por uberlandiahoje | mar 24, 2026 | Blog |
São R$ 500 milhões em crédito com condições especiais para que cidades invistam em obras e elaboração de projetos
O Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) ampliou até 10/4 o prazo para que as prefeituras mineiras possam aderir ao Edital BDMG Municípios 2026, que oferta R$ 500 milhões para viabilizar iniciativas de infraestrutura e sustentabilidade. O valor é recorde e 25% superior ao da última edição. Pela primeira vez, a partir do edital, as cidades poderão também financiar a elaboração de projetos, um gargalo para os gestores públicos em função da complexidade do trabalho.
GOV. MG
“Identificamos que os gestores encontram dificuldades técnicas, especialmente nas cidades de menor porte, que representam 80% em Minas. O objetivo é atender as necessidades das prefeituras. Queremos fomentar o desenvolvimento com responsabilidade social e ambiental, gerando impactos positivos à população”, afirma o presidente do BDMG, Gabriel Viégas Neto.
Os municípios poderão financiar a contratação de empresas especializadas em elaborar seus projetos para a captação de recursos reembolsáveis e não reembolsáveis. Como exemplo estão planos diretores, georeferenciamento e projetos de saneamento básico.
Crédito acessível
Os financiamentos terão prazos longos de até dez anos para pagar, incluindo 18 meses de carência. A taxa é acessível e unificada para todos os itens: a partir de 0,47% ao mês mais Selic. Para dar agilidade às iniciativas, o banco vai disponibilizar antecipadamente até 40% do valor financiado do projeto. Os créditos podem ser contratados de forma 100% digital no site do BDMG. A partir do cadastramento do gestor na plataforma, é possível enviar as propostas para captação do recurso.
Sustentabilidade
Outra novidade do Edital 2026 é a possibilidade de investir em iniciativas como a criação de parques e corredores verdes que reduzem ilhas de calor. O gestor poderá aderir ao Edital antes mesmo de definir o projeto que deseja captar o crédito, o que dá mais autonomia para atender as necessidades das prefeituras. Ainda com foco em sustentabilidade, o edital irá financiar sistemas de controle de enchentes, implantação de tetos verdes em prédios públicos, eficiência energética, renovação da frota do município com veículos híbridos e elétricos.
O edital também viabiliza propostas de pavimentação, aquisição de equipamentos e máquinas e a construção e reformas em prédios públicos, projetos de implantação de distritos empresariais, entre outras ações.
por uberlandiahoje | mar 17, 2026 | Blog |
Presidente da empresa revelou a EnergyGPT, que promete se tornar um dos pilares da digitalização da rede elétrica
A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) lançou o EnergyGPT, primeira plataforma de inteligência artificial da América Latina dedicada ao setor elétrico, durante participação no South by Southwest (SXSW) 2026, maior festival de inovação do mundo.
GOV. MG
É a primeira vez que a companhia participa do evento, que está sendo realizado na cidade de Austin, nos Estados Unidos da América (EUA), e o anúncio do EnergyGPT reforça a posição de Minas Gerais como polo avançado da transição energética. A expectativa é que a plataforma se torne um dos pilares da digitalização da rede elétrica operada pela empresa.
Desenvolvido com investimento de R$ 26 milhões, o sistema passa agora por validação em operação real e já integra rotinas de mais de 200 profissionais. A plataforma utiliza modelos de linguagem treinados em base regulatória da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), normas técnicas e documentação setorial, além de uma ferramenta que permite a criação de agentes personalizados para diferentes fluxos de trabalho.
Ao participar de um painel que discutiu tendências globais do setor, o presidente da Cemig, Reynaldo Passanezi Filho, destacou o momento atual, em que dados e inteligência artificial passam a ter papel central na área. “A nova fronteira da energia é estratégica. Quem dominar redes digitais e inteligência energética vai liderar o crescimento econômico nas próximas décadas”, afirmou.
A Cemig também apresenta outras iniciativas que vem desenvolvendo em Minas Gerais durante os sete dias de SXSW, que termina na quarta-feira (18/3). São os casos da microrrede de Serra da Saudade, primeira do país com modelo que permite dupla alimentação elétrica, ampliando a resiliência do sistema, em operação desde janeiro, e o Agrivoltaico, que combina geração solar com produção agrícola e pecuária, criando novas dinâmicas de uso da terra e eficiência hídrica.
Juntos, esses e outros projetos representam cerca de R$ 1 bilhão investidos pela empresa em inovação e pesquisa aplicada.
