por Ivan Santos | mar 3, 2026 | Blog |
Paulo Henrique Coimbra de Oliveira – Economista
Como são tolas as pessoas que se acham acima de tudo e de todos por serem vazias e acreditarem apenas no seu próprio endeusamento. É assim como pensam os aiatolás e os ditadores de um modo geral. É assim que vejo nossos ministros do STF em suas decisões monocráticas quando se mostram incapazes de dialogar. Querem decidir e pronto. Ignoram o colegiado. Isso não é defesa da democracia. É ditadura. Podem errar por e nada pode ser feito. Isso deve acabar. E somente o Senado pode fazer alguma coisa. Mas não temos senadores e não temos um Trump ou Netanyahu.
por uberlandiahoje | fev 27, 2026 | Blog |
‘SemeArroz’ estuda diversificação da plantação do grão em locais mais secos e fortalece a agricultura familiar no estado
Um projeto da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) tem desenvolvido estudos para expandir o cultivo de arroz em terras altas, diversificando o tipo de solo do grão, que estava mais presente em várzeas inundadas no estado.
O projeto “SemeArroz” é um desdobramento da iniciativa “Expansão e fortalecimento da cadeia produtiva de arroz em Minas Gerais, com foco em sustentabilidade e segurança alimentar”, que busca expandir e diversificar a produção para pequenos agricultores, com aplicação em merenda escolar e futura autossuficiência do grão, ação aprovada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig).
O “SemeArroz” tem foco especial nas produções no Norte de Minas e no Vale do Jequitinhonha. Somente em 2025, essas regiões receberam quase 200 Unidades Demonstrativas de cultivo de arroz de sequeiro, das mais de 300 implantadas em todo o estado. A coordenadora dos trabalhos e pesquisadora da Epamig, Janine Guedes, explica que o “SemeArroz” tem incentivado a agricultura familiar e o renascimento da cultura do grão em Minas Gerais. “Existe uma grande demanda pelo cultivo do cereal, especialmente, por agricultores familiares para atender à Política Nacional de Alimentação Escolar (Pnae)”, diz.
“Junto com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG) e a Universidade Federal de Lavras (Ufla), trazemos as tecnologias de plantio e colheita para esses produtores”, afirma Janine Guedes. “Vamos até esses produtores, realizamos cursos, palestras, levamos sementes de cultivares comerciais bem aceitas no mercado, o adubo. Junto com eles, fazemos o plantio das Unidades Demonstrativas que serão acompanhadas durante o ciclo produtivo”.
Ela acrescenta que o arroz vem complementar uma renda que o produtor já tem, além de ser uma cultura rústica e de fácil adaptação. “O arroz tem uma necessidade baixa de adubação e vai bem em áreas totalmente secas e também em áreas onde ocorrem alagamentos”, elucida a pesquisadora da Epamig.
“Além de fortalecer a segurança alimentar, o arroz traz renda adicional e impacta o meio ambiente. O cultivo de terras altas não tem uma grande necessidade de água e deixa uma palhada muito boa de cobertura de solo que pode ser usada no plantio de outras culturas”, destaca Janine Guedes.
O projeto, inclusive, incentiva e orienta o plantio de hortas circulares após a colheita do grão.
Incremento na produção
Em dezembro, Terezinha Cordeiro Rocha e José Maria Fernandes da Rocha receberam a equipe do projeto para a implantação da Unidade Demonstrativa no município de Veredinha, no Vale do Jequitinhonha. Na propriedade de menos de 1 hectare, o casal tem uma produção diversificada para a subsistência e fornecimento ao Pnae.
“A área aqui é pequena, mas toda cultivada. Plantamos feijão, milho, acerola, laranja, banana, cana-de-açúcar e capim para a vaca leiteira. Criamos porcos e peixes, produzimos farinha e a rapadura que usamos para adoçar o café. Tentamos cultivar de tudo e garantir uma alimentação saudável para a nossa família”, revela Terezinha, que herdou o terreno da mãe e fica emocionada com a concretização de mais uma etapa.
