por uberlandiahoje | dez 7, 2025 | Ponto de Vista |
Paulo Henrique Coimbra de Oliveira – Economista ´RJ
Acredito que alguém se lembra das palavras de Barroso contra Gilmar. Ele disse ” você é uma pessoa horrível ” , razão total pois seu aspecto físico é repugnante , ” não tem idéias “, ” mistura de psicopatia e mau sentimento ” entre outras. Houve também embate com Joaquim Barbosa que disse na mesma linha do Barroso que Gilmar sozinho envergonha o Supremo. Resumindo as palavras dos ex-ministros Gilmar não passa de um mau caráter, condição sempre corroborada pelos principais articulistas dos grandes jornais e expressas também nas cartas dos leitores. Até quando teremos que aturar Mendes,e de quebra Moraes, Toffoli , Dino e outros ?
por uberlandiahoje | dez 7, 2025 | Ponto de Vista |
Antônio Pereira – Jornalista e escritor
Desde 1853, ou por aí, a população de São Pedro de Uberabinha usava uma água poluída que vinha por um rego aberto das cabeceiras do córrego de São Pedro até a esquina das atuais rua XV de Novembro e praça Cícero Macedo. Eram quatro quilômetros de exposição em que os animais serviam-se primeiro que os moradores.
Em 1909, ou seja, depois de mais de meio século de uso desse serviço rude e porco, o Agente Executivo Alexandre Marquez conseguiu um empréstimo junto ao Governo do Estado, da ordem de cento e quinze contos de réis, contratou gente competente e simplesmente canalizou a água que escorria pelo rego e as jogou dentro das residências mediante o pagamento de determinada taxa. Foi um serviço muito simples, com 16 quilômetros de canalização metálica. Os canos foram comprados em Londres. Toda casa de valor locativo superior a quinze mil réis por mês foi obrigada a ligar pelo menos uma pena.
Marquez construiu um reservatório nos altos da avenida Floriano Peixoto de onde a água descia por gravidade para a cidade. Foi serviço simples: não mudou nem a qualidade nem a quantidade de água.
Menos de um ano após a inauguração, que foi a 12 de novembro de 1909, o povo já reclamava da falta de água e se arrependia de ter atendido a Câmara que pedira a todos que entupissem suas cisternas.
Em 1912, o grande Joanico assumiu o comando da Municipalidade e começou a trabalhar na remodelação do sistema. Não foi fácil nem rápido. Faltavam verbas.
O Governo do Estado, atendendo seu pedido, mandou para cá o engenheiro Domingos Barbosa que realizou novos estudos para captação e distribuição da água.
Em novembro, outro engenheiro veio para cuidar das nossas necessidades líquidas. Foi o dr. Mendes Teixeira.
Enquanto isso, o povo passava apertos com a falta de água, principalmente na seca. Ainda bem que havia minas pelas vertentes do Cajubá (sob a avenida Getúlio Vargas) e do São Pedro (sob a avenida Rondon Pacheco). E havia a negra Eugênia que vendia latas d’água de 20 litros, captadas nas minas, a cem réis.
Em 1913, saiu o Edital para os serviços.
O fim de 1914 já vinha chegando e a distribuição de água continuava deficitária.
Enfim, chegou o dinheiro do empréstimo do Estado e o Joanico arregaçou as mangas. Ele ampliou a represa conseguindo maior volume de água; construiu um novo reservatório com capacidade bem superior ao antigo; instalou usina hidrelétrica aparelhada com bombas centrífugas para impulsionar a água para os reservatórios e estendeu a rede para toda a área urbana.
Bem ou mal, criticado ou elogiado, o serviço do Joanico perdurou, com eficiência, até a época da ditadura getulista.
Vasco Giffoni, prefeito nomeado, foi o primeiro, depois do Joanico, a preocupar-se com a melhora da distribuição da água. Ele não mexeu no que estava feito. Simplesmente adquiriu para a Prefeitura a área da nascente do córrego Jataí e construiu nova linha adutora. Construiu o primeiro reservatório elevado da avenida Floriano Peixoto, próximo ao Estádio Juca Ribeiro. A intenção era levar água, também por gravidade, à parte alta da cidade que não era habitada ao tempo do Joanico.
Em seguida, o prefeito Euclides de Freitas, também nomeado, reconstruiu a adutora do córrego de São Pedro e Cleanto Vieira Gonçalves, outro nomeado, adquiriu novas máquinas.
Ninguém mais mexeu na água. Afrânio Rodrigues da Cunha, eleito, tentou atualizar o serviço para atender a demanda sempre crescente, mas esbarrou num mal insanável, a falta de verba. Não conseguindo melhorar o serviço existente, conseguiu do Estado o empréstimo de perfuratrizes com as quais furaria poços artesianos. Infelizmente não deu certo e logo a primeira máquina teve problemas.
