por uberlandiahoje | fev 1, 2026 | Ponto de Vista |
Tania Tavares – Professora – SP
Chegam as eleições e as(os) forasteiros(as) veem aventurar-se em SP, candidatando a qualquer cargo político (senadora , deputado federal) por São Paulo, o maior colégio eleitoral do Brasil. Não conhecem o suficiente e nem os locais e todas as suas necessidades. Depois de eleitos nos esquecem. O que será que pensam os eleitores de seus estados?
por uberlandiahoje | fev 1, 2026 | Ponto de Vista |
Dr. Flávio de Andrade Goulart*

Em minhas caminhadas matinais pelo final da Asa Norte, em Brasília, vejo com alguma constância pequenas placas com informações sobre as espécies vegetais ali presentes, geralmente plantas naturais (ou endêmicas) do Cerrado, pois que existem algumas exóticas também. Fico feliz em vê-las (e aprender com elas), porque sou um notório curioso sobre a botânica e frequentemente, quando não me trai a memória, passo a incorporar esses novos conhecimentos, às vezes tratando os mesmos – confesso – como se os conhecesse desde sempre. Mas tem uma coisinha que às vezes me faz cócegas na mente, ou seja, a frequência com que aparece em tais plaquinhas a palavra “medicinal”, ao lado de designativos como ornamental, alimentícia, madeira. É apenas a primeira dessas categorias que me provoca especulações, porque quanto a ornamentar com flores, oferecer frutos e sementes, se converter em lenha ou tábuas, não caberiam muitas dúvidas. Mas tal definição de medicinal no mínimo exigiria a a indagação: como assim? Ou ainda: para que tipo de problemas de saúde? Nas tais plaquetas, é claro, isso não está esclarecido, mas quando vamos aos livros de botânica, principalmente dedicados às árvores e outras plantas do cerrado, o mesmo adjetivo aparece inúmeras vezes, com esclarecimentos um pouco mais detalhados, embora, a meu ver, ainda obscuros. Como diziam os antigos, é aí que a porca torce o rabo, ou para adequar tal expressão à situação presente, é aí que o pequizeiro retorce (ainda mais) seus galhos, já tortos de natureza. As informações obtidas em tais textos são de uma generalidade espantosa, dando origem a expressões vagas como afecções do fígado, estados inflamatórios, febres, corrimentos, doenças dos rins, do estômago, do fígado etc. Pois bem, gostaria de saber em que tipo de clínica ou laboratório, dentro de qual categoria metodológica, isso foi devidamente testado e comprovado. Os adeptos de tais terapias certamente vão me condenar por exagero na crítica e de descrença no poder terapêutico da natureza, ou coisas assim. Quem tive mais paciência vai tentar me explicar que se tratam de conhecimentos ancestrais de uma suposta medicina tradicional, aspectos aos quais eu deveria me render, deixando de lado minhas tendências céticas e materialistas. Com a aproximação da COP-30 já reparei que tal assunto ganhou novas proporções, por exemplo, na suposição de que certos “conhecimentos tradicionais” indígenas poderiam conter a chave não só para processos de cura de doenças como também para a resolução da crise ambiental. Isso é, sem dúvida, resultado de movimentos descoloniais e ambientalistas, que alimentam ideias um tanto românticas e sem base factual, de que as crenças e tradições dos chamados povos “ancestrais” ou “originários” apenas por isso já deveriam usufruir de um estatuto comparável ao das ciências estabelecidas, com raízes desde os tempos de Galileu, passando por Descartes, Louis Pasteur, Mme. Curie, Niels Bohr, Oppenheimer e Einstein. Mas a vida (aquela real, pelo menos) é bem mais complicada, para tristeza e revolta dos tais descolonizadores do conhecimento. Preocupado com isso procurei algumas leituras ancoradas na Ciência Tradicional, que os tais descolonizadores costumam menosprezar, em troca do que denominam Nova Ciência. Assim cheguei ao texto seguinte, que recomento aos leitores.
*Flávio de Andrade Goulart é médico, professor de Medicina na UFU e na UNB, secretário de Saúde em Uberlândia e sobrinho do poeta Carlos Drummond de Andrade
por uberlandiahoje | jan 31, 2026 | Blog |
Estado teve superávit de R$ 1,108 bilhões em 2025, cumprindo o exigido por lei para aplicações em educação, saúde e ciência e tecnologia
O Governo de Minas alcançou um superávit de R$ 1,108 bilhões em 2025 e manteve o equilíbrio fiscal das contas públicas pelo quinto ano consecutivo. Os resultados foram divulgados nesta sexta-feira (30/1).
GOV. MG
O superávit é decorrente de receitas que somam R$ 132,7 bilhões e despesas de R$ 131,6 bilhões, mantendo a tendência dos últimos cinco anos. Parte dos recursos associados ao superávit é vinculada a finalidades específicas, ou seja, não é de livre aplicação por parte do Poder Executivo.
“Essa consolidação do equilíbrio fiscal com superávit pelo quinto ano consecutivo é resultado de um trabalho responsável da nossa gestão com o gasto público. Isso demonstra também que o governo conseguiu, mesmo em cenários adversos, trabalhar com bastante gestão para garantir investimentos, cumprir obrigações e, ainda assim, terminar o ano com as contas públicas em equilíbrio”, afirmou o governador Romeu Zema.
