Diógenes Pereira da Silva*

A política brasileira chega a 2026 num momento bem decisivo, com muita polarização, desconfiança nas instituições e um cansaço geral com promessas que não saem do papel.

O Brasil é uma democracia na hora do voto, mas ainda meio frágil no dia a dia. Corrupção, desigualdade e brigas por poder acabam afastando a política do que deveria ser o principal: melhorar a vida das pessoas.

O debate público virou quase uma torcida organizada. Em vez de ideias, muita gente escolhe lados, e a verdade vai perdendo espaço.

Erro continua sendo erro, mesmo quando vem de aliados. E acerto não muda de valor só por causa de quem fez.

A quantidade de partidos dificulta governar e, muitas vezes, a negociação vira mais uma disputa por poder do que por interesse público.

Enquanto isso, faltam saúde, educação, segurança e oportunidades. O cidadão sente um sistema que fala muito e entrega pouco.

A corrupção não só leva dinheiro embora, como também vai minando a confiança. Cada escândalo representa serviços que deixam de existir.

Ainda assim, existem políticos sérios e comprometidos. O problema é que os erros acabam chamando mais atenção do que os acertos.

A polarização é um dos maiores riscos. Discordar é normal, mas o problema começa quando o outro vira inimigo.

O Brasil não precisa de todo mundo pensando igual, mas sim de maturidade para conviver com as diferenças.

Democracia não se sustenta só no voto, mas em condições reais de cidadania: educação, saúde, segurança e dignidade.

Às vésperas de 2026, o desafio está claro: menos fanatismo, mais responsabilidade; menos idolatria, mais cobrança; menos discurso, mais resultado.

A democracia pertence ao cidadão.

E talvez a principal escolha não seja só um nome, mas recuperar a política como ferramenta do país, e não como uma guerra.

Governos passam. Partidos passam.

O Brasil fica.

*Tenente do Quadro de Oficiais da Reserva Remunerada da PMMG.