Publicado edital de concurso público para a carreira de Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental

GOVERNO DE MINAS – SECOM
Classificados para as 30 vagas cursam graduação em Administração Pública para obtenção de aprovação formal e nomeação no poder Executivo de Minas Gerais

Belo Horizonte, 12/8/2026 – O edital para o concurso público para a carreira de Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental (EPPGG) foi publicado e está disponível nos sites da Fundação João Pinheiro e da Fundação Cefetminas. O período de inscrições vai de 24 de agosto a 28 de setembro de 2026, com taxa no valor de R$ 65.

Os interessados deverão, obrigatoriamente, realizar as provas do Exame Nacional do Ensino Médio – Enem 2026, válido como primeira etapa do concurso público. Os candidatos classificados são convocados para a segunda etapa do concurso, que consiste na habilitação documental. Aqueles aprovados dentro do limite de vagas ingressam no curso de graduação em Administração Pública, que é a terceira etapa do certame.

Ao concluir a graduação, que tem duração de quatro anos, o candidato que cumprir todos os requisitos previstos no edital é nomeado para o cargo de EPPGG para atuação em um dos órgãos do poder Executivo de Minas Gerais.

T0das as atualizações e publicações oficiais sobre as próximas etapas do concurso público devem ser acompanhadas pelos canais oficiais da Fundação João Pinheiro e da Fundação CEFETMINAS.

Fundação João Pinheiro | Assessoria de Comunicação

Insegurança

Gustavo Hoffay – Agente Social

O Brasil tem sentido brutal e dolorosamente os golpes infligidos a toda sua sociedade por marginais dos mais diferentes tipos. Detenho-me especialmente, aqui, à mentalidade daqueles que praticam a violência política e, não raro, tida como ação “ justificada”; pior: os que a praticam passam-se não raras vezes por heróis movidos por nobres ideais. Interessante é que a violência política nem sempre distingue entre pessoas consideradas como culpadas e pessoas inocentes, mas frequentemente atinge (também) aqueles aos quais não toca responsabilidade alguma, por exemplo, crianças. O que considero uma violência política é aquela que se dirige contra as estruturas e mais do que propriamente contra pessoas; por isso ela pode ser tão ou mais cruel do que a clássica violência exibida diariamente pela imprensa, considerando-se ainda a grande quantidade de pessoas atingidas. Além do mais, o fato de que todo e qualquer cidadão em trânsito pelas ruas da sua cidade possa ser vítima de violência, contribui para gerar um clima de insegurança e mesmo de pânico. É então natural que perguntemos: quais as principais causas desse lamentável e crescente fenômeno? Particularmente destaco a escala de valores da sociedade de consumo e que professa a predominância do ter sobre o ser, a corrida à produção e ao consumo, o apetite pelo poder, o subjetivismo e o individualismo. Sinto que considerável parcela da sociedade fomenta o desprezo pela vida humana e enquanto privilegia o que lhe trás satisfações imediatas. Ora…uma sociedade onde os legisladores são contra a pena de morte mas desejam reconhecer a legitimidade do aborto, não tem qualquer autoridade sequer moral para contestar a violência ocorrente nas ruas ou a falta de ações políticas que debelem essa trágica omissão. O fato de que no caso do aborto se trate da vida de um ser humano em formação, um homicídio não constitui diferença essencial entre um e outro, pois em ambos os casos se trata sempre do ser humano e que, evidentemente, não muda de natureza pelo fato de viver dentro ou fora do seio materno. Vê-se, pois, que se a sociedade deseja opor um dique à violência deve, entre outras medidas, procurar restaurar a consciência do valor da pessoa; reafirmo a lamentável primazia do ser humano pelo dinheiro, poder e prazer; que reverencie-se a dignidade da convivência humana fundada sobre a fraternidade, a solidariedade e a justiça, que sejam adotadas medidas que diminuam acentuadamente a morosidade dos processos criminais, aumente-se a capacitação de profissionais da segurança pública e combata-se com vigor a incitação ao crime e à violência policial como forma de controle social. Deve-se salientar que a imagem pública do governante é crucial para a manutenção do poder. Na democracia contemporânea brasileira, essa premissa ganha contornos éticos: a conduta dos políticos deve servir de exemplo social, conforme preconiza o princípio da moralidade na Administração Pública, presente na Constituição de 1988. Contudo, a persistente ocorrência de escândalos de corrupção e desvios éticos por parte de representantes eleitos rompe esse ideal. Desse modo, a falta de idoneidade da classe política não apenas corrói a confiança nas instituições, mas também gera um efeito cascata que banaliza a má conduta na sociedade

