300 picaretas

Paulo Henrique Coimbra de Oliveira – Economista – RJ

Em setembro de 1993, Lula afirmou que o Congresso tinha 300 picaretas. Não percebemos que era um deles. Ainda não tinha mostrado as garras. Ele se aperfeiçoou e veio a ser presidente por 5 mandatos, 2 por procuração. E o pior, o número de picaretas só aumentou. E nossa dívida também. Era 60 bilhões. Hoje é 8 trilhões. Enriquecemos os picaretas, hoje encastelados também no judiciário, tribunais superiores e afins em todos os níveis. E o povo? O povo é detalhe, segundo Zélia.

Governo de Minas inaugura Brigada Municipal de Conselheiro Pena

Com investimento de R$ 1,29 milhão, a unidade será coordenada pelo Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais

GOV. MG

O vice-governador Mateus Simões inaugurou, neste domingo (14/12), a primeira Brigada Municipal de Conselheiro Pena, no Vale do Rio Doce. A nova unidade recebeu investimento de R$ 1,29 milhão e será coordenada pelo Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG).

A Brigada Municipal permitirá reduzir o tempo de resposta em acidentes de trânsito, combater incêndios urbanos e em vegetação, atuar de forma articulada com a Defesa Civil em enchentes e escorregamentos, além de ampliar a educação comunitária em segurança e prevenção.

“Não me canso de repetir o mote, o amigo certo das horas incertas. No momento do desespero é a eles que recorremos. A cada um daqueles que compõe a brigada, o meu agradecimento, porque quem já passou por um momento de desespero sabe da importância do trabalho das equipes, que são capazes de chegar para nos acudir na hora certa, no momento necessário”, destacou o vice-governador.

Resposta mais rápida e prevenção

A presença permanente de brigadistas no município também apoiará ações em unidades de conservação, áreas rurais isoladas e empreendimentos turísticos, fortalecendo a proteção do patrimônio natural e das comunidades distribuídas pelo município.

“Poder estar aqui hoje, em Conselheiro Pena, fazendo a inauguração dessa brigada, representa muito mais do que a gente inaugurar uma estrutura. Nós também estamos trazendo para a população cuidado, proteção e segurança. Isso só é possível graças à interação de tantas pessoas que se unem para tornar um sonho realidade. A brigada representa resposta mais rápida, prevenção e trabalho”, frisou a Comandante-Geral do Corpo de Bombeiros, coronel Jordana de Oliveira.

Estrutura

A estrutura contará com dois bombeiros militares, 11 brigadistas civis treinados pelo CBMMG e atenderá também os cinco distritos de Conselheiro Pena: Barra do Cuieté, Bueno, Cuieté Velho, Ferruginha e Penha do Norte. Um caminhão de combate a incêndios foi doado pelo Corpo de Bombeiros.

Com a implantação da Brigada Municipal, Conselheiro Pena se posiciona como referência regional em prevenção, resposta e gestão de riscos. Mais que um serviço de emergência, a unidade será um agente permanente de fortalecimento comunitário, proteção ambiental e desenvolvimento sustentável, alinhado às características naturais e ao potencial de crescimento do Vale do Rio Doce.

Áreas de preservação

Conselheiro Pena abriga importantes áreas de preservação e patrimônio natural, como o Parque Estadual Sete Salões, um dos maiores remanescentes de Mata Atlântica do Leste mineiro. O município é banhado pelo Rio Doce e tem um papel estratégico na malha viária da região, com a BR-259, as rodovias MG-422 e MG-458, além da estrada de ferro que liga o Espirito Santo a Minas Gerais. Esse contexto reforça a necessidade de uma Brigada Municipal capacitada para garantir respostas rápidas e eficientes às ocorrências na localidade.

Entre os principais atrativos naturais, estão a Serra do Padre Ângelo e o Pico da Bela Adormecida, referências do ecoturismo regional. O município abriga, ainda, importantes áreas de preservação, como o Parque Natural Municipal de Conselheiro Pena, o Parque Natural Municipal das Nascentes e o Conjunto Paisagístico e Arqueológico da Serra da Onça, patrimônio tombado pelo município em função da relevância cultural e ambiental.

Promessas abandonadas

Promessas abandonadas e discurso trocado: a segurança pública mineira à deriva

Diógenes Pereira da Silva*

*Promessas abandonadas e discurso trocado: a segurança pública mineira à deriva*

O vice-governador Mateus Simões fez um compromisso público e explícito: os reajustes das forças de segurança dependeriam da derrubada dos vetos presidenciais ao PROPAG. O Congresso cumpriu sua parte. O governo mineiro, não.

Depois de meses de articulação política e expectativa crescente entre policiais, bombeiros e agentes do sistema prisional, o discurso oficial mudou. Sem explicações, Mateus Simões passou a falar apenas em novas contratações — e silenciou sobre o reajuste que ele próprio condicionou e prometeu.

A mensagem para a tropa foi clara: o compromisso foi abandonado.

