TUDO PELO LIKE, NADA PELO VOTO

lEANDRO GROPPO – Strattegy Comunicação Política

Vivemos a onda das campanhas produtoras de conteúdo. Para esse tipo de comunicação, vale tudo para o político aparecer, inclusive deixar de fazer política. Não importa projeto, não precisa de mensagem, muito menos discurso. Dancinha, bastidores, inteligência que transforma o candidato em artificial, tudo cabe se der engajamento, mesmo que negativo.

No contexto em que as métricas são colocadas acima das ideias e o fetiche das ferramentas subordinam a política ao cálculo algorítmico, a meta deixa de ser a construção de confiança e a comunicação passa a ser trivial. Nela, tem vídeo pra tudo, menos para responder à principal questão do eleitor: Por que votar nesse candidato?

O político, iludido, deixar-se levar. Acha que está moderno, que o número de visualização é o mesmo que eleitores e que as curtidas significam votos. Na prática, se torna mero figurante em sua própria campanha. O protagonista passa a ser o algoritmo e quem o defende a qualquer custo: aquele que prometeu transformar tudo em “hype”.

A campanha eleitoral deixa de ser comunicação política e se transforma em produção de conteúdo, pura e simples. Onde seguidor e engajamento são apresentados como se fossem o objetivo final do candidato, agora transformado em influencer. Acontece que é enorme a distância entre gostar de um vídeo e apertar o botão na urna. Mas isso não é mostrado nas belas apresentações de Power Point.

Sim, as redes sociais transformaram a sociedade e, consequentemente, a política. Usá-las, portanto, não é problema. Pelo contrário. O X da questão é a inversão da lógica, ao serem utilizadas como ponto principal e não como ferramenta. Quando a forma devora o conteúdo, o que se tem não é marketing. E enquanto o candidato tiktoker se preocupa com a próxima postagem, na maioria das vezes usando o velho atalho da polêmica, seu adversário faz política, construindo causas e ativando comunidades, não audiências.

O vale tudo pelo like não leva em consideração posicionamento, imagem, muito menos os marcos significativos da disputa, afinal, não viralizam. E quando o resultado aparece, todas as desculpas e culpados são evocados para a falta de votos: da inquebrável polarização até o eleitor que não soube entender o recado do político, um meme ambulante. E enquanto este se ressente pela derrota, o produtor de conteúdo já levou o lucro de mais um “job” usado como laboratório de explosão nas redes e fiasco nas urnas.

A solução? Fazer o que os outros não tem feito: colocar a comunicação a serviço da política e comunicar o simples de forma autêntica, com vínculo e emoção que só são gerados quando há credibilidade. Campanha competitiva é trabalho árduo de pesquisa, planejamento e estratégia. Todo o resto é espuma para vender solução mágica. Cara no início e mais ainda no final.

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O aviltante uso das emendas parlamentares!

Autor: Rafael Moia Filho – Escritor, Acadêmico da ABLetras, Blogger, Analista Político e Graduado em Gestão Pública.

