por uberlandiahoje | fev 21, 2026 | Blog |
Unidades de Conservação funcionam como laboratórios naturais, ampliam o conhecimento científico e subsidiam decisões estratégicas para a proteção dos biomas mineiros
GOV. MG
As Unidades de Conservação estaduais vêm se consolidando como espaços estratégicos para a produção científica e o avanço do conhecimento sobre a biodiversidade em Minas Gerais. Nos últimos dois anos, quase 170 novas pesquisas foram autorizadas em parques e reservas, contribuindo diretamente para a gestão ambiental e a preservação dos ecossistemas.
Entre 2024 e 2025, o número de estudos apresentou crescimento significativo: foram 69 autorizações em 2024 e 97 em 2025. Atualmente, há cerca de 335 pesquisas em andamento, considerando novas autorizações e renovações anuais, já que cada permissão tem validade de um ano.
Os estudos abrangem áreas como botânica, ecologia, zoologia e geociências, incluindo espeleologia, geoarqueologia e geologia. Entre os grupos mais pesquisados estão plantas, insetos, anfíbios, aves e mamíferos de médio e grande porte, evidenciando a diversidade biológica investigada nas áreas protegidas.
Para a diretora de Unidades de Conservação do Instituto Estadual de Florestas (IEF), Letícia Horta Vilas Boas, os parques funcionam como laboratórios naturais. “Os dados gerados pelas pesquisas subsidiam políticas públicas e contribuem para uma gestão mais qualificada da conservação da biodiversidade”, disse.
O pesquisador Marcos Magalhães, do Instituto Federal do Sul de Minas Gerais (IFSuldeMinas), ressalta que as Unidades de Conservação são fundamentais para identificar espécies, avaliar riscos de extinção e orientar ações de proteção. “A pesquisa científica fortalece a organização e a tomada de decisões na gestão ambiental”, destaca.
Pesquisa aplicada à conservação
Além de ampliar o conhecimento científico, os estudos têm impacto direto na conservação da fauna e flora. Entre os resultados recentes estão a identificação de duas novas espécies de pequenos sapos do gênero Crossodactylodes: uma no Parque Estadual do Pico do Itambé e outra no Parque Estadual da Serra Negra. Esses anfíbios, menores que uma unha, vivem exclusivamente em bromélias, o que os torna raros e vulneráveis.
Mais recentemente, uma nova espécie de libélula foi descoberta no Parque Estadual do Pico do Itambé. O inseto é associado a ambientes de água limpa e bem preservados, como riachos e cachoeiras, reforçando a importância da conservação desses ecossistemas.
Pesquisas de longo prazo também geram resultados relevantes. No Parque Estadual da Serra do Brigadeiro, o monitoramento do muriqui-do-norte subsidia estratégias de conservação da espécie. Já no Parque Estadual do Rio Doce, estudos sobre onças-pintadas e onças-pardas ajudam a compreender padrões de deslocamento e ameaças enfrentadas por esses felinos.
A pesquisadora Mellis Layra Soares Rippel, do Programa de Pós-Graduação em Entomologia da Universidade Federal de Viçosa (UFV), destaca que as Unidades de Conservação oferecem condições únicas para estudos em ambientes preservados, permitindo compreender processos ecológicos e a dinâmica das espécies.
por Ivan Santos | fev 21, 2026 | Blog |
Minas Gerais aposta em tecnologia para ampliar monitoramento, transparência de dados e controle das emissões atmosféricas
O Governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), com apoio logístico da Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam), publicou edital de licitação para contratação de uma solução tecnológica avançada voltada à gestão integrada da qualidade do ar e das emissões atmosféricas no estado.
GOV MG
A iniciativa posiciona Minas Gerais como referência no Brasil ao estruturar a contratação de uma plataforma moderna e especializada para subsidiar ações estratégicas na área ambiental. A proposta busca fortalecer atividades técnicas relacionadas ao monitoramento atmosférico, ampliando a capacidade de análise e tomada de decisão baseada em dados.
O objeto do certame prevê a contratação da subscrição de licença de software de gestão de dados de monitoramento ambiental com aplicação web. A solução contempla módulos considerados essenciais para o fortalecimento da política pública de qualidade do ar no estado, permitindo integrar informações de monitoramento atmosférico, inventários de fontes e emissões, variáveis meteorológicas, além de ferramentas de modelagem e simulação de dispersão atmosférica.
