por uberlandiahoje | abr 1, 2026 | Ponto de Vista |
Diógenes Pereira da Silva*
Escancara-se diante de nós uma constatação incômoda: o caráter tem sido tratado como detalhe, quando deveria ser fundamento. Na política, e também na vida social, a retórica muitas vezes substitui a responsabilidade.
Escândalos se repetem, erros são relativizados e a indignação coletiva se dissolve com rapidez preocupante. Mas é no futebol, território de paixão e identidade nacional, que a incoerência recente ganhou contornos ainda mais simbólicos e revoltantes.
Indigna profundamente a condução adotada no Clube de Regatas do Flamengo com a demissão do técnico Felipe Luís. Em meio a resultados consistentes, evolução tática visível e um ambiente competitivo estável, a ruptura foi abrupta e carente de justificativas técnicas convincentes. Sob a presidência de Rodolfo Landim, a decisão soou como manifestação clara de imediatismo e vaidade administrativa, desconsiderando planejamento, continuidade e respeito ao torcedor. Romper um trabalho promissor não é simples ato de gestão; é mensagem institucional.
O clube que deveria prezar por profissionalismo, optou por alimentar a instabilidade, fragilizando sua própria estrutura. O futebol moderno exige critérios objetivos, transparência e visão de longo prazo; quando prevalecem impulsos e pressões circunstanciais, o que se perde não é apenas um técnico, mas a credibilidade do projeto esportivo.
Preocupa perceber que tais decisões são absorvidas com naturalidade excessiva. A sociedade protesta por alguns dias e logo se acomoda, como se a falta de coerência fosse parte inevitável do jogo. Política, futebol e convivência social se entrelaçam porque refletem valores comuns.
Se o caráter deixa o campo, seja ele político ou esportivo, perde-se mais que partidas ou mandatos; perde-se confiança.
Resgatar responsabilidade e firmeza moral não é exagero retórico, é necessidade urgente para preservar instituições e honrar aqueles que nelas acreditam.
*Tenente do Quadro de Oficiais da Reserva Remunerada da PMMG
O
por uberlandiahoje | mar 31, 2026 | Notícias |
Para 2026, o valor da TRLAV é de R$ 35,62 para todos os veículos, incluindo aqueles que foram isentos do IPVA
GOV. MG
O prazo-limite para pagamento da Taxa de Renovação do Licenciamento Anual de Veículo (TRLAV) de 2026, em Minas Gerais, é nesta terça-feira (31/3). Para este ano, o valor cobrado é de R$ 35,62 para todos os veículos.
O alerta da Secretaria de Estado de Fazenda (SEF) é que os veículos isentos do pagamento do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) por terem 20 anos ou mais de fabricação também precisam pagar a TRLAV.
Segundo a SEF, a arrecadação prevista é de R$ 413 milhões.
Como pagar, evitando golpes
O pagamento pode ser feito via Pix (QR Code), Documento de Arrecadação Estadual (DAE), internet banking ou diretamente nos terminais de autoatendimento ou guichês de caixa dos agentes arrecadadores autorizados (Bradesco, Sicoob, Mercantil, Caixa, Casas Lotéricas, Banco do Brasil, Mais BB, Itaú e Santander), informando o número do Renavam do veículo.
A emissão do Documento de Arrecadação da TRLAV deve ser feita, exclusivamente, no site da SEF ou por meio do aplicativo MG App.
Nos pagamentos por Pix é preciso estar atento ao beneficiado, que será sempre o Estado de Minas Gerais, CNPJ é 18.715.615/0001-60, e os bancos Itaú e Santander são os emissores de QR-Code.
Encargos para os atrasos
De acordo com a Superintendência de Arrecadação e Informações Fiscal (Saif) da Secretaria de Fazenda, as penalidades para o recolhimento em atraso da TRLAV são: multa de 0,15% ao dia até o 30º dia; multa de 9% do dia 31 até o 60° dia; e multa de 12% a partir do 61º dia.
Os juros são calculados pela Selic (Sistema Especial de Liquidação e de Custódia) é a taxa básica de juros da economia brasileira, estabelecida mensalmente pelo Banco Central do Brasil.
Além dos encargos financeiros por atraso, a falta de pagamento da TRLAV impede a liberação do Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo (CRLV), que é o documento exigido pela autoridade de trânsito.
por uberlandiahoje | mar 31, 2026 | Notícias |
Segunda edição de edital de inovação aberta da Prodemge “fecha negócio” para entregas nas áreas de segurança, trânsito e processos legados
Em edital de inovação aberta – modelo de contratação mais ágil que o tradicional – o Programa Trem lança desafios ao mercado para que proponha soluções para a melhoria de serviços e processos públicos.
