Trilhas de Futuro alcança marca histórica de 100 mil profissionais formados em Minas Gerais

Programa do Governo de Minas tem impacto direto na empregabilidade e geração de oportunidades para os mineiros

O Trilhas de Futuro, maior programa estadual em Educação Profissional do Brasil na atualidade, alcançou um marco histórico: 100 mil estudantes já concluíram cursos técnicos gratuitos por meio da iniciativa.

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Criado pelo Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Educação (SEE/MG), o programa amplia oportunidades, fortalece a empregabilidade e contribui diretamente para o desenvolvimento econômico e social do estado.

O programa também fortalece parcerias com instituições de ensino e com o setor produtivo, promovendo inovação, qualificação e geração de oportunidades.

“É um orgulho muito grande para nossa gestão alcançar esta marca. O Trilhas de Futuro é um programa referência em todo o Brasil, que tem o poder de transformar a realidade dos mineiros por meio da capacitação profissional e do emprego. Seguiremos trabalhando para que o Trilhas continue crescendo e forme muitos outros profissionais no nosso estado”, diz o governador Romeu Zema.

Atualmente em sua sexta edição, o Trilhas de Futuro já soma mais de R$ 2 bilhões em investimentos desde o seu lançamento, consolidando-se como uma das maiores políticas públicas de qualificação profissional do país. Desde 2021, o programa já ofereceu cerca de 374 mil vagas em cursos técnicos gratuitos em diversas áreas.

Nesta edição, estão sendo disponibilizadas 50 mil vagas, distribuídas em 143 municípios mineiros, com 98 opções de cursos técnicos, entre eles Farmácia, Enfermagem, Informática, Design Gráfico e Edificações, contemplando diferentes perfis e vocações regionais.

“O Trilhas é um dos maiores motivos de orgulho meu e do governador Romeu Zema. Mais do que capacitarmos os jovens para exercerem atividades que realmente são demandadas pelo mercado de trabalho, permitimos que cada um escolha o curso que quer fazer. O resultado não poderia ser diferente: sucesso em todas as regiões do Estado e mudança de vida para milhares de mineiros”, avalia o vice-governador Mateus Simões.

Atualmente, além dos 100 mil formados, o programa conta com mais de 115 mil estudantes em formação, ampliando ainda mais o impacto da iniciativa em todo o estado.
“O alcance de 100 mil profissionais formados pelo Trilhas de Futuro mostra a força de uma política pública que transforma vidas por meio da educação. Estamos falando de oportunidades reais para os jovens e trabalhadores mineiros, que passam a ter mais qualificação e perspectivas de futuro”, afirma a secretária de Estado de Educação em exercício, Stephanie Carvalho.

Apoio para permanência e conclusão

Com presença em todas as regiões de Minas Gerais, o programa tem transformado a realidade de milhares de estudantes, abrindo portas para o primeiro emprego, recolocação profissional e aumento de renda.

Para apoiar os estudos e garantir a permanência, o programa oferece uma ajuda de custo de R$ 20 por dia para alimentação e transporte, mediante comprovação de frequência nas aulas.

Daniel Rodrigues, 19 anos, participou da quinta edição do Trilhas de Futuro, fazendo o curso técnico em Administração enquanto ainda estava no 3º ano do ensino médio. Sempre dedicado nas aulas, ele chamou a atenção da instituição onde estudava, a Conhecer Escola Técnica, que realizou um processo seletivo e o contratou.

Hoje, Daniel atua como auxiliar técnico na mesma escola, mostrando na prática como o Trilhas de Futuro abre portas para oportunidades reais no mercado de trabalho.

“O Trilhas me proporcionou um acesso gratuito à uma formação técnica de qualidade, algo que talvez eu não conseguiria realizar naquele momento sem apoio do programa. Além disso, o auxílio para transporte e alimentação foi fundamental para que eu pudesse permanecer no curso com tranquilidade e dedicação”, afirma Daniel.

Ele ressalta ainda que, com professores extremamente qualificados, aprendeu não apenas conteúdos técnicos, mas também ampliou sua visão sobre o funcionamento de empresas e o mercado de trabalho.