“Com a implantação da tecnologia, o Estado deverá ampliar a capacidade técnica para o acompanhamento contínuo da qualidade do ar, aumentar a transparência das informações ambientais e aprimorar a avaliação dos impactos causados pela poluição atmosférica. A expectativa é que os dados gerados fortaleçam políticas públicas baseadas em evidências e contribuam para o avanço da agenda ambiental, reconhecendo a interconexão e as sinergias entre as agendas de qualidade do ar e clima”, afirma a superintendente de Qualidade Ambiental e Mudanças Climáticas da Semad, Renata Araújo.
O edital, na modalidade Pregão Eletrônico nº 01/2026, será realizado pelo critério de menor preço, com valor estimado de R$ 6.970.854,60. A sessão pública está prevista para o dia 23/3/2026, às 10h, no Portal de Compras do Estado de Minas Gerais, onde também estão disponíveis o edital completo e seus anexos.
A contratação está fundamentada na Lei Federal nº 14.133/2021, conhecida como Nova Lei de Licitações e Contratos Administrativos, e no Decreto Estadual nº 48.723/2023, reforçando o compromisso estadual com a transparência, eficiência administrativa e inovação na gestão ambiental.
A medida representa um avanço na consolidação de instrumentos técnicos e digitais capazes de ampliar a precisão do monitoramento da qualidade do ar, aprimorar a regulação e o controle de emissões atmosféricas e fortalecer ações voltadas à proteção ambiental e à saúde da população.
A publicação do edital também reforça o protagonismo do estado na agenda ambiental brasileira e o compromisso institucional com soluções estruturantes e inovadoras voltadas à proteção da qualidade do ar e ao bem-estar da população mineira.
O edital completo e seus anexos estão disponíveis para consulta no Portal de Compras MG.
por uberlandiahoje | fev 21, 2026 | Blog |
Documento estabelece diretrizes para prevenção, mitigação e resposta a eventos tecnológicos até 2031
GOV. MG
O Governo de Minas, por meio da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil de Minas Gerais (Cedec), lançou, nesta sexta-feira (20/2), o Plano Estadual de Enfrentamento a Desastres Tecnológicos 2025-2031.
A iniciativa consolida uma política pública estruturada para reduzir riscos, ampliar a proteção da população e garantir maior eficiência nas ações de prevenção, mitigação, preparação, resposta e recuperação diante de eventos tecnológicos em Minas Gerais.
O plano foi apresentado durante solenidade realizada na Cidade Administrativa, em Belo Horizonte, com a presença de representantes de secretarias de Estado, instituições estratégicas e gestores municipais.
A proposta busca consolidar uma governança colaborativa e transversal entre as pastas estaduais, promovendo articulação interinstitucional e suporte técnico aos municípios mineiros.
Entre as inovações estão a criação de um programa estadual com previsão orçamentária específica, a instituição de um Comitê Gestor de Enfrentamento a Desastres Tecnológicos e a incorporação de uma abordagem voltada à harmonização e mediação envolvendo empresas, empreendimentos e populações potencialmente expostas.
O documento também passa a contemplar a dimensão psicossocial, considerando as necessidades de pessoas atingidas e vulneráveis.
De acordo com o coordenador estadual de Defesa Civil, coronel Paulo Roberto Bermudes Rezende, o plano estabelece um novo patamar de integração e planejamento. “É impossível vencer os desafios atuais trabalhando de forma isolada. Defesa Civil é um sistema, não é um órgão. Coordenar é ligar as pontas e caminhar junto. Nós precisamos atuar unidos, cada um exercendo o seu protagonismo”, destacou.
Ao abordar a dimensão humana dos desastres tecnológicos, o coronel reforçou o compromisso com a preservação de vidas e exaltou a participação ativa da Associação dos Familiares de Vítimas e Atingidos pelo rompimento da Barragem Mina Córrego do Feijão (Avabrum) na construção do plano. “Nós temos uma missão em comum, que é a da não repetição. O nosso trabalho é incansável para que não haja mais óbitos, nem na mineração, nem no período chuvoso, nem em qualquer outro desastre”, pontuou.
Para o coordenador municipal de Defesa Civil de Malacacheta, Bruno Rodrigues Caldeira, o plano representa um avanço estruturante para os municípios. “Enquanto Defesa Civil Municipal, ficamos muito satisfeitos com o lançamento de mais um plano estruturante por parte do Estado. O Plano Estadual de Enfrentamento aos Desastres Tecnológicos trata de uma temática cada vez mais presente no nosso dia a dia e coloca Minas Gerais como pioneira no país”, afirmou.