Transformação
A dimensão do sistema operado pela Cemig ajuda a explicar o peso das soluções apresentadas no SXSW. A companhia atende mais de 9,5 milhões de clientes em 774 municípios e administra uma rede de aproximadamente 550 mil quilômetros (extensão equivalente a 14 voltas ao redor do planeta).
Minas Gerais possui uma das matrizes elétricas mais limpas do mundo, com cerca de 98% de fontes renováveis, e lidera a geração distribuída no Brasil. Entre 2018 e 2025, a potência instalada em geração distribuída no estado saltou de 153 megawatts (MW) para 5,17 gigawatts (GW).
Para acompanhar essa transformação, a Cemig conduz o maior ciclo de investimentos de sua história. Entre 2019 e 2030, a previsão é aplicar cerca de R$ 70 bilhões, dos quais 68% destinados à modernização e expansão da rede de distribuição, incluindo a instalação de 1,48 milhão de medidores inteligentes e a construção de novas subestações.
por Ivan Santos | mar 9, 2026 | Blog |
Paulo Henrique Coimbra de Oliveira – Economista – RJ
Temos 2 classes bem distintas de assalariados. No teto da pirâmide temos os graduados dos 3 poderes cheios de PENDURICALHOS imorais e ilegais vivendo nababescamente. E no piso o pessoal do PENDURANOSGALHOS pois com o que ganham mal dá para comer e ainda estão nas mãos de agiotas assim como os aposentados e pensionistas do INSS.
por uberlandiahoje | mar 3, 2026 | Blog |
Marília Alves Cunha

“Não existe dinheiro público, existe apenas o dinheiro do pagador de impostos. Existe o seu dinheiro”. Esta frase é frequentemente atribuída a Margareth Tatcher, por muitos anos 1ª. Ministra do Reino Unido, utilizada para destacar que o Estado nada produz, nenhuma riqueza, apenas arrecada e administra. No nosso caso brasileiro, arrecada e gasta. Luciano Hang, um dos maiores empresários brasileiros, também chegou a esta conclusão e expõe sobre o assunto: “Quando o Estado quer gastar mais ele só tem dois caminhos – ou toma emprestado o que você poupou ou aumenta os impostos. E não adianta pensar que alguém vai pagar a conta: este alguém é você! O dinheiro arrecadado com tanto esforço precisa ser respeitado e administrado com responsabilidade, transparência e foco no que realmente importa: saúde, segurança, educação e infraestrutura”.
Fico repetindo este refrão da gastança por imensa preocupação que sempre tive com nosso país, pelo seu presente e pelo seu futuro. O Brasil, apesar de não ser mais uma criança, já com seus 525 aninhos, anda muito desgastado, sem planejamento, coisas nefastas vindo de roldão e as boas esperando o trem que não chega nunca. O Brasil, no que precisa ser fortalecido, está ao abandono. A corrosão toma conta, tanto no sentido social, como econômico e cultural. Isto todos nós sabemos e por mais que queiramos dourar a pílula, acabou-se o estoque de dourado, não há mais como esconder.
O Presidente Lula também sabe que a situação é séria e que o país não conseguirá sobreviver sem esta noção de economia e responsabilidade. Sente que a coisa vai mal. Inclusive dá muitos conselhos para o bom brasileiro, para que se comporte melhor: pede a classe média que ostente menos, que não compre excessos; quase pede aos pobres que passem fome, mas não comprem nada que possa fazer os ricos mais ricos. Critica os ricos com espalhafato, para agradar a moçada da esquerda, mas está sempre ao lado deles com agrados e, muitas vezes até prejudicando toda a nação. E gasta, gasta o dinheiro público como se fosse propriedade sua, como se governar fosse apenas isto: cobrar do povo sem lhe dar nada em troca e gastar como se o vil metal nascesse em árvore, nesta terra que em se plantando tudo dá…
Bem, mais uma extravagância de Lula aconteceu há dias atrás. Viajou com sua enorme comitiva de 315 pessoas para a Coréia do Sul, composta de membros do governo, setor empresarial e outros setores que, de certo, nem vão aparecer na lista oficial de passageiros. Viaja, fica nos melhores hotéis, bebe da melhor bebida, não tem a mínima preocupação de evitar gastos excessivos de um país endividado e envolto em problemas econômicos. O que foi fazer lá? Isto fica meio obscuro, porque explicações seguras e definitivas nunca aparecem ,o povo não tem que saber dos projetos e relações do governo com outros países. Um exemplo do modo de governança pode-se vislumbrar quando gasta-se quase 10 milhões de reais no carnaval, pagando uma escola de samba para homenagear e fazer campanha eleitoral de si mesmo, enquanto as cidades de Minas Gerais, fortemente atingidas pelas chuvas, recebem uma miséria que não dá nem para começar. E a dinheirama derramada nos artistas, putz, nem é bom pensar…
