Operação Cerco Fechado registra 1.085 prisões em um mês e reforça presença do Governo de Minas em áreas estratégicas do estado

Balanço apresentado pelo governador Mateus Simões mostra média de 36 prisões por dia e mais de 11 mil quilos de drogas apreendidos durante o primeiro mês da operação integrada

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O governador Mateus Simões apresentou, nesta quarta-feira (1/7), em coletiva de imprensa realizada no Palácio da Liberdade, o balanço do primeiro mês da Operação Cerco Fechado, estratégia de segurança e inteligência do Governo de Minas para combater organizações criminosas e ampliar a presença permanente do Estado em territórios considerados sensíveis. Iniciada em 1/6, a operação segue em curso, aliando repressão qualificada, ocupação estratégica e prevenção à criminalidade.

Durante a apresentação dos resultados, o governador esteve acompanhado do secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Rogério Greco; da comandante-geral da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), coronel Cleide Rodrigues; da chefe da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), delegada-geral Letícia Gamboge; do secretário de Estado Adjunto de Justiça e Segurança Pública, coronel Edgard Estevo; do delegado regional de Polícia Judiciária da Polícia Federal (PF), Alisson Sabarense; do superintendente da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Minas Gerais, inspetor Fábio Henrique Silva Jardim.

Em um mês de atuação, a Operação Cerco Fechado contabilizou 1.085 prisões, média de 36 por dia. Foram apreendidos 11.823 quilos de drogas. As ações também resultaram no cumprimento de 407 mandados de prisão, na condução de 1.307 pessoas às delegacias, na apreensão de 100 adolescentes, 131 armas de fogo, 2.415 munições e 95 armas brancas e simulacros.

Entre os resultados de destaque estão as prisões de seis indivíduos ligados a organizações criminosas procurados por crimes como homicídio, tráfico de drogas, feminicídio, incêndio criminoso e crimes sexuais. O trabalho foi resultado da ação do Grupo Integrado de Capturas, formado por agentes da Sejusp-MG, da PF e da PMMG. Além disso, em ação conjunta da PF e da PMMG, foi possível realizar a prisão, em Guarulhos (SP), de uma foragida condenada por financiar o tráfico internacional de drogas.

“Uma operação desse tamanho, passando já por mais de 30 comunidades diferentes, em oito cidades, a gente não teve nenhum policial ferido. E isso temos que comemorar. Como a gente sempre diz, a operação não tem data para terminar. Lembrando que tanto o PCC, quanto o Comando Vermelho, quanto o Terceiro Comando Puro foram afetados por essa ação até aqui”, disse o governador.
Operação em Belo Horizonte

Nesta quarta-feira (1/7), a Operação Cerco Fechado também realizou uma ação específica nos aglomerados Cabana do Pai Tomás e Ventosa, em Belo Horizonte, para o cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão contra alvos ligados a facções criminosas e investigados por envolvimento com o tráfico de drogas e pela prática conhecida como “governança criminal”, caracterizada pela tentativa de domínio territorial exercido por organizações criminosas.

A operação contou com a participação de 307 policiais, sendo 103 policiais militares, 190 policiais civis e 14 policiais penais, além do emprego de 73 viaturas das Forças de Segurança, um helicóptero e dois cães utilizados no apoio às ações. Duas pessoas foram presas e 35 mandados de busca e apreensão expedidos, resultando na apreensão de porções de cocaína, crack e maconha.

Segurança no interior e na capital

A Operação Cerco Fechado foi iniciada simultaneamente em seis Regiões Integradas de Segurança Pública (Risps), abrangendo inicialmente os municípios de Belo Horizonte, Juiz de Fora, Uberaba, Uberlândia, Manhuaçu e Teófilo Otoni, Araguari e Montes Claros, totalizando oito cidades contempladas. As ações são voltadas para áreas prioritárias em cada região, consideradas estratégicas em razão de suas dinâmicas criminais e da necessidade de atuação integrada e permanente do poder público.

O foco do trabalho inclui o cumprimento de mandados judiciais, captura de foragidos, combate ao tráfico de drogas e armas, fiscalização de rotas utilizadas por organizações criminosas e ocupações estratégicas em áreas com maior incidência de criminalidade.

