Gustavo Hoffay – Agente Social
Entre homens, mulheres e jovens (de ambos os sexos) existem relações de dependência, serventia, quando o assunto envolve drogas ilícitas e desde a sua produção, manipulação, comércio e consumo, mas nunca um vínculo de amor. Prevalece ali, muito pelo contrário, o egoísmo, a ambição, a dominação, a cobiça….. Lembro que o grande filosofo Aristóteles, que chegou a dizer que o “Ser humano nem sequer conhece o mundo e o homem, porque esses são finitos; se Deus os conhecesse, seria contaminado pela finitude da realidade contingente”. Ora é sobre esse fundo de cena que faço uso deste espaço para ressoar o quanto ainda existe de ignorância em homens que, mesmo diante de uma obviedade tal, ainda insistem em apregoar a proibição do uso de determinados e populares entorpecentes em nosso país (aliás, já fui um deles). Temos assistido ao longo dos anos a uma guerra titânica, trágica em todos os sentidos, envolvendo policiais e traficantes e que, quase sempre, culmina em morte ou outras desagradáveis consequências para uma considerável quantidade de pessoas envolvidas. Além dos custos sociais de toda a tragédia decorrente do tráfico e do combate às drogas ilícitas, ainda corremos o sério risco de ver tornar rotineira todas essas trágicas ocorrências. Há mais de trinta anos atuando na seara Dependência Química, ter concluído quatro cursos de extensão universitária, participado de diversos seminários e palestras no Brasil e nos Estados Unidos, ter ocupado cargos de diretoria em duas fundações e em um conselho municipal antidrogas e, portanto, convivido de muito perto com quase todas as realidades inerentes a esse grave assunto, cheguei à conclusão de que não mais adianta a sociedade continuar dando “murros em ponta de faca” e jogar dinheiro público “pelo ralo” em quantidade abundante, em se tratando de combate ao tráfico e ao comércio varejista de drogas ilícitas, pois essas e todos aqueles que lucram com tudo o que delas deriva de maneira ilegal, jamais serão vencidos! A aceitação ( ou reafirmação) definitiva de que a sociedade brasileira está irremediavelmente rendida e entregue às reiteradas ações criminosas oriundas do tráfico daquelas substancias torna-se, sim, cada vez mais evidente, iniludível, enquanto agrava-se de maneira constante e profundamente a presença das mesmas em nosso meio, mesmo considerando-se todos os esforços das policias civil e militar, além de ações pontuais das Forças Armadas no sentido de combate-las. Falta ao Brasil, imagino, assimilar e gravar a nossa total incompetência diante de uma obviedade tão exposta, tão explícita: as drogas jamais serão vencidas e também a dependência pelas mesmas. Afirmo sim, sem medo algum de errar: mais que nunca as nossas autoridades governamentais precisam usar e abusar da razão, sem sacrifício ou renúncia, para chegar à conclusão de que a liberação do uso daquelas substâncias passe a ser séria e denodadamente controlada, submetida a um regular monitoramento e de maneira a dar-se início ao fim de uma guerra que vem causando graves prejuízos pessoais, financeiros, visíveis e sensíveis. Renunciarmos a nossa inteligência e daí continuarmos tratando as drogas como algo a ser vencido e definitivamente eliminado da nossa pátria amada é, penso, uma opção que sequer deve (continuar) ser aventada. Causa-me horror assistir palestras e passeatas que promovem uma inútil guerra contra as drogas quando, para menos mal da nação, a liberação do uso das mesmas seria o início de uma solução definitiva para muitas das tragédias originadas do tráfico. Quanto aos traficantes, penalidades legais; quanto aos dependentes e respectivos familiares, tratamentos adequados; quanto à população, cautela e em sentindo amplo.
Bom dia amigão…vc tem razão.. comparo com o uso de uma droga tao letal que é o cigarro que grande parte da população faz uso.e nao tem como broibir ..fuma quem quizer aqora as consequências do uso do cigarro como qualquer droga e exclusivamente do cidadão…
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