A ARTA DE ESCREVER BEM

Ivan Santos – Jornalista

Certa vez mestre Armando Nogueira, um dos maiores cronistas de jornais do Brasil, ensinou uma lição a quem quiser aprender a escrever. Segundo ele, “bem escrever é cortar palavras”. E contou uma história ocorrida em uma feira de peixes na beira de uma praia. O feirante escrevera um anúncio assim: “HOJE, VENDO PEIXE FRESCO”. A um amigo dele que chegara, perguntou se o anúncio estava correto. O amigo escritor observou: “Você já notou que todo dia é sempre hoje”? E acrescentou: “Acho dispensável esta palavra HOJE”.
O feirante retirou a palavra e o anúncio ficou: “VENDO PEIXE FRESCO.” O amigo tornou a comentar: “Aqui, nesta feira, existe algum peixe dado de graça”? O peixeiro respondeu: “Que eu saiba. “Então não é preciso o verbo VENDER. O peixeiro obedeceu e retirou o verbo. O anúncio ficou: “PEIXE FRESCO”. A seguir, o visitante perguntou: “Me diga uma coisa: por que apregoar que o peixe é fresco se o que traz o freguês a uma feira no cais do porto é a certeza de que todo peixe daqui é fresco”? Lá se foi o adjetivo.
Ficou o anúncio reduzido a uma singela palavra: “PEIXE”. Foi por pouco tempo. O visitante ponderou que era menosprezar a inteligência dos clientes anunciar, em letras garrafais, que o produto da banca era peixe. O anúncio foi cancelado, sumiu. O feirante vendeu tudo. Não sobrou nem a sardinha do gato. E ainda aprendeu uma preciosa lição: “Escrever é cortar palavras”.

Jornalismo

Jornalismo não é literatura; é informação. O texto jornalístico não admite frases na voz passiva, locuções verbais, gerúndios nem adjetivos qualificativos. Os leitores de jornais não aceitam julgamentos prévios e têm o direito de saber quem foi que praticou a ação indicada pelo verbo principal da oração. Simplificar é preciso.
laro: dificilmente permitirei”.

Manual precioso

As jornalistas Dad Squarisi e Arlete Salvador, no livro “A arte de escrever bem” ensinam produzir mensagens pelo correio eletrônico, escrever relatórios, fazer vestibular ou produzir matéria jornalística. Elas, com indiscutível habilidade e competência, ensinam, no livro, como redigir hoje, de modo adequado e elegante.
Lição de mestre

Pompeu de Souza, lendário jornalista do “Diário Carioca” do Rio de Janeiro, que introduziu o “lead” no noticiário brasileiro, dizia aos principiantes: “Jovem, escreva um sujeito, um verbo e um complemento, sempre nesta ordem – a direta. Se quiser escrever um adjetivo, peça minha permissão e, antecipadamente, declaro: dificilmente permitirei”.

Manual precioso

As jornalistas Dad Squarisi e Arlete Salvador, no livro “A arte de escrever bem” ensinam produzir mensagens pelo correio eletrônico, escrever relatórios, fazer vestibular ou produzir matéria jornalística. Elas, com indiscutível habilidade e competência, ensinam, no livro, como redigir hoje, de modo adequado e elegante.

A ARTE DE ESCREVER BEM

Ivan Santos – Jornalista

Certa vez mestre Armando Nogueira, um dos maiores cronistas de jornais do Brasil, ensinou uma lição a quem quiser aprender a escrever. Segundo ele, “bem escrever é cortar palavras”. E contou uma história ocorrida em uma feira de peixes na beira de uma praia. O feirante escrevera um anúncio assim: “HOJE, VENDO PEIXE FRESCO”. A um amigo dele que chegara, perguntou se o anúncio estava correto. O amigo escritor observou: “Você já notou que todo dia é sempre hoje”? E acrescentou: “Acho dispensável esta palavra HOJE”.
O feirante retirou a palavra e o anúncio ficou: “VENDO PEIXE FRESCO.” O amigo tornou a comentar: “Aqui, nesta feira, existe algum peixe dado de graça”? O peixeiro respondeu: “Que eu saiba, não”. “Então não é preciso o verbo VENDER. O peixeiro obedeceu e retirou o verbo. O anúncio ficou: “PEIXE FRESCO”. A seguir, o visitante perguntou: “Me diga uma coisa: por que apregoar que o peixe é fresco se o que traz o freguês a uma feira no cais do porto é a certeza de que todo peixe daqui é fresco”? Lá se foi o adjetivo.
Ficou o anúncio reduzido a uma singela palavra: “PEIXE”. Foi por pouco tempo. O visitante ponderou que era menosprezar a inteligência dos clientes anunciar, em letras garrafais, que o produto da banca era peixe. O anúncio foi cancelado, sumiu. O feirante vendeu tudo. Não sobrou nem a sardinha do gato. E ainda aprendeu uma preciosa lição: “Escrever é cortar palavras”.

Jornalismo

Jornalismo não é literatura; é informação. O texto jornalístico não admite frases na voz passiva, locuções verbais, gerúndios nem adjetivos qualificativos. Os leitores de jornais não aceitam julgamentos prévios e têm o direito de saber quem foi que praticou a ação indicada pelo verbo principal da oração. Simplificar é preciso.