“Não teremos mais que comprar arroz. Logo vamos comprar só o sal, que a gente não produz aqui. Muito obrigada a todos que vieram fazer essa plantação que era o meu sonho. Eu sempre quis plantar arroz aqui”, conta a agricultora Terezinha Cordeiro Rocha.
A área para a implantação das unidades demonstrativas do projeto varia entre 500 e 1.000 metros quadrados, sendo que em 500 metros é possível obter entre 250 e 300 quilos de arroz.
Nos dois últimos anos, somente com esses trabalhos, Minas saltou de 18º para 11º produtor do grão no Brasil. Dados da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa) indicam que a produção do estado em 2024 foi de 88,7 mil toneladas.
“As pesquisas já mostraram que o Norte de Minas e o Vale do Jequitinhonha têm muito potencial para arroz de sequeiro, uma alternativa muito viável para aumento em área de produção”, diz a pesquisadora Janine Guedes.
Pesquisa aplicada
A identificação dos agricultores e propriedades que recebem as Unidades Demonstrativas é feita pelos escritórios locais da Emater-MG. “Aqui temos a demonstração do encontro entre a pesquisa e a extensão, com os resultados da pesquisa aplicados à realidade do produtor”, comenta o coordenador regional de Culturas da Emater-MG em Capelinha, José Mauro de Azevedo.
A interface entre pesquisa, extensão rural e segurança alimentar faz parte das diretrizes do Governo de Minas.
“Todo o sistema da Agricultura em Minas Gerais atua para impulsionar a atividade em nosso estado e melhorar a vida dos nossos produtores. Nosso objetivo é, cada vez mais, auxiliar e fomentar o desenvolvimento rural sustentável”, assegura o vice-governador Mateus Simões.
Trabalho integrado
Juntos, Epamig, Emater-MG e Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), sob coordenação da Seapa, atuam no apoio ao produtor até a certificação como um fator estratégico para agregar valor à produção e ampliar acesso à comercialização.
No âmbito do Programa Certifica Minas, que reconhece propriedades rurais que adotam boas práticas ambientais, sociais e trabalhistas, produtores de arroz podem requerer as certificações de Produtos Orgânicos e a certificação S.A.T. (Sem agrotóxico). Interessados em aderir a essas certificações podem buscar orientação junto ao IMA, responsável pela certificação dos produtos.
O conteúdo está disponível na Agência Minas: https://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticia/epamig-desenvolve-projeto-para-expandir-o-cultivo-de-arroz-de-terras-altas-no-jequitinhonha-e-no-norte-de-minas
por uberlandiahoje | fev 23, 2026 | Blog |
Programa do Governo de Minas tem impacto direto na empregabilidade e geração de oportunidades para os mineiros
O Trilhas de Futuro, maior programa estadual em Educação Profissional do Brasil na atualidade, alcançou um marco histórico: 100 mil estudantes já concluíram cursos técnicos gratuitos por meio da iniciativa.
GOV. MG
Criado pelo Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Educação (SEE/MG), o programa amplia oportunidades, fortalece a empregabilidade e contribui diretamente para o desenvolvimento econômico e social do estado.
O programa também fortalece parcerias com instituições de ensino e com o setor produtivo, promovendo inovação, qualificação e geração de oportunidades.
“É um orgulho muito grande para nossa gestão alcançar esta marca. O Trilhas de Futuro é um programa referência em todo o Brasil, que tem o poder de transformar a realidade dos mineiros por meio da capacitação profissional e do emprego. Seguiremos trabalhando para que o Trilhas continue crescendo e forme muitos outros profissionais no nosso estado”, diz o governador Romeu Zema.
Atualmente em sua sexta edição, o Trilhas de Futuro já soma mais de R$ 2 bilhões em investimentos desde o seu lançamento, consolidando-se como uma das maiores políticas públicas de qualificação profissional do país. Desde 2021, o programa já ofereceu cerca de 374 mil vagas em cursos técnicos gratuitos em diversas áreas.
Nesta edição, estão sendo disponibilizadas 50 mil vagas, distribuídas em 143 municípios mineiros, com 98 opções de cursos técnicos, entre eles Farmácia, Enfermagem, Informática, Design Gráfico e Edificações, contemplando diferentes perfis e vocações regionais.
