por uberlandiahoje | dez 28, 2025 | Blog |
Diógenes Pereira da Silva*
Militares, política e responsabilidade: onde começam e onde terminam os limites?
A presença de militares em cargos civis de governo sempre foi um tema sensível na história republicana brasileira. A Constituição de 1988, ao delimitar com precisão o papel das Forças Armadas, buscou preservar um equilíbrio essencial: garantir que a instituição militar desempenhe suas funções típicas, defesa da Pátria, garantia dos poderes constitucionais e da lei e da ordem, sem interferir na dinâmica própria da política partidária.
A vida na caserna é estruturada sobre pilares rígidos: disciplina, hierarquia e dedicação integral à missão. Ao longo de décadas de serviço, especialmente nos altos postos, constrói-se um patrimônio profissional baseado em reputação, estabilidade e reconhecimento. São trajetórias marcadas por preparo técnico, gestão de riscos e compromisso com a integridade das instituições.
Diante desse contexto, causa estranheza a muitos observar que oficiais, muitos já na reserva, outros ainda vinculados à imagem da carreira, tenham optado por integrar estruturas civis de governo, assumindo posições de destaque na gestão pública. A pergunta que se impõe não é apenas política, mas sobretudo institucional: quais as consequências dessa escolha sobre a responsabilidade individual desses agentes? E mais, até que ponto essa aproximação entre militares e poder político é saudável para o país?
O fato é que integrantes da reserva possuem liberdade jurídica para exercer funções civis. No entanto, essa liberdade não é absoluta. A responsabilidade penal, civil e administrativa permanece íntegra, e os atos praticados em contexto político-institucional não se confundem com as atribuições militares. Esta distinção é crucial: as recentes condenações analisadas pelo Supremo Tribunal Federal decorrem de condutas atribuídas a indivíduos, não às Forças Armadas como instituição e não têm relação direta com a execução de funções militares típicas.
Ainda assim, há um impacto simbólico inegável. Quando oficiais de alta patente transitam para o ambiente político, carregam consigo o peso da farda, mesmo estando fora dela. E, quando respondem judicialmente, é natural que parte da sociedade questione se a instituição militar, historicamente vista como estável e disciplinada, estaria sendo arrastada para disputas que lhe são estranhas.
O debate é delicado porque envolve uma fronteira tênue: a liberdade política do indivíduo e a preservação da neutralidade da instituição militar. Em um Estado Democrático de Direito, a distinção entre essas esferas não pode se perder. A participação política de militares da reserva é legítima, mas exige prudência, sobriedade e consciência dos limites constitucionais.
O episódio recente evidencia uma lição importante:
a responsabilidade individual é intransferível, e a proximidade entre militares e governo civil deve respeitar a separação entre o papel institucional das Forças Armadas e a arena político-partidária. Quando esses limites se confundem, os riscos não recaem apenas sobre os indivíduos, mas sobre a própria percepção pública da instituição militar.
O desafio contemporâneo não é impedir a participação de militares na vida pública eletiva, mas garantir que essa participação não comprometa a credibilidade de uma das instituições mais estruturadas do país. Profissionais que dedicaram toda uma carreira à legalidade, à disciplina e à integridade não podem, e não devem, colocar seu legado em risco por confusão entre papéis que a própria Constituição delimita com clareza.
Em última análise, o objetivo aqui não é emitir juízo de valor sobre as decisões do Supremo Tribunal Federal, nem discutir se foram justas ou não, quanto a isso, o tempo dirá. A proposta é analisar os recentes acontecimentos e questionar até que ponto valeu o risco assumido. É inevitável perguntar: por qual razão, após alcançar a reserva remunerada — estágio que representa o coroamento de uma carreira construída com décadas de dedicação, disciplina e serviço ao país — alguém colocaria em risco um patrimônio moral e institucional tão difícil de conquistar?
*Diógenes Pereira da Silva
Tenente do Quadro de Oficiais da Reserva remunerada PMMG
por uberlandiahoje | dez 27, 2025 | Ponto de Vista |
José C. Martelli – Advogado e professor – 
Dia destes recebi a gratificante visita de uma de minhas netas, a Gabi. Trouxe-me como presente um livro cujo título é AS CINCO LINGUAGENS DO AMOR de Gary Chapman.