A defasagem salarial ultrapassa 40%. O desgaste físico, psicológico e institucional é crescente. O governo sabe disso, reconhece isso — mas escolhe ignorar. A mudança de narrativa não é apenas um recuo político; é um gesto de desrespeito com quem sustenta a segurança do estado.

E a pergunta inevitável surge: Mateus Simões, que pretende disputar o governo em 2026, seguirá a cartilha de Romeu Zema, que também prometeu em campanha, recuou no governo e nunca entregou o reajuste?

A sensação entre os profissionais é de abandono. A atual gestão criou um abismo entre ativos e inativos, acentuou desigualdades e empurrou a categoria para uma crise moral sem precedentes. Zema prometeu corrigir a defasagem. Não cumpriu. Agora, seu vice repete o roteiro.

Essa sequência de promessas quebradas deveria servir de alerta para todo o funcionalismo público mineiro. Antes mesmo de entrar oficialmente na disputa eleitoral, Mateus Simões já dá sinais de que compromissos assumidos não resistem ao teste da conveniência política.

E não se trata apenas de segurança pública. O impacto é mais amplo. Estados que desprezam seus profissionais de segurança pagam a conta em atraso: perda de investimentos, enfraquecimento institucional, aumento da criminalidade e deterioração da confiança pública.

Sem segurança valorizada, não há desenvolvimento econômico, nem estabilidade social.

Em um cenário em que discursos mudam ao sabor da conveniência, resta ao servidor e ao cidadão redobrar o cuidado com políticos que prometem no palanque e retraem no poder. Minas Gerais já viu esse filme — e o desfecho, até agora, tem sido prejuízo para quem trabalha e risco para quem vive aqui.

*Diógenes Pereira da Silva
Tenente do Quadro de Oficiais da PMMG. Graduado em Segurança Pública pelo Centro Universitário do Triângulo. Pós graduado graduado em Gestão de pessoas no setor Público.

Maior programa habitacional do estado leva melhorias a mais famílias com abertura de novo cadastro em BH

Programa da Sedese, Moradas Gerais transforma casas e amplia número de famílias atendidas na comunidade Novo Lajedo

GOV. MG

O Governo de Minas está ampliando o alcance do Moradas Gerais, maior programa de melhoria habitacional da história do estado. Neste sábado (13/12), a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese) deu início ao novo cadastro de moradores do bairro Novo Lajedo, na região Norte de Belo Horizonte, onde a iniciativa já está mudando a realidade de centenas de pessoas.

A auxiliar administrativa Priscila Pereira Damasceno, de 30 anos, realizou o cadastro e, agora, vê o futuro com mais segurança e conforto para ela e o noivo.

“Como eu tenho visto alguns vizinhos com a casa reformada, a minha expectativa é que o programa sane os problemas da minha residência. Eu perco móveis, eu já não compro móveis porque sei que no período chuvoso vai estragar. Com o benefício, vou poder resolver esses problemas que eu não tenho condições financeiras para sanar”, disse Priscila.

As obras na casa de Marcela dos Santos, 36 anos, estão a todo o vapor. A moradora, que tem um filho transplantado, já está vendo a transformação proporcionada pelo Moradas Gerais. “Minha casa mofava muito no quarto, pingava na cozinha, as telhas estavam quebradas. Vai ser muito bom para o meu filho e para minha família. A reforma veio na hora certa”, comemorou a moradora.

Com o mutirão, a expectativa é cadastrar quase 300 novas famílias. O objetivo é garantir que mais famílias em situação de vulnerabilidade tenham suas casas reformadas, dando mais segurança, autonomia e dignidade para quem mais precisa.

Com investimento de R$ 38 milhões, a iniciativa inédita vai contemplar 1.000 casas, com até R$ 35 mil por residência para intervenções como troca de telhados, pisos, revestimentos, impermeabilização, pintura e melhorias elétricas e sanitárias.

O vice-governador Mateus Simões celebrou o avanço da iniciativa e reforçou o compromisso do Governo de Minas com as famílias em situação vulnerabilidade.

“Este programa representa o que há de mais concreto em transformação social. Cada obra entrega dignidade e segurança. O Moradas Gerais já mostra resultados muito positivos, e vamos trabalhar para ampliar e alcançar ainda mais famílias mineiras”, ressaltou o vice-governador.

Para a secretária de Estado de Desenvolvimento Social, Alê Portela, os resultados comprovam a força transformadora do programa.

“O Moradas Gerais já mudou a vida de 100 famílias que conviviam com infiltração, mofo e até mesmo sem banheiro. Esse novo cadastro abre as portas para que mais pessoas tenham acesso a uma moradia digna. É uma política pública inovadora, que começou em Belo Horizonte e já nos dá a perspectiva de chegar a mais regiões de Minas”, enfatizou a secretária.

Mais famílias atendidas

O cadastro realizado neste sábado pela Sedese vai permitir que a equipe técnica avance para a etapa de vistoria, identificando os lares em maior situação de risco. Após essa etapa, as necessidades de cada imóvel são avaliadas por um profissional, em conjunto com os moradores, garantindo que as obras atendam às demandas mais urgentes de cada família.

