por uberlandiahoje | jan 23, 2026 | Ponto de Vista |
Gustavo Hoffay – Agente Social
Recentemente me senti, mais uma vez, honrado com um convite para palestrar em uma classe de jovens universitários a respeito do tema Dependência Química: Prevenção ao Uso de Drogas, Reabilitação e Reinserção Social de dependentes reabilitados. Em oportunidades semelhantes empenho-me sempre em citar algumas das principais causas daquela doença para que, a partir de então, eu consiga trabalhar a consciência dos ouvintes no sentido de investigar formas que ajudem a diminuir a procura por alguma daquelas substâncias, lícitas ou ilícitas. Sem dificuldade percebo que é no coração de cada moça ou rapaz onde o motivo do uso de drogas tem raízes profundas: dentro de cada um deles, nas formas cotidianas de agir, pensar e deixar-se influenciar por atos e opiniões diversas entre outras. Todavia e na qualidade de antigo e humilde estudioso do assunto e ainda diante de tantos males provocados pelo uso e abuso de drogas diversas, afirmo que nunca deve-se perder a esperança de que grande parcela da juventude não terá despertada sequer a curiosidade de experimentar os efeitos daqueles entorpecentes ou estupefacientes, pois nota-se cada vez mais que são grandes as energias que rompem continuamente do coração e da mente de jovens que acreditam em dias melhores para si e todos aqueles que fazem parte do seu círculo social e familiar. O momento atual e quando assiste-se a uma escalada de uma criminalidade financeira e economicamente dependente da produção e comércio de drogas, deve tornar-se ocasião para que a grande maioria dos jovens renove também a sua mentalidade; sim, pois o momento não é unicamente de perigos, ameaças e inquietações. O futuro do Brasil, penso, depende de modo especial das opções éticas que os jovens são constantemente chamados a fazer. Eles irão assumir amanhã as responsabilidades de pais, mães e do estado. Em minhas palestras é facilmente percebível o quanto eles interrogam a respeito do que hão de fazer para dar soluções novas aos antigos e atuais problemas relacionados ao uso de drogas e, claro, como construírem um novo tempo assentado sobre a razão e a solidariedade fraterna. E nas oportunidades que surgem, digo sempre que não tenham medo da sua própria juventude e receio das suas aspirações à verdade, à felicidade, à beleza e ao amor. Mesmo diante de tanto assédio das drogas, sempre digo aos jovens que nunca percam o ânimo de tocar a vida! Há sim aqueles que apelam para o uso daquelas substâncias e o abuso no consumo de bebidas alcoólicas, pois tentados a caírem em desespero, julgando que a vida é maldosa e tem pouco sentido…E o que não falta, infelizmente, é claro, são exploradores sempre a postos, à espreita, para manipularem a energia e a inocência de jovens muitas vezes desorientados, “descombussolados”- como dizia o meu amigo Frei Antonino de Bronte. Ora, cabe a cada um de nós, adultos responsáveis, sugerir continuamente aos jovens uma séria reflexão para que escolham a prática de valores e de maneira a nunca deixarem-se iludir pelo “canto das sereias” e que podem alicia-los a seguir uma rota muita perigosa. Precisamos, sim , cada vez mais, de jovens que tenham bebido, “enchido a cara” com todo o seu empenho nas fontes da verdade, serem humildes e fortes para resistirem às tentações das manipulações, de forma a desenvolverem neles mesmos um profundo sentido de responsabilidade para com os valores morais. O desafio diante das ameaças constantes e tão próximas das drogas é grande, mas a recompensa por não ceder às sua tentações é muito maior.
por uberlandiahoje | jan 23, 2026 | Ponto de Vista |
Tania Tavares – Professora – SP
Até que enfim apareceu uma manifestação diante do banco Master contra o sr. José Antonio Dias Toffoli GOMA, articulada pelo Movimento Brasil Livre (MBL), e como dizia Ulisses Guimarães: políticos e ministros só têm medo do povo nas ruas. Só não concordo com o MBL, que pede o afastamento de Toffoli do caso e não da Suprema Corte!
por uberlandiahoje | jan 23, 2026 | Ponto de Vista |
Tania Tavares – Professora – SP
O Estadão de hoje 23/01/2026, nos deixa, a todos os cidadãos com algum conhecimento do que vem acontecendo no Brasil, pasmos. O presidente do STF Edson Fachin sai em defesa de Toffoli e diz que a Corte “não se curva a ameaças ou intimidações”(pg A7) lembrei do Jô Soares : sois Rei? Que Dias Toffoli, relator sobre o MASTER, atua em regular supervisão judicial.E o tal “Código de conduta” para os ministros da corte? O povo tem que ir para as ruas!
