por uberlandiahoje | ago 22, 2026 | Ponto de Vista |
.Tania Tavares – Professora – sp
Pergunto aos ministros do STF:- a quem é permitido usar carros oficiais sem a presença do ministro responsável junto, além do seu motorista? Se eu ver algo estranho com um carro destes não posso avisar um Jornalista? Estes carros são autorizados a levar filhos, esposas dos ministros para escola, natação, cabeleireiro, etc…?Acho que gostaríamos de saber para não tirar conclusões erradas. Viva a imprensa livre!]
por uberlandiahoje | ago 22, 2026 | Ponto de Vista |
Paulo Henrique Coimbra de Oliveira – Economista – RJ
Acho que o advogado de Lulinha se equivocou ao afirmar que se ele não fosse o filho do presidente o caso teria sido arquivado. Como a justiça no Brasil é instável, seletiva e injusta eu diria sem medo de errar que ele estaria preso preventivamente. Basta ler os jornais e noticiários para atestar. Com relação ao envio para a primeira instância estou de acordo desde que todos condenados pela suposta tentativa de golpe tivessem tido o mesmo destino. O que ainda pode ser feito. Jurisprudência até existe e o exemplo é a descondenação de Lula.
por uberlandiahoje | ago 22, 2026 | Ponto de Vista |
Tania Tavares – Professora – SP
Realmente não devemos esquecer de quem nos queria dar um golpe (A3;21/08), mas há outras formas de golpes legalmente constituídos, ou seja, dar poder para indicar as vagas dos futuros ministros do STF!!!
por uberlandiahoje | ago 21, 2026 | Ponto de Vista |
João Batista Domingues Filho – Cientista Político – Professor UFU/INCIS
A democracia se mostra pelo grau de desenvolvimento dos fatores de liberalização (contestação pública do governante) e inclusividade (participação do cidadão na riqueza da nação). Não existe vontade política consistente para a construção de uma democracia brasileira estruturada na sustentabilidade e no controle estratégico do capital natural. Existe dinâmica de interesse, correlação de forças e capacidade de realização de políticas ambientais. Entretanto, a conservação da biodiversidade ainda não se consolidou como eixo estruturante do modelo de desenvolvimento brasileiro. Interesse econômico e capacidade de realização permanecem, em grande medida, associados a atividades intensivas em recursos naturais. Nesse contexto, a produção econômica sustentável não constitui o núcleo organizador da estratégia de crescimento nacional.
Critérios baseados em biodiversidade e sustentabilidade para nortear os investimentos públicos precisam ser criados no Brasil, dado o padrão de pressão sobre os ecossistemas. Preservação da biodiversidade e desenvolvimento humano, atrelando os ecossistemas ao debate climático, é caminho necessário para a proteção da natureza. O financiamento da conservação da biodiversidade deve advir dos benefícios econômicos da própria exploração sustentável. Interesse econômico, mediado pelo Estado democrático, produzindo lucros para os capitalistas e conservação da biodiversidade, é possível. O Brasil dispõe de arcabouço normativo ambiental relevante — como o Sistema Nacional de Unidades de Conservação e legislações complementares —, porém enfrenta dificuldades históricas de financiamento, implementação e integração dessas normas a uma estratégia econômica de larga escala. A liberalização política e a inclusividade econômica ainda não se traduziram plenamente em acesso equitativo aos benefícios gerados pelo capital natural brasileiro.
O Brasil não tem uma política ambiental integrada e transversal ao conjunto da estratégia econômica do país, apesar de apresentar compromissos internacionais relevantes. O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) desenvolve diagnósticos sobre o potencial econômico das unidades de conservação da biodiversidade brasileira. Dados recentes do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) — autarquia federal responsável pela gestão das Unidades de Conservação federais — indicam que, em 2024, essas áreas receberam aproximadamente 25,5 milhões de visitantes, número recorde que revela demanda crescente pelo turismo de natureza. Esse fluxo evidencia que a biodiversidade, quando estruturada para uso público sustentável, constitui ativo econômico significativo, ainda subdimensionado na política nacional de desenvolvimento.