O plano consolida-se como um marco institucional para Minas Gerais e para o Brasil, refletindo o protagonismo do estado diante de sua extensão territorial, dos desafios estruturais e dos impactos humanos, ambientais e materiais registrados na última década, além dos recorrentes acidentes na malha de transportes que atravessa o território mineiro.
por Ivan Santos | fev 21, 2026 | Blog |
Medida integra estratégia de preservação de vidas e abrange todas as regiões de Minas Gerais
GOV. MG
O Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG) publicou, no dia 31/1, edital de licitação para a contratação de empresas responsáveis pela execução contínua de serviços de sinalização viária nas rodovias sob sua jurisdição. A concorrência será realizada na modalidade eletrônica, com critério de julgamento pelo menor preço.
Com investimento estimado em R$ 138,4 milhões (valor de referência do edital), a iniciativa integra o Programa de Segurança Viária do DER-MG, que tem como objetivo reduzir acidentes e melhorar as condições de tráfego nas rodovias estaduais, por meio de ações permanentes de engenharia, sinalização e orientação aos usuários. O prazo contratual é de 24 meses, contados a partir da ordem e início dos trabalhos.
“A sinalização viária é um dos pilares da segurança no trânsito. Com esse investimento, o DER-MG reforça seu compromisso com a preservação de vidas e com a melhoria contínua da mobilidade em Minas Gerais. Estamos estruturando contratos que garantem manutenção permanente da sinalização, com padrão técnico elevado e cobertura em todas as regiões do estado, para que o usuário tenha mais orientação, conforto e segurança ao trafegar pelas rodovias mineiras”, afirma o diretor-geral do DER-MG, Matheus Novais.
O processo prevê a contratação de serviços de sinalização vertical e horizontal, além da instalação de dispositivos auxiliares de segurança, em regime de empreitada por preço unitário, com fornecimento de materiais, equipamentos e mão de obra especializada.
A licitação está dividida em quatro lotes e abrange cerca de 18 mil quilômetros de rodovias. Os serviços vão atuar na eliminação de pontos críticos da malha viária, com foco na melhoria da sinalização e na implantação de dispositivos de segurança em diversos trechos das estradas mineiras.
Novos materiais, mais proteção e menos roubo de placas
Dentro dessa ação, o DER-MG passa a adotar serviços e materiais já utilizados no mercado, mas ainda pouco empregados nas rodovias estaduais de Minas. Entre as inovações estão o uso do plástico a frio à base de resinas reativas para a sinalização horizontal, placas confeccionadas com chapa de alumínio composto que oferecem maior durabilidade contra chuva, sol e poluição, manutenção simplificada, menor peso que o aço e não possuem valor comercial para revenda, o que desestimula furtos.
Também serão utilizados suportes poliméricos ecológicos projetados para ceder ou fraturar de forma controlada em caso de impacto, além de defensas metálicas certificadas e terminais absorvedores de energia, dispositivos destinados a reduzir a força do impacto frontal e aumentar a proteção dos usuários das rodovias.
As propostas comerciais e a documentação devem ser enviadas exclusivamente pelo portal www.compras.mg.gov.br. A abertura da sessão pública está agendada para o dia 23/2/2026. O edital completo está disponível para download gratuito nos sites do Compras MG e do DER-MG neste endereço. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (31) 3501-5170 ou no portal do Departamento.
por uberlandiahoje | fev 21, 2026 | Blog |
Jovens do sexo masculino predominam entre as vítimas de traumas raquimedulares em acidentes que podem deixar sequelas permanentes
Acidentes em águas rasas continuam sendo uma das principais causas de traumatismo na coluna durante o lazer em rios, lagoas, cachoeiras e piscinas. O Hospital João XXIII (HJXXIII), da Rede Fhemig, recebe, todos os anos, pacientes vítimas de ocorrências deste tipo, com lesões potencialmente irreversíveis.
GOV. MG
Segundo o gerente médico do Complexo Hospitalar de Urgência, do qual o HJXXIII faz parte, Rodrigo Muzzi, as equipes da unidade lidam com casos que vão desde traumatismos cranianos até fraturas na coluna cervical, que podem comprometer a medula e provocar perda de movimentos, da respiração e outras sequelas permanentes, como paraplegia e tetraplegia.
“O risco é real e, muitas vezes, subestimado. Em Minas Gerais, a turbidez das águas naturais, causada pelo minério de ferro na terra, pode impedir a visualização do fundo e aumentar o perigo de choque contra pedras ou estruturas submersas”, orienta o profissional.
A principal recomendação é nunca mergulhar de cabeça em locais cuja profundidade não seja conhecida e evitar saltos em águas naturais, especialmente quando há ingestão de álcool, que reduz a percepção de risco e a coordenação motora.
Levantamento mostra que 80% dos pacientes do HJXXIII com lesões raquimedulares são homens jovens, metade dos quais tem, no máximo, 29 anos, o que ainda representa uma maior tendência masculina a comportamentos de risco e se reflete nos atendimentos de trauma.
