Dark Money – O elo da corrupção!

Autor: Rafael Moia Filho – Escritor, Acadêmico da ABLetras, Blogger, Analista Político e Graduado em Gestão Pública.

As operações conduzidas pela Polícia Federal recentemente, deixaram um rastro entre os operadores da ação denominada Carbono Oculto, com investigações que resultaram nas prisões dos envolvidos nos escândalos do Banco Master e Reag Investimentos. Há muitas evidências da ligação entre as três operações, lavagem de dinheiro, corrupção e elo entre os operadores.
O processo enviado ao Supremo Tribunal Federal baseado numa reportagem publicada pela revista Veja apontando uma fortuna estimada em aproximadamente R$ 100 milhões atribuída a Mohamad Hussein Mourad, conhecido como “Primo”, e Roberto Augusto Leme da Silva, o “Beto Louco”, teria sido direcionada ao Banco Master por intermédio da Reag Investimentos.
A partir dessa informação, tudo indica que existam novos elementos reforçando a necessidade urgente de uma apuração integrada sobre possível lavagem de dinheiro, crimes contra o sistema financeiro nacional e atuação de organização criminosa.
Segundo a notícia de fato, investigadores da Polícia Federal teriam atuado em diferentes frentes relacionadas ao caso Banco Master, inclusive em negócios realizados a partir da Reag Investimentos, apontada na peça como uma possível estrutura utilizada para movimentação e ocultação de grandes quantias em dinheiro.
A lógica jurídica indica que a conexão entre Banco Master, Reag e personagens investigados na Operação Carbono Oculto altera “qualitativamente” a compreensão do caso, ao indicar possível integração entre recursos de origem ilícita e estruturas formais do mercado financeiro.
A investigação do Banco Master demonstra inequivocamente que estamos diante de um dos maiores escândalos financeiros do país. Porque revela a conexão concreta entre fraude financeira, estrutura regulada do mercado de capitais, eventual ocultação patrimonial, intermediação por gestora de investimentos, possível integração de valores ilícitos ao sistema financeiro formal e ramificações da Operação Carbono Oculto.
As investigações conduzidas com extremo cuidado profissional pela PF, agora entram na fase mais difícil em nosso país, que é esperar as ações do Poder Judiciário. Onde nem sempre os bandidos de colarinho branco, empresários e figurões são julgados, condenados e presos por seus crimes. Principalmente por que o Ex dono do Banco Master – Daniel Vorcaro mantinha relações próximas e promíscuas com inúmeros deputados, senadores, autoridades do judiciário, celebridades e subcelebridades.
Em razão disso, está sendo pedido a preservação imediata de registros bancários, fiscais, societários, telemáticos e eletrônicos ligados às operações investigadas, incluindo e-mails corporativos, relatórios internos de compliance, documentos de identificação de clientes e comunicações internas sobre prevenção à lavagem de dinheiro.
Outro ponto central da representação é o pedido para que as autoridades avaliem a adoção de medidas cautelares patrimoniais, como bloqueio, arresto e indisponibilidade de ativos vinculados aos investigados.
A peça também pede que a Polícia Federal informe ao STF se a movimentação atribuída a Primo e Beto Louco, com passagem pela Reag Investimentos e destino ao Banco Master, já integra formalmente as investigações em andamento.
O tempo opera em favor dos investigados quando há intermediação por fundos, gestoras, veículos societários, contas de passagem e operações formalmente lícitas, mas materialmente destinadas à ocultação, diz a lógica criminosa neste nosso paraíso da impunidade.

Mais de R$ 1 bilhão em investimentos e cerca de cem projetos de vinícolas consolidam a Mantiqueira como nova fronteira do enoturismo brasileiro

Municípios como Jacutinga e Albertina atraem investidores internacionais e ampliam o protagonismo de Minas na produção dos vinhos de inverno

A Serra da Mantiqueira vive um novo ciclo de desenvolvimento econômico, turístico e cultural impulsionado pela expansão da vitivinicultura e pelo crescimento do enoturismo.

