Gustavo Hoffay – Agente Social

Fala-se muito que a imprensa é o quarto poder da república. Ela encontra-se distribuída em diversos canais de comunicação (rádios, jornais, televisão, revistas….) e penetra o Brasil inteiro, até os recantos mais longínquos , modestos e outrora abandonados, transmitindo a quem queira importantes e recentes notícias. E trata-se de um serviço que não cessa durante as vinte e quatro horas do dia, exercendo poder e despertando no público alvo as mais variadas reações, alimentado que é por potentes agências noticiosas espalhadas por todo o mundo. E os canais de informação que despertam maior fascínio são, certamente, os aparelhos celulares e a televisão. Vivemos a civilização da imagem e do som e cujo acesso aos mesmos tende sempre a aumentar em todas as classes sociais e jovens de todas a idades. Shows, novelas, filmes e noticiários despertam a atenção de muitos e principalmente se nesses constarem cenas de violência, extrema violência! A televisão, a “senhora rainha” que quase sempre ocupa lugar de destaque nos lares de famílias de todas as classes sociais, serve como a uma janela de acesso a um mundo de fantasias e excluindo-se aquelas poucas estações de cunho estritamente cultural. Por outro lado e apesar da crescente audiência da televisão, não se pode negar que a imprensa escrita continua em voga, permanece forte e seus noticiários podem ser lidos e relidos uma infinidade de vezes e o que assegura o seu prestigio, muito embora não poucos editores e por motivos financeiros – atendendo as oscilações de mercado – nem sempre dão uma merecida cobertura a respeito da cultura popular. Lembro que o meu cunhado Jacinto e que começava a ler os livros a partir das últimas vinte ou trinta páginas para que, depois, repousando a mente, passasse a ler o mesmo desde o começo e a fim de perceber como os autores tramam o seu desenlace, já falava do enfraquecimento dos valores éticos, honestidade e respeito coletivo de parte de uma sociedade que deixa-se guiar pelo o que assiste, lê e escuta a partir de certos canais de comunicação. Lamento que alguns escritores e editores já não dispensam a devida atenção aos aspectos nobres e construtivos da arte de escrever, mas unicamente às necessidades do comércio e de acordo com o gosto de leitores moventes. E dessa forma o poder econômico vai sufocando a literatura e de modo a conspurcar a dignidade humana. E o que dizer da pornografia, que vem tornando-se um negócio cada vez mais explorado também em nosso país, onde produtores derramam sistematicamente sites e filmes que geram milhões e milhões de reais? A televisão , destinada historicamente a informar e distrair sadiamente os telespectadores, transformou-se a muito em uma vitrine comercial e onde divulga-se de tudo ou quase tudo na maior parte do tempo. Lamento, sim, o rumo degradante a que chegou a “senhora tv” e em todas as faixas de horário, servindo como via nada nobilitante para os nossos jovens…principalmente. O quarto poder precisa passar por uma reavaliação oficial em alguns dos seus canais e de modo a evitar a degradação moral e intelectual de milhões de brasileiros , visando a resguardar a moralidade com informações abalizadas, sérias e enquanto prima pela manutenção do bem e da ordem. Não se trata, absolutamente, de censurar o que está sendo oferecido ao povo naquele sentido, mas de regular o que vem tornando-se um abuso ante cultural e de maneira a resguardar a manutenção do bem e do verdadeiro, fortalecendo os valores éticos, honestidade e respeito coletivo.