Lição de mestre

Pompeu de Souza, lendário jornalista do “Diário Carioca” do Rio de Janeiro, que introduziu o “lead” no noticiário brasileiro, dizia aos principiantes: “Jovem, escreva um sujeito, um verbo e um complemento, sempre nesta ordem – a direta. Se quiser escrever um adjetivo, peça minha permissão e, antecipadamente, declaro: dificilmente permitirei”.

Manual precioso

As jornalistas Dad Squarisi e Arlete Salvador, no livro “A arte de escrever bem” ensinam produzir mensagens pelo correio eletrônico, escrever relatórios, fazer vestibular ou produzir matéria jornalística. Elas, com indiscutível habilidade e competência, ensinam, no livro, como redigir hoje, de modo adequado e elegante.

O Ponto Negro

Ivan Santos – Jornalista

Certo dia, um professor entrou na sala de aula e disse aos alunos para se prepararem para uma prova relâmpago. Todos se assustaram com o teste que viria.
O professor entregou a folha com a prova virada para baixo, como era de costume…
Quando puderam ver, para surpresa de todos, não havia uma só pergunta ou texto, apenas um ponto negro no meio da folha.
O professor analisando a expressão surpresa de todos, disse: “Agora vocês vão escrever um texto sobre o que estão a ver”.
Todos os alunos, confusos, começaram a tarefa. Terminado o tempo, o professor recolheu as folhas, colocou-se na frente da turma e começou a ler cada redaão em voz alta.
Todas, sem exceção, definiram o ponto negro tentando dar explicações para o que viram no centro da folha de papel.
Após ler todas, a sala em silencio, o professor disse: – Esse teste não será para nota, apenas serve de aprendizado para todos nós.
Ninguém falou sobre a folha em branco. Todos centralizaram suas atenções no ponto negro. Assim acontece em nossas vidas. Temos uma folha em branco inteira para observar, aproveitar, mas sempre nos centralizamos nos pontos negros.

“A vida- ensinou o professor – é um presente de DEUS dado a cada um de nós, com extremo carinho e cuidado. Temos motivos pra comemorar sempre. A natureza que se renova, os amigos que se fazem presentes, o emprego que nos dá sustento, os milagres que diariamente presenciamos. No entanto, insistimos em olhar apenas para o ponto negro. O problema de saúde que nos preocupa, a falta de dinheiro, o relacionamento difícil com um familiar, a decepção com um familiar, a decepção com um amigo. Os pontos negros são mínimos em comparação com tudo aquilo que temos diariamente, mas são eles que povoam nossa mente.”
Continuou o professor: “Tirem os olhos dos pontos negros da vida. Aproveitem cada benção, cada momento que Deus lhes dá. Creiam que o choro pode durar até o anoitecer, mas a alegria logo vem no amanhecer. Tenham essa certeza, tranquilizem-se e sejam felizes!!!

Minas Gerais é líder nacional em número de aprovações no Sisu 2026

Estado ocupa primeiro pelo terceiro ano consecutivo e consolida resultados das ações de preparação para o Enem desenvolvidas pelo Governo do Estado

GOV. MG

As políticas educacionais desenvolvidas em Minas Gerais seguem refletindo em resultados expressivos. O estado foi o que registrou o maior número de vagas preenchidas no processo seletivo do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) 2026, reafirmando a liderança nacional pelo terceiro ano consecutivo. O resultado evidencia o impacto das ações do Governo de Minas voltadas à preparação dos estudantes para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

O Sisu amplia o acesso às instituições públicas de educação superior. Podem participar candidatos que realizaram o Enem em 2023, 2024 ou 2025, concorrendo às vagas oferecidas pelas instituições que aderiram ao processo seletivo.

Na edição de 2026 do Sisu, 271.789 candidatos foram aprovados em todo o país, sendo 129.386 na ampla concorrência, 124.064 na modalidade de cotas e 18.339 por meio de ações afirmativas das próprias instituições de educação superior. Ao todo, 99,14% das mais de 274 mil vagas foram preenchidas ainda na chamada regular.

Minas Gerais concentrou o maior número de aprovações do país, com 33.778 estudantes selecionados, o que corresponde a aproximadamente 12,43% do total. O número reúne candidatos de diferentes redes de ensino, públicas e privadas, que concluíram o ensino médio no estado, evidenciando o desempenho geral de Minas no acesso ao ensino superior público.

“A educação é uma das prioridades da nossa gestão e liderar, mais uma vez, o número de aprovações do Sisu no Brasil mostra que estamos no caminho certo para garantir um futuro melhor para nossos jovens mineiros”, destacou o governador Romeu Zema.

O vice-governador Mateus Simões atribuiu os resultados à aplicação das políticas públicas do Estado nas instituições “Investimos na estrutura das escolas, nossos professores, na melhoria da didática em sala de aula e, com isso, cada vez mais conseguimos garantir a presença dos nossos estudantes nas universidades”, ressaltou o vice-governador Mateus Simões.

