por uberlandiahoje | jan 3, 2026 | Ponto de Vista |
Tania Tavares – Professora – SP
Como há pessoas importantes e influente$ ligados ao Banco Master, o mercado dá sinais de nervosismo, pois há chances do dito ser desdito e não acontecer mais a liquidação já decretada pelo Banco Central do MASTER, o que dá o que pensar e não é coisa boa. Como estas “pessoas influente$” tem muito que perder, o mercado derrubou as ações de todo setor financeiro na Bolsa. Como diz o ditado. “No Brasil, até o passado é incerto”.
por uberlandiahoje | jan 3, 2026 | Ponto de Vista |
Paulo Henrique Coimbra de Oliveira – Economista – RJ
Quem são os verdadeiros culpados do affaire Master? Pela ordem: Daniel Vorcaro e a sua ganância; a empresa de auditoria que auditava suas contas; Banco Central pois considero impossível não ter ciência das aplicações fora da curva e já há muito tempo; bancos e empresas que faziam divulgação das referidas aplicações e ganhavam corretagem – para mim deveriam no mínimo ter que devolver as comissões; autoridades e ex-autoridades que se prestaram ao papel de serem consultores ou alugavam seus nomes bem como participavam ativamente dos rega bofes que o Master patrocinava aqui e no exterior. Se tiverem vontade de esclarecer tudo não é difícil criar um powerpoint com todos os membros da quadrilha e como agiam que. Para que não sejam somente os ingredientes de uma grande pizza. Se não virar pizza vai faltar cadeia.
por uberlandiahoje | jan 2, 2026 | Ponto de Vista |
Ivone Gomes de Assis – Editora e escritora
Sempre fui apaixonada pela tecnologia. Durante meus 15 anos de atuação no campo tecnológico, vi e ouvi coisas bizarras, com as quais eu me divertia. Por exemplo, certa ocasião, enquanto eu desenvolvia um trabalho perto de BH, uma bibliotecária já idosa, ao retornar de uma internação prolongada, causada por uma forte gripe, convocou-me a uma audiência particular, para que eu explicasse o mal causado a ela, uma vez que o médico, segundo ela, garantira-lhe que sua doença se tratava de uma contaminação por vírus, e o tal pestilento, afirmou ela, veio do computador que eu havia instalado em sua sala.
Por respeito à sua ingenuidade, “jurei” solenemente que tomaria as devidas precauções, e que resolveria o caso de imediato. Que ela me perdoasse pelo infortúnio, pois aquilo não voltaria a se repetir. Claro que não se repetiria, pois tudo era uma questão de tempo, até que ela perdesse o medo da novidade desconhecida e, assim, compreendesse o mal-entendido. Mas, por educação, bom senso e respeito, permiti que ela vivesse o processo, a fim de compreender, por si, a evolução. No amanhã, quem sabe serei eu passando por um processo similar? Tudo muda a todo instante.
Agora, da pandemia para cá, a humanidade está de namoradinha nova, e só se fala nessa musa inspiradora, a senhorita I.A. Como escreveu nosso saudoso sonetista português Luís Vaz de Camões (1524-1580), “Amor é fogo que arde sem se ver, /é ferida que dói, e não se sente; /é um contentamento descontente, / é dor que desatina sem doer. //[…] /é um andar solitário entre a gente; /é nunca contentar-se de contente; /é um cuidar que ganha em se perder. //É querer estar preso por vontade; /é servir a quem vence, o vencedor; /é ter com quem nos mata, lealdade…”.
É nessa paixão ardente que vejo agora o novo surto tecnológico, em que mídias e pesquisadores se perdem no encantamento, anunciando que a inteligência artificial é a companheira de solitários, que robôs inteligentes combatem a solidão… e outros desvarios. Se de um lado a comunidade científica procura imputar aceitação de sua brilhante criatividade, e do outro a mídia batalha para angariar público em sua audiência, havemos de pensar na “terceira margem do rio”, em que a mente humana processa as ondas em diferentes tempos e formatos. Então, o que é incrível para um, é crível para o outro, e pode ser psicose para alguns extraordinários, por isso é necessário cautela nas palavras e ética na política tecnológica.