*Em minúscula mesmo
por uberlandiahoje | jan 22, 2026 | Ponto de Vista |
Autor: Rafael Moia Filho – Escritor, Acadêmico da ABLetras, Blogger, Analista Político e Graduado em Gestão Pública.
As três grandes farsas recentes no Brasil foram:
2016: Pedaladas fiscais para Impeachment da Dilma;
2017: Moro e a farsa da prisão do Lula sem provas;
2018: Facada fake em Juiz de Fora.
Embora sejam eventos com diferença de um ano entre seus acontecimentos, a execução foi planejada com antecedência visando tirar Dilma, do PT, da presidência e evitar a eleição de Lula em 2018.
Conseguiram êxito na execução dos golpes, fazendo com que os mesmos não estivessem associados entre si no momento em que foram praticados. Iludiram a população disseminando milhões de disparos de fake news e contaram com a providencial ajuda da grande mídia vira-lata do nosso país.
Tudo começou quando Aécio Neves (PSDB-MG), perdeu as eleições para a presidência da república para Dilma Rousseff em 2014 por uma margem pequena de votos. Inconformado, tentou convencer a sociedade e o TSE que houveram fraudes na apuração dos votos pelas urnas eletrônicas, a mesma patifaria utilizada por Jair Bolsonaro na derrota em 2022. Coincidências? Não. Era desespero e tentativa de fraude no processo legítimo nas duas eleições.
Quando percebeu que sua tentativa não havia emplacado, começou junto com a direita na Câmara um processo de fritura para derrubar Dilma Rousseff do poder. Aliou-se a Eduardo Cunha e outros próceres da extrema-direita nacional e começaram a boicotar o governo federal, além de buscarem algo que pudesse ser utilizado para dar um golpe em Dilma.
Usaram então as famosas pedaladas fiscais como justificativa para o Impeachment da presidente Dilma. Tudo orquestrado e premeditado nos corredores do Congresso Nacional. As acusações não configuravam crimes de responsabilidade de forma clara e foram um pretexto para poder impor o Impeachment. Houve um forte componente de perseguição política onde o processo foi impulsionado por uma crise econômica, uma insatisfação popular (manifestações de rua forjadas pela direita usando estudantes como massa de manobra) e por setores políticos e midiáticos contrários ao governo.
O objetivo principal era interromper um projeto de governo eleito democraticamente, caracterizando uma ruptura indireta da ordem democrática.
Lula havia sido presidente de 2003 a 2010, seguido por Dilma Rousseff de 2011 a 2016, o pavor daqueles políticos e empresários era acontecer uma nova vitória com Lula em 2018. Começaram então a segunda etapa do plano: derrubar Lula e inviabilizar sua candidatura.
Em 2017, surge Sérgio Moro, seus promotores e o esquema da República de Curitiba, onde criaram um tribunal de exceção. Usaram então a Operação Lava Jato para poder em seguida chegar a Lula.
Prenderam empresários, donos de grandes empreiteiras, causando desemprego e favorecendo empresas americanas. Mas o único objetivo era investigar o ex-presidente Lula. Fizeram de tudo: buscas, apreensão, escutas ilegais, delações forçadas em troca de liberdade desde que mentissem sobre o governo Lula.
Ao final de todas as investigações os promotores capitaneados por Deltan Dallagnol não conseguiram encontrar dinheiro no exterior nem no Brasil em nome de Lula. Não acharam sequer indícios de corrupção nem nada que desabonasse o ex-presidente.
Num ato de desespero usaram um triplex no Guarujá que não pertencia a Lula e um sítio em Atibaia que não pertencia a Lula, mas era registrado no Cartório de Registro de Imóveis daquela cidade em nome de Fernando Bittar, amigo de Lula.
Mesmo sem provas, mesmo sem ter quaisquer indícios mínimos que fossem de corrupção, Sérgio Moro forjou uma sentença onde condenava Lula a cumprir prisão em regime fechado na sede da PF de Curitiba. O processo com mais de 18.000 páginas foi apreciado pelo TRF4 de Porto Alegre em tempo recorde (menos de cinco dias), onde aceitaram as denúncias contra o ex-presidente.
