Inscrições para o Enem 2026 já estão abertas

Estudantes podem se inscrever até 5/6; provas serão realizadas no mês de novembro

GOV. MG

A partir desta segunda-feira (25/5), estudantes de todo o país podem se inscrever no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026. O prazo segue até as 23h59 do dia 5/6, exclusivamente pela Página do Participante, disponível no portal do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
As provas serão aplicadas nos dias 8 e 15/11 em todo o Brasil. Em Minas Gerais, a Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE/MG) reforça a importância da participação dos estudantes da rede estadual no exame, considerado uma das principais portas de entrada para o ensino superior.
O Enem pode ser utilizado para ingresso em universidades públicas por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), além de possibilitar acesso a programas como o Programa Universidade para Todos (Prouni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). O exame também pode ser utilizado para certificação de conclusão do ensino médio por participantes maiores de 18 anos.
“Minas Gerais tem direcionado muitas ações voltadas para a participação dos estudantes no Enem, e nos últimos anos nós temos tido resultados muito positivos. Participar do Enem é mais uma opção que o estudante da rede pública tem dentro de um conjunto de opções ao concluir o ensino médio”, explica Vanessa Nicoletti, diretora de Ensino Médio da SEE/MG.

Quem pode participar
Podem se inscrever estudantes concluintes do ensino médio em 2026, egressos que já finalizaram os estudos em anos anteriores, participantes “treineiros” e candidatos que desejam utilizar a nota para certificação do ensino médio.
Os estudantes concluintes do ensino médio da rede pública estão pré-inscritos automaticamente no sistema. Neste caso, será necessário apenas acessar a Página do Participante para confirmar os dados e selecionar informações como idioma da prova de língua estrangeira, município de realização do exame e, se necessário, atendimento especializado.

Taxa de inscrição e isenção
A taxa de inscrição do Enem 2026 é de R$ 85 e poderá ser paga até o dia 10/6. Têm direito à isenção estudantes concluintes do ensino médio em escolas públicas, participantes inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e candidatos que tiveram o pedido de isenção aprovado conforme as regras do edital.
A SEE/MG alerta que mesmo os estudantes isentos da taxa precisam realizar a inscrição dentro do prazo para garantir a participação no exame.

Como realizar a inscrição
As inscrições devem ser feitas exclusivamente pela Página do Participante, utilizando o login Gov.br. Durante o processo, o candidato deverá informar dados pessoais, escolher o idioma da prova de língua estrangeira (inglês ou espanhol), preencher o questionário socioeconômico, indicar o município de realização da prova e anexar uma foto.
Também é possível solicitar atendimento especializado e tratamento por nome social durante o período de inscrição.

Mobilização nas escolas estaduais
Para ampliar a participação dos estudantes mineiros no Enem 2026, a SEE/MG promoveu uma mobilização em toda a rede estadual durante o período de solicitação da isenção da taxa de inscrição. Entre os dias 28 e 30/4, as escolas estaduais realizaram o “Dia D” do Enem, ação voltada ao acolhimento, orientação e apoio aos estudantes durante o processo.
As unidades escolares organizaram momentos específicos para auxiliar os estudantes, utilizando laboratórios de informática e outros recursos tecnológicos disponíveis, além do acompanhamento de professores e equipes pedagógicas.

Governo de Minas celebra o fim da história de 115 anos do “hospital-colônia” de Barbacena

Em marco histórico para a saúde mental brasileira, últimos 14 pacientes institucionalizados passam a viver em residência terapêutica, com acolhimento e dignidade

GOV. MG

Barbacena encerrou nesta segunda-feira (25/5) um capítulo triste de sua história. Com a efetivação da transferência dos últimos 14 pacientes remanescentes do extinto hospital-colônia para um lar terapêutico no município, o Centro Hospitalar Psiquiátrico seguirá sendo referência para crises agudas e atendimentos ambulatoriais, como se consolidou nas últimas décadas, dentro dos critérios da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), preconizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

O marco histórico contou com a presença do secretário de Estado de Saúde Fábio Baccheretti, do prefeito de Barbacena, Carlos Augusto Soares do Nascimento, da presidente da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), Renata Dias, ex-pacientes, e várias autoridades da região e do Estado, além de convidados.

No final de semana, foi efetivada a transferência dos últimos 14 pacientes remanescentes do período em que Barbacena abrigou um dos maiores hospitais-colônia do país. A partir de agora, eles passam a viver em uma residência terapêutica preparada especialmente para recebê-los, com acompanhamento de equipe especializada, cuidado humanizado e garantia de dignidade.

Durante o evento, aconteceu o fechamento simbólico da porta do Pavilhão Antônio Carlos com cadeado, gesto que representa o compromisso de Minas Gerais com a memória, a dignidade humana e o cuidado em liberdade.

“Este é o ponto final de uma história construída por diversos personagens. São 25 anos desde a Lei da Reforma Psiquiátrica e, até chegarmos aqui, foi muita luta. Vários aqui presentes estiveram conosco nesse caminho. A história de milhares de pessoas que foram jogadas e morreram nos pavilhões se encerra, com a saída dos últimos 14 pacientes. É talvez o momento mais emocionante nos anos que estive à frente da Secretaria, um legado do qual me orgulho com vocês”, lembrou o secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti.

