por uberlandiahoje | jan 5, 2026 | Ponto de Vista |
Diógenes Pereira da Silva – Tenente do Quadro de Oficiais da Reserva Remunerada da PMMG.
O problema não é a sociedade. É o sistema de poder que ela sustenta e que se protege com zelo absoluto.
No Brasil, quanto mais alto o cargo, maior o privilégio. Quem deveria servir é quem mais se serve. Ética, respeito e solidariedade viraram palavras decorativas. O poder não dá exemplo; dá as costas.
A desigualdade cresce, a pobreza avança, a violência se espalha. Mas o topo permanece intacto. Crises não atingem o andar de cima. Ao contrário: são administradas para preservar benefícios. O sacrifício é sempre do povo.
No Legislativo, salários elevados são apenas o começo. Somam-se carros oficiais, motoristas, diárias, auxílios e penduricalhos que afrontam o bom senso.
No Judiciário, a situação não é diferente. Supersalários, verbas indenizatórias, auxílios diversos, férias estendidas e benefícios acumulados criaram uma casta blindada da realidade do país que julga.
Enquanto isso, o trabalhador comum, o que produz, paga impostos e move a economia, arca sozinho com transporte, alimentação e deslocamento diário. Quem ganha menos paga mais. Quem ganha mais quase não gasta. O Estado cobra de quem não tem e protege quem já tem demais.
Que país é esse em que o privilégio virou regra e o dever exceção? Que justiça se pode esperar quando aqueles encarregados de legislar e julgar vivem apartados da vida real?
Não existe justiça social quando a desigualdade é institucionalizada. Não há moral pública quando o próprio Estado legaliza o privilégio. O problema nunca foi falta de recursos. Sempre foi excesso de benefícios para poucos.
Não se trata de erro, nem de excesso pontual, trata-se de escolha. Escolheu-se proteger castas e sacrificar o povo. Escolheu-se legalizar privilégios e chamar isso de normalidade. Escolheu-se blindar quem manda e esmagar quem sustenta o Estado.
Enquanto esse modelo persistir, não haverá reforma suficiente, discurso convincente ou promessa salvadora. A esperança não está adormecida: foi deliberadamente sufocada por um sistema que sobrevive da desigualdade que produz.
por uberlandiahoje | jan 4, 2026 | Ponto de Vista |
Diógenes Pereira da Silva – Tenente do Quadro de Oficiais da Reserva Remunerada da PMMG.
A PEC da Segurança Pública (PEC 18/2025) escancara a dificuldade do país em tratar a segurança como política de Estado. Adiada para 2026, em pleno ano eleitoral, corre o risco de permanecer refém do calendário político, enquanto a criminalidade avança e a sensação de insegurança se consolida nas ruas.
A proposta contém avanços relevantes, especialmente na integração entre os entes federativos e no enfrentamento ao crime organizado. Para que saia do papel, porém, exige ajustes objetivos. É indispensável definir com clareza as competências da União, dos estados e dos municípios, evitando sobreposições, disputas institucionais e ineficiência operacional.
Sem financiamento estável e transparente, qualquer reforma será inócua. Da mesma forma, a valorização e a capacitação permanente dos profissionais de segurança precisam ocupar posição central, com metas claras e avaliação de resultados.
A PEC também deve avançar na integração de bancos de dados, no uso inteligente da tecnologia e na cooperação efetiva entre as forças policiais, sempre respeitando o pacto federativo. Segurança pública não admite improviso.
A sociedade não espera discursos nem adiamentos. Espera decisões firmes, ajustes técnicos e compromisso real com a proteção da vida e da ordem pública. A PEC 18/2025 pode ser um passo decisivo se tratada com a urgência que o tema exige.
por uberlandiahoje | jan 3, 2026 | Ponto de Vista |
José C> Martelli – Advogado e professor
Estava eu para tecer comentários sobre o meu primeiro diploma universitário, que foi o de Asno, como podem ver pela impressão digital à esquerda da foto, outorgado pelo Presidente do Centro Acadêmico XI de Agosto, em 1958, quando adentrei a Faculdade de Direito do largo São Francisco em São Paulo, ocasião em que percebi, na referida foto, saiu também o letreiro que ornava a porta de um escritório de advocacia que compartilhei, com vários advogados, até o ano de 1997.
Como um assunto puxa outro, resolvi aproveitar a oportunidade para defender, com exemplos concretos, a classe dos advogados.
No sentido de denegrir essa valorosa classe, há uma piada contada a boca pequena. Diz a piada que São Pedro resolveu fazer um campeonato de futebol lá no céu. Cada time representaria uma profissão. Então formou time de médicos, um de dentistas e assim foi fazendo com as várias profissões existentes. Mas quando chegou a hora de formar o time de advogados não encontrou, lá no céu, número suficiente.
É para contrapor essa fama que relembro aqui apenas quatro que compunham aquele escritório: SETEMBRINO DE MELO, JOÃO BATISTA GIORDANO, PEDRO VISCHI E CARLOS BINELLI. As pessoas de Espírito Santo do Pinhal (SP) sabem que não preciso tecer encômios a esses cidadãos. Os seus nomes falam por si. Infelizmente os dois últimos já não estão mais entre nós.
Para finalizar aquele que simboliza todos, há o Advogado Mohandas Karamechand GANDHI, cuja história de vida é por todos conhecida.
Mas então por que a má fama os acompanha?
É simples. Todos que buscam um advogado têm uma pendência a ser resolvida. E obviamente nem sempre ela é resolvida a seu favor. E ficam mal satisfeitos.
