É a Vida é a Vida e é a Vida! E ela se completa com a Morte

*Flávio de Andrade Goulart é médico, professor de Medicina na UFU e na UNB, secretário de Saúde em Uberlândia e sobrinho do poeta Carlos Drummond de Andrade

Saudoso Gonzaguinha! Temos direito à vida, por certo, mas há uma diferença profunda entre direito e dever quanto a tal quesito e assim o que defendo é o primeiro termo. No meu caso, o que eu desejo é usufruir, acima de tudo, do direito de ser o único protagonista de minha vida, especialmente nas decisões sobre os cuidados de saúde que eu esteja disposto a receber, principalmente aqueles que me serão destinados na etapa final de minha vida. A gente deve ter, acima de tudo, o direito de viver, mas não (jamais, nunca, never!) o dever de continuar vivo contra a própria vontade. Cabe a cada pessoa, afinal de contas, desenvolver e exercer a percepção de sentido que a vida deve ter e rejeitá-la quando isso escapar de sua concepção de bem vivê-la. Aos 77 anos de idade, como acabei de completar, refletir sobre isso se torna coisa essencial. E numa contradição apenas aparente, defender o direito à vida implica, diretamente, em refletir sobre o direito à morte, a qual, aliás, nunca é demais lembrar, também faz parte da vida. Estou com Woody Allen, quando ele diz que pensar muito na morte é esperar que a recíproca não seja verdadeira. Eu também tenho pensado muito nela, mas o que defendo é a necessidade de que nós ponhamos mais atenção sobre esta etapa da vida. – Nós, quem, cara pálida, de quem você fala? Falo de todo mundo, desde os cidadãos comuns como eu e você; os políticos, os juristas, os líderes religiosos, os agentes da cultura, os professores e por aí a fora. Sim, meus amigos, não é preciso amar a morte ou desejá-la, mas sim conversar cada vez mais sobre ela, sem preconceitos, sem ideias pré-concebidas, sem medo. Como etapa mais do que natural da existência, além de única, a morte, deve ser “vivida” de acordo com as aspirações e crenças, com a liberdade e a autonomia que as pessoas devem ter. O morrer, mais do que simples destino, deve ser considerado direito humano fundamental, a ser experimentado com dignidade. Enfim, que ninguém seja constrangido a continuar vivo sendo portador do que considera um grau insuportável de sofrimento. Não falo de suicídio, uma questão de saúde pública, objeto de ações específicas da esfera pública, falo de uma boa morte, dentro de limites restritos à decisão individual e de cujo cortejo devem fazer parte a autonomia, a autodeterminação, a dignidade e, no limite, a morte voluntária e assistida. E isso deve incluir: a recusa terapêutica; o direito aos cuidados paliativos, ao invés das “heroicas” experimentações terapêuticas; as funestas iniciativas que porventura venham apenas a prolongar o processo de morrer; e, finalmente, a morte assistida.

Diógenes Pereira da Silva*

Parque do Sabiá: exemplo de gestão pública que gera qualidade de vida!

Mesmo residindo em um bairro distante do Parque do Sabiá, cada visita ao local reforça a percepção de que políticas públicas bem conduzidas produzem resultados concretos e duradouros. O cuidado, o zelo e os investimentos realizados ao longo dos anos transformaram o parque em um dos mais importantes patrimônios urbanos de Uberlândia.

O Parque do Sabiá é mais do que um espaço de lazer. É a expressão de uma gestão pública que compreendeu, ao longo do tempo, que qualidade de vida, saúde e convivência social devem estar no centro do planejamento urbano. As áreas verdes preservadas, as pistas de caminhada, os espaços esportivos, os lagos e o zoológico revelam uma política contínua, responsável e comprometida com o bem coletivo.

Em um país onde muitos equipamentos públicos sofrem com o abandono, o Parque do Sabiá se destaca como exemplo positivo de que investir em espaços públicos é investir em prevenção, bem-estar e cidadania. Trata-se de um ambiente democrático, acessível e acolhedor, que atende moradores de todas as regiões da cidade e também projeta uma imagem positiva do município aos visitantes.

O êxito do Parque do Sabiá demonstra que a boa gestão pública, quando mantida ao longo dos anos, deixa um legado que ultrapassa mandatos e se traduz em benefícios reais para a população.

*Tenente do Quadro de Oficiais da Reserva remunerada da PMMG

Ministros ou aiatolas

Paulo Henrique Coimbra de Oliveira – Economista – RJ

Como são tolas as pessoas que se acham acima de tudo e de todos por serem vazias e acreditarem apenas no seu próprio endeusamento. É assim como pensam os aiatolás e os ditadores de um modo geral. É assim que vejo nossos ministros do STF em suas decisões monocráticas quando se mostram incapazes de dialogar. Querem decidir e pronto. Ignoram o colegiado. Isso não é defesa da democracia. É ditadura. Podem errar, porém,  nada pode ser feito. Isso deve acabar. E somente o Senado pode fazer alguma coisa. Mas não temos senadores e não temos um Trump ou Netanyahu.

