por uberlandiahoje | nov 26, 2025 | Ponto de Vista |
Tania Tavares – Professora – SP
Como assim? O presidente Lula pode colocar no STF só amigos no cargo que podem até não serem Advogados ,mas que façam o que ele quer? O preferido Messias já deu provas de lealdade ignorando os lesados do INSS pelo sindicato do irmão do Lula. Espero que o senador Davi Alcolumbre não negocie contra o povo.
por uberlandiahoje | nov 26, 2025 | Ponto de Vista |
Tania Tavares – Professora – SP
O reitor da USP Carlos Gilberto Carlotti Junior, neurocirurgião, deve ter poderes para impedir manifestações agressivas a palestrantes com base no Regimento Interno e Geral da Universidade e no código de Ética, além da legislação brasileira. Garantir a segurança, a ordem da comunidade incluindo palestrantes. O que aconteceu na Faculdade de Direito da USP nos envergonha e assusta, pois uma turba que desconhece a história impedem que um cientista político judeu, André Lajst, debatesse os aspectos legais da guerra em Gaza na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP)..Está na hora do Reitor agir com os poderes que tem e “enquadrar” esta turba. Há alguns meses a Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas(FFLCH-USP )também fez seu showzinho.
por uberlandiahoje | nov 26, 2025 | Ponto de Vista |
Paulo Henrique Coimbra de Oliveira Economista – RJ
Sarney, quando promulgada a atual constituição , declarou que ela tornaria o país ingovernável. Logo quem , que a mídia sempre citava como envolvido junto com sua família em maracutaias , teve essa coragem. E acertou em cheio e talvez tenha sido a única coisa séria que falou na vida.. Não dá para citar todos , pois a carta não teria fim. Apenas digo que não só os políticos, mas o mercado financeiro é partícipe e em maior escala que os escândalos que envolvem todos os poderes da república. E todos estão entrelaçados nas maiores promiscuidades jamais vista na face da terra. O atual escândalo do Banco Master ilustra muito bem essa tese.Viram todos os seus personagens direta ou indiretamente envolvidos ? Pena que a lei anti facção não cita essa bandidagem. Ainda dá para incluir.
por uberlandiahoje | nov 25, 2025 | Ponto de Vista |
Marília Alves cunha – Educadora e escritora
Roberto Motta, importante figura da política brasileira, com acentuado interesse em segurança pública, palestrante e participante de vários seminários por todo o país, escritor de milhares de textos, artigos e livros, contou dia desses, em uma de suas colunas, a historinha de 3 pedreiros que trabalhavam em uma construção. Um homem passou, parou e perguntou: o que vocês estão fazendo?
– Estou assentando tijolos – respondeu o primeiro pedreiro.
– Estou levantando uma parede – disse o segundo.
– Estou erguendo uma Catedral – disse o terceiro pedreiro.
Refleti um pouco sobre esta historinha. Uma sensação ruim brotou. Senti que nós brasileiros, seja de que lado formos, seja de qual espectro político pertencermos, estamos sempre ocupados em assentar tijolos. E considerando a maior felicidade se levantarmos uma parede, por mais inútil e isolada que possa parecer. A nossa visão, corroída pela miopia política, centrada no que é miúdo, nunca pensa no resultado final, na grande construção – o erguimento de uma catedral.
Pensamos o Brasil não como um grande país, reduto de grandes e inumeráveis riquezas que poderiam resolver a vida de todos os cidadãos brasileiros, sem faltar nenhum, se houvesse inteligência, disposição, honestidade e visão maior no aproveitamento de tanto à nossa disposição. Pensamos o país como pedacinhos pobres, acode daqui, acode dalí, quanta falta de recurso, como é difícil extrair o que é nosso, nem sabemos o que é nosso, ninguém nos ensina o que é Brasil com suas riquezas escondidas, mais fácil entregar a outros por um precinho camarada… Na maior parte do tempo, assentamos tijolos, mal assentados. Mal arrumados, sujeitos a chuvas e trovoadas e desmoronamentos. Às vezes uma parede é levantada. Como é difícil ir além. São tantas barreiras, tantas dificuldades, mutretas de toda ordem que impedem o andar da construção. E paramos por aí, na parede levantada.
