por uberlandiahoje | jan 6, 2026 | Ponto de Vista |
Paulo Henrique Coimbra de Oliveira – Economista – SP
Com toda certeza houve uma facilitação na prisão de Maduro. Apesar dos EUA terem os melhores recursos de guerra do mundo, foi muito fácil seu sequestro. Em menos de uma hora tudo foi resolvido. Em jogo estavam 50 milhões de dólares de recompensa que certamente foram divididos entre a vice e seus principais auxiliares. Aqui no Brasil os EUA teriam que aumentar essa cotação. O valor citado aqui é mera gorjeta. No barato teria que ser acima de 1 bilhão. Acho que valeria a pena. O povo deixaria de ser iludido por esse falso pai dos pobres.
por uberlandiahoje | jan 5, 2026 | Ponto de Vista |
Diógenes Pereira da Silva – Tenente do Quadro de Oficiais da Reserva Remunerada da PMMG.
O problema não é a sociedade. É o sistema de poder que ela sustenta e que se protege com zelo absoluto.
No Brasil, quanto mais alto o cargo, maior o privilégio. Quem deveria servir é quem mais se serve. Ética, respeito e solidariedade viraram palavras decorativas. O poder não dá exemplo; dá as costas.
A desigualdade cresce, a pobreza avança, a violência se espalha. Mas o topo permanece intacto. Crises não atingem o andar de cima. Ao contrário: são administradas para preservar benefícios. O sacrifício é sempre do povo.
No Legislativo, salários elevados são apenas o começo. Somam-se carros oficiais, motoristas, diárias, auxílios e penduricalhos que afrontam o bom senso.
No Judiciário, a situação não é diferente. Supersalários, verbas indenizatórias, auxílios diversos, férias estendidas e benefícios acumulados criaram uma casta blindada da realidade do país que julga.
Enquanto isso, o trabalhador comum, o que produz, paga impostos e move a economia, arca sozinho com transporte, alimentação e deslocamento diário. Quem ganha menos paga mais. Quem ganha mais quase não gasta. O Estado cobra de quem não tem e protege quem já tem demais.
Que país é esse em que o privilégio virou regra e o dever exceção? Que justiça se pode esperar quando aqueles encarregados de legislar e julgar vivem apartados da vida real?
Não existe justiça social quando a desigualdade é institucionalizada. Não há moral pública quando o próprio Estado legaliza o privilégio. O problema nunca foi falta de recursos. Sempre foi excesso de benefícios para poucos.
Não se trata de erro, nem de excesso pontual, trata-se de escolha. Escolheu-se proteger castas e sacrificar o povo. Escolheu-se legalizar privilégios e chamar isso de normalidade. Escolheu-se blindar quem manda e esmagar quem sustenta o Estado.
Enquanto esse modelo persistir, não haverá reforma suficiente, discurso convincente ou promessa salvadora. A esperança não está adormecida: foi deliberadamente sufocada por um sistema que sobrevive da desigualdade que produz.
por uberlandiahoje | jan 4, 2026 | Ponto de Vista |
Diógenes Pereira da Silva – Tenente do Quadro de Oficiais da Reserva Remunerada da PMMG.
A PEC da Segurança Pública (PEC 18/2025) escancara a dificuldade do país em tratar a segurança como política de Estado. Adiada para 2026, em pleno ano eleitoral, corre o risco de permanecer refém do calendário político, enquanto a criminalidade avança e a sensação de insegurança se consolida nas ruas.
A proposta contém avanços relevantes, especialmente na integração entre os entes federativos e no enfrentamento ao crime organizado. Para que saia do papel, porém, exige ajustes objetivos. É indispensável definir com clareza as competências da União, dos estados e dos municípios, evitando sobreposições, disputas institucionais e ineficiência operacional.
Sem financiamento estável e transparente, qualquer reforma será inócua. Da mesma forma, a valorização e a capacitação permanente dos profissionais de segurança precisam ocupar posição central, com metas claras e avaliação de resultados.
A PEC também deve avançar na integração de bancos de dados, no uso inteligente da tecnologia e na cooperação efetiva entre as forças policiais, sempre respeitando o pacto federativo. Segurança pública não admite improviso.
A sociedade não espera discursos nem adiamentos. Espera decisões firmes, ajustes técnicos e compromisso real com a proteção da vida e da ordem pública. A PEC 18/2025 pode ser um passo decisivo se tratada com a urgência que o tema exige.
por uberlandiahoje | jan 3, 2026 | Ponto de Vista |
José C> Martelli – Advogado e professor
Estava eu para tecer comentários sobre o meu primeiro diploma universitário, que foi o de Asno, como podem ver pela impressão digital à esquerda da foto, outorgado pelo Presidente do Centro Acadêmico XI de Agosto, em 1958, quando adentrei a Faculdade de Direito do largo São Francisco em São Paulo, ocasião em que percebi, na referida foto, saiu também o letreiro que ornava a porta de um escritório de advocacia que compartilhei, com vários advogados, até o ano de 1997.
Como um assunto puxa outro, resolvi aproveitar a oportunidade para defender, com exemplos concretos, a classe dos advogados.