Confesso que num primeiro momento, sem ter lido o livro, fiquei sem entender o motivo do presente.
Afinal sou, não porque queira, mas por força das circunstâncias, um homem só e o autor do livro é um renomado palestrante e tem um consultório de aconselhamento de casais.
Ao me despedir da Gabi, pedi-lhe que, em poucas linhas, escrevesse o motivo pelo qual me dera o livro. Estava curioso!
E ela me respondeu, tão sabiamente, que vou reproduzir seu texto, mesmo sob o risco de sobrepujar a minha crônica.
Eis sua resposta à minha indagação, em itálico:
“Vô,
Em nossas conversas preciosíssimas senti que deveria dividir que o amor é a cura em qualquer relacionamento. De pais e filhos, cônjuges, amigos, desconhecidos..
O amor gera cura física, emocional e espiritual..
Aí entra a importância da comunicação.
Não basta amar. É importante que o emissor da mensagem aprenda como fazer a mensagem chegar no receptor. É preciso que o receptor da mensagem compreenda esta mensagem, ou seja, se sinta amado.
E para isso precisamos aprender as linguagens das pessoas ao nosso redor.
Aprendendo as linguagens do amor, aprendemos a comunicar amor para nós mesmos e para as pessoas que nos rodeiam entendendo que cada um é único. Quanto mais aprendermos expressar amor mais felizes seremos e mais faremos felizes as pessoas ao nosso redor.
Obs: Também é de similar importância que o receptor busque aprender a linguagem que o outro sabe dar até então, mas só podemos colocar foco e atenção no que nós podemos evoluir e aprender.”
Pois é. Logo na primeira frase ela dirimiu minha dúvida. Se não fosse tão ansioso e tivesse lido o livro até o final, descobriria por mim mesmo.
Ele, o livro, refere-se não apenas a casais. Inclusive tem indicação da mesma receita para filhos menores e até para filhos adolescentes.
Mas, de toda forma, principalmente àqueles que não são muito afeitos à leitura de livros quero, nesta crônica, tecer alguns comentários próprios.
Na minha longeva vida, sempre que tenha oportunidade, digo a meus interlocutores que amar é descobrir modos e meios que façam a pessoa que amamos, feliz. Se amamos verdadeiramente é isso que devemos fazer. É simples: você ama porque ama e não porque quer ser amado embora, no caso de casais, e é este o escopo principal do livro, possa fazer com que o amor retorne a quem ama, com igual intensidade.
O livro gira em torno dessa verdade.
É extenso. Tem 207 páginas e trás as experiências amealhadas pelo autor em sua vida profissional de mais de 40 anos, quer do consultório, quer de sua própria vida e vivência.
Daí resultou o que condensou nas 5 linguagens do amor que trouxe a prelo. É sobre elas que pretendo discorrer e resumir em uma única crônica.
Começo por dizer que o princípio básico do sucesso obtido por ele, o autor, em sua carreira profissional foi o de ensinar as pessoas a descobrirem o que chama de Linguagem de Amor Primária.
Se você quer transmitir amor a alguma pessoa (não necessariamente cônjuges) há que descobrir a Linguagem do Amor Primária dessa pessoa.
Vou tentar colocar aqui, com as respectivas explicações, as 5 linguagens a que o autor menciona, cuja ordem é de somenos importância:
1-PALAVRAS DE AFIRMAÇÃO – o livro trás inúmeros exemplos mas vou tentar sintetizar. São elogios, mas elogios sinceros, colocados na hora e nos momentos certos. Não é elogiar por elogiar. São elogios a qualidades que vê nas outras pessoas e que, a gente deixa passar sem registro. Não queiram saber a força dessa linguagem de amor.
2-TEMPO DE QUALIDADE – igualmente, também neste quesito, o livro é pleno de exemplos. Também aqui vou tentar resumir. Melhor dizendo. Ao invés de resumir, vou dar um exemplo. Você quer demonstrar amor por uma pessoa? É natural que queira lhe fazer companhia sempre que possível. Assistir juntos um programa de televisão, por exemplo. Mas não é isso. No caso o seu Tempo de Qualidade estaria sendo dirigido ao programa de televisão. TEMPO DE QUALIDADE é aquela conversa “tête a tête”, olhos nos olhos, toda atenção ao seu parceiro ou à sua parceira.
