por uberlandiahoje | dez 5, 2025 | Ponto de Vista |
Ana Maria Coelho Carvalho – Bióloga
Muitas vezes, ao lembrarmos de nossa infância, a associamos a um brinquedo ou passatempo favorito. Na minha infância, tive larga experiência em construir casinhas e cabaninhas, que geralmente terminavam em tragédia.
Algumas eram bem simples, como a construída debaixo da mangueira frondosa, no enorme quintal de minha casa, na cidadezinha de interior. As amigas de infância e eu varríamos o chão e separávamos os cômodos com as montanhas de folhas. Mas a gente sempre brigava e sentava a vassoura na cabeça da outra. Outras bastante criativas, como a inventada por mim e meu irmão, em cima dos galhos da mangueira: metade dos galhos era a casinha dele, a outra era a minha. As duas, unidas por uma “pinguela” (tábua). Um dia, ele foi tomar cafezinho na casa da comadre (eu) e despencou da tábua. Bateu a cabeça numa pedra e levou uns sete pontos . Meu pai ficou uma fera, mais do que já era.
Partimos então para cabaninhas mais elaboradas, como a que eu e os dois irmãos construímos em cima de outra mangueira, de tábuas pregadas, cobertas por folhas de coqueiro, um primor. Mas eles gostavam de fazer experiências lá dentro. Um dia, usaram fósforos junto com vários ingredientes e a cabaninha incendiou-se. Cascudos do pai bravo na cabeça de todos.
Tentamos depois algo mais seguro: uma casinha subterrânea. Juntamente com amigos, passamos bom tempo cavando um buracão embaixo da terra , tipo um túnel. Um dia, meu pai, checando as cercas do quintal, passou em cima do teto da casinha. Ela desabou e ele quase foi soterrado. Cascudos na cabeça de novo e castigo. Depois de tantas confusões, conclui que o bom mesmo era a casinha das minhas amigas. O pai delas construiu, de tijolo e cimento, com portinha e fogãozinho de verdade. Eu nunca tive inveja de nada, mas daquela casinha eu tive.
Depois, ao longo da vida, vieram as construções de cabaninhas com os filhos, feitas com lençóis, colchas e papelão. Mas sempre desabavam. A mais duradoura foi uma caixa de papelão que veio envolvendo a geladeira e que se transformou em uma casinha perfeita. Quando ela esborrachou de vez, o filho pequeno olhou e disse: -“Nossa, o lobo mau soprou”.
Por tudo isso, já na terceira idade, há um tempo atrás, resolvi aderir às maravilhas do século XXI e comprei uma casinha prontinha, de presente de Natal para mim. De plástico grosso, com teto e janelas azuis, paredes amarelas e 1,65 m de comprimento. Para curtir com os netos e talvez com os bisnetos, pois as informações técnicas diziam que esta casinha não acabava nunca e resistia ao sol e à chuva. O problema foi a porta cor de rosa e o fogãozinho também. Como todos os seis netos, na época em que a comprei, eram homens, discriminaram a casinha. Mas brincaram muito em cima do teto, com espadas e cordas. Sorte que depois vieram as três netinhas e brincamos muito de boneca e de fazer comidinha.
Dessa forma, o meu sonho de criança se realizou na terceira idade. Nestes tempos em que se almeja a paz mundial, mas que perdura a guerra nos lares, é bom ter uma casinha de brinquedo no quintal. No entanto, por precaução, eu sempre dava uma olhada para ver se a casinha colorida continuava lá, firme e forte. Medo de aparecer algum lobo mau e soprar com força. Hoje, anos após, a casinha ainda existe, bem conservada, cheia de histórias para contar e fazendo a alegria das crianças de uma creche, para a qual foi doada.
Assim, nesta época de Natal, pensei neste presente tão bom que um dia eu me dei. Mas o maior presente é sempre o Menino Jesus, que se deu para nós, na forma de amor que se fez criança. E que continua, através dos séculos, procurando um lugar para morar. Que nós saibamos transformar nossos corações em uma casinha acolhedora para o Menino Deus e que nela, deitado em sua manjedoura, Ele encontre aconchego, paz, amor, ternura e bondade.
por uberlandiahoje | dez 4, 2025 | Ponto de Vista |
Autor: Rafael Moia Filho – Escritor, Acadêmico da ABLetras, Blogger, Analista Político e Graduado em Gestão Pública.
