Governo de Minas alinha ações de tratamento com a antecipação do período de doenças respiratórias

Secretaria de Estado de Saúde promove fórum com profissionais de saúde, representantes de hospitais e municípios

O Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), está orientando equipes de saúde para casos graves de doenças respiratórias. Dados do Serviço de Virologia e Riquetsioses da Fundação Ezequiel Dias (Funed) indicam a antecipação na circulação da Influenza A, aliada ao avanço do vírus sincicial respiratório (VSR), em relação a 2025.

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Enquanto em 2025 o índice de positividade da gripe só atingiu cerca de 20% na semana epidemiológica 19, em 2026, esse patamar já se aproxima entre as semanas 13 e 15. “Esse é um resultado baseado exclusivamente em dados laboratoriais, que permitem identificar de forma precoce mudanças no comportamento de circulação viral e auxiliar nas decisões de saúde pública”, afirma André Bernardes, referência técnica em Vírus Respiratórios da Funed, que alerta para a sobreposição entre gripe e VSR, sobretudo entre crianças e idosos.
“Quando esses vírus circulam simultaneamente, há aumento da demanda por atendimento, com potencial sobrecarga de serviços”, completa.

Nessa quarta-feira (15/4), o secretário de Estado de Saúde de Minas, Fábio Baccheretti, destacou a importância do diálogo contínuo com todo o estado, durante a abertura do Fórum de Doenças Respiratórias, quando ele apresentou as ações de alinhamento para o atendimento em rede a cerca de 90 participantes, entre profissionais de saúde, representantes de hospitais e de municípios com serviços credenciados para casos graves, que acompanharam a reunião em formato virtual.

“Em um estado como Minas Gerais, com 853 municípios, é importante ouvir o que cada região precisa ou pode agregar, garantindo um cuidado mais direcionado e eficaz”, observa o secretário Fabio Baccheretti.

Para manter a linha de cuidado, o Estado repassa cerca de R$ 21,7 milhões por ano aos municípios com centros de referência, fortalecendo a estrutura e o atendimento especializado.

Ações e precauções

No último sábado (11/4), a SES-MG mobilizou mais de 820 municípios (96% das cidades mineiras) para o Dia D de vacinação, com ações extramuros e ampliação do atendimento, registrando a aplicação de mais de 150 mil doses de vacina contra a influenza. A vacinação é a principal forma de prevenir casos graves e internações. Além disso, medidas simples podem diminuir a transmissão dos vírus, como higienizar as mãos e cobrir nariz e boca com o braço quando tossir.

Para enfrentar o aumento de casos, típico do período, o Estado havia antecipado medidas, com ampliação de leitos, especialmente para o atendimento infantil. A SES-MG ativou a Sala de Monitoramento dos Vírus Respiratórios, que acompanha em tempo real casos, internações e ocupação de leitos.

Unidades da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) operam com capacidade ampliada e podem abrir novos leitos de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) conforme a demanda. O Estado também investe R$ 15 milhões para reforçar a assistência no período sazonal.

Minas Gerais conta com 11 centros de referência em doenças respiratórias, distribuídos em municípios como Belo Horizonte, Juiz de Fora, Montes Claros, Uberaba e Uberlândia, onde são atendidos pacientes com asma grave, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) avançada, fibrose cística, doenças pulmonares e condições neuromusculares, como esclerose lateral amiotrófica (ELA) e atrofia muscular espinhal (AME)

O protocolo estadual contempla seis grupos de doenças e define critérios de financiamento e monitoramento, o que ajuda a organizar a assistência e reduzir a judicialização. Casos leves de DPOC são acompanhados na Atenção Primária. Já os moderados e graves são encaminhados para serviços especializados. “Nossa missão tem sido criar protocolos para reduzir os vazios assistenciais”, destaca o servidor da SES-MG, Frederico Assis.