Na segunda edição, a Companhia de Tecnologia da Informação de Minas Gerais (Prodemge) recebeu mais de 80 propostas inscritas, todas avaliadas em processo seletivo, que resultou em três soluções que evoluíram para contratação.
Prevenção
GOB. MG
A Getter foi selecionada com proposta para o desafio: “Como criar um assistente automatizado de análise de projetos de prevenção e combate a incêndio?”, do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG).
São objetivos agilizar a aprovação de projetos, reduzir o retrabalho e, consequentemente, melhorar a qualidade dos serviços prestados à população mineira.
A solução proposta é o Projeto Seguro – plataforma de IA baseada no Menthor.
“O sistema irá validar a integridade do projeto, identifica inconformidades e gera relatórios estruturados com recomendações de ajustes, entre outras funcionalidades”, detalha o fundador e CEO da empresa, Rufo Paganini.
Também propõe entregar padronização, redução de erros, maior clareza e aumento da eficiência institucional, tornando o processo mais previsível e digital.
Segundo Paganini, a inovação aberta é fundamental porque aproxima quem tem o problema de quem pode resolver.
“Reduz o tempo entre ideia e impacto real, permite testar soluções rapidamente, gerando valor. Não é só sobre tecnologia — é sobre entregar serviços públicos mais rápidos, eficientes e inteligentes”, avalia.
Trânsito
O segundo desafio interessa aos milhares de motoristas de MG: “Como ajudar o cidadão a encontrar o serviço desejado de forma fácil no portal de trânsito?”
A solução é da Brasfy Tecnologia, focada em modernizar a experiência do cidadão no canal on-line que possui mais de 300 serviços.
O projeto “Melhorar a Encontrabilidade e Navegação no Portal de Trânsito” inclui pesquisa inteligente em todas as páginas do portal, histórico de buscas, recomendações automáticas, sugestões de correção e exibição de serviços relacionados.
Além disso, traz chat inteligente e página detalhada de perguntas frequentes (FAQ). A expectativa é dar mais autonomia ao usuário.
“A solução com IA entrega mais segurança, padronização de navegação e redução significativa de retrabalho e chamadas ao call center”, explica o fundador e CEO da Brasfy Tecnologia, Jefferson Freitas.
Freitas destaca que a inovação aberta encurta um caminho que normalmente é longo e burocrático. “O Estado deixa de comprar ‘horas de desenvolvimento’ e passa a contratar resultados”, resume.
Continuidade
Lidar com sistemas legados – aqueles criados há mais tempo e que mantêm dados já inseridos -, é um desafio para a administração pública.
A solução oferecida pela Avia Hub propõe a Modernização progressiva de sistemas legados da Prodemge. CEO e cofundadora da empresa, Mariéli Ávila explica que a solução rompe com as abordagens tradicionais de modernização.
“Desenvolvemos uma IA capaz de mapear, compreender e atualizar sistemas legados críticos de forma autônoma. O grande diferencial é que essa tecnologia mantém 100% das regras de negócio originais, eliminando o risco de perda de processos durante a migração”.
por uberlandiahoje | mar 31, 2026 | Notícias |
Dados estão no relatório de demonstrações financeiras do banco de desenvolvimento; projeto de cápsulas de café está entre os apoiados no ano passado
Inovação e tecnologia inéditas são os diferenciais da Monodor, empresa de origem suíça que, no Brasil, tornou-se a primeira a produzir cápsulas monodoses de café com o padrão internacional da Nespresso. Localizada em Varginha, no Sul de Minas, a fábrica é um dos projetos concretizados em 2025 a partir do financiamento do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG).
GOV. MG
“Além da localização estratégica, considerando o mercado do café em Minas Gerais, encontramos no estado as melhores condições para empreender, inclusive as linhas de crédito do BDMG”, conta o CEO da Monodor, Ricardo Flores. O negócio, inaugurado em novembro de 2025, tem o potencial de transformar o setor cafeeiro nacional e exemplifica o impacto da atuação do BDMG para fortalecer o setor produtivo mineiro.
Impactos
O acesso ao crédito diferenciado do BDMG contribuiu para que a Monodor decidisse instalar sua fábrica em Minas Gerais. O CEO da empresa explica que, até então, as marcas que desejavam ter o café em cápsulas compatíveis ao modelo Nespresso precisavam importar produtos para realizar o processo ou realizar as etapas fora do país.
