O AMOR SEMPRE É BEM-VINDO (em qualquer idade)

José C. Martelli – Advogado e professor –

Dia destes recebi a gratificante visita de uma de minhas netas, a Gabi. Trouxe-me como presente um livro cujo título é AS CINCO LINGUAGENS DO AMOR de Gary Chapman.
Confesso que num primeiro momento, sem ter lido o livro, fiquei sem entender o motivo do presente.
Afinal sou, não porque queira, mas por força das circunstâncias, um homem só e o autor do livro é um renomado palestrante e tem um consultório de aconselhamento de casais.
Ao me despedir da Gabi, pedi-lhe que, em poucas linhas, escrevesse o motivo pelo qual me dera o livro. Estava curioso!
E ela me respondeu, tão sabiamente, que vou reproduzir seu texto, mesmo sob o risco de sobrepujar a minha crônica.
Eis sua resposta à minha indagação, em itálico:
“Vô,
Em nossas conversas preciosíssimas senti que deveria dividir que o amor é a cura em qualquer relacionamento. De pais e filhos, cônjuges, amigos, desconhecidos..
O amor gera cura física, emocional e espiritual..
Aí entra a importância da comunicação.
Não basta amar. É importante que o emissor da mensagem aprenda como fazer a mensagem chegar no receptor. É preciso que o receptor da mensagem compreenda esta mensagem, ou seja, se sinta amado.
E para isso precisamos aprender as linguagens das pessoas ao nosso redor.
Aprendendo as linguagens do amor, aprendemos a comunicar amor para nós mesmos e para as pessoas que nos rodeiam entendendo que cada um é único. Quanto mais aprendermos expressar amor mais felizes seremos e mais faremos felizes as pessoas ao nosso redor.
Obs: Também é de similar importância que o receptor busque aprender a linguagem que o outro sabe dar até então, mas só podemos colocar foco e atenção no que nós podemos evoluir e aprender.”
Pois é. Logo na primeira frase ela dirimiu minha dúvida. Se não fosse tão ansioso e tivesse lido o livro até o final, descobriria por mim mesmo.
Ele, o livro, refere-se não apenas a casais. Inclusive tem indicação da mesma receita para filhos menores e até para filhos adolescentes.
Mas, de toda forma, principalmente àqueles que não são muito afeitos à leitura de livros quero, nesta crônica, tecer alguns comentários próprios.
Na minha longeva vida, sempre que tenha oportunidade, digo a meus interlocutores que amar é descobrir modos e meios que façam a pessoa que amamos, feliz. Se amamos verdadeiramente é isso que devemos fazer. É simples: você ama porque ama e não porque quer ser amado embora, no caso de casais, e é este o escopo principal do livro, possa fazer com que o amor retorne a quem ama, com igual intensidade.
O livro gira em torno dessa verdade.
É extenso. Tem 207 páginas e trás as experiências amealhadas pelo autor em sua vida profissional de mais de 40 anos, quer do consultório, quer de sua própria vida e vivência.
Daí resultou o que condensou nas 5 linguagens do amor que trouxe a prelo. É sobre elas que pretendo discorrer e resumir em uma única crônica.
Começo por dizer que o princípio básico do sucesso obtido por ele, o autor, em sua carreira profissional foi o de ensinar as pessoas a descobrirem o que chama de Linguagem de Amor Primária.
Se você quer transmitir amor a alguma pessoa (não necessariamente cônjuges) há que descobrir a Linguagem do Amor Primária dessa pessoa.
Vou tentar colocar aqui, com as respectivas explicações, as 5 linguagens a que o autor menciona, cuja ordem é de somenos importância:
1-PALAVRAS DE AFIRMAÇÃO – o livro trás inúmeros exemplos mas vou tentar sintetizar. São elogios, mas elogios sinceros, colocados na hora e nos momentos certos. Não é elogiar por elogiar. São elogios a qualidades que vê nas outras pessoas e que, a gente deixa passar sem registro. Não queiram saber a força dessa linguagem de amor.
2-TEMPO DE QUALIDADE – igualmente, também neste quesito, o livro é pleno de exemplos. Também aqui vou tentar resumir. Melhor dizendo. Ao invés de resumir, vou dar um exemplo. Você quer demonstrar amor por uma pessoa? É natural que queira lhe fazer companhia sempre que possível. Assistir juntos um programa de televisão, por exemplo. Mas não é isso. No caso o seu Tempo de Qualidade estaria sendo dirigido ao programa de televisão. TEMPO DE QUALIDADE é aquela conversa “tête a tête”, olhos nos olhos, toda atenção ao seu parceiro ou à sua parceira.