Em razão da distância entre Uberlândia e Belo Horizonte, antes que se superasse o impasse da máquina quebrada, mudou-se o Governo do Município. Foi eleito e empossado o empresário Tubal Vilela da Silva.
O trabalho de Tubal Vilela na área do abastecimento de água foi importantíssimo e merece um capítulo à parte. (Fontes: publicações da época).
por uberlandiahoje | dez 6, 2025 | Ponto de Vista |
Gustavo Hoffay – Agente Social
Sim, estou chegando àquela idade que denominam por “provecta”, enquanto trazendo na bagagem muitas e variadas experiencias que um ser humano consegue mover consigo. E isso, basicamente, quer dizer que já faço parte de um grupo que, ultimamente, vem crescendo vertiginosamente em nosso país e que já assusta tecnocratas e autoridades políticas que controlam – ou presumimos que controlam – as finanças do que hoje conhecemos por Instituto Nacional do Seguro Social (mas que também já foi conhecido por IAPAS e IAPI), em função do gerenciamento e pagamento de benefícios previdenciários diversos e quais, até o final de 2.026, deverão alcançar a bagatela de R$ 1,11 trilhão e o que reflete o crescente número de aposentadorias e benefícios assistenciais concedidos por aquela autarquia. Dane-se, quero o que é meu por direito; assim penso e da maneira que milhões de outros beneficiários e cujo numero já chega perto de 40 milhões- considerando que apenas as aposentadorias já representam cerca de 25,1 milhões dos benefícios concedidos pelo governo federal! Posso afirmar que os últimos dez anos têm sido de completa felicidade para mim e uma outra pessoa, com quem divido a mesma cama por quase 40 anos: a minha esposa Eliane e a quem carinhosamente chamo por “Laninha”, “Lee” ou “Muquinha”, dependendo da ocasião e das circunstâncias…..vocês entendem! Durante toda a minha vida ( principalmente nas mineiras Belo Horizonte , Gouveia e Diamantina) posso garantir que foram muitas e profundas as alegrias vividas, mas também uma variedade de desagradáveis momentos e quase morte que experimentei. Mas o que trago em minha memória (e ali prevalece) é o que fiz e senti de melhor e o que , por conseguinte, concedeu-me a graça de não conservar mágoa alguma do passado, muito embora alguns poucos arrependimentos eu ainda traga em minha bagagem e por ter sido o sujeito de decisões que, infelizmente, não aliviaram sequer um pouco a minha carga. Mas tudo bem, a Terceira Idade é a do descanso mas não de prostração e visto que, para muitos ou mesmo para a maioria dos “velhinhos e velhinhas”, há muito ainda o que fazer; uma multidão de pequenos serviços a prestar e em vista de existirem milhões de mãos estendidas, tantos corações clamando por amor e tantos sofrimentos a serem acalentados e o que, aliás, procurei amenizar ao menos um pouco e de acordo com a minha capacidade para tal, em ocasiões que prestei serviços voluntários em um grande hospital e em duas fundações, todos na cidade Uberlândia(MG), onde por anos ouvi e fui ouvido, consolei e fui consolado. Cheguei à idade da solidão, pronto! Agora ao meu redor sinto a falta de antigos amigos que já partiram rumo à eternidade e que não viram o quanto me tornei um velho crítico e ranzinza e distante dos filhos que partiram felizes rumo aos seus nobres objetivos ; o que vi e senti no passado está aos poucos se apagando e deixando apenas breves recordações. Mas penso, “cá com os meus botões” , que a solidão é até certo ponto salutar e traz a paz: tenho mais tempo para pensar, rememorar, ler, ouvir e refletir um tanto mais. O desapego por “isso” ou “aquilo” e que, antes, eu jamais imaginava poder sentir em minha vida, veio surgindo aos poucos e ao ponto de hoje sentir-me aliviado por ter me livrado de tanta traia que eu trazia amontoada, enrolada, amassada e espremida em gavetas e alguns cantos da minha casa. Simplifiquei a vida, saio e somente faço questão de encontrar-me com pessoas positivas; apenas sorrio ou dou gargalhadas se realmente acho graça em algo ou alguém, visto a roupa que desejo e independentemente de onde e quando me apresento e isso, entre outras coisas, faz-me sentir aliviado, em paz, confortável e feliz. Durante exatos trinta e sete anos residi em Uberlândia, onde casei e constitui uma linda família, enquanto trabalhava em grandes empresas e ao mesmo tempo aprimorava meus conhecimentos em algumas instituições de ensino. Mas chegou o momento de recolher-me junto com a minha esposa Eliane e partir em direção a outros destinos, respirar novos ares e conhecer outras pessoas tão boas quanto aquelas que conheci na Grande Udi e com quem tive a satisfação de cultivar uma saudável amizade. Hoje, residindo em uma cidade menor, onde a vida passa de maneira mais lenta e preguiçosa, sinto que a dita e afamada Terceira Idade não é a Melhor Idade, mas sim uma Bela Idade. E se hoje não posso fazer mais que poucas e pequenas coisas, lembro que para Deus nada é pequeno e o que faz com que eu me sinta ainda mais à vontade, principalmente junto das pessoas que mais amo nesta vida e por quem continuo entregando-me por inteiro.
