoridades governamentais precisam usar e abusar da razão, sem sacrifício ou renúncia, para chegar à conclusão de que a liberação do uso daquelas substâncias passe a ser séria e denodadamente controlada, submetida a um regular monitoramento e de maneira a dar-se início ao fim de uma guerra que vem causando graves prejuízos pessoais, financeiros, visíveis e sensíveis. Renunciarmos a nossa inteligência e daí continuarmos tratando as drogas como algo a ser vencido e definitivamente eliminado da nossa pátria amada é, penso, uma opção que sequer deve (continuar) ser aventada. Causa-me horror assistir palestras e passeatas que promovem uma inútil guerra contra as drogas quando, para menos mal da nação, a liberação do uso das mesmas seria o início de uma solução definitiva para muitas das tragédias originadas do tráfico. Quanto aos traficantes, penalidades legais; quanto aos dependentes e respectivos familiares, tratamentos adequados; quanto à população, cautela e em sentindo amplo.
por uberlandiahoje | fev 28, 2026 | Política Nova |
Tania Tavares – Professora – SP
O desembargador Magid Nauef Lauar será punido no caso da menina de 12 anos, com talvez a aposentadoria compulsória a bem do serviço público, isto é, com todas as benesses do cargo.Isto não é punição é prêmio!
por Ivan Santos | fev 28, 2026 | Ponto de Vista |
Paulo Henrique Coimbra de Oliveira – Economista – RJ
Tinha até outras alcunhas mas achei suficiente denominá-las apenas como CARAS DE PAU. Em audiência no STF, dirigentes de entidades representativas do Judiciário e o MP tentaram das maneiras mais surreais possíveis justificar os penduricalhos que dobram seus vencimentos além do teto constitucional.A mais alta instância do judiciário que é o STF observa rigorosamente essa condição. Basta ver os portais de transparência. Já , as demais instâncias é uma verdadeira orgia. Uma das alegações é conseguir manter o efetivo. Balela pura. Se espelham em seus colegas advogados que ralam feitos loucos e que em 90 % dos casos sequer ganham a metade do teto. Se acham pouco os vencimentos da ordem de 40 mil que peçam demissão e vão à luta. Duvido que consigam. Tenho visto muitos advogados como porteiros de prédios e na melhor hipótese motoristas de UBER.
por uberlandiahoje | fev 28, 2026 | Ponto de Vista |
Tania Tavares – Professora – SP
O desembargador Magid Nauef Lauar será punido no caso da menina de 12 anos, com talvez a aposentadoria compulsória a bem do serviço público, isto é, com todas as benesses do cargo.Isto não é punição é prêmio!
Tania T
por uberlandiahoje | fev 27, 2026 | Blog |
‘SemeArroz’ estuda diversificação da plantação do grão em locais mais secos e fortalece a agricultura familiar no estado
Um projeto da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) tem desenvolvido estudos para expandir o cultivo de arroz em terras altas, diversificando o tipo de solo do grão, que estava mais presente em várzeas inundadas no estado.
O projeto “SemeArroz” é um desdobramento da iniciativa “Expansão e fortalecimento da cadeia produtiva de arroz em Minas Gerais, com foco em sustentabilidade e segurança alimentar”, que busca expandir e diversificar a produção para pequenos agricultores, com aplicação em merenda escolar e futura autossuficiência do grão, ação aprovada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig).
O “SemeArroz” tem foco especial nas produções no Norte de Minas e no Vale do Jequitinhonha. Somente em 2025, essas regiões receberam quase 200 Unidades Demonstrativas de cultivo de arroz de sequeiro, das mais de 300 implantadas em todo o estado. A coordenadora dos trabalhos e pesquisadora da Epamig, Janine Guedes, explica que o “SemeArroz” tem incentivado a agricultura familiar e o renascimento da cultura do grão em Minas Gerais. “Existe uma grande demanda pelo cultivo do cereal, especialmente, por agricultores familiares para atender à Política Nacional de Alimentação Escolar (Pnae)”, diz.
“Junto com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG) e a Universidade Federal de Lavras (Ufla), trazemos as tecnologias de plantio e colheita para esses produtores”, afirma Janine Guedes. “Vamos até esses produtores, realizamos cursos, palestras, levamos sementes de cultivares comerciais bem aceitas no mercado, o adubo. Junto com eles, fazemos o plantio das Unidades Demonstrativas que serão acompanhadas durante o ciclo produtivo”.