O protagonismo mineiro no Sisu vem se mantendo nos últimos anos. Em 2025, o estado também liderou o ranking nacional, com 33.192 candidatos aprovados. Já em 2024, Minas Gerais registrou 30.465 estudantes aprovados na chamada regular.

“Esse resultado confirma que investir em políticas educacionais estruturadas, com foco na aprendizagem e na preparação dos estudantes para o Enem, faz diferença. Temos trabalhado de forma contínua para garantir que os jovens da rede estadual tenham acesso a oportunidades reais de ingresso no ensino superior”, afirma o secretário de Estado de Educação, Rossieli Soares.

Preparação contínua para o Enem

Os resultados alcançados por Minas Gerais no Sisu são reflexo de um conjunto de ações estruturadas pelo Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Educação (SEE/MG), voltadas à preparação dos estudantes para o Enem.

Ao longo do último ano letivo, a rede estadual promoveu a aplicação de simulados, testes de redação com correção pedagógica, aulões presenciais e on-line, além da disponibilização de conteúdos digitais, como a plataforma Enem MG, e materiais de apoio alinhados à matriz do exame. As iniciativas tiveram como objetivo garantir equidade de oportunidades, ampliar o acesso à informação e fortalecer o desempenho dos estudantes nas diferentes áreas do conhecimento.

Destaque na rede estadual

Entre os aprovados no Sisu 2026 está Giovanna Cerboncini, de 18 anos, da Escola Estadual Assis Resende, em Resende Costa, que conquistou o primeiro lugar no curso de Farmácia da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) pela modalidade de cota destinada a estudantes de escola pública.

Com 920 pontos na redação do Enem, ela contou que a escolha pelo curso está ligada ao interesse em atuar como perita criminal, na polícia científica. O contato com a Farmácia ocorreu durante uma mostra de profissões, quando descobriu as várias possibilidades que a formação oferece.

Giovanna destacou que 2025 foi um ano desafiador, conciliando estudos e trabalho, e ressaltou o apoio recebido ao longo do processo, especialmente de professores, servidores da escola e família. Ela participou de simulados aplicados na escola, semelhantes às condições reais do Enem, realizou testes em casa nos finais de semana e utilizou ferramentas oferecidas pela SEE/MG para o treino de redação.

Sobre a conquista, a estudante afirmou: “Acho que devemos sim comemorar cada vitória, pois só nós sabemos do nosso esforço e do que tivemos que abdicar para alcançar nossos objetivos”.

ODELMO LEÃO ANUNCIOU QUE VAI DISPUTAR UMA CADEIRA NA ASSEMBLEIA

O ex-prefeito de Uberlândia, Odelmo Leão, anunciou ontem, ao lado da deputada federal Ana Paula Leão, que vai se candidatar a deputado estadual na eleição deste ano.
Não foi um anúncio comum na política municipal. Depois de cumprir vários mandatos na Câmara Federal e quatro mandatos na prefeitura de Uberlândia, o Leão anunciou que não pendurou as chuteiras e vai continuar na arena política em busca de um mandato na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.
O anúncio do ex-prefeito não foi uma boa notícia para o deputado Arnaldo Silva nem para o prefeito Paulo Sérgio Ferreira. O prefeito elegeu-se com apoio de Odelmo Leão e da deputada Ana Paula. Odelmo disse na entrevista a jornalistas que não conversou com o prefeito antes de anunciar a decisão de se candidatar a deputado estadual. Isto significa que ele vai se candidatar com o próprio cacife pessoal e não conta com o apoio do prefeito. Isto e sinal claro de desenlace político. Se o ex-prefeito se eleger, o prefeito Paulo Sérgio, que se elegeu pelo PP, partido controlado no município por Odelmo e Ana Paula, terá que procurar outra base de apoio para tentar se reeleger. Em política nada do que é hoje poderá valer a dois anos. Em política tudo é mutável e o prefeito Paulo Sergio não é um amador. Deve muito bem ter percebido que Odelmo fez uma jogada no tabuleiro de xadrez municipal e ele precisa sacrificar algumas peças importantes para continuar no jogo em 2028.
Política, realmente, não é assunto para amadores. Os lances do momento, aparentemente inofensivos, podem desencadear fortes crises e impasse no futuro. Odelmo é um mestre em estratégias. O anúncio da candidatura dele a deputado estadual vai mexer com muitas pedras no tabuleiro do xadrez político municipal. O deputado Arnaldo vai ser o primeiro a se mexer. O deputado Leonídio Bouças, que também tem Uberlândia como base eleitoral, também precisa se cuidar. E o prefeito, que vai precisar de uma base de apoio forte para tentar a reeleição, também precisa se reaproximar de Odelmo e Ana Paula para se manter no PP e contar com o eleitorado que o elegeu. Paulo Sérgio precisa apoiar a eleição de Odelmo e a de Ana Paula para contar com o apoio deles em 2028. Se apoiar neste ano outros candidatos ou cruzar os braços, deverá deixar o PP e tentar construir, em dois anos, uma base eleitoral para tentar se reeleger. Se não for bem-sucedido, poderá ser prefeito de um só mandato.