3-PRESENTES – Quem não gosta de receber presentes. Acho que todo mundo. Mas há que se presentear com presentes que sejam do agrado da pessoa a quem se quer demonstrar amor. Aí há um longo caminho de observação que o levam a saber o que seria do agrado da pessoa a quem você quer demonstrar amor. Concluindo. Não é presentear pra satisfazer o próprio desejo. Confesso que este item é bem trabalhoso.
4-ATOS DE SERVIÇO – Deixe seus afazeres e vá dedicar um pouco de seu tempo para ajudar ou mesmo fazer obrigações da pessoa a quem queira demonstrar amor. Por exemplo. Se você é o marido, deixe um pouco seu jornal e vá lavar as louças de sua consorte.
5-TOQUE FÍSICO – O autor não fala daquele toque físico que seria o preâmbulo de um ato sexual, se bem que isso possa ocorrer. Fala daquele toque sutil, no rosto, no ombro, no braço, na perna. que às vezes as pessoas fazem naturalmente enquanto conversam. Principalmente quando estão desenvolvendo TEMPO DE QUALIDADE.
Aqui vou deixar de lado minhas explicações sobre o livro e meter o meu bedelho. Sempre digo que esse toque sutil e espontâneo é um poderoso transmissor e receptor de energia positiva.
O autor nos ensina que essas linguagens de amor são necessárias porque, após um período de paixão em que ele estima em mais ou menos dois anos, quando tudo são flores e tudo é relevado por ambas as partes, há que se manter o amor, sob pena do relacionamento se esfacelar e terminar.
Aqui vou transcrever “ipisis litteris” o contido no livro, sobre paixão:
“A ANTECÂMARA DO CÉU – No seu ápice, a experiência da paixão causa euforia. Ficamos emocionalmente obcecados pelo outro. Dormimos pensando na pessoa. Quando levantamos, ela é o primeiro pensamento que nos vem à mente. Desejamos estar ao seu lado. Passar tempo juntos é como brincar na antecâmara do céu. Quando estamos de mãos dadas, é como se o nosso coração batesse no mesmo ritmo. Poderíamos nos beijar pra sempre se não precisássemos ir à faculdade ou trabalhar. Os abraços suscitam sonhos de casamento e êxtase.”
Igualmente vou transcrever o que ali se contém, ao término da paixão:
“A REALIDADE SE INTROMETE – Bem-vindo ao mundo real do casamento, onde sempre há fios de cabelo na pia e manchas de pasta de dente no espelho, onde as discussões giram em torno do lado pelo qual o papel higiênico deve sair e se a tampa do vaso sanitário fica aberta ou fechada. É um mundo onde os sapatos não voltam sozinhos para o armário e gavetas não se fecham por conta própria, onde casacos não gostam de cabides e meias desaparecem sem aviso durante a lavagem. Nesse mundo, um olhar pode ferir e uma palavra pode machucar. Apaixonados íntimos se tornam inimigos, e o casamento se transforma num campo de batalha.”
Esta é uma realidade da qual nenhum casal escapa. E é aí que entram os ensinamentos do Dr. Chapman, através de seu livro.
Como sobrepujar essas ou situações similares sem perder o amor e fazer com que ele perdure por todo o sempre.
Por último, vou comentar o que, no livro, está em um dos seus primeiros capítulos.
É a capacidade que se tem de manter a pessoa amada, com o que o autor chama, tanque de amor cheio. É preciso manter o tanque de amor de quem se ama, sempre cheio. E para isso devemos usar todas as regras comentadas até aqui. A pessoa com tanque de amor cheio vive feliz e o esparge essa felicidade em todos seus relacionamentos.
Isto posto, aqui entro eu novamente: Ame. Ame a natureza. Ame as plantas. Ame os animais. Ame seus semelhantes parentes ou amigos. Ame seus filhos e Ame seus pais. E, se sua carga de amor for muito grande, Ame também alguém em especial. Afinal todos nós temos que ter, para dar sentido à vida, alguém especial para amar.
O AMOR é como um “boomerang”. Sempre, em qualquer circunstância, volta a quem o esparge.
Antes de encerrar esta crônica quero informar que no final do livro há uma bateria de testes para que cada um saiba qual é sua linguagem de amor primária e, a seguir, as prioridades de cada um.
Fiz o teste. A ordem de minhas prioridades é:
1. Toque físico, 2. Tempo de qualidade, 3. Presentes, 4. Palavras de afirmação,5. Atos de serviço.
Na mosca.

