Gustavo Hoffay – Agente Social
Recentemente me senti, mais uma vez, honrado com um convite para palestrar em uma classe de jovens universitários a respeito do tema Dependência Química: Prevenção ao Uso de Drogas, Reabilitação e Reinserção Social de dependentes reabilitados. Em oportunidades semelhantes empenho-me sempre em citar algumas das principais causas daquela doença para que, a partir de então, eu consiga trabalhar a consciência dos ouvintes no sentido de investigar formas que ajudem a diminuir a procura por alguma daquelas substâncias, lícitas ou ilícitas. Sem dificuldade percebo que é no coração de cada moça ou rapaz onde o motivo do uso de drogas tem raízes profundas: dentro de cada um deles, nas formas cotidianas de agir, pensar e deixar-se influenciar por atos e opiniões diversas entre outras. Todavia e na qualidade de antigo e humilde estudioso do assunto e ainda diante de tantos males provocados pelo uso e abuso de drogas diversas, afirmo que nunca deve-se perder a esperança de que grande parcela da juventude não terá despertada sequer a curiosidade de experimentar os efeitos daqueles entorpecentes ou estupefacientes, pois nota-se cada vez mais que são grandes as energias que rompem continuamente do coração e da mente de jovens que acreditam em dias melhores para si e todos aqueles que fazem parte do seu círculo social e familiar. O momento atual e quando assiste-se a uma escalada de uma criminalidade financeira e economicamente dependente da produção e comércio de drogas, deve tornar-se ocasião para que a grande maioria dos jovens renove também a sua mentalidade; sim, pois o momento não é unicamente de perigos, ameaças e inquietações. O futuro do Brasil, penso, depende de modo especial das opções éticas que os jovens são constantemente chamados a fazer. Eles irão assumir amanhã as responsabilidades de pais, mães e do estado. Em minhas palestras é facilmente percebível o quanto eles interrogam a respeito do que hão de fazer para dar soluções novas aos antigos e atuais problemas relacionados ao uso de drogas e, claro, como construírem um novo tempo assentado sobre a razão e a solidariedade fraterna. E nas oportunidades que surgem, digo sempre que não tenham medo da sua própria juventude e receio das suas aspirações à verdade, à felicidade, à beleza e ao amor. Mesmo diante de tanto assédio das drogas, sempre digo aos jovens que nunca percam o ânimo de tocar a vida! Há sim aqueles que apelam para o uso daquelas substâncias e o abuso no consumo de bebidas alcoólicas, pois tentados a caírem em desespero, julgando que a vida é maldosa e tem pouco sentido…E o que não falta, infelizmente, é claro, são exploradores sempre a postos, à espreita, para manipularem a energia e a inocência de jovens muitas vezes desorientados, “descombussolados”- como dizia o meu amigo Frei Antonino de Bronte. Ora, cabe a cada um de nós, adultos responsáveis, sugerir continuamente aos jovens uma séria reflexão para que escolham a prática de valores e de maneira a nunca deixarem-se iludir pelo “canto das sereias” e que podem alicia-los a seguir uma rota muita perigosa. Precisamos, sim , cada vez mais, de jovens que tenham bebido, “enchido a cara” com todo o seu empenho nas fontes da verdade, serem humildes e fortes para resistirem às tentações das manipulações, de forma a desenvolverem neles mesmos um profundo sentido de responsabilidade para com os valores morais. O desafio diante das ameaças constantes e tão próximas das drogas é grande, mas a recompensa por não ceder às sua tentações é muito maior.