Gustavo Hoffay – Agente Social 
O que dizer de homens como Odelmo Leão Carneiro, baluarte e estrategista de escol na política mineira, tal e qual outros que já trabalharam por Uberlândia e seguem dispensando demagogias; avesso a programas mirabolantes, extravagancias, fórmulas mágicas e artimanhas ilusionistas enquanto ocupando cargos públicos da mais alta relevância? Nos poderes Executivo e Legislativo Odelmo sempre foi um incentivador dos setores de economia e com foco em atividades agropecuárias, de modo a deixar incompatíveis com os seus cargos quaisquer ameaças, atropelos, calotes, sustos e percalços. Em Uberlândia criou e disciplinou uma educação forte de base, favorecendo milhares de crianças e fomentando a prevenção ao uso de drogas, motivou professores com salários decentes, fez que a juventude uberlandense redescobrisse a alegria do lazer saudável, dos esportes, da política estudantil voltada para a construção de valores e ideais; exigiu e implantou um sistema de saúde mais condizente às necessidades populares, fez capacitar profissionais daquela área e de forma a irmanarem-se ao ideal de solidariedade e humanismo; diminuiu a burocracia na administração municipal (melhores e mais ágeis serviços de modo a aprimorar a esfera pública do cotidiano dos munícipes); carregou no coração a certeza de trabalhar prestando contas dos compromissos assumidos e não se aproximando dos eleitores apenas nos períodos eleitorais. Odelmo deixava sempre a impressão de mostrar-se compromissado com o ideal coletivo, menos sujeito a pressões, menos aferrado às ideias do utilitarismo monetarista e mais plural na forma de contemplar as demandas sociais, na capacidade de entender as dimensões e problemas de cada região de Uberlândia. A ordem, o respeito, a autoridade, a disciplina e o zelo pelas coisas públicas passava-nos a impressão de que sempre estiveram intrínsecos em seu modo simples de administrar. Odelmo enfrentou situações com disposição e sabedoria, jogou aberto, não tergiversou, assumiu o sentido de autoridade, fez cumprir a razão, exerceu com altanaria as suas altas funções públicas, sempre colocou o ideal da coletividade acima dos interesses personalistas de grupos e pessoas e o que, imagino, não lhe foi nada fácil em uma sociedade acentuadamente corporativista. Odelmo, o Leão, creio que não fechava posições com expectativas e demandas setorizadas, ao ponto de provocar um reducionismo no ideário social e que acabava inviabilizando políticas diversas. Nosso ex-prefeito, ex-deputado e ex-secretário da Agricultura do estado de Minas – entre outras nobres funções exercidas, fez da política uma missão e dentro da qual, não raras vezes com sacrifício, submeteu-se a passar décadas servindo ao povo. Cidadão de espírito moral elevado como a modéstia, a humildade, o senso de justiça, a fidelidade a princípios, a tolerância e a coragem de ser honesto e autêntico no ambiente político ( constantemente sujeito a pressões e contrapressões), Odelmo foi homem de palavra, coerente e com marca registrada no cartório do caráter. Ele foi o que foi. Não se agarrou ao populismo e evitou o afastamento das redes sociais; elegeu com ele a retidão como inspiração de vida; deixou-se embalar na utopia de transformação e, sobretudo, na crença de que qualquer avanço no caminho do progresso só é possível pela via da efetiva incorporação do povo no processo de controle e decisão das ações públicas. Valeu, Odelmo!