Ah, árvores!

Tania Tavares- Professora – SP

Quando li a primeira notícia sobre o corte de 384 árvores fiquei revoltada e ainda mais ao saber que 128 delas são nativas. Porque não transplantar estas árvores para locais que precisam? Fui procurar quanto tempo uma árvore leva para crescer até o tamanho destas, e encontrei 40 anos! “A natureza já não se defende. Vinga-se!” (Jacir J. Venturi). Estamos assistindo as catástrofes ambientais recentes.*

Punição?

Tania Tavares- Professora – SP

Não entendi, o ministro do STF Flávio Dino pune o pai do blogueiro bolsonarista Paulo Figueiredo, negando passaporte para que pudesse ir ao casamento do filho? O que o pai fez de errado? Cruzes!

UM ERRO RECORRENTE DE LULA (e que ninguém corrige)

José Castrode Martellli – Advogado e professor – Espirto Santo do Pinhal – SP

Lá pelo idos de 1959, quando eu cursava o 1º ano de Direito, na famosa Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, havia um professor de Direito Civil, Washington de Barros Monteiro, em cujas aulas, vez ou outra usava o termo ”ouprouver”.
Antes de prosseguir, é preciso que se diga que era um tempo em que os alunos usavam gravata e paletó, sem o que não lhes era permitido assistirem as aulas. Por outro lado, os professores, na sua maioria catedráticos, ministravam suas aulas, usando beca. Portanto o respeito grassava nas aulas e quando algum aluno se dirigia aos mestres, o fazia chamando-o por excelência.
Eu sabia que a palavra correta que sua excelência queria usar era “aprouver” mas ele, sem ser corrigido, continuava com o seu “ouprover”.
Enchendo-me de coragem, no final de uma aula, com todo respeito que o caso requeria, dirigi-me ao Mestre da seguinte forma: Perdoe-me Excelência, mas V. Exa. usa um termo em suas aulas que eu não entendi e não encontrei nos dicionários. Qual é o termo? Obtemperou, convidando-me, a seguir, para irmos à Biblioteca que ficava naquele mesmo andar.
Não preciso dizer que não encontrou o termo e eu, com todo cuidado perguntei-lhe: – Não seria “aprouver”? Também não preciso dizer que ele encontrou.
Despedimo-nos e ele agradeceu sem maiores comentários.
Pois bem. Na aula seguinte que tivemos com ele, a primeira coisa que fez foi dirigir-se aos alunos e dizer que ele usava um termo erradamente e nunca algum amigo tivera a gentileza de corrigi-lo. Não citou meu nome, mas disse que um aluno/amigo o fez, se não, continuaria a cometer o mesmo erro, sabe-se lá até quando. Disse ainda que era bem possível que alguns até fizessem chacotas às sua costas. E concluiu: – nunca se esqueçam, os que nos corrigem são amigos, os que apenas nos criticam não o são.
Agora que mais de meio século é passado, nunca me esqueci dessa lição.
Sou corrigido e às vezes corrijo, mas sempre tenho em mente aquela grande lição.
Pois é. Por que me recordei desse fato? Porque o Presidente Lula, embora seja inegavelmente um auto didata, vem cometendo recorrentemente um erro no uso dos pronomes demonstrativos este, esta, isto, e vai por aí afora.
Das duas, uma. Ou ninguém tem amizade para corrigi-lo ou desconhecem o uso do demonstrativo e transcrevem erradamente o que ele, erradamente, diz.
Lembrei-me até da forma que eu ensinava esse uso, quando ministrei aulas de língua portuguesa a alunos de diversas faculdades.
Eu dizia: -quando você está dentro da coisa, quando a coisa está dentro de você, quando você está tocando na coisa ou a coisa está tocando em você o uso correto é este, esta ou isto.
Os alunos quase sempre jovens e maliciosas viam aí, uma conotação sexual e nunca se esqueciam.
O uso dos demais demonstrativos vêm por exclusão.
Voltando ao Presidente Lula. Dia destes (estamos dentro dos dias) ele falou: Não é possível que ESSE país possa por mais tempo conviver com a fome.
Não é ESSE Presidente. É ESTE. O Senhor está dentro do país.
Espero que alguém leve ao Presidente Lula, esta (a lição está aqui, estamos dentro dela) singela lição de um sincero amigo.
E que ESSES conselhos sirvam também para AQUELES que têm as mesmas dúvidas .