A Praça

Ana Coelho Caevalho – Bióloga

Um dos filmes mais conhecidos de Alfred Hitchcock, o gênio do suspense, é “Janela Indiscreta”. Nele, um fotógrafo, que se recupera de uma perna quebrada, acompanha, com um binóculo, a vida dos seus vizinhos do prédio, observando suas janelas. Desconfia que tenha ocorrido um assassinato em um dos apartamentos, e o filme se desenrola em meio a romance, drama e suspense.

Ando me sentindo como esse fotógrafo. Sempre que posso, olho a vida pelas janelas do meu apartamento na Praça do Rosário, no terceiro andar, bem no coração da cidade. De uma das janelas da sala, vejo a Avenida Floriano Peixoto e acompanho os desfiles e passeatas: o Sete de Setembro, as manifestações pró e contra Bolsonaro, a passeata LGBTQ+ e os ternos da festa do Congado. Em um dia de tempestade, estava eu olhando quando dois galhos enormes do cedro da praça se quebraram. Caíram sobre uma fila de carros que passava devagar, e um carro pequeno ficou esmagado. Após longos minutos dramáticos, com a chegada do socorro, saiu do carro um homem sem ferimentos. Viveu de novo.

Da outra janela da sala, vejo a praça em frente à sorveteria Bicota. Durante algumas tardes, assisto às apresentações de um grupo de capoeira, com músicas gostosas. Vejo os catadores de recicláveis tentando separar os materiais nos cinco contêineres de lixo em frente. Os funcionários dos bares próximos despejam centenas de garrafas de vidro nos contêineres, causando um barulho ensurdecedor. Os varredores de rua, todas as manhãs, sem nunca desistirem, retiram o lixo da praça, que fica imunda nos finais de semana. Nas noites de quinta a domingo, aprecio a multidão. Tem de tudo: música ao vivo misturada com pessoas tomando sorvete nas mesinhas; jovens tatuados, de piercings, de preto, bebendo cerveja em garrafas; casais heterossexuais, homossexuais, indefinidos; pessoas bem vestidas e bonitas; outras com cabelos loucos e coloridos. No dia do Halloween, por exemplo, foi um desfile de vampiros bem debaixo da minha janela -mas também havia alguns vestidos com saias de bailarina e asas de borboleta. No meio da praça, ficam os policiais, tentando colocar um pouco de ordem. Dias desses, passou um carro com música estrondosa. Sempre passam por aqui, fazendo as janelas do prédio tremerem. Só que, naquele dia, o motorista deu azar: passou justamente perto dos policiais. Eles foram ágeis, pararam o carro e o levaram, junto com o motorista espantado.

Tenho um neto de seis anos que gosta de olhar o agito também, mas tem medo da polícia. Fica atrás da cortina, olhando de soslaio. Certa vez, estava nessa posição quando meu filho chegou, deu uma espiada pela janela e falou:

-Oh, chegou a polícia civil!

E o neto, quase arrancando a cortina de susto:

– O quê? A polícia me viu?