GOV. MG

Na região conhecida como Serra dos Encontros, localizada na divisa entre Minas Gerais e São Paulo, cerca de cem projetos de vinícolas em um raio de 100 quilômetros e investimentos privados estimados em mais de R$ 1 bilhão apontam para a consolidação de uma das novas fronteiras do vinho brasileiro.

O movimento reúne vinícolas, restaurantes, meios de hospedagem, experiências gastronômicas, empreendimentos de alto padrão e roteiros turísticos estruturados em torno da paisagem, do clima de montanha, da hospitalidade e dos vinhos de inverno. A chegada de investidores nacionais e internacionais reforça a atratividade da região e contribui para redesenhar o mapa do enoturismo brasileiro, historicamente concentrado no Sul do país.

Para Minas Gerais, essa transformação possui importância estratégica. A Serra dos Encontros é um território compartilhado entre os dois estados e conta com participação direta de municípios mineiros como Jacutinga e Albertina, além de conexões com outros polos vitivinícolas do Sul de Minas e da Mantiqueira. Jacutinga, tradicionalmente reconhecida pela produção de malhas, também vem se consolidando como destino emergente da viticultura e do turismo rural, com vinícolas em operação, novos empreendimentos e crescente interesse de visitantes.

A consolidação desse polo fortalece o turismo de inverno em Minas Gerais. A combinação entre altitude, clima seco, dias ensolarados e noites frias favorece tanto a produção dos vinhos de inverno quanto a oferta de experiências turísticas durante a estação. O vinho passa a integrar um conjunto de ativos já reconhecidos do território mineiro, como cafés especiais, queijos artesanais, azeites, cachaças, gastronomia, paisagens rurais, patrimônio cultural e modos de fazer tradicionais.

“O vinho de inverno da Mantiqueira já é uma das novas fronteiras do turismo brasileiro, e Minas faz parte dessa história de maneira essencial. Estamos falando de ciência, território, paisagem, trabalho, cozinha, hospitalidade e cultura. O desafio agora é transformar esse potencial em produto turístico estruturado, narrativa forte e presença nacional. Minas tem todas as condições de se consolidar como um dos grandes polos de viticultura e enoturismo do país”, ressalta o secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas Oliveira.

O avanço da vitivinicultura na Mantiqueira também está diretamente associado à ciência e à inovação. A técnica da dupla poda, que desloca a colheita das uvas para o inverno, foi validada e difundida com contribuição decisiva da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), permitindo que regiões de clima tropical de altitude passassem a produzir vinhos finos de alta qualidade reconhecidos nacional e internacionalmente.

A Serra dos Encontros já reúne produtores de Espírito Santo do Pinhal, Santo Antônio do Jardim, Jacutinga e Albertina, articulados em torno de uma vitivinicultura de alto valor agregado, sustentável e competitiva. A qualidade da produção tem sido reconhecida em premiações internacionais, com destaque para o Decanter World Wine Awards 2025, que apontou a região entre as áreas brasileiras mais premiadas.

Para os próximos anos, a estratégia passa pelo fortalecimento da integração entre os municípios produtores, pela ampliação da visibilidade dos roteiros do vinho e pela conexão da vitivinicultura com outras vocações mineiras. Na Mantiqueira, vinho, café, queijo, gastronomia, natureza, patrimônio e bem-estar formam uma das experiências turísticas mais autênticas e sofisticadas do Brasil.

Minas Gerais abre consulta pública para atualizar lista de espécies ameaçadas

População mineira poderá contribuir para atualização da Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas

GOV, MG

Entre os dias 22/5 e 22/6, cidadãos e pesquisadores poderão participar da atualização da Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas de Extinção do estado. A iniciativa é coordenada pelo Instituto Estadual de Florestas (IEF) e tem como objetivo ampliar a participação popular no levantamento de espécies que necessitam de atenção especial para conservação.
A Consulta Pública possibilita a participação da população e conta com o envolvimento das comunidades tradicionais, populações ribeirinhas, sociedade civil, ONGs, empreendedores, produtores rurais, pesquisadores e demais interessados. Todos poderão indicar animais e plantas que precisam de maior atenção para avaliação de risco de extinção, com atenção especial às espécies vegetais e aos animais invertebrados.
É importante o olhar da sociedade mineira para espécies que desapareceram ou estão mais difíceis de encontrar em suas regiões. O contrário também pode ocorrer, como uma maior presença de espécies classificadas no passado como ameaçadas de extinção, e que irão ganhar novo status indicando uma melhora de conservação.
Segundo a diretora de Proteção à Fauna do IEF, Ariane Goulart, a contribuição popular é essencial para o monitoramento da biodiversidade. “Esse olhar da população sobre a natureza local é fundamental para identificar espécies ameaçadas”, afirma.
Para participar, basta acessar a plataforma (clicando aqui), verificar a lista prévia de espécies candidatas para avaliação e, caso a espécie que queira indicar não esteja presente é só preencher os dados solicitados e indicá-la com a devida justificativa. As contribuições serão analisadas por especialistas e poderão integrar o processo de definição das espécies que serão oficialmente avaliadas. A participação é voluntária e colaborativa, permitindo que os usuários contribuam com opiniões, sugestões e informações relacionadas à fauna e flora mineiras.
O IEF informa ainda que não haverá compartilhamento dos dados pessoais com terceiros para fins econômicos. Eles serão utilizados exclusivamente para viabilizar e qualificar o processo participativo, permitindo o registro, a organização e a análise das contribuições da sociedade civil, bem como para subsidiar processos técnicos e científicos voltados à priorização de espécies e ao fortalecimento de iniciativas de conservação da biodiversidade. Além disso, todas as colaborações incluídas no processo terão o devido crédito ao responsável pela informação.
Os participantes poderão solicitar acesso, correção, anonimização ou exclusão de seus dados, além de revogar o consentimento a qualquer momento por meio dos canais disponibilizados na plataforma. “A iniciativa reforça a importância da colaboração entre sociedade civil e órgãos ambientais na preservação da biodiversidade e na proteção das espécies ameaçadas de extinção em Minas Gerais”, finaliza Marina Dias, diretora de Conservação e Recuperação de Ecossistemas do IEF.
O Projeto Listas Vermelhas
Coordenado pelo IEF e executado pelo consórcio Fundação Biodiversitas-Biocev em colaboração com comunidade acadêmica, o projeto Listas Vermelhas de Minas Gerais tem como objetivo identificar, classificar e atualizar o grau de ameaça das espécies presentes no território mineiro, com base em critérios técnicos reconhecidos internacionalmente, seguindo parâmetros da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).
Mais do que um levantamento científico, as Listas Vermelhas são instrumentos legais fundamentais para a gestão ambiental. A ferramenta orienta a criação e ampliação de unidades de conservação, orienta licenciamentos, subsidia estratégias de proteção, apoia pesquisas científicas e contribui para a formulação de políticas públicas efetivas voltadas à conservação da biodiversidade. Em Minas Gerais, a elaboração da lista estadual de espécies ameaçadas de extinção está prevista na Constituição do Estado, sendo um dos dispositivos para a proteção da fauna e flora mineira.
A iniciativa integra as ações de compensação socioambiental pelo rompimento da barragem em Brumadinho, em 2019, com financiamento previsto no Acordo de Reparação, firmado em 2021.
Com duração estimada de 30 meses, o projeto será desenvolvido em etapas que incluem levantamento de dados, consultas públicas, validação científica e publicação dos resultados. Ao final, será disponibilizado um “Livro Vermelho” das espécies ameaçadas, além de guias práticos, além da plataforma digital aberta ao público.