Aconselhamos também ao Presidente Lula que pare com esta gastança e que seja mais positivo ao reagir contra os roubos que têm ocorrido neste país, como o dos velhinhos do INSS e o escandaloso rombo do Banco Master. DE vez em quando dou a louca e assisto sessões das CPMI. A do INSS dá vontade de chorar…Os esforços do Presidente e do Relator são ingentes, assim como de muitos senadores e deputados que depuram os fatos e tentam esclarecer os casos com muita segurança. Mas junto com a necessidade de apurar todos os esquemas, vêm os “habeas corpus” e a necessidade de blindar criminosos que lesaram em bilhões, centenas de milhares de aposentados. É um tal de “vou permanecer em silêncio” que dói nos ouvidos. Vontade existe, por parte de pessoas do bem, de apurar com seriedade e expor os criminosos. Mas, como sempre, há muita gente importante que enfiou o pé na jaca, lambuzou-se todo na podridão de bancos e instituições. É gente importante demais, tem o cúmulo da importância e não pode aparecer nesta lista tão feia e suja dos ladrões do Brasil. A corrupção escalou o mais alto das prateleiras do poder. Mas faça, presidente, como prometeu na TV. Não blinde ninguém, seja quem for. Todos serão investigados, foi o que disse. Assim é o correto, assim deve ser. A república vai aguentar, não se preocupe!
Finalizo com sinceras críticas à Janja pela roupa com que ela apresentou-se no encontro com o Presidente e esposa coreanos . Sinceramente, não ficou bem para ela. Se moda pega, daqui a alguns dias estaremos vendo primeiras damas de outros países aqui chegando, vestindo a tradicional “prenda”, roupa do RGS que valoriza a sobriedade, elegância rural, usada pelas mulheres tradicionais daquele estado. E, para ficar ainda mais brasileiro, mais sensacional, poderiam vir de baianas bem rebuscadas. Não seria engraçado?
por Ivan Santos | mar 3, 2026 | Blog |
Paulo Henrique Coimbra de Oliveira – Economista
Como são tolas as pessoas que se acham acima de tudo e de todos por serem vazias e acreditarem apenas no seu próprio endeusamento. É assim como pensam os aiatolás e os ditadores de um modo geral. É assim que vejo nossos ministros do STF em suas decisões monocráticas quando se mostram incapazes de dialogar. Querem decidir e pronto. Ignoram o colegiado. Isso não é defesa da democracia. É ditadura. Podem errar por e nada pode ser feito. Isso deve acabar. E somente o Senado pode fazer alguma coisa. Mas não temos senadores e não temos um Trump ou Netanyahu.
por uberlandiahoje | fev 27, 2026 | Blog |
‘SemeArroz’ estuda diversificação da plantação do grão em locais mais secos e fortalece a agricultura familiar no estado
Um projeto da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) tem desenvolvido estudos para expandir o cultivo de arroz em terras altas, diversificando o tipo de solo do grão, que estava mais presente em várzeas inundadas no estado.
O projeto “SemeArroz” é um desdobramento da iniciativa “Expansão e fortalecimento da cadeia produtiva de arroz em Minas Gerais, com foco em sustentabilidade e segurança alimentar”, que busca expandir e diversificar a produção para pequenos agricultores, com aplicação em merenda escolar e futura autossuficiência do grão, ação aprovada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig).
O “SemeArroz” tem foco especial nas produções no Norte de Minas e no Vale do Jequitinhonha. Somente em 2025, essas regiões receberam quase 200 Unidades Demonstrativas de cultivo de arroz de sequeiro, das mais de 300 implantadas em todo o estado. A coordenadora dos trabalhos e pesquisadora da Epamig, Janine Guedes, explica que o “SemeArroz” tem incentivado a agricultura familiar e o renascimento da cultura do grão em Minas Gerais. “Existe uma grande demanda pelo cultivo do cereal, especialmente, por agricultores familiares para atender à Política Nacional de Alimentação Escolar (Pnae)”, diz.