O sonho da Catedral resta perdido nos tropeços do caminho. Tenho a impressão que ficamos apenas nos pedaços, ninguém imaginou a grande obra, ninguém se dispôs a fazê-la e se alguém se dispôs, obrigaram-no a voltar atrás e começar a a juntar tijolos… Não sabemos chegar ao final da grande construção, falta união, falta descruzar os braços, falta retirar pedras do meio do caminho, falta vontade que impulsiona. Falta amar mais o Brasil e não idolatrar as pessoas. Os poderosos, a mais das vezes, não querem a obra completa, não querem a catedral, o que iriam fazer com uma catedral?
Existem pessoas que anseiam dar um passo a mais, com a visão do terceiro pedreiro? Claro que sim! Pensam que é uma coisa tangível e fácil. Até têm a visão e sonhos ambiciosos de fazer real o sonho da Catedral. Pobres! Defrontam-se com barreiras de aço, construídos no caminho, ao longo dos anos. Nada foi construído além disto – barreiras de aço para não serem ultrapassadas. Tem gente realizada e vaidosa com a proteção de aço, que até o momento predominou. Pessoas acham-se garantidas pelo poder que estas proteções lhes dão, pensam mesmo que nada devem aos outros, a não ser medo, escuridão, sigilo. Há barreiras de aço por todos os lados, protegendo uns, machucando outros, cercando aquele lugar outrora lindo onde pretendia-se erguer uma Catedral!
por uberlandiahoje | nov 25, 2025 | Ponto de Vista |
Marília Alves cunha – Educadora e escritora
Roberto Motta, importante figura da política brasileira, com acentuado interesse em segurança pública, palestrante e participante de vários seminários por todo o país, escritor de milhares de textos, artigos e livros, contou dia desses, em uma de suas colunas, a historinha de 3 pedreiros que trabalhavam em uma construção. Um homem passou, parou e perguntou: o que vocês estão fazendo?
– Estou assentando tijolos – respondeu o primeiro pedreiro.
– Estou levantando uma parede – disse o segundo.
– Estou erguendo uma Catedral – disse o terceiro pedreiro.
Refleti um pouco sobre esta historinha. Uma sensação ruim brotou. Senti que nós brasileiros, seja de que lado formos, seja de qual espectro político pertencermos, estamos sempre ocupados em assentar tijolos. E considerando a maior felicidade se levantarmos uma parede, por mais inútil e isolada que possa parecer. A nossa visão, corroída pela miopia política, centrada no que é miúdo, nunca pensa no resultado final, na grande construção – o erguimento de uma catedral.
Pensamos o Brasil não como um grande país, reduto de grandes e inumeráveis riquezas que poderiam resolver a vida de todos os cidadãos brasileiros, sem faltar nenhum, se houvesse inteligência, disposição, honestidade e visão maior no aproveitamento de tanto à nossa disposição. Pensamos o país como pedacinhos pobres, acode daqui, acode dalí, quanta falta de recurso, como é difícil extrair o que é nosso, nem sabemos o que é nosso, ninguém nos ensina o que é Brasil com suas riquezas escondidas, mais fácil entregar a outros por um precinho camarada… Na maior parte do tempo, assentamos tijolos, mal assentados. Mal arrumados, sujeitos a chuvas e trovoadas e desmoronamentos. Às vezes uma parede é levantada. Como é difícil ir além. São tantas barreiras, tantas dificuldades, mutretas de toda ordem que impedem o andar da construção. E paramos por aí, na parede levantada.
O sonho da Catedral resta perdido nos tropeços do caminho. Tenho a impressão que ficamos apenas nos pedaços, ninguém imaginou a grande obra, ninguém se dispôs a fazê-la e se alguém se dispôs, obrigaram-no a voltar atrás e começar a a juntar tijolos… Não sabemos chegar ao final da grande construção, falta união, falta descruzar os braços, falta retirar pedras do meio do caminho, falta vontade que impulsiona. Falta amar mais o Brasil e não idolatrar as pessoas. Os poderosos, a mais das vezes, não querem a obra completa, não querem a catedral, o que iriam fazer com uma catedral?