“O Trilhas é um dos maiores motivos de orgulho meu e do governador Romeu Zema. Mais do que capacitarmos os jovens para exercerem atividades que realmente são demandadas pelo mercado de trabalho, permitimos que cada um escolha o curso que quer fazer. O resultado não poderia ser diferente: sucesso em todas as regiões do Estado e mudança de vida para milhares de mineiros”, avalia o vice-governador Mateus Simões.
Atualmente, além dos 100 mil formados, o programa conta com mais de 115 mil estudantes em formação, ampliando ainda mais o impacto da iniciativa em todo o estado.
“O alcance de 100 mil profissionais formados pelo Trilhas de Futuro mostra a força de uma política pública que transforma vidas por meio da educação. Estamos falando de oportunidades reais para os jovens e trabalhadores mineiros, que passam a ter mais qualificação e perspectivas de futuro”, afirma a secretária de Estado de Educação em exercício, Stephanie Carvalho.
Apoio para permanência e conclusão
Com presença em todas as regiões de Minas Gerais, o programa tem transformado a realidade de milhares de estudantes, abrindo portas para o primeiro emprego, recolocação profissional e aumento de renda.
Para apoiar os estudos e garantir a permanência, o programa oferece uma ajuda de custo de R$ 20 por dia para alimentação e transporte, mediante comprovação de frequência nas aulas.
Daniel Rodrigues, 19 anos, participou da quinta edição do Trilhas de Futuro, fazendo o curso técnico em Administração enquanto ainda estava no 3º ano do ensino médio. Sempre dedicado nas aulas, ele chamou a atenção da instituição onde estudava, a Conhecer Escola Técnica, que realizou um processo seletivo e o contratou.
Hoje, Daniel atua como auxiliar técnico na mesma escola, mostrando na prática como o Trilhas de Futuro abre portas para oportunidades reais no mercado de trabalho.
“O Trilhas me proporcionou um acesso gratuito à uma formação técnica de qualidade, algo que talvez eu não conseguiria realizar naquele momento sem apoio do programa. Além disso, o auxílio para transporte e alimentação foi fundamental para que eu pudesse permanecer no curso com tranquilidade e dedicação”, afirma Daniel.
Ele ressalta ainda que, com professores extremamente qualificados, aprendeu não apenas conteúdos técnicos, mas também ampliou sua visão sobre o funcionamento de empresas e o mercado de trabalho.
“O curso me deu perspectiva de futuro. Antecipou minha entrada no mercado e aumentou minhas chances de empregabilidade, e também me proporcionou autonomia financeira. Mais que um certificado, eu adquiri experiência e postura profissional de confiança”, relata.
A SEE/MG segue investindo na expansão e no aperfeiçoamento do Trilhas de Futuro, reafirmando o compromisso do Governo de Minas com a formação profissional, a empregabilidade e o desenvolvimento dos mineiros.
O conteúdo está disponível na Agência Minas: https://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticia/trilhas-de-futuro-alcanca-marca-historica-de-100-mil-profissionais-formados-em-minas-gerais
por uberlandiahoje | fev 21, 2026 | Blog |
Unidades de Conservação funcionam como laboratórios naturais, ampliam o conhecimento científico e subsidiam decisões estratégicas para a proteção dos biomas mineiros
GOV. MG
As Unidades de Conservação estaduais vêm se consolidando como espaços estratégicos para a produção científica e o avanço do conhecimento sobre a biodiversidade em Minas Gerais. Nos últimos dois anos, quase 170 novas pesquisas foram autorizadas em parques e reservas, contribuindo diretamente para a gestão ambiental e a preservação dos ecossistemas.
Entre 2024 e 2025, o número de estudos apresentou crescimento significativo: foram 69 autorizações em 2024 e 97 em 2025. Atualmente, há cerca de 335 pesquisas em andamento, considerando novas autorizações e renovações anuais, já que cada permissão tem validade de um ano.
Os estudos abrangem áreas como botânica, ecologia, zoologia e geociências, incluindo espeleologia, geoarqueologia e geologia. Entre os grupos mais pesquisados estão plantas, insetos, anfíbios, aves e mamíferos de médio e grande porte, evidenciando a diversidade biológica investigada nas áreas protegidas.