“O curso me deu perspectiva de futuro. Antecipou minha entrada no mercado e aumentou minhas chances de empregabilidade, e também me proporcionou autonomia financeira. Mais que um certificado, eu adquiri experiência e postura profissional de confiança”, relata.

A SEE/MG segue investindo na expansão e no aperfeiçoamento do Trilhas de Futuro, reafirmando o compromisso do Governo de Minas com a formação profissional, a empregabilidade e o desenvolvimento dos mineiros.

O conteúdo está disponível na Agência Minas: https://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticia/trilhas-de-futuro-alcanca-marca-historica-de-100-mil-profissionais-formados-em-minas-gerais

 

Pesquisas científicas avançam nos parques estaduais e fortalecem a conservação da biodiversidade em Minas Gerais

Unidades de Conservação funcionam como laboratórios naturais, ampliam o conhecimento científico e subsidiam decisões estratégicas para a proteção dos biomas mineiros

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As Unidades de Conservação estaduais vêm se consolidando como espaços estratégicos para a produção científica e o avanço do conhecimento sobre a biodiversidade em Minas Gerais. Nos últimos dois anos, quase 170 novas pesquisas foram autorizadas em parques e reservas, contribuindo diretamente para a gestão ambiental e a preservação dos ecossistemas.

Entre 2024 e 2025, o número de estudos apresentou crescimento significativo: foram 69 autorizações em 2024 e 97 em 2025. Atualmente, há cerca de 335 pesquisas em andamento, considerando novas autorizações e renovações anuais, já que cada permissão tem validade de um ano.

Os estudos abrangem áreas como botânica, ecologia, zoologia e geociências, incluindo espeleologia, geoarqueologia e geologia. Entre os grupos mais pesquisados estão plantas, insetos, anfíbios, aves e mamíferos de médio e grande porte, evidenciando a diversidade biológica investigada nas áreas protegidas.

Para a diretora de Unidades de Conservação do Instituto Estadual de Florestas (IEF), Letícia Horta Vilas Boas, os parques funcionam como laboratórios naturais. “Os dados gerados pelas pesquisas subsidiam políticas públicas e contribuem para uma gestão mais qualificada da conservação da biodiversidade”, disse.

O pesquisador Marcos Magalhães, do Instituto Federal do Sul de Minas Gerais (IFSuldeMinas), ressalta que as Unidades de Conservação são fundamentais para identificar espécies, avaliar riscos de extinção e orientar ações de proteção. “A pesquisa científica fortalece a organização e a tomada de decisões na gestão ambiental”, destaca.

Pesquisa aplicada à conservação

Além de ampliar o conhecimento científico, os estudos têm impacto direto na conservação da fauna e flora. Entre os resultados recentes estão a identificação de duas novas espécies de pequenos sapos do gênero Crossodactylodes: uma no Parque Estadual do Pico do Itambé e outra no Parque Estadual da Serra Negra. Esses anfíbios, menores que uma unha, vivem exclusivamente em bromélias, o que os torna raros e vulneráveis.

Mais recentemente, uma nova espécie de libélula foi descoberta no Parque Estadual do Pico do Itambé. O inseto é associado a ambientes de água limpa e bem preservados, como riachos e cachoeiras, reforçando a importância da conservação desses ecossistemas.

Pesquisas de longo prazo também geram resultados relevantes. No Parque Estadual da Serra do Brigadeiro, o monitoramento do muriqui-do-norte subsidia estratégias de conservação da espécie. Já no Parque Estadual do Rio Doce, estudos sobre onças-pintadas e onças-pardas ajudam a compreender padrões de deslocamento e ameaças enfrentadas por esses felinos.

A pesquisadora Mellis Layra Soares Rippel, do Programa de Pós-Graduação em Entomologia da Universidade Federal de Viçosa (UFV), destaca que as Unidades de Conservação oferecem condições únicas para estudos em ambientes preservados, permitindo compreender processos ecológicos e a dinâmica das espécies.

Governo de Minas lança edital pioneiro para modernização da gestão da qualidade do ar no estado

Minas Gerais aposta em tecnologia para ampliar monitoramento, transparência de dados e controle das emissões atmosféricas

O Governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), com apoio logístico da Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam), publicou edital de licitação para contratação de uma solução tecnológica avançada voltada à gestão integrada da qualidade do ar e das emissões atmosféricas no estado.