Estados Unidos, para o turismo nessas áreas, investem valores superiores por hectare na gestão de parques e reservas. No Brasil, historicamente, o valor investido é reduzido. Levantamentos comparativos indicam que o orçamento agregado de agências federais norte-americanas responsáveis por parques e áreas protegidas alcança cerca de US$ 12,5 bilhões anuais, enquanto o orçamento do ICMBio situa-se na faixa de aproximadamente US$ 64 milhões anuais. Em termos proporcionais, estima-se investimento próximo a R$ 273 por hectare protegido nos Estados Unidos, contra cerca de R$ 4,42 por hectare no Brasil. O turismo ecológico gera, nos EUA, centenas de milhares de empregos e bilhões de dólares por ano nessas áreas. Conservar a biodiversidade, além dos benefícios econômicos, depende da mobilização do governo e de todos os setores da sociedade. Depende da mudança do modelo econômico: produção e consumo. Isto é mudança estrutural.
As mudanças no Brasil ficam, muitas vezes, restritas a metas formais. Reduzir o desmatamento da Amazônia e do Cerrado é necessário, mas insuficiente. O que vivemos no Brasil paralelamente à pressão sobre a biodiversidade? Crescimento econômico, aumento da população e maior poder de compra das classes baixas. Apesar de oscilações recentes nas taxas de desmatamento e recomposição parcial do orçamento ambiental federal, persistem pressões estruturais associadas à expansão agropecuária, à mineração e à infraestrutura, indicando que o padrão de crescimento permanece intensivo no uso de recursos naturais.
Governança mundial é necessária para enfrentar a perda de biodiversidade e as mudanças climáticas. Problema global, solução coordenada. Frente às mudanças climáticas provocadas pelo homem, a governança política do planeta deve buscar transição energética progressiva, reduzindo a dependência de petróleo, gás natural e carvão. O carvão é fonte de energia mais barata do que alternativas renováveis em muitos contextos. Política energética de baixo carbono versus interesse econômico poluidor. A transição energética tornou-se imperativo estratégico internacional, mas ainda convive com fortes assimetrias entre compromissos formais e implementação efetiva. EUA, China e Índia, para arrastarem o resto do mundo, devem transitar para economias de baixas emissões de dióxido de carbono. Sem integração entre democracia, inclusão econômica e valorização estratégica do capital natural, a sustentabilidade tende a permanecer periférica no modelo de desenvolvimento brasileiro.
por uberlandiahoje | ago 20, 2026 | Ponto de Vista |
Autor: Rafael Moia Filho – Escritor, Acadêmico da ABLetras, Blogger, Analista Político e Graduado em Gestão Pública.
O candidato do presidiário Jair Bolsonaro, seu filho Flávio Bolsonaro (PL/RJ_, diante do isolamento em que se encontra a sua campanha no meio político, com diversos partidos de direita preferindo se absterem, começou a delinear e fomentar a preparação de um golpe contra nossa democracia e o nosso sistema eleitoral.
O modus operandi é uma cópia mal ajambrada do que seu pai fez em 2022. Naquela ocasião, também no mês de julho, Jair organizou uma reunião ministerial para planejar algumas ações caso viesse a perder as eleições em outubro. Neste caso, o golpe seria deflagrado em janeiro de 2023.
Também fez reunião com embaixadores estrangeiros para alertar sobre supostas fraudes nas urnas, sem apresentar provas e sem explicar por que ele e sua família sempre foram eleitos pelo sistema eletrônico de votação e só naquele momento passaram a questioná-lo?
Pois o energúmeno do Flávio repete os mesmos passos de seu pai, mentindo aos embaixadores e a imprensa estrangeira que as urnas eletrônicas brasileiras são suspeitas de fraudes. Omite que desde 1996, ou seja, em 30 anos nunca houve um caso sequer de fraude comprovada no sistema eleitoral brasileiro.
Mas o candidato incapaz insiste porque conta com a ignorância dos seus eleitores patriotários que seguem firmes no curral à espera do toque do berrante.
Flávio continua com a campanha aos trancos e barrancos até que um novo vídeo ou áudio exploda de vez sua candidatura fajuta a presidência. A cada novo dia um episódio novo joga ainda mais suspeitas sobre a pessoa do senador. Ele ainda não conseguiu explicar a origem dos R$ 64 milhões que Vorcaro do Banco Master repassou a ele e ao seu irmão nos EUA.
Surgiram durante essa semana acusações da emissão de notas frias de R$ 500.00,00 (Quinhentos mil reais). A Copenhagen Consultoria e Assessoria S.A., empresa de fachada para a qual o escritório de advocacia de Flávio emitiu e cancelou notas fiscais no valor de R$ 1 milhão, recebeu do Banco Master R$ 11,2 milhões no mês seguinte à sua abertura. A emissão das notas fiscais pelo escritório do senador à empresa da teia financeira do Master foi revelada pelo Metrópoles.
