por uberlandiahoje | fev 25, 2026 | Política Nova |
Ivan Santos – Jornalista
A questão do tráfico de drogas no Brasil é mais séria e complexa do que imagina o nosso ingênuo conhecimento sobre o assunto. O Governo manda as Forças Amadas patrulharem as fronteiras, mas as drogas continuam a entrar no País e circulam em todas as cidades, vilas ou becos. Recentemente um servidor do Alto Escalão do Governo revelou que o trabalho realizado nas fronteiras do país evitou a entrada de 112 toneladas de entorpecentes no mês passado. E quantas toneladas entraram? O governo não sabe porque as drogas que entraram. não são vistas pela polícia e circulam no silêncio da noite O Governo recentemente anunciou mais um Plano Federal contra o crack. Plano Estratégico de Fronteiras. Mais um Plano, mas as drogam continuam circulando e quem quiser pode comprar maconha, cocaína, crack, o que quiser onde estiver.
O Governo anunciou mais um Programa para “reprimir o tráfico de drogas”. Mais uma promessa, mas o tráfico continua ativo hoje como antes.
Sem saída para impedir o tráfico, o Governo promete que vai fazer um trabalho eficiente de prevenção e educação para evitar o consumo e o contato das crianças e jovens com as drogas. Nas planícies torcemos para que o Plano do Governo seja bem-sucedido, mas lembramos da enfática declaração do traficante colombiano Pablo Escobar, antes de morrer: “Enquanto houve quem consuma drogas, haverá quem as produza e quem as distribua, queiram ou não os governos nacionais”. Esta é uma verdade cristalina. Só há tráfico de drogas onde há consumo. Esta é uma lei elementar de mercado que não pode ser revogada por vontade política.
Os planos nacionais para enfrentar os problemas sociais provocados pelo consumo de crack e de outras drogas entorpecentes, lançado no Brasil pelo Governo custam caro e desviam recursos da Saúde, da Educação e da Segurança. Os programas anunciados são ações políticas para manter a confiança dos eleitores no Governo. A realidade continua como sempre foi.
O Governo anunciou a instalação de câmeras especiais para controlar delinquentes em locais onde se concentram usuários de drogas. O plano prevê o funcionamento de consultórios de rua em todo o país. Só promessa.
Os consultórios, segundo o Governo, contarão com médicos, enfermeiros e psicólogos para atender dependentes, principalmente os da população de rua. A intenção é boa, mas o plano parece improvisado e lançado só para produzir efeito de marketing em ano de eleições. A criação de enfermarias nos hospitais do SUS para tratar de drogados não passa de boa intenção.
Uma medida eficaz seria a liberação do comércio de drogas. Se acabar a proibição, comprará drogas quem quiser e o governo tratará os viciados, Hoje, a polícia se ocupa com pequenos vendedores de drogas e deixa o crime organizado crescer como cogumelo no verão. Promessas em véspera de eleição levam nada a lugar nenhum.
por uberlandiahoje | fev 24, 2026 | Política Nova |
Ivan Santos – Jornalista
A criação do diploma específico de jornalista não dispensa o treinamento do jornalista do treinamento numa redação. A
vigência da Lei de Imprensa permitiu à indústria do ensino montar Faculdades para fornecer diploma. Algumas venderam
diplomas e ganharam muito dinheiro. Na realidade, o mercado hoje é obrigado a contratar jornalistas diplomados – muitos sem cultura geral, sem conhecimento da técnica de editoração, sem conhecimento da Língua Portuguesa e, por isto, alguns veículos são obrigados a divulgar textos cheios de gerúndios misturados de tu com você, sentenças com verbos na voz passiva que não indicam o sujeito, enfim, pobreza de informações e de comunicação com a mistura de conceitos sem ordem e sem nexo. A qualidade da produção jornalística não melhorou com a expedição do diploma. Desde que a exigência do diplomo foi imposta por lei as escolas as escolas festejam. O ideal é copiar o modelo da Europa que exige do candidato a jornalista uma formação de nível superior seguida de um curso de pós-graduação em técnica de editoração e de texto.
Outra aberração é a exigência de registro no Ministério do Trabalho. Jornalista não precisa ser controlado através de um registro profissional em um órgão governamental. Os jornalistas precisam se reunir para organizar uma Ordem Profissional como a OAB. Essa Ordem poderá exigir o cumprimento da Ética Profissional e montar um Exame de Ordem para expedir a Carteira de Jornalista somente a quem se mostrar preparado para o exercício da profissão. Caso isto não ocorra, continuaremos sujeitos às exigências do mercado e o nível de desemprego crescerá.
Outros temas para discussão:
1- Para ser apresentador ou apresentadora de TV nunca foi preciso ter diploma de jornalista. Esta função no Brasil é regulada pela Lei do Radialista e tem o nome de “locutor (a) noticiarista”.
