por uberlandiahoje | fev 20, 2026 | Blog |
O Instituto Estadual de Florestas (IEF) realizará, no dia 24/2, audiência pública para apresentação e debate do projeto de concessão dos serviços de visitação do Parque Estadual do Biribiri, em Diamantina. A iniciativa integra o Programa de Concessão de Parques Estaduais (Parc), do Governo de Minas.
GOV. MG
O projeto conta com apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), responsável pela elaboração dos estudos e modelagem da concessão, e do Instituto Semeia. A audiência é aberta a todos os setores da sociedade interessados em conhecer e contribuir com a proposta.
Investimentos e melhorias previstas
A concessão prevê investimentos estimados em R$ 6,3 milhões para aprimorar a infraestrutura do parque, com foco na qualificação da experiência dos visitantes e na valorização do patrimônio natural. Entre as melhorias previstas estão: construção de centro de visitantes; implantação de estacionamentos estruturados; espaços para alimentação; área de camping; sanitários e centros de apoio.
As intervenções estarão concentradas nos dois principais atrativos do parque: as cachoeiras da Sentinela e dos Cristais.
O contrato estabelece isenção de ingresso para todos os moradores de Diamantina, em qualquer dia da semana, além de outros públicos previstos na minuta contratual. Para turistas, o valor do ingresso será limitado a R$ 15,00 até a conclusão das obras mínimas e R$ 30,00 após a finalização das intervenções.
Outros atrativos do parque, como o Poço do Estudante, Poço da Água Limpa e Caminho dos Escravos, permanecerão gratuitos para todos os visitantes.
Participação social
A audiência pública integra o processo de consulta pública, aberto desde 9/1, que permite o envio de manifestações e contribuições pela sociedade. Os interessados podem participar até o dia 10/3, por meio de formulário eletrônico disponível no site do IEF.
As contribuições poderão ser feitas oralmente ou por escrito, tanto presencialmente quanto de forma virtual, conforme regulamento disponível no site do IEF.
A audiência será realizada de forma presencial e virtual, com transmissão pelo canal Meio Ambiente Minas Gerais, no YouTube.
Regras de participação
As inscrições para manifestação oral serão realizadas por ordem de chegada, mediante apresentação de documento de identificação. Cada participante inscrito poderá se manifestar por até dois minutos, respeitando o tempo total destinado às falas.
As contribuições poderão ser feitas oralmente ou por escrito, tanto presencialmente quanto de forma virtual, conforme regulamento disponível no site do IEF.
Não será permitida a entrada com alimentos, bebidas, bandeiras, faixas, cartazes, instrumentos musicais, objetos que ofereçam risco ou armas de fogo. Também não serão admitidas manifestações fora do tempo e espaço designados.
Todos os questionamentos respondidos durante a audiência serão formalizados posteriormente em Ata a ser publicada no site do IEF.
O Programa Parc adota como premissa o envolvimento da comunidade, gestores das Unidades de Conservação, conselhos consultivos, poder público municipal, setor privado e demais interessados, fortalecendo a transparência e o diálogo na gestão dos parques estaduais de Minas Gerais.
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por uberlandiahoje | fev 20, 2026 | Blog |
Em outros reconhecimentos, companhia também compõe o ranking global Clean200™ 2026 e se mantém no S&P Global Sustainability Yearbook 2025
GOV. MG
A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig-MG) foi selecionada pela Corporate Knights como uma das “10 Corporações Mais Sustentáveis da América Latina”, figurando no ranking inédito lançado pela organização canadense em 2026. A lista, que destaca as empresas com melhor desempenho em práticas ambientais, sociais e de governança (ESG), avaliou 343 companhias latinas e utilizou a mesma metodologia empregada no prestigiado Global 100.
Diferentemente do ranking global, o estudo latino-americano não prevê vagas por setor, apenas as 10 empresas com maior pontuação consolidada integram a seleção final. O resultado reforça o avanço consistente da Cemig em iniciativas voltadas à transição energética, redução de impactos ambientais, inovação, governança e responsabilidade social.