Desconheço que em algum país do planeta exista o confisco pelos deputados e senadores da república de mais de 50% dos valores que constam no orçamento da nação para uso eleitoreiro.
Cabe ao poder executivo a preparação, planejamento e a consecução do orçamento federal, destinando aos estados e municípios recursos mediante projetos e demandas previamente analisadas pelos ministérios competentes.
O poder legislativo tem como missão legislar e fiscalizar os recursos que são colocados no orçamento e destinados a nação, jamais deveriam tomar dinheiro público como se estes recursos fossem extensão de suas campanhas eleitoreiras rasas e sob suspeita para envio aos seus apaniguados.
De acordo com a Constituição, a emenda parlamentar é o instrumento que o Congresso Nacional possui para participar da elaboração do orçamento anual. Em outras palavras é a oportunidade que os Deputados têm de acrescentarem novas programações orçamentárias com o objetivo de atender às demandas das comunidades que representam.
Ou seja, é por meio das emendas que Deputados Federais podem influenciar no que o dinheiro público será gasto.
No Brasil, quem elabora o orçamento (ou seja, o documento que define quanto dinheiro o governo pretende arrecadar e gastar durante o ano) é o poder Executivo (Presidente, Governadores e Prefeitos).
Por isso, a participação direta dos parlamentares nessas decisões é feita por meio das emendas.
Nos últimos tempos essas emendas viraram um verdadeiro balcão de negociatas e cunho eleitoreiro dos mais rasteiros. A maior parte dos recursos são destinados aos currais eleitorais dos parlamentares e não para atender prioridades das 5.570 cidades do Brasil.
Um modelo que poderia ser seguido seria o Município entregar cada projeto diretamente na Secretaria Estadual correspondente em seu Estado. Após análise criteriosa e verificação de liberação orçamentária essa seria então aprovada para que o pedido fosse licitado. No caso de obras, poderia seguir como obra do Estado em parceria com a cidade ou ainda no modelo das Parceria Público Privado – (PPP).
Aqueles projetos cujo Estado não tiver recursos suficientes seriam então enviadas para os Ministérios correspondentes. Lá seriam analisados tecnicamente e os recursos viabilizados da mesma forma que na esfera estadual, podendo o projeto ser realizado pelo Governo Federal ou liberada a verba para o Estadual e ou ainda fazer através de PPP.
Os recursos existem e sempre estiveram no governo federal, porém, sendo manipulados por políticos nefastos, corruptos que desviam a finalidade e fazem com que bilhões se percam ao longo dos anos.
Para que essa situação seja alterada, é necessário, digo, imprescindível que os eleitores votem com consciência e afastem do poder aqueles que cometem esse tipo de artimanha na atual legislatura. Não reeleger políticos corruptos é o passo fundamental para podermos ter um Congresso Nacional, forte, voltado para as coisas republicanas.

Vorcaro na Magnitisky

Paulo Henrique Coimbra de Oliveira – Economista – RJ

O Globo noticiou hoje que o Banco Master enfrenta problemas nos EUA. Por pragmatismo penso que a aplicação da lei Magnitisky em Vorcaro seria uma medida pragmática. Proibido de ir aos EUA onde poderia tumultuar o processo. Então o confisco dos bens do banco e do seu controlador seria a esperança de recuperar parte do rombo causado. E o motivo estaria bem justificado. O Brasil para ajustar esse escândalo financeiro teria que usar recursos do Tesouro desviando verbas de programas sociais que em última instância poderia matar pessoas que necessitem de programas de saúde. Isto é genocídio. Simples assim.

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TCU x Master

Tania Tavares – Professora – RS

Como há pessoas importantes e influente$ ligados ao Banco Master, o mercado dá sinais de nervosismo, pois há chances do dito ser desdito e não acontecer mais a liquidação já decretada pelo Banco Central do MASTER, o que dá o que pensar e não é coisa boa. Como estas “pessoas influente$” tem muito que perder, o mercado derrubou as ações de todo setor financeiro na Bolsa. Como diz o ditado. “No Brasil, até o passado é incerto”.

ALCOOLATRA, SIM!