Segundo informações da Junta Comercial de São Paulo (Jucesp), a Copenhagen Consultoria e Assessoria foi constituída em 1º de novembro de 2024. No mês seguinte, em dezembro de 2024, o Banco Master realizou os primeiros aportes de R$ 11,2 milhões na empresa.
Percebam que a ligação de pagamentos de propinas de Vorcaro (Banco Master) com Flávio é datada de mais de dois anos. E ele teve a coragem de mentir em público que não tinha relação alguma com o banqueiro corrupto que está preso.
Esse é o perfil do candidato escolhido e imposto pelo presidiário a todos os partidos de direita do país. Que obviamente sabem que a candidatura é fraca, frágil e suspeita de naufrágio antes das eleições acontecerem.
por uberlandiahoje | ago 19, 2026 | Ponto de Vista |
Diógenes Pereira da Silva*
A única certeza que acompanha todos os seres humanos é que, um dia, a vida chega ao fim. Diante da morte, desaparecem as diferenças, os cargos e os títulos. O que permanece é o legado construído, os exemplos deixados e a lembrança que continuará viva na memória das pessoas.
A morte de Odelmo Leão representa uma das maiores perdas para a história política de Uberlândia e de toda a nossa região. Durante décadas, ele fez da vida pública uma verdadeira missão, dedicando seu talento, sua experiência e sua capacidade de trabalho ao desenvolvimento do município e ao bem-estar da população. Sua trajetória ultrapassou mandatos e gerações, tornando-se parte da própria história de Uberlândia.
Há cerca de dez anos, logo após sua eleição para a Prefeitura de Uberlândia, tive a honra de conversar com Odelmo Leão. Naquele encontro, falei sobre minha atuação como presidente do Conselho Comunitário de Desenvolvimento Rural da Tenda do Moreno. Em vez de um conselho político, ele me fez uma pergunta simples, mas profundamente marcante:
“Você gosta de ser voluntário na arte de ajudar as pessoas sem querer nada em troca?”
Essa frase nunca saiu da minha memória. Ela passou a orientar minha caminhada e fortaleceu ainda mais meu compromisso com o serviço voluntário. Hoje, ao chegar ao quarto mandato como presidente da entidade, percebo o quanto aquelas palavras influenciaram minha forma de servir à comunidade.
Odelmo Leão sempre teve um olhar sensível para o produtor rural. Conhecia de perto as dificuldades enfrentadas por quem vive no campo e compreendia a importância da agricultura familiar para o desenvolvimento econômico e social do município. Por isso, apoiou os Conselhos Comunitários de Desenvolvimento Rural, fortaleceu políticas voltadas ao pequeno produtor e criou condições para que inúmeras famílias pudessem produzir com mais dignidade, segurança e esperança.
Os homens públicos passam. As obras permanecem. Os exemplos inspiram. A história, por sua vez, faz justiça àqueles que dedicam suas vidas ao bem comum.
Uberlândia se despede de um de seus maiores líderes. A política perde um homem experiente e conciliador; o campo perde um grande parceiro; e a população perde alguém que ajudou a construir uma cidade mais forte, mais próspera e mais humana.
Neste momento de dor, manifesto minha solidariedade à deputada Ana Paula Leão, aos familiares, amigos e a todos que tiveram o privilégio de conviver com Odelmo Leão. Que Deus conforte seus corações e o receba em Sua infinita misericórdia.
O tempo encerrará sua presença física, mas jamais apagará seu legado. O nome de Odelmo Leão permanecerá gravado na história de Uberlândia e na memória de todos aqueles que acreditam que a boa política é aquela exercida com responsabilidade, diálogo e compromisso com as pessoas.
*Diógenes Pereira da Silva
Presidente do Conselho Comunitário de Desenvolvimento Rural da Tenda do Moreno e Tenente do Quadro de Oficiais da Reserva Remunerada da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG).