“A nossa tecnologia agrega até cinco vezes o preço da commodity. Entregamos uma cápsula de café com as técnicas e qualidade da Suíça”, afirma Ricardo Flores. O projeto inclui ainda um Centro de Inovação e Desenvolvimento para embalagens.
Com capacidade de fabricar até 5 milhões de cápsulas por mês, a indústria atende clientes que produzem a partir de seis sacas de café. A projeção é começar a exportar para Chile e Argentina em 2026.
Crescimento robusto
Em 2025, o BDMG financiou quase 6 mil empresas de todos os portes, segundo o relatório de administração divulgado pela instituição. As operações chegaram a quase 90% dos 853 municípios mineiros e fecharam em R$ 4,4 bilhões em créditos liberados, um recorde renovado pelo terceiro ano seguido, e que estimularam a geração de 104 mil empregos em Minas Gerais.
Com o crescimento da atuação para impulsionar empresários e prefeituras, o BDMG encerrou 2025 com um lucro líquido de R$ 185 milhões, 37% superior ao do ano anterior.
“Os resultados são robustos e demonstram que o BDMG entrega um crédito acessível que atende às necessidades dos empresários e das prefeituras. Com boa governança, ampliamos os impactos sociais catalisados pelos financiamentos, como a geração de empregos”, afirma o presidente do BDMG, Gabriel Viégas Neto.
Ainda segundo as demonstrações financeiras divulgadas pelo BDMG, os financiamentos aos micro e pequenos negócios somaram R$ 530 milhões em 2025. Já para as médias e grandes companhias foram R$ 3,5 bilhões em créditos, um avanço de 41%, incluindo o agro.
Os créditos liberados apenas para os empresários do agronegócio saltaram 70% em relação ao ano anterior, chegando a R$ 2,5 bilhões. O volume representa mais da metade de todos os financiamentos realizados.
O relatório também aponta avanços em índices que refletem a solidez financeira do banco. O saldo de carteira do BDMG fechou 2025 em R$ 9,2 bilhões, crescimento de 16%. O Patrimônio Líquido da instituição encerrou o ano no patamar de R$ 2,4 bilhões. Já o volume de captações ficou em R$ 2,3 bilhões, sendo R$ 1,4 bilhão em instrumentos locais.
“O acesso ao crédito é um dos principais motores do desenvolvimento econômico, porque permite que empresas inovem, cresçam e gerem empregos. É assim que seguimos criando oportunidades e promovendo um crescimento mais equilibrado em Minas Gerais”, explica a secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede-MG), Mila Corrêa da Costa.
por uberlandiahoje | mar 31, 2026 | Notícias |
Projetos somam mais de R$ 5,3 bilhões em investimentos e vão beneficiar transporte no Sul de Minas e cerca de 70 mil estudantes da rede estadual
O Governo de Minas realizou, nesta segunda-feira (30/3), na Bolsa de Valores (B3), em São Paulo, dois leilões de projetos estruturantes de Parcerias Público-Privadas (PPPs), com foco na melhoria da infraestrutura de transporte e da rede estadual de ensino.
GOV. MG
As iniciativas, conduzidas pela Secretaria de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias (Seinfra), em parceria com Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge), somam investimentos expressivos e visam ampliar a qualidade dos serviços prestados à população.
No leilão da concessão para a operação, manutenção e modernização das travessias aquaviárias no lago de Furnas, no Sul de Minas, a vencedora foi a Empresa de Navegação VJB Ltda, que ofertou o maior desconto na contraprestação mensal máxima a ser paga pelo Poder Concedente à concessionária, no valor de R$ 1.112.610,63, o que representa um deságio de 8%.
O secretário de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias, Pedro Bruno, reforçou que o leilão marca um passo decisivo para a modernização da mobilidade na região.
“Trata-se de uma concessão de 30 anos que, certamente, trará desafios ao longo de sua execução, mas contamos com o melhor corpo técnico da administração pública para assegurar, com rigor e responsabilidade, a entrega de resultados concretos para os mais de 300 mil mineiros diretamente impactados. Essa iniciativa tem potencial para transformar a realidade do transporte e da mobilidade no entorno do lago”, comemorou.
Com investimentos estimados em cerca de R$ 280 milhões ao longo de 30 anos, a concessão vai beneficiar 52 municípios com um transporte mais seguro, regular e eficiente.