Sempre que eu era convidado a proferir palestras sobre o tema “Dependência Química” , durante um período que dediquei-me quase que integralmente à prevenção ao uso de drogas e reabilitação de drogados. em Uberlândia(MG), fosse pelo grupo que constituí ou enquanto na Gerencia-Geral da Fundação Giuseppina Saitta e posteriormente como diretor da Fundação Frei Antonino Puglisi e do Conselho Municipal Antidrogas, era costume eu dizer para centenas de jovens que para compreender a liberdade seria preciso sofrer a escravidão da mente, a reclusão que o ser humano impõe a si mesmo e a partir da sua doentia sujeição a alguma substância química alteradora do humor. Quem passou pela trágica experiencia de ser prisioneiro de uma doentia subordinação em relação a alguma droga e inclusive o álcool e depois reabilitou-se de maneira nobre e eficaz, conquistou a almejada independência em relação àquelas drogas e partiu em direção a uma vida em plenitude, certamente lembra-se quais foram os seus sentimentos quando respirou, finalmente, as primeiras baforadas de ar livre e como uma brisa de liberdade fez reviver o seu espírito antes doentio…., deprimido! Que alegria causou-lhe a volta ao seio familiar, o passeio por uma praça, o sabor autentico de um hamburguer ou de um sorvete, um grupo de crianças brincando nas ruas ou em parques públicos….tudo lhe foi caro, deleitável, rico de significados e (melhor) sem nenhuma necessidade de estar sob os efeitos de alguma substância tóxica. Um dia na vida de um dependente químico gloriosamente reabilitado, é infinitamente superior a qualquer recompensa imediata sentida por ele mesmo a partir do uso de alguma droga e durante todo o tempo em que permaneceu envolvido pelos poderes alucinantes de tais substâncias psicoativas e que cerceavam a sua vida. Lembro-me com detalhes de tudo o que eu mesmo experimentei quando conclui um tratamento que fez eu reaver a minha saúde, a minha alegria, a minha racionalidade a partir de uma doentia sujeição física e psicológica em relação ao álcool e o que pausou indefinidamente a minha dependência em relação àquela substância. Confesso que foi como se a liberdade dilatasse o meu peito e até que um dia, a passeio pelo centro de Uberlândia e na companhia da minha esposa Eliane parei, incapaz de dar um passo a mais pois tomado de vertigem pelo extraordinário sentimento de liberdade. Foi sim, um sentimento de bem-aventurança, êxtase e que não me recordo de ter experimentado em qualquer outro momento da minha vida. Já ouvi pessoas, ao final de algumas das minhas dezenas de palestras em Uberlândia e região, acusarem-me de faltar de modéstia porque, a quanto diziam, deixava-me exaltar quando exprimia-lhes o quanto sofri enquanto prisioneiro do álcool e o quanto, a duras penas, consegui superar meus defeitos e fraquezas durante o tratamento a que me submeti de maneira espontânea. Então lembrava-me das palavras do meu grande amigo Frei Antonino Puglisi:-“Se é licito gloriar-se, glorie-se tão somente da Cruz e do sofrimento”. …O período de exatos 270 dias a que estive submetido a um intenso tratamento pela reabilitação a partir da minha dependência pelas bebidas alcoólicas (entre os meses de julho de 1.996 e abril de 1.997), foi a minha cruz e o meu garbo. E alguns outros iguais a mim, naquela mesma comunidade terapêutica e naquela mesma época, infelizmente pareciam ter vergonha da sua cruz! Quanto a mim, sou e serei sempre ufano da minha e jamais deixarei de glorificar a Deus por todas as provações que Ele colocou em minha caminhada ao longo de todo aquele período. Hoje, reabilitado e passados vinte e oito anos desde então, mesmo entorpecido pelo mundo e escravo das suas exigências diárias, posso dizer que superei o medo que ele antes me causava; tornei-me realmente livre, criativo e supero obstáculos e barricadas que antes impediam-me de seguir em frente. E muito humildemente, da maneira de milhões de outros alcoólatras reabilitados em todo o mundo, continuo na tarefa de despertar as forças vitais de muitos que deixaram-se seduzir pelos poderes do álcool , de maneira a auxilia-los a lidar com aquela doença, a supera-la e tomarem dignamente a vida em suas mãos. E isso é um dever pessoal. Não tenho o direito de estender a mão àqueles que estão a sucumbir ? A outros que dizem ser as minhas palestras algo sensacionalista, digo-lhes que eu fazia o que devia e se insistirem em continuar julgando-as como tal, respondo que elas estão presas em sua sobriedade, enquanto outros estão livres em sua sagaz operosidade por despertarem muitos que buscam libertar-se das algemas que lhe foram impostas pelo álcool. E aí nada há de sensacional nem estranho. Tudo isso é perfeitamente natural a quem alcança a sobriedade do corpo, da mente e do espírito. Digo, repito e tri-pito: sou um alcoólatra assumido e reabilitado para uma vida plena e feliz junto à minha família e aos meus verdadeiros amigos, primeiramente graças a mim……! E lá se vão quase quarenta anos de sobriedade sem, no entanto, jamais censurar quem saiba beber de maneira a reconhecer os seus próprios limites.

Gustavo Hoffay
Agente Social

Maduro sifu

Paulo Henrique Coimbra de Oliveira – Economista – SP

Com toda certeza houve uma facilitação na prisão de Maduro. Apesar dos EUA terem os melhores recursos de guerra do mundo, foi muito fácil seu sequestro. Em menos de uma hora tudo foi resolvido. Em jogo estavam 50 milhões de dólares de recompensa que certamente foram divididos entre a vice e seus principais auxiliares. Aqui no Brasil os EUA teriam que aumentar essa cotação. O valor citado aqui é mera gorjeta. No barato teria que ser acima de 1 bilhão. Acho que valeria a pena. O povo deixaria de ser iludido por esse falso pai dos pobres.