Até os dias atuais, nunca ninguém conseguiu encontrar no meio daquelas 18 mil páginas onde estão as acusações contra Luiz Inácio Lula da Silva. Nem Deltan, nem Sérgio Moro sabem dizer em quais páginas um cidadão poderia encontrar as acusações que eles diziam ter contra Lula. Foi uma farsa criminosa.
Após a prisão de Lula, faltava ainda vencer as eleições em 2018, onde o PT tinha Fernando Haddad como candidato à presidência. As alianças em torno de Jair Bolsonaro temiam que ele não conseguisse vencer as eleições, pois, tinha menos de 30 segundos no horário de rádio e TV.
Surge então a facada sem sangue, a facada misteriosa que levou Bolsonaro ao hospital e o tirou dos debates que aconteceriam naquele mês no rádio e na televisão. O documentário realizado pela equipe do jornalista Joaquim de Carvalho (Brasil 247), não deixa uma única dúvida sobre a farsa grotesca daquele episódio recheado de mentiras e segredos guardados a mil chaves pela família Bolsonaro.
Dois meses depois Bolsonaro era eleito presidente da república, algo que ele nunca imaginou que pudesse acontecer. Ficou na presidência de 2019 a 2022, sem fazer nada em prol do povo, sem erguer um único Hospital ou Universidade, sem duplicação de estradas ou qualquer coisa que pudesse ser lembrada como seu legado. Um desastre de gestão de um sujeito que nunca trabalhou na vida e que passou quatro anos planejando um golpe de Estado para poder se perpetuar no poder.
Hoje está preso, condenado a 27 anos e três meses de prisão em regime fechado. Falta agora apurar tudo em torno de Sérgio Moro, dando um fim a este período de golpes e fraudes processuais e eleitorais que marcaram o Brasil.
por uberlandiahoje | jan 20, 2026 | Ponto de Vista |
Marília Alves Cunha – Educadora e escritora
A partir de 2018 vivemos tristes acontecimentos no Brasil. Um deles foi a tentativa de assassinato de um candidato, Jair messias Bolsonaro, no auge de uma campanha presidencial, campanha esta em preocupante crescimento (preocupante para a esquerda). Adélio Bispo, tido como um “lobo solitário”, quase deficiente mental, foi o autor do atentado. Deficiente mental que usava vários celulares, computador e tinha uma trinca de advogados de fazer inveja a qualquer mortal. Uma pobre investigação, Adélio incomunicável, tudo certo. Acreditamos? Claro que não! Mas fazer perguntas, duvidar, questionar com insistência já começava a oferecer perigo…
Em 2019, Bolsonaro já presidente, o Ministro Dias Toffoli instala o “Inquérito do Fim do Mundo”, pondo em risco a harmonia dos poderes, a imparcialidade do judiciário, o devido processo legal e o direito à ampla defesa a ser exercido pela advocacia. Este inquérito transformou-se num dos maiores processos em volume e número de investigados. Sem tempo para terminar e, incrível, sigiloso, perdendo-se aí, em grande parte, a função de garantidor de direitos que deve ser exercida pelo poder judiciário. Logo de início a bola foi passada, por Toffoli, ao Min. Alexandre de Moraes. Este inquérito não teve fim, até os dias de hoje…
Lula, na cadeia desde 07/04/2018, foi libertado depois de
ficar 580 dias preso. Não por ser inocentado, pois fora
condenado em três instâncias. Até os dias de hoje ninguém
conseguiu justificar com argumentos cristalinos a soltura
de Lula e, mais tarde, sua candidatura a presidente da
república. O Ministro Fachin demorou 05 longos anos para
descobrir que o foro legítimo considerado para a Lava Jato
estava errado. Depois de uma campanha eleitoral na qual
esforços foram grandes para minar a candidatura de Bolsonaro, fustigando sua campanha com inúmeras proibições, Lula foi eleito, mudando uma história que apenas começara a ser vivida. Mas o Brasil já mudara o suficiente para que se impusesse um “cala a boca” aos que questionassem o resultado das eleições e tentassem ferir os princípios do estado democrático de direito.