Ela acrescenta que o arroz vem complementar uma renda que o produtor já tem, além de ser uma cultura rústica e de fácil adaptação. “O arroz tem uma necessidade baixa de adubação e vai bem em áreas totalmente secas e também em áreas onde ocorrem alagamentos”, elucida a pesquisadora da Epamig.
“Além de fortalecer a segurança alimentar, o arroz traz renda adicional e impacta o meio ambiente. O cultivo de terras altas não tem uma grande necessidade de água e deixa uma palhada muito boa de cobertura de solo que pode ser usada no plantio de outras culturas”, destaca Janine Guedes.
O projeto, inclusive, incentiva e orienta o plantio de hortas circulares após a colheita do grão.
Incremento na produção
Em dezembro, Terezinha Cordeiro Rocha e José Maria Fernandes da Rocha receberam a equipe do projeto para a implantação da Unidade Demonstrativa no município de Veredinha, no Vale do Jequitinhonha. Na propriedade de menos de 1 hectare, o casal tem uma produção diversificada para a subsistência e fornecimento ao Pnae.
“A área aqui é pequena, mas toda cultivada. Plantamos feijão, milho, acerola, laranja, banana, cana-de-açúcar e capim para a vaca leiteira. Criamos porcos e peixes, produzimos farinha e a rapadura que usamos para adoçar o café. Tentamos cultivar de tudo e garantir uma alimentação saudável para a nossa família”, revela Terezinha, que herdou o terreno da mãe e fica emocionada com a concretização de mais uma etapa.
“Não teremos mais que comprar arroz. Logo vamos comprar só o sal, que a gente não produz aqui. Muito obrigada a todos que vieram fazer essa plantação que era o meu sonho. Eu sempre quis plantar arroz aqui”, conta a agricultora Terezinha Cordeiro Rocha.
A área para a implantação das unidades demonstrativas do projeto varia entre 500 e 1.000 metros quadrados, sendo que em 500 metros é possível obter entre 250 e 300 quilos de arroz.
Nos dois últimos anos, somente com esses trabalhos, Minas saltou de 18º para 11º produtor do grão no Brasil. Dados da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa) indicam que a produção do estado em 2024 foi de 88,7 mil toneladas.
“As pesquisas já mostraram que o Norte de Minas e o Vale do Jequitinhonha têm muito potencial para arroz de sequeiro, uma alternativa muito viável para aumento em área de produção”, diz a pesquisadora Janine Guedes.
Pesquisa aplicada
A identificação dos agricultores e propriedades que recebem as Unidades Demonstrativas é feita pelos escritórios locais da Emater-MG. “Aqui temos a demonstração do encontro entre a pesquisa e a extensão, com os resultados da pesquisa aplicados à realidade do produtor”, comenta o coordenador regional de Culturas da Emater-MG em Capelinha, José Mauro de Azevedo.
A interface entre pesquisa, extensão rural e segurança alimentar faz parte das diretrizes do Governo de Minas.
“Todo o sistema da Agricultura em Minas Gerais atua para impulsionar a atividade em nosso estado e melhorar a vida dos nossos produtores. Nosso objetivo é, cada vez mais, auxiliar e fomentar o desenvolvimento rural sustentável”, assegura o vice-governador Mateus Simões.
Trabalho integrado
Juntos, Epamig, Emater-MG e Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), sob coordenação da Seapa, atuam no apoio ao produtor até a certificação como um fator estratégico para agregar valor à produção e ampliar acesso à comercialização.
No âmbito do Programa Certifica Minas, que reconhece propriedades rurais que adotam boas práticas ambientais, sociais e trabalhistas, produtores de arroz podem requerer as certificações de Produtos Orgânicos e a certificação S.A.T. (Sem agrotóxico). Interessados em aderir a essas certificações podem buscar orientação junto ao IMA, responsável pela certificação dos produtos.