Seis meses após o cadastramento, Raquel Cristina de Almeida, de 40 anos, comemora os resultados e se diz orgulhosa com a reforma realizada em sua residência.

“Eu fiz o cadastro em junho do ano passado. Molhava muito dentro de casa, não tinha pintura, não tinha varanda. Muitas coisas melhoraram para mim e para meus filhos. Agora eu vejo que o programa está ajudando muitas pessoas assim como aconteceu comigo”, conta a moradora.

O desenvolvimento do programa no Novo Lajedo está sendo acompanhado pela equipe técnica da Subsecretaria de Política de Habitação (Subhab), que avalia o modelo para orientar uma futura expansão para outras regiões, realizando ajustes necessários para fortalecer ainda mais essa política habitacional.

Foco em quem mais precisa

Para participar do programa, as famílias devem estar inscritas no Cadastro Único (CadÚnico), possuir renda per capita inferior a meio salário mínimo e residir em imóvel próprio que necessite de melhorias. O Moradas Gerais prioriza lares chefiados por mulheres e aqueles que incluam crianças, adolescentes, idosos ou pessoas com deficiência.

A escolha do Novo Lajedo para iniciar o programa foi baseada em critérios técnicos. A região é classificada como Área Especial de Interesse Social, possui um Plano Global Específico (PGE) — instrumento de planejamento urbano que orienta as intervenções — e apresenta elevados índices de inadequação habitacional, segundo levantamento da Fundação João Pinheiro (FJP).

Exportações do agro mineiro alcançam recorde de US$ 18,1 bilhões

Valor do período acumulado de janeiro a novembro já é maior do que o registrado em 2024

O ano ainda não terminou, mas a receita das exportações do agronegócio já superou 2024. No período de janeiro a novembro de 2025, o setor alcançou o valor recorde de US$ 18,1 bilhões. Com crescimento de quase 13%, a receita superou os US$ 17,1 bilhões registrados em 2024, e se destaca como o maior valor registrado desde o início da série histórica em 1997.

GOV. MG

Já o volume embarcado somou cerca de 15,3 milhões de toneladas, com redução de 6,6%, na comparação com o mesmo período do ano anterior. Ao todo 643 diferentes produtos agropecuários mineiros foram enviados para 177 países.

Na avaliação do secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Thales Fernandes, o cenário positivo mostra a maturidade do agro mineiro. “Apesar da ligeira queda no volume, o setor conseguiu capitalizar a valorização dos preços no mercado internacional, especialmente em relação ao café, transformando desafios em retorno financeiro. O agro já representa quase 44% de tudo que é exportado pelo estado.

Liderança histórica

Principal commodity exportada pelo agro mineiro, o café garantiu o bom desempenho do setor, impulsionado pela alta do preço médio internacional, que saltou de US$ 4.212/tonelada para US$ 6.807/tonelada. Isso garantiu que, mesmo com a redução de 12,5% do volume exportado, a receita do café alcançasse US$ 10,16 bilhões, com crescimento de 41%.

A soja (US$ 2,8 bilhões e 7 milhões de toneladas) sentiu os efeitos de uma procura internacional mais moderada e de preços globais em queda, enquanto o setor sucroalcooleiro (US$ 1,9 bilhão) navegou por um cenário de ajustes e perda de competitividade.

Diversificação e valor agregado

O ano também se destacou por uma mudança estratégica no perfil das exportações do agro mineiro, com o fortalecimento de nichos de maior valor agregado, a exemplo dos ovos e derivados, que apresentaram crescimento de 150%, seguidos de perto pelas frutas (75%), alimentos diversos (55%) e o mel natural avançou (31%).

Para o secretário de Agricultura, Thales Fernandes, ainda que o volume exportado desses produtos seja pequeno, os dados reforçam a ampliação da presença dos produtos mineiros em mercados mais especializados. “Isso é fundamental na construção de uma pauta mais diversa e capaz de gerar valor mesmo em cenários globais desafiadores. O desempenho das exportações do agronegócio de Minas Gerais não é apenas um feito quantitativo, mas uma demonstração de qualidade e estratégia”, analisa.

Carnes

O segmento das carnes, outra cadeia produtiva tradicional nas exportações, também foi impulsionado pela conjuntura favorável de preço e demanda, especialmente da carne bovina. A receita de todo setor (bovina, suína e frango) alcançou US$ 1,7 bilhão no período, com alta de 7% em relação ao mesmo período de 2024. Já o volume total ficou em 463 mil toneladas.

Soja

O complexo soja (grãos, óleo e farelo) registrou US$ 2,8 bilhões com o embarque de quase 7 milhões de toneladas e queda aproximada de 11% e 3% respectivamente.

Sucroalcooleiro

O volume chegou a 4,3 milhões de toneladas, totalizando US$ 1,8 bilhão com queda de 22,5% na receita e 13,7% na quantidade embarcada.

Produtos florestais

Os produtos florestais (celulose, madeira e papel) alcançaram aproximadamente US$ 916 milhões (-11,6%). O volume embarcado ficou em 1,5 milhão de toneladas (+1,9%).