Prefeitura promove mostra artística com produções de estudantes municipais

 

Mostra Visualidades pode ser apreciada no saguão do bloco 2 do Centro Administrativo Municipal até o dia 21 deste mês

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Danilo Henriques – Secretaria de Comunicação/PMU

O saguão do bloco 2 do Centro Administrativo Municipal se transformou em uma galeria de arte com exibição da 22ª edição da Mostra Visualidades. A abertura da exposição foi realizada pela Prefeitura de Uberlândia, por meio da Secretaria Municipal de Educação (SME), nesta sexta-feira (14), no Centro Administrativo Municipal, e contou com apresentações artísticas e debates sobre os processos de criação. As produções artísticas, feitas por estudantes da rede municipal de ensino, podem ser apreciadas até o próximo dia 21.
A Visualidades configura-se como um espaço de valorização e difusão do ensino artístico oferecido nas escolas da Prefeitura de Uberlândia. Organizada pelos professores de arte da SME, a Mostra integra as ações de formação continuada do Centro Municipal de Estudos e Projetos Educacionais Julieta Diniz (Cemepe) e resulta de atividades desenvolvidas junto a estudantes da educação infantil, do ensino fundamental e da Educação de Jovens e Adultos (EJA) das escolas municipais das zonas urbana e rural. O tema escolhido para este ano foi “Pluralidades: Arte afro-indígena em nós”.
Segundo a secretária municipal de Educação, Tania Toledo, a Mostra Visualidades é promovida desde 2004 e consolidou-se como um evento anual que promove a partilha, o diálogo e a visibilidade aos processos criativos desenvolvidos pelos estudantes. “Trata-se de um convite à comunidade escolar e ao público em geral para reconhecer e refletir sobre os percursos formativos vividos ao longo do ano letivo, destacando a potência educativa e transformadora da arte”, disse.

22ª edição da Mostra Visualidades

Visitações: 14 a 21 de novembro, nos dias úteis, das 12h às 17h

Local: Centro Administrativo Municipal, saguão do bloco 2, avenida Anselmo Alves dos Santos, 600, Santa Mônica

14/11/2025

Marden Rangel

Governo de Minas alinha ações de tratamento com a antecipação do período de doenças respiratórias

Secretaria de Estado de Saúde promove fórum com profissionais de saúde, representantes de hospitais e municípios

O Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), está orientando equipes de saúde para casos graves de doenças respiratórias. Dados do Serviço de Virologia e Riquetsioses da Fundação Ezequiel Dias (Funed) indicam a antecipação na circulação da Influenza A, aliada ao avanço do vírus sincicial respiratório (VSR), em relação a 2025.

GOV. MG

Enquanto em 2025 o índice de positividade da gripe só atingiu cerca de 20% na semana epidemiológica 19, em 2026, esse patamar já se aproxima entre as semanas 13 e 15. “Esse é um resultado baseado exclusivamente em dados laboratoriais, que permitem identificar de forma precoce mudanças no comportamento de circulação viral e auxiliar nas decisões de saúde pública”, afirma André Bernardes, referência técnica em Vírus Respiratórios da Funed, que alerta para a sobreposição entre gripe e VSR, sobretudo entre crianças e idosos.
“Quando esses vírus circulam simultaneamente, há aumento da demanda por atendimento, com potencial sobrecarga de serviços”, completa.

Nessa quarta-feira (15/4), o secretário de Estado de Saúde de Minas, Fábio Baccheretti, destacou a importância do diálogo contínuo com todo o estado, durante a abertura do Fórum de Doenças Respiratórias, quando ele apresentou as ações de alinhamento para o atendimento em rede a cerca de 90 participantes, entre profissionais de saúde, representantes de hospitais e de municípios com serviços credenciados para casos graves, que acompanharam a reunião em formato virtual.

“Em um estado como Minas Gerais, com 853 municípios, é importante ouvir o que cada região precisa ou pode agregar, garantindo um cuidado mais direcionado e eficaz”, observa o secretário Fabio Baccheretti.

Para manter a linha de cuidado, o Estado repassa cerca de R$ 21,7 milhões por ano aos municípios com centros de referência, fortalecendo a estrutura e o atendimento especializado.