O conteúdo está disponível na Agência Minas: https://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticia/epamig-desenvolve-projeto-para-expandir-o-cultivo-de-arroz-de-terras-altas-no-jequitinhonha-e-no-norte-de-minas
por uberlandiahoje | fev 27, 2026 | Política Nova |
Ivan Santos – Jornalista
Já fui acusado neste espaço por algumas pessoas encantadas com a polícia econômica do presidente Lula, de ser pessimista e míope por não reconhecer nem ver que “nos últimos dez anos houve crescimento expressivo da classe média brasileira; que a pobreza diminuiu e o Brasil tem mais de US$ 400 bilhões de dólares em reservas que fazem com que o País seja uma potência econômica sulamericana”. Tanta euforia não passa pela minha cabeça. Prefiro acreditar no que dizem economistas prudentes.
No ano passado li numm jornal nacional um alerta: “Se alguém espera para 2026 algum sopro de euforia nos mercados, é bom saber que essa não é a previsão de especialistas consultados”. “Não vai ser um ano para dobrar metas”, comentou um respeitado economista caboclo. As medidas macroprudenciais adotadas pelo,Govermp estão a produzir os primeiros sinais de desaceleração da economia . Para evitar desemprego em massa, o Governo lança programas populares para manter a Tigrada confiante no futuro. Para economistas conservadores, os “Programas” do Governo são paliativos porque a crise econômica cresce na Europa apos o tarifaça de Trump e pode se espalhar por todo o mundo. Na economia globalizada, o Brasil não ficará como ilha de bonanças sem sofrer os efeitos negativos da desaceleração econômica no Primeiro Mundo.
BIPOLARIDADE
Há poucos meses o analista econômico de um jornall naional escreveu que ”ninguém tem dúvida de que 2026 será ano marcado pela bipolaridade com períodos de estresse que devem se alterar com momentos de recuperação embalados por recursos ainda disponíveis”. O Brasil é um país que ainda tem recursos disponíveis e forte mercado interno, mas isto não é vantagem competitiva no mundo.
CAUTELA
O Governo tem agido com cautela em matéria de economia e atua para evitar desacelerar a indústria. No entanto, muitos cumlpam o Governo “pelo fraco desempenho da indústria em 2026”. Na verdade é o “Custo Brasil” e a carga tributária que atormentam as indústrias.
CLIMA QUENTE
Em Uberlândia a indústria da construção civil parece aquecida com lançamentos de médio porte. Neste ambiente positivo e animador é preciso torcer para que o Governo não desvie recursos do FGTS para financiar as obras da classe media superior e falte dinheiro para a CEF financiar imóveis populares. Este é ano de eleições, Segudo a presidente Dilma, “em ano de eleição a gente fez o diabo”pra ganhar os votos da Tigrada.
por uberlandiahoje | fev 27, 2026 | Ponto de Vista |
Ana Maria Coelho Carvalho- Bióloga
Certa vez, quando meu marido Zé ainda era vivo, fomos em um grupo de sete pessoas, conhecer algumas cidades de Portugal, Espanha e Itália. No grupo estava o meu irmão Fá (apelido carinhoso), um homenzarrão de coração bondoso, na sua primeira viagem ao exterior, e o Vicente, compenetrado e bem vestido, irmão gêmeo do meu marido e que nunca andou de avião. Mas ele foi corajoso, entrou direto em um Boeing 747, num voo de 12 h.
As confusões começaram já no aeroporto de Uberlândia, no check- in. O Zé levou tudo na bagagem, menos o passaporte. Pensou que eu tinha levado para ele (claro, a culpa é sempre minha). O avião quase saindo, o resto da turma esperando em Guarulhos-SP, os euros de todos na sacolinha do Zé, o último voo para chegarmos a tempo. Nesse contexto dramático, o filho, que tinha nos levado ao aeroporto, voltou em casa comigo, a toda velocidade, para procurarmos o passaporte. Rezei para todos os santos e encontrei-o no fundo de uma gavetinha. Fomos os últimos a embarcar no avião e o Zé escapou de um ataque cardíaco.
Já em Guarulhos, o Fá chegou de um voo de Belo Horizonte e pegou a mala na esteira. No momento de despachá-la, a alça, que tinha uma fitinha verde, arrebentou e a mala caiu . Ele apanhou-a , colocou a etiqueta com o seu nome e fez o check-in. Lá fomos nós para a escala em Frankfurt, o maior aeroporto da Europa. Depois da aterrissagem, entramos em um ônibus moderno que nos conduziria para perto do portão de embarque. Parece que o Vicente pensou que o ônibus era um corredor, pois entrou por uma porta e saiu pela outra. Com uma multidão de pessoas entrando e falando em todas as línguas, ninguém percebeu. De repente, a esposa viu-o do lado de fora, parado na plataforma, segurando firme sua mochila. Ela gritou horrorizada. O Vicente, lépido e assustado, entrou pela porta da frente do ônibus. Se ficasse ali, adeus Vicente.