2- Os jornalistas invadiram a profissão de Relações Públicas com o rótulo de “Assessor (a) de Imprensa”. Esta qualificação profissional não existe. Não há no Brasil uma lei que reconheça “assessor de imprensa”.
Tem muita coisa errada no exercício do Jornalismo que precisa de séria discussão. Todo jornalista precisa analisar as informações que receber, avaliar de forma dialética para tentar identificar a verdade. É preciso trabalhar sempre sem preconceitos e com a mente aberta. Ninguém consegue ser bom jornalista sem boa cultura e respeito à ética. Isto ninguém consegue sem muita leitura. Jornalista de verdade sabe que um indivíduo com formação elementar não tem competência para distinguir alho de bugalho.
I
por uberlandiahoje | fev 16, 2026 | Política Nova |
Ivan Santos – Jornalista
Há pouco tempo o jornalista Cláudio Júlio Tognolli publicou na Revisa “Caros Amigos” o texto realista que vamos apresentar, a seguir:
“O jornalismo investigativo está morto. Sobrevive, tão somente, em salas de aula. Apenas porque lá repórteres engravatados vão dar palestras. Diante do silêncio maravilhado dos alunos, mostram o que é deter o júbilo de ser um ungido pelos deuses pagãos do jornalismo. Mas esta farsa luminosa, lacunarmente encenada, logo se dissipa como água na água: o aluno logo aprende que o jornalismo investigativo é um defunto tresnoitado. O que sobrou para os jornalistas investigativos, agora, é copiar grampos degravados por peritos policiais sonolentos. Ou copiar boletins de ocorrência. Tanto faz: o que era para ser ponto de partida (os dados oficiais), virou ponto de chegada.
O curativo arrepio de delícia, que percorre a espinha do repórter, sempre que pega um furo, passou a ter um preço. E este tem deixado diretores de redação numa rarefação de causar rodopios. Levantamento feito pelo jornalista Márcio Chaer, do site Consultor Jurídico, mostra que há no Brasil quase 2,8 mil jornalistas processados. Um recorde mundial. Os dados são de dois anos passados. Tudo porque, mesmo defendendo publicamente a tão aclamada “transparência”, diretores de jornais sucumbiram, ano passado, à assoprada dada pela entidade patronal que congrega os donos de jornal. A saber: não revelem novamente os dados dos processos sofridos por jornalistas. Isso custa caro ao preço das ações das empresas.
Sabe-se que esse número de processos contra jornalistas dobrou. Ninguém é mais processado pela Lei de Imprensa. Desde a Constituição de 1988, advogados preferem processar jornalistas pelo artigo quinto, inciso décimo, da Carta Magna, que prevê a inviolabilidade de imagem. Ações cíveis contra empresas de jornalismo viraram um bom investimento. Estima-se que, no Brasil, pelo menos RS$ 70 milhões estejam sendo postulados na Justiça contra jornalistas.
O número total de ordens judiciais de interceptação telefônica no país em 2008 ultrapassou 400 mil, segundo levantamento feito pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) junto às operadoras, entre 1º de janeiro e 5 de dezembro do ano passado, da CPI e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Segundo o relatório da Anatel, foram determinados 398.024 grampos em celulares e 11.905 em telefones fixos, totalizando 409.929 pedidos de interceptações.
Numa sondagem feita com 8 repórteres investigativos, referiram-me que, de tudo o que publicaram ano passado, em seus jornais e revistas, mais de 90% “veio pronto”. Ou seja: essa produção industrial de grampos acabou escoando nas páginas da mídia. Agora entendemos porque o jornalismo investigativo dá sinais alusivos de agonia, e uma inervação indissolúvel toma conta dos advogados contratados para escangalhar o couro de repórteres.
A filosofia que preside um inquérito, naturalmente, é aquela chamada, em lógica, de princípio do terceiro excluído, ou, em latim, “tertio non datur”. Ou lidamos com culpados, ou com inocentes. Ou com o bem, ou com o mal. Jamais se pensaria em absurdidades logicamente possíveis, como, digamos “bondade que mata”. O ministério público, titular da ação penal, está aí para isso. A defesa dos acusados que se vire: a princípio todos são culpados. Esse mecanismo veio funcionando bem, com seus excessos, é claro, até que vieram os grampos. E até que vieram as “bolachas” (CD’s) com todas as gravações e grampos e o escambal a quatro. Esse escarmento, levado aos repórteres, criou uma enxurrada de “jornalistas investigativos”, cujo único papel tem sido reproduzir o que se recebeu da polícia ou das procuradorias.
