BDMG abre inscrições para capacitação gratuita em agricultura regenerativa com foco em cultivo de grãos

Produtores rurais e profissionais da assistência técnica podem se inscrever até 03 de julho para aprender técnicas que melhoram resultados no campo

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Estão abertas as inscrições para capacitação gratuita em agricultura regenerativa com foco no cultivo de grãos e pulses, como soja, milho, sorgo, feijão e grão de bico. O curso on-line e com duração de três meses está alinhado à agenda do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), que tem como um de seus objetivos incentivar a agricultura regenerativa no estado, um modelo de produção sustentável que agrega valor e abre novos mercados para o Agronegócio mineiro.
A capacitação está em sua quarta edição e é destinada a produtores rurais e profissionais de assistência técnica da rede pública e privada de todo o estado. As inscrições podem ser realizadas neste link até 3/7. As aulas começam em julho, no formato de Ensino a Distância, e se encerram em setembro. Ao todo, serão 60 horas divididas em cinco módulos conduzidos por experientes profissionais do mercado e pesquisadores.
Segundo o presidente do BDMG, Gabriel Viégas Neto, a proposta é que os produtores possam recuperar e valorizar o solo, que é o maior ativo do setor. “O compromisso do Banco é dar condições técnicas e soluções financeiras para transformar a tomada de decisões no agronegócio. Os mineiros precisam estar alinhados às demandas globais e à realidade climática. É mais do que oferecer crédito, é dar instrumentos de capacitação a quem produz”, afirma.
Temas
Os participantes vão conhecer técnicas sustentáveis para o cultivo de soja, milho, sorgo, feijão, trigo, amendoim, grão-de-bico, arroz e girassol. A partir das orientações, os produtores poderão fazer um diagnóstico e um planejamento que lhes permitirá reduzir custos e atender as exigências do mercado internacional, que busca, cada vez mais, parceiros que produzem com responsabilidade ambiental.
Outro objetivo do curso é preparar os produtores para enfrentarem os períodos de seca e os impactos das mudanças climáticas, dando previsibilidade aos negócios. O manejo correto do solo aliado ao uso de fertilizantes naturais e insumos regionais melhoram a produtividade e o controle de pragas e doenças, além de movimentar a economia local.
A programação ainda inclui duas visitas a propriedades que aderiram à produção regenerativa de grãos para que os alunos vejam, na prática, o que aprenderam.
Essa é a quarta edição da capacitação oferecida pelo BDMG que, desde 2023, também já abordou a agricultura regenerativa em geral, a cafeicultura e a pecuária.
Crédito amplia negócios
Além de ofertar a capacitação, o BDMG disponibiliza crédito com custos diferenciados para viabilizar projetos de agricultura regenerativa em Minas Gerais. As linhas de crédito Bioinsumos e Solo Mais financiam o manejo regenerativo do solo e a implantação de unidades de produção de bioinsumos, sistemas biodigestores e de compostagem, compra de equipamentos, entre outras iniciativas.
Os financiamentos são operados via cooperativas de crédito parceiras dos sistemas Sicoob, Sicredi e Cresol.

Governo de Minas lança sistema on-line para compra de ingressos em Unidades de Conservação estaduais

Nova plataforma permitirá aquisição antecipada de entradas por meio do Portal Cidadão e do MG App, garantindo mais comodidade e segurança aos visitantes

GOV. MG

O Governo de Minas Gerais inicia, nesta segunda-feira (15/6), uma nova etapa na modernização da gestão das Unidades de Conservação estaduais com o lançamento do sistema on-line de venda de ingressos para visitação. A novidade permitirá que os visitantes adquiram entradas de forma antecipada, rápida e segura, por meio do Portal Cidadão e do aplicativo MG App.
A iniciativa é resultado de uma parceria entre a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), o Instituto Estadual de Florestas (IEF), a Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag) e a Companhia de Tecnologia da Informação do Estado de Minas Gerais (Prodemge).
Até então, a compra de ingressos para acesso às unidades era realizada exclusivamente de forma presencial, no momento da chegada ao local, com pagamento apenas em dinheiro. Com a implantação da nova plataforma, os visitantes poderão planejar melhor suas visitas e realizar pagamentos digitais via Pix, tornando a experiência mais prática e conveniente.
Nesta primeira fase, o sistema estará disponível para cinco Unidades de Conservação administradas pelo Estado: o Parque Estadual Mata do Limoeiro, o Parque Estadual Lapa Grande, o Parque Estadual do Rio Doce, o Parque Estadual do Rio Preto e o Parque Estadual Nova Baden.
O Parque Estadual Lapa Grande será a primeira unidade a operar integralmente no novo modelo. A partir desta segunda-feira, a cobrança de ingressos será realizada exclusivamente por meio da plataforma digital. Nas demais unidades contempladas, haverá um período de transição de seis meses até a completa implementação do sistema.
De acordo com a diretora de Unidades de Conservação do IEF, Maria Auxiliadora Nemésio Cotta, a iniciativa representa um avanço importante na gestão dos espaços protegidos do Estado. “Estamos muito entusiasmados com a implantação da venda de ingressos on-line, uma iniciativa que reforça o compromisso do Governo de Minas com a inovação, a modernização dos serviços públicos e a valorização do nosso patrimônio ambiental. Esse novo formato amplia o acesso da população às unidades de conservação, trazendo mais praticidade, agilidade e conforto para os visitantes, além de tornar a gestão desses espaços ainda mais eficiente, organizada e sustentável”, destaca.
Tecnologia
A Prodemge realizou a incorporação da nova funcionalidade ao MGApp, ampliando o acesso digital aos serviços ambientais do Estado.
“A solução foi viabilizada por meio da integração entre o MG App e o sistema Agenda Minas, ambos mantidos pela companhia, reforçando a capacidade da área em prover plataformas estratégicas para o atendimento digital”, destaca o diretor de Soluções Digitais de Governo da Prodemge, André Alves.
A nova funcionalidade também contempla integração com sistemas do ecossistema da Semad, permitindo a conexão direta com as bases e processos responsáveis pela gestão dos parques estaduais.
A expectativa é que a ferramenta contribua para aprimorar o atendimento ao público, facilitar o controle de acesso e fortalecer a gestão das áreas protegidas, proporcionando uma experiência mais moderna e eficiente aos visitantes.
Com a novidade, o Governo de Minas reforça o incentivo ao turismo sustentável e convida a população a conhecer e desfrutar das Unidades de Conservação estaduais com ainda mais facilidade, conforto e segurança.

