Cadeia de carnes impulsiona desempenho do agronegócio mineiro em 2025

Secretaria de Agricultura divulga relatório com os indicadores e a análise das principais cadeias produtivas

O agronegócio de Minas Gerais apresentou desempenho expressivo em 2025, com destaque para a cadeia de carnes, especialmente a bovinocultura de corte, que alcançou valor bruto da produção (VBP) de R$ 18,1 bilhões, com aumento de 14% em relação ao ano anterior.

GOV. MG

Os dados fazem parte do Relatório Executivo do Agronegócio de Minas Gerais 2025, elaborado pelo Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa). O documento, disponível neste link, analisa o desempenho das cadeias produtivas de maior relevância no estado, considerando sua participação na produção nacional e o volume total produzido.

O estudo contempla as cadeias produtivas do café, cana-de-açúcar, etanol, açúcar, grãos (algodão, feijão, milho, soja e sorgo), fruticultura (abacate, banana, laranja, limão e morango), olericultura (alho, batata inglesa, cebola, cenoura e tomate), pecuária (bovinocultura de corte, leite, galináceos, suinocultura, equideocultura e tilápia) e silvicultura (eucalipto).

Carnes

O bom desempenho do segmento das carnes não ficou restrito somente à pecuária bovina. “A suinocultura e a avicultura de corte também apresentaram bom desempenho, acompanhando a demanda por proteínas e evidenciando a diversificação e a eficiência do setor. Esse conjunto de atividades reforça o papel estratégico da pecuária na geração de renda e na sustentação da dinâmica econômica do meio rural”, avalia a assessora técnica da Seapa Maíra Ferman.

O bom desempenho da cadeia também se refletiu no comércio exterior. Em 2025, as exportações de carne bovina somaram US$ 1,39 bilhão, com crescimento de 22,4% em relação a 2024. O avanço ocorreu em um contexto de dinamismo do mercado global, marcado pela consolidação do Brasil como maior produtor mundial de carne bovina, superando, pela primeira vez, os Estados Unidos e pela abertura de 19 novos mercados para o produto e seus derivados.

Café

O VBP da cafeicultura também registrou crescimento de quase 47%, no ano passado, totalizando R$ 58,7 bilhões. O desempenho econômico recorde foi impulsionado pelo aquecimento da demanda e pela valorização do produto no mercado mundial, onde os preços médios aumentaram em 60,8%.

VBP recorde

Os resultados da pecuária estão inseridos em um contexto mais amplo de crescimento. O Valor Bruto da Produção (VBP) agropecuária mineira fechou o ano de 2025 com o valor recorde R$ 167,8 bilhões, registrando crescimento de 13,5% em relação ao ano de 2024.

O indicador é uma estimativa do faturamento bruto que os estabelecimentos rurais obtiveram com a venda de seus produtos agrícolas e pecuários. O cálculo é feito pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/USP).

Tanto o segmento das lavouras quanto o da pecuária cresceram de forma complementar, contribuindo para o desempenho recorde. “O resultado está associado à combinação entre ganhos de produtividade, diversificação das cadeias produtivas e a capacidade de adaptação às condições de mercado. Esses fatores têm permitido ao agronegócio mineiro manter trajetória de crescimento sustentável e ampliar sua relevância econômica no estado”, afirma a assessora técnica Maíra Ferman.

Crédito rural

No que se refere ao crédito rural, os desembolsos destinados a Minas Gerais na safra 24/25 totalizaram R$ 50,84 bilhões. Apesar da retração de 4% em relação ao ciclo anterior, o estado manteve posição de destaque no cenário nacional, concentrando 14% do total desembolsado no país.

Governador recebe Medalha do Mérito Institucional do MPC-MG e empossa nova procuradora-geral do órgão

Sara Meinberg Schmidt é procuradora do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas de Minas Gerais

O governador Mateus Simões recebeu a Medalha do Mérito Institucional do Ministério Público de Contas de Minas Gerais (MPC-MG), na tarde desta terça-feira (26/5). O chefe do Executivo estadual também empossou Sara Meinberg Schmidt de Andrade Duarte como nova procuradora-geral do órgão.