A solidão é fruto de um vazio de si, e não se contenta com um preenchimento de I.A., ao contrário, a artificialidade remete a uma ansiedade, uma expectativa inalcançável, cuja frustração pode levar à morte. A exemplo temos Sewell Setzer, um garoto americano que se apaixonou por uma personagem virtual, chegando ao ápice da loucura, quando tirou a própria vida. A solidão de Sewell se agravou com o “alucinógeno tecnológico”, promovendo uma tragédia que poderia ter sido evitada com diálogos, terapias, companhia de amigos, brincadeiras de criança, conversas ao redor da mesa… A culpa não se aplica a A ou B, e sim, ao sistema social. Temos uma sociedade gravemente adoecida.
O poeta americano Eugene Field (1850-1895), em sua literatura infantil, convida a conversas com os brinquedos. Em 1889, escreveu: “Acredite em mim, por todos aqueles encantos antigos e cativantes. […] criei uma coleção de malucos que são ridicularizados. […] até que a Fortuna me reajuste […] por minhas histórias e minhas rimas, você ainda continuará a confiar em mim”.
Ainda, em seu poema “Os brinquedos do menino”, Eugene Field diz: “O cãozinho de madeira, coberto de poeira, /Ainda está de pé, firme e forte. //Com o azul embolorado, o coitado do soldado /Não teve a mesma sorte. /[…] na estante do quarto os guardava. /”Não se mexam até eu voltar; /[…] E na poeira, enquanto passam os anos, /Perguntam, de si para si, /Por onde andará o menino risonho /Desde o dia em que os guardou ali”.
A vida é feita de emoções, com suas duas faces da moeda.
Publicado no Jornal Diário de Uberlândia, Coluna Literato (assinada por Ivone Gomes de Assis), em 23/01/2025.
por uberlandiahoje | jan 2, 2026 | Ponto de Vista |
Ana Maria Coelho Carvalho – Bióloga
Quando se pensa nas abelhas, geralmente lembramos das ferroadas e do mel. Existe até um caso curioso, envolvendo ferroada, relatado no livro “Insetos no Folclore”, ocorrido com uma senhora que apareceu no museu da USP querendo informações sobre insetos. Ela estava aflita e amedrontada, dizendo que seu filho, já adulto, havia sido ferroado por um inseto e ela desejava saber se tal inseto era perigoso ou não. O funcionário do museu mostrou-lhe várias gavetas da coleção e quando a mulher viu os exemplares de abelhas mamangavas, disse alvoroçada:-“Foi essa, foi essa!” Perguntou se a ferroada era mortal e explicaram que era muito dolorosa e causava inchaço no local, mas se a vítima não fosse alérgica, não haveria perigo maior. Reconfortada e mais tranquila, explicou que o filho, há tempos, havia sido ferroado por uma mamangava e os colegas de trabalho garantiram, na época, que ele morreria depois de sete anos. E acrescentou: -“É nessa semana que se completa o prazo…”
Mas, além das ferroadas, as abelhas têm seu encantamento. Jataí, irapuá, mandaçaia, europa, mamangava, uruçu, jandaíra, moça-branca e várias outras, em várias cores: pretas, amarelas, azuis metálicas, verdes, listradas, lindas. Todas dignas de admiração e de respeito. Olhando para elas, dá para pensar naquela música: “quando Deus te desenhou, Ele tava namorando, na beira do mar do amor…”
No aspecto morfológico, não passam de um pequeno inseto, a maioria das espécies com menos de um centímetro. Mas complexas, com coração, aorta, cérebro, gânglios nervosos, glândula salivar. Com sofisticado sistema sensorial e neuro motor e capacidade de aprendizagem. Com olhos compostos que percebem tons que nem o olho humano consegue, como o ultra violeta. Uma flor azul, por exemplo, para elas aparece em vários tons azulados e ultra violeta. Antenas com função de tato, olfato, audição e gustação, extremamente eficientes. Por exemplo, um zangão é capaz de sentir o cheiro de uma rainha virgem a dez quilômetros de distância. Com papo de mel, onde carregam o néctar e com escopas ou corbículas, para transportar o pólen. Uma perfeição.
Além de tudo isso, possuem um incrível sentido de orientação para encontrarem o caminho de volta para o ninho. Algumas comunicam a fonte de alimento com dança e outras usam trilhas de cheiro. Também na reprodução há comportamentos fascinantes. As abelhas solitárias cavam o solo, fazem os túneis, aprovisionam as células, ovipositam e morrem antes da cria nascer, mas deixam garantido o sustento e a proteção. Nas que vivem em sociedade, os zangões morrem depois da cópula, mas para eles significa que tiveram êxito. A rainha armazena espermatozoides viáveis para toda sua vida (cerca de cinco anos), pois só copula uma vez. E as operárias são altruístas, pois deixam de ter sua própria prole para cuidar da prole da rainha.