Já os casos não litigiosos, são morosos. E a culpa da morosidade, inerente à nossa justiça, sempre recai sobre o advogado.
Vamos fazer justiça aos advogados. Como em qualquer profissão há uns poucos que não a honram. Mas são muito poucos para desonrar uma classe inteira. E basta isso, como diria meu amigo Clécio Ribeiro.
por uberlandiahoje | jan 3, 2026 | Ponto de Vista |
Gustavo Hoffay-Agente Social
Durante quase duas décadas e a pretexto de fazer um governo de caráter estritamente populista, o Partido dos Trabalhadores conseguiu a façanha de manipular milhões de pessoas e ao ponto de condiciona-las em favor de uma ideologia que prometia, literalmente, a comum participação da maioria do povo brasileiro em suas decisões governamentais e, a partir daí, obter e manter uma fidelidade e um consequente domínio sobre o pensamento e as convicções de milhões de trabalhadores e estudantes universitários, persuadindo todos eles de que somente um humilde trabalhador , no caso um ex-metalúrgico e ex-presidente de um dos mais poderosos sindicatos de todo o Brasil, teria plenas condições de persuadir , aos poucos e sempre mais, dezenas de milhões de brasileiros a subjugarem-se a uma doutrina politica que (entretanto) já dava sinais de falência em todo o mundo. Talvez comparando uma determinada massa de seus compatriotas a cães passíveis de adestramento ou a máquinas que podem ser programadas para aceitar e executar projetos de acordo com o desejo de influenciadores políticos exaustivamente instruídos, o regime político que manteve-se no poder durante os últimos anos especializou-se em domesticar eleitores e enquanto realizando uma espécie de lavagem de crânios preconizada por antigos ( e também atuais) agentes políticos. O roteiro propício e escolhido por todos os dirigentes de índole comunista, imagino, incluía fazer o povo manifestar-se absolutamente insatisfeito contra qualquer politico que viesse a contrariar aquela sua obsoleta doutrina e já em franca decadência, principalmente em alguns países europeus. Daí, penso, o constante propósito de seus sectários em disseminar a desordem, a mentira e o caos na sociedade, ante qualquer contrariedade imposta pelos seus opositores. Para eles, degradadores de instituições baseadas na fé e na união de famílias inteiras, a deformação de costumes e de históricos heróis nacionais é um meio de contaminar a juventude com ideias retrógadas e, daí, facilitar o seu domínio sobre a população menos esclarecida politicamente e ao que dá-se o nome de psicopolítica, uma estratégia ainda muito em voga em alguns outros países. A libertinagem social, o uso e mesmo a liberação de algumas drogas, filmes e telenovelas que sistematicamente abordam o ódio entre as pessoas, a criminalidade, a calúnia e mesmo o fatricídio são formas incontestes usadas para justificar meios de contrariar o povo e dessa forma, creio, atingirem objetivos que o convença a uma guinada no sistema de governo ou seja: fazer da degradação moral um meio eficaz e insidioso de deformação permanente e organizado, o que facilitaria grandemente um domínio político sobre considerável parcela da população; táticas de escravização mental e mais condizente com os atuais recursos disponibilizados, de modo a sabotar a consciência da maioria dos eleitores brasileiros, com pouca ou nenhuma instrução intelectual e política. Pessoas, essas, tidas por fantoches e por conseguinte facilmente manipuladas por grupos gananciosos, perversos e sedentos de poder. Se por um lado essas linhas suscitam a indignação em não poucos (e)leitores, de outro imagino contribuírem para esclarecer o ponto de vista de muitos a respeito da índole monstruosa, satânica mesmo, de um extremismo politico que chega às raias da praticar um persuasivo terrorismo psicológico/revolucionário. E a índole de um povo unido em torno de famílias e cristãs em sua grande maioria, obviamente não aprova sequer ser ameaçado de sedução por um aparato verbal e tecnológico de caráter persuasivo, quanto mais por agentes políticos incrustados nos três poderes. E é a eles que a parte sensata da nossa população dirige-se, impondo um sonoro grito de advertência:-“Aqui, não”!
por uberlandiahoje | jan 3, 2026 | Ponto de Vista |
Tania Tavares – Professora – SP
Como há pessoas importantes e influente$ ligados ao Banco Master, o mercado dá sinais de nervosismo, pois há chances do dito ser desdito e não acontecer mais a liquidação já decretada pelo Banco Central do MASTER, o que dá o que pensar e não é coisa boa. Como estas “pessoas influente$” tem muito que perder, o mercado derrubou as ações de todo setor financeiro na Bolsa. Como diz o ditado. “No Brasil, até o passado é incerto”.
por uberlandiahoje | jan 3, 2026 | Ponto de Vista |
Paulo Henrique Coimbra de Oliveira – Economista – RJ
Quem são os verdadeiros culpados do affaire Master? Pela ordem: Daniel Vorcaro e a sua ganância; a empresa de auditoria que auditava suas contas; Banco Central pois considero impossível não ter ciência das aplicações fora da curva e já há muito tempo; bancos e empresas que faziam divulgação das referidas aplicações e ganhavam corretagem – para mim deveriam no mínimo ter que devolver as comissões; autoridades e ex-autoridades que se prestaram ao papel de serem consultores ou alugavam seus nomes bem como participavam ativamente dos rega bofes que o Master patrocinava aqui e no exterior. Se tiverem vontade de esclarecer tudo não é difícil criar um powerpoint com todos os membros da quadrilha e como agiam que. Para que não sejam somente os ingredientes de uma grande pizza. Se não virar pizza vai faltar cadeia.