RENDIDOS E ABUSADOS

Gustavo Hoffay – Agente Social

Entre homens, mulheres e jovens (de ambos os sexos) existem relações de dependência, serventia, quando o assunto envolve drogas ilícitas e desde a sua produção, manipulação, comércio e consumo, mas nunca um vínculo de amor. Prevalece ali, muito pelo contrário, o egoísmo, a ambição, a dominação, a cobiça….. Lembro que o grande filosofo Aristóteles, que chegou a dizer que o “Ser humano nem sequer conhece o mundo e o homem, porque esses são finitos; se Deus os conhecesse, seria contaminado pela finitude da realidade contingente”. Ora é sobre esse fundo de cena que faço uso deste espaço para ressoar o quanto ainda existe de ignorância em homens que, mesmo diante de uma obviedade tal, ainda insistem em apregoar a proibição do uso de determinados e populares entorpecentes em nosso país (aliás, já fui um deles). Temos assistido ao longo dos anos a uma guerra titânica, trágica em todos os sentidos, envolvendo policiais e traficantes e que, quase sempre, culmina em morte ou outras desagradáveis consequências para uma considerável quantidade de pessoas envolvidas. Além dos custos sociais de toda a tragédia decorrente do tráfico e do combate às drogas ilícitas, ainda corremos o sério risco de ver tornar rotineira todas essas trágicas ocorrências. Há mais de trinta anos atuando na seara Dependência Química, ter concluído quatro cursos de extensão universitária, participado de diversos seminários e palestras no Brasil e nos Estados Unidos, ter ocupado cargos de diretoria em duas fundações e em um conselho municipal antidrogas e, portanto, convivido de muito perto com quase todas as realidades inerentes a esse grave assunto, cheguei à conclusão de que não mais adianta a sociedade continuar dando “murros em ponta de faca” e jogar dinheiro público “pelo ralo” em quantidade abundante, em se tratando de combate ao tráfico e ao comércio varejista de drogas ilícitas, pois essas e todos aqueles que lucram com tudo o que delas deriva de maneira ilegal, jamais serão vencidos! A aceitação ( ou reafirmação) definitiva de que a sociedade brasileira está irremediavelmente rendida e entregue às reiteradas ações criminosas oriundas do tráfico daquelas substancias torna-se, sim, cada vez mais evidente, iniludível, enquanto agrava-se de maneira constante e profundamente a presença das mesmas em nosso meio, mesmo considerando-se todos os esforços das policias civil e militar, além de ações pontuais das Forças Armadas no sentido de combate-las. Falta ao Brasil, imagino, assimilar e gravar a nossa total incompetência diante de uma obviedade tão exposta, tão explícita: as drogas jamais serão vencidas e também a dependência pelas mesmas. Afirmo sim, sem medo algum de errar: mais que nunca as nossas autoridades governamentais precisam usar e abusar da razão, sem sacrifício ou renúncia, para chegar à conclusão de que a liberação do uso daquelas substâncias passe a ser séria e denodadamente controlada, submetida a um regular monitoramento e de maneira a dar-se início ao fim de uma guerra que vem causando graves prejuízos pessoais, financeiros, visíveis e sensíveis. Renunciarmos a nossa inteligência e daí continuarmos tratando as drogas como algo a ser vencido e definitivamente eliminado da nossa pátria amada é, penso, uma opção que sequer deve (continuar) ser aventada. Causa-me horror assistir palestras e passeatas que promovem uma inútil guerra contra as drogas quando, para menos mal da nação, a liberação do uso das mesmas seria o início de uma solução definitiva para muitas das tragédias originadas do tráfico. Quanto aos traficantes, penalidades legais; quanto aos dependentes e respectivos familiares, tratamentos adequados; quanto à população, cautela e em sentindo amplo.

Caras de pau.

Paulo Henrique Coimbra de Oliveira – Economista – RJ

Tinha até outras alcunhas mas achei suficiente denominá-las apenas como CARAS DE PAU. Em audiência no STF, dirigentes de entidades representativas do Judiciário e o MP tentaram das maneiras mais surreais possíveis justificar os penduricalhos que dobram seus vencimentos além do teto constitucional.A mais alta instância do judiciário que é o STF observa rigorosamente essa condição. Basta ver os portais de transparência. Já , as demais instâncias é uma verdadeira orgia. Uma das alegações é conseguir manter o efetivo. Balela pura. Se espelham em seus colegas advogados que ralam feitos loucos e que em 90 % dos casos sequer ganham a metade do teto. Se acham pouco os vencimentos da ordem de 40 mil que peçam demissão e vão à luta. Duvido que consigam. Tenho visto muitos advogados como porteiros de prédios e na melhor hipótese motoristas de UBER.

PUNIÇÃO !!!

Tania Tavares – Professora – SP

O desembargador Magid Nauef Lauar será punido no caso da menina de 12 anos, com talvez a aposentadoria compulsória a bem do serviço público, isto é, com todas as benesses do cargo.Isto não é punição é prêmio!

Tania T