Ranking global Clean200™ 2026
Além do reconhecimento na América Latina, a Cemig conquistou outra distinção internacional ao ser classificada na 63ª posição do Clean200™ 2026, ranking elaborado pela organização norte-americana As You Sow, em parceria com a própria Corporate Knights.
O Clean200™ lista as 200 empresas de capital aberto com maior geração de receitas provenientes de produtos e serviços alinhados à economia limpa, entre mais de 8 mil companhias analisadas mundialmente. O estudo considera indicadores ligados à energia renovável, eficiência energética, tecnologias sustentáveis, impacto ambiental e critérios sociais.
O desempenho da Cemig no ranking demonstra a relevância de sua matriz com predominância de fontes renováveis, investimentos contínuos em inovação limpa, compromisso com práticas responsáveis e alinhadas à transição energética e avanço da agenda ESG como eixo estratégico da companhia.
O superintendente de Estratégia e Sustentabilidade da Cemig, Adiéliton Galvão Freitas, avalia que as classificações internacionais reforçam a posição da Cemig como uma das empresas líderes em sustentabilidade no cenário global. “A companhia segue ampliando investimentos em energias renováveis, modernização do sistema elétrico, eficiência operacional, integridade corporativa e ações sociais estruturantes, tendo a agenda ESG como um de seus mais importantes valores”, afirma.
S&P Global Sustainability Yearbook 2025
Outro reconhecimento importante para a Cemig foi a permanência da companhia no S&P Global Sustainability Yearbook 2025, como uma das empresas melhor pontuadas em performance de ESG. O anuário é elaborado pela Standard & Poors Global Ratings, instituição especializada em gestão de ativos e na oferta de produtos e serviços relacionados a investimentos sustentáveis e que também organiza o Dow Jones Sustainability Index (DJSI), do qual a Cemig faz parte há 25 anos consecutivos.
por uberlandiahoje | fev 20, 2026 | Blog |
Iniciativa reúne 16 produtores mineiros e leva cafés premiados ao consumidor de Belo Horizonte
O Governo de Minas participou, nesta quinta-feira (19/2), do lançamento da linha especial Cafés Campeões, no Supermercado Verdemar, em Belo Horizonte. A iniciativa leva ao consumidor os melhores cafés da safra 2025, vencedores do Concurso de Qualidade dos Cafés de Minas Gerais, promovido pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG).
GOV. MG
O concurso chegou à 22ª edição, consolidando-se como importante instrumento de valorização da cafeicultura mineira e de estímulo à melhoria contínua da qualidade. Ao todo, 16 produtores mineiros, que obtiveram as melhores classificações na edição de 2025 do concurso, passaram a integrar a linha Cafés Campeões.
Os produtos já estão disponíveis para venda nas unidades do Verdemar, nas versões torrado em grãos e torrado e moído, para preparo em filtro ou espresso. A parceria com a rede de supermercados, que está no oitavo ano, visa valorizar os cafés especiais de alta qualidade produzidos por produtores mineiros, principalmente os agricultores familiares, reconhecendo o talento e a dedicação destes trabalhadores.
“Quero, primeiramente, reconhecer o trabalho de toda a equipe da Emater-MG, fundamental para que o nosso café, ao longo dos últimos 20 anos, tenha deixado de ser uma commodity para se transformar em um produto totalmente diferenciado, estando entre os melhores do mundo”, disse o governador de Minas Gerais, Romeu Zema.
Minas Gerais é o maior produtor e exportador de café do Brasil, responsável por cerca de 50% da produção nacional. Em 2025, as exportações do agronegócio mineiro atingiram novo recorde: US$ 19,8 bilhões. O café foi o carro-chefe das exportações do agro mineiro e alcançou US$ 11,4 bilhões, respondendo por 57,2% do valor total exportado do setor. O volume embarcado foi de 27,4 milhões de sacas.
