Vergonha!

Tania Tavares – Professora – SP

Qual seria a reação dos apoiadores de Lula, se o artigo do Estadão (A3; 03/10) fosse “Juízes fazem o diabo para ajudar (Lula) Flávio Bolsonaro?

Pensar por conta própria

Diógenes Pereira da Silva*

“Se dois indivíduos estão sempre de acordo em tudo, posso garantir que um deles pensa pelos dois.” A frase atribuída a Sigmund Freud parece ter sido escrita para os tempos atuais, principalmente quando observamos a polarização da política brasileira.

Hoje, discordar de alguém muitas vezes parece uma ofensa. Nas redes sociais, pessoas defendem políticos e partidos como se estivessem defendendo times de futebol. Não basta gostar de um candidato. É preciso atacar quem pensa diferente, como se somente um lado fosse dono da verdade.

Mas democracia não funciona assim. O voto é individual e secreto. Cada cidadão tem o direito de escolher, de acordo com sua consciência, o candidato que considera mais adequado às suas expectativas. E ninguém precisa pedir autorização para votar em A, B ou em quem quiser.

Também precisamos discutir uma questão que considero urgente: a preparação de quem ocupa cargos públicos. É razoável que pessoas responsáveis por elaborar leis, votar orçamentos bilionários e tomar decisões que afetam milhões de brasileiros não tenham nenhuma exigência de qualificação para exercer essas funções? Cabe ao Congresso Nacional discutir seriamente esse assunto e avaliar se não seria necessário estabelecer critérios mínimos de formação e preparo para determinados cargos eletivos. Afinal, administrar o dinheiro público e criar leis exige responsabilidade, conhecimento e capacidade para compreender a complexidade dos problemas do país.

O problema é quando deixamos de pensar e passamos apenas a repetir aquilo que recebemos nas redes sociais. Muitas vezes, compartilhamos acusações e informações sem saber se são verdadeiras. E, quando alguém questiona, vem a ofensa.

É preciso mudar isso. Política não deveria destruir amizades, separar famílias ou transformar vizinhos em inimigos. Podemos discordar de um candidato e continuar respeitando quem vota nele.

Pensar diferente não é falta de inteligência. E concordar com tudo também não é sinal de lealdade. Ter opinião própria exige coragem para questionar até mesmo aqueles de quem gostamos.

A política passa. Os políticos passam. A família, as amizades e o respeito deveriam permanecer.

Votar é um direito. Escolher é uma liberdade. Mas pensar com a própria cabeça é uma responsabilidade de cada cidadão.

*Diógenes Pereira da Silva
Tenente QOR PMMG

Assim que começa….!!!

Tania Tavares – Professora – SP

Primeiro eles vieram e exigiram que um modelo de debates fosse alterado. Me incomodou e não fiz nada. Depois acharam que podiam obrigar a presença de quem não obedecia às regras e não me incomodei… Conseguiram seu objetivo não houve debate. Ou reagimos agora ou não vamos ter a quem reclamar, seremos dominados. Acorda Brasil*!

* o próximo presidente vai escolher 4 ministros para o STF!!!

O sumiço do Príncipe Houdini

Ana Maria Coelho Carvalho – Bióloga

Como já contei anteriormente, tenho uma fazenda nas proximidades de Pirapora. Não dá lucro nenhum, só despesas. Mas, em compensação, é uma fonte incrivel de histórias para contar – todas baseadas em fatos reais, como a que se segue.
Eu tinha algumas vacas e precisava de um boi. Depois da morte do Diamante, o boi bonito e caro que comprei e que morreu uma semana depois por ter ingerido ervas venenosas, tive de tomar uma decisão. Resolvi deixar o Príncipe Houdini, um bezerro nelore puro, filho da Daisy – a vaca de estimação da minha neta Lia – crescer e tornar-se o reprodutor e pai dos bezerrinhos que nascessem por lá.
Ele tem o sobrenome de Houdini , o maior mágico de todos os tempos, por causa do seu nascimento, que foi um espanto e ninguém esperava. Mas o sumiço seria ainda mais espantoso, como se segue.
Acontece que resolvi identificar cada vaca e bezerro com um brinco amarelo, contendo número e nome, para controlar melhor o rebanho. Também passei a fazer uma ficha de cada animal.

Por exemplo, na ficha da Castanha escrevi:

“Número 2. Escura, comprada do vizinho em março/22, já prenha. Chifruda, bate nas outras vacas. Deve dar à luz em setembro ou outubro /22. Sem raça boa, vender quando puder. Observação 1: Ficou bonita depois. Serramos o chifre dela. Bezerro Aladin nasceu em 5/9/22. Grande, branco, mancha na testa, primeiro bezerro nascido na fazenda. Observação 2. Entrou no cio em final de outubro, mas não tinha boi. Observação 3: Cruzou com o boi emprestado do vizinho em julho/ 23.”

É assim, tudo organizado.