“Esse é um projeto que começou em 2021 e chegamos aqui hoje nesse leilão bem-sucedido. É uma solução estruturante para região e a expectativa é grande para mudar a realidade”, afirmou a diretora de Infraestrutura e PPPs da Codemge, Fernanda Alen.
O sistema passará a contar, por meio da PPP, com padronização de serviços e tarifas, maior frequência, horários fixos, renovação das balsas e reforço na segurança, impulsionando o desenvolvimento regional, o escoamento da produção agrícola e o turismo.
Infraestrutura Escolar
No segundo leilão do dia, o IG4 BTG Pactual Health Infra venceu o certame que contempla a PPP para a gestão e manutenção da infraestrutura de 95 escolas da rede pública estadual, distribuídas em 34 municípios mineiros. O lote global foi vencido pela proposta de R$ R$22.350.000,00 de contraprestação, equivalente a um deságio de 14,17%.
O projeto, conduzido em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (SEE), prevê investimentos superiores a R$ 5,1 bilhões ao longo de 25 anos em serviços não pedagógicos, como manutenção predial, fornecimento de utilidades (água, energia, gás e esgoto), limpeza, jardinagem, tecnologia da informação, vigilância e controle de acesso.
Para o secretário de Estado de Educação, Rossieli Soares, esse é um projeto visionário, que vai levar mais qualidade diretamente à ponta, onde a sociedade percebe, de fato, o serviço público sendo entregue.
“Essa PPP representa uma oportunidade inovadora para a educação em Minas Gerais e pode servir como referência para que o Brasil avance ainda mais em experiências semelhantes”, frisou.
A iniciativa deve beneficiar cerca de 70 mil estudantes, ao garantir maior agilidade na resolução de demandas estruturais e na execução de melhorias nas salas de aula, bibliotecas, laboratórios, cozinhas e refeitórios, além de áreas externas como quadras, pátios e espaços de convivência.
“Esse não é mais um projeto de infraestrutura, mais um projeto de PPP, é o Governo de Minas também demonstrando que nós atuamos na infraestrutura social como uma nova fronteira de relacionamento público-privado que traz qualidade para vida de nossas crianças e adolescentes, fazendo com que a infraestrutura seja um dos elementos para melhorar a performance da educação”, afirmou Gabriel Fajardo, diretor de Concessões e Parcerias da Codemge.
A gestão pedagógica permanecerá sob responsabilidade da Secretaria de Estado de Educação, enquanto os diretores das unidades seguirão atuando na fiscalização dos serviços prestados, assegurando a integração entre a gestão educacional e a infraestrutura.
por uberlandiahoje | mar 31, 2026 | Notícias |
Estratégia busca reduzir casos da doença e ampliar a proteção da população em municípios com maior incidência
GOV, MG
O Governo de Minas amplia, a partir desta terça-feira (31/3), a vacinação contra a chikungunya em Uberlândia e Araguari, no Triângulo Mineiro. A ação tem como meta alcançar pelo menos 50% de cobertura vacinal entre pessoas de 18 a 59 anos.
As doses serão ofertadas nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e em vacimóveis posicionados em pontos estratégicos. Uberlândia receberá cerca de 30 mil doses e Araguari terá aproximadamente 19 mil. A vacina federal é desenvolvida pelo Instituto Butantan, indicada para prevenir a chikungunya, doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti.
Segundo o subsecretário em Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), Eduardo Prosdocimi, a adesão da população é essencial. “Somados ao investimento do Governo de Minas, temos apoio técnico e capacitação que fortalecem o controle vetorial. Como cerca de 80% dos focos do mosquito estão dentro das residências, é fundamental que a população se engaje na vacinação e mantenha os cuidados preventivos”, afirmou.
A coordenadora de Vigilância Epidemiológica da Superintendência Regional de Saúde (SRS) Uberlândia, Leila de Paula Caixeta, destacou os critérios da ampliação. “A escolha dos municípios segue critérios técnicos do Ministério da Saúde (MS), considerando a alta incidência de casos em 2026 e a capacidade de vigilância na região”, explicou.
Quem pode ser vacinar
A vacina é destinada a moradores de 18 a 59 anos e aplicada em dose única, com eficácia de 99%. É contraindicada para gestantes e lactantes, imunocomprometidos, pessoas em uso de imunossupressores, com duas ou mais comorbidades ou doença crônica descompensada, além de histórico de alergia a componentes da vacina.