Roda nas redações do Brasil, a boca pequena, um documento de onze páginas, sobre a chamada Operação Satiagraha, que levou Daniel Dantas à cadeia. Nele alguns jornalistas são citados como partícipes do movimento que teria levado à privatização da Satiagraha, daí o afastamento do delegado Protógenes Queiróz. O documento tem servido como “mea culpa” para todo o repórter que o lê. A concorrência para dar o furo tem feito o repórter surfar os limites do impossível. Tem nos aproximado do velho alpendre filosófico de Nietszche quando alertou que, toda vez que nos aproximamos por demais do monstro que queremos combater, corremos o risco de nos tornarmos iguais a ele. A indústria dos grampos, e a cobrança no esquema da concorrência pelo furo, deixou o repórter pairando no intermédio de ambos: hoje é juiz. Amanhã será carrasco. O populacho que consome shows aplaude a transmutação. Os advogados de redações coçam os rubis dos anéis.
por uberlandiahoje | fev 15, 2026 | Política Nova |
Ivan Santos – Jornalista
Já fui acusado neste espaço por algumas pessoas encantadas com a polícia econômica do presidente Lula, de ser pessimista e míope por não reconhecer nem ver que nos últimos oito anos houve crescimento expressivo da classe média brasileira; que a pobreza diminuiu e está a caminho do fim e o Brasil tem mais de US$ 350 bilhões de dólares de reservas que fazem com que o País seja uma potência econômica mundial. Tanta euforia não passa pela minha cabeça. Prefiro acreditar no que dizem economistas prudentes. Na última quarta-feira, o jornal Valor Econômico alertou que “se alguém espera para 2012 algum sopro de euforia nos mercados, é bom saber que essa não é a previsão de nenhum dos especialistas consultados”. “Não vai ser um ano para dobrar capital”, comentou o respeitado economista Fernando Rocha. As medidas macroprudenciais adotadas no final do Governo do presidente Lula, como comentamos naquela época neste espaço, estão a produzir agora os primeiros sinais de desaceleração da economia cabocla. Para evitar desemprego em massa, a presidente Dilma lançou o “Programa Brasil Maior” que dá desoneração fiscal a alguns setores da indústria. Para economistas conservadores, o “Programa” é um paliativo porque a crise que cresce na Europa pode se espalhar por todo o mundo. Na economia globalizada, o Brasil não ficará como ilha de bonanças sem sofrer os efeitos negativos da desaceleração econômica no Primeiro Mundo.
BIPOLARIDADE
Ainda segundo o jornal Valor, ”ninguém tem dúvida de que 2012 será ano marcado pela bipolaridade com períodos de estresse que devem se alterar com momentos de recuperação embalados por recursos ainda disponíveis”. O Brasil é um país que ainda tem recursos disponíveis e forte mercado interno, mas isto não é vantagem competitiva no mundo.
CAUTELA
O Governo tem agido com cautela em matéria de economia e atua para evitar desacelerar a indústria. No entanto, o presidente da FIESP, Paulo Skaf, recém culpou o governo de Dona Dilma “pelo fraco desempenho da indústria em 2011”. Na verdade é o “Custo Brasil”, a carga tributária e o real valorizado que atormentam as indústrias.
CLIMA QUENTE
Em Uberlândia a indústria da construção civil está aquecida com lançamentos de grande e médio porte. Neste ambiente positivo e animador é preciso torcer para que o Governo não desvie recursos do FGTS para financiar as obras da Copa do Mundo e das Olimpíadas e assim falte dinheiro para a CEF financiar o comércio de imóveis.
por uberlandiahoje | fev 13, 2026 | Política Nova |
Ivan Santos – Jornalista
Luana Piovani, atriz culta e celebridade do primeiro time da constelação lúdica nacional, conseguia movimentar e encantar milhares de internautas do Brasil com os comentários que fazia na Internet. A maioria das pessoas que conseguiam as informações que ela divulgava pareciam sem competência para distinguir alho de bugalho. Há pouco tempo a atriz informou no Blog dela que o padre Antônio Vieira morava em São Paulo. Poucos deram importância à informação, talvez por ignorarem quem foi o padre. Ninguém comentou o besteirol. Luana exercitava a “liberdade democrática” que a Internet concede a gregos e a troianos, todos com direito de divulgar bobagens e alimentar besteirol com sonhos, fantasias e assinar comentários mentirosos com nome trocado ou inventado na última hora. Comunicação sem escrúpulo. A informação de que o “padre Antônio Vieira mora em Sampa”, Luana a fez, certamente, com ironia, para avaliar o nível de conhecimento histórico da plateia que a segue e a aplaude na Internet. Muita gente sensata e bem informada, hoje, espanta-se com a audácia de internautas que tentam justificar a falta de ética no processo político com falcatruas do passado. Isto é irreverência sem precedentes na história da democracia. O besteirol atual, na Internet, é pura bobagem cometida por quem acha que todos somos idiotas ou ignorantes batizados, crismados e dispensados do Serviço Militar por excesso de contingente. Besteirol cibernético que faz rir e chorar ao mesmo tempo. Saravá!
