por uberlandiahoje | jan 31, 2026 | Ponto de Vista |
José C. Marteli – Advogado e professor – Espírito Santo do Pinhal – SP
Em 20.11.2022, publicávamos nesta mesma página, o artigo abaixo:
“Lá pelo idos de 1959, quando eu cursava o 1º ano de Direito, na famosa Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, havia um professor de Direito Civil, Washington de Barros Monteiro, em cujas aulas, vez ou outra usava o termo ”ouprouver”.
Antes de prosseguir, é preciso que se diga que era um tempo em que os alunos usavam gravata e paletó, sem o que não lhes era permitido assistirem as aulas. Por outro lado, os professores, na sua maioria catedráticos, ministravam suas aulas, usando beca. Portanto o respeito grassava nas aulas e quando algum aluno se dirigia aos mestres, o fazia chamando-o por excelência.
Eu sabia que a palavra correta que sua excelência queria usar era “aprouver” mas ele, sem ser corrigido, continuava com o seu “ouprover”.
Enchendo-me de coragem, no final de uma aula, com todo respeito que o caso requeria, dirigi-me ao Mestre da seguinte forma: Perdoe-me Excelência, mas V. Exa. usa um termo em suas aulas que eu não entendi e não encontrei nos dicionários. Qual é o termo? Obtemperou, convidando-me, a seguir, para irmos à Biblioteca que ficava naquele mesmo andar.
Não preciso dizer que não encontrou o termo e eu, com todo cuidado perguntei-lhe: – Não seria “aprouver”? Também não preciso dizer que ele encontrou.
Despedimo-nos e ele agradeceu sem maiores comentários.
Pois bem. Na aula seguinte que tivemos com ele, a primeira coisa que fez foi dirigir-se aos alunos e dizer que ele usava um termo erradamente e nunca algum amigo tivera a gentileza de corrigi-lo. Não citou meu nome, mas disse que um aluno/amigo o fez, se não, continuaria a cometer o mesmo erro, sabe-se lá até quando. Disse ainda que era bem possível que alguns até fizessem chacotas às sua costas. E concluiu: – nunca se esqueçam, os que nos corrigem são amigos, os que apenas nos criticam não o são.
Agora que mais de meio século é passado, nunca me esqueci dessa lição.
Sou corrigido e às vezes corrijo, mas sempre tenho em mente aquela grande lição.Pois é. Por que me recordei desse fato? Porque o Presidente Lula, embora seja inegavelmente um auto didata, vem cometendo recorrentemente um erro no uso dos pronomes demonstrativos este, esta, isto, e vai por aí afora.
Das duas, uma. Ou ninguém tem amizade para corrigi-lo ou desconhecem o uso do demonstrativo e transcrevem erradamente o que ele, erradamente, diz.
Lembrei-me até da forma que eu ensinava esse uso, quando ministrei aulas de língua portuguesa a alunos de diversas faculdades.
Eu dizia: -quando você está dentro da coisa, quando a coisa está dentro de você, quando você está tocando na coisa ou a coisa está tocando em você o uso correto é este, esta ou isto.
Os alunos quase sempre jovens e maliciosas viam aí, uma conotação sexual e nunca se esqueciam.
O uso dos demais demonstrativos vêm por exclusão.
Voltando ao Presidente Lula. Dia destes (estamos dentro dos dias) ele falou: Não é possível que ESSE país possa por mais tempo conviver com a fome.
Não é ESSE Presidente. É ESTE. O Senhor está dentro do país.
Espero que alguém leve ao Presidente Lula, esta (a lição está aqui, estamos dentro dela) singela lição de um sincero amigo.
E que ESSES conselhos sirvam também para AQUELES que têm as mesmas dúvidas .”
Pois bem. Parece que a corrigenda ainda não chegou ao Presidente. Vejam abaixo suas palavras na posse de Mercadante no BNDES:
– Espero que Haddad e Simone estejam acompanhando”, diz Lula sobre cobranças a Campos Neto, do Banco Central.
“Juros a 13,75% não dá. Esse (É este Presidente- você está dentro dele) país precisa gerar emprego formal. Empregados de aplicativos são tratados quase como escravos”, afirmou o presidente a jornalista”
por uberlandiahoje | jan 30, 2026 | Ponto de Vista |
Diógenes Pereira da Silva – Tenente do Quadro de Oficiais da Reserva da PMMG
Diógenes Pereira da Silva – É Tenente do Quadro de Oficiais da Reserva Remunerada da PMMG
A proibição das cotas raciais em Santa Catarina, justificada pela maioria branca da população, não é apenas frágil, é desonesta. Cotas não existem para refletir estatísticas raciais, mas para corrigir desigualdades históricas criadas e mantidas pelo próprio Estado brasileiro.
Imigrantes italianos, alemães e de outras origens europeias, ao chegarem ao Brasil, receberam terras, incentivo estatal e acesso à educação. Seus descendentes partiram de uma base material garantida. Aos negros recém-libertos, ao contrário, o Estado ofereceu o abandono: nenhuma terra, nenhuma escola, nenhuma política de inclusão. O destino foi a marginalização e, mais tarde, as favelas dos grandes centros.
