por uberlandiahoje | ago 25, 2026 | Ponto de Vista |
Marília Alves Cunha – Educadora e escritora
“Em uma república não basta o julgador dizer que é imparcial. O processo precisa parecer imparcial aos olhos da sociedade.”
(Gazeta do Povo)
Sinceramente, penso que o brasileiro não está nada feliz com o estado de coisas que o Brasil alcançou nos últimos tempos. A cada dia vemos a democracia degenerar-se, relativizar-se, algumas vezes perder o rumo, ser cada dia mais presente na boca dos políticos e mais longe do que parece ser uma democracia. Estamos à beira de uma eleição importante, onde serão eleitos deputados, senadores e presidente da república, pela qual será instalada a cúpula do poder por mais 4 anos. Deveríamos estar tranquilos, estudando traços de nossos candidatos para fazermos as melhores escolhas e dar a César o que é de César. Escolher aqueles que melhor possam tratar a nossa pátria, já saturada de problemas e sofrendo a consequências terríveis nas mãos de incompetentes administradores.
E os brasileiros, de modo geral desejam coisas simples, tão fáceis de serem realizadas que parece até mentira: os anos passam e a realidade fica cada dia mais avessa aos pedidos do nosso povo, povo soberano na teoria. Por que essa fragorosa negativa a eleições livres e transparentes, com contagem pública de votos como se fazem nas grandes democracias? Por que este cavalo de batalha contra condutas simples e que solucionariam a questão? A douta ministra Carmen Lúcia afirmou com todas as letras que o voto impresso traria insegurança ao eleitor…Não entendemos o porquê desta afirmação. Se você compra o valor de 10,00,exige comprovante; se você vota para presidente, vota no sua maior autoridade, negam-lhe um recibo…conta outra Ministra!
Entre muitas outras, cabe aos brasileiros uma grande insatisfação com o aparelhamento do Estado produzido por Lula. Vemos isto claramente quando o filho do presidente, o Lulinha, vê-se envolvido nos grandes escândalos que açoitam atualmente o nosso país. O rapaz hoje reside na Espanha, para onde foi quando a coisa começou a esquentar, as bombas começarem a estourar. E de onde só volta se prometerem não prendê-lo. Imaginem só! Muita audácia de quem acostumou-se a errar e escorar-se nas asas do pai. É sombrio e inaceitável um aparelhamento que visa a proteção de pessoas que interessam ao governo proteger, deixando de lado aspectos importantes quanto à evolução do país, com a ideia única de poder pelo poder. Gonet, por exemplo, o PGR, figura importante no contexto em que vivemos, descobriu com um certo atraso que pessoas que não têm foro privilegiado devem ser julgadas em 1ª instância. Mas não lembrou-se disto quando dos processos das vítimas do 8/1. A moça do batom, o pipoqueiro, o autista, heróis de nosso exército, o Jair e vários outros, foram presos e condenados sem possibilidade de interpor recursos em outras instâncias. O juiz natural existe, claro, mas só aparece de quando em vez, como no caso do Lulinha.
Finalmente, assistimos mais uma vez a quebra de nossa Constituição: o STF acaba de inutilizar o sigilo da fonte, uma das armas do jornalismo investigativo para proceder ao seu trabalho, valendo-se desse direito para melhor desempenho de seu ofício. E além disto, sem que seja provocado, emite opinião sobre exigência de diploma obrigatório para exercer ofício de jornalista. Esta exigência foi extinta desde a volta do país á “normalidade”, depois de Revolução de 64. O jornalismo investigativo depende de coisas muito mais importantes do que um diploma e, conhecendo alguns de nossos jornalistas, sabemos muito bem disto. Esta questão pertence ao Congresso Nacional e somente a ele compete explorar o tema e legislar sobre o assunto.
Finalmente, deixo aqui reproduzido integralmente um texto do jornal “Gazeta do Povo”, que considerei importante no contexto em que vivemos:
“O Supremo colocou a autoproteção acima da Constituição. Ministros não podem ter negócios suspeitos investigados, não podem ter seus métodos autoritários e ilegais revelados, não podem sem sequer ser investigados.”