por uberlandiahoje | dez 5, 2025 | Ponto de Vista |
Ana Maria Coelho Carvalho – Bióloga
Muitas vezes, ao lembrarmos de nossa infância, a associamos a um brinquedo ou passatempo favorito. Na minha infância, tive larga experiência em construir casinhas e cabaninhas, que geralmente terminavam em tragédia.
Algumas eram bem simples, como a construída debaixo da mangueira frondosa, no enorme quintal de minha casa, na cidadezinha de interior. As amigas de infância e eu varríamos o chão e separávamos os cômodos com as montanhas de folhas. Mas a gente sempre brigava e sentava a vassoura na cabeça da outra. Outras bastante criativas, como a inventada por mim e meu irmão, em cima dos galhos da mangueira: metade dos galhos era a casinha dele, a outra era a minha. As duas, unidas por uma “pinguela” (tábua). Um dia, ele foi tomar cafezinho na casa da comadre (eu) e despencou da tábua. Bateu a cabeça numa pedra e levou uns sete pontos . Meu pai ficou uma fera, mais do que já era.
Partimos então para cabaninhas mais elaboradas, como a que eu e os dois irmãos construímos em cima de outra mangueira, de tábuas pregadas, cobertas por folhas de coqueiro, um primor. Mas eles gostavam de fazer experiências lá dentro. Um dia, usaram fósforos junto com vários ingredientes e a cabaninha incendiou-se. Cascudos do pai bravo na cabeça de todos.
Tentamos depois algo mais seguro: uma casinha subterrânea. Juntamente com amigos, passamos bom tempo cavando um buracão embaixo da terra , tipo um túnel. Um dia, meu pai, checando as cercas do quintal, passou em cima do teto da casinha. Ela desabou e ele quase foi soterrado. Cascudos na cabeça de novo e castigo. Depois de tantas confusões, conclui que o bom mesmo era a casinha das minhas amigas. O pai delas construiu, de tijolo e cimento, com portinha e fogãozinho de verdade. Eu nunca tive inveja de nada, mas daquela casinha eu tive.
Depois, ao longo da vida, vieram as construções de cabaninhas com os filhos, feitas com lençóis, colchas e papelão. Mas sempre desabavam. A mais duradoura foi uma caixa de papelão que veio envolvendo a geladeira e que se transformou em uma casinha perfeita. Quando ela esborrachou de vez, o filho pequeno olhou e disse: -“Nossa, o lobo mau soprou”.
Por tudo isso, já na terceira idade, há um tempo atrás, resolvi aderir às maravilhas do século XXI e comprei uma casinha prontinha, de presente de Natal para mim. De plástico grosso, com teto e janelas azuis, paredes amarelas e 1,65 m de comprimento. Para curtir com os netos e talvez com os bisnetos, pois as informações técnicas diziam que esta casinha não acabava nunca e resistia ao sol e à chuva. O problema foi a porta cor de rosa e o fogãozinho também. Como todos os seis netos, na época em que a comprei, eram homens, discriminaram a casinha. Mas brincaram muito em cima do teto, com espadas e cordas. Sorte que depois vieram as três netinhas e brincamos muito de boneca e de fazer comidinha.
Dessa forma, o meu sonho de criança se realizou na terceira idade. Nestes tempos em que se almeja a paz mundial, mas que perdura a guerra nos lares, é bom ter uma casinha de brinquedo no quintal. No entanto, por precaução, eu sempre dava uma olhada para ver se a casinha colorida continuava lá, firme e forte. Medo de aparecer algum lobo mau e soprar com força. Hoje, anos após, a casinha ainda existe, bem conservada, cheia de histórias para contar e fazendo a alegria das crianças de uma creche, para a qual foi doada.
Assim, nesta época de Natal, pensei neste presente tão bom que um dia eu me dei. Mas o maior presente é sempre o Menino Jesus, que se deu para nós, na forma de amor que se fez criança. E que continua, através dos séculos, procurando um lugar para morar. Que nós saibamos transformar nossos corações em uma casinha acolhedora para o Menino Deus e que nela, deitado em sua manjedoura, Ele encontre aconchego, paz, amor, ternura e bondade.
por uberlandiahoje | dez 4, 2025 | Ponto de Vista |
Autor: Rafael Moia Filho – Escritor, Acadêmico da ABLetras, Blogger, Analista Político e Graduado em Gestão Pública.