Desigualdade não se mede por número, mas por acesso ao poder, renda e oportunidades. Ação afirmativa não cria privilégios; tenta reduzir uma desvantagem estrutural que atravessa séculos.
Causa espanto a resistência à ideia de reparação no Brasil. O Holocausto gerou indenizações às suas vítimas. Já a escravidão, crime fundacional do país, nunca produziu qualquer reparação efetiva aos negros. Negar cotas hoje é perpetuar essa omissão histórica sob o verniz de neutralidade.
por uberlandiahoje | jan 29, 2026 | Ponto de Vista |
Autor: Rafael Moia Filho – Escritor, Acadêmico da ABLetras, Blogger, Analista Político e Graduado em Gestão Pública.
Sempre ouvi pessoas sem argumentos e sem conhecimento da história e da política nacional vociferarem absurdos sem terem provas ou argumentação consistentes para referendar aquilo que diziam em tom solene.
Uma dessas frases repetidas à exaustão é a seguinte: “A esquerda acabou com o Brasil”, ou ainda, “A corrupção começou com o PT”. São afirmações mentirosas e sem nenhum lastro na história do nosso país.
Senão vejamos no quadro abaixo mostrando quais espectros políticos nos governaram:
1500-1822 – Direita 1823-1889 – Direita 1890-1946 Direita
1947 a 1960 – Direita 1961-1964 – Esquerda 1964-1985 Direita
1986 a 2002 – Direita 2003-2016 – Esquerda 2016-2022 Direita
2023 a 2026 – Esquerda.
Fica difícil supor que durante quinhentos e cinco anos da existência do Brasil, governados por alguém de direita, não houve corrupção sistemática, não tivemos inflação, escravidão, atraso da participação da mulher na vida política nacional, privatizações danosas a economia, desmontes e déficit escolar. Porém, insistem que nos vinte e um anos em que alguém de esquerda esteve no poder, conseguiu destruir o país, arruinar a economia, sem deixar nenhum legado positivo para a população?
Os políticos de partidos de direita e extrema direita sabem que não possuem legado em seus munícipios, estados e no país quando governados por políticos de direita. Certa ocasião um economista, numa rádio de Bauru, me perguntou sobre Tarcísio de Freitas, então candidato ao governo de SP. Respondi que o candidato não possuía legado algum, não havia realizado nada pelo país nem por seu próprio estado (RJ). O economista ficou nervoso e prontamente o defendeu dizendo que: “Mas ele privatizou portos e aeroportos”.
Sim, na cabeça dos conservadores, dos políticos de direita e do empresariado, privatização é mais importante do que a construção de Hospitais, Universidades, Rodovias, Ferrovias, Escolas, Creches, etc. Querem pelo simples motivo de que a privatização rende muito dinheiro, enquanto nas mãos do Estado eles não podem intervir.
Infelizmente, o brasileiro comum, em especial, os eleitores deveriam saber diferenciar os políticos que trabalham em prol deles daqueles que nada fazem enquanto estão no poder. Se os brasileiros elegessem bons vereadores, deputados e senadores, com toda certeza, os partidos políticos iriam melhorar a qualidade dos seus candidatos, elevando o nível daqueles que terão, caso eleitos, o dever de legislar, fiscalizar o executivo e representar o povo brasileiro.
Enquanto tivermos eleitores acreditando em Fake News ou dizendo que não querem o “comunismo” de volta, um sistema de governo que nunca existiu no país, não teremos chance alguma de evolução e desenvolvimento para o Brasil. Quando pensar sobre isso, recorde os anos de 2016-2022, pesquise neste período o que foi realizado no Brasil. Simples assim!
por uberlandiahoje | jan 28, 2026 | Ponto de Vista |
Marília Alves Cunha – Educadora e escritora
“A última medida de um homem não é onde ele se posiciona em momentos de conforto e conveniências, mas onde ele se posiciona em momentos de desafios e controvérsia.” (Martin Luther King)
É um menino, tem apenas 29 anos. Seu nome é Níkolas. Mineiro, minha gente, daqueles que dizem “come quieto”, vive aprontando alguma, desconfia sempre e promete pouco. Mas, no geral, cumpre o que promete. Como sempre afirmo, mineiro é a coisa melhor do mundo e, puxando a sardinha pra minha lata, gente danada de boa e inteligente. Até os que não são aqui nascidos, mas aportaram um dia para ficar, passado um tempo acabam pegando a doença da mineiridade, se tornam…
Pois é, o mineiro Níkolas saiu um dia de Paracatu e disse que ia andar até Brasília- o centro do poder. Muito longe, 250 Km de percurso. O movimento do menino tinha causa, rezava ele, poderia ter efeito. Iria caminhar em nome da Liberdade e da Justiça, estas entidades sagradas que aos poucos desapareciam diante de nossos olhos. Era preciso andar e neste andar, talvez encontrasse acolhimento no coração de pessoas que também sentiam um Brasil tolhido e adormecido. Era preciso acordar!