Em caso de febre ou infecção recente por chikungunya (últimos 30 dias), a aplicação deve ser adiada. Não é recomendada a aplicação simultânea com outras vacinas. A vacinação em Minas Gerais começou em fevereiro de 2026, em Congonhas e Sabará, e foi ampliada em março para Santa Luzia.
Enfrentamento às arboviroses
O Estado investe cerca de R$ 210 milhões anuais no enfrentamento às arboviroses. Em 2025, foram aplicados R$ 23,6 milhões em ações emergenciais, R$ 35,1 milhões a consórcios intermunicipais e antecipação de R$ 47,3 milhões para reforço da equipes, exames e uso de tecnologias como drones e ovitrampas.Como resultado das ações e investimentos, houve redução de 92% dos casos confirmados de dengue em 2025 em relação a 2024.
Segundo o dirigente da SRS de Uberlândia, Luiz Eduardo Mendonça, a atuação integrada é essencial. “Trabalhamos com os municípios, na capacitação, no mapeamento de áreas de risco e na mobilização da população para combater o mosquito”, disse.
Cenário epidemiológico
A chikungunya é uma doença viral transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. O principal sintoma são dores intensas nas articulações, que podem causar limitação de movimentos e persistir por meses ou anos, além de febre alta, dor muscular, dor de cabeça, náusea, fadiga e manchas avermelhadas pelo corpo.
De janeiro a 24/3 deste ano, Minas Gerais contabilizou 5.082 casos prováveis de chikungunya, dos quais 2.950 foram confirmados. Um óbito foi confirmado e outro segue em investigação.
por uberlandiahoje | mar 31, 2026 | Notícias |
Sistema de ‘pare e siga’ será adotado no trecho entre Tupaciguara e Araporã; motoristas devem redobrar a atenção durante as obras
O Governo de Minas, por meio do Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG), iniciou, nesta segunda-feira (30/3), as obras de revitalização do pavimento da rodovia MGC-452, no trecho de cerca de 59 quilômetros entre os municípios de Tupaciguara e Araporã, no Triângulo Mineiro.
GOB. MG
Com investimento de cerca de R$80 milhões do Governo de Minas Gerais, a intervenção prevê a recuperação integral do pavimento, indo além de ações pontuais. O projeto contempla a reconstrução do asfalto, melhorias no sistema de drenagem, adequação dos acostamentos e implantação de nova sinalização em todo o segmento. A previsão é de que os trabalhos sejam concluídos até o fim deste ano.
“A revitalização da MGC-452 é uma obra estratégica para o Triângulo Mineiro e para todo o estado de Minas Gerais. Estamos investindo na recuperação completa do pavimento, com soluções que vão garantir mais durabilidade, segurança e conforto para os usuários. Trata-se de um corredor logístico essencial para o escoamento da produção e para a mobilidade regional, e nosso objetivo é entregar uma rodovia à altura da sua importância, contribuindo diretamente para o desenvolvimento econômico da região”, avalia Matheus Novais, diretor-geral do DER-MG.
Considerada um dos principais corredores logísticos da região, a MGC-452 concentra intenso fluxo de veículos leves e pesados, sendo fundamental para o escoamento da produção agroindustrial e para a mobilidade entre cidades do Triângulo Mineiro.
Atenão redobrada
Durante a execução das obras, será implantado o sistema de ‘pare e siga’ em pontos específicos da rodovia. A medida é necessária para garantir a segurança dos trabalhadores e dos usuários, mas exigirá atenção redobrada e paciência por parte dos motoristas.
A coordenadora regional do DER-MG em Uberlândia, Patrícia Metz, reforça a necessidade de os motoristas redobrem a atenção ao trafegar pela MGC-452. “Em alguns trechos, será necessário adotar o sistema de ‘pare e siga’, o que pode gerar pequenos atrasos. Por isso, pedimos compreensão e paciência aos condutores, além do respeito à sinalização e às orientações dos operadores de tráfego. Essas medidas são essenciais para garantir a segurança de todos, tanto dos usuários da rodovia quanto das equipes que estão trabalhando no local”, completa.
O DER-MG orienta que os condutores reduzam a velocidade ao se aproximarem das áreas em obras, mantenham distância segura entre veículos e respeitem rigorosamente a sinalização e as instruções dos operadores de tráfego. Pequenos atrasos poderão ocorrer, especialmente nos horários de maior fluxo.