por uberlandiahoje | ago 18, 2026 | Ponto de Vista |
Gustavo Hoffay – Agente Social
Fala-se muito que a imprensa é o quarto poder da república. Ela encontra-se distribuída em diversos canais de comunicação (rádios, jornais, televisão, revistas….) e penetra o Brasil inteiro, até os recantos mais longínquos , modestos e outrora abandonados, transmitindo a quem queira importantes e recentes notícias. E trata-se de um serviço que não cessa durante as vinte e quatro horas do dia, exercendo poder e despertando no público alvo as mais variadas reações, alimentado que é por potentes agências noticiosas espalhadas por todo o mundo. E os canais de informação que despertam maior fascínio são, certamente, os aparelhos celulares e a televisão. Vivemos a civilização da imagem e do som e cujo acesso aos mesmos tende sempre a aumentar em todas as classes sociais e jovens de todas a idades. Shows, novelas, filmes e noticiários despertam a atenção de muitos e principalmente se nesses constarem cenas de violência, extrema violência! A televisão, a “senhora rainha” que quase sempre ocupa lugar de destaque nos lares de famílias de todas as classes sociais, serve como a uma janela de acesso a um mundo de fantasias e excluindo-se aquelas poucas estações de cunho estritamente cultural. Por outro lado e apesar da crescente audiência da televisão, não se pode negar que a imprensa escrita continua em voga, permanece forte e seus noticiários podem ser lidos e relidos uma infinidade de vezes e o que assegura o seu prestigio, muito embora não poucos editores e por motivos financeiros – atendendo as oscilações de mercado – nem sempre dão uma merecida cobertura a respeito da cultura popular. Lembro que o meu cunhado Jacinto e que começava a ler os livros a partir das últimas vinte ou trinta páginas para que, depois, repousando a mente, passasse a ler o mesmo desde o começo e a fim de perceber como os autores tramam o seu desenlace, já falava do enfraquecimento dos valores éticos, honestidade e respeito coletivo de parte de uma sociedade que deixa-se guiar pelo o que assiste, lê e escuta a partir de certos canais de comunicação. Lamento que alguns escritores e editores já não dispensam a devida atenção aos aspectos nobres e construtivos da arte de escrever, mas unicamente às necessidades do comércio e de acordo com o gosto de leitores moventes. E dessa forma o poder econômico vai sufocando a literatura e de modo a conspurcar a dignidade humana. E o que dizer da pornografia, que vem tornando-se um negócio cada vez mais explorado também em nosso país, onde produtores derramam sistematicamente sites e filmes que geram milhões e milhões de reais? A televisão , destinada historicamente a informar e distrair sadiamente os telespectadores, transformou-se a muito em uma vitrine comercial e onde divulga-se de tudo ou quase tudo na maior parte do tempo. Lamento, sim, o rumo degradante a que chegou a “senhora tv” e em todas as faixas de horário, servindo como via nada nobilitante para os nossos jovens…principalmente. O quarto poder precisa passar por uma reavaliação oficial em alguns dos seus canais e de modo a evitar a degradação moral e intelectual de milhões de brasileiros , visando a resguardar a moralidade com informações abalizadas, sérias e enquanto prima pela manutenção do bem e da ordem. Não se trata, absolutamente, de censurar o que está sendo oferecido ao povo naquele sentido, mas de regular o que vem tornando-se um abuso ante cultural e de maneira a resguardar a manutenção do bem e do verdadeiro, fortalecendo os valores éticos, honestidade e respeito coletivo.
por uberlandiahoje | ago 18, 2026 | Ponto de Vista |
Paulo Henrique Coimbra de Oliveira – Economista – RJ
As mídias têm nos últimos dias divulgado informações de grandes empresas passando por dificuldades financeiras. É uníssono entre todos os pré-falimentares que o maior culpado é a atual taxa de juros. Discordo de todos. É falta de competência de seus gestores. Todas as empresas em passado recente ostentaram excelentes resultados. E as reservas de lucros o que fizeram? As reservas existem para que em momentos de dificuldades suportarem tempos difíceis. Gostaria de saber em que situação seus gestores e principais acionistas se encontram? É muito comum tais pessoas estarem muito bem ao contrário das empresas que gerem. Se apurar muito bem, vão concluir que tais situações em sua maioria são fraudes. Exemplo típico: as Americanas cujos controladores são os mais ricos do país.