E é necessário coragem para enfrentar este mundão de chão. Muitos dias, sem nada planejado adredemente, sem saber ao certo o que seria esta caminhada. Uma coisa Níkolas sabia: estava inquieto, estava arrepiando atoa, tinha de ir em frente só ou acompanhado, ecoar sua voz e sua vontade de lutar pelo Brasil.
Começou sozinho, uma figura tímida na estrada longa, nos primeiros passos. Não teve medo, encheu-se de coragem. Não pensou em nada que não fosse o fim: chegar à capital. Atrair nem que fossem 50 ou pouco mais pessoas para soltar seu grito de liberdade. É agora ou nunca, pensava o menino. Já dormimos demais.
Era preciso ter coragem. Se fosse preciso enfrentaria sozinho os muitos quilômetros, se não viessem outros passos e outras vozes arranharia e até machucaria sua figura de líder, de menino mais votado, de guerreiro incansável, de mestre dos vídeos pontuais. Mas iria! Não aguentava mais aquele Brasil inerte, calado, temeroso, escondido. Não dava mais para ficar apenas olhando um Brasil que agonizava, diante da batuta dos que só querem explorá-lo e nem o fazem mais às escondidas, tão certos da impunidade. Pediu a Deus: “Coragem, eu preciso!” E Deus respondeu! Confiou na liderança de um jovem que só pedia coragem.
Aos poucos as pessoas foram chegando. Uma, duas 50, 100, até que uma multidão tomasse conta dos acostamentos. O campo vestiu-se de verde e amarelo e o silêncio das entranhas de Minas e Goiás abafou-se pelo som do povo, há tanto tempo engolido pelo jugo dos poderosos. “Acorda Brasil – Liberdade e justiça” – ecoou pelos ares com toda força. Emoções vieram à tona, rostos cansados, queimados de sol e assim mesmo sorrindo, corpos às vezes levados de arrasto, pés em chamas e acima disto tudo uma missão a cumprir, com ordem, união, emoções à solta, solidariedade e um mar de amor envolvendo tudo, amor ao Brasil! Sonhar, como é bom! Mais do que simplesmente sonhar, fazer alguma coisa, lutar contra o jugo de déspotas que surgiram, absolutos e arbitrários, teimando em dominar até mesmo as mentes de um povo afeito à alegria,à liberdade e esperança.
A coragem venceu, a luta foi grandiosa! Brasília foi o ponto de encontro de milhares de brasileiros, chegados de cada canto do país para celebrar uma nova atitude, isenta de medo, munida apenas da vontade férrea de não mais cruzar os braços quando o Brasil precisar, quando a pátria pedir para não ser arruinada, implorar para não ser sacrificada. Vamos defender com fé, união e de modo pacífico a nossa terra maravilhosa, Brasil!
Pois é, minha gente! Foi apenas sobre isto: CORAGEM!
por Uberlândia Hoje | jan 24, 2026 | Ponto de Vista |
Diógenes Pereira da Silva – Tenente do Quadro de Oficiais da Reserva Remunerada da PMMG
A exposição constante de políticos na mídia tornou-se prática comum, muitas vezes confundida com trabalho efetivo. Vídeos, discursos e declarações de impacto ocupam espaço, enquanto a atuação concreta, aquela que realmente transforma a vida do cidadão, nem sempre recebe a mesma atenção.
É preciso deixar claro que existe, sim, um momento legítimo para a exposição midiática. Ela é adequada no período de propaganda eleitoral e também no trabalho cotidiano junto às comunidades. Mostrar projetos executados, ações realizadas e resultados alcançados faz parte da prestação de contas e do dever com o eleitor.
O problema surge quando a visibilidade passa a substituir o mandato. Deputados, senadores e vereadores possuem instrumentos institucionais para promover mudanças reais: propor, fiscalizar e votar projetos que estimulem o desenvolvimento econômico e social. É por essas ações que devem ser avaliados.
O que se espera do Congresso Nacional, das Assembleias Legislativas e das Câmaras Municipais não são performances, mas decisões responsáveis. Votos conscientes e projetos consistentes revelam compromisso com o interesse público.
Ao assistir a vídeos de políticos, independentemente do espectro ideológico, a pergunta é inevitável: qual tem sido sua atuação efetiva dentro do poder que lhe foi confiado? O mandato pertence ao povo. A exposição deve ser consequência do trabalho, nunca seu substituto.
por uberlandiahoje | jan 23, 2026 | Ponto de Vista |
Tania Tavares – Professora – SP
Eduardo F. C. Leite é bacharel em direito e político brasileiro. Foi filiado ao PSDB, partido que criou o plano real, e atualmente é filiado ao PSD e governador reeleito do Rio Grande do Sul. Como é um possível candidato às eleições para a Presidência do Brasil neste ano, foi vaiado pela militância do PT numa cerimônia oficial com o presidente Lula. Eduardo Leite, cobrou respeito institucional e expôs a “democracia de fachada do lulopetismo perguntando:”Este é o amor que venceu o medo? Não né? Vamos respeitar por favor.