GOV. MG

“Primeiramente, quero dar os parabéns pelos serviços prestados pelo nosso Ministério Público de Contas, que tem atuado de forma muito construtiva em todos os casos que envolvem o Governo do Estado. E gostaria, claro, de dizer que fico muito honrado pela distinção que me foi concedida aqui hoje”, disse o governador.

A solenidade de outorga da Medalha do Mérito Institucional MPC-MG, criada em 2023, é uma cerimônia anual e o principal evento de condecoração da instituição, destinado a reconhecer publicamente personalidades e organizações que contribuíram para o fortalecimento do controle externo e da fiscalização dos recursos públicos no Estado.

Posse da nova procuradora-geral do Ministério Público de Contas

Durante a cerimônia, também aconteceu a posse de Sara Meinberg Schmidt de Andrade Duarte, como nova procuradora-geral do Ministério Público de Contas. Ela é procuradora do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais desde 2011, bacharel em Direito, formada em 1997 pela UFMG, com pós em Poder Legislativo na PUC/IEC.

“O nome de Sara é, com certeza, o mais adequado para esse momento. Como procuradora, ela já ocupava o cargo com maestria e excelência, sendo sempre motivo de referência e alegria para nós trabalhar ao lado de uma mulher tão competente. Não só ela, mas todas que conduzem parte relevante da administração pública de Minas Gerais. Por isso, doutora Sara, parabéns pela decisão e muito obrigado”, destacou Mateus Simões.

A nova procuradora-geral reforçou que hoje foi dia de celebrar dois momentos importantes para o Ministério Público de Contas: a entrega da medalha e a comemoração dos 18 anos de sua criação.

“A renovação é imprescindível para o aprimoramento das instituições; esse mecanismo democrático traz novas perspectivas e fortalece a confiança da sociedade. Pretendemos dar continuidade às boas práticas iniciadas pela gestão anterior, ao mesmo tempo que buscamos aprimorar essas experiências, honrando todos os procuradores que me antecederam”, frisou a nova procuradora-geral.

Governo do Estado realiza solenidade de passagem do comando-geral da Polícia Militar de Minas Gerais

Coronel Cleide Barcelos dos Reis Rodrigues é a primeira mulher a assumir o comando da instituição; coronel Sandro Vieira Corrêa ocupará a chefia do Estado-Maior

GOV. MG

O Governo de Minas realizou, na noite dessa terça-feira (26/5), a solenidade de transmissão e assunção do comando-geral da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG). A coronel Cleide Barcelos dos Reis Rodrigues é a primeira mulher a assumir o comando-geral da instituição, no lugar do coronel Frederico Otoni Garcia, que se transfere para a reserva. O coronel Sandro Vieira Corrêa passou a ocupar a chefia do Estado-Maior, em substituição ao coronel Maurício José de Oliveira.

O governador de Minas Gerais, Mateus Simões, presidiu a solenidade que formalizou a troca do comando da corporação. Ao empossar os novos comandantes da PMMG, ele enalteceu as qualidades dos militares que vão chefiar a Polícia Militar mais antiga e uma das mais respeitadas instituições militares do país.

“A Polícia Militar de Minas Gerais hoje recebe os seus dois novos comandantes. Um homem e uma mulher de carreiras irretocáveis, formação exemplar, experiência completa, operacional e técnico-administrativa. Eu tenho a alegria de ser o governador a nomear a primeira comandante mulher da corporação. Neste governo, tivemos a oportunidade de acabar com a limitação da participação das mulheres da Polícia Militar, que era limitada a 10% até o último concurso, e agora, de ter a oportunidade de ver a PMMG sendo comandada por uma mulher preparada, capaz, pronta para o serviço como ela”, destacou o governador.

Primeira mulher no comando da PMMG

Com uma trajetória de quase três décadas de serviços dedicados à corporação, coronel Cleide, de 48 anos, ingressou na Polícia Militar em janeiro de 1997. Em 2000, concluiu o Curso de Formação de Oficiais pela Academia da Polícia Militar.

Ao longo deste período, ela construiu uma carreira sólida, pautada pela ética, profissionalismo e constante aprimoramento. Bacharel em Direito, possui especialização em Direito Militar, Gestão Estratégica de Pessoas e Violência Doméstica.