A revitalização da MGC-452 é considerada estratégica para o desenvolvimento do Triângulo Mineiro, em razão do elevado volume de veículos pesados ligados ao agronegócio, à indústria e ao transporte de trabalhadores. Ao final das obras, a expectativa é de uma rodovia mais segura, eficiente e confortável, contribuindo para a redução de acidentes e o fortalecimento da logística regional.
por uberlandiahoje | mar 31, 2026 | Ponto de Vista |
Marília Alves Cunha Educadora e escritora
“A moeda da corrupção deixa nódoa tão negra na mão donde sai, como é negra a que imprime na mão de quem a recebe”.
(Joaquim Manuel de Macedo)
A CPMI do INSS infelizmente foi enterrada. Primeiro, por 8 ministros da Suprema Corte, entendendo que uma CPMI não pode ser prorrogada legalmente. E esquecendo-se que já foram anteriormente prorrogadas a CPMI da Covid e a CPMI das Fake News. No Brasil as coisas podem ou não podem, dependendo das circunstâncias e de quem está pedindo. Assim funciona… Apenas o Ministro Fux, que é um juiz de carreira e o Ministro relator André Mendonça, dotado de um brilhante senso de justiça, votaram pela prorrogação, entendendo a importância do assunto e o tamanho da rede que se formou para roubar velhinhos aposentados e pensionistas do INSS. Segundo, pelos parlamentares que votaram contra o Relatório produzido pelo relator Alfredo Gaspar. Assisti algumas reuniões dessa comissão e, sinceramente, foi elogiável o trabalho minucioso e sério do relator e do presidente Senador Carlos Viana.
Os que enterraram esta CPMI devem ser lembrados. Tratou-se de um escândalo clamoroso, crimes inaceitáveis que tiraram do bolso de velhinhos aposentados e pensionistas do INSS mais de 6 bilhões de reais. Há que se ressaltar também, como um poderoso meio de atrapalhar e até destruir uma investigação, a quantidade de HC concedidos a investigados e testemunhas que se viam desobrigados de falar e até de comparecer, quando chamados a depor perante a Comissão. E, o mais vergonhoso, espetáculo deprimente, a festa dos esquerdistas ao verem ao final desta CPMI, a comemoração ruidosa da corrupção, palmas ao crime, vivas ao que é errado, sujo e feio. É de se indignar profundamente, ao ver nossos parlamentares festejar a impunidade, a corrupção, o jogo sujo de interesses. Nenhum país progride com esse tipo de gente, pelo contrário, afunda cada vez mais no mundo do crime.
A CPMI do INSS apresentou bons resultados, durante seu prazo de trabalho. Talvez, por isto, a necessidade de acabar logo com o assunto. Estava, perigosamente, apresentando nomes, fatos, ocorrências, tudo devidamente comprovado, num trabalho minucioso e fértil. Aproximava-se, inclusive, de outro escândalo, o do Banco Master, que atuava no mercado de créditos, inclusive do INSS. Sem falar no Lulinha e aderentes familiares que estão seriamente comprometidos nesta baderna. Fico impressionada com o tamanho da corrupção que um governo consegue produzir. Cada vez que assume o poder o resultado não demora: escândalos e corrupção são a sua bandeira…
Rui Barbosa, o nosso mais brilhante representante, que sempre enxergou os problemas brasileiros com uma lucidez, uma consciência e inteligência de fazer inveja a qualquer um, pensava bem: “Quanto mais corrompida é a República, mais leis”. O Brasil é um manancial de leis, inventam-se leis até para o que já está legislado. E subvertem as leis ao sabor do vento, quando torna-se necessário fazê-lo para atender a interesses, no mais das vezes imorais e contra qualquer senso de nação comprometida com o direito e a verdade.
por uberlandiahoje | mar 31, 2026 | Ponto de Vista |
João Batista Domingues Filho – Cientista Político – Professor UFU/INCIS
A democracia se mostra pelo grau de desenvolvimento dos fatores de liberalização (contestação pública do governante) e inclusividade (participação do cidadão na riqueza da nação). Não existe vontade política consistente para a construção de uma democracia brasileira estruturada na sustentabilidade e no controle estratégico do capital natural. Existe dinâmica de interesse, correlação de forças e capacidade de realização de políticas ambientais. Entretanto, a conservação da biodiversidade ainda não se consolidou como eixo estruturante do modelo de desenvolvimento brasileiro. Interesse econômico e capacidade de realização permanecem, em grande medida, associados a atividades intensivas em recursos naturais. Nesse contexto, a produção econômica sustentável não constitui o núcleo organizador da estratégia de crescimento nacional.