Pronto, falei!

Tania Tavares – Professora

Parece que o sr. João Paulo Cunha- PT (A2-26/12), não entende que quem empresta dinheiro para qualquer entidade (governo bancos, etc…) é seu acionista e tem que receber com juros o que emprestou, pois dinheiro não brota em árvore e nem cai do Céu. PT, sendo PT!

Juiz ou réu?

Paulo Henrique Coimbra de Oliveira – Economista – RJ

Analisando o currículo ,ou melhor, folha corrida deum desembargador recentemente afastado e preso, vimos que o mesmo tem uma certa tendência à criminalidade. Não é a toa que tempos atrás as mídias divulgaram que os crimes cometidos por membros do judiciário é proporcionalmente muito superior à população carcerária em relação à população. Este fato macula o judiciário. Penso que já é hora de se acabarem seus privilégios e começarem a ser duramente punidos..

Quando um juiz engana milhões para favorecer um projeto político!

Autor: Rafael Moia Filho – Escritor, Acadêmico da ABLetras, Blogger, Analista Político e Graduado em Gestão Pública.

A mando do STF na figura do Ministro Dias Toffoli, finalmente a sociedade brasileira poderá ter acesso em breve aos desmandos promovidos pelo então Juiz Sérgio Moro e seus promotores subservientes. A Polícia Federal descobriu, durante busca e apreensão na 13ª Vara Federal de Curitiba, a prova documental de que o ex-juiz Sergio Moro grampeou autoridades com foro de prerrogativa de função usando delatores no Paraná.
O material apreendido pela PF, que inclui relatórios de inteligência cuja síntese a mídia teve acesso, estava omitido nas gavetas da Vara e traz a transcrição de escutas a desembargadores do TRF-4 e políticos com foro privilegiado, sustentando as queixas de delatores de que o ex-juiz os usava para monitorar autoridades fora de seu alcance legal.
Assim como desembargadores, o presidente do Tribunal de Contas do Paraná só poderia ser investigado mediante autorização do Superior Tribunal de Justiça (STJ). A gravação ocorreu em fevereiro de 2005. Cinco meses depois, Moro determinou formalmente que o delator repetisse a tentativa de escuta.
Além desse material, a Polícia Federal apreendeu registros de gravações envolvendo desembargadores que integravam à época o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), responsável por revisar decisões da Justiça Federal no Paraná.
Hoje, 20 anos depois dos fatos ocorridos que mudaram as eleições de 2018, com a prisão irregular de Lula, favorecendo o candidato Bolsonaro, as prisões e o julgamento dos que planejaram um golpe de Estado tem os políticos desesperados clamando por anistia ou redução de penas. Os mesmos políticos e uma parcela significativa da grande mídia que vociferavam impropérios contra Lula, quando este estava preso, hoje pedem clemência ao líder golpista preso.
Uma boa parte da sociedade desinformada e despreocupada com a verdade, sempre perdida no seu preconceito contra a esquerda por esta ajudar aos pobres, chamou este juiz ladrão de “Herói”. Ele foi reverenciado em matérias, entrevistas e shows como um ícone da justiça.
Sergio Moro e seus promotores se achavam intocáveis, pensavam serem Eliott Ness na luta contra al Capone, quando na verdade eles eram os bandidos que além de pender Lula tinham o objetivo de desviar bilhões para um fundo criado exclusivamente para esta finalidade – enriquecimento ilícito.
A operação Lava Jato ou Lava Toga ou ainda Vaza Jato prejudicou a economia nacional, empreiteiras e custou milhões de empregos. Tudo orquestrado com os interesses americanos das grandes corporações que tinha interesse enorme no desmonte das empresas nacionais.
Um juiz que achava ser polícia, promotor e magistrado, marcou a história como um oportunista barato, que saltou da magistratura para um ministério contando como certa sua nomeação ao STF por Jair Bolsonaro. Foi enganado, traído e nem assim aprendeu a lição, permanece agora como Senador defendendo a direita aquilo que é indefensável, os crimes por eles cometidos.