Há alguns anos, essa brava gente brasileira que hoje apoia um político medíocre e ignorante advindo do baixo clero da Câmara, era uma trupe formada por críticos ferrenhos dos políticos. Desde 2017, eles passaram a votar, apoiar e ajudar na disseminação de suas mentiras nas redes sociais e aplicativos de mensagens.
Muitos destes apoiadores cegos e completamente sem argumentos em favor de Bolsonaro, quando perguntados, diziam não entender de política, não gostar de política ou simplesmente desconversar e mudar de assunto.
Seria até compreensível se isso partisse dos ricos e milionários, mas ao contrário, são os chamados pobres de direita que subvertem a ordem natural das coisas e se sujeitam a dar apoio incondicional aos que roubam, praticam a corrupção, se vendem por dinheiro de emendas parlamentares que nunca chegam a eles.
Estão do mesmo lado que o velho sonegador da rede de lojas, dos cantores sertanejos que apoiam o fascismo enquanto embolsam milhões em shows pagos pelas prefeituras bolsonaristas do interior do país. Seguem firmes ao lado de pastores charlatães que vivem às custas do dinheiro deles enquanto constroem mansões, compram iates e aviões…
A hipocrisia dessa camada da população é algo doentio, dizem odiar Lula e os partidos de esquerda, porém, ao serem questionados sobre a origem deste ódio, não sabem e nem possuem argumentos plausíveis. Enchem a boca para falar de corrupção, enquanto votam em corruptos. Falam que não votam em ladrão, enquanto apertam as teclas das urnas elegendo verdadeiras quadrilhas. Somente em dois anos, o MP afastou mais de 40 prefeitos no Estado de SC. Todos oriundos de partidos bolsonaristas.
Enchem a boca para falar de Deus, porém defendem justamente aqueles que jamais praticaram os ensinamentos de Jesus. Quem dissemina ódio não está certamente entre os discípulos de Jesus, que nunca odiou sequer seus algozes, e os perdoou perante o Pai.
Dizem acreditar na volta do comunismo e de que a nossa bandeira jamais será vermelha, algo absolutamente idiota de qualquer ponto de análise. Lula do PT esteve no mesmo cargo de 2003 aa 2010, depois Dilma ficou de 2011 a 2016. A bandeira não mudou de cor, igrejas evangélicas não foram fechadas, banheiros unissex não foram criados em escolas e o comunismo, que nunca existiu no Brasil, não foi instituído como regime de governo neste período, nem nunca será, exceto na cabeça oca de quem não estuda, não raciocina e possui políticos de estimação que controlam seus pensamentos e ditam no que eles devem acreditar. Talvez por isso são chamados de Gado.
O ápice da hipocrisia deles é odiar Lula que criou Fies, Pronatec, Prouni, Ciência sem Fronteiras, Mais Médicos, Farmácia Popular, Minha Casa, Minha Vida, Bolsa Família, Cisternas no sertão, Luz para Todos, Transposição do Rio São Francisco, Reativação do Transporte Ferroviário, Ferrovia Norte-Sul, Ferrovia Transnordestina, Aumento do salário mínimo acima da inflação, Pronaf, FAT, Programa Brasil Sem Miséria, Bolsa Atleta, Bolsa Estiagem, Bolsa Verde, Bolsa-escola, Pontos de Cultura, Samu/Upas, Saúde da Família, FGEDUC (Seguro do FIES), Aprendiz na Micro e Pequena Empresa, MEI Microempreendedores Individuais, Pagamento da Dívida Externa ao FMI, BRICS, Retirada pela ONU do Brasil do Mapa da Fome, entre outras tantas coisas importantes para esse povo que diz não gostar dele.
Agora, pergunte a qualquer um deles o que fez Michel Temer ou Bolsonaro em seis anos de governo? Isenção de Moto Aquática e Motociatas talvez seja a resposta. Temer, por sua vez, talvez seja lembrado pela Reforma Trabalhista que puniu trabalhadores e beneficiou empresários.
por uberlandiahoje | dez 4, 2025 | Ponto de Vista |
Tania Tavares – Professora – SP
Como assim? Um ministro sozinho do STF pede a revogação de impeachments dizendo que só o Procurador Geral da República pode decidir sobre a cassação? Mas será que ele será isento neste julgamento? Será que o plenário da Câmara e Senado não são capazes de julgar responsavelmente? Por isto, a escolha de ministros para STF não pode ser um indicado apadrinhados do presidente eleito.Estamos caminhando para a ditadura de togados ?
