Marilia Alves Cunha – Educadora e escritora
Quem planta tâmaras não colhe tâmaras. Isto porque um pé de tâmara leva 80 anos para dar frutos. Por que então plantar tâmaras se não vai ver o resultado? Se todos pensassem assim, ninguém comeria tâmaras.
O sr. Lula da Silva foi novamente viajar. A amada Janja não o acompanhou na viagem, foi antes, como é costume de uns tempos para cá. Motivo: tinha uma agenda oficial para cumprir. O pior é que, destas agendas oficiais, nada sobra: relatórios, filmes, discursos gravados, filmes, etc., nada que demonstre a importância da ida antecipada e justifique a gastança. Uma enorme comitiva (como sempre) acompanhou a viagem de Lula à Espanha, inclusive 15 ministros de Estado. Estes devem ter ido para passear, conhecer outras culturas nesta ótima oportunidade. Aqui no Brasil não se vê traço de seu trabalho. Uma quantidade enorme de ministérios foi criada (39) e durante estes quase 4 anos, não ouvimos falar de nada importante que tivesse sido feito para beneficiar o Brasil. Sobraram escândalos, indícios de corrupção e gastos bilionários, inclusive para presentear artistas, aqueles que vivem ajoelhados em prece e bajulação, aos pés do divino guru. Haja Cristo e haja sintomas de republiqueta.
E por falar em gastança, o TCU está averiguando os gastos da FAB nos voos de jatinhos que, vira e mexe, cortam os céus do Brasil. O tribunal identificou que, entre janeiro de 2020 e julho de 2024, 111 voos com apenas 1 passageiro foram contabilizados. Gastamos nós com isto, a quantia de 37 milhões. Verificou-se também que houve 1585 operações (o equivalente a 21% do total) com até 05 ocupantes. Gastos desnecessários, na maior parte das vezes, um desperdício de nossos recursos, coisa de monarquia de séculos passados, um abuso de privilégios num país que chora miséria. Não há dinheiro para tratamento caro de crianças com doenças raras, os professores são mal pagos, as escolas estão abandonadas, a saúde, constantemente na UTI, já cansou-se de pedir socorro. Não há dinheiro para atender a necessidades prementes do país. Há dinheiro a rodo para atender a quem interessa: políticos, ministros, amigos do rei e coisas paralelas. E no meio desta bagunça geral, Lula vai deixar uma dívida brutal para o próximo presidente, seu sucessor: 10 trilhões de reais. Há muito tempo atrás, quando se falava em dívida pública a gente se referia a milhões. Com o tempo, começamos a falar em bilhões. Lula inaugura a era dos trilhões. Estamos pagando uma das maiores cargas tributárias do mundo, o Brasil deve trilhões e não vimos nada ser feito em favor da sociedade e do Brasil. Um milagre ou uma mágica, o sumiço ou o emprego deste dinheiro?
A viagem à Espanha de nosso ilustre presidente rendeu frutos. Ele aproveitou para dar um recado aos brasileiros e avisar ao mundo: vai regular as redes sociais. Com palavras profundamente comovedoras externou-se analógico, não quer nada com o mundo digital. É um ser humano, com muito amor no coração, com muito sentimento bom para distribuir, não é um algoritmo, frio e sem alma. Bem, como as eleições estão se aproximando e, certamente, a oposição vai trabalhar insanamente nas redes sociais para expor suas ideias, Lula já deu o aviso: vai regular as mesmas, o que prejudicará sensivelmente a oposição, que usa inteligentemente e com muita criatividade o mundo digital. Podemos francamente, sem subterfúgios, dizer que vem “censura” por aí! Já vimos isto acontecer na campanha eleitoral de 2022.Os que não admitem verdades, querem calar a voz do povo. Espero estar enganada. Afinal, estamos numa democracia ou não estamos?
Dia desses li uma frase que achei interessante e plenamente acorde com nossos dias: “Quando a lei não alcança os poderosos, a república está sequestrada”. Espero, assim como esperam todos os brasileiros, que os casos do Banco Master e dos velhinhos do INSS sejam logo resolvidos e tenhamos a justiça sendo feita com vigor e verdade. O Brasil não pode sustentar crimes tão violentos contra a sociedade e o país, sem dar ao povo uma solução justa, sem que todos os envolvidos paguem o preço, não importa quem sejam, não importa que posição social ou política ocupem. Não importa que a república sofra algum abalo, somos fortes e saberemos nos reconstruir num clima de tranquilidade e esperança.