Para a diretora de Unidades de Conservação do Instituto Estadual de Florestas (IEF), Letícia Horta Vilas Boas, os parques funcionam como laboratórios naturais. “Os dados gerados pelas pesquisas subsidiam políticas públicas e contribuem para uma gestão mais qualificada da conservação da biodiversidade”, disse.
O pesquisador Marcos Magalhães, do Instituto Federal do Sul de Minas Gerais (IFSuldeMinas), ressalta que as Unidades de Conservação são fundamentais para identificar espécies, avaliar riscos de extinção e orientar ações de proteção. “A pesquisa científica fortalece a organização e a tomada de decisões na gestão ambiental”, destaca.
Pesquisa aplicada à conservação
Além de ampliar o conhecimento científico, os estudos têm impacto direto na conservação da fauna e flora. Entre os resultados recentes estão a identificação de duas novas espécies de pequenos sapos do gênero Crossodactylodes: uma no Parque Estadual do Pico do Itambé e outra no Parque Estadual da Serra Negra. Esses anfíbios, menores que uma unha, vivem exclusivamente em bromélias, o que os torna raros e vulneráveis.
Mais recentemente, uma nova espécie de libélula foi descoberta no Parque Estadual do Pico do Itambé. O inseto é associado a ambientes de água limpa e bem preservados, como riachos e cachoeiras, reforçando a importância da conservação desses ecossistemas.
Pesquisas de longo prazo também geram resultados relevantes. No Parque Estadual da Serra do Brigadeiro, o monitoramento do muriqui-do-norte subsidia estratégias de conservação da espécie. Já no Parque Estadual do Rio Doce, estudos sobre onças-pintadas e onças-pardas ajudam a compreender padrões de deslocamento e ameaças enfrentadas por esses felinos.
A pesquisadora Mellis Layra Soares Rippel, do Programa de Pós-Graduação em Entomologia da Universidade Federal de Viçosa (UFV), destaca que as Unidades de Conservação oferecem condições únicas para estudos em ambientes preservados, permitindo compreender processos ecológicos e a dinâmica das espécies.
por Ivan Santos | fev 21, 2026 | Blog |
Minas Gerais aposta em tecnologia para ampliar monitoramento, transparência de dados e controle das emissões atmosféricas
O Governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), com apoio logístico da Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam), publicou edital de licitação para contratação de uma solução tecnológica avançada voltada à gestão integrada da qualidade do ar e das emissões atmosféricas no estado.
GOV MG
A iniciativa posiciona Minas Gerais como referência no Brasil ao estruturar a contratação de uma plataforma moderna e especializada para subsidiar ações estratégicas na área ambiental. A proposta busca fortalecer atividades técnicas relacionadas ao monitoramento atmosférico, ampliando a capacidade de análise e tomada de decisão baseada em dados.
O objeto do certame prevê a contratação da subscrição de licença de software de gestão de dados de monitoramento ambiental com aplicação web. A solução contempla módulos considerados essenciais para o fortalecimento da política pública de qualidade do ar no estado, permitindo integrar informações de monitoramento atmosférico, inventários de fontes e emissões, variáveis meteorológicas, além de ferramentas de modelagem e simulação de dispersão atmosférica.
“Com a implantação da tecnologia, o Estado deverá ampliar a capacidade técnica para o acompanhamento contínuo da qualidade do ar, aumentar a transparência das informações ambientais e aprimorar a avaliação dos impactos causados pela poluição atmosférica. A expectativa é que os dados gerados fortaleçam políticas públicas baseadas em evidências e contribuam para o avanço da agenda ambiental, reconhecendo a interconexão e as sinergias entre as agendas de qualidade do ar e clima”, afirma a superintendente de Qualidade Ambiental e Mudanças Climáticas da Semad, Renata Araújo.
O edital, na modalidade Pregão Eletrônico nº 01/2026, será realizado pelo critério de menor preço, com valor estimado de R$ 6.970.854,60. A sessão pública está prevista para o dia 23/3/2026, às 10h, no Portal de Compras do Estado de Minas Gerais, onde também estão disponíveis o edital completo e seus anexos.
