Ivan Santos – Jornalista
Já fui acusado neste espaço por algumas pessoas encantadas com a polícia econômica do presidente Lula, de ser pessimista e míope por não reconhecer nem ver que “nos últimos dez anos houve crescimento expressivo da classe média brasileira; que a pobreza diminuiu e o Brasil tem mais de US$ 400 bilhões de dólares em reservas que fazem com que o País seja uma potência econômica sulamericana”. Tanta euforia não passa pela minha cabeça. Prefiro acreditar no que dizem economistas prudentes.
No ano passado li numm jornal nacional um alerta: “Se alguém espera para 2026 algum sopro de euforia nos mercados, é bom saber que essa não é a previsão de especialistas consultados”. “Não vai ser um ano para dobrar metas”, comentou um respeitado economista caboclo. As medidas macroprudenciais adotadas pelo,Govermp estão a produzir os primeiros sinais de desaceleração da economia . Para evitar desemprego em massa, o Governo lança programas populares para manter a Tigrada confiante no futuro. Para economistas conservadores, os “Programas” do Governo são paliativos porque a crise econômica cresce na Europa apos o tarifaça de Trump e pode se espalhar por todo o mundo. Na economia globalizada, o Brasil não ficará como ilha de bonanças sem sofrer os efeitos negativos da desaceleração econômica no Primeiro Mundo.
BIPOLARIDADE
Há poucos meses o analista econômico de um jornall naional escreveu que ”ninguém tem dúvida de que 2026 será ano marcado pela bipolaridade com períodos de estresse que devem se alterar com momentos de recuperação embalados por recursos ainda disponíveis”. O Brasil é um país que ainda tem recursos disponíveis e forte mercado interno, mas isto não é vantagem competitiva no mundo.
CAUTELA
O Governo tem agido com cautela em matéria de economia e atua para evitar desacelerar a indústria. No entanto, muitos cumlpam o Governo “pelo fraco desempenho da indústria em 2026”. Na verdade é o “Custo Brasil” e a carga tributária que atormentam as indústrias.
CLIMA QUENTE
Em Uberlândia a indústria da construção civil parece aquecida com lançamentos de médio porte. Neste ambiente positivo e animador é preciso torcer para que o Governo não desvie recursos do FGTS para financiar as obras da classe media superior e falte dinheiro para a CEF financiar imóveis populares. Este é ano de eleições, Segudo a presidente Dilma, “em ano de eleição a gente fez o diabo”pra ganhar os votos da Tigrada.