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A iniciativa posiciona Minas Gerais como referência no Brasil ao estruturar a contratação de uma plataforma moderna e especializada para subsidiar ações estratégicas na área ambiental. A proposta busca fortalecer atividades técnicas relacionadas ao monitoramento atmosférico, ampliando a capacidade de análise e tomada de decisão baseada em dados.

O objeto do certame prevê a contratação da subscrição de licença de software de gestão de dados de monitoramento ambiental com aplicação web. A solução contempla módulos considerados essenciais para o fortalecimento da política pública de qualidade do ar no estado, permitindo integrar informações de monitoramento atmosférico, inventários de fontes e emissões, variáveis meteorológicas, além de ferramentas de modelagem e simulação de dispersão atmosférica.

“Com a implantação da tecnologia, o Estado deverá ampliar a capacidade técnica para o acompanhamento contínuo da qualidade do ar, aumentar a transparência das informações ambientais e aprimorar a avaliação dos impactos causados pela poluição atmosférica. A expectativa é que os dados gerados fortaleçam políticas públicas baseadas em evidências e contribuam para o avanço da agenda ambiental, reconhecendo a interconexão e as sinergias entre as agendas de qualidade do ar e clima”, afirma a superintendente de Qualidade Ambiental e Mudanças Climáticas da Semad, Renata Araújo.

O edital, na modalidade Pregão Eletrônico nº 01/2026, será realizado pelo critério de menor preço, com valor estimado de R$ 6.970.854,60. A sessão pública está prevista para o dia 23/3/2026, às 10h, no Portal de Compras do Estado de Minas Gerais, onde também estão disponíveis o edital completo e seus anexos.

A contratação está fundamentada na Lei Federal nº 14.133/2021, conhecida como Nova Lei de Licitações e Contratos Administrativos, e no Decreto Estadual nº 48.723/2023, reforçando o compromisso estadual com a transparência, eficiência administrativa e inovação na gestão ambiental.

A medida representa um avanço na consolidação de instrumentos técnicos e digitais capazes de ampliar a precisão do monitoramento da qualidade do ar, aprimorar a regulação e o controle de emissões atmosféricas e fortalecer ações voltadas à proteção ambiental e à saúde da população.

A publicação do edital também reforça o protagonismo do estado na agenda ambiental brasileira e o compromisso institucional com soluções estruturantes e inovadoras voltadas à proteção da qualidade do ar e ao bem-estar da população mineira.

O edital completo e seus anexos estão disponíveis para consulta no Portal de Compras MG.

Governo de Minas lança Plano Estadual de Enfrentamento a Desastres Tecnológicos

Documento estabelece diretrizes para prevenção, mitigação e resposta a eventos tecnológicos até 2031