A vaca, o urubu e o Roque

Ana Maria Coelho Carvalho – Bióloga

Circula na internet um texto divertido, de autor desconhecido, explicando que Cristóvão Colombo era solteiro e por isso, descobriu a América. Se fosse casado, teria desistido da viagem ao ouvir da esposa coisas como: “-“E por que é você que tem que ir?”; “-Você não conhece nem minha família e quer ir descobrir outro mundo?”; “-E só vai homem nesta viagem? Acha que sou idiota? “;”-E por que não posso ir, se você é o chefe?”;”-Você não sabe mais o que inventar, pra sair de casa?”; “Tinha tudo planejado, né?”; “-E vai viajar a serviço, com essa roupa cheia de rendas e esse chapéu ridículo, com penacho? Me engana que eu gosto!”. “E que missão secreta é essa? Pode tirar o seu cavalinho da chuva, você não vai a lugar nenhum!”

É, acho que o Cristóvão não iria mesmo…

Lendo isso, lembrei-me de uma crônica de Antonio Prata, cronista da Folha, envolvendo histórias de casal. Ele contou que há tempos inventou e escreveu um texto sobre uma vaca que foi colocada em uma canoa para atravessar um rio, nas proximidades do mar. Na praia, olhando a cena, estava um casal de namorados. A canoa virou e a vaca foi arrastada para o mar. A namorada ficou indignada e revoltada com o namorado, pois ele não fez nada para evitar a tragédia. Terminou o namoro com ele.

Antônio explica que depois recebeu um email do Sidney, de Jequiaçu, Paraná, que havia lido a crônica da vaca. Sidney estava convencido de que o texto havia sido baseado em sua história verídica. Estava impressionado, sem entender como Antonio teve conhecimento do seu caso. Contou então que seu casamento terminou por causa de um urubu, como se segue.

Estavam ele, Sidney, e a esposa Letícia, assistindo felizes ao “Caldeirão do Huck”, na sala do seu apartamento no 12º andar. De repente, o vidro da janela se estilhaçou em mil pedaços que caíram no chão junto com um urubu ensanguentado. A mulher começou a gritar para Sidney fazer alguma coisa e quanto mais gritava, mais o urubu se debatia. Ele tentou pegar o urubu com duas almofadas e jogá-lo pela janela, mas a ave se libertou e ainda soltou um terrível grasnado, parecendo balido de bode. Pensou que a mulher ia ter um treco. Então ele, que não mata nem barata, agarrou a ave hedionda com as próprias mãos e quebrou seu pescoço. A mulher encarou-o atônita por um minuto. Então, levantou-se, saiu pela porta e nunca mais voltou.

Até hoje Sidney não conseguiu entender como um urubu desgovernado quebrou a janela e acabou com seu casamento. E, também, como a história chegou aos ouvidos do colunista. Esse, Antônio, termina a crônica afirmando que foi tudo coincidência e espera que Letícia, a esposa, se recupere do trauma e volte para Sidney.

Lendo o texto, não pude deixar de pensar no Roque, o cachorro perdigueiro do meu filho (casado e pai de três filhos) e as confusões que ele aprontou. O Roque, um cão cativante e endiabrado, foi presente de um amigo. Chegou ao apartamento na forma de uma bolinha branca e fofa, de pintas pretas, sendo recebido com entusiasmo pelas crianças e com frieza pela esposa. Foi crescendo, crescendo, até dominar todo o apartamento. Bagunceiro e brincalhão, mordia as almofadas, babava por todo lado, dava saltos mortais em cima das pessoas, derrubava vasos, arrastava por quarteirões inteiros quem se atrevia a passear com ele na coleira. Passou a ficar preso na varanda, arranhando o vidro da porta e ganindo sem parar, enquanto aguardava com impaciência a chegada do meu filho, a paixão da vida do Roque. A cada dia, crescia a paixão entre eles. Mas, também, cresciam os problemas, em razão diretamente proporcional ao aumento do tamanho do cocô e do xixi do Roque. A esposa, tal qual a Letícia da outra história, estava quase dando um treco. Até o dia em que ela falou a célebre frase: “você decide: ou eu ou o cachorro” (felizmente não saiu pela porta e sumiu, como a Letícia; pelo menos deu uma chance). O meu filho sentiu uma dor no coração ao pensar que não teria mais os pulos alegres e as lambidas grudentas do Roque, quando chegasse em casa. Sem saída, levou o “Roquinho”, como dizia ele, para a fazenda. O Roque ficou todo feliz, rolando na terra e correndo atrás das galinhas, perus e codornas. E o casamento continuou, mas sem o Roque.