Da janela do meu quarto, vejo outro ângulo da praça: a Igreja do Rosário, com a cruz lá no alto -sempre faço o sinal da cruz quando olho- e a pracinha em frente. Assisto às apresentações dos ternos do Congado. Os tambores retumbam dentro do meu quarto e escuto o leilão de prendas de dez reais. É bonito ver as mulheres segurando fitas e dançando em volta das bandeiras, os homens com chapéus enfeitados e chocalhos nas pernas, as roupas de cetim em amarelo-dourado, verde, azul e branco, os cantos para Nossa Senhora. Também observo casamentos aos sábados: convidados bem arrumados, noivas chegando em carrões antigos, madrinhas com vestidos da mesma cor, daminhas com vestidos rodados- um luxo. Durante a semana, aparecem pessoas tirando fotos em todos os ângulos, com a igreja ao fundo. Outras caminhando, passeando com cachorros, fazendo o sinal da cruz. Aos domingos, com o sino tocando, o padre fica na porta da igreja cumprimentando os fiéis antes da missa. Dias desses, à noite, vi uma limusine branca imensa estacionando na praça. Um motorista elegante, de terno e quepe azul-escuro, abriu a porta para um grupo de mocinhas bem vestidas e tagarelas, que entraram no carro e lá se foram, não sei para onde.

Da janela de outro quarto, quase toco o ipê rosa do jardim da frente do prédio. É lindo acompanhar suas transformações ao longo do ano: a queda e o nascimento das folhas, flores e frutos e o tapete de flores rosas no chão. Pombinhas, bem- te- vis e periquitos pousam e cantam em seus galhos. No banco de cimento redondo, debaixo do ipê, acontece de tudo. Pessoas em situação de rua colocam papelão e dormem. Casais trocam beijos apaixonados. Jovens compram drogas. Outros bebem e jogam as garrafas no jardim. Idosos, de mãos dadas, ficam sentadinhos, talvez esperando a banda passar, como naquela canção de Chico Buarque:

“Estava à toa na vida, o

meu amor me chamou

Pra ver a banda passar

Cantando coisas de amor”.

Debaixo do ipê há um jardim que tento cuidar. Ando elaborando uma lista do que as pessoas jogam nesse canteiro. Há itens como guardanapos e fraldas descartáveis; colheres, canudinhos, copos e tampinhas de plástico de todas as cores; isqueiros; garrafas PET; latinhas; garrafas de pinga, uísque, gim, vodka e cerveja; palitos de picolé e muito mais. Encontrei até um cobertor azul novo, de bebê, bordado com o nome “Bruno”. Por enquanto, o jardim está resistindo, mas não sei até quando.

Da janela da sala de jantar, sempre que posso, olho o sol se pondo entre os prédios, com as árvores da Praça do Coreto enfeitando a paisagem. E agradeço por mais um dia.

Por enquanto, ainda não desconfiei de nenhum assassinato, como no filme do Hitchcock.

E assim, entre janelas, a vida passa. Com suas dores e suas alegrias. E com a cruz da igrejinha contrastando com o céu azul ao fundo. E com cada pôr de sol lembrando-nos de que, por mais bonito que seja, amanhã pode ter outro mais lindo ainda.

Com apoio do Governo de Minas, empreendimento logístico de R$ 100 milhões é inaugurado em Pouso Alegre

Primeira etapa do Pouso Alegre Business Park é entregue com 100% de ocupação e tem expansão prevista já para 2026

O Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede-MG) e de sua vinculada Invest Minas, participou, nesta segunda-feira (9/2), da inauguração da primeira fase do projeto Pouso Alegre Business Park, novo empreendimento logístico da Fulwood no município do Sul de Minas.

GOV. MG

O projeto vai entrar em operação com 100% de locação e foi concebido com um aporte de R$ 100 milhões, inteiramente privados.

Durante o evento, que contou com a presença de autoridades do Governo do Estado, da empresa e do município, foram anunciados os próximos passos da Fulwood em Pouso Alegre.

Ainda no segundo semestre de 2026, a empresa pretende entregar a segunda fase do projeto, com 50 mil metros quadrados e investimento de R$ 80 milhões. A empresa também estuda acrescentar outros 24 mil metros quadrados, com obras ainda neste ano, elevando o empreendimento a um novo patamar de oferta para grandes operações de logística e e-commerce.