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O Governo de Minas, por meio da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil de Minas Gerais (Cedec), lançou, nesta sexta-feira (20/2), o Plano Estadual de Enfrentamento a Desastres Tecnológicos 2025-2031.
A iniciativa consolida uma política pública estruturada para reduzir riscos, ampliar a proteção da população e garantir maior eficiência nas ações de prevenção, mitigação, preparação, resposta e recuperação diante de eventos tecnológicos em Minas Gerais.
O plano foi apresentado durante solenidade realizada na Cidade Administrativa, em Belo Horizonte, com a presença de representantes de secretarias de Estado, instituições estratégicas e gestores municipais.
A proposta busca consolidar uma governança colaborativa e transversal entre as pastas estaduais, promovendo articulação interinstitucional e suporte técnico aos municípios mineiros.
Entre as inovações estão a criação de um programa estadual com previsão orçamentária específica, a instituição de um Comitê Gestor de Enfrentamento a Desastres Tecnológicos e a incorporação de uma abordagem voltada à harmonização e mediação envolvendo empresas, empreendimentos e populações potencialmente expostas.
O documento também passa a contemplar a dimensão psicossocial, considerando as necessidades de pessoas atingidas e vulneráveis.
De acordo com o coordenador estadual de Defesa Civil, coronel Paulo Roberto Bermudes Rezende, o plano estabelece um novo patamar de integração e planejamento. “É impossível vencer os desafios atuais trabalhando de forma isolada. Defesa Civil é um sistema, não é um órgão. Coordenar é ligar as pontas e caminhar junto. Nós precisamos atuar unidos, cada um exercendo o seu protagonismo”, destacou.
Ao abordar a dimensão humana dos desastres tecnológicos, o coronel reforçou o compromisso com a preservação de vidas e exaltou a participação ativa da Associação dos Familiares de Vítimas e Atingidos pelo rompimento da Barragem Mina Córrego do Feijão (Avabrum) na construção do plano. “Nós temos uma missão em comum, que é a da não repetição. O nosso trabalho é incansável para que não haja mais óbitos, nem na mineração, nem no período chuvoso, nem em qualquer outro desastre”, pontuou.
Para o coordenador municipal de Defesa Civil de Malacacheta, Bruno Rodrigues Caldeira, o plano representa um avanço estruturante para os municípios. “Enquanto Defesa Civil Municipal, ficamos muito satisfeitos com o lançamento de mais um plano estruturante por parte do Estado. O Plano Estadual de Enfrentamento aos Desastres Tecnológicos trata de uma temática cada vez mais presente no nosso dia a dia e coloca Minas Gerais como pioneira no país”, afirmou.
O plano consolida-se como um marco institucional para Minas Gerais e para o Brasil, refletindo o protagonismo do estado diante de sua extensão territorial, dos desafios estruturais e dos impactos humanos, ambientais e materiais registrados na última década, além dos recorrentes acidentes na malha de transportes que atravessa o território mineiro.

Com foco em sinalização, DER inicia programa para diminuir acidentes graves e fatais nas estradas

Medida integra estratégia de preservação de vidas e abrange todas as regiões de Minas Gerais

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O Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG) publicou, no dia 31/1, edital de licitação para a contratação de empresas responsáveis pela execução contínua de serviços de sinalização viária nas rodovias sob sua jurisdição. A concorrência será realizada na modalidade eletrônica, com critério de julgamento pelo menor preço.
Com investimento estimado em R$ 138,4 milhões (valor de referência do edital), a iniciativa integra o Programa de Segurança Viária do DER-MG, que tem como objetivo reduzir acidentes e melhorar as condições de tráfego nas rodovias estaduais, por meio de ações permanentes de engenharia, sinalização e orientação aos usuários. O prazo contratual é de 24 meses, contados a partir da ordem e início dos trabalhos.
“A sinalização viária é um dos pilares da segurança no trânsito. Com esse investimento, o DER-MG reforça seu compromisso com a preservação de vidas e com a melhoria contínua da mobilidade em Minas Gerais. Estamos estruturando contratos que garantem manutenção permanente da sinalização, com padrão técnico elevado e cobertura em todas as regiões do estado, para que o usuário tenha mais orientação, conforto e segurança ao trafegar pelas rodovias mineiras”, afirma o diretor-geral do DER-MG, Matheus Novais.
O processo prevê a contratação de serviços de sinalização vertical e horizontal, além da instalação de dispositivos auxiliares de segurança, em regime de empreitada por preço unitário, com fornecimento de materiais, equipamentos e mão de obra especializada.
A licitação está dividida em quatro lotes e abrange cerca de 18 mil quilômetros de rodovias. Os serviços vão atuar na eliminação de pontos críticos da malha viária, com foco na melhoria da sinalização e na implantação de dispositivos de segurança em diversos trechos das estradas mineiras.
Novos materiais, mais proteção e menos roubo de placas
Dentro dessa ação, o DER-MG passa a adotar serviços e materiais já utilizados no mercado, mas ainda pouco empregados nas rodovias estaduais de Minas. Entre as inovações estão o uso do plástico a frio à base de resinas reativas para a sinalização horizontal, placas confeccionadas com chapa de alumínio composto que oferecem maior durabilidade contra chuva, sol e poluição, manutenção simplificada, menor peso que o aço e não possuem valor comercial para revenda, o que desestimula furtos.
Também serão utilizados suportes poliméricos ecológicos projetados para ceder ou fraturar de forma controlada em caso de impacto, além de defensas metálicas certificadas e terminais absorvedores de energia, dispositivos destinados a reduzir a força do impacto frontal e aumentar a proteção dos usuários das rodovias.
As propostas comerciais e a documentação devem ser enviadas exclusivamente pelo portal www.compras.mg.gov.br. A abertura da sessão pública está agendada para o dia 23/2/2026. O edital completo está disponível para download gratuito nos sites do Compras MG e do DER-MG neste endereço. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (31) 3501-5170 ou no portal do Departamento.

