José C> Martelli – Advogado e professor
Estava eu para tecer comentários sobre o meu primeiro diploma universitário, que foi o de Asno, como podem ver pela impressão digital à esquerda da foto, outorgado pelo Presidente do Centro Acadêmico XI de Agosto, em 1958, quando adentrei a Faculdade de Direito do largo São Francisco em São Paulo, ocasião em que percebi, na referida foto, saiu também o letreiro que ornava a porta de um escritório de advocacia que compartilhei, com vários advogados, até o ano de 1997.
Como um assunto puxa outro, resolvi aproveitar a oportunidade para defender, com exemplos concretos, a classe dos advogados.
No sentido de denegrir essa valorosa classe, há uma piada contada a boca pequena. Diz a piada que São Pedro resolveu fazer um campeonato de futebol lá no céu. Cada time representaria uma profissão. Então formou time de médicos, um de dentistas e assim foi fazendo com as várias profissões existentes. Mas quando chegou a hora de formar o time de advogados não encontrou, lá no céu, número suficiente.
É para contrapor essa fama que relembro aqui apenas quatro que compunham aquele escritório: SETEMBRINO DE MELO, JOÃO BATISTA GIORDANO, PEDRO VISCHI E CARLOS BINELLI. As pessoas de Espírito Santo do Pinhal (SP) sabem que não preciso tecer encômios a esses cidadãos. Os seus nomes falam por si. Infelizmente os dois últimos já não estão mais entre nós.
Para finalizar aquele que simboliza todos, há o Advogado Mohandas Karamechand GANDHI, cuja história de vida é por todos conhecida.
Mas então por que a má fama os acompanha?
É simples. Todos que buscam um advogado têm uma pendência a ser resolvida. E obviamente nem sempre ela é resolvida a seu favor. E ficam mal satisfeitos.
Já os casos não litigiosos, são morosos. E a culpa da morosidade, inerente à nossa justiça, sempre recai sobre o advogado.
Vamos fazer justiça aos advogados. Como em qualquer profissão há uns poucos que não a honram. Mas são muito poucos para desonrar uma classe inteira. E basta isso, como diria meu amigo Clécio Ribeiro.