08/01/2023 – Uma simples manifestação popular contra o governo que se instalava, transformou-se num golpe violento, na boca de governistas. Golpe sem exército, sem Congresso, sem armas, sem disposição e liderança para ato de tal magnitude contra os três poderes da república. Baderneiros havia, uns, inclusive, sendo atendidos amavelmente pelo G. Dias (que sumiu do mapa) e alguns policiais que os tratavam a pão de ló, encaminhando-os pelos salões e corredores do Palácio do Planalto. Alguma coisa até engraçada, como um “terrorista” fazendo pose e sendo fotografado quando chutava uma porta. Sem dúvida nenhuma, se foi golpe foi terceiro mundista! À custa deste “golpe”, prisão por atacado, inocentes presos e condenados a penas altíssimas por estarem participando de uma manifestação.
Críticas intensas foram e são feitas por juristas, jornalistas e outros que se debruçaram sobre os fatos relativos ao 08 de janeiro: muito criticados o ativismo judicial e politização de membros do judiciário que consideraram isentos da imparcialidade constitucional, a violação do devido processo legal e ampla defesa, penas desproporcionais e falta de individualização das penas, erros na tipificação dos crimes, erros judiciais, prisões indevidas.
Por que lembrar tudo isto? Porque a história não pode ser esquecida ou só contada por um lado político ou jornalístico. Muitas narrativas foram criadas, muita coisa foi dita e ouvida que não têm semelhança com a realidade, muitas pessoas sofrem hoje o efeito daquele dia fatídico, ficando marcados para sempre como criminosos e pagando penas absurdas pelo que não cometeram. Houve um tempo em que os jornalistas eram escravos dos fatos. Hoje são donos dos fatos e, por isto mesmo, a história não pode ser deixada de lado pelos que as conheceram ou viveram.
Bem, o que resta fazer? Millor Fernandes disse um dia: “Dormimos com o Tancredo e acordamos com o Sarney, existe um túnel no fundo da luz”. Diferentemente do inesquecível Millor, quero pensar que existe luz no fundo do túnel e que, qualquer dia destes, sairemos deste pesadelo em que transformou-se o Brasil. Um Brasil onde um Ministro da Suprema Corte debocha abertamente de um ex-presidente, depois de transferí-lo de uma masmorra para a Papudinha. E pior, faz isto diante de alunos de Direito que deveriam estar aprendendo coisas melhores, com pessoas mais comprometidas com o Brasil e os brasileiros. E onde Ministros da mais alta Corte se embaralham num antro de criminosos, num dos maiores escândalos já visto neste país de meu Deus o que é isto!
por Uberlândia Hoje | jan 18, 2026 | Ponto de Vista |
Hugo Cesar Amaral – Analista em Serviço Público do Saneamento do Dmae – Cargo: Advogado.
Donald Trump será lembrado no futuro como um dos mais insanos líderes americanos.
Claramente não tem a noção mínima da relevância de seu cargo não apenas para o povo americano, mas para o mundo como um todo.
Ainda que os EUA não ostentem a relevância de possuíam meio século atrás respondem por quase 1/4 de todo o PIB mundial.
São expoentes em tecnologia, têm as forças armadas mais poderosas, disseminam sua cultura pelo mundo, enfim, destacam-se ainda como a nação de maior relevo na ordem internacional.
Toda esta relevância, no entanto, não impede seu comandante de administrar por arroubos, desvarios e condutas irracionais.
No afã de tornar a América novamente grande desestabiliza a ordem mundial, enquanto Rússia e China esfregam as mãos antevendo ganhos políticos e econômicos que possam auferir neste cenário imprevisível.
A captura do ditador Maduro talvez seja o menor de seus desatinos, mas a postura sem engajamento na defesa da Ucrânia, o discurso que fragiliza a OTAN e ações imperialistas como a atinente à anexação da Groenlândia mostram que Trump está pouco preocupado com uma ordem mundial estável.
Com que autoridade o Trump que deseja anexar a Groenlândia e que ironicamente já acenou com a anexação do Canadá irá confrontar a Rússia que invade a Ucrânia ou a China que vislumbra futuramente anexar Taiwan?
A Europa, aturdida, não sabe se se defende a leste do expansionismo russo, ou a oeste, das ameaças à Groenlândia.
Se vêem os europeus na contingência de buscar o rearmamento e tudo isto num cenário de retração econômica na comunidade européia. A Alemanha teme uma invasão russa nos próximos anos e terá de dividir sua atenção com a ameaça americana na Groenlândia. Surreal, mas é o que temos de assistir.
O mundo com Trump e pós-Trump será menos seguro e mais nacionalista, onde a força, em detrimento do direito, prevalecerá.
Trump planta o caos na ordem mundial.
Aterroriza saber que teremos este insano por mais três anos no comando da maior potência global!