Os profissionais que se dedicaram a esses pacientes nos últimos anos foram lembrados pela presidente da Fhemig, Renata Dias, e pelo atual diretor do Complexo Hospitalar de Barbacena, Claudinei Emídio Campos. “Mesmo com toda a emoção que estamos vivendo aqui, não posso deixar de agradecer aos nossos servidores e a todos que fizeram esse momento acontecer. Não tem como ouvir essas histórias e não imaginar o quanto o caminho foi difícil para todos”, disse a presidente. “Estamos ressignificando uma história rumo à liberdade, é um fato inesquecível”, completou Claudinei.

Histórias por trás dos números

Mais do que uma mudança de endereço, o ato simboliza o fim de práticas baseadas no isolamento, na perda de vínculos e na exclusão social. Os moradores viveram, em média, 49 anos internados. A idade média atual é de 73 anos, e três deles chegaram à instituição antes de completar 15 anos.

Muitos foram internados em uma época em que situações de abandono familiar, preconceito, sofrimento psíquico leve ou comportamentos considerados inadequados pela sociedade podiam levar uma pessoa ao confinamento.

Parte dessas histórias permanece sem registro completo, mas os números conhecidos revelam a dimensão da tragédia. Entre 1942 e 2020, 40 mil pessoas passaram pela instituição, cerca de 24 mil morreram e, em determinado momento, o local chegou a reunir 3.500 pacientes simultaneamente.

“Quando era estudante, visitei aqui e isso definiu minha carreira, com a missão de defender a luta antimanicomial. Que essas pessoas tenham um final de vida digno, é nosso dever defendê-los, reparar esse passado”, afirmou a presidente do Conselho Estadual de Saúde, Lourdes Machado.

Marco histórico

Inaugurado em 1903 como Sanatório de Barbacena, voltado inicialmente ao tratamento de tuberculose, o espaço passou a ser conhecido, em 1911, como Hospital-Colônia, o primeiro hospital psiquiátrico público de Minas Gerais. Ao longo do século XX, tornou-se símbolo de um modelo manicomial marcado por superlotação, abandono e violações de direitos.

A história de Barbacena ganhou repercussão nacional a partir de registros jornalísticos, fotográficos e documentais que revelaram o que acontecia dentro dos muros da instituição. Hoje, parte dessa memória está preservada no Museu da Loucura, que registra um passado que não pode ser esquecido e jamais deve se repetir.

Cuidado em liberdade

Desde 2019, a SES-MG conduz o processo de desinstitucionalização de usuários no Centro Hospitalar Psiquiátrico de Barbacena (CHPB). Entre 2019 e 2025, 68 moradores do CHPB receberam alta para continuidade do cuidado em liberdade. Em 2022, foi registrado o maior número de altas do período, com 27 transferências para Serviços Residenciais Terapêuticos nos municípios de Antônio Carlos, Carandaí e Ibertioga.

Ao longo desse período, o Estado investiu mais de R$ 718 milhões em ações de saúde mental em Minas Gerais, sendo R$ 100 milhões somente em 2025. Atualmente, Minas Gerais conta com 453 Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), dos quais 65 são voltados exclusivamente ao atendimento de crianças e adolescentes.

A assistência psiquiátrica no CHPB segue funcionando normalmente, dentro dos protocolos e diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS).

Dilma e Toffoli

Paulo Henrique Coimbra de Oliveira – Economista – RJ

Não sei porque esta preocupação das pessoas do encontro entre Lula e Vorcaro. Só foram tratar de corrupção, ou seja, nada em prol do país. Já fazem isto há 18 anos e o prejuizo todo mundo já viu, sentiu e vai ter que pagar. Sanguesuga, mensalão , petrolão inss, banco master e outros que com certeza virão.

Governo do Estado homologa resultado final do concurso para delegado da Polícia Civil de Minas Gerais

Nomeação deve ser assinada nos próximos dias; mais de 45 mil candidatos participaram do processo seletivo no ano passado

GOV. MG

O Governo de Minas homologou o resultado final do concurso público para delegado da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG). O extrato, contendo os nomes dos 54 aprovados no certame, foi publicado no Diário Oficial do Estado desta sexta-feira (22/5), consolidando a validade do concurso.
A nomeação dos candidatos aprovados deverá ser assinada pelo governador de Minas Gerais, Mateus Simões, nos próximos dias.

“Os futuros delegados iniciam sua formação já nas próximas semanas e em alguns meses também vão estar prontos para servir ao cidadão. É mais gente qualificada investigando, combatendo o crime e protegendo nossas famílias em todo o estado”, destacou o governador.

Para a chefe da Polícia Civil do estado, delegada Letícia Gamboge, o ingresso de novos servidores reforça o processo de expansão e qualificação da instituição.