BDMG amplia prazo para que prefeituras mineiras inscrevam-se no Edital Municípios 2026 até 10/4

São R$ 500 milhões em crédito com condições especiais para que cidades invistam em obras e elaboração de projetos

O Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) ampliou até 10/4 o prazo para que as prefeituras mineiras possam aderir ao Edital BDMG Municípios 2026, que oferta R$ 500 milhões para viabilizar iniciativas de infraestrutura e sustentabilidade. O valor é recorde e 25% superior ao da última edição. Pela primeira vez, a partir do edital, as cidades poderão também financiar a elaboração de projetos, um gargalo para os gestores públicos em função da complexidade do trabalho.

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“Identificamos que os gestores encontram dificuldades técnicas, especialmente nas cidades de menor porte, que representam 80% em Minas. O objetivo é atender as necessidades das prefeituras. Queremos fomentar o desenvolvimento com responsabilidade social e ambiental, gerando impactos positivos à população”, afirma o presidente do BDMG, Gabriel Viégas Neto.

Os municípios poderão financiar a contratação de empresas especializadas em elaborar seus projetos para a captação de recursos reembolsáveis e não reembolsáveis. Como exemplo estão planos diretores, georeferenciamento e projetos de saneamento básico.

Crédito acessível

Os financiamentos terão prazos longos de até dez anos para pagar, incluindo 18 meses de carência. A taxa é acessível e unificada para todos os itens: a partir de 0,47% ao mês mais Selic. Para dar agilidade às iniciativas, o banco vai disponibilizar antecipadamente até 40% do valor financiado do projeto. Os créditos podem ser contratados de forma 100% digital no site do BDMG. A partir do cadastramento do gestor na plataforma, é possível enviar as propostas para captação do recurso.

Sustentabilidade

Outra novidade do Edital 2026 é a possibilidade de investir em iniciativas como a criação de parques e corredores verdes que reduzem ilhas de calor. O gestor poderá aderir ao Edital antes mesmo de definir o projeto que deseja captar o crédito, o que dá mais autonomia para atender as necessidades das prefeituras. Ainda com foco em sustentabilidade, o edital irá financiar sistemas de controle de enchentes, implantação de tetos verdes em prédios públicos, eficiência energética, renovação da frota do município com veículos híbridos e elétricos.

O edital também viabiliza propostas de pavimentação, aquisição de equipamentos e máquinas e a construção e reformas em prédios públicos, projetos de implantação de distritos empresariais, entre outras ações.

Cemig apresenta primeira plataforma de inteligência artificial dedicada ao setor elétrico na América Latina

Presidente da empresa revelou a EnergyGPT, que promete se tornar um dos pilares da digitalização da rede elétrica

A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) lançou o EnergyGPT, primeira plataforma de inteligência artificial da América Latina dedicada ao setor elétrico, durante participação no South by Southwest (SXSW) 2026, maior festival de inovação do mundo.

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É a primeira vez que a companhia participa do evento, que está sendo realizado na cidade de Austin, nos Estados Unidos da América (EUA), e o anúncio do EnergyGPT reforça a posição de Minas Gerais como polo avançado da transição energética. A expectativa é que a plataforma se torne um dos pilares da digitalização da rede elétrica operada pela empresa.

Desenvolvido com investimento de R$ 26 milhões, o sistema passa agora por validação em operação real e já integra rotinas de mais de 200 profissionais. A plataforma utiliza modelos de linguagem treinados em base regulatória da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), normas técnicas e documentação setorial, além de uma ferramenta que permite a criação de agentes personalizados para diferentes fluxos de trabalho.

Ao participar de um painel que discutiu tendências globais do setor, o presidente da Cemig, Reynaldo Passanezi Filho, destacou o momento atual, em que dados e inteligência artificial passam a ter papel central na área. “A nova fronteira da energia é estratégica. Quem dominar redes digitais e inteligência energética vai liderar o crescimento econômico nas próximas décadas”, afirmou.