No sentido de denegrir essa valorosa classe, há uma piada contada a boca pequena. Diz a piada que São Pedro resolveu fazer um campeonato de futebol lá no céu. Cada time representaria uma profissão. Então formou time de médicos, um de dentistas e assim foi fazendo com as várias profissões existentes. Mas quando chegou a hora de formar o time de advogados não encontrou, lá no céu, número suficiente.
É para contrapor essa fama que relembro aqui apenas quatro que compunham aquele escritório: SETEMBRINO DE MELO, JOÃO BATISTA GIORDANO, PEDRO VISCHI E CARLOS BINELLI. As pessoas de Espírito Santo do Pinhal (SP) sabem que não preciso tecer encômios a esses cidadãos. Os seus nomes falam por si. Infelizmente os dois últimos já não estão mais entre nós.
Para finalizar aquele que simboliza todos, há o Advogado Mohandas Karamechand GANDHI, cuja história de vida é por todos conhecida.
Mas então por que a má fama os acompanha?
É simples. Todos que buscam um advogado têm uma pendência a ser resolvida. E obviamente nem sempre ela é resolvida a seu favor. E ficam mal satisfeitos.
Já os casos não litigiosos, são morosos. E a culpa da morosidade, inerente à nossa justiça, sempre recai sobre o advogado.
Vamos fazer justiça aos advogados. Como em qualquer profissão há uns poucos que não a honram. Mas são muito poucos para desonrar uma classe inteira. E basta isso, como diria meu amigo Clécio Ribeiro.
por uberlandiahoje | jan 3, 2026 | Ponto de Vista |
Gustavo Hoffay-Agente Social
Durante quase duas décadas e a pretexto de fazer um governo de caráter estritamente populista, o Partido dos Trabalhadores conseguiu a façanha de manipular milhões de pessoas e ao ponto de condiciona-las em favor de uma ideologia que prometia, literalmente, a comum participação da maioria do povo brasileiro em suas decisões governamentais e, a partir daí, obter e manter uma fidelidade e um consequente domínio sobre o pensamento e as convicções de milhões de trabalhadores e estudantes universitários, persuadindo todos eles de que somente um humilde trabalhador , no caso um ex-metalúrgico e ex-presidente de um dos mais poderosos sindicatos de todo o Brasil, teria plenas condições de persuadir , aos poucos e sempre mais, dezenas de milhões de brasileiros a subjugarem-se a uma doutrina politica que (entretanto) já dava sinais de falência em todo o mundo. Talvez comparando uma determinada massa de seus compatriotas a cães passíveis de adestramento ou a máquinas que podem ser programadas para aceitar e executar projetos de acordo com o desejo de influenciadores políticos exaustivamente instruídos, o regime político que manteve-se no poder durante os últimos anos especializou-se em domesticar eleitores e enquanto realizando uma espécie de lavagem de crânios preconizada por antigos ( e também atuais) agentes políticos. O roteiro propício e escolhido por todos os dirigentes de índole comunista, imagino, incluía fazer o povo manifestar-se absolutamente insatisfeito contra qualquer politico que viesse a contrariar aquela sua obsoleta doutrina e já em franca decadência, principalmente em alguns países europeus. Daí, penso, o constante propósito de seus sectários em disseminar a desordem, a mentira e o caos na sociedade, ante qualquer contrariedade imposta pelos seus opositores. Para eles, degradadores de instituições baseadas na fé e na união de famílias inteiras, a deformação de costumes e de históricos heróis nacionais é um meio de contaminar a juventude com ideias retrógadas e, daí, facilitar o seu domínio sobre a população menos esclarecida politicamente e ao que dá-se o nome de psicopolítica, uma estratégia ainda muito em voga em alguns outros países. A libertinagem social, o uso e mesmo a liberação de algumas drogas, filmes e telenovelas que sistematicamente abordam o ódio entre as pessoas, a criminalidade, a calúnia e mesmo o fatricídio são formas incontestes usadas para justificar meios de contrariar o povo e dessa forma, creio, atingirem objetivos que o convença a uma guinada no sistema de governo ou seja: fazer da degradação moral um meio eficaz e insidioso de deformação permanente e organizado, o que facilitaria grandemente um domínio político sobre considerável parcela da população; táticas de escravização mental e mais condizente com os atuais recursos disponibilizados, de modo a sabotar a consciência da maioria dos eleitores brasileiros, com pouca ou nenhuma instrução intelectual e política. Pessoas, essas, tidas por fantoches e por conseguinte facilmente manipuladas por grupos gananciosos, perversos e sedentos de poder. Se por um lado essas linhas suscitam a indignação em não poucos (e)leitores, de outro imagino contribuírem para esclarecer o ponto de vista de muitos a respeito da índole monstruosa, satânica mesmo, de um extremismo politico que chega às raias da praticar um persuasivo terrorismo psicológico/revolucionário. E a índole de um povo unido em torno de famílias e cristãs em sua grande maioria, obviamente não aprova sequer ser ameaçado de sedução por um aparato verbal e tecnológico de caráter persuasivo, quanto mais por agentes políticos incrustados nos três poderes. E é a eles que a parte sensata da nossa população dirige-se, impondo um sonoro grito de advertência:-“Aqui, não”!