“Neste ano em que comemoramos os 45 anos do ingresso das mulheres na corporação, celebramos não apenas as conquistas alcançadas, mas também a coragem das pioneiras que abriram caminhos, superaram desafios e ajudaram a transformar a história da nossa democracia. Há muito que comemorar, mas ainda muito mais a construir, a celebrar e a sonhar para que as futuras gerações encontrem uma instrução cada vez mais forte, humana e comprometida com a valorização das pessoas”, discursou a nova comandante da Policia Militar de Minas Gerais, coronel Cleide Barcelos dos Reis.

Também acumulou experiência em funções operacionais, estratégicas e de gestão dentro da PMMG. Atualmente, ocupava a Diretoria de Proteção Social (DS) da corporação.

Coronel Cleide ainda esteve à frente da Diretoria de Comunicação Organizacional e comandou a Primeira Companhia de Polícia Militar Independente de Prevenção à Violência Doméstica, bem como a 228ª Companhia Tático Móvel do 49º BPM. Também foi subchefe do Gabinete Militar do Governador (GMG).

“Ao longo da minha carreira, sempre atuei com o desejo de fazer mais, de fazer melhor e de entregar mais para a nossa tropa e para a sociedade. Eu me sinto orgulhosa, agradecida e feliz por poder servir a nossa sociedade, aos nossos policiais militares e por poder entregar o melhor a cada um deles”, agradeceu.

Ela assume o lugar ocupado pelo coronel Frederico Otoni Garcia desde 2024, que agradeceu à tropa pelos anos à frente da corporação. “Talvez não encontre palavras suficientes para expressar tudo aquilo que carrego hoje no meu coração, porque existem sentimentos que ultrapassam qualquer curso. O que sinto por vocês é exatamente isso, gratidão profunda, sincera e eterna”, declarou o coronel Frederico.

Coronel Sandro

Novo chefe do Estado-Maior, o coronel Sandro Vieira Corrêa é atualmente diretor de Educação Escolar da PMMG. Integrante da turma dos Aspirantes-a-Oficial do ano 2000, ao longo da carreira exerceu funções na Academia de Polícia Militar, no 54º BPM, no 16º BPM, no Comando de Aviação do Estado (Comave), na Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec)/Gabinete Militar (GMG) e como diretor de Finanças da Polícia Militar.

Formado em Direito, coronel Sandro possui três especializações no currículo: Criminalidade e Segurança Pública (UFMG), Segurança Pública (APM/Fundação João Pinheiro) e em Gestão Estratégica de Segurança Pública (APM/Fundação João Pinheiro).

Além disso, acumula experiência como comandante de aeronave (helicóptero), com 2,5 mil horas de voo, e foi instrutor de voo e de simulador de voo de helicóptero.

Sobre a PMMG

A Polícia Militar completará, no dia 9/6, 251 anos de serviços prestados aos mineiros. Presente nos 853 municípios, é a Polícia Militar mais antiga e uma das mais respeitadas instituições militares do país. Essa presença territorial é garantida por uma estrutura de 170 unidades, incluindo 81 Batalhões e 27 Companhias Independentes, além de um efetivo de mais de 40 mil policiais.

Governo de Minas nomeia 54 novos delegados para reforço da Polícia Civil

Ato publicado no Diário Oficial desta quarta-feira (27/5) amplia a estrutura da polícia investigativa no estado

GOV. MG

O Governo de Minas oficializou, no Diário Oficial desta quarta-feira (27/5), a nomeação de 54 novos delegados da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG). Os profissionais foram aprovados no concurso público regido pelo Edital nº 01/2024, promovido pela Academia de Polícia Civil de Minas Gerais (Acadepol), e passam a reforçar a estrutura da segurança investigativa em diferentes regiões do estado.

A medida representa mais um passo na recomposição dos quadros da PCMG, com o objetivo de ampliar a capacidade de apuração criminal, agilizar a condução de inquéritos e qualificar o atendimento direto ao cidadão. A nomeação marca o ingresso definitivo dos aprovados na instituição, após a conclusão de todas as etapas do concurso.

A chefe da Polícia Civil de Minas Gerais, delegada-geral Letícia Gamboge, destacou a relevância da nomeação dos novos delegados para o fortalecimento institucional e a continuidade do processo de recomposição dos quadros da polícia judiciária mineira. “Hoje é mais um dia de grande alegria para a instituição. Os novos policiais civis, nas próximas semanas, iniciarão o curso de formação técnico-profissional na Acadepol, no ano em que nossa academia completa 100 anos. É a PCMG avançando para proteger os mineiros”, afirmou.