3-PRESENTES – Quem não gosta de receber presentes. Acho que todo mundo. Mas há que se presentear com presentes que sejam do agrado da pessoa a quem se quer demonstrar amor. Aí há um longo caminho de observação que o levam a saber o que seria do agrado da pessoa a quem você quer demonstrar amor. Concluindo. Não é presentear pra satisfazer o próprio desejo. Confesso que este item é bem trabalhoso.
4-ATOS DE SERVIÇO – Deixe seus afazeres e vá dedicar um pouco de seu tempo para ajudar ou mesmo fazer obrigações da pessoa a quem queira demonstrar amor. Por exemplo. Se você é o marido, deixe um pouco seu jornal e vá lavar as louças de sua consorte.
5-TOQUE FÍSICO – O autor não fala daquele toque físico que seria o preâmbulo de um ato sexual, se bem que isso possa ocorrer. Fala daquele toque sutil, no rosto, no ombro, no braço, na perna. que às vezes as pessoas fazem naturalmente enquanto conversam. Principalmente quando estão desenvolvendo TEMPO DE QUALIDADE.
Aqui vou deixar de lado minhas explicações sobre o livro e meter o meu bedelho. Sempre digo que esse toque sutil e espontâneo é um poderoso transmissor e receptor de energia positiva.
O autor nos ensina que essas linguagens de amor são necessárias porque, após um período de paixão em que ele estima em mais ou menos dois anos, quando tudo são flores e tudo é relevado por ambas as partes, há que se manter o amor, sob pena do relacionamento se esfacelar e terminar.
Aqui vou transcrever “ipisis litteris” o contido no livro, sobre paixão:
“A ANTECÂMARA DO CÉU – No seu ápice, a experiência da paixão causa euforia. Ficamos emocionalmente obcecados pelo outro. Dormimos pensando na pessoa. Quando levantamos, ela é o primeiro pensamento que nos vem à mente. Desejamos estar ao seu lado. Passar tempo juntos é como brincar na antecâmara do céu. Quando estamos de mãos dadas, é como se o nosso coração batesse no mesmo ritmo. Poderíamos nos beijar pra sempre se não precisássemos ir à faculdade ou trabalhar. Os abraços suscitam sonhos de casamento e êxtase.”
Igualmente vou transcrever o que ali se contém, ao término da paixão:
“A REALIDADE SE INTROMETE – Bem-vindo ao mundo real do casamento, onde sempre há fios de cabelo na pia e manchas de pasta de dente no espelho, onde as discussões giram em torno do lado pelo qual o papel higiênico deve sair e se a tampa do vaso sanitário fica aberta ou fechada. É um mundo onde os sapatos não voltam sozinhos para o armário e gavetas não se fecham por conta própria, onde casacos não gostam de cabides e meias desaparecem sem aviso durante a lavagem. Nesse mundo, um olhar pode ferir e uma palavra pode machucar. Apaixonados íntimos se tornam inimigos, e o casamento se transforma num campo de batalha.”
Esta é uma realidade da qual nenhum casal escapa. E é aí que entram os ensinamentos do Dr. Chapman, através de seu livro.
Como sobrepujar essas ou situações similares sem perder o amor e fazer com que ele perdure por todo o sempre.
Por último, vou comentar o que, no livro, está em um dos seus primeiros capítulos.
É a capacidade que se tem de manter a pessoa amada, com o que o autor chama, tanque de amor cheio. É preciso manter o tanque de amor de quem se ama, sempre cheio. E para isso devemos usar todas as regras comentadas até aqui. A pessoa com tanque de amor cheio vive feliz e o esparge essa felicidade em todos seus relacionamentos.
Isto posto, aqui entro eu novamente: Ame. Ame a natureza. Ame as plantas. Ame os animais. Ame seus semelhantes parentes ou amigos. Ame seus filhos e Ame seus pais. E, se sua carga de amor for muito grande, Ame também alguém em especial. Afinal todos nós temos que ter, para dar sentido à vida, alguém especial para amar.
O AMOR é como um “boomerang”. Sempre, em qualquer circunstância, volta a quem o esparge.
Antes de encerrar esta crônica quero informar que no final do livro há uma bateria de testes para que cada um saiba qual é sua linguagem de amor primária e, a seguir, as prioridades de cada um.
Fiz o teste. A ordem de minhas prioridades é:
1. Toque físico, 2. Tempo de qualidade, 3. Presentes, 4. Palavras de afirmação,5. Atos de serviço.
Na mosca.
por uberlandiahoje | dez 27, 2025 | Ponto de Vista |
Tania Tavares – Professora
Parece que o sr. João Paulo Cunha- PT (A2-26/12), não entende que quem empresta dinheiro para qualquer entidade (governo bancos, etc…) é seu acionista e tem que receber com juros o que emprestou, pois dinheiro não brota em árvore e nem cai do Céu. PT, sendo PT!
por uberlandiahoje | dez 27, 2025 | Ponto de Vista |
Paulo Henrique Coimbra de Oliveira – Economista – RJ
Analisando o currículo ,ou melhor, folha corrida deum desembargador recentemente afastado e preso, vimos que o mesmo tem uma certa tendência à criminalidade. Não é a toa que tempos atrás as mídias divulgaram que os crimes cometidos por membros do judiciário é proporcionalmente muito superior à população carcerária em relação à população. Este fato macula o judiciário. Penso que já é hora de se acabarem seus privilégios e começarem a ser duramente punidos..
por uberlandiahoje | dez 26, 2025 | Blog |
Previsão é de que as empresas iniciem as obras ainda na primeira quinzena de janeiro; UBSFs substituirão as unidades de saúde já existentes nos respectivos bairros
Saúde – Assinatura nova ordem de serviço UBSF Morada Nova e Taiaman 1.jpg.jpeg
Divulgação/PMU
A Prefeitura de Uberlândia, por meio das secretarias municipais de Saúde e de Infraestrutura, assinou as ordens de serviços para retomar as obras das Unidades Básicas de Saúde (UBSFs) dos bairros Morada Nova e Taiaman. A assinatura ocorreu com as empresas habilitadas nos processos de licitação das unidades.
A empresa homologada responsável pela UBSF Morada Nova é a HHD Engenharia e Serviços. Já a construção da UBSF Taiaman fica sob a responsabilidade da empresa JR Construções e Engenharia Ltda. A previsão é de que as empresas iniciem as obras ainda na primeira quinzena de janeiro.
A mudança ocorreu após a Prefeitura de Uberlândia rescindir o contrato com a empresa anterior por descumprimento contratual devido às irregularidades e atrasos na execução do contrato. Desde o começo dos serviços, em junho deste ano, a construtora não cumpriu o cronograma, acumulando mais de dois meses de atraso com as duas obras. De acordo com relatórios da Secretaria Municipal de Infraestrutura, a empresa já havia sido notificada pelos atrasos em relação ao cronograma inicial das obras e a problemas com a entrega de documentação técnica.
Orçadas em pouco mais de R$ 4,8 milhões (aproximadamente R$ 2,7 milhões para a UBSF no Morada Nova e pouco mais de R$ 2,1 milhões para a UBSF no Taiaman), as duas UBSFs substituirão as unidades de saúde já existentes nos respectivos bairros, com estrutura mais ampla e moderna, garantindo maior conforto no atendimento aos usuários.
por Ivan Santos | dez 25, 2025 | Blog |
Promovidas pela Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, atrações podem ser conferidas em diversos pontos de Uberlândia
Divulgação/PMU
A agenda cultural, promovida pela Prefeitura de Uberlândia, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, está com cinco exposições abertas. As atrações podem ser conferidas gratuitamente em diversos pontos da cidade.
Na Casa da Cultura, a exposição Presépio Napolitano, de Rossani Rossi, celebra a tradição dos presépios do século XVIII, originários de Nápoles, na Itália. Com figuras modeladas à mão e vestimentas produzidas artesanalmente, o presépio napolitano se destaca por unir religiosidade, cultura popular e sofisticação estética. A exposição convida o público a mergulhar nesse universo simbólico, onde o sagrado e o cotidiano se encontram em cenas ricas de expressão. A mostra pode ser visitada na Casa da Cultura, até o dia 9 de janeiro, nos dias úteis, das 12h às 17h30.