“Já estamos preparados para receber esses 54 profissionais, que passarão pelo curso de formação técnico-profissional e, muito em breve, estarão aptos a atuar nas delegacias da PCMG, fortalecendo o atendimento à população mineira”, afirmou Gamboge.

Histórico

A autorização para abertura do concurso da PCMG foi autorizada em dezembro de 2023. Os editais para quatro carreiras foram publicados em agosto do ano seguinte e a primeira fase das provas, realizada em janeiro de 2025, reuniu cerca de 45 mil candidatos disputando mais de 250 vagas.

De lá para cá, já foram nomeados 165 investigadores, 28 peritos criminais e 12 médicos-legistas. Atualmente, esses profissionais estão em formação na Academia de Polícia Civil de Minas Gerais (Acadepol) e devem começar a atuar ainda neste ano, reforçando a segurança pública no estado.

Minas Gerais abre consulta pública para atualizar lista de espécies ameaçadas

População mineira poderá contribuir para atualização da Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas

GOV, MG

Entre os dias 22/5 e 22/6, cidadãos e pesquisadores poderão participar da atualização da Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas de Extinção do estado. A iniciativa é coordenada pelo Instituto Estadual de Florestas (IEF) e tem como objetivo ampliar a participação popular no levantamento de espécies que necessitam de atenção especial para conservação.
A Consulta Pública possibilita a participação da população e conta com o envolvimento das comunidades tradicionais, populações ribeirinhas, sociedade civil, ONGs, empreendedores, produtores rurais, pesquisadores e demais interessados. Todos poderão indicar animais e plantas que precisam de maior atenção para avaliação de risco de extinção, com atenção especial às espécies vegetais e aos animais invertebrados.
É importante o olhar da sociedade mineira para espécies que desapareceram ou estão mais difíceis de encontrar em suas regiões. O contrário também pode ocorrer, como uma maior presença de espécies classificadas no passado como ameaçadas de extinção, e que irão ganhar novo status indicando uma melhora de conservação.
Segundo a diretora de Proteção à Fauna do IEF, Ariane Goulart, a contribuição popular é essencial para o monitoramento da biodiversidade. “Esse olhar da população sobre a natureza local é fundamental para identificar espécies ameaçadas”, afirma.
Para participar, basta acessar a plataforma (clicando aqui), verificar a lista prévia de espécies candidatas para avaliação e, caso a espécie que queira indicar não esteja presente é só preencher os dados solicitados e indicá-la com a devida justificativa. As contribuições serão analisadas por especialistas e poderão integrar o processo de definição das espécies que serão oficialmente avaliadas. A participação é voluntária e colaborativa, permitindo que os usuários contribuam com opiniões, sugestões e informações relacionadas à fauna e flora mineiras.
O IEF informa ainda que não haverá compartilhamento dos dados pessoais com terceiros para fins econômicos. Eles serão utilizados exclusivamente para viabilizar e qualificar o processo participativo, permitindo o registro, a organização e a análise das contribuições da sociedade civil, bem como para subsidiar processos técnicos e científicos voltados à priorização de espécies e ao fortalecimento de iniciativas de conservação da biodiversidade. Além disso, todas as colaborações incluídas no processo terão o devido crédito ao responsável pela informação.
Os participantes poderão solicitar acesso, correção, anonimização ou exclusão de seus dados, além de revogar o consentimento a qualquer momento por meio dos canais disponibilizados na plataforma. “A iniciativa reforça a importância da colaboração entre sociedade civil e órgãos ambientais na preservação da biodiversidade e na proteção das espécies ameaçadas de extinção em Minas Gerais”, finaliza Marina Dias, diretora de Conservação e Recuperação de Ecossistemas do IEF.
O Projeto Listas Vermelhas
Coordenado pelo IEF e executado pelo consórcio Fundação Biodiversitas-Biocev em colaboração com comunidade acadêmica, o projeto Listas Vermelhas de Minas Gerais tem como objetivo identificar, classificar e atualizar o grau de ameaça das espécies presentes no território mineiro, com base em critérios técnicos reconhecidos internacionalmente, seguindo parâmetros da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).
Mais do que um levantamento científico, as Listas Vermelhas são instrumentos legais fundamentais para a gestão ambiental. A ferramenta orienta a criação e ampliação de unidades de conservação, orienta licenciamentos, subsidia estratégias de proteção, apoia pesquisas científicas e contribui para a formulação de políticas públicas efetivas voltadas à conservação da biodiversidade. Em Minas Gerais, a elaboração da lista estadual de espécies ameaçadas de extinção está prevista na Constituição do Estado, sendo um dos dispositivos para a proteção da fauna e flora mineira.
A iniciativa integra as ações de compensação socioambiental pelo rompimento da barragem em Brumadinho, em 2019, com financiamento previsto no Acordo de Reparação, firmado em 2021.
Com duração estimada de 30 meses, o projeto será desenvolvido em etapas que incluem levantamento de dados, consultas públicas, validação científica e publicação dos resultados. Ao final, será disponibilizado um “Livro Vermelho” das espécies ameaçadas, além de guias práticos, além da plataforma digital aberta ao público.