por uberlandiahoje | ago 18, 2026 | Ponto de Vista |
Gustavo Hoffay – Agente Social
Fala-se muito que a imprensa é o quarto poder da república. Ela encontra-se distribuída em diversos canais de comunicação (rádios, jornais, televisão, revistas….) e penetra o Brasil inteiro, até os recantos mais longínquos , modestos e outrora abandonados, transmitindo a quem queira importantes e recentes notícias. E trata-se de um serviço que não cessa durante as vinte e quatro horas do dia, exercendo poder e despertando no público alvo as mais variadas reações, alimentado que é por potentes agências noticiosas espalhadas por todo o mundo. E os canais de informação que despertam maior fascínio são, certamente, os aparelhos celulares e a televisão. Vivemos a civilização da imagem e do som e cujo acesso aos mesmos tende sempre a aumentar em todas as classes sociais e jovens de todas a idades. Shows, novelas, filmes e noticiários despertam a atenção de muitos e principalmente se nesses constarem cenas de violência, extrema violência! A televisão, a “senhora rainha” que quase sempre ocupa lugar de destaque nos lares de famílias de todas as classes sociais, serve como a uma janela de acesso a um mundo de fantasias e excluindo-se aquelas poucas estações de cunho estritamente cultural. Por outro lado e apesar da crescente audiência da televisão, não se pode negar que a imprensa escrita continua em voga, permanece forte e seus noticiários podem ser lidos e relidos uma infinidade de vezes e o que assegura o seu prestigio, muito embora não poucos editores e por motivos financeiros – atendendo as oscilações de mercado – nem sempre dão uma merecida cobertura a respeito da cultura popular. Lembro que o meu cunhado Jacinto e que começava a ler os livros a partir das últimas vinte ou trinta páginas para que, depois, repousando a mente, passasse a ler o mesmo desde o começo e a fim de perceber como os autores tramam o seu desenlace, já falava do enfraquecimento dos valores éticos, honestidade e respeito coletivo de parte de uma sociedade que deixa-se guiar pelo o que assiste, lê e escuta a partir de certos canais de comunicação. Lamento que alguns escritores e editores já não dispensam a devida atenção aos aspectos nobres e construtivos da arte de escrever, mas unicamente às necessidades do comércio e de acordo com o gosto de leitores moventes. E dessa forma o poder econômico vai sufocando a literatura e de modo a conspurcar a dignidade humana. E o que dizer da pornografia, que vem tornando-se um negócio cada vez mais explorado também em nosso país, onde produtores derramam sistematicamente sites e filmes que geram milhões e milhões de reais? A televisão , destinada historicamente a informar e distrair sadiamente os telespectadores, transformou-se a muito em uma vitrine comercial e onde divulga-se de tudo ou quase tudo na maior parte do tempo. Lamento, sim, o rumo degradante a que chegou a “senhora tv” e em todas as faixas de horário, servindo como via nada nobilitante para os nossos jovens…principalmente. O quarto poder precisa passar por uma reavaliação oficial em alguns dos seus canais e de modo a evitar a degradação moral e intelectual de milhões de brasileiros , visando a resguardar a moralidade com informações abalizadas, sérias e enquanto prima pela manutenção do bem e da ordem. Não se trata, absolutamente, de censurar o que está sendo oferecido ao povo naquele sentido, mas de regular o que vem tornando-se um abuso ante cultural e de maneira a resguardar a manutenção do bem e do verdadeiro, fortalecendo os valores éticos, honestidade e respeito coletivo.
por uberlandiahoje | ago 18, 2026 | Ponto de Vista |
Paulo Henrique Coimbra de Oliveira – Economista – RJ
As mídias têm nos últimos dias divulgado informações de grandes empresas passando por dificuldades financeiras. É uníssono entre todos os pré-falimentares que o maior culpado é a atual taxa de juros. Discordo de todos. É falta de competência de seus gestores. Todas as empresas em passado recente ostentaram excelentes resultados. E as reservas de lucros o que fizeram? As reservas existem para que em momentos de dificuldades suportarem tempos difíceis. Gostaria de saber em que situação seus gestores e principais acionistas se encontram? É muito comum tais pessoas estarem muito bem ao contrário das empresas que gerem. Se apurar muito bem, vão concluir que tais situações em sua maioria são fraudes. Exemplo típico: as Americanas cujos controladores são os mais ricos do país.