Enfim, chegamos ao hotel Marriot, em Lisboa. O Fá abriu a mala para tomar um banho relaxante e soltou um palavrão. Não era a sua. Estava cheia de chinelinhos de crianças, shorts pequeninos, bonés, chapéus de praia e um saquinho de remédios. Entrou em desespero e fui ao quarto socorrê-lo. Concluímos que a mala que ele despachou em SP era mesmo aquela, pois estava com a alça quebrada, com a fitinha verde e com o seu nome. Ou seja, ele pegou a mala de outra pessoa na esteira, quando chegou de BH. Depois de vários telefonemas e muito drama, descobriu-se a dona da mala e também a mala do Fá, nos achados e perdidos da TAM em São Paulo. Desistimos de pedir o envio da mesma, compramos algumas roupas para ele e carregamos a “mala dos meninos”, como passou a ser chamada, durante toda a excursão.
Nessa mesma noite da chegada, na salinha de informática do hotel, roubaram minha bolsa nova, com apenas a caixinha dos óculos dentro (lá os ladrões são sofisticados, fingem que são hóspedes e roubam bolsas, até nas mesas do café). Enquanto estava espantada, surgiu o Fá, mais espantado ainda. Contou que, passado o susto da mala, foi tomar banho. Apoiou-se na alça de metal da banheira para não escorregar, ela quebrou e ele levou um tombo estrondoso. Fomos dormir rápido, antes que acontecessem mais tragédias. O Fá tomou um remedinho da mala dos meninos, para dor de cabeça, escovou os dentes com o dedo e dormiu.
Bem, isso foi apenas o começo. O dia seguinte já começou com a Lourdinha, amiga da minha cunhada, levando um tombo na escadaria do hotel, daquele tipo que só vemos em filmes trágicos. Mas, mesmo com tantas confusões, chegamos a Roma e realizei o meu sonho, conheci a cidade eterna. Valeu cada minuto da viagem, e entre mortos e feridos, salvaram-se todos.
por uberlandiahoje | fev 27, 2026 | Ponto de Vista |
Autor: Rafael Moia Filho – Escritor, Acadêmico da ABLetras, Blogger, Analista Político e Graduado em Gestão Pública.
Um ônibus sem autorização legal para fazer fretamento e sem autorização da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) saiu do Maranhão/MA com destino a Santa Catarina e sofreu acidente grave em Marília/SP, vitimando até o momento sete passageiros e deixando dezenas de feridos em hospitais da região.
O veículo com pneus sem condições de uso, sem possuir cintos de segurança, sem ter a lista exigida com nomes e os documentos dos passageiros tombou na Rodovia BR-153, entre os munícipios de Ocauçu e Marília. Uma das muitas rodovias federais que estavam no caminho entre o Maranhão e Santa Catarina.
A primeira pergunta sem resposta até o momento é a seguinte: Quem contratou os trabalhadores para saírem do Maranhão com destino a Santa Catarina para trabalharem na colheita de maçãs? Quem é o dono da propriedade em Santa Catarina? Outra pergunta pertinente é: Quem fez a contratação do ônibus irregular para realizar transporte de passageiros (fretamento) e transitar em rodovias?
Em seguida, surge a seguinte questão: se o veículo não tinha condições de transitar por rodovias, estando totalmente irregular perante as autoridades de trânsito, como conseguiu percorrer mais de 2.200 quilômetros sem que nenhum agente da Policia Rodoviária Federal ou Estaduais tenham parado e fiscalizado o ônibus?
Esse veículo cruzou diversas cidades, passou por postos da PRF e da PRE de vários estados sem que nenhum policial tenha notado as péssimas condições deste ônibus. Como? Quem poderia explicar essa situação?