Com a publicação do ato, os nomeados seguem para as etapas administrativas de posse. Na sequência, os novos delegados passarão pelo curso de formação técnico-profissional na Acadepol, com foco na prática da atividade policial e no alinhamento às diretrizes da instituição. A relação completa dos 54 delegados nomeados pode ser consultada aqui.

Secretaria de Saúde divulga resultado preliminar das provas discursivas do concurso público da pasta

Candidatos podem apresentar recurso até esta sexta-feira (29/5) no site do IBGP Concursos
Foram divulgados, nessa terça-feira (26/5), o resultado preliminar das provas discursivas e os resultados após recurso da prova objetiva do concurso público da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG). Os candidatos podem acessar os documentos na íntegra no site do IBGP Concursos, por meio deste link
Os recursos para contestar a totalização das provas discursivas vai até a próxima sexta-feira (29/5) e podem ser feitos na área do candidato, de acordo com as regras previstas no edital.
As provas foram realizadas no dia 3/5, em 16 municípios mineiros, para o provimento de 380 vagas para o cargo de Especialista em Políticas e Gestão da Saúde (EPGS), além da formação de cadastro de reserva em diversas áreas. Os aprovados vão atuar na unidade central da SES-MG, em Belo Horizonte, e nas Unidades Regionais de Saúde (URS) em todo o estado.
De acordo com a secretária adjunta de Saúde, Poliana Cardoso Lopes, os aprovados no concurso vão fortalecer as equipes técnicas da Secretaria e ampliar a capacidade de planejamento, gestão, regulação e vigilância no SUS em Minas Gerais.
“Os aprovados no concurso vão reforçar as equipes responsáveis pela execução das políticas públicas de saúde no estado. Tenho certeza de que teremos pessoas capacitadas e com muita vontade de contribuir para a construção de um SUS cada vez melhor para todos os mineiros”, destacou.
A previsão é que a classificação final do concurso seja publicada em 18/6 e os candidatos devem acompanhar todos os comunicados oficiais no site do IBGP Concursos.

Saiba como transformar o imposto de renda em projetos sociais em Minas Gerais

Campanha Doe Legal termina nesta sexta-feira (29/5) e permite que contribuintes destinem parte do imposto para instituições, sem nenhum custo adicional

GOV. MG.

“Foi muito gratificante poder atender toda essa população, dando oportunidade para aproximadamente 200 crianças e adolescentes”. As palavras de esperança da técnica do Instituto Agronelli, Marizélia Costa, mostram a importância de projetos sociais como o Talentos e Cidadania, da instituição.

O projeto, que atende jovens de Uberaba e Uberlândia, no Triângulo Mineiro, é viabilizado pelo Fundo Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente (FIA). Para que iniciativas como essa continuem transformando realidades em várias regiões do estado, o Governo de Minas promove a Campanha Doe Legal. A ação incentiva o cidadão a destinar parte do seu Imposto de Renda a esses fundos sociais.

Quem ainda não entregou a declaração tem até esta sexta-feira (29/5) para ficar em dia com o “leão” e também com a solidariedade. Através da campanha, realizada pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese), o cidadão se torna protagonista da transformação social, destinando parte do imposto devido a projetos sociais sem pagar nada a mais por isso.

Ao preencher a declaração pelo modelo completo, o contribuinte pode indicar que parte do imposto seja destinada ao FIA ou ao Fundo Estadual da Pessoa Idosa (Fei-MG). O valor é deduzido do imposto a pagar ou somado à restituição; e o melhor: o contribuinte não desembolsa nada além do que já deve à Receita Federal.

Para o secretário de Estado de Desenvolvimento Social em exercício, Ricardo Alves, a campanha é uma ponte direta para o exercício da cidadania.

“Muitas pessoas pagam impostos sem saber que têm o poder de decidir onde parte desse dinheiro vai ser investido. O Doe Legal é exatamente isso: uma oportunidade concreta de mostrar que nós podemos fazer a diferença na vida de quem mais precisa”, destaca Ricardo Alves.