por uberlandiahoje | ago 17, 2026 | Ponto de Vista |
Gustavo Hoffay – Agente Social
Já faz muito tempo que li, com certa apreensão, o deplorável episódio envolvendo o sr. Lula da Silva no qual ele tratou por “canalha” um determinado ministro de Estado e ainda chamou o presidente da República à época de FDP. Esse sujeito desculpou-se mais tarde, dizendo ter dito aquilo de maneira informal e enquanto conversava em “off” com alguns jornalistas. Ora, já li e ouvi que a Cesar não basta ser honesto; é preciso que também pareça honesto. “Mutatis mutantis” a alguém que já foi candidato a presidente da República por seis vezes ao longo da sua trajetória política e vencedor em três daqueles pleitos, não basta ser educado, tem de parecer educado. E, sinceramente, honestidade e educação tratam-se de facetas de caráter moral que, penso, parecem faltar no atual ocupante do trono palaciano tupiniquim. Certamente nós, cidadãos comuns e pagadores de impostos diversos, muito ajudamos a sustentar essa rica e linda nação com o nosso trabalho, enquanto pagando ( também) salários e benefícios dos deputados, servidores, governadores, presidente e todos os seus respectivos séquitos. Porém um homem público, falando a quem tudo transmite ao público ( ouvintes e leitores) não tem o direito de pronunciar bravatas e ter crises regulares de destemperos verbais. Alguns dos seus correligionários poderiam dizer que esse modo de se expressar trata-se de “deslizes orais, “noblesse oblige”. Francamente…..O comportamento em público do atual presidente e mesmo de um jovem senador e atual candidato ao governo de Minas, servem muito bem para refletirmos sobre como fazer uso do nosso direito ( e dever) de votar nas eleições que se aproximam. O que desejamos? Políticos esbanjadores, trapalhões, corruptos, oportunistas…? Convenhamos que probidade, competência e seriedade são qualidades natas e mínimas, obrigatórias a qualquer candidato que dispute uma vaga que já foi ocupada por algumas figuras de escol na politica mineira e brasileira. Ou então Luis Inácio novamente na presidência. Nas próximas eleições o sentimento de amor, respeito e devoção ao nosso Estado e País deve estar aflorado no peito de cada um de nós, eleitores responsáveis e cientes da importância da “procuração” que depositaremos nas urnas a candidatos realmente capazes de satisfazerem a nossa expectativa. Advirto sobre o perigo que se apresenta o populismo explorado por certos candidatos e que julgam-se como os únicos representantes legítimos da população, usando para tal de apelos emocionais populares e carisma para obterem apoio das massas. Tentar ganhar uma eleição à base do grito, bravatas e intimidação já não serve para convencer a grande maioria dos eleitores; esses preferem ouvir argumentos racionais dos candidatos.
por uberlandiahoje | ago 16, 2026 | Ponto de Vista |
Diógenes Pereira da Silva*
Bets: quando a aposta custa a paz de uma família
Há algo de muito errado quando a promessa de dinheiro fácil começa a custar a paz de uma família.
As chamadas bets chegaram aos celulares dos brasileiros com uma facilidade assustadora. A qualquer hora, em poucos segundos, alguém pode apostar o dinheiro que deveria pagar uma conta, comprar alimentos ou garantir o sustento de casa.
Por trás das propagandas que exibem ganhos e diversão, existe uma realidade que nem sempre aparece: dívidas, salários comprometidos, bens vendidos, conflitos familiares e pessoas perdendo o controle da própria vida.
O problema não é apenas perder dinheiro. É entrar em um ciclo perigoso: perde-se uma aposta e surge a necessidade de apostar novamente para tentar recuperar o que foi perdido. E, nessa busca, muitas vezes comprometem-se o patrimônio, a tranquilidade e o futuro da família.
Legalizar não significa tornar inofensivo.
Por isso, é preciso questionar se a expansão das apostas on-line está sendo acompanhada pela fiscalização e pela proteção necessárias. O Estado não pode ser eficiente para permitir a movimentação de bilhões e, ao mesmo tempo, deixar em segundo plano as consequências sociais desse mercado.
Também é preocupante a forma como as apostas são apresentadas ao público. Mostra-se o vencedor, mas não se mostra a família endividada. Exibe-se o prêmio, mas não se revela o preço da perda.