A ANTT tem fiscalização ou apenas como agência reguladora dos veículos de transporte faz as regras? Segundo o site da Agência: a ANTT possui Postos de Fiscalização e Atendimentos (PFAs) espalhados pelos principais terminais de transporte rodoviário de passageiros do país. Nesses locais, o usuário do transporte interestadual pode esclarecer as suas dúvidas, fazer reclamações ou solicitar a ajuda de um fiscal.
Os PFAs garantem uma ampla cobertura de fiscalização do transporte interestadual regular de passageiros em razão das suas localizações estratégicas.
Tudo isso está no papel, porém, nas estradas essa situação não impede que veículos sem nenhuma condição transitem impunemente colocando vidas em risco.
Fica a nítida impressão de que muitas pessoas fizeram vistas grossas desde a contratação dos trabalhadores em que haja um contrato formal com valores, CNPJ, ou dados da fazenda onde exerceriam seus trabalhos, passando pela contratação do ônibus em péssimas condições.
Tudo isso nos faz pensar em trabalho escravo, sem a devida regularização da contratação, utilizando-se meios irregulares para o transporte dos trabalhadores por milhares de quilômetros sem documentação, alimentação adequada e um ônibus decente.
Enquanto o Congresso Nacional discute a questão da escala 6X1, nós ainda assistimos trabalhadores rurais vítimas do trabalho escravo ou semiescravo, do desprezo dos empresários envolvidos com a vida dessas pessoas pobres e sem voz.
por uberlandiahoje | fev 25, 2026 | Política Nova |
Ivan Santos – Jornalista
A questão do tráfico de drogas no Brasil é mais séria e complexa do que imagina o nosso ingênuo conhecimento sobre o assunto. O Governo manda as Forças Amadas patrulharem as fronteiras, mas as drogas continuam a entrar no País e circulam em todas as cidades, vilas ou becos. Recentemente um servidor do Alto Escalão do Governo revelou que o trabalho realizado nas fronteiras do país evitou a entrada de 112 toneladas de entorpecentes no mês passado. E quantas toneladas entraram? O governo não sabe porque as drogas que entraram. não são vistas pela polícia e circulam no silêncio da noite O Governo recentemente anunciou mais um Plano Federal contra o crack. Plano Estratégico de Fronteiras. Mais um Plano, mas as drogam continuam circulando e quem quiser pode comprar maconha, cocaína, crack, o que quiser onde estiver.
O Governo anunciou mais um Programa para “reprimir o tráfico de drogas”. Mais uma promessa, mas o tráfico continua ativo hoje como antes.
Sem saída para impedir o tráfico, o Governo promete que vai fazer um trabalho eficiente de prevenção e educação para evitar o consumo e o contato das crianças e jovens com as drogas. Nas planícies torcemos para que o Plano do Governo seja bem-sucedido, mas lembramos da enfática declaração do traficante colombiano Pablo Escobar, antes de morrer: “Enquanto houve quem consuma drogas, haverá quem as produza e quem as distribua, queiram ou não os governos nacionais”. Esta é uma verdade cristalina. Só há tráfico de drogas onde há consumo. Esta é uma lei elementar de mercado que não pode ser revogada por vontade política.
Os planos nacionais para enfrentar os problemas sociais provocados pelo consumo de crack e de outras drogas entorpecentes, lançado no Brasil pelo Governo custam caro e desviam recursos da Saúde, da Educação e da Segurança. Os programas anunciados são ações políticas para manter a confiança dos eleitores no Governo. A realidade continua como sempre foi.
O Governo anunciou a instalação de câmeras especiais para controlar delinquentes em locais onde se concentram usuários de drogas. O plano prevê o funcionamento de consultórios de rua em todo o país. Só promessa.
Os consultórios, segundo o Governo, contarão com médicos, enfermeiros e psicólogos para atender dependentes, principalmente os da população de rua. A intenção é boa, mas o plano parece improvisado e lançado só para produzir efeito de marketing em ano de eleições. A criação de enfermarias nos hospitais do SUS para tratar de drogados não passa de boa intenção.
Uma medida eficaz seria a liberação do comércio de drogas. Se acabar a proibição, comprará drogas quem quiser e o governo tratará os viciados, Hoje, a polícia se ocupa com pequenos vendedores de drogas e deixa o crime organizado crescer como cogumelo no verão. Promessas em véspera de eleição levam nada a lugar nenhum.