Imposto vira transformação social

Os recursos arrecadados pela campanha são acompanhados pelos conselhos estaduais dos Direitos da Criança e do Adolescente (Cedca-MG) e da Pessoa Idosa (CEI-MG), que garantem a aplicação transparente dos valores. “Há transparência e fiscalização em cada etapa. O contribuinte pode confiar que o recurso chega a quem precisa”, reforça o secretário Ricardo Alves.

Um dos projetos apoiados com recursos do FIA ilustra o impacto que a sua doação pode ter. O Talento e Cidadania trabalha com aproximadamente 200 crianças e adolescentes usando a linguagem que eles já conhecem: hip-hop, rap, dança de rua, grafite, skate e basquete.

Ao revelar e cultivar talentos, o projeto combate a evasão escolar, reduz índices de gravidez na adolescência e enfrenta a criminalidade juvenil. É cultura como ferramenta de cidadania.

“Nossa instituição trabalha com projetos sociais, culturais, esportivos e ambientais, e buscamos recursos para executar essas ações. Em 2024 e 2025 tivemos o projeto aprovado e esses recursos fazem a diferença”, ressalta a técnica do projeto Talento e Cidadania, Marizélia Costa, que deixa o convite: “Façam também a sua doação e contribuam com os projetos sociais”, destaca.

Quatro passos para fazer a diferença

Contribuir é mais simples do que parece. O processo envolve apenas quatro passos. Confira a cartilha com informações completas clicando aqui.

Pessoas físicas podem destinar até 6% do imposto devido — sendo 3% para cada fundo. Empresas tributadas pelo Lucro Real podem destinar até 1% para cada fundo.

“A declaração é uma obrigação, mas a doação é uma escolha simples que gera um impacto real na vida de crianças, adolescentes e idosos mineiros”, completa o secretário de Estado de Desenvolvimento Social, Ricardo Alves.