“Esse empreendimento mostra como Minas tem se consolidado como um hub logístico estratégico do país. Além da nossa localização privilegiada, trabalhamos para oferecer previsibilidade, infraestrutura e um ambiente de negócios competitivo, que dão segurança ao investidor. É assim que conectamos regiões e atraímos novos projetos”, destaca a secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mila Corrêa da Costa.

Estrutura de ponta

Localizado às margens da Rodovia Fernão Dias (BR-381), principal ligação entre São Paulo e Belo Horizonte, o Pouso Alegre Business Park conta com 78 mil metros quadrados de área total, sendo 71 mil metros quadrados destinados à armazenagem, seguindo padrão triple A.

A chegada de mais um parque logístico de alto padrão a Minas Gerais reflete a atuação contínua do Governo de Minas na criação de um ambiente favorável aos negócios, baseado em infraestrutura, segurança jurídica, mão de obra qualificada e políticas públicas alinhadas às demandas do setor produtivo.

Nesse contexto, Minas também se destaca pelo ambiente tributário competitivo, que tem mantido o estado atrativo mesmo diante das mudanças trazidas pela reforma tributária federal.

“Minas construiu um modelo de relacionamento com o investidor pautado pela previsibilidade, investimentos em infraestrutura, competitividade tributária e diálogo permanente. Minas segue se posicionando como o segundo maior mercado consumidor do país e um estado preparado administrativamente para receber e ampliar grandes projetos”, afirma o diretor de Atração de Investimentos da Invest Minas, Leandro Andrade.

Trabalho contínuo

A escolha por Pouso Alegre está associada à posição estratégica do município, que reúne acesso aos principais corredores rodoviários do Sudeste, aeroporto regional, porto seco e infraestrutura consolidada.

A Invest Minas já acompanha a atuação da Fulwood no estado há anos. Além de Pouso Alegre, a empresa possui empreendimentos em operação em Extrema e Betim, somando mais de R$ 1,5 bilhão em investimentos.

“Os investimentos em Pouso Alegre reforçam a atuação da Fulwood em Minas Gerais, onde já investimos mais de R$ 1,5 bilhão na última década. Para os próximos anos, estão previstos mais R$ 700 milhões, com a meta de alcançar 1 milhão de metros quadrados de ABL no estado”, celebrou o CEO da empresa Gilson Schilis.

Fundada em 1994, a Fulwood é uma das principais incorporadoras de condomínios logístico-industriais do Brasil, com atuação em cinco estados. A empresa desenvolve, loca e administra empreendimentos de alto padrão, com foco em galpões triple A, totalizando mais de 1 milhão de metros quadrados de área bruta locável no país.

Política não é palco: é responsabilidade

Diógenes Pereira da Silva – Tenente do Quadro de Oficiais da Reserva Remunerada da PMMG

A exposição constante de políticos na mídia tornou-se prática comum, muitas vezes confundida com trabalho efetivo. Vídeos, discursos e declarações de impacto ocupam espaço, enquanto a atuação concreta, aquela que realmente transforma a vida do cidadão, nem sempre recebe a mesma atenção.

É preciso deixar claro que existe, sim, um momento legítimo para a exposição midiática. Ela é adequada no período de propaganda eleitoral e também no trabalho cotidiano junto às comunidades. Mostrar projetos executados, ações realizadas e resultados alcançados faz parte da prestação de contas e do dever com o eleitor.

O problema surge quando a visibilidade passa a substituir o mandato. Deputados, senadores e vereadores possuem instrumentos institucionais para promover mudanças reais: propor, fiscalizar e votar projetos que estimulem o desenvolvimento econômico e social. É por essas ações que devem ser avaliados.

O que se espera do Congresso Nacional, das Assembleias Legislativas e das Câmaras Municipais não são performances, mas decisões responsáveis. Votos conscientes e projetos consistentes revelam compromisso com o interesse público.

Ao assistir a vídeos de políticos, independentemente do espectro ideológico, a pergunta é inevitável: qual tem sido sua atuação efetiva dentro do poder que lhe foi confiado? O mandato pertence ao povo. A exposição deve ser consequência do trabalho, nunca seu substituto.