Concurso
A edição de 2025 do Concurso de Qualidade dos Cafés de Minas Gerais registrou recorde de inscritos, com 1.857 amostras provenientes de 162 municípios mineiros das principais regiões cafeeiras do estado: Sul de Minas, Cerrado, Matas de Minas e Chapada de Minas. Foram mais de 10 mil xícaras provadas.
Como parte da premiação e estratégia de valorização, os cafés mais bem colocados tiveram a compra garantida pela rede de supermercados, com pagamento de até R$ 6 mil por saca, valor superior ao praticado no mercado convencional. As embalagens da linha Cafés Campeões destacam o nome do produtor, a pontuação obtida no concurso e as características sensoriais da bebida, reforçando a conexão entre quem produz e quem consome.
“Parabéns a todos os produtores que estão sendo reconhecidos e que foram classificados no concurso, mostrando que temos em Minas um produto que, talvez, nenhum outro lugar do mundo consiga produzir, nessa qualidade e quantidade”, destacou Romeu Zema.
Vencedores
Para chegar ao resultado do concurso, as amostras passaram por rigorosas análises físicas e sensoriais, conduzidas por provadores especializados, seguindo os protocolos da Specialty Coffee Association (SCA), referência internacional na avaliação de cafés especiais.
O concurso contou com duas categorias: Café Natural e Café Cereja Descascado, Despolpado ou Desmucilado. No caso do Café Natural, o grão recém-colhido pode passar ou não por um processo de lavagem e é levado para secar em terreiros ou secadores. Já o Cereja Descascado, Despolpado ou Desmucilado, passa por um processo de lavagem e, posteriormente, descascamento (ou desmucilagem) antes da secagem.
Confira a lista completa dos vencedores
O campeão foi o agricultor familiar João Pedro Emerick Ramos, de Alto Jequitibá, na Zona da Mata e da região cafeeira de Matas de Minas, que alcançou 93,2 pontos na categoria Cereja Descascado, a maior nota já registrada na história do concurso. Ele começou a plantar em 2018 e avalia que a competição foi decisiva para abrir portas no mercado.
“Fazer o café e ter um comprador é muito importante. Em 2018, eu não tinha para quem vender o café. Hoje está quase faltando café para tanto comprador. O concurso foi muito importante para a divulgação do nosso nome e da nossa propriedade”, afirmou o cafeicultor João Pedro Emerick.
O 22º Concurso de Qualidade dos Cafés de Minas Gerais foi uma realização da Emater-MG, em parceria com a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), a Universidade Federal de Lavras (Ufla), a Fundação de Apoio ao Ensino, Pesquisa e Extensão (Faepe) e o Conselho Nacional do Café (CNC), com patrocínio do Sistema Sicoob Crediminas e do Verdemar.
por uberlandiahoje | fev 20, 2026 | Blog |
GOV. MG.
Seplag orienta cidadãos que perderam ou tiveram o documento furtado. Atendimento nas UAIs deve ser agendado
Os cidadãos que perderam sua Carteira de Identidade Nacional (CIN) durante o Carnaval podem solicitar a segunda via com segurança e facilidade em Minas Gerais. A Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag-MG) disponibiliza canais digitais e atendimento presencial nas Unidades de Atendimento Integrado (UAIs).
A solicitação da nova via pode ser feita de forma prática pelo MG App, pelo Portal MG (www.mg.gov.br) ou presencialmente em uma UAI, mediante agendamento prévio feito gratuitamente nesses mesmos canais. O cidadão que perdeu, teve o documento furtado ou roubado deve ficar atento aos procedimentos específicos para cada situação.
A medida reforça o compromisso do Governo de Minas em oferecer serviços públicos acessíveis, digitais e eficientes, garantindo mais segurança e comodidade à população.
Segunda via de documentos perdidos
Nos casos de perda, é necessário solicitar a segunda via da Carteira de Identidade Nacional pelos canais oficiais. Nessa situação, há cobrança da taxa de emissão do documento.