BEM-ESTAR SOCIAL

João Batista Domingues Filho
Cientista Político – Professor UFU/INCIS

O capitalismo de mercado, em sua forma competitiva e produtora de riqueza, é incompatível com a igualdade social plena, fonte de bem-estar na sociedade. A pobreza relativa impede o bem-estar social. Uma sociedade mais igualitária produz maior sensação coletiva de bem-estar, dependendo da percepção da maioria da população quanto à riqueza e à pobreza de seus concidadãos.
Não é apenas o aumento da renda dos pobres que vai gerar bem-estar numa população. Ricos e pobres serão mais felizes se a desigualdade entre eles diminuir, sobretudo quando houver distribuição mais justa da renda e das oportunidades sociais. Reduzir a desigualdade causa bem-estar; o crescimento econômico, sozinho, não.
Não haverá bem-estar social apenas aumentando a renda dos pobres, se os ricos ficarem ainda mais ricos e a distância entre eles continuar crescendo. Pense se essa bela ideia pode ser verdadeira. Essa tese está em The Spirit Level, livro publicado em 2010, de Richard Wilkinson e Kate Pickett, resenhado de maneira brilhante pelo economista André Lara Resende, no jornal Valor Econômico, em 28, 29 e 30 de janeiro de 2011, no caderno EU & Fim de Semana.
Vamos expor e explorar as consequências dessa ideia. Bem-estar social define o bem-estar da sociedade como um todo. Não ocorre bem-estar se uma parte da sociedade melhora de vida e a parte mais rica fica tão bem quanto antes, ou ainda mais rica, com o passar do tempo. Está equivocado associar automaticamente crescimento econômico, aumento de renda e bem-estar social. No plano individual, ainda está em aberto se a riqueza aumenta ou não a felicidade. No plano social, porém, a elevação da renda da maioria só se transforma em bem-estar duradouro quando diminui a distância entre pobres e ricos.
Apenas reduzir a pobreza, mantendo uma grande distância entre ricos e pobres, não aumenta suficientemente o bem-estar social. A pesquisa social desses autores nega o senso comum segundo o qual o crescimento econômico aumenta a renda e, por consequência, aumenta o bem-estar social. O crescimento econômico é importante para o progresso material da nação. Não devemos ser contra o crescimento econômico, mas não devemos confundi-lo com justiça social nem imaginar que o bem-estar coletivo tenha origem apenas nele.
Diminuir a distância entre a maioria pobre e a minoria rica é buscar o bem-estar social. O determinante do bem-estar social é a redução das desigualdades de um país, com distribuição de renda, acesso a direitos, oportunidades reais e reconhecimento da dignidade de todos os cidadãos.
Em 2026, essa discussão permanece atual. O Brasil avançou em alguns indicadores recentes: dados do IBGE mostram queda da pobreza e da extrema pobreza entre 2023 e 2024, além de redução do índice de Gini, que mede a concentração de renda. Ainda assim, a desigualdade brasileira continua profunda: o rendimento dos grupos mais ricos permanece muitas vezes superior ao dos mais pobres. Essa combinação revela o ponto central do problema: melhorar a renda é necessário, mas não basta; é preciso enfrentar a estrutura da desigualdade.
O Estado oferecer comida, renda mínima e proteção social ao cidadão que não consegue sozinho garantir sua sobrevivência é um dever. Programas de transferência de renda, como o Bolsa Família, cumprem papel importante na redução imediata da pobreza e na proteção das famílias vulneráveis. Mas não devem ser entendidos como política suficiente para diminuir estruturalmente as desigualdades e criar bem-estar social no Brasil.
O aumento do poder aquisitivo dos pobres brasileiros melhora condições imediatas de vida, amplia o consumo básico e reduz sofrimentos urgentes. Contudo, não produz, por si só, bem-estar social duradouro se a concentração de renda, patrimônio, educação de qualidade, acesso à saúde, moradia, saneamento e oportunidades continuar profundamente desigual.
O mercado competitivo depende, muitas vezes, da má distribuição de renda, impedindo o bem-estar social. Uma sociedade mais igualitária possibilita bem-estar para a maioria da população do país. O Brasil pode crescer, pode reduzir a pobreza extrema e pode ampliar o consumo dos mais pobres; ainda assim, continuará distante do bem-estar social enquanto a riqueza socialmente produzida permanecer concentrada em poucas mãos.
Para se ter bem-estar social no Brasil, é preciso acabar com a pobreza relativa: maioria pobre, minoria rica; concentração da riqueza socialmente produzida. Existe correlação forte entre bem-estar social e igualdade. Isso tudo causa medo aos defensores do liberalismo clássico: o igualitarismo depende da intervenção do governo para viabilizar esse bem-estar social, implicando, para eles, a ameaça de negação da liberdade individual.
Mas a defesa da igualdade não exige Estado autoritário. O desafio contemporâneo é distinguir intervenção democrática de experiências totalitárias que, no século XX, sacrificaram liberdades em nome de projetos ideológicos de poder. A saída liberal clássica é aceitar uma única igualdade: a igualdade de oportunidades. Mas, numa sociedade muito desigual, até a igualdade de oportunidades se torna ilusória, porque os pontos de partida são radicalmente diferentes.
Ainda existe outra saída para gerar bem-estar social pela intervenção governamental: o Estado de direito democrático, capaz de combinar liberdade, igualdade, direitos sociais, responsabilidade fiscal, políticas públicas eficientes e controle cidadão sobre o poder.

Acontece no Brasil, democracia inabalada…

Marília Alves Cunha – Educadora e escritora

*O governo petista comandado por Lula, em meio a grandes problemas na saúde pública que parecem sem solução, resolveu distribuir uma Caderneta de Gestante às futuras mamães. Mãe – uma palavra tão linda, tão significativa, tão festejada. Para a esquerda não! Ensejam acabar com a palavrinha que devem considerar nefasta, excluindo-a da cartilha e adotando como usual a expressão “pessoa que gesta”. Acreditam também que deve ser abolida a expressão “leite materno” e ser adotado no lugar “leite humano”. E vai por aí afora o conjunto de besteiras que, por agradar e satisfazer uma pequena parcela da sociedade, deve ser implantado. São novidades que apenas, na minha humilde opinião, expressam o radicalismo e ideologismo que suplantam qualquer raciocínio lógico.