Anunciação
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A Casa da Cultura também recebe a mostra Anunciação, de Hélvio Lima, que pode ser apreciada até 9 de janeiro, nos dias úteis, das 12h às 17h30. A exposição conduz o público por uma viagem pictórica através da narrativa do nascimento de Jesus, da anunciação ao cortejo dos magos do Oriente e das folias de reis. A instalação reúne uma série de pinturas que dialogam entre si, inserindo personagens bíblicos e populares em cenários históricos de Uberlândia.
A Forma e o Afeto
Divulgação/PMU
A exposição “A forma e o afeto”, de Adélia Lima, fica na Casa da Cultura até o dia 9 de janeiro, podendo ser visitada nos dias úteis, das 12h às 17h30. Por meio de esculturas, a mostra revela a delicadeza e a força simbólica das relações humanas. Modeladas em barro, as obras exploram os gestos simples e essenciais do afeto, transformando matéria bruta em forma sensível, poética e acolhedora. Cada escultura convida à contemplação das sutilezas do encontro humano, como o toque, o cuidado e o amor silencioso que sustenta os vínculos do cotidiano.
Entremeios do Cerrado
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As produções das bordadeiras do projeto Encontros Criativos e Ceramistas do Coletivo Terra Queimada podem ser apreciadas na exposição “Entremeios do Cerrado: Mostra coletiva de bordado e cerâmica”, que fica no Espaço Cultural do Dmae até o dia 22 de janeiro, com visitação aberta nos dais úteis, das 8h às 17h.
Constelações Estelares
Divulgação/PMU
Pinturas onde formas enigmáticas e criaturas surgem como verdadeiras constelações compõem a exposição Constelações Estelares, de Darli de Oliveira. A mostra conduz o público por uma jornada visual que une a mística da mitologia às memórias arqueológicas, tudo produzido com o uso de técnicas inovadoras de tingimentos ferruginosos. Cada obra é um mergulho no passado onde mito e história se entrelaçam em poesia visual. O material pode ser apreciado na Casa da Cultura, até 30 de janeiro, nos dias
por uberlandiahoje | dez 25, 2025 | Blog |
Ações da Prefeitura de Uberlândia voltadas para o setor colocaram a cidade como referência no Triângulo Mineiro, com a nota 10 no ICMS Turístico
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Uberlândia obteve nota 10, patamar máximo, quanto aos valores dos índices definitivos de Investimento em Turismo dos Municípios e de participação para cálculos de distribuição da parcela do Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação pelo critério turismo (ICMS Turístico). A lista com dados do ano-referência 2024, exercício 2026, foi divulgada neste mês pela Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult), no Diário Oficial de Minas Gerais, edição 239. A nota máxima evidencia o trabalho da Prefeitura de Uberlândia, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, em prol de evidenciar a cidade como polo turístico.
A nota atribuída a Uberlândia foi possível graças à documentação enviada à Secult comprovando as ações voltadas para o turismo durante o ano de 2024. Entre elas destacam-se as reuniões do Conselho Municipal de Cultura. A publicação no Diário Oficial contempla 605 municípios e, com relação ao índice definitivo, Uberlândia alcançou nota 0.212700, ficando à frente de todas as cidades do Triângulo Mineiro e de suas vizinhas Uberaba (0.182300) e Araguari (não listada).
“A divulgação é um reforço incontestável de um trabalho importante feito em nossa cidade e com investimentos do governo municipal. Somos referência em turismo de negócios e a cada dia nos fortalecemos com relação às opções culturais e de lazer. Isto é importante para o desenvolvimento de Uberlândia, pois movimenta a cidade, gerando novos empregos e melhorando as rendas das pessoas, entre outros ganhos positivos”, disse o prefeito Paulo Sérgio.