As autoridades precisam agir com firmeza: fiscalizar, limitar práticas abusivas, proteger os mais vulneráveis e impedir que a publicidade transforme o jogo em uma falsa promessa de prosperidade.
A pergunta é inevitável: de que adianta arrecadar impostos se milhares de famílias pagarem a conta com dívidas, sofrimento e perda de patrimônio?
Nenhuma atividade econômica deveria ser analisada apenas pelo dinheiro que movimenta. É preciso olhar também para o preço que deixa na sociedade.
Porque, quando a aposta entra pelo celular, quem pode acabar saindo pela porta dos fundos é a tranquilidade de uma família inteira.
*Diógenes Pereira da Silva
Tenente do Quadro de Oficiais da Reserva Remunerada da PMMG
por uberlandiahoje | ago 15, 2026 | Ponto de Vista |
Gustavo Hoffay – Agente Social
O que dizer de homens como Odelmo Leão Carneiro, baluarte e estrategista de escol na política mineira, tal e qual outros que já trabalharam por Uberlândia e seguem dispensando demagogias; avesso a programas mirabolantes, extravagancias, fórmulas mágicas e artimanhas ilusionistas enquanto ocupando cargos públicos da mais alta relevância? Nos poderes Executivo e Legislativo Odelmo sempre foi um incentivador dos setores de economia e com foco em atividades agropecuárias, de modo a deixar incompatíveis com os seus cargos quaisquer ameaças, atropelos, calotes, sustos e percalços. Em Uberlândia criou e disciplinou uma educação forte de base, favorecendo milhares de crianças e fomentando a prevenção ao uso de drogas, motivou professores com salários decentes, fez que a juventude uberlandense redescobrisse a alegria do lazer saudável, dos esportes, da política estudantil voltada para a construção de valores e ideais; exigiu e implantou um sistema de saúde mais condizente às necessidades populares, fez capacitar profissionais daquela área e de forma a irmanarem-se ao ideal de solidariedade e humanismo; diminuiu a burocracia na administração municipal (melhores e mais ágeis serviços de modo a aprimorar a esfera pública do cotidiano dos munícipes); carregou no coração a certeza de trabalhar prestando contas dos compromissos assumidos e não se aproximando dos eleitores apenas nos períodos eleitorais. Odelmo deixava sempre a impressão de mostrar-se compromissado com o ideal coletivo, menos sujeito a pressões, menos aferrado às ideias do utilitarismo monetarista e mais plural na forma de contemplar as demandas sociais, na capacidade de entender as dimensões e problemas de cada região de Uberlândia. A ordem, o respeito, a autoridade, a disciplina e o zelo pelas coisas públicas passava-nos a impressão de que sempre estiveram intrínsecos em seu modo simples de administrar. Odelmo enfrentou situações com disposição e sabedoria, jogou aberto, não tergiversou, assumiu o sentido de autoridade, fez cumprir a razão, exerceu com altanaria as suas altas funções públicas, sempre colocou o ideal da coletividade acima dos interesses personalistas de grupos e pessoas e o que, imagino, não lhe foi nada fácil em uma sociedade acentuadamente corporativista. Odelmo, o Leão, creio que não fechava posições com expectativas e demandas setorizadas, ao ponto de provocar um reducionismo no ideário social e que acabava inviabilizando políticas diversas. Nosso ex-prefeito, ex-deputado e ex-secretário da Agricultura do estado de Minas – entre outras nobres funções exercidas, fez da política uma missão e dentro da qual, não raras vezes com sacrifício, submeteu-se a passar décadas servindo ao povo. Cidadão de espírito moral elevado como a modéstia, a humildade, o senso de justiça, a fidelidade a princípios, a tolerância e a coragem de ser honesto e autêntico no ambiente político ( constantemente sujeito a pressões e contrapressões), Odelmo foi homem de palavra, coerente e com marca registrada no cartório do caráter. Ele foi o que foi. Não se agarrou ao populismo e evitou o afastamento das redes sociais; elegeu com ele a retidão como inspiração de vida; deixou-se embalar na utopia de transformação e, sobretudo, na crença de que qualquer avanço no caminho do progresso só é possível pela via da efetiva incorporação do povo no processo de controle e decisão das ações públicas. Valeu, Odelmo!