STF- escolhas

Tania Tavares – Professora – SP

Se as escolhas para o Supremo Tribunal Federal (STF) fossem feitas por concurso público e não política, com exigências de que fossem Advogados ou melhor Juízes, não teríamos que conviver com um supremo submisso a quem o indicou!

Quando banqueiros começam a pegar prisão renasce um fio de esperança!

Autor: Rafael Moia Filho – Escritor, Acadêmico da ABLetras, Blogger, Analista Político e Graduado em Gestão Pública.

Não está distante os golpes perpetrados contra a Mesbla, Lojas Americanas, Lojas Ricardo Eletro. Foram bilhões surrupiados e jamais devolvidos aos colaboradores, fornecedores e governo (impostos).
No caso das Lojas Americanas houve uma fraude contábil bilionária, atribuída a executivos da loja. O então CEO Miguel Gutierrez foi apontado como líder do esquema de manipulação de balanços para inflar resultados. A empresa iniciou processo arbitral contra ele e outros ex-diretores pelos danos materiais e imateriais da fraude.
Outro caso famoso foi o das Lojas Ricardo Eletro – A rede teve problemas graves com gestão: seu fundador, Ricardo Nunes, e familiares foram presos sob acusação de sonegação de mais de R$ 400 milhões de impostos. A empresa entrou com recuperação judicial.
No caso mais antigo, Ricardo Mansur dono das Redes de Varejo– Mesbla / Mappin, foi acusado de gestão fraudulenta, tendo levantado altas linhas de crédito para manter as empresas que estavam em dificuldades.
Condenações: Ele foi condenado por crimes contra o sistema financeiro nacional, incluindo gestão fraudulenta (do Banco Crefisul) e gestão temerária (da Mappin Previdência Privada), com penas que somavam mais de 11 anos em regime semiaberto. Prisão: Mansur chegou a estar foragido da Justiça por anos. Foi preso em São Paulo em janeiro de 2020, mas a Justiça, mesmo assim, autorizou o cumprimento da pena em prisão domiciliar. Bens: Houve tentativas judiciais de rastrear e bloquear seu patrimônio pessoal, suspeito de ter sido ocultado para pagar credores.
Os três casos exemplificados têm em comum a impunidade dos envolvidos. Nenhum deles encontra-se preso em regime fechado, cumprindo pena pelos crimes cometidos.
Nesta manhã de 18 de novembro de 2025, o país amanheceu com os telejornais e as rádios anunciando a prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, no Aeroporto de Guarulhos, onde pretendia empreender fuga para Malta. Seu sócio, Augusto Lima, também foi detido.
Motivo: A prisão ocorreu no âmbito da Operação Compliance Zero da Polícia Federal, que investiga a emissão de títulos de crédito falsos e fraudes envolvendo instituições financeiras. Os crimes investigados incluem gestão fraudulenta, gestão temerária e organização criminosa.
• Nelson Nogueira Pinheiro e seus irmãos, investigados pela Polícia Civil de SP em abril de 2025 na Operação Floresta Devastada, por suspeita de desvio de recursos de clientes para offshores.
• O falso banqueiro Wittenberg Magno Ribeiro, denunciado em 2024 por estelionato e associação criminosa por prometer empréstimos a empresários e desaparecer com o dinheiro.
A PF estima que as fraudes e os golpes ultrapassem R$ 12 bilhões de reais do sistema financeiro. Claro que ainda é cedo para sabermos se os envolvidos serão julgados e condenados e se terão de cumprir penas em regime fechado.
A prática infelizmente é comum para os grandes empresários e políticos que conseguem da Justiça a concessão graciosa para cumprimento da pena em regime domiciliar. Isso é uma excrescência e um golpe aviltante contra o conjunto da sociedade brasileira.