“Para sermos classificados, foram seguidos todos os critérios exigidos pela Secretaria de Estado de Cultura e Turismo. É motivo de orgulho termos o reconhecimento desse trabalho realizado, diariamente, por todos nós, contribuindo com Uberlândia e região”, reforçou a secretária municipal de Cultura e Turismo, Mônica Debs.
O que é ICMS Turístico
O ICMS é um tributo estadual e, nos termos da Constituição Federal, um quarto de sua arrecadação é repassado aos municípios. Desse montante, no mínimo 65% devem ser distribuídos com base em critérios de movimentação econômica municipal. Os outros 35% podem ser de acordo com regras definidas pelos Estados, sendo que, pelo menos, 10% desse montante devem ser distribuídos de acordo com critérios educacionais.
Em Minas Gerais, a lei 18.030/2009, conhecida como Lei do ICMS Solidário, estabeleceu que os 25% restantes devem ser baseados em critérios específicos, como políticas públicas e aspectos socioambientais. Entre eles encontra-se o turismo, com 0,5% do valor dos repasses aos municípios. Para receber esse valor, o município precisa cumprir o estabelecido na lei, em especial ter uma política municipal de turismo e fazer parte de uma instituição de governança regional, contribuindo para o desenvolvimento sustentável do turismo. O ICMS Turístico incentiva a organização do setor, com o objetivo de criar políticas públicas e estruturas adequadas, o que resulta em repasses financeiros para as cidades, conforme elas se desenvolvem.
por uberlandiahoje | dez 25, 2025 | Blog |
Edital prevê vagas para contratação imediata destinadas a servidores públicos efetivos e formação de cadastro de reserva; inscrições estão abertas até 6/1
GOV. MG
A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) publicou edital de processo seletivo interno para a seleção de médicos que irão atuar como Autoridade Sanitária da área de Regulação do Acesso, nas Centrais de Regulação do estado. A iniciativa tem como objetivo fortalecer as equipes responsáveis pela organização do fluxo de pacientes e pela gestão do acesso aos serviços de saúde no Sistema Único de Saúde (SUS).
O edital foi publicado no Diário Oficial de Minas Gerais e prevê, inicialmente, três vagas para provimento imediato, além da formação de cadastro de reserva. Podem participar servidores públicos efetivos, lotados em órgão ou entidade municipal, estadual ou federal, com graduação em Medicina e registro ativo no CRM/MG.
As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas até o dia 6/1, conforme as orientações disponíveis no edital e no sistema de Processos Seletivos da SES-MG, disponível neste link.
De acordo com o subsecretário de Acesso a Serviços de Saúde da SES-MG, Renan Guimarães de Oliveira, o processo seletivo é estratégico para o fortalecimento da regulação no estado.
“O médico regulador exerce um papel fundamental na organização da rede assistencial. A seleção de profissionais qualificados contribui para decisões mais seguras, para o uso adequado dos recursos disponíveis e para o acesso oportuno dos pacientes aos serviços de saúde”, afirma.
Inscrições e etapas
A jornada de trabalho da função gratificada é de 24 horas semanais, com atuação na Central de Operações para Regulação Estadual (Core), que ficará sediada em Belo Horizonte.
A remuneração será composta pelo vencimento do cargo do órgão de origem, acrescido de valores previstos em edital, que podem chegar a até R$ 7.299,78, conforme a modalidade e o tipo de ônus da cessão, observadas as hipóteses legais de acumulação de cargos públicos. Também está prevista ajuda de custo, conforme as regras estabelecidas.
O processo seletivo será realizado em duas etapas. A primeira consiste na análise curricular, com fase de habilitação mínima, de caráter eliminatório, e avaliação de títulos e experiência profissional, de caráter classificatório. A segunda etapa será uma entrevista on-line, com caráter classificatório e eliminatório.
Atuação
Os profissionais selecionados irão atuar como Autoridade Sanitária da área de Regulação do Acesso, contribuindo diretamente para a organização do fluxo assistencial, a alocação de leitos e a articulação entre os diferentes níveis de atenção à saúde.