Virada após o trauma
O que seria apenas mais um domingo de descanso em família, às margens de um rio próximo de casa em Almenara, no Norte de Minas Gerais, transformou-se em uma cena de tensão. O empresário Dielson Soares, de 33 anos, mergulhou de cabeça no local e, com a demora para voltar à superfície, a família entendeu que algo grave havia ocorrido.
“Conseguimos retirá-lo da água e levamos para uma cidade vizinha, onde ele foi imobilizado e recebeu o primeiro atendimento médico. Foi lá que ele acordou e disse que não estava sentindo mais os membros”, relembra Miranilde Porto, esposa de Dielson. Ele havia batido a cabeça em um banco de areia no fundo do rio. Horas depois, após a realização de um exame de raio-X, o diagnóstico foi realizado: uma lesão na coluna cervical.
No HJXXIII, para onde foi encaminhado, foi realizada com urgência uma cirurgia de correção da coluna. Segundo um dos médicos que participaram do atendimento, o ortopedista Thiago Abdalla, Dielson teve uma fratura cervical ao nível de C4-C5, que é considerada uma lesão grave.
“Três meses depois, ele compareceu ao ambulatório caminhando sem auxílio de muletas ou bengala, com uma considerável melhora de força nos braços e nas pernas”, conta o médico.
Thiago explica que a recuperação rápida depende de vários fatores, como idade, número de vértebras acometidas, desvio inicial da lesão e o tempo transcorrido até a operação. “Esperamos melhora neurológica, principalmente, nos dois primeiros anos e, após esse período, as chances de recuperação diminuem. A de Dielson foi mais veloz que a da média”, analisa Thiago.
O que fazer?
Em caso de acidente, o resgate da vítima deve ser feito com extremo cuidado. “O ideal é manter a cabeça e o pescoço alinhados, após a retirada da pessoa da água, ela pode se afogar em uma situação como essa, e acionar imediatamente o socorro especializado. A rapidez no atendimento e a forma correta de retirada da vítima podem ser decisivas para evitar sequelas mais graves”, finaliza Muzzi.
por uberlandiahoje | fev 20, 2026 | Blog |
Foram aprovadas 56 propostas que receberão R$11,7 milhões, maior valor já destinado pela Fapemig ao programa
A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) divulgou o resultado preliminar da Chamada FAPEMIG nº 006/2025 – Programa de Pesquisa para o Sistema Único de Saúde (SUS): Gestão Compartilhada em Saúde (PPSUS) – 8ª Edição – MS/CNPq/FAPEMIG/SES-MG. Em sua oitava edição, a chamada teve como objetivo apoiar projetos de pesquisa que promovam a melhoria da qualidade da atenção à saúde em temas prioritários para o país e para Minas Gerais.
GOV. MG
Ao todo, 56 propostas foram aprovadas e vão receber, juntas, um investimento de mais de R$11,7 milhões. Esse é o maior valor já destinado pela Fapemig ao programa. Clique aqui para acessar o resultado.
A chefe do Departamento de Parcerias Públicas, Caroline Pimentel, destaca o foco da chamada, que olha para o fortalecimento do SUS por meio da pesquisa e da aplicação do conhecimento. “Essa edição é um marco para a Fapemig, tanto pela quantidade de projetos aprovados como pelo valor investido, o maior já destinado à chamada nos últimos anos”.
Eventuais recursos administrativos poderão ser interpostos, formalmente, no prazo de dez dias corridos após a publicação dos resultados, por meio do Sistema Eletrônico de Informações (SEI). Para dúvidas e outras informações, é possível entrar em contato por meio do FAP Atende.
Programa de pesquisa para o SUS
Os projetos aprovados abrangem temas diversos. Da Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop), por exemplo, foi aprovada pesquisa que busca maior precisão no diagnóstico sorológico da leishmaniose. Outro projeto, do Centro de Pesquisas Rene Rachou/Fiocruz Minas irá executar um programa de vigilância popular da doença de Chagas em escolas dos municípios da Serra Geral de Minas Gerais.
O Programa de Pesquisa para o SUS – PPSUS é uma iniciativa do Ministério da Saúde (MS) que conta com a parceria do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), das secretarias estaduais de Saúde e das agências estaduais de fomento.
A 8ª edição foi focada no impacto social e científico e considerou cinco eixos prioritários apresentados pelo MS: Redes de atenção à saúde, Regulação e acesso a serviços de saúde, Vigilância em saúde, Gestão, Educação e inovação e regionalização em saúde e avaliação de políticas de saúde, além do planejamento estratégico feito pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG).