DEMOCRACIA, CAPITAL NATURAL E SUSTENTABILIDADE

João Batista Domingues Filho – Cientista Político – Professor UFU/INCIS

A democracia se mostra pelo grau de desenvolvimento dos fatores de liberalização (contestação pública do governante) e inclusividade (participação do cidadão na riqueza da nação). Não existe vontade política consistente para a construção de uma democracia brasileira estruturada na sustentabilidade e no controle estratégico do capital natural. Existe dinâmica de interesse, correlação de forças e capacidade de realização de políticas ambientais. Entretanto, a conservação da biodiversidade ainda não se consolidou como eixo estruturante do modelo de desenvolvimento brasileiro. Interesse econômico e capacidade de realização permanecem, em grande medida, associados a atividades intensivas em recursos naturais. Nesse contexto, a produção econômica sustentável não constitui o núcleo organizador da estratégia de crescimento nacional.
Critérios baseados em biodiversidade e sustentabilidade para nortear os investimentos públicos precisam ser criados no Brasil, dado o padrão de pressão sobre os ecossistemas. Preservação da biodiversidade e desenvolvimento humano, atrelando os ecossistemas ao debate climático, é caminho necessário para a proteção da natureza. O financiamento da conservação da biodiversidade deve advir dos benefícios econômicos da própria exploração sustentável. Interesse econômico, mediado pelo Estado democrático, produzindo lucros para os capitalistas e conservação da biodiversidade, é possível. O Brasil dispõe de arcabouço normativo ambiental relevante — como o Sistema Nacional de Unidades de Conservação e legislações complementares —, porém enfrenta dificuldades históricas de financiamento, implementação e integração dessas normas a uma estratégia econômica de larga escala. A liberalização política e a inclusividade econômica ainda não se traduziram plenamente em acesso equitativo aos benefícios gerados pelo capital natural brasileiro.
O Brasil não tem uma política ambiental integrada e transversal ao conjunto da estratégia econômica do país, apesar de apresentar compromissos internacionais relevantes. O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) desenvolve diagnósticos sobre o potencial econômico das unidades de conservação da biodiversidade brasileira. Dados recentes do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) — autarquia federal responsável pela gestão das Unidades de Conservação federais — indicam que, em 2024, essas áreas receberam aproximadamente 25,5 milhões de visitantes, número recorde que revela demanda crescente pelo turismo de natureza. Esse fluxo evidencia que a biodiversidade, quando estruturada para uso público sustentável, constitui ativo econômico significativo, ainda subdimensionado na política nacional de desenvolvimento.
Estados Unidos, para o turismo nessas áreas, investem valores superiores por hectare na gestão de parques e reservas. No Brasil, historicamente, o valor investido é reduzido. Levantamentos comparativos indicam que o orçamento agregado de agências federais norte-americanas responsáveis por parques e áreas protegidas alcança cerca de US$ 12,5 bilhões anuais, enquanto o orçamento do ICMBio situa-se na faixa de aproximadamente US$ 64 milhões anuais. Em termos proporcionais, estima-se investimento próximo a R$ 273 por hectare protegido nos Estados Unidos, contra cerca de R$ 4,42 por hectare no Brasil. O turismo ecológico gera, nos EUA, centenas de milhares de empregos e bilhões de dólares por ano nessas áreas. Conservar a biodiversidade, além dos benefícios econômicos, depende da mobilização do governo e de todos os setores da sociedade. Depende da mudança do modelo econômico: produção e consumo. Isto é mudança estrutural.
As mudanças no Brasil ficam, muitas vezes, restritas a metas formais. Reduzir o desmatamento da Amazônia e do Cerrado é necessário, mas insuficiente. O que vivemos no Brasil paralelamente à pressão sobre a biodiversidade? Crescimento econômico, aumento da população e maior poder de compra das classes baixas. Apesar de oscilações recentes nas taxas de desmatamento e recomposição parcial do orçamento ambiental federal, persistem pressões estruturais associadas à expansão agropecuária, à mineração e à infraestrutura, indicando que o padrão de crescimento permanece intensivo no uso de recursos naturais.
Governança mundial é necessária para enfrentar a perda de biodiversidade e as mudanças climáticas. Problema global, solução coordenada. Frente às mudanças climáticas provocadas pelo homem, a governança política do planeta deve buscar transição energética progressiva, reduzindo a dependência de petróleo, gás natural e carvão. O carvão é fonte de energia mais barata do que alternativas renováveis em muitos contextos. Política energética de baixo carbono versus interesse econômico poluidor. A transição energética tornou-se imperativo estratégico internacional, mas ainda convive com fortes assimetrias entre compromissos formais e implementação efetiva. EUA, China e Índia, para arrastarem o resto do mundo, devem transitar para economias de baixas emissões de dióxido de carbono. Sem integração entre democracia, inclusão econômica e valorização estratégica do capital natural, a sustentabilidade tende a permanecer periférica no modelo de desenvolvimento brasileiro.