Paralelamente, unidades prisionais dos municípios também passaram por revistas coordenadas realizadas pela Polícia Penal de Minas Gerais (PPMG), reforçando o enfrentamento às estruturas criminosas dentro e fora do sistema prisional.

Governo Presente nas comunidades

Além das ações de repressão, a Operação Cerco Fechado prevê uma etapa voltada à prevenção da criminalidade e ao fortalecimento da presença do Estado nas comunidades atendidas.

Após o período de atuação ostensiva, os territórios passam a receber programas da Subsecretaria de Prevenção à Criminalidade (Supec) e da Subsecretaria de Políticas sobre Drogas (Supod), vinculadas à Sejusp-MG, ampliando as ações sociais e preventivas.

Como parte dessa estratégia, o Governo de Minas também promoveu, por meio da Ouvidoria-Geral do Estado de Minas Gerais (OGE-MG), edições da Praça de Serviços do Governo Presente nas comunidades Morro das Pedras, Cabana do Pai Tomás, Vila Cemig e Pedreira Prado Lopes, em Belo Horizonte, reunindo serviços públicos gratuitos para fortalecer a cidadania e aproximar o Estado da população.

Governo de Minas firma acordo de cooperação técnica para viabilizar Anel Viário de São João del-Rei

Estado prestará suporte à prefeitura na elaboração dos projetos para futura execução da obra

O Governo de Minas firmou, nesta terça-feira (30/6), na Cidade Administrativa, em Belo Horizonte. um acordo de cooperação técnica com o município de São João del-Rei, no Campo das Vertentes, para dar início aos estudos voltados à implantação do Anel Viário da cidade histórica.

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O projeto, assinado com a Prefeitura de São João del-Rei por meio da Secretaria de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias (Seinfra), em conjunto com o Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG), prevê a construção de uma ligação viária entre a rodovia BR-265, nas proximidades do Supermercado Bahamas, e a MG-383, no trevo do aeroporto da cidade.

O objetivo é reduzir o tráfego de veículos pesados na malha urbana do município, contribuindo para a preservação do patrimônio histórico, cultural e ambiental da região. A expectativa é que o empreendimento traga ganhos para a logística local, favoreça a atração de investimentos e impulsione o potencial turístico da cidade.

Em fevereiro, o governador Mateus Simões havia anunciado a destinação de recursos para a obra, que será executada pelo município. “O Anel Viário tira de dentro de São João del-Rei o fluxo de carretas e também dos veículos médios que estão de passagem. Essas carretas causam problemas sérios no asfalto, no trânsito e degradam o patrimônio histórico de São João del-Rei, o que depõe contra o que é o sistema de turismo da cidade”, disse na ocasião.

“Estamos falando de melhora em logística, em atração de investimentos e também na recuperação da capacidade de atração turística da cidade, que é uma referência histórica para a gente”, explicou o governador de Minas Gerais.

Pelo acordo, o Governo de Minas prestará apoio técnico e institucional ao município durante toda a fase de elaboração dos projetos de engenharia, fornecendo diretrizes e parâmetros adotados pelo Estado para orientar os trabalhos. “Vamos analisar todo o projeto e o que for necessário para que, o mais breve possível, possamos celebrar o convênio e viabilizar os recursos para executar essa obra, que é tão importante para o município”, afirmou o secretário-adjunto da Seinfra, Pedro Calixto.

Já o DER-MG prestará suporte especializado nos trechos em que o Anel Viário envolve interseções com rodovias estaduais, verificando a conformidade dos projetos com as normas vigentes, além de colaborar na análise técnica das Obras de Arte Especiais, como pontes e viadutos.

“Reconhecemos a importância técnica do contorno porque, além de interligar duas rodovias importantíssimas, ele vai desafogar o trânsito na área urbana. Retirar o tráfego pesado da cidade é essencial, tanto para melhorar a mobilidade quanto para proporcionar mais qualidade de vida aos moradores e gerar impactos positivos para toda a região”, reforçou o diretor-geral do DER-MG, Matheus Novais.

A previsão é que a fase de estudos, que inclui o levantamento de dados locais e a elaboração dos projetos básico e executivo de engenharia, seja concluída em até seis meses. O acordo de cooperação técnica terá vigência de 12 meses. “Vamos dar continuidade às tratativas para viabilizar essa obra tão sonhada pela nossa região. Agradeço ao Estado pelo compromisso firmado com São João del-Rei. Esperamos voltar em breve para celebrar esse convênio e dar início às obras”, destacou o prefeito da cidade, Aurélio Suenes.