Governo de Minas inaugura oito Postos de Identificação da Polícia Civil

Unidades passam a oferecer serviços de identificação civil em seis regiões do estado

Acesso mais rápido à cidadania, menos deslocamentos e serviços mais próximos da população. Com esse objetivo, o Governo de Minas inaugura, nesta segunda-feira (15/6), oito Postos de Identificação da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) em seis regiões do estado: Centro-Oeste, Jequitinhonha, Rio Doce, Sul, Norte e Central.

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As unidades passam a oferecer à população serviços de identificação civil, ampliando a rede de atendimento e facilitando a emissão da Carteira de Identidade Nacional (CIN).

Os postos foram viabilizados por meio de Acordos de Cooperação Técnica firmados entre a PCMG, Prefeituras e Câmaras Municipais, que disponibilizaram estrutura física e apoio para a instalação dos postos.

A parceria permite ampliar a oferta dos serviços de emissão da Carteira de Identidade Nacional (CIN), reduzindo deslocamentos da população e garantindo mais comodidade no acesso à documentação civil.

A expansão integra a política institucional de fortalecimento da rede de identificação civil no estado, especialmente em municípios do interior, promovendo inclusão, cidadania e eficiência na prestação dos serviços públicos.

Os novos Postos de Identificação são inaugurados nos seguintes municípios:
• Almenara (15º Departamento de Polícia Civil em Teófilo Otoni) – Praça Dr. Hélio Rocha Guimarães, 28 – Centro
• Conceição do Pará (7º Departamento de Polícia Civil em Divinópolis) – Rua Sinfrônio Leite, s/n, Centro;
• Divisa Alegre (15º Departamento de Polícia Civil em Teófilo Otoni) – Avenida Cláudio Alves Costa, 1308, Centro;
• Itapecerica (7º Departamento de Polícia Civil em Divinópolis) – Praça Alexandre Szundy, 63, Centro;
• São Sebastião do Anta (12º Departamento de Polícia Civil em Ipatinga) – Avenida José Antônio Santana, 555, Centro;
• Serro (14º Departamento de Polícia Civil em Curvelo) – Rua Flamboyant, 562, bairro São Geraldo;
• Silvianópolis (17º Departamento de Polícia Civil em Pouso Alegre) – Avenida Joaquim Mendes Magalhães, 10, Centro;
• Turvolândia (17º Departamento de Polícia Civil em Pouso Alegre) – Rua Célia do Carmo Garcia, 161, bairro Campo do Rosário.

Resultado negativo em exame toxicológico passa a ser exigido para emissão da habilitação em novos processos a partir de 20/6

Lei Federal nº 15.153/2025 exige exames para processos nas categorias A,B e AB
O Departamento Estadual de Trânsito de Minas Gerais (Detran-MG) passará a exigir a comprovação de resultado negativo em exame toxicológico para emissão da Permissão para Dirigir (PPD) nos novos processos de habilitação iniciados a partir de 20/6 de 2026.

