Gustavo Hoffay – Agente Social
Já faz muito tempo que li, com certa apreensão, o deplorável episódio envolvendo o sr. Lula da Silva no qual ele tratou por “canalha” um determinado ministro de Estado e ainda chamou o presidente da República à época de FDP. Esse sujeito desculpou-se mais tarde, dizendo ter dito aquilo de maneira informal e enquanto conversava em “off” com alguns jornalistas. Ora, já li e ouvi que a Cesar não basta ser honesto; é preciso que também pareça honesto. “Mutatis mutantis” a alguém que já foi candidato a presidente da República por seis vezes ao longo da sua trajetória política e vencedor em três daqueles pleitos, não basta ser educado, tem de parecer educado. E, sinceramente, honestidade e educação tratam-se de facetas de caráter moral que, penso, parecem faltar no atual ocupante do trono palaciano tupiniquim. Certamente nós, cidadãos comuns e pagadores de impostos diversos, muito ajudamos a sustentar essa rica e linda nação com o nosso trabalho, enquanto pagando ( também) salários e benefícios dos deputados, servidores, governadores, presidente e todos os seus respectivos séquitos. Porém um homem público, falando a quem tudo transmite ao público ( ouvintes e leitores) não tem o direito de pronunciar bravatas e ter crises regulares de destemperos verbais. Alguns dos seus correligionários poderiam dizer que esse modo de se expressar trata-se de “deslizes orais, “noblesse oblige”. Francamente…..O comportamento em público do atual presidente e mesmo de um jovem senador e atual candidato ao governo de Minas, servem muito bem para refletirmos sobre como fazer uso do nosso direito ( e dever) de votar nas eleições que se aproximam. O que desejamos? Políticos esbanjadores, trapalhões, corruptos, oportunistas…? Convenhamos que probidade, competência e seriedade são qualidades natas e mínimas, obrigatórias a qualquer candidato que dispute uma vaga que já foi ocupada por algumas figuras de escol na politica mineira e brasileira. Ou então Luis Inácio novamente na presidência. Nas próximas eleições o sentimento de amor, respeito e devoção ao nosso Estado e País deve estar aflorado no peito de cada um de nós, eleitores responsáveis e cientes da importância da “procuração” que depositaremos nas urnas a candidatos realmente capazes de satisfazerem a nossa expectativa. Advirto sobre o perigo que se apresenta o populismo explorado por certos candidatos e que julgam-se como os únicos representantes legítimos da população, usando para tal de apelos emocionais populares e carisma para obterem apoio das massas. Tentar ganhar uma eleição à base do grito, bravatas e intimidação já não serve para convencer a grande maioria dos eleitores; esses preferem ouvir argumentos racionais dos candidatos.