E tem mais: as abelhas são arquitetas fantásticas. No ninho, usam cera, batume e cerume para construir as várias partes, como a entrada, os potes de alimento, o invólucro que mantêm a temperatura constante, o depósito de detritos, a galeria de drenagem da água. Uma obra caprichada. E a divisão de trabalho entre as operárias é outra perfeição. De acordo com a idade, são faxineiras, nutrizes, engenheiras, guardas, campeiras. Estas últimas morrem com cerca de 60 dias, com as mandíbulas e asas gastas de tanto ir para as flores, coletar e voltar para o ninho. Enfim, conseguem construir uma sociedade perfeita, e o homem não.
Isso tudo sem mencionar que as abelhas são os mais importantes polinizadores do planeta. Sem elas, muitas plantas não dariam frutos e a fome no mundo seria muito maior. Mas parece que o homem não se preocupa com isso, pois, entre outros danos que causa às abelhas, utiliza inseticidas que as desorientam e elas não conseguem voltar para o ninho, reduzindo drasticamente suas populações.
Enfim, onde houver flores, aí estarão também as abelhas, em uma interação abelha-planta que vem evoluindo ao longo dos anos. Estudei essa maravilhosa interação no meu doutorado, esperando contribuir para um melhor conhecimento sobre elas. E quem sabe, ajudar a preservá-las, pois só se respeita e se preserva aquilo que se conhece.
por uberlandiahoje | jan 1, 2026 | Ponto de Vista |
Autor: Rafael Moia Filho – Escritor, Acadêmico da ABLetras, Blogger, Analista Político e Graduado em Gestão Pública.
A operação Lava Jato, a prisão de Lula e a atuação de Sergio Moro na Operação Banestado foram coisas que aconteceram à revelia da lei e deixaram marcas profundas que precisam por demais serem esclarecidas e os culpados responsabilizados.
Somente agora, 21 anos depois, ficamos sabendo oficialmente que o então Juiz Moro mandava gravar autoridades com foro privilegiado contra a lei para obter vantagens futuras em chantagens obscenas e ilegais.
Este mesmo juiz que se passava como “herói” nacional, acima de quaisquer suspeitas, ao lado de promotores que cometiam crimes e sabiam da extensão destes atos criminosos.
Até desembargadores do TRF4, que era justamente o que julgava os processos enviados por Sérgio Moro, foram gravados com escutas ilegais e até gravações em orgias praticadas num hotel em Curitiba.
Muito já se falou sobre estes assuntos, mas o que causa estranheza é que o JN da Globo, os telejornais da Globonews, Bandnews, Record, Folha e Estadão tenha ficado em silêncio constrangedor por todos estes anos sem nunca investigar ou divulgar aquilo que vinha sendo falado na mídia independente a exaustão.
Também é muito estranho que em nosso país tenhamos tanta gente de direita que se arvora contra o Supremo Tribunal Federal, mas aceita hipocritamente os fatos acima descritos por um juiz corrupto, criminoso que praticava a antítese que preconizam as leis em seu tribunal de exceção em Curitiba.
Enganou muita gente, mas estas pessoas permanecem acreditando no agora senador Sergio Moro pelo Paraná, e, não estranhem se em 2026, derem seus votos a este sujeito inescrupuloso, vil e canalha novamente.
No Congresso Nacional, o silêncio dos abutres é algo surreal. Nem na Câmara ou no Senado, casas inimigas do povo brasileiro, uma só palavra foi dita contra este sujeito. Ele vem participando de todas as comissões, entrevistas com ministros e autoridades no senado como se fosse um grande jurista idôneo e que preza pela ética.
A imoralidade de tudo que aconteceu no Brasil a partir de 2013, movimentos falsos nas ruas contra aumento de passagens de transporte coletivo, golpe contra Dilma Rousseff alegando pedaladas fiscais inexistentes para um impeachment vergonhoso e golpista. Entrando na gestão do traidor e golpista Temer, andando por Curitiba no golpe de Moro e seus moleques contra Lula sem nunca ter uma única prova para condená-lo, até chegar na eleição do vagabundo das motociatas, culminando com a tentativa de golpe de estado após sua derrota nas eleições de 2022.
Este foi o caminho que teve o auxílio de Sergio Moro, que virou ministro da Justiça, sonhava ser Ministro do STF, mas foi descartado por Bolsonaro e aceito pelos eleitores indigentes, alienados e mal informados que o levaram ao Senado em 2022.