Diversificação de cadeias mantém Minas no pódio dos exportadores do agro brasileiro

Estado respondeu por mais de 10% das exportações brasileiras do setor entre janeiro e maio e segue entre os três maiores estados exportadores do agro

GOV. MG

As exportações do agronegócio de Minas Gerais somaram aproximadamente US$ 7,37 bilhões entre janeiro e maio de 2026, mantendo o estado entre os principais protagonistas do comércio internacional do setor. O resultado representa uma retração de 12,9% em relação ao mesmo período de 2025, acompanhada pela redução de 7,5% no volume embarcado, que alcançou cerca de 6,58 milhões de toneladas.

Mesmo diante da retração, Minas preservou participação relevante no comércio exterior do agro brasileiro, respondendo por cerca de 10,3% das exportações nacionais do setor e permanecendo entre os três maiores estados exportadores. O desempenho ocorreu em um ambiente de crescimento do agronegócio brasileiro, que registrou avanço de 4,8% em valor e volume no período.
“Os resultados foram influenciados principalmente pelo comportamento de cadeias de grande peso na pauta estadual, especialmente café e complexo sucroalcooleiro. Ainda assim, segmentos como soja e carnes contribuíram para equilibrar o desempenho e demonstram a capacidade de diversificação do agro mineiro”, destaca a assessora técnica da Secretaria de Estado de Agricultura, Manoela Teixeira.

Café

O café permanece como o carro-chefe das exportações do agro mineiro. Entre janeiro e maio, o produto gerou US$ 3,82 bilhões em vendas externas e representou 52,1% de toda a receita exportadora do setor. No período, foram embarcadas aproximadamente 9,03 milhões de sacas, volume 26,4% menor que o registrado no mesmo intervalo de 2025.

A redução impactou o valor exportado, que caiu 21%. Por outro lado, o preço médio do produto registrou crescimento de 7,3%, indicando que a retração esteve mais relacionada à menor quantidade embarcada do que à perda de competitividade do produto no mercado internacional.

O complexo da soja ocupou a segunda posição, com US$ 1,68 bilhão em vendas e participação de 22,9% no total exportado. “O desempenho da soja ajudou a compensar parcialmente os resultados negativos de outras cadeias e reforçou a importância da produção de grãos para a inserção internacional do agronegócio mineiro”, disse Manoela Teixeira.

Carnes

As carnes foram destaque entre os principais grupos exportadores, ocupando a terceira posição, com US$ 753,8 milhões comercializados no exterior e participação de 10,3% na pauta. O segmento apresentou crescimento de 10,8% em valor, com avanço também no volume embarcado e no preço médio. A carne bovina respondeu pela maior parcela das vendas, com US$ 541,2 milhões exportados e crescimento de 12% na receita

Já o segmento de produtos florestais registrou US$ 445,8 milhões em exportações, representando 6,1% da pauta do agro nacional. Quanto ao complexo sucroalcooleiro, o setor foi responsável por US$ 351,3 milhões em exportações no período, com participação de 4,8% na pauta estadual.

Maiores importadores

A China se mantém como o principal mercado comprador do agronegócio de Minas, com cerca de US$ 1,90 bilhão em compras e participação de 25,8% no total exportado. Em seguida vêm Estados Unidos, Alemanha, Itália e Japão que, juntos, concentraram aproximadamente 54,6% das exportações do setor no período.

Embora alguns mercados tradicionais tenham apresentado retração, a expansão das vendas para países da Ásia, Oriente Médio e o avanço da Itália indicam oportunidades de ampliação e diversificação dos destinos comerciais.

Micro, pequenas e médias empresas mineiras já investiram R$ 1 bilhão nos negócios em 2026 com crédito do BDMG

Banco mineiro aponta alta de 40% na liberação de financiamento a empresas como a Vida Veg, que lidera mercado nacional de alimentos 100% vegetais

Uma fábrica com máquinas interligadas por wi-fi e administradas por uma sala de controle em tempo real. O projeto inovador, desenvolvido pela mineira Vida Veg, em Lavras, no Sul de Minas, gera maior controle de qualidade, menor desperdício e um ganho de 30% em produtividade.