Deveras preocupante o cerco que se faz às liberdades de imprensa e de expressão. É preocupante o aparato do Estado para erguer blindagens, na tentativa de esconder escândalos inconvenientes aos projetos petistas de poder. Este aparato estende-se desde a AGU aos bastidores do Congresso, infelizmente. Há certas verdades que precisam ser ditas, doa a quem doer.
por uberlandiahoje | ago 25, 2026 | Ponto de Vista |
Tania Tavares – Professora – SP
Será que nós paulistanos e paulistas vamos cair no golpe de votar nas candidatas Simone Tebe e Marina Silva? Elas são candidatas ao senado, mas se forem eleitas não ficarão nenhum mês no cargo e serão “convidadas” para algum Ministério, e os verdadeiros indicados serão do PT. Nos Poupem!
por uberlandiahoje | ago 24, 2026 | Política Nova |
Ivan Santos – Jornalista
O Brasil é o país que tem o maior número de Ministérios em todo o mundo. Tem hoje 31 ministérios e 3 secretarias com status de ministério. Os últimos governos criaram Ministérios, não para melhorar a administração pública, mas para promover acomodação política com partidos aliados. O futuro governante poderá criar mais ministérios para acomodar a nova “cumpanheirada”. Há partidos que estão na base de apoio de candidatos a presidente que já manifestaram o desejo de criar o Ministério d Segurança, o Ministérios das Pequenas e Micros Empresas.
O que as pequenas e micros empresas nacionais precisam é de menos burocracia e menos impostos e isto, o futuro Ministério, certamente não oferecerá. É bom lembrar que depois da posse, o presidente da República terá que governar com um orçamento apertado para atender à demanda por mais serviços públicos. A Tigrada que se prepare para pagar a conta do Festival. Ninguém espere por mudanças substanciais na administração pública federal, a não ser a cobrança de mais impostos, contribuições e taxas para alimentar os mastodontes.
Os partidos aliados pressionaram o candidato a presidente que apoiam por uma reforma tributária que diminua os impostos para a classe média e cobre mais dos assalariados. Uma reforma tributária tem o objetivo de espalhar sonhos e bondades substanciais para milhares de pequenos empresários que são considerados cabos eleitorais importantes em todas as eleições no Brasil. Os pequenos poderão colaborar com os grandes no Brasil moderno. A união faz a força.
No Brasil, só falta criar o Ministério da Felicidade Popular, mas não faltará quem faça a proposta no Congresso ou nos bastidores do Governo. O Governo também poderá criar, por Medida Provisória, o Ministério das Empregadas Domésticas, o Ministério dos Desempregados, o Ministério dos Trabalhadores de Salário Mínimo, o Ministério dos Desempregados, o Ministério das Crianças e o Ministério do Amor.
Antes de criado o Ministério das Pequenas e Microempresas, no Vale da Política Oportunista, já circulam vários nomes de candidatos a ministro.
Nos bastidores secretos da política em Brasília correm comentários extra oficiares, segundo os quais, o Ministério das Pequenas e Microempresas servirá para vários “companheiros” que não se reelegerem para a Câmara ou para Senado. Tudo como dantes no quartel de Abrantes, segundo o velho Eça de Queiroz.
por uberlandiahoje | ago 24, 2026 | Ponto de Vista |
Diógenes Pereira da Silva*
A política brasileira chega a 2026 num momento bem decisivo, com muita polarização, desconfiança nas instituições e um cansaço geral com promessas que não saem do papel.
O Brasil é uma democracia na hora do voto, mas ainda meio frágil no dia a dia. Corrupção, desigualdade e brigas por poder acabam afastando a política do que deveria ser o principal: melhorar a vida das pessoas.
O debate público virou quase uma torcida organizada. Em vez de ideias, muita gente escolhe lados, e a verdade vai perdendo espaço.
Erro continua sendo erro, mesmo quando vem de aliados. E acerto não muda de valor só por causa de quem fez.