A iniciativa integra as ações preparatórias para a implantação da Central de Operações para Regulação Estadual (Core) e da plataforma Regulação 4.0, voltadas à modernização dos processos de regulação em Minas Gerais.
por uberlandiahoje | dez 25, 2025 | Blog |
Pesquisas apresentam métodos inovadores, ampliando as possibilidades para os produtores na elaboração de vinhos finos
Novos caminhos estão sendo traçados na rota dos vinhos mineiros e os agentes ligados à cadeia produtiva da bebida podem ficar atentos porque a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) acaba de lançar rótulos, das edições especiais “Madeiras Brasileiras” e “Maceração Carbônica”, linhas que celebram os 90 anos do Campo Experimental de Viticultura e Enologia, localizado em Caldas, no Sudoeste de Minas Gerais.
GOV. MG
Os vinhos exploram técnicas de elaboração voltadas ao amadurecimento da bebida em diferentes recipientes, além de um processo de elaboração que resulta em um novo estilo de produto, com o objetivo de ampliar o portfólio dos produtores.
“Queremos demonstrar a identidade dos vinhos brasileiros do início ao fim do processo, desde o campo, no vinhedo, contemplando todas as características de cada região e seu terroir específico, até a taça”, revela Cristiane Rota, enóloga da Epamig.
“Além disso, buscamos atender um novo perfil de consumidor que está sendo desenhado. O produtor ganha ao se destacar no mercado com elaborações diversificadas e que apresentam melhor custo-benefício devido ao menor tempo de permanência na cantina”, destaca a enóloga.
Um brinde às madeiras brasileiras
Responsável pela validação e difusão da tecnologia da dupla poda da videira, que tem viabilizado a produção de vinhos finos no Sudeste e em outras regiões do Brasil, a Epamig abre espaço para novos métodos de elaboração.
“Temos uma adega que reúne vinhos oriundos de diferentes pesquisas e, desta vez, optamos por inovar ao utilizar madeiras como Amburana, Jequitibá-rosa e Castanheira, no processo de envelhecimento da bebida. A proposta é demonstrar como elementos já presentes em nosso terroir podem ser empregados para realçar características importantes dos vinhos e reafirmar o papel da pesquisa para o produtor e para a vitivinicultura do estado”, explica Cristiane Rota.
O Syrah edição “Madeiras Brasileiras” é um vinho elaborado com uvas de colheita de inverno de São Sebastião do Paraíso, também no Sudoeste do estado. Cada rótulo da linha entrega características que variam de acordo com o potencial de cada madeira.
O Jequitibá-rosa, por exemplo, confere elegância e equilíbrio ao vinho, com aromas amadeirados delicados e preservação e destaque da fruta. Já a Amburana imprime intensamente suas características aos aromas e sabores, exaltando a madeira e a complexidade da Syrah.
As pesquisas da Epamig com madeiras brasileiras tiveram início na safra de 2021, em projetos desenvolvidos com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais, (Fapemig). Desde então, testes vêm sendo realizados para identificar quais madeiras melhor se adaptam ao perfil de amadurecimento do vinho, além de compreender o tempo ideal de contato com cada uma.
“As madeiras brasileiras que já possuem autorização de uso, com cachaças por exemplo, vão ganhar mais uma possibilidade de utilização. Além disso, estão em curso pesquisas para aprovação de uso de outras madeiras nativas”, conta a pesquisadora Renata Vieira, coordenadora do Programa Estadual de Pesquisas em Vitivinicultura da Epamig.
“Ao aprovarmos o uso com vinho, abrem-se novas possibilidades e incentivo do uso sustentável dessas madeiras, e todo um novo mercado para a tanoaria, que poderá aplicar as técnicas em cachaças e cervejas também”, complementa Renata Vieira.
Rótulo inovador
Ao explorar novas técnicas de elaboração, a Epamig lança o “Cuor”, um vinho Syrah de colheita de inverno, elaborado por meio da técnica de maceração carbônica que resulta em um vinho com características bem brasileiras.
“É uma técnica de fermentação muito diferente do que já conhecemos. Utilizamos cachos inteiros da variedade Syrah, que são colocados em um tanque de inox, com a adição de gás carbônico, onde permanecem por cerca de 25 a 30 dias. A fermentação acontece no interior da baga. As enzimas da própria uva passam a atuar quimicamente, formando compostos aromáticos responsáveis por conferir um perfil único ao vinho, exaltando a fruta, o frescor e a leveza”, ressalta a enóloga Cristiane Rota.