“Junto com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG) e a Universidade Federal de Lavras (Ufla), trazemos as tecnologias de plantio e colheita para esses produtores”, afirma Janine Guedes. “Vamos até esses produtores, realizamos cursos, palestras, levamos sementes de cultivares comerciais bem aceitas no mercado, o adubo. Junto com eles, fazemos o plantio das Unidades Demonstrativas que serão acompanhadas durante o ciclo produtivo”.
Ela acrescenta que o arroz vem complementar uma renda que o produtor já tem, além de ser uma cultura rústica e de fácil adaptação. “O arroz tem uma necessidade baixa de adubação e vai bem em áreas totalmente secas e também em áreas onde ocorrem alagamentos”, elucida a pesquisadora da Epamig.
“Além de fortalecer a segurança alimentar, o arroz traz renda adicional e impacta o meio ambiente. O cultivo de terras altas não tem uma grande necessidade de água e deixa uma palhada muito boa de cobertura de solo que pode ser usada no plantio de outras culturas”, destaca Janine Guedes.
O projeto, inclusive, incentiva e orienta o plantio de hortas circulares após a colheita do grão.
Incremento na produção
Em dezembro, Terezinha Cordeiro Rocha e José Maria Fernandes da Rocha receberam a equipe do projeto para a implantação da Unidade Demonstrativa no município de Veredinha, no Vale do Jequitinhonha. Na propriedade de menos de 1 hectare, o casal tem uma produção diversificada para a subsistência e fornecimento ao Pnae.
“A área aqui é pequena, mas toda cultivada. Plantamos feijão, milho, acerola, laranja, banana, cana-de-açúcar e capim para a vaca leiteira. Criamos porcos e peixes, produzimos farinha e a rapadura que usamos para adoçar o café. Tentamos cultivar de tudo e garantir uma alimentação saudável para a nossa família”, revela Terezinha, que herdou o terreno da mãe e fica emocionada com a concretização de mais uma etapa.
“Não teremos mais que comprar arroz. Logo vamos comprar só o sal, que a gente não produz aqui. Muito obrigada a todos que vieram fazer essa plantação que era o meu sonho. Eu sempre quis plantar arroz aqui”, conta a agricultora Terezinha Cordeiro Rocha.
A área para a implantação das unidades demonstrativas do projeto varia entre 500 e 1.000 metros quadrados, sendo que em 500 metros é possível obter entre 250 e 300 quilos de arroz.
Nos dois últimos anos, somente com esses trabalhos, Minas saltou de 18º para 11º produtor do grão no Brasil. Dados da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa) indicam que a produção do estado em 2024 foi de 88,7 mil toneladas.
“As pesquisas já mostraram que o Norte de Minas e o Vale do Jequitinhonha têm muito potencial para arroz de sequeiro, uma alternativa muito viável para aumento em área de produção”, diz a pesquisadora Janine Guedes.
Pesquisa aplicada
A identificação dos agricultores e propriedades que recebem as Unidades Demonstrativas é feita pelos escritórios locais da Emater-MG. “Aqui temos a demonstração do encontro entre a pesquisa e a extensão, com os resultados da pesquisa aplicados à realidade do produtor”, comenta o coordenador regional de Culturas da Emater-MG em Capelinha, José Mauro de Azevedo.
A interface entre pesquisa, extensão rural e segurança alimentar faz parte das diretrizes do Governo de Minas.
“Todo o sistema da Agricultura em Minas Gerais atua para impulsionar a atividade em nosso estado e melhorar a vida dos nossos produtores. Nosso objetivo é, cada vez mais, auxiliar e fomentar o desenvolvimento rural sustentável”, assegura o vice-governador Mateus Simões.
Trabalho integrado
Juntos, Epamig, Emater-MG e Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), sob coordenação da Seapa, atuam no apoio ao produtor até a certificação como um fator estratégico para agregar valor à produção e ampliar acesso à comercialização.
No âmbito do Programa Certifica Minas, que reconhece propriedades rurais que adotam boas práticas ambientais, sociais e trabalhistas, produtores de arroz podem requerer as certificações de Produtos Orgânicos e a certificação S.A.T. (Sem agrotóxico). Interessados em aderir a essas certificações podem buscar orientação junto ao IMA, responsável pela certificação dos produtos.
O conteúdo está disponível na Agência Minas: https://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticia/epamig-desenvolve-projeto-para-expandir-o-cultivo-de-arroz-de-terras-altas-no-jequitinhonha-e-no-norte-de-minas