Paulo Henrique Coimbra de Oliveira – Economista – RJ

De acordo com dados do tesouro nacional e divulgados pela mídia, o judiciário brasileiro custou aos cofres públicos 181,5 bilhões (2024) ou o equivalente a 1,55 % do PIB. É o judiciário mais caro do mundo. Desse total, 80 % é para pagar magistrados e servidores que são considerados os mais bem pagos do país, ou seja, 145 bilhões. Numa rápida pesquisa nas transparências verifica-se, sem fazer muitos cálculos, que 95 % dos magistrados ultrapassam em 100 % o teto constitucional e isso representa, segundo a mesma fonte, uma oneração extra de 30 bilhões em 2024 Não seria nenhum exagero, ao invés de estarem discutindo penduricalhos proceder a um corte linear de 40 % nos vencimentos. E ainda assim estariam um pouco acima do teto constitucional. Mas, não é só no judiciário essa orgia salarial. Empresas estatais e de economia mista, legislativo e executivo estão no mesmo saco que sugam os orçamentos. Que tal começarmos o fim dessa orgia. Solução existe e é simples.. Basta querer.