NO REINO DO FAZ DE CONTA

Gustavo Hoffay – Agente Social

A cada dia torna-se ainda mais perceptível o quanto uma considerável parcela do povo brasileiro está dispersa, interessa em assuntos gerais – desde artistas que surgem, passam e somem com a velocidade meteoros; a procura de emoções por meio de telenovelas e reality shows , torneios esportivos caça-níqueis promovidos por emissoras de TV e programas que tratam da violência cotidiana nos grandes centros urbanos, mas nada comum entre tantos interesses, sequer o samba e o futebol e que por muito tempo permaneceram atrelados. Creio estarmos vivendo em uma era dispersiva e onde, inclusive, em nosso país, homens e mulheres que ocupam cargos de alta relevância política, econômica e judiciária sentem o quanto vem tornando-se árduo o exercício de suas funções. O “sistema” vigente em nosso país dá sinais de estar menos operante, pois encontra-se em pânico e em compasso de espera sabe-se lá de que. Nota-se políticos volúveis deixando confusos os seus eleitores, ao trocarem de partido como troca-se camisas regularmente; num momento são de esquerda e em pouco tempo já aparecem empunhando a bandeira de um partido de direita ou mesmo assinando a ficha de filiação de um partido de cento. Ora! Somos o sintoma de algo ainda maior e que os políticos ainda não reconheceram; entretanto o povão já o descobriu; a maioria de nós – tupiniquins-faz genuíno eco ao cansaço e à frustração em termos políticos e o que provoca marolas que alcançam o poder judiciário e toda a corte suprema. Temos por aqui um “partidão” que é a mais recente forma de máscara originada, adaptada e adotada por grupos ideológicos inspirados no marxismo-leninismo e que (ainda) procura impor-se por meio de práticas políticas extremamente populistas: MST,MTST, greves, paralisações, aumento de impostos sobre grandes fortunas, influência em diretórios acadêmicos, etc,etc….. Na realidade qualquer sistema totalitário e que se passa por democrata, apregoando-se suficientemente capaz de atender aos anseios dos mais humildes aflitos e de modo leva-los ao encontro da tal “felicidade” é….falso, pois o próprio sistema sabe que é impossível satisfazer uma nação e tão somente dentro de parâmetros da justiça social e nem tanto da ciência e da economia, por exemplo. Ora, francamente! Qualquer cidadão consciente tem aspirações que podem garantir-lhe um sentido pleno de vida e sem qualquer necessidade de vender-se por migalhas que satisfaçam, temporariamente, as suas mais básicas necessidades e a ponto de tornar-se dependente das mesmas, enquanto condizente com um sistema que lhe garante uma sofrível subsistência por meio de “vales” diversos. Embora o Brasil ainda não tenha um novo modelo político a propor e considerando que a própria “direita” vem mostrando-se incapaz de ao menos traçar as suas próximas ações e definir nomes que devem tomar o timão da nave Brasil em seu trajeto rumo ao futuro, verifica-se que a maioria do povo sente a necessidade de renovar a consciência e a ordem política vigentes pois, enfim, tem aumentado a sua noção do que vem a ser justiça, a prudência, a fortaleza e a temperança em relação ao sistema que aí está. E convenhamos que de nada vale adaptar-se à consciência do povo, para uma nova e necessária reviravolta política e mudanças estruturais nos três poderes, se cada um que hoje ocupa dependências palacianas e seus anexos se esquece (?) dos valores da consciência como a retidão, a veracidade, a honestidade, a dignidade e a fidelidade ao povo brasileiro! Se não há respeito e cultivo de tais valores, certamente está fadado à ruina qualquer empenho em direção à ordem e ao progresso social. E esse pesadelo, em sua fase mais evoluída, é o que tira o sono de não poucos brasileiros realmente conscientes e que enxergam nas facilidades e comodidades fartamente distribuídas pelo atual governo, uma moeda de troca que visa claramente contrapor-se à insatisfação de milhões de nossos conterrâneos, na tentativa de comprar-lhe a sua dignidade, diante de uma política claramente totalitária e dos paraísos que ela promete. O povo de uma nação e que deseja evoluir-se sempre mais não pode, em sua caminhada, contentar-se unicamente da sua capacidade de dar o próximo passo mas, sim, visualizar com clareza e otimismo o caminho a ser percorrido. As constantes frustrações a que se vê sujeita uma grande parcela da nossa população, deve-se unicamente à fantasia exuberante e desorientada daqueles que ainda conseguem manter-se no poder, incorporados por um fanatismo que lhes é muito peculiar, cego e irracional, associado a escândalos de corrupção e temperado por ilusões e contradições. Enquanto eles fingem governar, a maioria do povo já não consegue fingir que é desgovernada.