BESTEIRAS
Hoje a Internet parece um canal para alguns externarem ressentimentos, ódios, preconceitos, revanchismo e ignorância sem a menor ilustração. Em nome de uma sociedade mais crítica, pseudodemocrática, a Internet transforma-se hoje em passarela para desfiles de figuras que, na prática de comunicação popular moderna, revelam-se comentaristas de insensatez.
DIVIDA EXTERNA
Outro besteirol que corre solto na Internet é o que diz que Lula pagou a dívida externa e, por isto, o Brasil hoje nada deve no exterior. Em 2002 quando Lula assumiu o Governo, a Dívida Externa é de R$ 326,7 bilhões e a dívida interna está em R$ 10,3 trilhões. O Brasil é um país endividado.
DIVIDA INTERNA
Em 2002 a Dívida Interna do Brasil era de R$ 654,3 bilhões. Mestre Lula da Silva aproveitou os juros internacionais baixos, emitiu títulos da Dívida Pública e, com o dinheiro amealhado, pagou o que o Brasil devia ao FMI. Com esse tipo de operação a Dívida Interna do País é hoje muito difícil de ser quitada? Que dívida pagou Lula?
por uberlandiahoje | fev 10, 2026 | Política Nova |
Ivan Santos – Jornalista
Certa vez mestre Armando Nogueira, um dos maiores cronistas de jornais do Brasil, ensinou uma lição a quem quiser aprender a escrever. Segundo ele, “bem escrever é cortar palavras”. E contou uma história ocorrida em uma feira de peixes na beira de uma praia. O feirante escrevera um anúncio assim: “HOJE, VENDO PEIXE FRESCO”. A um amigo dele que chegara, perguntou se o anúncio estava correto. O amigo escritor observou: “Você já notou que todo dia é sempre hoje”? E acrescentou: “Acho dispensável esta palavra HOJE”.
O feirante retirou a palavra e o anúncio ficou: “VENDO PEIXE FRESCO.” O amigo tornou a comentar: “Aqui, nesta feira, existe algum peixe dado de graça”? O peixeiro respondeu: “Que eu saiba. “Então não é preciso o verbo VENDER. O peixeiro obedeceu e retirou o verbo. O anúncio ficou: “PEIXE FRESCO”. A seguir, o visitante perguntou: “Me diga uma coisa: por que apregoar que o peixe é fresco se o que traz o freguês a uma feira no cais do porto é a certeza de que todo peixe daqui é fresco”? Lá se foi o adjetivo.
Ficou o anúncio reduzido a uma singela palavra: “PEIXE”. Foi por pouco tempo. O visitante ponderou que era menosprezar a inteligência dos clientes anunciar, em letras garrafais, que o produto da banca era peixe. O anúncio foi cancelado, sumiu. O feirante vendeu tudo. Não sobrou nem a sardinha do gato. E ainda aprendeu uma preciosa lição: “Escrever é cortar palavras”.
Jornalismo
Jornalismo não é literatura; é informação. O texto jornalístico não admite frases na voz passiva, locuções verbais, gerúndios nem adjetivos qualificativos. Os leitores de jornais não aceitam julgamentos prévios e têm o direito de saber quem foi que praticou a ação indicada pelo verbo principal da oração. Simplificar é preciso.
laro: dificilmente permitirei”.
Manual precioso
As jornalistas Dad Squarisi e Arlete Salvador, no livro “A arte de escrever bem” ensinam produzir mensagens pelo correio eletrônico, escrever relatórios, fazer vestibular ou produzir matéria jornalística. Elas, com indiscutível habilidade e competência, ensinam, no livro, como redigir hoje, de modo adequado e elegante.
Lição de mestre
Pompeu de Souza, lendário jornalista do “Diário Carioca” do Rio de Janeiro, que introduziu o “lead” no noticiário brasileiro, dizia aos principiantes: “Jovem, escreva um sujeito, um verbo e um complemento, sempre nesta ordem – a direta. Se quiser escrever um adjetivo, peça minha permissão e, antecipadamente, declaro: dificilmente permitirei”.
Manual precioso
As jornalistas Dad Squarisi e Arlete Salvador, no livro “A arte de escrever bem” ensinam produzir mensagens pelo correio eletrônico, escrever relatórios, fazer vestibular ou produzir matéria jornalística. Elas, com indiscutível habilidade e competência, ensinam, no livro, como redigir hoje, de modo adequado e elegante.