A quantidade de partidos dificulta governar e, muitas vezes, a negociação vira mais uma disputa por poder do que por interesse público.
Enquanto isso, faltam saúde, educação, segurança e oportunidades. O cidadão sente um sistema que fala muito e entrega pouco.
A corrupção não só leva dinheiro embora, como também vai minando a confiança. Cada escândalo representa serviços que deixam de existir.
Ainda assim, existem políticos sérios e comprometidos. O problema é que os erros acabam chamando mais atenção do que os acertos.
A polarização é um dos maiores riscos. Discordar é normal, mas o problema começa quando o outro vira inimigo.
O Brasil não precisa de todo mundo pensando igual, mas sim de maturidade para conviver com as diferenças.
Democracia não se sustenta só no voto, mas em condições reais de cidadania: educação, saúde, segurança e dignidade.
Às vésperas de 2026, o desafio está claro: menos fanatismo, mais responsabilidade; menos idolatria, mais cobrança; menos discurso, mais resultado.
A democracia pertence ao cidadão.
E talvez a principal escolha não seja só um nome, mas recuperar a política como ferramenta do país, e não como uma guerra.
Governos passam. Partidos passam.
O Brasil fica.
*Tenente do Quadro de Oficiais da Reserva Remunerada da PMMG.
por uberlandiahoje | ago 22, 2026 | Ponto de Vista |
José C. Marteli – Advogado e professor – Esírito Santo do Pinhal – SP
Amigas e amigos da “melhor idade”- Hoje é domingo. Dia da semana em que, vez ou outra, reservo para escrever alguma coisa sobre nossa faixa etária.
Então aqui vai, com uma pitada de humor, o que sempre ajuda.
Há 27 anos eu escrevera (em preto) o artigo abaixo, cujo título roubei para esta crônica.
Depois, em 2018, fiz algumas retificações, ou melhor dizendo, alguns esclarecimentos e comentários que podem ser vistos (em verde), entre parênteses.
Já estamos em dezembro de 2022, no limiar de 2023 e sou obrigado a complementar o que escrevera porque, pela vontade de Deus, ainda estou aqui, sem saber, como já escrevi alhures, se essa longevidade é dádiva ou castigo.
Eis o artigo de 1995 e respectivos esclarecimentos feitos em 2018:
“Lá pelos idos de 1995, em pleno vigor dos meus 62 anos, estava eu no Metrô de São Paulo, em pé, apoiado em meus “vigorosos” braços, numa viagem entre o Terminal Rodoviário do Tietê e o SEBRAE – SP, quando percebi de soslaio, uma moça fitando-me, insistentemente. Lisonjeado pensei:- ainda tenho “lenha para queimar”. Então arrisquei um olhar mais direto, tão logo nossos olhos se cruzaram ela não perdeu tempo. Levantou-se e…. ofereceu-me o seu lugar. Devia estar pesando no seu pai ou quem sabe no seu avô (dizer que estou com o mesmo vigor da época seria mentira. Mas posso afiançar que, com uma vida regrada, quis dizer regada, com muita cerveja e motivação constante, com a ajuda de Deus para que não sobrevenha nenhuma doença, dá pra fazer muita coisa prazerosa. E não se corre mais o risco de alguma mocinha nos oferecer o lugar porque agora só andamos em nosso carro. Adeus metrô, ônibus ou outros que tais).