Especialistas do Hospital João XXIII alertam sobre riscos de mergulhos em águas rasas

Jovens do sexo masculino predominam entre as vítimas de traumas raquimedulares em acidentes que podem deixar sequelas permanentes

Acidentes em águas rasas continuam sendo uma das principais causas de traumatismo na coluna durante o lazer em rios, lagoas, cachoeiras e piscinas. O Hospital João XXIII (HJXXIII), da Rede Fhemig, recebe, todos os anos, pacientes vítimas de ocorrências deste tipo, com lesões potencialmente irreversíveis.

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Segundo o gerente médico do Complexo Hospitalar de Urgência, do qual o HJXXIII faz parte, Rodrigo Muzzi, as equipes da unidade lidam com casos que vão desde traumatismos cranianos até fraturas na coluna cervical, que podem comprometer a medula e provocar perda de movimentos, da respiração e outras sequelas permanentes, como paraplegia e tetraplegia.

“O risco é real e, muitas vezes, subestimado. Em Minas Gerais, a turbidez das águas naturais, causada pelo minério de ferro na terra, pode impedir a visualização do fundo e aumentar o perigo de choque contra pedras ou estruturas submersas”, orienta o profissional.

A principal recomendação é nunca mergulhar de cabeça em locais cuja profundidade não seja conhecida e evitar saltos em águas naturais, especialmente quando há ingestão de álcool, que reduz a percepção de risco e a coordenação motora.

Levantamento mostra que 80% dos pacientes do HJXXIII com lesões raquimedulares são homens jovens, metade dos quais tem, no máximo, 29 anos, o que ainda representa uma maior tendência masculina a comportamentos de risco e se reflete nos atendimentos de trauma.

Virada após o trauma

O que seria apenas mais um domingo de descanso em família, às margens de um rio próximo de casa em Almenara, no Norte de Minas Gerais, transformou-se em uma cena de tensão. O empresário Dielson Soares, de 33 anos, mergulhou de cabeça no local e, com a demora para voltar à superfície, a família entendeu que algo grave havia ocorrido.

“Conseguimos retirá-lo da água e levamos para uma cidade vizinha, onde ele foi imobilizado e recebeu o primeiro atendimento médico. Foi lá que ele acordou e disse que não estava sentindo mais os membros”, relembra Miranilde Porto, esposa de Dielson. Ele havia batido a cabeça em um banco de areia no fundo do rio. Horas depois, após a realização de um exame de raio-X, o diagnóstico foi realizado: uma lesão na coluna cervical.

No HJXXIII, para onde foi encaminhado, foi realizada com urgência uma cirurgia de correção da coluna. Segundo um dos médicos que participaram do atendimento, o ortopedista Thiago Abdalla, Dielson teve uma fratura cervical ao nível de C4-C5, que é considerada uma lesão grave.

“Três meses depois, ele compareceu ao ambulatório caminhando sem auxílio de muletas ou bengala, com uma considerável melhora de força nos braços e nas pernas”, conta o médico.

Thiago explica que a recuperação rápida depende de vários fatores, como idade, número de vértebras acometidas, desvio inicial da lesão e o tempo transcorrido até a operação. “Esperamos melhora neurológica, principalmente, nos dois primeiros anos e, após esse período, as chances de recuperação diminuem. A de Dielson foi mais veloz que a da média”, analisa Thiago.

O que fazer?
Em caso de acidente, o resgate da vítima deve ser feito com extremo cuidado. “O ideal é manter a cabeça e o pescoço alinhados, após a retirada da pessoa da água, ela pode se afogar em uma situação como essa, e acionar imediatamente o socorro especializado. A rapidez no atendimento e a forma correta de retirada da vítima podem ser decisivas para evitar sequelas mais graves”, finaliza Muzzi.