O secretário-adjunto de Estado de Planejamento e Gestão, Rodrigo Matias, reforçou o resultado alcançado. “A atual gestão tem como uma de suas principais marcas a austeridade fiscal e a eficiência do gasto público, atuando efetivamente com boas práticas para revisar gastos e incrementar receitas, sem prejudicar a prestação dos serviços públicos ou aumentar impostos de qualquer natureza aos mineiros, cumprindo os mínimos constitucionais e as obrigações da dívida pública no exercício”, disse.
Mínimos constitucionais
O Estado cumpriu em 2025 o exigido pela legislação para aplicações constitucionais mínimas em educação, saúde e ciência/tecnologia.
O montante aplicado em manutenção e desenvolvimento do ensino (MDE), considerando a apuração pela metodologia definida pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN), foi de 25,53% (R$ 23,9 bilhões) da base de cálculo de referência, frente a uma aplicação mínima de 25%.
A apuração pela metodologia definida pelo Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG) também supera o percentual mínimo exigido, atingindo 25,40% da base de cálculo.
Já o total aplicado em ações e serviços públicos de saúde (ASPS) foi de 12,29% (R$ 11,5 bilhões) considerando a metodologia STN, e 12,36% pela metodologia do TCE-MG, frente ao mínimo de 12% exigido pela legislação.
Houve ainda a aplicação de 1,01% da base de cálculo de referência em despesas com ciência e tecnologia, totalizando R$ 573,7 milhões, sendo 1,00% o mínimo exigido.
“O cumprimento dos mínimos constitucionais em saúde e educação, muito além de constituir uma obrigação legal, assegura direitos fundamentais aos cidadãos e promove o desenvolvimento social. Nesse aspecto, Minas tem atuado de forma responsável e sustentável”, enfatizou o secretário de Estado de Fazenda, Luiz Claudio Gomes.
Dívida
Em 2025, foram empenhados R$ 6,57 bilhões em despesas referentes ao serviço da dívida (juros e amortizações), valor superior ao observado em 2024, quando o total empenhado foi de R$ 3,80 bilhões.
Esse crescimento da despesa contribuiu de forma significativa para a redução do superávit fiscal, refletindo o maior esforço fiscal do Estado no cumprimento das obrigações da dívida pública.
Gastos com pessoal
A Despesa Total de Pessoal (DTP) alcançou R$ 53,9 bilhões, o que corresponde a 48,22% da Receita Corrente Líquida (RCL). O valor é inferior ao limite máximo de 49% definido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) para esse indicador. O Estado ainda se encontra acima do limite prudencial, que é de 46,55%. Em 2024, o índice foi de R$ 48,8%.
A Dívida Consolidada Líquida (DCL) em 2025 foi correspondente a 167,46% da RCL, abaixo do limite de 200% para esse indicador pela LRF. Já o montante de inscrições de restos a pagar no final do exercício foi de R$ 10,606 bilhões, o que representa 9,5% da RCL, valor inferior ao apurado em 2024 (15,99% da RCL).
O resultado previdenciário, assim como observado nos últimos exercícios financeiros, registrou um déficit de R$ 19,74 bilhões (considerando os regimes previdenciários civil e militar) em 2025, mas apresenta uma melhora em relação ao déficit de 2024 (R$ 20,6 bilhões).
por uberlandiahoje | jan 31, 2026 | Blog |
Processo seletivo é voltado a servidores efetivos e prevê atuação formativa e de acompanhamento pedagógico junto às Superintendências Regionais de Ensino
A Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE/MG) encerra nesta sexta-feira (30/1) as inscrições para o Processo de Seleção Interna (PSI) de professores e especialistas efetivos da rede estadual para atuação no Programa de Recomposição das Aprendizagens (PRA).
GOV. MG
As inscrições ficam abertas até às 23h59 desta sexta-feira (30/1), exclusivamente por meio deste formulário eletrônico. O processo seletivo será composto por duas etapas: análise curricular, com avaliação de títulos, experiências, carta de motivação e atividade classificatória, e entrevista, de caráter eliminatório e classificatório. O resultado final será divulgado no site da secretaria, onde também estarão disponíveis comunicados, retificações e demais informações relativas ao processo seletivo.
A iniciativa tem como objetivo selecionar servidores dos cargos de Professor de Educação Básica (PEB) e Especialista em Educação Básica (EEB) para compor cadastro de reserva e atuar em vagas temporárias vinculadas às ações formativas do programa, desenvolvido pela Subsecretaria de Desenvolvimento da Educação Básica da SEE/MG. O processo seletivo terá vigência até 31/12/2027.
A superintendente da Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional de Educadores da SEE/MG, Gabriela Hoffer, destaca que o processo seletivo do edital SEE/PRA/SPP nº 01/2026 é uma forma de a SEE/MG ficar cada vez mais próxima aos processos de recomposição das aprendizagens nas escolas.