Por isso, certa vez, quando fui à fazenda, escrevi o nome dos três bezerros maiores em brincos e pedi ao meu funcionário que os colocasse: Príncipe Houdini, Ouro Verde e Aladin. Na época, o Aladin, filho da Castanha, estava com 11 meses. O Ouro Verde, um boizinho filho da Mixirica, estava com dois anos e oito meses. A mãe era uma vaca sem raça, mas dedicada; o pai era desconhecido, provavelmente um boi gabiru. E o Príncipe Houdini estava com dois anos.

Até aí, tudo certo.

Acontece que, alguns meses depois, quando fui à fazenda, conferi o rebanho no curral. Vi um boizinho com o brinco amarelo escrito “Aladin”. O encarregado da fazenda- outro, não o que havia feito a identificação- disse que aquele era o reprodutor e que já estava cobrindo as vacas.

Completou, para minha surpresa, que não sabia como eu deixei um boi tão ruim para reprodutor: um gabiru, feio, sem raça, de cabeça larga e corpo curto.

Argumentei que o reprodutor que eu havia deixado era bom, um Nelore puro, o Príncipe. E que aquele também não era o Aladin.

Fomos procurar o verdadeiro Aladin.

Lá estava ele, sem o brinco de identificação, correndo feliz em volta da mãe, a Castanha.

Céus, o que tinha acontecido?

Como o Príncipe virou Aladin? Ou melhor: como surgiu aquele Aladin falso?

Passei boa parte da noite pensando no assunto, consultando minhas anotações e olhando fotos dos bezerros. De repente, entendi tudo.

O encarregado anterior era o verdadeiro culpado pela tragédia.

Ele havia trocado as identificações: colocou “Ouro Verde” no Príncipe, “Aladin” no Ouro Verde e deixou o verdadeiro Aladin sem brinco.

Quando comprei algumas vacas naquele ano, o verdadeiro Ouro Verde entrou na negociação, que fiz por telefone. O mesmo caminhão que entregou as vacas, levou o animal identificado como “Ouro Verde” – mas que, na verdade, era o Príncipe.

O encarregado, que tinha acabado de ser contratado, não conhecia o gado e seguiu minhas instruções: entregar o Ouro Verde.

E, como não fico na fazenda, não vi o problema. Nem sequer me despedi do Príncipe.

Entrei em contato com o comprador e pedi que destrocasse os bezerros. Ele ficou comovido com a história, disse que sabia, sim, qual era o Ouro Verde-Príncipe e que faria o possível para fazer a troca.

O problema é que o bezerro já havia sido vendido para um fazendeiro em Três Marias, bem longe dali. Só um caminhão para buscá-lo ficaria em R$2.400,00, o preço de um bezerro.

Daí, com o coração dilacerado, desisti do Príncipe. Afinal, depois de tanta confusão, eu nem sabia se seria ele mesmo que voltaria.

Que seja feliz por lá.

Só não posso contar para a Lia que o Príncipe Houdini fez jus ao nome e desapareceu num passe de mágica.

Mas a história ainda não terminou.

Surgiu outro problema: o que fazer com o boizinho que ficou por lá, feliz da vida e cruzando com as vacas? O que está identificado como “Aladin”, mas, na verdade é o Ouro Verde se passando pelo Príncipe. Agora, além de não ter raça, não tem identidade. Nem sei como chamá-lo.

Transformou-se, sem querer, em um impostor.

Aliás, o nome desta crônica poderia ser O sapo que virou príncipe.

Ou O príncipe que virou sapo.

Ou Impostor por acaso.

Ou mesmo Um sonho acabado.

Até O triste fim do Príncipe Houdini, parafraseando o clássico da literatura O triste fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto, ficaria bem.

Enfim, seguindo orientações, vou ter que castrar o boizinho gabiru – arrancar os testículos, coitado -e deixá-lo engordar para depois vendê-lo.

Oh, mundo cruel!

E continuarei sem boi, pois o Diamante morreu e o Príncipe Houdini desapareceu.

No momento, vou investir meus sonhos no Sansão, um bezerro Nelore puro, acinzentado, de nove meses, filho da Sofia.

E seja o que Deus quiser.

Até os próximos capítulos!

Debates!

Tania Tavares – Professora – SPCaixa de entrada

Que horror! Que medo é este de um púlpito ou cadeira vazia e impedimento de fazer perguntas aos ausentes? Isto é cerceamento da liberdade de expressão!!!

Caos no Judiciário

Paulo Henrique Coimbra de Oliveira – Econimista – RJ

Infelizmente no STF só temos lobistas. Não são magistrados. Só existe um juiz de carreira. Os demais defendem em primeiro lugar seus interesses pessoais e imediatos e em seguida interesses de grupos que os alçaram à posição. E fazem fortuna. Seus vencimentos são meras gorjetas. Contrariam frontalmente uma pérola dita por Lula – ” não podem enriquecer “. Soa como piada. É o roto falando dos esfarrapados. É urgente a mudança de como se escolher tais magistrados. E isso passa necessariamente pela escolha através de seus próprios pares. Acabar de vez com os quintos constitucionais para os tribunais superiores. Com certeza o nível melhorará.