A Cemig também apresenta outras iniciativas que vem desenvolvendo em Minas Gerais durante os sete dias de SXSW, que termina na quarta-feira (18/3). São os casos da microrrede de Serra da Saudade, primeira do país com modelo que permite dupla alimentação elétrica, ampliando a resiliência do sistema, em operação desde janeiro, e o Agrivoltaico, que combina geração solar com produção agrícola e pecuária, criando novas dinâmicas de uso da terra e eficiência hídrica.

Juntos, esses e outros projetos representam cerca de R$ 1 bilhão investidos pela empresa em inovação e pesquisa aplicada.

Transformação

A dimensão do sistema operado pela Cemig ajuda a explicar o peso das soluções apresentadas no SXSW. A companhia atende mais de 9,5 milhões de clientes em 774 municípios e administra uma rede de aproximadamente 550 mil quilômetros (extensão equivalente a 14 voltas ao redor do planeta).

Minas Gerais possui uma das matrizes elétricas mais limpas do mundo, com cerca de 98% de fontes renováveis, e lidera a geração distribuída no Brasil. Entre 2018 e 2025, a potência instalada em geração distribuída no estado saltou de 153 megawatts (MW) para 5,17 gigawatts (GW).

Para acompanhar essa transformação, a Cemig conduz o maior ciclo de investimentos de sua história. Entre 2019 e 2030, a previsão é aplicar cerca de R$ 70 bilhões, dos quais 68% destinados à modernização e expansão da rede de distribuição, incluindo a instalação de 1,48 milhão de medidores inteligentes e a construção de novas subestações.

Classes bem distintas.

Paulo Henrique Coimbra de Oliveira – Economista – RJ

Temos 2 classes bem distintas de assalariados. No teto da pirâmide temos os graduados dos 3 poderes cheios de PENDURICALHOS imorais e ilegais vivendo nababescamente. E no piso o pessoal do PENDURANOSGALHOS pois com o que ganham mal dá para comer e ainda estão nas mãos de agiotas assim como os aposentados e pensionistas do INSS.

Gasta primeiro, vê depois?

Marília Alves Cunha

“Não existe dinheiro público, existe apenas o dinheiro do pagador de impostos. Existe o seu dinheiro”. Esta frase é frequentemente atribuída a Margareth Tatcher, por muitos anos 1ª. Ministra do Reino Unido, utilizada para destacar que o Estado nada produz, nenhuma riqueza, apenas arrecada e administra. No nosso caso brasileiro, arrecada e gasta. Luciano Hang, um dos maiores empresários brasileiros, também chegou a esta conclusão e expõe sobre o assunto: “Quando o Estado quer gastar mais ele só tem dois caminhos – ou toma emprestado o que você poupou ou aumenta os impostos. E não adianta pensar que alguém vai pagar a conta: este alguém é você! O dinheiro arrecadado com tanto esforço precisa ser respeitado e administrado com responsabilidade, transparência e foco no que realmente importa: saúde, segurança, educação e infraestrutura”.

Fico repetindo este refrão da gastança por imensa preocupação que sempre tive com nosso país, pelo seu presente e pelo seu futuro. O Brasil, apesar de não ser mais uma criança, já com seus 525 aninhos, anda muito desgastado, sem planejamento, coisas nefastas vindo de roldão e as boas esperando o trem que não chega nunca. O Brasil, no que precisa ser fortalecido, está ao abandono. A corrosão toma conta, tanto no sentido social, como econômico e cultural. Isto todos nós sabemos e por mais que queiramos dourar a pílula, acabou-se o estoque de dourado, não há mais como esconder.