TRAMITAÇÃO DE UMA PEC NA CÂMARA FEDERAL

Ivan Santos – Jornalista

Quando uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) chega ou é criada na Câmara dos Deputados, ela deve ser enviada, antes de tudo, para a Comissão de Constituição e Justiça e de Redação (CCJ). É nesse ponto que começa seu caminho pela Câmara, a chamada tramitação, rumo à aprovação.

A CCJ dirá apenas em, no máximo, cinco sessões se a proposta pode ou não ser aceita. Se aceita, dizemos que sua admissibilidade foi aprovada e passa-se para, então, para a Comissão Especial.

Se não preencher os requisitos exigidos pela Constituição, a comissão decidiu pela sua inadmissibilidade. Quando isso ocorre, a carreira da PEC na Câmara acabou. Ela irá para o arquivo. Nesse caso, diz-se que a decisão da CCJ tem caráter terminativo, é uma proposta inconstitucional que não irá a Plenário.

A PEC em questão, por sua vez, deixa de ser examinada, a não ser em um único caso, quando o autor da proposta pede sua apreciação preliminar pelo Plenário. Nesse caso, ele precisará do apoio de um terço do total dos deputados que vão decidir apenas se a proposta pode ou não ser admitida.

Para dar o parecer da CCJ, isto é, para dizer se a proposta é constitucional ou não, nomeia-se um relator. Ele decidirá pela admissibilidade integral, admissibilidade com emendas ou pela inadmissibilidade. As emendas só serão aceitas se visarem apenas corrigir erros da proposta que impedem a admissibilidade. Dizemos então, que a emenda tem caráter saneador.

O relator lerá seu texto, em uma sessão da CCJ, iniciando-se logo em seguida a discussão. Os deputados podem querer mais tempo para examinar a proposta. Pedirão, para isso, concessão de vista, que será concedida pelo prazo de duas sessões. Se o plenário achar que a discussão já foi suficiente, poderá decidir pelo encerramento dela se pelo menos dez deputados já tiverem falado.

Se as sugestões forem pertinentes, o relator pode fazer alterações na proposta original e fazer as mudanças sugeridas. O parecer do relator poderá ser rejeitado, aprovado apenas em parte ou aprovado na íntegra.

Se rejeitado, o presidente da comissão nomeia outro relator, que será encarregado de redigir o texto sobre a posição majoritária da comissão.

Se for aprovado apenas em parte, por meio da aprovação de destaque, isso significa que alguma emenda foi rejeitada ou que uma parte da proposta original foi suprimida porque continha erros.

Se for aprovado na íntegra, será considerado o parecer oficial da comissão. Encerra-se, assim, a tramitação da proposta na CCJ.

2) Comissão Especial:

Aprovada na CCJ, o presidente da Câmara cria uma Comissão Especial para o chamado exame de mérito, ou seja, a análise de seu conteúdo, que tem prazo de 40 sessões ordinárias para analisar o texto. A Comissão Especial tem um presidente e três vice-presidentes, eleitos por seus pares. Entre as atribuições de uma Comissão Especial está a de analisar uma proposta de emenda à Constituição.

Nas dez primeiras sessões, os deputados têm a oportunidade de apresentar emendas ao projeto do governo apenas se tiverem apoio de pelo menos um terço da composição da Câmara (171 deputados) por emenda apresentada.

O parecer da Comissão Especial será apenas uma sugestão, uma indicação para orientar a decisão do Plenário da Câmara. Por isso, a aprovação do parecer do relator na Comissão Especial não exige o chamado quórum qualificado de três quintos obrigatórios para a votação, no Plenário, de qualquer emenda à Constituição.