Critérios baseados em biodiversidade e sustentabilidade para nortear os investimentos públicos precisam ser criados no Brasil, dado o padrão de pressão sobre os ecossistemas. Preservação da biodiversidade e desenvolvimento humano, atrelando os ecossistemas ao debate climático, é caminho necessário para a proteção da natureza. O financiamento da conservação da biodiversidade deve advir dos benefícios econômicos da própria exploração sustentável. Interesse econômico, mediado pelo Estado democrático, produzindo lucros para os capitalistas e conservação da biodiversidade, é possível. O Brasil dispõe de arcabouço normativo ambiental relevante — como o Sistema Nacional de Unidades de Conservação e legislações complementares —, porém enfrenta dificuldades históricas de financiamento, implementação e integração dessas normas a uma estratégia econômica de larga escala. A liberalização política e a inclusividade econômica ainda não se traduziram plenamente em acesso equitativo aos benefícios gerados pelo capital natural brasileiro.
O Brasil não tem uma política ambiental integrada e transversal ao conjunto da estratégia econômica do país, apesar de apresentar compromissos internacionais relevantes. O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) desenvolve diagnósticos sobre o potencial econômico das unidades de conservação da biodiversidade brasileira. Dados recentes do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) — autarquia federal responsável pela gestão das Unidades de Conservação federais — indicam que, em 2024, essas áreas receberam aproximadamente 25,5 milhões de visitantes, número recorde que revela demanda crescente pelo turismo de natureza. Esse fluxo evidencia que a biodiversidade, quando estruturada para uso público sustentável, constitui ativo econômico significativo, ainda subdimensionado na política nacional de desenvolvimento.
Estados Unidos, para o turismo nessas áreas, investem valores superiores por hectare na gestão de parques e reservas. No Brasil, historicamente, o valor investido é reduzido. Levantamentos comparativos indicam que o orçamento agregado de agências federais norte-americanas responsáveis por parques e áreas protegidas alcança cerca de US$ 12,5 bilhões anuais, enquanto o orçamento do ICMBio situa-se na faixa de aproximadamente US$ 64 milhões anuais. Em termos proporcionais, estima-se investimento próximo a R$ 273 por hectare protegido nos Estados Unidos, contra cerca de R$ 4,42 por hectare no Brasil. O turismo ecológico gera, nos EUA, centenas de milhares de empregos e bilhões de dólares por ano nessas áreas. Conservar a biodiversidade, além dos benefícios econômicos, depende da mobilização do governo e de todos os setores da sociedade. Depende da mudança do modelo econômico: produção e consumo. Isto é mudança estrutural.
As mudanças no Brasil ficam, muitas vezes, restritas a metas formais. Reduzir o desmatamento da Amazônia e do Cerrado é necessário, mas insuficiente. O que vivemos no Brasil paralelamente à pressão sobre a biodiversidade? Crescimento econômico, aumento da população e maior poder de compra das classes baixas. Apesar de oscilações recentes nas taxas de desmatamento e recomposição parcial do orçamento ambiental federal, persistem pressões estruturais associadas à expansão agropecuária, à mineração e à infraestrutura, indicando que o padrão de crescimento permanece intensivo no uso de recursos naturais.
Governança mundial é necessária para enfrentar a perda de biodiversidade e as mudanças climáticas. Problema global, solução coordenada. Frente às mudanças climáticas provocadas pelo homem, a governança política do planeta deve buscar transição energética progressiva, reduzindo a dependência de petróleo, gás natural e carvão. O carvão é fonte de energia mais barata do que alternativas renováveis em muitos contextos. Política energética de baixo carbono versus interesse econômico poluidor. A transição energética tornou-se imperativo estratégico internacional, mas ainda convive com fortes assimetrias entre compromissos formais e implementação efetiva. EUA, China e Índia, para arrastarem o resto do mundo, devem transitar para economias de baixas emissões de dióxido de carbono. Sem integração entre democracia, inclusão econômica e valorização estratégica do capital natural, a sustentabilidade tende a permanecer periférica no modelo de desenvolvimento brasileiro.