De outra feita, numa viagem de ônibus entre Uberlândia e São Paulo sentei-me ao lado de uma viçosa “jovem” dos seus 40 anos, muito falante e que, no decorrer de nossa conversa, perguntou-me: – Você é casado? Ao mesmo tempo em que pensava estar interessando à dita cuja, respondi: – Sou viúvo. E ela arrematou: – Você é tão simpático, gostaria muito de apresentá-lo à minha mãe. (pelo motivo antes mencionado também não corremos mais este risco)
Daí em diante comecei a prestar atenção numa sucessão de fatos que começaram a ocorrer, semelhantes àqueles e que não me davam trégua, sempre lembrando minha velhice, digamos assim, emergente.(aí outra vantagem, – já repararam que sempre encontro vantagem em tudo – ela não é mais emergente. Ela se instalou. E quando se conhece o inimigo é muito mais fácil domá-lo)
Eram convites para sair das filas comuns dos bancos e ir para as de atendimento especial para idosos; eram médicos que, insistentemente, diziam que eu tinha uma saúde de jovem, níveis de colesterol e triglicérides de jovem, pressão de jovem etc..(bem, quantos às filas não preciso dizer que a informática resolveu tudo e quanto aos médicos, continuam os mesmos, só que dando maior ênfase do tipo:- viu seu amigo fulano? Morreu… e você está aí firme. Agora a “pá de cal”: no velório de um advogado amigo, alguém parabenizou-me por ter a honra de possuir a OAB mais antiga de Pinhal, honra detida até então, pelo morto. Ele queria lembrar-me, agora é sua vez)..eram amigos, “muy amigos”, que não perdiam a oportunidade para lembrarem-se de que eu, de forma alguma, parecia ter a idade que tinha; eram reencontros com antigos companheiros, colegas e amigos, quase todos, invariavelmente encarquilhados, abdomens proeminentes, cabelos brancos ou ralos, longe das belas figuras de homem que balançavam os corações de moçoilas casadoiras, monstros modelados vagarosamente pelo tempo e eram também reencontros com antigas namoradas, quase todas velhas e feias, longe daquelas que conhecera há tantos anos. Então me perguntava: e eu? Deveria estar igual a eles e a elas. Apenas a convivência diária comigo mesmo não me permitiam ver a dura realidade. (esse risco também, infelizmente, praticamente desapareceu. Quase não temos mais ninguém para comparações. A pouco e pouco estão nos deixando)
Não bastasse isso, eram ainda mortes, quase todos os meses, de amigos e conhecidos da mesma faixa etária que a minha. (vale o comentário anterior)
A par de tudo, participar, viver e/ou ser vítimas de fatos e acontecimentos desagradáveis, tão desagradáveis que nem vale a pena mencionar e que não me deixavam, também, esquecer minha condição de septuagenário. (faz parte da vida. Vida sem problemas só onde ninguém quer estar)
Mas já que a velhice chega e se instala, inexoravelmente, será que nada há a fazer? Há sim. Há coisas que podem ser feitas sempre, não importa a idade. Por exemplo: nada de ficar olhando para trás, para um passado que não volta mais a não ser para recordações boas e gratificantes. Olhar sempre para a frente, para o futuro, viver cada dia como se fosse morrer amanhã, mas sonhar e fazer planos como se nunca fosse morrer. (ratifico plenamente tudo que escrevera e que tenho praticado nestes 23 anos, apenas como já dissera alhures, com uma grande pitada de amor. Amor à vida, amor à natureza, amor aos animais e amor às pessoas. Isto que nos mantém vivos, enquanto Deus quer)
Lutar sempre, perseverar sempre, ajudar sempre, trabalhar sempre, entender sempre, compreender sempre e saber, sem culpas, ressentimentos ou depressões, que cada coisa a seu tempo, nada tem de errado se praticada no momento desejado. (quis deixar bem claro e ratifico agora, parodiando a letra da canção : “quem sabe faz a hora…”)
Quem tem essas características não é e nem será jamais velho. É apenas um jovem que está vivendo mais tempo. (e já que estamos vivendo, vamos viver intensamente. Dormir tarde. Levantar cedo. Sempre que possível, com muito humor em cada dia. Esta é a receita)”
Pois bem. Ratifico todos os comentários feitos em verde. Apenas acrescento que estou, infelizmente, percebendo outros sinais. A pele enrugando, uma protuberância abdominal que não percebia (tenho certeza que as amigas e amigos gostaram do eufemismo), o andar meio trôpego, algumas lembranças bem antigas que vão dando lugar a esquecimentos presentes e por aí vai. Mas, mesmo assim, tanto quanto possível, busco servir, porque quem não vive para servir, não serve para viver.