Na Comissão Especial, bastará que a proposta tenha a aprovação da maioria dos votos dos presentes. Mas atenção: para ser votado o parecer da Comissão Especial, será exigida a presença da maioria dos integrantes da comissão.

O relator faz, então, um parecer, que pode ser de aprovação total, rejeição total ou parcial, emendas pontuais e substitutivo. Se aceito, diz-se que a admissibilidade foi aprovada e, então, nomeia-se um relator.

3) Plenário da Câmara

Aprovada na comissão, a PEC está pronta para votação em plenário. Entretanto, há algumas regras a serem seguidas. É necessária a aprovação em dois turnos, com espaço de pelo menos cinco sessões entre um turno e outro. Esse prazo é chamado de interstício.

Para ser aprovada, a proposta deverá obter os votos de três quintos, no mínimo, do número total de deputados da Câmara em cada turno da votação. Ou seja, aprovação de 308 dos 513 deputados. A esse quórum que aprovar emendas à Constituição, dá-se o nome de quórum qualificado.

Após a aprovação da proposta em segundo turno, ela deverá também voltar à Comissão Especial para a redação final do que foi aprovado. Se for o caso, poderão ser propostas emendas de redação.

A votação da redação final pelo Plenário deverá ocorrer após o prazo de duas sessões, contado a partir de sua publicação ou distribuição em avulsos.

NO SENADO FEDERAL

4) CCJ do Senado

O Presidente da Câmara mandará a proposta aprovada para o Senado onde tramitará segundo as regras de seu Regimento Interno que é diferente do da Câmara. No Senado, a proposta irá apenas para a Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania (CCJ), que dará parecer sobre todos os seus aspectos. O Regimento do Senado não distingue admissibilidade e mérito. A comissão tem prazo de 30 dias para dar o parecer.

Para propor emendas, a Comissão deve ter a assinatura de pelo menos um terço do Senado.

5) Plenário do Senado

Aprovada na CCJ, a proposta segue diretamente para o plenário, que abre prazo de cinco sessões para discussão. A aprovação também se dá em dois turnos, com votação favorável mínima de 60% dos senadores em cada um dos turnos. São necessário, ma legislatura atual, aprovação de 49 dos 81 senadores. O intervalo entre as votações é de no mínimo cinco dias.

Durante a discussão em segundo turno apenas emendas que não alterem o mérito da proposta poderão ser apresentadas. Outras emendas poderão ser apresentadas durante a discussão da proposta no Plenário em primeiro turno. Essas emendas deverão ser assinadas pelo menos por um terço dos senadores.

O Senado poderá rejeitar a proposta, propor alterações ou aprová-la integralmente:

Rejeitar a proposta – a PEC é mandada para o arquivo e não poderá mais ser apresentada na mesma Legislatura. Dizemos que está com impedimento constitucional.

Propor alterações – a matéria retornará à Comissão Especial da Câmara para a apreciação das alterações. Volta-se, então, praticamente ao mesmo ponto de partida da tramitação, já que as emendas deverão seguir o mesmo procedimento da proposta original.

Aprová-la integralmente – a Câmara será comunicada e deverá ser convocada sessão do Congresso para a promulgação.

6) Promulgação

Caso a PEC que saiu da Câmara não tenha sido alterada pelo Senado, o texto é promulgado em sessão no Congresso pelo Presidente da República e entra, então, em vigor.

Glossário.

Admissibilidade – quando qualquer projeto de lei ou emenda é aprovado para ir à Plenário tanto na Câmara como no Senado.

Apreciação preliminar – quando o autor de uma proposta pede que a mesma saia do arquivo da casa para uma reexaminação.

Caráter saneador – é quando um relator substitui as emendas de uma proposta de acordo com a sugestão do Plenário.

Caráter terminativo – quando qualquer projeto de lei ou emenda é enviado para o aquivo da casa ao não ser aprovado no início de sua tramitação na CCJ.

Concessão de vista – quando deputados requerem mais tempo para examinar uma proposta durante uma discussão.

Exame de mérito – análise do conteúdo de uma proposta ou projeto por uma comissão especial.

Impedimento constitucional – proposta que é rejeitada pelo Senado e segue para o arquivo, impedida para sempre de voltar a análise.

Inadmissibilidade – quando qualquer projeto de lei ou emenda não é aprovado para ir à Plenário tanto na Câmara como no Senado.

Interstício – tempo entre a votação entre os dois turnos na votação de uma proposta ou projeto. O interstício não pode ultrapassar cinco sessões.

Parecer – é a uma decisão sobre a constitucionalidade da proposta ou projeto.

Proposta de Emenda à Constituição (PEC) – atualiza, emenda um item da Constituição Federal. É uma das propostas que exige mais tempo para preparo, elaboração e votação, uma vez que modificará a Constuição Federal.

Quórum qualificado – número mínimo de presentes numa votação no Senado ou na Câmara, que representa dois terços do contingente da cada Casa.

Tramitação – caminho percorrido rumo à aprovação ou não por qualquer projeto de emenda ou lei proposto no Legislativo.

DEMOCRACIA DIGITAL E BESTEIROL

Ivan Santos – Jornalista

Luana Piovani, atriz culta e celebridade do primeiro time da constelação lúdica nacional, conseguia movimentar e encantar milhares de internautas do Brasil com os comentários que fazia na Internet. A maioria das pessoas que consumiam as informações que ela divulgava parecia sem competência para distinguir alho de bugalho. Há tempo a atriz informou num Blog que o lendário padre Antônio Vieira dos célebres Sermões, mora em São Paulo. Poucos deram importância à informação, talvez por ignorarem quem foi o padre. Ninguém comentou o besteirol. Luana exercita a “liberdade democrática” que a Internet concede a gregos e a troianos, todos se julgam com direito para divulgar bobagens e alimentar besteirol com sonhos, fantasias e assinar comentários mentirosos com nome trocado ou inventado na última hora. Comunicação sem escrúpulo. A informação de que o “padre Antônio Vieira mora em Sampa”, Luana a fez, certamente, com ironia, para avaliar o nível de conhecimento histórico da plateia que a segue e a aplaude na Internet. Muita gente sensata e bem informada, hoje, espanta-se com a audácia de internautas que tentam justificar a falta de ética no processo político com falcatruas do passado. Isto é irreverência sem precedentes na história da democracia. O besteirol atual, na Internet, é pura bobagem cometida por quem acha que todos nós somos idiotas ou ignorantes batizados, crismados e dispensados do Serviço Militar por excesso de contingente. Besteirol cibernético que faz rir e chorar ao mesmo tempo. Saravá!
Hoje a Internet parece um canal para alguns externarem ressentimentos, ódios, preconceitos, revanchismo e ignorância sem a menor ilustração. Em nome de uma sociedade mais crítica, pseudodemocrática, a Internet transforma-se em passarela para desfiles de figuras que, na prática da comunicação popular moderna, revelam-se comentaristas de insensatez.
Outro besteirol que corre solto na Internet é o que diz que Lula pagou a dívida externa e, por isto, o Brasil hoje nada deve no exterior. Em 2002 quando Lula assumiu o Governo, a Dívida Externa Hoje é de US$ 287 bilhões. Afinal, alguém percebeu onde está o besteirol ou a verdade?
Em 2002 a Dívida Interna do Brasil era de R$ 654,3 bilhões. Mestre Lula da Silva aproveitou os juros internacionais baixos, emitiu títulos da Dívida Pública e, com o dinheiro amealhado, pagou o que o Brasil devia ao FMI. Com esse tipo de operação a Dívida Interna do País é hoje de R$ 8 trilhões e 511 milhões. Onde está o besteirol? Que dívida pagou Lula?

Dependência Química e Abuso Sexual de Menores: A Omissão Também é Crime

Diógenes Pereira da Silva – Tenente do Quadro de Oficiais da Reserva Remunerada da PMMG

Falar de dependência química e de abuso sexual de menores é tocar em duas das mais graves feridas sociais do país. São dramas que destroem famílias, desestruturam comunidades e deixam cicatrizes permanentes nas vítimas. Contudo, tão grave quanto o crime em si é a omissão de quem deveria combater essas práticas com rigor e responsabilidade.

A dependência química, reconhecida como doença, exige tratamento, políticas públicas eficazes e acolhimento. Porém, quando o poder público falha na prevenção, abandona famílias à própria sorte e não investe em reabilitação, contribui para o agravamento de um ciclo de vulnerabilidade que expõe crianças e adolescentes a riscos extremos.

Já o abuso sexual de menores não admite relativização. É crime hediondo, covarde e devastador. Rouba a infância, compromete a saúde mental e pode marcar uma vida inteira. O que revolta a sociedade é perceber que, muitas vezes, processos se arrastam, provas se perdem, investigações são frágeis e decisões judiciais resultam em penas brandas, benefícios prematuros ou até absolvições que afrontam o senso de justiça.

Quando autoridades fazem vista grossa, deixam de fiscalizar, negligenciam denúncias ou tratam esses casos como estatísticas, a mensagem transmitida é de impunidade. E impunidade encoraja o agressor. Cada decisão leniente não atinge apenas um processo; atinge a confiança da população nas instituições e amplia a sensação de abandono das vítimas.

Não se trata de atacar o Estado de forma irresponsável, mas de exigir firmeza, celeridade e compromisso real. Crianças não podem esperar por burocracias intermináveis. Dependentes químicos não podem ser empurrados para as ruas sem assistência. E abusadores não podem contar com brechas legais como escudo.

A proteção da infância deve ser prioridade absoluta, não discurso vazio. Autoridades que negligenciam seu dever também precisam ser cobradas. Porque, diante de crimes tão graves, a omissão não é neutralidade, é cumplicidade.

Diógenes pereira da Silva

Guerras!!!

Tania Tavares – Professora – SP

Será que continuaremos vendo estes ataques com armas super poderosas e destruidoras? O gênio Albert Einstein, físico disse: “Não sei com que armas a Terceira Guerra Mundial será travada, mas a Quarta será com paus e pedras. Estamos caminhando ao encontro desta catástrofe devido a insanidade de alguns loucos governantes? Nos poupem…

Emater-MG auxilia produtores a transformar propriedades rurais em destinos turísticos

Atividade gera novas oportunidades de renda para pequenos produtores de Minas Gerais

Propriedades rurais têm, cada vez mais, se transformado em destinos turísticos no interior de Minas Gerais. A ordenha feita nas primeiras horas do dia, comida no fogão a lenha, o cheiro da cana sendo moída no alambique e histórias que atravessam gerações, que antes eram apenas uma rotina para quem vive no campo, tornaram-se também uma experiência para quem vem de fora.

GOV. MG

O fortalecimento do setor tem o apoio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG), que orienta produtores na estruturação das atividades turísticas. Em 2025, os profissionais da empresa prestaram cerca de 3,4 atendimentos em propriedades que investem no turismo rural.

Em Ritápolis, no Campo das Vertentes, a Queijaria Seu Jorge traduz bem esse movimento. A propriedade transformou o dia a dia da produção em uma atração para visitantes. Administrada por sete mulheres da mesma família, a queijaria recebe turistas interessados em conhecer o processo de produção do Queijo Minas Artesanal e saborear as delícias encontradas em uma típica cozinha do interior.

“O turista chega da cidade grande com muitas expectativas. É uma troca muito interessante de quem vive no campo com quem vem da cidade. Aqui ele pode acompanhar a ordenha, ver o processo de produção do queijo, que depois será saboreado com café. É uma delícia”, declara a proprietária Vera Lúcia Cardoso.

O turismo no local começou de forma espontânea, com o interesse das pessoas durante a pandemia, na busca de experiências fora dos grandes centros. A produtora conta que as visitas também proporcionaram o aumento da venda dos queijos e outros produtos. “Ele vem para conhecer, degusta e acaba gostando. Aí quer levar para ele, para a família ou para um amigo. Leva uma geleia, leva um queijo”.

Além de apoiar a produção, o trabalho dos técnicos da Emater-MG envolve a criação de experiências para o turista. “É entender o que o produtor tem e transformar isso em um produto turístico viável, que gere renda extra”, explica a coordenadora técnica de Turismo Rural da Emater-MG, Thatiana Garcia.

Tradição

Em São João del-Rei, a Cachaça Morro Grande abriu o alambique para visitação e também transformou uma tradição familiar em atrativo turístico. O produtor José do Carmo Rezende retomou a atividade na aposentadoria e hoje recebe visitantes para apresentar todas as etapas da produção.

“Aqui o turista vai ver todo o processo de produção da cachaça, desde o plantio e a moagem até a degustação. Não é só conhecer o produto pronto para ser consumido”, explica. Com produção anual entre 15 mil e 20 mil litros, ele destaca que o turismo ajuda a valorizar a cachaça e aumentar as vendas. “É um grande gerador de renda”, afirma Rezende.

Já em Tiradentes, a Pousada Campestre Vila Tiradentes aposta na integração entre hospedagem e vivências rurais. O espaço oferece contato com animais, passeios a cavalo, visita ao alambique e degustação de produtos locais e até uma pista de motocross.

“As pessoas querem fugir da rotina. Aqui o visitante vê os bichos, toma um café, come um queijinho que a gente fabrica, toma a cachaça do nosso alambique”, afirma a proprietária Josiele Darly, que administra o local ao lado do marido, Rodrigo Barbosa

Segundo ele, a procura pelo turismo rural tem crescido. “A aceitação é muito boa. As pessoas estão gostando muito. O turismo rural cresceu demais”, completa Rodrigo.

Catálogo

Para dar visibilidade a essas iniciativas, a Emater-MG lançou a nova edição do catálogo Ruralidade Viva, que reúne 266 propriedades abertas ao turismo em Minas. A publicação traz informações, fotos e contatos de produtores que oferecem experiências com queijos, cafés, doces e cachaças. “É uma forma de divulgar nosso trabalho e atrair pessoas de outros lugares”, destaca a proprietária Vera Lúcia Cardoso.

Governo de Minas vistoria obras da primeira Unidade de Pronto Atendimento de Coromandel

UPA vai beneficiar os quase 30 mil habitantes da cidade, que não precisarão se deslocar para buscar atendimento de média complexidade

O governador Mateus Simões vistoriou, nesta sexta-feira (27/3), as obras da primeira Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Coromandel, no Triângulo Mineiro. O Governo de Minas investiu mais de R$ 5,9 milhões na unidade, fortalecendo a rede de urgência e emergência na região.

“Essa é a primeira UPA Tipo 1, modelo homologado nacionalmente, que nós estamos inaugurando no estado. Tem várias outras em construção, mas ela faz parte de uma segunda leva de investimentos que o Estado fez depois que nós terminamos as obras das mais de 300 Unidades Básicas de Saúde (UBS) que estavam paradas em Minas Gerais. Nós resolvemos avançar também no tratamento de urgência e emergência”, destacou Mateus Simões.

GOV. MG

As obras foram iniciadas em 2023 e estão em fase de finalização, com previsão de conclusão para o fim de 2026. A UPA oferecerá serviços de urgência e emergência de média complexidade, com atendimento médico de urgência, inclusive pediatria e ortopedia. Além disso, será possível realizar exames de raio-x, eletrocardiogramas e procedimentos de enfermagem, além de contar com quatro consultórios médicos para atendimento.

A UPA funcionará onde atualmente está o Pronto Atendimento (PA) e vai possibilitar atendimento durante 24 horas por dia aos quase 30 mil habitantes de Coromandel, além de moradores de outros municípios do entorno.

O governador mineiro inseriu a nova fase das UPAs dentro da série de avanços na saúde para o estado, citando o trabalho em conjunto da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) com o Corpo de Bombeiros (CBMMG) para que o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) chegasse a 100% de Minas.

“Nós estamos mudando a forma do atendimento de emergência no estado, com a universalização do Samu, com a implantação das bases aéreas dos helicópteros Arcanjos, dos bombeiros, para o salvamento aéreo, mas também com as UPAs para que a gente possa receber esses pacientes que são os de urgência e emergência, mudando a cara da porta de entrada da saúde pública em Minas Gerais”, afirmou Simões.

Investimentos na saúde de Coromandel

Desde 2019, Coromandel já recebeu mais de R$ 9,2 milhões em repasses do Governo de Minas somente na Atenção Primária à Saúde (APS), enquanto os recursos do Estado para o Fundo Municipal de Saúde vem crescendo, assim como em todo o estado, e já ultrapassou R$ 30 milhões desde 2019.

Em 2019, foram encaminhados quase R$ 680 mil ao fundo em Coromandel, valor que chegou a R$ 2,3 milhões, em 2020. Nos anos de 2021 e 2022, o valor repassado pelo Governo de Minas somou quase R$ 9,7 milhões. Já no período de 2023 a 2025, subiu para cerca de R$ 17,3 milhões.

Governo Presente

Os compromissos do governador Mateus Simões em Coromandel fazem parte da política do Governo de Minas de transferir a capital do estado a região do Triângulo Mineiro, dentro da iniciativa Governo Presente. A capital mineira passou a ser Uberlândia, de forma simbólica, até este sábado (28/3).