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No mês internacional das micro, pequenas e médias empresas, o plano de modernização da Vida Veg, que lidera a produção de alimentos 100% vegetais no país, mostra o potencial desses empreendimentos no mercado. No estado, a atuação do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) tem sido decisiva para fortalecer essas empresas. Em 2026, o BDMG ultrapassou R$ 1 bilhão em créditos liberados para 4,5 mil empresas deste porte, incluindo a Vida Veg. O volume é 40% superior aos financiamentos realizados no mesmo intervalo de 2025.

“Um financiamento acessível em termos de taxas e prazo representa maior competitividade a esses negócios. Também é preciso ressaltar que essas empresas são responsáveis por gerar a maior parte dos empregos formais do estado. Por isso, fortalecê-las é estimular novas oportunidades de renda e transformar iniciativas promissoras em negócios que geram impactos positivos para a sociedade”, afirma o presidente do BDMG, Gabriel Viégas Neto.

Crédito potencializa projetos

O crédito do BDMG foi a “peça-chave” para a compra de novos equipamentos do projeto de automatização da fábrica da Vida Veg, segundo o COO do negócio, Arlindo Curzi.

“Os investimentos trouxeram mais segurança e controle às nossas linhas de envase. Estimamos um ganho de produção de 30%, menor desperdício de embalagens e redução do custo final. Estamos treinando os colaboradores e esse processo também é custeado pelo crédito captado junto ao BDMG”, afirma o executivo.

A empresa que produz iogurtes, queijos, sobremesas, entre outros itens à base de amêndoas, coco e aveia, busca ampliar o perfil de consumidores para além do público vegano.

“Ganhamos mercado entre as pessoas que não têm restrição alimentar, mas querem uma vida mais saudável. Pensamos em produtos que sejam acessíveis e que sejam de baixo impacto ambiental”, reforça Arlindo Curzi.

Ele lembra que a Vida Veg já havia acessado o crédito do BDMG para realizar um outro projeto que também tinha perfil de inovação e que viabilizou a produção de leites e energéticos que não precisam mais ser armazenados nem transportados em geladeiras. O investimento representou a ampliação dos negócios e a conquista de novos mercados, segundo Curzi. Em 2025, quando completou uma década, a empresa encerrou o ano com um faturamento de R$ 100 milhões, valor que estimam superar em 2026.

 

PIB do agronegócio de Minas Gerais alcança R$ 279 bilhões em 2025 e registra melhor resultado de série histórica

Resultado é apresentado pelo Governo de Minas durante a Expomontes, uma das principais feiras agropecuár

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O Governo de Minas apresentou, na segunda-feira (29/6), durante a abertura oficial da Expomontes, em Montes Claros, no Norte de Minas, os resultados do Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio do estado, que registrou em 2025 o maior valor da série histórica iniciada em 2010, com R$ 279 bilhões – uma participação de 24,1% no total da economia mineira. Os resultados foram apresentados pelo governador Mateus Simões.

O resultado do PIB, calculado pela Fundação João Pinheiro (FJP), representa um crescimento nominal de R$ 42,6 bilhões em relação aos R$ 236,3 bilhões registrados em 2024. A expansão foi impulsionada principalmente pela valorização dos produtos do setor (16%) e pelo volume de produção, que registrou variação positiva de 1,7% em termos reais.

“Não teria lugar melhor para divulgar os dados do PIB do agronegócio mineiro de 2025 do que na Expomontes. Lembrando que em 2024 o recorde foi batido, em 2023 o recorde foi batido e em 2025 nós voltamos a bater recorde: 15% de crescimento real do PIB do agro em Minas Gerais. Mais do que isso, o nosso PIB estadual saiu de 22.2% para 24.1%. Isso é absolutamente relevante”, destacou o governador Mateus Simões.

As estimativas da FJP indicam que a maior parte da variação nominal do PIB do agronegócio mineiro foi obtida no núcleo do complexo produtivo, ou seja, nas atividades primárias da agricultura, da pecuária e da produção florestal, que registraram expansão de 3,2% do Valor Adicionado Bruto (VAB) em termos reais (a preços constantes) e variação estimada de 36,5% nos preços. Em 2025, o VAB dessas atividades somou R$ 98,2 bilhões, o que representou um acréscimo de R$ 28,5 bilhões em relação aos R$ 69,7 bilhões aferidos em 2024.