Ações e precauções

No último sábado (11/4), a SES-MG mobilizou mais de 820 municípios (96% das cidades mineiras) para o Dia D de vacinação, com ações extramuros e ampliação do atendimento, registrando a aplicação de mais de 150 mil doses de vacina contra a influenza. A vacinação é a principal forma de prevenir casos graves e internações. Além disso, medidas simples podem diminuir a transmissão dos vírus, como higienizar as mãos e cobrir nariz e boca com o braço quando tossir.

Para enfrentar o aumento de casos, típico do período, o Estado havia antecipado medidas, com ampliação de leitos, especialmente para o atendimento infantil. A SES-MG ativou a Sala de Monitoramento dos Vírus Respiratórios, que acompanha em tempo real casos, internações e ocupação de leitos.

Unidades da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) operam com capacidade ampliada e podem abrir novos leitos de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) conforme a demanda. O Estado também investe R$ 15 milhões para reforçar a assistência no período sazonal.

Minas Gerais conta com 11 centros de referência em doenças respiratórias, distribuídos em municípios como Belo Horizonte, Juiz de Fora, Montes Claros, Uberaba e Uberlândia, onde são atendidos pacientes com asma grave, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) avançada, fibrose cística, doenças pulmonares e condições neuromusculares, como esclerose lateral amiotrófica (ELA) e atrofia muscular espinhal (AME)

O protocolo estadual contempla seis grupos de doenças e define critérios de financiamento e monitoramento, o que ajuda a organizar a assistência e reduzir a judicialização. Casos leves de DPOC são acompanhados na Atenção Primária. Já os moderados e graves são encaminhados para serviços especializados. “Nossa missão tem sido criar protocolos para reduzir os vazios assistenciais”, destaca o servidor da SES-MG, Frederico Assis.

BDMG amplia prazo para que prefeituras mineiras inscrevam-se no Edital Municípios 2026 até 10/4

São R$ 500 milhões em crédito com condições especiais para que cidades invistam em obras e elaboração de projetos

O Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) ampliou até 10/4 o prazo para que as prefeituras mineiras possam aderir ao Edital BDMG Municípios 2026, que oferta R$ 500 milhões para viabilizar iniciativas de infraestrutura e sustentabilidade. O valor é recorde e 25% superior ao da última edição. Pela primeira vez, a partir do edital, as cidades poderão também financiar a elaboração de projetos, um gargalo para os gestores públicos em função da complexidade do trabalho.

GOV. MG

“Identificamos que os gestores encontram dificuldades técnicas, especialmente nas cidades de menor porte, que representam 80% em Minas. O objetivo é atender as necessidades das prefeituras. Queremos fomentar o desenvolvimento com responsabilidade social e ambiental, gerando impactos positivos à população”, afirma o presidente do BDMG, Gabriel Viégas Neto.

Os municípios poderão financiar a contratação de empresas especializadas em elaborar seus projetos para a captação de recursos reembolsáveis e não reembolsáveis. Como exemplo estão planos diretores, georeferenciamento e projetos de saneamento básico.

Crédito acessível

Os financiamentos terão prazos longos de até dez anos para pagar, incluindo 18 meses de carência. A taxa é acessível e unificada para todos os itens: a partir de 0,47% ao mês mais Selic. Para dar agilidade às iniciativas, o banco vai disponibilizar antecipadamente até 40% do valor financiado do projeto. Os créditos podem ser contratados de forma 100% digital no site do BDMG. A partir do cadastramento do gestor na plataforma, é possível enviar as propostas para captação do recurso.

Sustentabilidade

Outra novidade do Edital 2026 é a possibilidade de investir em iniciativas como a criação de parques e corredores verdes que reduzem ilhas de calor. O gestor poderá aderir ao Edital antes mesmo de definir o projeto que deseja captar o crédito, o que dá mais autonomia para atender as necessidades das prefeituras. Ainda com foco em sustentabilidade, o edital irá financiar sistemas de controle de enchentes, implantação de tetos verdes em prédios públicos, eficiência energética, renovação da frota do município com veículos híbridos e elétricos.

O edital também viabiliza propostas de pavimentação, aquisição de equipamentos e máquinas e a construção e reformas em prédios públicos, projetos de implantação de distritos empresariais, entre outras ações.