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*Muita coisa e gente no Brasil envolvidas com aquele banqueiro com cara e pose de malandro da zona norte carioca… Fez favor a muitos: financiou os filmes de Lula e Temer. Fez várias reuniões com o presidente Lula, tudo fora da agenda oficial, reuniões estas nas quais compareceram eminentes figuras do governo; contratou ministro e ex-ministros de Lula para dar consultoria, por milhões de reais. Não se sabe que tipo de consultoria, pois o serviço prestado não apareceu claramente. Contrato grande foi celebrado com o escritório da esposa de Moraes, ministro do STF, pela exorbitante quantia de R$129.000.000,00 não se sabe também por quais serviços prestados, pois até o momento não houve nenhuma explicação e o ajudante de ordens do ministro, o PGR Gonet, diz que está tudo em perfeita ordem…Quero dizer, quase todo mundo das altas esferas políticas e sociais esteve de alguma forma envolvido com o tal do banqueiro. Inclusive o ministro Toffoli, aquele que perdoa dívidas da Odebretch e da JBS com muita generosidade, usando para isto seu poder e o dinheiro alheio. Mas, bastou o Flávio Bolsonaro pedir financiamento ao mecenas Vorcaro ( exercia também o mecenato, pelo que ouvi falar, para aparecer na foto,após) para que o caos se instalasse. Petistas, dominados pela histeria e regozijo, soltaram seu grito de guerra e sem qualquer investigação do fato exigiam o “prende, mata, arrebenta, tira do jogo, é bandido”. Flávio Bolsonaro não fugiu da raia, deu explicações, prometeu mostrar provas, o filme sobre a vida de Jair Bolsonaro está quase pronto e dizem, é uma obra maravilhosa e emocionante. Flávio também pediu insistentemente a abertura de uma CPMI que poderá elucidar tudo que está em questionamento. A esquerda foge desta CPMI como o diabo da cruz. Que coisa, né? Quem não deve, não teme. Aguardemos! Quanto ao banqueiro, com cara e pose de malandro da zona norte carioca, impressiona pela facilidade que tem de distribuir dinheiro entre variadas pessoas. Tudo se espera de um sujeito que, usando da sua desonestidade e confiando na desonestidade dos outros, decidiu comprar o Brasil. Não só comprar, subjugar com ruidosas festas, caríssimas bebidas, belas mulheres, viagens inesquecíveis em portentosos e modernos jatos que transportavam ao paraíso.

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*Quando se fala tanto em democracia, impossível não lembrar as eleições que se aproximam. E a ocasião é propícia para que Lula ponha em prática seu mais importante trabalho de campanha: calar a voz do povo.

Para isto apresentou à Câmara doo Deputados o Projeto de Lei 2.630/2020, que cria um marco legal definitivo, com diretrizes amplas sobre transparência, moderação de conteúdo e combate à desinformação. O Comitê Gestor da Internet no Brasil (reparem que nome pomposo) terá diretrizes amplas sobre o assunto.

Sinceramente! Com a popularidade abalada e sem nada de bom e positivo para mostrar a um Brasil quebrado, desorientado, desorganizado e repleto de inquietações, não acredito nas boas intenções do governo nesta regulação. Já temos leis demais, suficientes para enfrentamento de crimes em processos penais e civis. Eleições estão próximas e, pelo andar da carruagem, presume-se que será disputadíssima. Regulação acaba virando censura e, adivinha quem será crucificado “legalmente” por estas normas…

*Vivemos num país onde não existe isenção por parte de algumas alas importantes da justiça, onde o espectro político do lado do governo quase sempre leva a melhor em disputas judiciais, em que um juiz não apenas aplica a lei, mas encena também o papel que cabe a outros atores do processo, uma regulação torna-se facilmente censura. Em questão tão subjetiva que envolve variado fatores, quem será tão extraordinariamente cerebral para ditar a uma nação inteira o que é verdade e o que é mentira ou Fake News? Existem criadores de conteúdo brilhantes nas redes sociais,como existem jornalistas nada brilhantes ou simplesmente éticos nos grandes jornais. Há pessoas que nunca entraram ou participaram das redes sociais e apoiam a regulação. Desconhecem que a internet democratizou a informação. E esta democratização pode ser simplesmente enterrada sob o peso de uma “regulação”, que impedirá a opinião, a crítica, a fiscalização e os princípios de liberdade vigentes na Constituição Federal.