A técnica resulta em características que o diferenciam do Syrah tradicional.
Também integram a linha de edições especiais o Syrah “Unoaked”, um vinho que não passa por envelhecimento em madeira, preservando a pureza e as características da uva e do terroir, e o Syrah “Carvalho Francês”, vinho amadurecido nas clássicas barricas de madeira francesa ou americana.
Os novos rótulos têm quantidade limitada e podem ser adquiridos diretamente no Campo Experimental da Epamig, em Caldas.
por uberlandiahoje | dez 25, 2025 | Blog |
Produtos do campo mineiro rendem, sim, pratos deliciosos para compor uma ceia original, longe do tradicional cardápio com peru, chester e panetone
Imagine uma ceia com pão de queijo e lombo recheados com jabuticaba, salada com hortaliças e frutas da agricultura familiar, azeites da Serra da Mantiqueira mineira e, de sobremesa, cheesecake de café ou doce de leite e queijo artesanal. E mais: brinde com vinhos de inverno finos do Sul ou Norte do estado. Produtos do campo mineiro rendem, sim, pratos deliciosos para compor uma ceia original, longe do tradicional cardápio com peru, chester e panetone. É o que prova a chef Maria José Avelino Victoria.
GOV. MG
Professora e consultora especializada em culinária mineira e italiana e em confeitaria, ela sugere valorizar o que vem da agricultura do estado. A proposta inclui entradas com pães de queijo recheados com jabuticaba em compota e salada em formato de guirlanda com morango, mangas, tomate-cereja, alface e flores comestíveis. Como prato principal, lombo recheado com bacon e jabuticaba e farofa preparada com bacon flambado na cachaça, farinhas de mandioca e milho e jabuticabas em compota, em vez de passas.
Para a sobremesa, a chef oferece uma opção com dois ingredientes que representam a agricultura do estado, o leite e o café: um tradicional doce de leite e um cheesecake de café. “O doce de leite pode ser servido puro ou acompanhando um bom Queijo Minas Artesanal, com doces de figo, mamão ou cidra em calda ou, ainda, um delicioso sorvete de queijo!”, sugere.
As receitas de todas os pratos podem ser conferidas neste link.
A diretora de Agroindústria e Cooperativismo da Seapa, Isabella Gruppioni, ressalta a importância de incluir produtos da agricultura e agroindústria de Minas no Natal.
“São produtos que carregam história, tradição, cultura e também segurança para os consumidores. O Governo de Minas, por meio da Seapa, Emater, Epamig e IMA, trabalham de forma integrada para que os alimentos cheguem com segurança e qualidade à mesa. Escolher produtos mineiros para a ceia de Natal é valorizar o homem do campo, a economia local e regional”, diz.
Vale lembrar que, antes de os produtos chegarem à mesa, existe o trabalho do Governo de Minas, por meio do Sistema Agricultura, formado pela Secretaria de Estado da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Seapa), Emater-MG, Epamig e IMA.
A Emater-MG tem um papel fundamental no apoio técnico e de gestão aos produtores da agricultura familiar. A equipe orienta desde a viabilização de agroindústrias de pequeno porte — tanto de produtos de origem animal quanto vegetal.
A pesquisa científica também é decisiva. A produção de vinhos e azeites, por exemplo, só se tornou possível em Minas graças à Epamig. A instituição foi responsável, há 15 anos, pela primeira extração de azeite extravirgem do Brasil e, duas décadas atrás, introduziu no país a técnica da dupla poda da videira que permite a colheita das uvas no inverno.
Hoje, cerca de 200 propriedades da região da Serra da Mantiqueira, no Sul de Minas, produzem azeites, e 130 vinícolas estão em atividade em 50 municípios.
Ao IMA cabe inspecionar e fiscalizar produtos de origem animal e seus derivados. Quanto aos produtos de origem vegetal, o Governo de Minas publicou, neste ano, decreto possibilitando que bebidas e alimentos processados a partir de vegetais passem a ser fiscalizados pelo órgão. Entre as cadeias produtivas beneficiadas pelo decreto estão a da cachaça.