“Para resolver as lacunas de aprendizagem dos nossos estudantes, é essencial termos servidores específicos para o PRA, para visitar as escolas semanalmente, acompanhando as práticas pedagógicas e a implementação das políticas educacionais, transformando as diretrizes e normativas em algo aplicável no dia a dia do contexto escolar”, explica Gabriela Hoffer.
Funções do cargo
Entre as atribuições previstas estão a participação em formações semanais, a realização de visitas às Superintendências Regionais de Ensino (SREs), a análise de dados de avaliações internas e externas, como o Sistema Mineiro de Avaliação e Equidade da Educação Pública (Simave) e o Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), além da elaboração de diretrizes, roteiros e instrumentos de acompanhamento pedagógico para a rede estadual.
Ao todo, poderão ser selecionados até 28 servidores, sendo que pelo menos 25% das vagas serão destinadas a professores dos componentes curriculares de língua portuguesa e matemática. A classificação dará preferência aos candidatos com maior disponibilidade de carga horária diária para o exercício das atividades do programa.
A atuação ocorrerá de forma presencial, na Cidade Administrativa, em Belo Horizonte, sem alteração da lotação original do servidor, que permanece vinculada à unidade de ensino de origem. Os selecionados receberão ajuda de custo.
Proposta
O PRA tem como foco o fortalecimento do acompanhamento pedagógico da rede estadual, por meio da formação continuada de professores e especialistas.
Os profissionais selecionados participarão inicialmente como formandos e, posteriormente, atuarão como formadores, disseminando práticas pedagógicas, diretrizes institucionais e estratégias baseadas na análise de dados educacionais.
por uberlandiahoje | jan 31, 2026 | Blog |
Recomendação é válida para todo o estado, entre esta sexta-feira (30/1) e domingo (1/2), com risco de tempestades, ventos fortes e queda de granizo
GOV. MG
O Governo de Minas, por meio da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec), alerta a população para a possibilidade de tempestades isoladas – que podem ser fortes em alguns locais, rajadas de vento e chance de granizo a partir desta sexta-feira (30/1) até domingo (1/2).
De acordo com o Centro de Inteligência em Defesa Civil (Cindec), o padrão típico do verão, com aquecimento durante o dia, favorece a intensificação das instabilidades, que podem se organizar tanto no período da tarde quanto, em alguns momentos, desde as primeiras horas do dia.
Previsão para os próximos dias
Nesta sexta-feira (30/1), há previsão de tempestades isoladas em diversas regiões, incluindo Noroeste, Zona da Mata, Central Mineira, Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), Sul/Sudoeste, Campo das Vertentes, Oeste de Minas e Triângulo Mineiro. Ao longo do dia, o aquecimento intensifica as instabilidades em todo o estado. Os acumulados podem chegar a 50 milímetros no Sul/Sudoeste e no Triângulo Mineiro, com rajadas acima de 70 quilômetros por hora (km/h) e condições para granizo.
No sábado (31/1), a atuação de um ciclone no oceano favorece tempestades em praticamente todas as regiões. As chuvas podem ocorrer desde a madrugada e se intensificar à tarde, com rajadas de até 70 km/h e queda ocasional de granizo. Os maiores volumes, em torno de 40 milímetros, são esperados no Noroeste, Central Mineira e RMBH.
No domingo (1/2), o tempo segue instável em todo o estado, com tempestades isoladas, rajadas de até 80 km/h e condições favoráveis para granizo. Os maiores acumulados, próximos de 30 milímetros, devem ocorrer no Norte, Noroeste e Triângulo Mineiro.
Segundo a Defesa Civil de Minas Gerais, o cenário exige atenção redobrada e comportamento responsável da população.
“Em situações de chuva intensa, a pressa pode aumentar o risco de acidentes graves. A orientação é evitar deslocamentos desnecessários e, principalmente, não tentar atravessar áreas alagadas. A autoproteção é a principal ferramenta para preservar vidas”, destaca o coordenador estadual de Defesa Civil, coronel Paulo Roberto Bermudes Rezende.
Dicas de prevenção
• Evite sair de um local seguro durante as chuvas e aguarde a intensidade diminuir.
• Fique atento aos níveis da água em ruas, córregos e rios.
• Não atravesse ruas ou áreas alagadas a pé ou com veículos.
• Evite áreas como passagens baixas, galerias, avenidas de fundo de vale, pontes e bocas de lobo.
• Não deixe crianças brincarem na chuva ou em enxurradas.
• Não se proteja embaixo de árvores durante tempestades com raios.
• Busque abrigo em edificações ou veículos.
• Desconecte aparelhos elétricos da tomada para evitar curtos-circuitos.
Em caso de sinais de instabilidade no imóvel, como trincas, rachaduras, inclinação de árvores ou muros, a orientação é sair do local e acionar imediatamente o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (telefone 193) e a Defesa Civil do município (telefone 199) para avaliação técnica antes do retorno à residência.
A população também pode se cadastrar gratuitamente para receber alertas da Defesa Civil, enviando o CEP por SMS para o número 40199. Em caso de emergência, é preciso ligar para os telefones190 PMMG, 193 Bombeiros, 199 Defesa Civil e 192 Samu.