Gratuidade em caso de furto ou roubo mediante B.O.
Quando o documento for furtado ou roubado, o cidadão deve registrar o Boletim de Ocorrência junto à Polícia Civil de Minas Gerais em até 60 dias da data do fato. A apresentação do boletim é obrigatória para assegurar o direito à gratuidade da segunda via da identidade.
Como fazer a solicitação
O serviço está disponível nos seguintes canais digitais:
MG App
Portal Cidadão MG
Ou com atendimento presencial em uma das 60 UAIs no dia e no horário marcados, apresentando a documentação necessária:
Certidão de nascimento ou casamento
Boletim de Ocorrência, nos casos de furto ou roubo
Em casos de urgência comprovada, é possível solicitar o agendamento excepcional por meio do “Fale Conosco”, disponível neste link.
Primeira via da CIN é gratuita
A primeira emissão da Carteira de Identidade Nacional é gratuita. A cobrança de taxa ocorre apenas nos casos de solicitação de segunda via que não estejam relacionados a furto ou roubo comprovados por Boletim de Ocorrência.
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por uberlandiahoje | fev 20, 2026 | Ponto de Vista |
Ana Maria Coelho Carvalho – Bióloga
É preciso escrever sobre pessoas que são gente de verdade. Pessoas que semeiam paz e luz onde estão, que enfrentam desafios com garra silenciosa, que vivem uma vida humilde -mas cheia de grandeza- e que representam um Brasil que muitos desconhecem. Registrar suas histórias, suas forças nunca celebradas, mas que, ainda assim, importam. Por isso escrevo sobre Tim.
Lucilene Atanásio dos Santos, carinhosamente chamada de Tim, nasceu em Gongogi, interior da Bahia. É a décima primeira entre 14 filhos de Elizabeth. A mãe tinha nome de rainha, mas jamais teve qualquer honraria. Os filhos nasceram todos de parto normal, no mato ou na casinha de chão batido, às vezes com parteira, às vezes sem ninguém. Três morreram ainda na infância; dois, já adultos.
Hoje, aos 44 anos, Tim é pequenina- mede 1,30 m. Robusta, de braços e pernas fortes, pele muito negra, olhos bondosos e bonitos, sobrancelhas espessas. O cabelo, sempre esticado, preso e enfeitado. Um sorriso largo, mostrando os dentes muito brancos. Mora na comunidade quilombola de Ambuba, no meio da mata, na península de Maraú, numa casa simples com paredes de barro. Os pais já faleceram. Sem água encanada, sem energia e com fogão à lenha.
Conheço Tim há muitos anos. É irmã de Djalma, pai dos meus três netos baianos. Recentemente, passou uma semana em minha fazenda e perguntei se poderia escrever sua história. Gostou da ideia. Sentada à mesinha, debaixo de um pé de baru, foi contando sua vida. Disse que a bisavó materna fora encontrada e capturada no mato. Já o avô paterno possuía terras em Ambuba; um dia partiu e deixou tudo para Antônio, seu pai. Esse distribuiu um pedaço de terra para cada filho, menos para ela (no quilombola, ninguém tem escritura, chegaram e ficaram). Quando a mãe era viva, todos comiam junto. Mãe e filha cozinhavam para 8, 10 pessoas, buscando água no rio (Tim chama de fonte). Hoje, três irmãos trabalham por lá extraindo borracha no seringal e almoçam com ela.