O Presidente Lula também sabe que a situação é séria e que o país não conseguirá sobreviver sem esta noção de economia e responsabilidade. Sente que a coisa vai mal. Inclusive dá muitos conselhos para o bom brasileiro, para que se comporte melhor: pede a classe média que ostente menos, que não compre excessos; quase pede aos pobres que passem fome, mas não comprem nada que possa fazer os ricos mais ricos. Critica os ricos com espalhafato, para agradar a moçada da esquerda, mas está sempre ao lado deles com agrados e, muitas vezes até prejudicando toda a nação. E gasta, gasta o dinheiro público como se fosse propriedade sua, como se governar fosse apenas isto: cobrar do povo sem lhe dar nada em troca e gastar como se o vil metal nascesse em árvore, nesta terra que em se plantando tudo dá…
Bem, mais uma extravagância de Lula aconteceu há dias atrás. Viajou com sua enorme comitiva de 315 pessoas para a Coréia do Sul, composta de membros do governo, setor empresarial e outros setores que, de certo, nem vão aparecer na lista oficial de passageiros. Viaja, fica nos melhores hotéis, bebe da melhor bebida, não tem a mínima preocupação de evitar gastos excessivos de um país endividado e envolto em problemas econômicos. O que foi fazer lá? Isto fica meio obscuro, porque explicações seguras e definitivas nunca aparecem ,o povo não tem que saber dos projetos e relações do governo com outros países. Um exemplo do modo de governança pode-se vislumbrar quando gasta-se quase 10 milhões de reais no carnaval, pagando uma escola de samba para homenagear e fazer campanha eleitoral de si mesmo, enquanto as cidades de Minas Gerais, fortemente atingidas pelas chuvas, recebem uma miséria que não dá nem para começar. E a dinheirama derramada nos artistas, putz, nem é bom pensar…

Aconselhamos também ao Presidente Lula que pare com esta gastança e que seja mais positivo ao reagir contra os roubos que têm ocorrido neste país, como o dos velhinhos do INSS e o escandaloso rombo do Banco Master. DE vez em quando dou a louca e assisto sessões das CPMI. A do INSS dá vontade de chorar…Os esforços do Presidente e do Relator são ingentes, assim como de muitos senadores e deputados que depuram os fatos e tentam esclarecer os casos com muita segurança. Mas junto com a necessidade de apurar todos os esquemas, vêm os “habeas corpus” e a necessidade de blindar criminosos que lesaram em bilhões, centenas de milhares de aposentados. É um tal de “vou permanecer em silêncio” que dói nos ouvidos. Vontade existe, por parte de pessoas do bem, de apurar com seriedade e expor os criminosos. Mas, como sempre, há muita gente importante que enfiou o pé na jaca, lambuzou-se todo na podridão de bancos e instituições. É gente importante demais, tem o cúmulo da importância e não pode aparecer nesta lista tão feia e suja dos ladrões do Brasil. A corrupção escalou o mais alto das prateleiras do poder. Mas faça, presidente, como prometeu na TV. Não blinde ninguém, seja quem for. Todos serão investigados, foi o que disse. Assim é o correto, assim deve ser. A república vai aguentar, não se preocupe!

Finalizo com sinceras críticas à Janja pela roupa com que ela apresentou-se no encontro com o Presidente e esposa coreanos . Sinceramente, não ficou bem para ela. Se moda pega, daqui a alguns dias estaremos vendo primeiras damas de outros países aqui chegando, vestindo a tradicional “prenda”, roupa do RGS que valoriza a sobriedade, elegância rural, usada pelas mulheres tradicionais daquele estado. E, para ficar ainda mais brasileiro, mais sensacional, poderiam vir de baianas bem rebuscadas. Não seria engraçado?

Ministros ou aiatolas

Paulo Henrique Coimbra de Oliveira – Economista

Como são tolas as pessoas que se acham acima de tudo e de todos por serem vazias e acreditarem apenas no seu próprio endeusamento. É assim como pensam os aiatolás e os ditadores de um modo geral. É assim que vejo nossos ministros do STF em suas decisões monocráticas quando se mostram incapazes de dialogar. Querem decidir e pronto. Ignoram o colegiado. Isso não é defesa da democracia. É ditadura. Podem errar por e nada pode ser feito. Isso deve acabar. E somente o Senado pode fazer alguma coisa. Mas não temos senadores e não temos um Trump ou Netanyahu.