Nos demais elos do complexo (agroindústria e serviços relacionados), o PIB passou de R$ 166,6 bilhões em 2024 para R$ 180,8 bilhões em 2025, com variação média de preços de 7,3% e acréscimo de R$ 14,2 bilhões na comparação com o ano anterior.

Os segmentos de fabricação de alimentos e de celulose também tiveram destaque, contribuindo positivamente para as atividades de comercialização, transporte e armazenagem, alojamento, alimentação fora do domicílio, e serviços financeiros. O estudo da FJP aponta ainda que o índice de volume do PIB do agronegócio cresceu acima da média da economia estadual – 1,7% contra 1,4%. A evolução média dos preços também foi mais favorável, com 16% contra 7,7%.

Durante a solenidade da Expomontes, foi concedida ao governador a Medalha de Mérito Rural, com a outorga do título de Associado Benemérito da Sociedade Rural de Montes Claros.

APL de carne de sol e charcutaria do Norte de Minas

Ainda na Expomontes, Mateus Simões anunciou que o Arranjo Produtivo Local (APL) de carne de sol e charcutaria do Norte de Minas será oficialmente reconhecido pelo Governo do Estado. A medida consolida a importância econômica, cultural e histórica da atividade para a região e abre novas oportunidades para o fortalecimento da cadeia produtiva local.

“Nós estamos falando do reconhecimento, pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede-MG), em promover a indústria da carne de sol e da charcutaria no Norte de Minas. Nós temos certeza que com a ajuda do Estado vamos conseguir fazer com que esse produto possa transcender as fronteiras de Minas Gerais. A nossa carne de sol ainda não é conhecida fora de Minas Gerais, quando as pessoas falam de carne de sol, elas estão pensando na carne que vem do Nordeste e nós sabemos que, pela qualidade da nossa charcutaria e da nossa carne de sol, nós temos uma condição muito clara, muito fácil de ingresso dessa carne nos mercados de outras cidades”, explicou o chefe do Executivo estadual.

Reconhecida como um dos principais símbolos da gastronomia norte-mineira, a carne de sol carrega tradição centenária e movimenta uma ampla rede de empreendedores, produtores rurais, frigoríficos, açougues, restaurantes, distribuidores e demais negócios ligados à cadeia da proteína animal.

O secretário de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa-MG), Thales Fernandes, destacou o potencial do produto em ser reconhecido nacionalmente. “A carne de sol vai ficar tão famosa quanto o queijo da Canastra, não tenho dúvida disso. Este é um momento muito oportuno para potencializar esta iguaria do Norte de Minas e levar este produto, que é tão característico da região, para todo o Brasil”, destacou.

Centro de Referência do Cerrado

Também foi anunciada a implantação do Centro de Referência do Cerrado, em Montes Claros, espaço que servirá para comercialização, realização de cursos de captação, palestras e realização de eventos. O novo centro contará com um investimento de R$ 4,5 milhões do Governo de Minas e outros quase R$ 3 milhões da Prefeitura de Montes Claros.

Os recursos foram aportados pelo Estado por meio do Programa Pró-Pequi, iniciativa voltada para a sustentabilidade das espécies nativas do cerrado.

IMA

O governador anunciou, ainda, a conclusão da reforma da Coordenadoria Regional do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) em Montes Claros, unidade responsável pelo atendimento de quase 50 municípios do Norte de Minas. A unidade recebeu investimento de mais de R$ 385 mil, com recursos do Acordo de Reparação de Brumadinho, firmado entre o Governo de Minas, o Ministério Público de Minas Gerais, o Ministério Público Federal, a Defensoria Pública de Minas Gerais e a Vale para reparar os danos provocados pelo rompimento das barragens, que tirou a vida de 272 pessoas e gerou impactos sociais, ambientais e econômicos na bacia do Rio Paraopeba.

As melhorias modernizaram infraestrutura, ampliar a acessibilidade e aprimorar as condições de trabalho e atendimento, proporcionando mais segurança, funcionalidade e conforto às instalações. A reforma fortalece a atuação do IMA na defesa agropecuária e no apoio ao setor rural na região.