Há alguns anos, essa brava gente brasileira que hoje apoia um político medíocre e ignorante advindo do baixo clero da Câmara, era uma trupe formada por críticos ferrenhos dos políticos. Desde 2017, eles passaram a votar, apoiar e ajudar na disseminação de suas mentiras nas redes sociais e aplicativos de mensagens.
Muitos destes apoiadores cegos e completamente sem argumentos em favor de Bolsonaro, quando perguntados, diziam não entender de política, não gostar de política ou simplesmente desconversar e mudar de assunto.
Seria até compreensível se isso partisse dos ricos e milionários, mas ao contrário, são os chamados pobres de direita que subvertem a ordem natural das coisas e se sujeitam a dar apoio incondicional aos que roubam, praticam a corrupção, se vendem por dinheiro de emendas parlamentares que nunca chegam a eles.
Estão do mesmo lado que o velho sonegador da rede de lojas, dos cantores sertanejos que apoiam o fascismo enquanto embolsam milhões em shows pagos pelas prefeituras bolsonaristas do interior do país. Seguem firmes ao lado de pastores charlatães que vivem às custas do dinheiro deles enquanto constroem mansões, compram iates e aviões…
A hipocrisia dessa camada da população é algo doentio, dizem odiar Lula e os partidos de esquerda, porém, ao serem questionados sobre a origem deste ódio, não sabem e nem possuem argumentos plausíveis. Enchem a boca para falar de corrupção, enquanto votam em corruptos. Falam que não votam em ladrão, enquanto apertam as teclas das urnas elegendo verdadeiras quadrilhas. Somente em dois anos, o MP afastou mais de 40 prefeitos no Estado de SC. Todos oriundos de partidos bolsonaristas.
Enchem a boca para falar de Deus, porém defendem justamente aqueles que jamais praticaram os ensinamentos de Jesus. Quem dissemina ódio não está certamente entre os discípulos de Jesus, que nunca odiou sequer seus algozes, e os perdoou perante o Pai.
Dizem acreditar na volta do comunismo e de que a nossa bandeira jamais será vermelha, algo absolutamente idiota de qualquer ponto de análise. Lula do PT esteve no mesmo cargo de 2003 aa 2010, depois Dilma ficou de 2011 a 2016. A bandeira não mudou de cor, igrejas evangélicas não foram fechadas, banheiros unissex não foram criados em escolas e o comunismo, que nunca existiu no Brasil, não foi instituído como regime de governo neste período, nem nunca será, exceto na cabeça oca de quem não estuda, não raciocina e possui políticos de estimação que controlam seus pensamentos e ditam no que eles devem acreditar. Talvez por isso são chamados de Gado.
O ápice da hipocrisia deles é odiar Lula que criou Fies, Pronatec, Prouni, Ciência sem Fronteiras, Mais Médicos, Farmácia Popular, Minha Casa, Minha Vida, Bolsa Família, Cisternas no sertão, Luz para Todos, Transposição do Rio São Francisco, Reativação do Transporte Ferroviário, Ferrovia Norte-Sul, Ferrovia Transnordestina, Aumento do salário mínimo acima da inflação, Pronaf, FAT, Programa Brasil Sem Miséria, Bolsa Atleta, Bolsa Estiagem, Bolsa Verde, Bolsa-escola, Pontos de Cultura, Samu/Upas, Saúde da Família, FGEDUC (Seguro do FIES), Aprendiz na Micro e Pequena Empresa, MEI Microempreendedores Individuais, Pagamento da Dívida Externa ao FMI, BRICS, Retirada pela ONU do Brasil do Mapa da Fome, entre outras tantas coisas importantes para esse povo que diz não gostar dele.
Agora, pergunte a qualquer um deles o que fez Michel Temer ou Bolsonaro em seis anos de governo? Isenção de Moto Aquática e Motociatas talvez seja a resposta. Temer, por sua vez, talvez seja lembrado pela Reforma Trabalhista que puniu trabalhadores e beneficiou empresários.
por uberlandiahoje | dez 4, 2025 | Ponto de Vista |
Tania Tavares – Professora – SP
Como assim? Um ministro sozinho do STF pede a revogação de impeachments dizendo que só o Procurador Geral da República pode decidir sobre a cassação? Mas será que ele será isento neste julgamento? Será que o plenário da Câmara e Senado não são capazes de julgar responsavelmente? Por isto, a escolha de ministros para STF não pode ser um indicado apadrinhados do presidente eleito.Estamos caminhando para a ditadura de togados ?