As transferências vão se repetir em outras 19 cidades até junho, para reconhecer a importância e valorizar cada uma das regiões mineiras, além de possibilitar ao chefe do Executivo conhecer ainda mais de perto as demandas dos moradores locais, incluindo cidades ao redor de cada capital provisória.

 

Governo de Minas reforça segurança com entrega de 15 viaturas para a Polícia Penal

Estado tem ampliado estrutura do sistema prisional e fortalecido atuação em todas as regiões

A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp-MG) entregou, nesta sexta-feira (27/3), na Cidade Administrativa, em Belo Horizonte, 15 novas viaturas destinadas à Polícia Penal, reforçando a estrutura do sistema prisional em diferentes regiões do estado.

GOV. MG

O secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Rogério Greco, destacou a importância do investimento para o fortalecimento das instituições. “Segurança pública se faz com planejamento, investimento e valorização dos profissionais. A entrega dessas viaturas reforça a capacidade de atuação da Polícia Penal e contribui diretamente para a proteção da sociedade mineira”, afirmou.

Os veículos foram adquiridos por meio de convênio federal, com recursos oriundos de emenda parlamentar, e já estão prontos para a distribuição a unidades prisionais estratégicas. A iniciativa também prevê a ampliação da frota com a aquisição de mais sete viaturas, fruto da economia gerada durante o processo licitatório.

O secretário de Estado Adjunto de Justiça e Segurança Pública, coronel Edgard Estevo, ressaltou o papel da segurança como base para o desenvolvimento. “Não existe desenvolvimento em um estado ou no país sem segurança. Hoje, Minas conta com cerca de 17 mil policiais penais, profissionais capacitados e comprometidos. A entrega dessas viaturas garante melhores condições de trabalho e fortalece tanto a segurança quanto o processo de ressocialização dos detentos”.

O diretor-geral do Departamento Penitenciário de Minas Gerais (Depen-MG), Leonardo Badaró, também enfatizou o impacto da entrega. “Os novos veículos representam um avanço importante para as atividades operacionais e refletem o empenho das equipes envolvidas em todo o processo de aquisição”.

Com os novos veículos, o Governo de Minas reforça o compromisso com a modernização do sistema prisional e a valorização dos profissionais, garantindo uma segurança pública mais eficiente e presente em todas as regiões mineiras.

As 15 viaturas atenderão: Penitenciária Doutor Manoel Martins Lisboa Junior (Muriaé), Penitenciária Professor Aluísio Ignácio de Oliveira (Uberaba), Penitenciária de Três Corações, Penitenciária de Formiga, Penitenciária Francisco Floriano de Paula (Governador Valadares), Presídio Professor Jacy de Assis (Uberlândia), Penitenciária Deputado Expedito de Faria Tavares (Patrocínio), Presídio Regional de Montes Claros, Penitenciária de Ponte Nova, Presídio de São João del-Rei, Presídio de Diamantina, Presídio de Teófilo Otoni, Penitenciária Agostinho de Oliveira Júnior (Unaí), Presídio de Itajubá e Presídio de Alfenas.

 

 

Três países e um mundo em risco

Diógenes Pereira da Silva – Tenente do Quadro de Oficiais da Reserva Remunerada da PMMG

Um conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel pode provocar consequências profundas para a economia mundial. A história já mostrou, com a Crise do Petróleo de 1973, que tensões no Oriente Médio são capazes de desestabilizar mercados e gerar recessões em vários continentes.

Desde jovem acompanho e estudo o mercado financeiro. Sempre tive interesse por economia, área que também estudei na faculdade. Tive como mestre o saudoso professor Luiz Bertolucci, extremamente cauteloso em suas análises de risco, ensinamento que carrego até hoje.

Os riscos são evidentes, sobretudo para países emergentes, que possuem economias mais sensíveis a choques externos. Uma guerra prolongada pode provocar fuga de capitais, inflação elevada e redução de investimentos, agravando ainda mais a instabilidade econômica.

Os preços dos combustíveis já começam a subir de forma exponencial. Embora sempre existam oportunistas de plantão para ampliar os efeitos da crise, as previsões para a economia global podem se tornar desastrosas se o conflito se prolongar.

Além disso, há um impacto humanitário preocupante. Em um cenário de crise global, programas de ajuda internacional podem ser reduzidos ou interrompidos, afetando populações vulneráveis em diversas regiões do mundo.

Países da América Latina, como o Brasil, já começam a sentir reflexos. O que hoje parece distante pode se transformar em uma crise global de grandes proporções.