por uberlandiahoje | mar 30, 2026 | Notícias |
Gustavo Hoffay – Agente Social
A cada dia torna-se ainda mais perceptível o quanto uma considerável parcela do povo brasileiro está dispersa, interessa em assuntos gerais – desde artistas que surgem, passam e somem com a velocidade meteoros; a procura de emoções por meio de telenovelas e reality shows , torneios esportivos caça-níqueis promovidos por emissoras de TV e programas que tratam da violência cotidiana nos grandes centros urbanos, mas nada comum entre tantos interesses, sequer o samba e o futebol e que por muito tempo permaneceram atrelados. Creio estarmos vivendo em uma era dispersiva e onde, inclusive, em nosso país, homens e mulheres que ocupam cargos de alta relevância política, econômica e judiciária sentem o quanto vem tornando-se árduo o exercício de suas funções. O “sistema” vigente em nosso país dá sinais de estar menos operante, pois encontra-se em pânico e em compasso de espera sabe-se lá de que. Nota-se políticos volúveis deixando confusos os seus eleitores, ao trocarem de partido como troca-se camisas regularmente; num momento são de esquerda e em pouco tempo já aparecem empunhando a bandeira de um partido de direita ou mesmo assinando a ficha de filiação de um partido de cento. Ora! Somos o sintoma de algo ainda maior e que os políticos ainda não reconheceram; entretanto o povão já o descobriu; a maioria de nós – tupiniquins-faz genuíno eco ao cansaço e à frustração em termos políticos e o que provoca marolas que alcançam o poder judiciário e toda a corte suprema. Temos por aqui um “partidão” que é a mais recente forma de máscara originada, adaptada e adotada por grupos ideológicos inspirados no marxismo-leninismo e que (ainda) procura impor-se por meio de práticas políticas extremamente populistas: MST,MTST, greves, paralisações, aumento de impostos sobre grandes fortunas, influência em diretórios acadêmicos, etc,etc….. Na realidade qualquer sistema totalitário e que se passa por democrata, apregoando-se suficientemente capaz de atender aos anseios dos mais humildes aflitos e de modo leva-los ao encontro da tal “felicidade” é….falso, pois o próprio sistema sabe que é impossível satisfazer uma nação e tão somente dentro de parâmetros da justiça social e nem tanto da ciência e da economia, por exemplo. Ora, francamente! Qualquer cidadão consciente tem aspirações que podem garantir-lhe um sentido pleno de vida e sem qualquer necessidade de vender-se por migalhas que satisfaçam, temporariamente, as suas mais básicas necessidades e a ponto de tornar-se dependente das mesmas, enquanto condizente com um sistema que lhe garante uma sofrível subsistência por meio de “vales” diversos. Embora o Brasil ainda não tenha um novo modelo político a propor e considerando que a própria “direita” vem mostrando-se incapaz de ao menos traçar as suas próximas ações e definir nomes que devem tomar o timão da nave Brasil em seu trajeto rumo ao futuro, verifica-se que a maioria do povo sente a necessidade de renovar a consciência e a ordem política vigentes pois, enfim, tem aumentado a sua noção do que vem a ser justiça, a prudência, a fortaleza e a temperança em relação ao sistema que aí está. E convenhamos que de nada vale adaptar-se à consciência do povo, para uma nova e necessária reviravolta política e mudanças estruturais nos três poderes, se cada um que hoje ocupa dependências palacianas e seus anexos se esquece (?) dos valores da consciência como a retidão, a veracidade, a honestidade, a dignidade e a fidelidade ao povo brasileiro! Se não há respeito e cultivo de tais valores, certamente está fadado à ruina qualquer empenho em direção à ordem e ao progresso social. E esse pesadelo, em sua fase mais evoluída, é o que tira o sono de não poucos brasileiros realmente conscientes e que enxergam nas facilidades e comodidades fartamente distribuídas pelo atual governo, uma moeda de troca que visa claramente contrapor-se à insatisfação de milhões de nossos conterrâneos, na tentativa de comprar-lhe a sua dignidade, diante de uma política claramente totalitária e dos paraísos que ela promete. O povo de uma nação e que deseja evoluir-se sempre mais não pode, em sua caminhada, contentar-se unicamente da sua capacidade de dar o próximo passo mas, sim, visualizar com clareza e otimismo o caminho a ser percorrido. As constantes frustrações a que se vê sujeita uma grande parcela da nossa população, deve-se unicamente à fantasia exuberante e desorientada daqueles que ainda conseguem manter-se no poder, incorporados por um fanatismo que lhes é muito peculiar, cego e irracional, associado a escândalos de corrupção e temperado por ilusões e contradições. Enquanto eles fingem governar, a maioria do povo já não consegue fingir que é desgovernada.