por uberlandiahoje | dez 4, 2025 | Ponto de Vista |
Paulo Henrique Coimbra de Oliveira – ECONOMISTA RS
Os grandes empresários brasileiros, suponho, já pagam bastante imposto. Tem muitas exceções e a mídia divulga sempre que ocorre um escândalo de altas proporções. Tirando o empresariado hoje as grandes fortunas são de membros do legislativo , do judiciário e ex -presidentes, governadores e prefeitos. Sob uma capa de impunidade fazem o que querem com o dinheiro público criando sempre as melhores situações em proveito próprio. Então fica difícil de acreditar que venham a fazer algo, taxar super ricos , nesse sentido .De verdade , há somente muita hipocrisia.
por uberlandiahoje | dez 2, 2025 | Blog |
Prefeito Paulo Sérgio participou do evento com os jovens que prestarão serviços ao Município por meio do programa de estágio remunerado
Valter de Paula – Secretaria de Comunicação/PMU
Um momento inédito e voltado para a juventude aconteceu na Prefeitura de Uberlândia, nesta segunda-feira (1º), quando a administração municipal recebeu 85 participantes do programa de estágio remunerado JuventUdi. A cerimônia para a integração dos estagiários ao serviço público contou com a presença do prefeito Paulo Sérgio e foi realizada no auditório do Centro Administrativo Municipal. Os selecionados atuarão em 25 secretarias e autarquias municipais, com destaque para áreas como Trânsito e Transportes, Gestão Ambiental e Sustentabilidade, Educação e Cultura e Turismo.
Para o prefeito Paulo Sérgio, o programa JuventUdi representa uma nova fase e um novo perfil para a administração pública municipal, configurando como uma ação estratégica para estimular o protagonismo juvenil e fortalecer a formação profissional. “Receber esses jovens reforça o nosso compromisso em promover a educação e incentivar a inserção no mercado de trabalho. Trata-se de um investimento no futuro da administração municipal e da cidade”, disse o prefeito.
“É uma responsabilidade para a Prefeitura de Uberlândia iniciar o processo de formação dessas pessoas que já constroem a nossa cidade. Esperamos contribuir com uma formação cidadã para termos, em futuro próximo, novos empresários, profissionais de sucesso e, até mesmo, servidores municipais de carreira”, ressaltou o secretário municipal da Juventude, Thaynan Salviano.
Ao todo, 2.893 jovens disputaram as vagas do JuventUdi e participaram de um processo seletivo que contou com entrevistas e outras dinâmicas. Os inscritos são vinculados a mais de 10 instituições de ensino e a diversos cursos, evidenciando o caráter plural e abrangente da iniciativa. A maior quantidade de interessados é proveniente dos cursos de Direito, Psicologia e Enfermagem, concentrando quase 25% das inscrições. Entre as instituições e quantidade de inscritos, a Universidade Federal de Uberlândia (UFU) foi a principal participante com 1.001 interessados, seguida pela Esamc, Faculdade Anhanguera e Unitri.
Quanto ao perfil predominante dos participantes, os jovens com idade entre 18 e 25 anos, representaram 76% do total de inscritos (2.199 candidatos). O programa também promove ações de acessibilidade e inclusão. Nesta edição, 1,62% dos candidatos (47 estudantes) declararam algum tipo de deficiência — sendo a neurológica (34%) a mais recorrente, seguida por física (21,3%) e visual (14,9%).
A universitária Sofia Sardelli, do curso de Design, da UFU, foi selecionada e irá compor o quadro da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social. “É uma grande oportunidade, pois o estágio é muito importante para a nossa formação. A Prefeitura está abrindo portas para a nossa inserção no mercado de trabalho e também para agirmos em prol de Uberlândia”, ressaltou.
Estudante do curso de Sistema de Informação, da Uniessa, Louryel Henrique Nogueira Alves, procurava há tempos por uma oportunidade de estágio e, agora, vai atuar na Secretaria Municipal de Administração. “Estou muito feliz em conseguir esse estágio na Prefeitura de Uberlândia e unir a teoria que aprendi na faculdade com a prática do dia a dia”, destacou.
“Uma nova fase está começando pra mim e representa uma grande oportunidade para aprimorar os conhecimentos aprendidos no curso. Eu também vou conhecer mais pessoas já inseridas na área e unir a prática com a teoria”, enfatizou a estudante do curso de Agronomia, da UFU, Tamires Gomes Viana Rezende, selecionada para a Secretaria Municipal de Gestão Ambiental e Sustentabilidade.