Existem pessoas que anseiam dar um passo a mais, com a visão do terceiro pedreiro? Claro que sim! Pensam que é uma coisa tangível e fácil. Até têm a visão e sonhos ambiciosos de fazer real o sonho da Catedral. Pobres! Defrontam-se com barreiras de aço, construídos no caminho, ao longo dos anos. Nada foi construído além disto – barreiras de aço para não serem ultrapassadas. Tem gente realizada e vaidosa com a proteção de aço, que até o momento predominou. Pessoas acham-se garantidas pelo poder que estas proteções lhes dão, pensam mesmo que nada devem aos outros, a não ser medo, escuridão, sigilo. Há barreiras de aço por todos os lados, protegendo uns, machucando outros, cercando aquele lugar outrora lindo onde pretendia-se erguer uma Catedral!
por uberlandiahoje | nov 24, 2025 | Ponto de Vista |
Diógenes Pereira da Silva*
O Brasil Ainda Reage ao Crime, Mas Não o Enfrenta: Reflexões a Partir do Anuário de Segurança Pública 2025
O Anuário de Segurança Pública 2025 apresenta um retrato que combina avanços pontuais com um conjunto de desafios que continuam a colocar o Brasil entre os países mais violentos do mundo. Embora alguns indicadores mostrem melhora, a leitura do panorama geral revela que o país ainda opera de forma reativa, fragmentada e incapaz de construir políticas de segurança verdadeiramente modernas e preventivas.
A queda de 5,4% nas Mortes Violentas Intencionais é, sem dúvida, um dado relevante. Trata-se de uma redução que impacta diretamente milhares de famílias e que deve ser reconhecida. No entanto, esse avanço não consegue compensar o crescimento de outras modalidades criminais que exigem respostas mais sofisticadas. Em outras palavras: o país registra menos mortes, mas convive com crimes cada vez mais complexos e difíceis de enfrentar.
Entre esses crimes, destacam-se os delitos digitais, que cresceram 7,8% e demonstram a incapacidade do Estado brasileiro de acompanhar a velocidade das transformações tecnológicas. Paralelamente, o aumento de feminicídios, que chegaram a 1.492, e o alarmante número de mais de 87 mil estupros, muitos deles cometidos contra crianças e dentro do próprio núcleo familiar, escancaram a fragilidade das redes de proteção e a insuficiência de políticas efetivas para combater a violência de gênero e a violência sexual infantil.
Outro dado que merece reflexão é o aumento das apreensões de drogas. Embora esse indicador costume ser interpretado como sinal de eficiência, ele não se traduz em redução do tráfico ou do consumo. A política de drogas no Brasil segue baseada em ações pontuais, sem integração entre prevenção, repressão qualificada e políticas sociais. Enquanto isso, o sistema prisional continua superlotado, desigual e dominado por facções que se fortalecem justamente pela ausência de um projeto sério de ressocialização.
A violência nas escolas, que também registrou crescimento, reforça a sensação de que espaços historicamente vistos como ambientes seguros estão cada vez mais vulneráveis. Esse fenômeno não pode ser lido apenas como reflexo da criminalidade externa, mas como resultado direto do enfraquecimento das estruturas educacionais, familiares e comunitárias.
Diante desse cenário, o país permanece preso a um modelo de segurança pública que privilegia ações emergenciais, operações midiáticas e decisões improvisadas. O Brasil continua enxugando gelo porque ainda não entendeu que segurança não se faz apenas com viaturas, aumento de efetivo ou endurecimento penal. Faz-se com inteligência, integração entre os entes federativos, investimento contínuo em tecnologia, fortalecimento das investigações e políticas de prevenção que dialoguem com as realidades locais.
Os dados do Anuário de 2025 deixam claro que não basta diminuir mortes violentas se continuarmos convivendo com crimes que avançam silenciosamente, alimentando um ciclo permanente de vulnerabilidade e sofrimento. Se o Brasil deseja, de fato, transformar seu cenário de segurança, precisará abandonar o improviso e construir políticas públicas de longo prazo, baseadas em evidências, e não em discursos fáceis.
O Anuário de Segurança Pública 2025 é um alerta. Ele nos mostra que o país progride, mas não avança; reage, mas não previne; registra números, mas não resolve problemas. A escolha entre repetir os erros do passado ou inaugurar uma nova cultura de segurança pública não é técnica, é política. E dela depende, em grande medida, o futuro de milhões de brasileiros.
*Tenente da Reserva Remunerada PMMG – Graduado em Segurança Pública pelo Centro Universitário do Triângulo – Pós Graduado em Gestão de Pessoas.