A contratação está fundamentada na Lei Federal nº 14.133/2021, conhecida como Nova Lei de Licitações e Contratos Administrativos, e no Decreto Estadual nº 48.723/2023, reforçando o compromisso estadual com a transparência, eficiência administrativa e inovação na gestão ambiental.
A medida representa um avanço na consolidação de instrumentos técnicos e digitais capazes de ampliar a precisão do monitoramento da qualidade do ar, aprimorar a regulação e o controle de emissões atmosféricas e fortalecer ações voltadas à proteção ambiental e à saúde da população.
A publicação do edital também reforça o protagonismo do estado na agenda ambiental brasileira e o compromisso institucional com soluções estruturantes e inovadoras voltadas à proteção da qualidade do ar e ao bem-estar da população mineira.
O edital completo e seus anexos estão disponíveis para consulta no Portal de Compras MG.
por uberlandiahoje | fev 21, 2026 | Blog |
Documento estabelece diretrizes para prevenção, mitigação e resposta a eventos tecnológicos até 2031
GOV. MG
O Governo de Minas, por meio da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil de Minas Gerais (Cedec), lançou, nesta sexta-feira (20/2), o Plano Estadual de Enfrentamento a Desastres Tecnológicos 2025-2031.
A iniciativa consolida uma política pública estruturada para reduzir riscos, ampliar a proteção da população e garantir maior eficiência nas ações de prevenção, mitigação, preparação, resposta e recuperação diante de eventos tecnológicos em Minas Gerais.
O plano foi apresentado durante solenidade realizada na Cidade Administrativa, em Belo Horizonte, com a presença de representantes de secretarias de Estado, instituições estratégicas e gestores municipais.
A proposta busca consolidar uma governança colaborativa e transversal entre as pastas estaduais, promovendo articulação interinstitucional e suporte técnico aos municípios mineiros.
Entre as inovações estão a criação de um programa estadual com previsão orçamentária específica, a instituição de um Comitê Gestor de Enfrentamento a Desastres Tecnológicos e a incorporação de uma abordagem voltada à harmonização e mediação envolvendo empresas, empreendimentos e populações potencialmente expostas.
O documento também passa a contemplar a dimensão psicossocial, considerando as necessidades de pessoas atingidas e vulneráveis.
De acordo com o coordenador estadual de Defesa Civil, coronel Paulo Roberto Bermudes Rezende, o plano estabelece um novo patamar de integração e planejamento. “É impossível vencer os desafios atuais trabalhando de forma isolada. Defesa Civil é um sistema, não é um órgão. Coordenar é ligar as pontas e caminhar junto. Nós precisamos atuar unidos, cada um exercendo o seu protagonismo”, destacou.
Ao abordar a dimensão humana dos desastres tecnológicos, o coronel reforçou o compromisso com a preservação de vidas e exaltou a participação ativa da Associação dos Familiares de Vítimas e Atingidos pelo rompimento da Barragem Mina Córrego do Feijão (Avabrum) na construção do plano. “Nós temos uma missão em comum, que é a da não repetição. O nosso trabalho é incansável para que não haja mais óbitos, nem na mineração, nem no período chuvoso, nem em qualquer outro desastre”, pontuou.
Para o coordenador municipal de Defesa Civil de Malacacheta, Bruno Rodrigues Caldeira, o plano representa um avanço estruturante para os municípios. “Enquanto Defesa Civil Municipal, ficamos muito satisfeitos com o lançamento de mais um plano estruturante por parte do Estado. O Plano Estadual de Enfrentamento aos Desastres Tecnológicos trata de uma temática cada vez mais presente no nosso dia a dia e coloca Minas Gerais como pioneira no país”, afirmou.
O plano consolida-se como um marco institucional para Minas Gerais e para o Brasil, refletindo o protagonismo do estado diante de sua extensão territorial, dos desafios estruturais e dos impactos humanos, ambientais e materiais registrados na última década, além dos recorrentes acidentes na malha de transportes que atravessa o território mineiro.