STF grande demais

Paulo Henrique Coimbra de Oliveira – Economista – RJ

Lula deveria ser informado que a suprema corte americana funciona com apenas 9 juízes. E funciona bem. Estudiosos sobre a matéria reportam que a dedicação daqueles beiram ao fanatismo. Trabalham demais e falam de menos. Devido a não exposição seus votos são curtos e objetivos. E não tem as mordomias dos nossos . Dirigem seus próprios carros, férias reduzidas, passagens pagas do próprio bolso e centenas de outras. Lula deveria era esperar mais um sair para encaminhar ao Congresso proposta de emenda constitucional visando reduzir a quantidade de membros para 9. Idéia se concretizada ajudará sobremaneira o ajuste fiscal . E estaríamos caminhando para o primeiro mundo.

Hemominas alerta sobre uso de medicamentos e segurança na doação de sangue

Uso de Ozempic, Mounjaro, anabolizantes e outras substâncias podem impactar na segurança da transfusão de sangue

A Fundação Hemominas reforça a importância de os candidatos à doação de sangue informarem corretamente, durante a triagem clínica, o uso de medicamentos que podem impactar a segurança transfusional.

GOV. MG

Recentemente, alguns critérios relacionados ao uso de medicamentos foram atualizados e exigem atenção dos doadores, especialmente em casos de uso de antirretrovirais para prevenção do HIV, medicamentos para perda de peso e substâncias hormonais.

Entre as mudanças está a redução do prazo de inaptidão temporária para pessoas que utilizaram medicamentos de prevenção à infecção pelo HIV, como a Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) e a Profilaxia Pós-Exposição (PEP).

O intervalo para doação passou de seis para quatro meses após o uso desses medicamentos, mas é importante lembrar que o motivo para o uso também será avaliado, podendo gerar um tempo maior para liberação de acordo com as normas vigentes.

Segundo a médica da Assessoria de Hematologia e Hemoterapia da Fundação Hemominas, Flávia Loureiro, é fundamental que o candidato informe esse tipo de medicação durante a entrevista clínica. “O uso de medicamentos para prevenção do HIV pode reduzir temporariamente a quantidade de vírus circulante no organismo e dificultar o diagnóstico. Quando essa informação é omitida, há risco para quem vai receber o sangue”, explica.

A especialista também destaca que o conceito conhecido como I=I (Indetectável = Intransmissível), aplicado à transmissão sexual do HIV, não se aplica à transfusão sanguínea. “Na transfusão, o volume de sangue é muito maior e a exposição ocorre diretamente pela via endovenosa. Mesmo com carga viral muito baixa, ainda pode haver risco de transmissão”, ressalta Flávia.

Medicamentos para perda de peso

O uso de medicamentos agonistas do receptor de GLP-1, como Ozempic (semaglutida) e Mounjaro (tirzepatida), utilizados para controle da glicemia e para a perda de peso, também pode gerar inaptidão temporária para doação de sangue.

Nesses casos, o candidato fica inapto por 14 dias após o início do tratamento ou aumento da dose, especialmente se apresentar sintomas como diarreia persistente, náuseas, vômitos, refluxo gastroesofágico grave ou sinais de desidratação, como tontura, desmaios ou sensação de fraqueza.

Além disso, o compartilhamento das medicações, o uso de produtos de origem desconhecida ou situações em que o medicamento não esteja sob posse do próprio candidato impedem a doação por 12 meses.

Caso a pessoa tenha perdido mais de 10% do peso corporal em menos de três meses, será necessário aguardar a estabilização do peso antes da doação.

A Hemominas orienta ainda que o doador esteja bem hidratado e alimentado no dia da doação, respeitando o intervalo mínimo de três horas após o consumo de alimentos gordurosos.

Uso de testosterona e anabolizantes

O uso de testosterona e outras substâncias anabolizantes, mesmo em gel, também deve ser informado durante a triagem clínica, já que podem representar riscos para quem recebe o sangue.

Em gestantes, por exemplo, a transfusão de sangue com presença de testosterona pode causar alterações no desenvolvimento fetal. O doador deve informar a data da última utilização.

“A sinceridade durante a triagem é uma etapa essencial para proteger pacientes que dependem da transfusão. Cada informação compartilhada pelo doador ajuda a garantir um processo mais seguro para todos”, conclui Flávia Loureiro.

A Hemominas reforça que doar sangue é um ato de solidariedade e que a segurança do processo depende também do compromisso do doador em fornecer informações corretas durante a triagem clínica.