Acorda entre quatro e cinco horas. Varre a casa e o quintal, depois acende fogo para cozinhar feijão com carne seca, arroz e mandioca, sempre acompanhados de farinha. Alimentam-se também dos frutos da região: cacau, coco, dendê, manga, banana. Alguns da família têm os dentes da frente gastos de tanto rasparem o coco do dendê. Vai a Maraú apenas uma vez por mês fazer compras, numa canoa com motor, acompanhada por um irmão. Na volta, carregam tudo morro acima. Com uma risadinha curta e gostosa, conta que, se o alimento acaba antes do fim do mês, há o mangue para ajudar. Pescam algum peixe, caranguejo, guaiamum, siri, camarão- pitu. Não cultivam verduras, pois falta água. Passou a vida carregando lata d’água na cabeça: meia hora para descer ao rio, meia hora para subir. Conta, alegre, que a vida dela melhorou muito, pois um irmão instalou placa solar; agora ela tem água corrente para beber e cozinhar, mas continua indo ao rio para tomar banho, lavar as louças e a roupa. A energia solar chega das 18h às 20h. Nesse intervalo, assiste às novelas “Êta mundo melhor” e “Coração acelerado”, da Globo. Perguntei se entendia o enredo todo, disse que não, que gosta mesmo é das roupas dos personagens e de um casal que canta junto, aprecia as músicas. Completou que agora tem celular para enviar e receber áudios e que não usa mais candeeiro, agora pode comprar velas. Conseguiu, depois de muitos anos tentando, um auxílio do governo. Disse que, quando a mãe era viva, usavam candeeiro. E quando o óleo para acender acabava, faziam uma fogueira no meio da casa para iluminar. Está contente porque agora acende velas.
Continuando a conversa, perguntei-lhe sobre os estudos. Contou que frequentou a escolinha de Ambuba por cerca de oito anos. Caminhava quarenta minutos por uma trilha no mato até chegar. A professora, Ildete, ensinava alunos de várias idades na mesma sala. Quando aprendeu um pouco, aos 12-13 anos, passou a estudar em Maraú. Ia de barco, juntamente com outros alunos. Saia de casa às quatro e meia da madrugada e chegava à escola às sete e vinte. Viveu assim por muitos anos, parou de estudar aos 30 anos. Sempre começava e desistia. Concluiu a quinta e a sexta séries, não terminou a sétima. Perguntei se sabia ler, disse que lê e escreve um pouco. Perguntei também se sabia as quatro operações matemáticas, respondeu com um risinho maroto, que dependia da conta…Disse que os professores eram bons, explicavam bem; o problema era ela- “dava um branco na cabeça e eu esquecia tudo”. Na sequência, perguntei porque ela era assim tão pequenina. Respondeu que um médico lhe dissera que ela era “infantil”. Parece que ficou satisfeita com a resposta e nunca se preocupou com isso, nem a família, vida que segue. Talvez tenha a síndrome de Turner, condição genética que afeta apenas mulheres; ocorre quando há uma ausência total ou parcial do cromossomo X e pode causar baixa estatura e ausência de menstruação. Mas Tim não sabe disso e nem imagina o que seja um cromossomo…Perguntei se já teve namorado, se é feliz, se tem algum sonho. Rindo, respondeu que nunca teve namorado; nunca pensou nisso. “Sou só eu mesma”. É feliz sim. E já realizou o sonho de viajar, sair um pouco de Ambuba. No ano passado foi sozinha para Joinville – quase três dias de ônibus-onde ficou três meses na casa de um irmão. E agora veio para a fazenda, já conhece Uberlândia, Ilhéus, Itabuna, Serra Grande, está bom. Rimos quando lhe disse que nunca vi alguém gostar tanto de varrer casa e quintal como ela. E de lavar roupas, é impressionante.
Sem pressa de nada, Tim às vezes fica parada, quieta, parecendo meditar, sentada em algum canto ou olhando para o céu. Nunca reclama de nada, não discute com ninguém, está sempre de bom humor, limpinha e arrumada, pronta para trabalhar e ajudar. Em sua simplicidade- e no desconhecimento de tanta coisa que existe neste vasto mundo- Tim tem uma rara serenidade. É uma paz estar perto dela. Acende velas para iluminar sua casinha, mas ela mesma é luz. Não nasceu para brilhar nos palcos: pequena como uma chama, nasceu para clarear caminhos.