por uberlandiahoje | ago 17, 2026 | Ponto de Vista |
Gustavo Hoffay – Agente Social
Já faz muito tempo que li, com certa apreensão, o deplorável episódio envolvendo o sr. Lula da Silva no qual ele tratou por “canalha” um determinado ministro de Estado e ainda chamou o presidente da República à época de FDP. Esse sujeito desculpou-se mais tarde, dizendo ter dito aquilo de maneira informal e enquanto conversava em “off” com alguns jornalistas. Ora, já li e ouvi que a Cesar não basta ser honesto; é preciso que também pareça honesto. “Mutatis mutantis” a alguém que já foi candidato a presidente da República por seis vezes ao longo da sua trajetória política e vencedor em três daqueles pleitos, não basta ser educado, tem de parecer educado. E, sinceramente, honestidade e educação tratam-se de facetas de caráter moral que, penso, parecem faltar no atual ocupante do trono palaciano tupiniquim. Certamente nós, cidadãos comuns e pagadores de impostos diversos, muito ajudamos a sustentar essa rica e linda nação com o nosso trabalho, enquanto pagando ( também) salários e benefícios dos deputados, servidores, governadores, presidente e todos os seus respectivos séquitos. Porém um homem público, falando a quem tudo transmite ao público ( ouvintes e leitores) não tem o direito de pronunciar bravatas e ter crises regulares de destemperos verbais. Alguns dos seus correligionários poderiam dizer que esse modo de se expressar trata-se de “deslizes orais, “noblesse oblige”. Francamente…..O comportamento em público do atual presidente e mesmo de um jovem senador e atual candidato ao governo de Minas, servem muito bem para refletirmos sobre como fazer uso do nosso direito ( e dever) de votar nas eleições que se aproximam. O que desejamos? Políticos esbanjadores, trapalhões, corruptos, oportunistas…? Convenhamos que probidade, competência e seriedade são qualidades natas e mínimas, obrigatórias a qualquer candidato que dispute uma vaga que já foi ocupada por algumas figuras de escol na politica mineira e brasileira. Ou então Luis Inácio novamente na presidência. Nas próximas eleições o sentimento de amor, respeito e devoção ao nosso Estado e País deve estar aflorado no peito de cada um de nós, eleitores responsáveis e cientes da importância da “procuração” que depositaremos nas urnas a candidatos realmente capazes de satisfazerem a nossa expectativa. Advirto sobre o perigo que se apresenta o populismo explorado por certos candidatos e que julgam-se como os únicos representantes legítimos da população, usando para tal de apelos emocionais populares e carisma para obterem apoio das massas. Tentar ganhar uma eleição à base do grito, bravatas e intimidação já não serve para convencer a grande maioria dos eleitores; esses preferem ouvir argumentos racionais dos candidatos.
por uberlandiahoje | ago 16, 2026 | Ponto de Vista |
Diógenes Pereira da Silva*
Bets: quando a aposta custa a paz de uma família
Há algo de muito errado quando a promessa de dinheiro fácil começa a custar a paz de uma família.
As chamadas bets chegaram aos celulares dos brasileiros com uma facilidade assustadora. A qualquer hora, em poucos segundos, alguém pode apostar o dinheiro que deveria pagar uma conta, comprar alimentos ou garantir o sustento de casa.
Por trás das propagandas que exibem ganhos e diversão, existe uma realidade que nem sempre aparece: dívidas, salários comprometidos, bens vendidos, conflitos familiares e pessoas perdendo o controle da própria vida.
O problema não é apenas perder dinheiro. É entrar em um ciclo perigoso: perde-se uma aposta e surge a necessidade de apostar novamente para tentar recuperar o que foi perdido. E, nessa busca, muitas vezes comprometem-se o patrimônio, a tranquilidade e o futuro da família.
Legalizar não significa tornar inofensivo.
Por isso, é preciso questionar se a expansão das apostas on-line está sendo acompanhada pela fiscalização e pela proteção necessárias. O Estado não pode ser eficiente para permitir a movimentação de bilhões e, ao mesmo tempo, deixar em segundo plano as consequências sociais desse mercado.
Também é preocupante a forma como as apostas são apresentadas ao público. Mostra-se o vencedor, mas não se mostra a família endividada. Exibe-se o prêmio, mas não se revela o preço da perda.
As autoridades precisam agir com firmeza: fiscalizar, limitar práticas abusivas, proteger os mais vulneráveis e impedir que a publicidade transforme o jogo em uma falsa promessa de prosperidade.
A pergunta é inevitável: de que adianta arrecadar impostos se milhares de famílias pagarem a conta com dívidas, sofrimento e perda de patrimônio?
Nenhuma atividade econômica deveria ser analisada apenas pelo dinheiro que movimenta. É preciso olhar também para o preço que deixa na sociedade.
Porque, quando a aposta entra pelo celular, quem pode acabar saindo pela porta dos fundos é a tranquilidade de uma família inteira.
*Diógenes Pereira da Silva
Tenente do Quadro de Oficiais da Reserva Remunerada da PMMG