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A exigência aplica-se aos processos de primeira habilitação e aos processos de reinício da habilitação após cassação da Permissão para Dirigir (PPD), nas categorias A, B e AB.
Os candidatos que tiverem iniciado seus processos antes de 20/6 de 2026 permanecerão submetidos às regras vigentes na data de abertura do processo, não sendo alcançados pela exigência.
A medida decorre da Lei Federal nº 15.153/2025, que alterou o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e passou a exigir a comprovação de resultado negativo em exame toxicológico também como condição para obtenção da primeira habilitação nas categorias A e B.
Conforme orientação da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), o exame toxicológico deverá ser realizado após aprovação no exame prático de direção, última etapa do processo de habilitação, considerando o prazo de validade do referido exame.
O exame toxicológico deverá ser realizado em laboratório credenciado pela Senatran e possui janela mínima de detecção de 90 dias, permitindo identificar o consumo de substâncias psicoativas previstas na regulamentação federal.
Para autorização da emissão da PPD será necessário verificar a existência de exame toxicológico válido e com resultado negativo válido no prontuário do candidato no Registro Nacional de Carteiras de Habilitação (Renach). Caso inexistente ou com resultado diferente do negativo, a PPD não poderá ser emitida até a regularização da situação.

Governo de Minas, pesquisadores e produtores lançam programa em defesa da cadeia produtiva do mel

Colmeia de Minas visa fortalecer os produtores, proteger as abelhas, gerar oportunidades econômicas e promover a sustentabilidade ambiental no estado

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Mortandade de abelhas, adulterações de produtos apícolas, falta de dados consolidados sobre o setor, necessidade de maior profissionalização e ausência de sistemas de rastreabilidade são alguns dos gargalos da cadeia produtiva do mel. Com o objetivo de enfrentá-los, foi lançado, na sede da Fundação de Amparo à pesquisa (Fapemig) o programa Colmeia de Minas, iniciativa da Federação Mineira de Apicultura (Femap), com o apoio da Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), suas vinculadas Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), Emater e Epamig, e outros parceiros como a Unimontes e o Instituto Federal de Ciência e Tecnologia (IFS-Bambuí).

A iniciativa nasceu da experiência da professora dos cursos de Agronomia e Zootecnia do Instituto Federal de Ciência e Tecnologia de Bambuí, Ana Cardoso, que, com representantes da Femap, passou a organizar, anualmente, Seminários de Apicultura e Meliponicultura da Bacia do São Francisco e também o Circuito Mineiro de Apicultura, com participação da Seapa.

“Com o tempo, fomos identificando os gargalos do setor e percebemos que os apicultores tinham dores que não estavam sendo estudadas, ou sequer percebidas por nós. Então, sentamos e esboçamos alguns eixos do programa”, observou a professora.

Na opinião dela, o programa deve mirar, principalmente, ações que possibilitem bons pastos apícolas, rastreabilidade e um selo que ateste a origem dos produtos, agregando valor e maior confiabilidade para o consumidor, seguindo os mesmos passos dados pelos produtores de Queijo Minas Artesanal.

Segundo o vice-presidente da Femap e coordenador da Câmara Técnica do Mel da Seapa, Elizeu Araújo, eles sentiram necessidade de organizar o setor, que se encontrava com problemas relacionados ao comércio, produção e qualidade da produção.

“Precisávamos ter um programa que centralizasse as ações de todas as instituições que trabalham na área. Tínhamos ações do Senar, da Seapa e do Sebrae, por exemplo, mas todas dispersas. Nossa ideia é centralizar essas atividades para que tenham mais força e efetividade”, explicou.

Segundo ele, Minas tem um enorme potencial produtivo. A ideia é promover o desenvolvimento sustentável de toda a cadeia produtiva por meio de seis eixos estratégicos: governança, inovação, qualificação produtiva, rastreabilidade, defesa sanitária, bioeconomia e valorização territorial. “Queremos desenvolver ações integradas e de longo prazo que realmente transformem o setor”, explicou.

Umas das primeiras providências práticas deve ser a Indicação Geográfica (IG) do própolis verde e a realização de um diagnóstico detalhado do setor. “Vamos sentar e ver quais projetos devem fazer parte do programa e, a partir daí, buscar parceiros como o Sebrae, o Sistema Faemg, a Codevasf e a própria Seapa”, informou Elizeu Araújo.

Políticas públicas

A assessora técnica da Diretoria de Cadeias Produtivas da Seapa, Priscila Abreu, disse que a secretaria vai ficar responsável pela formulação de políticas públicas, articulação de parcerias institucionais e captação de recursos, que também são executadas em campo por suas vinculadas – Emater-MG, Epamig e IMA.

“Atualmente, a Seapa distribui kits apícolas a agricultores familiares, compostos por garfo, luva, formão, fumigador, cera, suporte, macacão, calçado e colmeia”, detalhou.

Já o fiscal agropecuário e coordenador dos programas de sanidade de abelhas e de animais aquáticos do IMA, Eduardo Lage Palmieri, reconhece que “a cadeia produtiva está querendo se estabelecer de forma mais responsável e sustentável. E que isso é visto pelo órgão com muito bons olhos. Queremos ser mais um parceiro dos produtores”.

Ranking dos principais municípios produtores em Minas:

1° Itapecerica (460 t),
2° Bocaiúva (325 t),
3° Sabinópolis (228 t),
4° Itamarandiba (185 t),
5° Formiga (168 t)