Ah…Justiça!

Tania Tavares – Professora – SP

No mais importante tribunal de justiça do Brasil …órgão máximo do poder judiciário, se gritar impeachment meu
irmão …, não sei quantos vão sobrar não!

Tempo de Natal

Ana Maria Coelho Carvalho – Bióloga

É Natal mais uma vez. É tempo de sonhar com um mundo melhor, de agradecer. Tempo de união entre as famílias, de reflexão, de ajudarmos o próximo. Tempo de aprender a amar, a perdoar, a escutar, a entender. De lembrar da mensagem que Cristo nos deixou e que chama os homens ao amor: “amai-vos uns aos outros, assim como eu vos amei”.

E, de acordo com Eduardo Galeano, escritor uruguaio, é preciso mirar os olhos para além da infâmia e sonhar com outro mundo possível. Onde ninguém viverá para trabalhar, mas todos trabalharão para viver. Onde a TV deixará de ser o núcleo mais importante da família, para ser igual a uma máquina qualquer. Onde os cozinheiros não acreditarão que as lagostas gostam de ser servidas vivas. Onde a comida não será um privilégio, mas um direito humano. Onde todos amarão e respeitarão a natureza da qual fazem parte. E onde a educação não será um privilégio de quem pode pagar por ela. O Natal é um bom tempo para pensar sobre isso…

É também tempo de sonhar com um mundo onde todos saibam agradecer a Deus por tudo que Ele nos dá: pelo ar, pelo sol, pelas estrelas, pelo pão, pela paz, pelas crianças, pelas flores. Ou, como na prece de Emmanuel, agradecer pelos ouvidos, que ouvem o tamborilar da chuva no telhado, a melodia do vento nos ramos das árvores, a dor e as lágrimas que escorrem no rosto do mundo inteiro, a música do povo que desce do morro. Agradecer pelas mãos que criam, que semeiam, que agasalham. Mãos de caridade, de solidariedade, mãos que apertam mãos. Mãos de poesia, de cirurgias, de sinfonias, mãos que, numa noite fria, lavam louça numa pia.

Tempo de orar pelas famílias, como na canção do Pe. Zezinho: “que marido e mulher tenham força de amar sem medida; que ninguém vá dormir sem pedir ou sem dar seu perdão; que as crianças aprendam no colo o sentido da vida.” Que exista entre os casais uma nova forma de amar, ou seja, a aproximação de dois inteiros e não a união de duas metades, pois o amor de duas pessoas inteiras é bem mais saudável. Que cada casal tenha sabedoria para envelhecer juntos, sentindo-se abençoados pelos cabelos grisalhos e por terem os risos e as dores da juventude gravados em rugas na face.

Tempo de refletir sobre o nosso papel aqui na Terra. Entender que podemos ser um oásis de paz no meio das guerras que muitas pessoas vivem. Que podemos ser, hoje, pessoas melhores do que fomos ontem. Entender também que cada um tem seu caminho, sua sorte e seu próprio meio de criar a sua história. E que ao longo desse caminho, como disse Dom Helder Câmara, ” que Jesus nos empreste as suas sandálias, para caminharmos de encontro a Ele; o seu cálice, para quando estivermos sedentos de um mundo melhor e de uma sociedade mais justa; a sua túnica, para que a possamos repartir e dividir com o próximo; o seu perdão, para que, pecado após pecado, possamos sempre voltar ao Pai.”

E, quando estivermos perdidos na nossa caminhada, que possamos nos lembrar da poesia de Fernando Pessoa: “se achar que precisa voltar, volte. Se perceber que precisa seguir, siga. Se estiver tudo errado, comece novamente. Se estiver tudo certo, continue. Se sentir saudades, mate-a. Se perder um amor, não se perca. Se o achar, segure-o. Circunda-se de rosas, ama, bebe e cala. O mais é nada.”

Enfim, é tempo de Natal. Como escreveu Vinícius de Morais, um tempo de falar baixo, pisar leve, ver a noite dormir em silêncio; não há muito o que dizer, talvez um verso de amor ou uma prece.

Feliz aniversário, Menino Jesus! Feliz Natal para todos!